Textos de Amizade entre Tia e Sublinha

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⁠"Confiar em Deus não é um cálculo piedoso feito por gente que quer deixar de sofrer; é a entrega cega pela qual o homem se faz partícipe da eternidade ainda neste mundo.

Não se chega a esta confiança – infinita ao seu modo – sem a experiência profunda das grandes derrotas".

Inserida por CarlaGP

⁠"A Viagem"

Coloquei meus pés entre a realidade e o jardim, os vi caminhar lentamente. Meus pés flutuavam com a leveza da alma, meu coração era leve e feliz. Ergui meus olhos, vi o jardim com flores, árvores, passarinhos cantavam em meus ouvidos, caminhava lentamente tocando flores. O cheirinho da natureza era marcante. Caminhei e percebi que à minha direita havia um templo todo branco e com várias pessoas caminhando sem perceberem minha presença. Eu os via, mas eles não me viram. Continuei caminhando, a sensação era de paz, felicidade, curiosidade. Ao mesmo tempo que sabia que não era meu mundo, fiz dali meu mundo de refúgio de plenitude. Ao meu lado direito vi um riacho bem estreito, quando de repente senti tocar meu ombro. Era você que veio ao meu encontro... Fiquei surpresa em te ver e muito feliz por você ter vindo. Não nos falamos, simplesmente nos olhamos e seguimos contemplando o mais belo jardim que havia visto. Damos as mãos e fomos surpreendidos por uma pequena canoa com uns três casais e um condutor de pé remando; você entrou e estendeu a mão e me puxou para dentro; confiei e sentei ao seu lado, ergui os olhos e vi o céu com um sol entre as árvores brando suave, como é todo final de tarde; a temperatura era morna, quentinha, acolhedora. Olhei em sua direção e você sorriu; via sua felicidade em mostrar toda a beleza do lugar. Chegamos ao nosso destino. Descemos. Pegaste em minha mão e continuamos por nosso jardim erguido por meus sonhos. Avistamos um banco rodeado de flores; sentamos e deitei com a cabeça em seu colo; ouvia e via os pássaros. Com seu carinho em meus cabelos, a paz foi invadindo meu ser, minha alma. Não sei quem realmente és você, não sei de onde vens, não sei se já vivemos ou viemos nos reencontrar. Mas reconheço seu rosto. Nos levantamos e seguimos nossa viagem. Confesso que não queria sair deste cantinho, mas você carinhosamente pegou em minha mão e seguimos. Nossas vestes eram brancas; vestimos uma túnica. Caminhamos e ultrapassamos o templo; olhamos para trás e vemos ele cada vez mais longe. Paramos de frente para o outro; você segurou em minhas mãos e começamos a levitar, começamos a voar junto com os pássaros; senti o amor, a liberdade quando olhava para baixo e via a terra. A sensação era de não querer voltar; mas tocou-me delicadamente para voltarmos. Vim nesta viagem só, e você veio me encontrar. Tu não sabes que viestes. Talvez nunca saberás o quanto foi lindo nosso reencontro. Mas se eu voltar, ficarei aqui, sentada no nosso banco esperando que retornes para continuarmos nossa viagem; para eu te dizer que o amor mais puro é o amor de almas que marcaram este passeio em algum lugar do passado. Quando voltar a este lugar de paz espero te ver de novo para passarmos mais um sonho juntos. Coloquei meus pés de volta à realidade e percebi que acordei desse sonho lindo e te deixei lá... Te deixei lá mas voltarei para perto do mais puro amor que me deste... Mesmo que seja em sonho.

Inserida por vilma_blay_mainoth

Fragmentos de Nós

Entre versos soltos, o tempo se enlaça,
Somos fragmentos, pedaços de espaço.
Teu sorriso é breve, instante que passa,
Nos encontros e desencontros, me refaço.

Amor em pílulas, doses de eternidade,
Nas entrelinhas, busco tua verdade.
Palavras são pontes, frágeis, delicadas,
Te escrevo no silêncio, em noites caladas.

Vem, e traz contigo, a chuva e o sol,
Sons de uma vida, retalhos num lençol.
Cada toque, faísca de um universo,
Somos rascunhos, versos dispersos.

O amor é risco, rabisco no papel,
Instante fugaz, estrela no céu.
Nas curvas do dia, te encontro e me perco,
A vida é um traço, preciso e incerto.

Caminhos se cruzam, destino ou acaso?
Te amo em fragmentos, em cada intervalo.
Somos o agora, o imprevisto do dia,
Teu olhar, meu refúgio, minha poesia.

E se o tempo desfia nossos planos,
Resta-nos o momento, eternos insanos.
Na dança das horas, somos breves e belos,
Te amo em silêncio, em gritos singelos.

Inserida por pettrulho

⁠Poucos livros bons haviam aparecido. Entre eles, Literatura e Humanismo, de Carlos Nelson Coutinho; Os equívocos de Caio Prado Júnior, de Paulo Cavalcanti; Ferro e Independência, de Osny Duarte Pereira. Voltava-me para as revistas de cultura; apresentavam-se com dois tipos, pelo menos as universitárias, as dos docentes e as dos discentes. Eu concluia, por isso: "Em suma, provam os três exemplos alinhados que existe contraste, e até antagonismo, entre o pensamento novo, que se levanta nos meios estudantis, e o pensamento velho, que se aninha nas cátedras universitárias. É evidente que as exceções servem apenas para confirmar a regra. Nem tudo que surge do meio estudantil é de alta qualidade cultural, evidentemente; mas a esmagadora maioria do que surge do meio docente universitário é de qualidade inqualificável. Como pode haver respeito, numa atividade ligada ao conhecimento, quando os que aprendem sabem mais do que os que ensinam?
A FÚRIA DE CALIBÃ, pág. 226-227

Inserida por Acirdacruzcamargo

⁠Essa comparação entre a dinâmica familiar e o xadrez traz uma reflexão importante sobre o papel da mãe (a "rainha") em um contexto onde ela carrega todas as responsabilidades do lar, mas abdica da própria felicidade. Quando o "rei" (o parceiro ou a figura dominante na casa) assume um papel passivo ou controlador, desvalorizando a contribuição da "rainha", cria-se um desequilíbrio que afeta não só a dinâmica familiar, mas também o bem-estar dessa mãe.*Importância da Rainha no Xadrez*
1. *Poder ofensivo:* É a peça que geralmente lidera os ataques mais devastadores, criando ameaças múltiplas e dominando grandes áreas do tabuleiro.
2. *Flexibilidade:* A capacidade de cobrir diferentes tipos de movimentos torna a rainha indispensável em várias fases do jogo.
3. *Proteção e suporte:* Apesar de seu poder, a rainha funciona melhor em colaboração com outras peças, especialmente no meio jogo, para executar estratégias eficazes.
4. *Peça de valor elevado:* Perder a rainha é um grande golpe, pois afeta diretamente a capacidade de controlar o tabuleiro e executar táticas agressivas. Assim como no xadrez, o papel da "rainha" na vida familiar é essencial para o bom funcionamento do conjunto. Reconhecer sua importância significa valorizar quem desempenha essa função, garantindo apoio, comunicação e um ambiente harmonioso onde todos se beneficiam de sua influência positiva.
Essa comparação entre a dinâmica familiar e o xadrez traz uma reflexão importante sobre o papel da mãe (a "rainha") em um contexto onde ela carrega todas as responsabilidades do lar, mas abdica da própria felicidade. Quando o "rei" (o parceiro ou a figura dominante na casa) assume um papel passivo ou controlador, desvalorizando a contribuição da "rainha", cria-se um desequilíbrio que afeta não só a dinâmica familiar, mas também o bem-estar dessa mãe.
*A Dinâmica da Rainha no Lar*
No xadrez, a rainha tem o maior poder de ação e influência, mas, se for mal utilizada ou negligenciada, seu potencial estratégico se perde. Da mesma forma, na vida real, uma mãe que faz tudo pelos filhos e pela casa, mas não tem apoio, espaço ou tempo para si mesma, acaba se desgastando. Isso pode levar a sentimentos de frustração, vazio e, muitas vezes, a uma perda de identidade.
1. *Desequilíbrio de funções:*
- Quando a "rainha" assume todas as tarefas, o "rei" muitas vezes se torna acomodado ou age apenas como figura de autoridade. Isso sobrecarrega a mãe, que precisa ser multitarefa enquanto não recebe o reconhecimento ou suporte necessário.
2. *Abandono pessoal:*
- Assim como uma peça no xadrez que perde sua força quando deixada de lado, a mãe que prioriza exclusivamente o bem-estar dos outros pode acabar esquecendo de cuidar de si mesma. Sua felicidade, sonhos e projetos pessoais são sacrificados em nome da família.
3. *Dependência emocional e invisibilidade:*
- Quando o "rei" domina e a "rainha" deixa de assumir sua posição de equilíbrio, a relação se torna hierárquica e não colaborativa. A mãe, muitas vezes, pode sentir que sua dedicação é vista como uma obrigação e não como um esforço voluntário digno de valorização.
*Ressignificando o Papel da Rainha*
No xadrez, a rainha não só apoia o rei, mas também domina o tabuleiro com estratégia e equilíbrio. Na vida familiar, isso significa que:
1. *A rainha precisa de espaço para reinar:*
- O papel da mãe não deve ser limitado ao cuidado do lar e dos filhos. Ela precisa de apoio para viver seus próprios interesses e cultivar sua felicidade, assim como dá suporte à família.
2. *O rei precisa assumir responsabilidades:*
- O "rei" deve participar ativamente na gestão da casa, dividindo tarefas e promovendo uma relação de parceria. A rainha não é serva do rei, mas uma peça-chave em uma relação colaborativa.
3. *Os filhos como aliados, não dependentes:*
- Envolver os filhos nas responsabilidades do lar desde cedo ensina independência e respeito. Isso alivia a carga da mãe e mostra que a dinâmica familiar é um esforço conjunto.
4. *Cuidar da própria felicidade:*
- A "rainha" precisa sair do papel de mártir e lembrar que sua FELICIDADE é essencial para o bem-estar da família. UMA MAE FELIZ CRIA UM LAR MAIS SAUDAVEL E EQUILIBRADO.
*A Metáfora no Jogo da Vida*
Assim como no xadrez, a rainha tem o poder de transformar o jogo. No contexto familiar, quando a mãe assume sua força e exige equilíbrio, o "rei" e as "outras peças" (os filhos e demais membros da casa) também se movem em harmonia. O tabuleiro da vida familiar só funciona bem quando todos desempenham seus papéis, com a rainha não apenas servindo, mas também *reinando com autoridade e equilíbrio*.
A MÃE PRECISA LEMBRAR QUE SER FELIZ NÃO É UM LUXO, É UMA PRIORIDADE QUE BENEFICIA A TODOS.

Inserida por RFM

⁠Ah, essas ruas! Passo dia após dia entre elas, em alguns dias esperançosa, em outros, escura. É impressionante como elas mudam, mesmo sendo as mesmas ruas, deprimentes. Mas às vezes eu sei que elas brilham com o brilho da vida, como também sei que elas me destroem com as desventuras da mesma.

A questão é será que um dia essas ruas vão deixar de ser tão escuras e cultivar tão intrinsecamente com a própria escuridão de dentro da alma? Será que se eu preencher o espaço, elas deixarão de ser tão escuras? Mas preencher com o quê? Comauto-realização? Não, pois sei que faço isso todo dia e elas continuam escuras. Com amizades? Não, porque todo dia eu conheço gente nova e elas continuam escuras. Com amor? Não sei, pois sou ludicamente perdida nessa história, e não sei...

Mas um dia eu irei achar a resposta dessa pergunta. Então, esperemos.

Inserida por diogo_lima_carvalho

⁠Personalidade: O traço mais forte

"Existe uma forte relação entre sua personalidade com os momentos que dão certo ou não, porém existem escolhas pós tal situação que determinam o fracasso. Uma delas é acreditar que os outros estão certos em dizer que você precisa mudar para dar certo e a outra é aceitar que o que não deu certo não se encaixa em você e então continuar sendo você e terá êxito no que realmente lhe representa." (Guilherme Del Seron)

Citando em conjunto Fernanda Montenegro que disse: "Se você der certo, você é o herói da família, se você não der certo você é um maluco, uma maluca, um artista, e dirão: Agora fulano deu para ser artista. Agora se você der certo você é o rei da cocada preta. (Para que serve um artista?) Para confortar, eu acho que a arte é o que mais conforta o ser humano."

Citação de Caetano Veloso: "Cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é."

Em resumo eu apenas defendo a personalidade como forma única de ser, o contrário é constante uso de mascara social. Dar errado ou certo, é viver a si mesmo, exclusividade necessária, afinal se não há nenhum ser humano com traços biométricos e biológicos como os seus, você é ímpar, viver como tal é importante. (Guilherme Del Seron)

Inserida por GuilhermeDelSeron

⁠Entre eu e você, um abismo a transpor,
Barreiras necessárias, desafios a enfrentar,
O amor incondicional, a meta a alcançar,
Nas provas da vida, seu verdadeiro valor encontrar.
Caminhos tortuosos, corações a curar,
Respeito, compreensão, é preciso cultivar,
Amar além das falhas, dores a transformar,
Só assim o amor verdadeiro poderá se revelar.
Pacientes e persistentes, devemos caminhar,
Quebrando muros, sem nunca desistir,
Construindo pontes, para juntos superar,
As barreiras do ego, para o amor revelar.
No silêncio das palavras, a verdade se mostrará, Na conexão das chamas, a sintonia está no ar, o amor incondicional enfim encontrará, Transcendendo os limites, para unidos ficar
Em um só coração.
Paula Ingrissy

Inserida por paula_ingrissy

⁠Carta para N.S.L.

A verdade é que nunca houve amor entre nós. Não de sua parte, pelo menos. Você não me amou quando cruzamos fronteiras e paisagens juntos, nem quando arriscamos construir um lar compartilhado. Você não me amou quando o caos engolia o mundo, nem quando dividimos o mesmo teto. Eu nunca fui sua âncora, nunca sua família. Para você, eu não passava de uma distração conveniente, uma relação transitória para curar feridas de outro tempo. Você amou outros, mas a mim... a mim você apenas utilizou. Sugou-me, sobretudo, emocionalmente, como quem busca tapar o vazio deixado pela ausência de um pai, como quem tenta desesperadamente preencher buracos de uma autoestima quebrada. Talvez, no máximo, você tenha amado o reflexo do que eu te oferecia: minha dedicação, minha ternura, meu zelo. Mas amar a mim, ao meu eu mais genuíno, isso você nunca fez.

Eu, ao contrário, amei você em sua inteireza. Amei até as rachaduras da sua personalidade, os seus muitos defeitos, as suas sombras. Agora, olhando para trás com o olhar frio da razão, percebo que deveria ter encerrado essa história muito antes. Deveria ter abandonado tudo naquela fatídica tarde na estação de trem em Veneza, quando você despejou sua amargura em mim. Ou nos momentos em que você, sem motivo, se recolhia à sua frieza cortante. Ou, quem sabe, nos anos em que eu não podia expressar nem um pensamento sem que você revelasse seu lado mais cruel, mais insuportável. No fundo, eu sabia. Naquele dia em que a verdade queimou como um grito preso na garganta, eu me perguntei — e a resposta agora é cristalina — sim, você é um monstro. Um monstro não apenas em alma, mas um ser cuja maldade se reflete agora em sua face, corroendo-a lentamente.

Você viveu atormentada pelas dúvidas sobre seu propósito, mas devo admitir: encontrou sua vocação. Você é uma mentirosa extraordinária. Uma ilusionista perfeita. O que você fez comigo, transformando amor em ruína, é prova disso.

Não desejo sua queda, mas tampouco desejo sua ascensão. Para você, não guardo nem o menor vestígio de querer — nem bem, nem mal, nem absolutamente nada. Esta carta é apenas um exorcismo, um ato de purgar as memórias pútridas que você deixou impregnadas em mim, uma tentativa de varrer sua sombra de minha mente.

Dedico estas palavras em memória de alguém que um dia foi meu porto seguro, um amigo que confiava sem reservas, brutalmente traído por quem mais deveria protegê-lo. Descanse, querido amigo, embora seu legado seja agora enterrado junto com a mágoa de sua partida.
*13/04/2019
+13/06/2024
É uma ironia que chega a doer como faca: você partiu no mesmo dia em que chegou ao mundo, ambos marcados por um número que pareceu persegui-lo como uma maldição. Que o número 13, tão presente em sua história, não cruze mais meu caminho como cruzou o seu.

Que o destino leve para longe sua lembrança, e que o vazio que você deixou, ainda que enegrecido, seja minha liberdade.

Inserida por LERMJ33

⁠Motor V12 Jaguar macratonica tecnologia e ciência em conexão entre percepcoes futuristas


Em meio ao caos cintilante do sham sham, um show de luzes e sombras, a obra jazia inerte. Esquecida, abandonada, um fantasma de sua antiga glória. Ninguém sabia de sua história, de sua importância, de seu significado. Era apenas um objeto perdido em um mar de ruídos e distrações.

Mas então, um olhar curioso pousou sobre ela. Uma mente jovem, vibrante, cheia de ideias e vontades, viu além da poeira e do abandono. Viu a beleza adormecida, a chama prestes a se extinguir. E decidiu agir.

Com a ajuda de um companheiro improvável, um telemóvel, símbolo da tecnologia moderna, a obra começou a despertar. Através da mecatrônica, a arte se fundiu com a ciência, o passado com o futuro. Engrenagens giraram, luzes piscaram, e a obra ganhou vida.

Era uma visão futurista, um sonho tornado realidade. A obra, antes esquecida, agora se erguia imponente, desafiando o tempo e o espaço. Uma prova de que a arte, assim como a vida, sempre encontra um caminho para renascer.

Inserida por EmanuelBrunoAndrade

⁠Bailar entre os destroços

Somos feitos de pedaços,
e não há como negar.
Estamos neste espaço belo,
cheios de pessoas raras,
mas o mundo? O mundo está em ruínas.
Seja aqui, na Palestina,
ou na solidão das nossas almas,
o peso é difícil de carregar.

A arte não ergue paredes,
não reconstrói cidades,
mas ergue o instante.
E isso já basta.
Estamos aqui
para encontrar um compasso
no caos,
para dançar entre os destroços
sem sufocar na poeira.

Cada qual com suas mãos.
O médico luta contra o tempo,
o professor contra a ignorância,
e nós? Nós salvamos o instante,
um respiro,
um sorriso,
uma fagulha que brilha
na escuridão de alguém.

E isso, meu amigo,
já é o bastante.

Gino Pedro

Inserida por GinoPedro

⁠Quero amar-te, mas há um muro entre nós,
Erguido de dúvidas que tu mesma construíste,
Teu coração é um campo de dúvidas, onde a voz
Se perde nas incertezas, e o medo persiste.
Te quero de um jeito tão simples, tão claro,
Mas há sempre algo que te impede de ir,
E cada gesto meu se desfaz em desespero raro,
Como uma chama que quer arder, mas não pode existir.
Te olho e vejo um reflexo em pedaços,
Onde os "sim" se confundem com os "talvez",
Teu sorriso é um enigma, com mil abraços,
Mas o que me chega é um eco de incertezas, a se perder.
Quero te dar tudo, sem restrições, sem barreiras,
Mas em teus olhos vejo a indecisão a pesar,
Te amo, mas não sei se me deixas entrar nas fronteiras,
Ou se meu amor é só uma ponte a desmoronar.
E é estranho esse querer que insiste em me queimar,
Um amor que tenta, mas não sabe como se fazer,
Porque te amo, mas o medo de te perder me faz parar,
E o teu "não sei" é um abismo que não posso entender.
Mas mesmo assim, continuo aqui, te esperando,
Com um amor que não exige e não cobra,
Pois sei que amar-te é só isso: ir aos poucos, andando,
E talvez um dia, teu "sim" se faça, sem demora.

Inserida por Magi

⁠Entre Cinzas e Memórias
(Inspirada em Snuff - Slipknot)

Enterre seus segredos na minha pele,
Deixe-me com os pecados que carrego.
O amor que foi pureza, agora fere,
Rasgando a alma num lamento cego.
Os dedos tocam, mas não sinto o calor,
Somente o vazio que você deixou.
No eco do adeus, ressoa a dor,
Da promessa quebrada que se calou.
Eu fui refém da sua escuridão,
Perdi-me em labirintos sem saída.
Amei-te mesmo na destruição,
E morri em cada parte perdida.
Mas sou a chama que insiste em arder,
Mesmo que o vento tente apagar.
Entre cinzas, aprendi a viver,
Ainda que nunca consiga te amar.

Inserida por gabrielamoda

Silence of Time

Entre os passos do tempo, me perco e me encontro,
Em cada suspiro, um desejo, um encanto profundo.
Os olhos brilham, mas a alma busca,
Aquele amor que é mais do que palavras soltas.
Que não se esconde nas sombras, mas se revela ao sol,
Que não é feito de promessas vazias, mas de gestos sinceros.
Que não precisa de enredos complicados,
Mas de um abraço simples e verdadeiro.
E o coração, esse amigo fiel, se cala em paz,
Pois sabe que o amor verdadeiro não exige lutas,
Ele é leve como o vento, e firme como a terra,
Que une dois caminhos, sem medo, sem pressa
Que seja amor de chegada, e não de partida,
De construção, e não de destruição.
Que seja amor que cura, que liberta,
Que enche de luz a cada novo amanhecer.
Que quem me encontre, se encontre também,
E que ao final, ao olhar para trás,
Saibamos que não há mais ninguém,
Além de nós, em tudo o que o amor faz.

Inserida por gabrielamoda

⁠Entre motos e mulheres, vou te contar,
Ambas são lindas, difíceis de ignorar.
Chamam olhares, aceleram o coração,
Mas cuidado, amigo, com a emoção.

A moto te leva, o vento a te embalar,
Mas uma curva errada pode te derrubar.
A mulher é doce, cheia de encanto,
Mas um deslize é um tombo e tanto.

Na moto, o seguro traz solução,
Se te roubarem, há uma indenização.
Já na mulher, seguro não há,
Se te deixam, só resta chorar.

Então pilote com cuidado, ame com razão,
Na estrada ou na vida, tome precaução.
Pois tanto a moto quanto a paixão,
Podem te levar desta vida ou destruir teu coração!

Inserida por RobertoBrasil

- Entre Gatilhos e Cuidado: O Perigo de Buscar Ajuda com Quem Não é Psicólogo

É cada vez mais comum encontrar pessoas que se autointitulam psicoterapeutas, oferecendo apoio emocional e se apresentando como guias na complexa jornada do autoconhecimento. Em um mundo onde a busca por equilíbrio mental e bem-estar se tornou uma urgência, muitos se sentem atraídos pela promessa de cura e compreensão. Porém, o que muitas vezes escapa a esses buscadores de ajuda é o risco de confiar sua vulnerabilidade a alguém sem formação sólida em psicologia, alguém que, embora bem-intencionado, pode não estar preparado para lidar com as profundezas da mente humana.

A psicoterapia é uma prática de mergulhos profundos, onde o profissional precisa ter tanto o conhecimento técnico quanto a sensibilidade para entender o que está em jogo. Não é apenas sobre ouvir; é sobre saber o que fazer com o que foi ouvido, entender os meandros dos traumas, os gatilhos, as reações. É ter o preparo para lidar com aquilo que é despertado, com os fantasmas do passado, com os labirintos da mente. Em um ambiente de terapia legítima, é a segurança que permite ao paciente se abrir, sabendo que, por mais doloroso que seja o processo, ele está sendo conduzido por alguém qualificado, alguém que pode ajudá-lo a dar sentido ao que emerge.

Por outro lado, entregar-se aos cuidados de alguém sem formação acadêmica na área é como navegar em mar revolto sem um capitão experiente no comando. Pessoas sem a preparação necessária podem até mesmo evocar memórias e sentimentos tão intensos que, em vez de ajudar, acabam por abrir feridas profundas, sem ter os recursos necessários para suturá-las. Imagine aquele que procura ajuda para lidar com uma angústia, mas, em vez de encontrar alívio, acaba despertando um trauma ainda maior, sem que a pessoa ao seu lado saiba como guiar esse processo.

Não é uma questão de desmerecer a empatia e a boa vontade de quem quer ajudar, mas de reconhecer que a mente humana é um território complexo, onde o perigo do desequilíbrio sempre ronda. Só o estudo aprofundado, a ética e a experiência na prática clínica preparam o profissional para acolher a dor do outro com a responsabilidade e o conhecimento necessários. Quando falamos de saúde mental, estamos falando de algo que demanda não só entrega e empatia, mas rigor, técnica e, acima de tudo, responsabilidade.

Ao procurar ajuda, é preciso discernimento e cuidado. Assim como não iríamos a um médico sem formação, por mais carismático que ele fosse, não deveríamos entregar nossa saúde mental a alguém que não tenha uma formação sólida em psicologia. É uma questão de segurança e respeito ao próprio processo. A dor, os traumas e as dificuldades de cada um merecem ser cuidados com profissionalismo. É essa confiança no saber técnico que permite que a terapia seja uma jornada de cura verdadeira, guiada por alguém que tem as ferramentas e a sabedoria para nos ajudar a chegar aonde queremos – ou precisamos – chegar.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia

Inserida por Sibelecristina

Meu norte é a interseção entre paixão e propósito, onde a vida se torna uma jornada de realização. O meu norte é a luz que ilumina a escuridão, guiando-me através das tempestades e me levando à tranquilidade. Encontre seu norte, aquele ponto de equilibro entre sonhos e realidade. Ao buscarmos Deus como nosso norte, encontramos a paz interior e a realização que tanto almejamos.

Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!

Inserida por ROSINEI48

⁠Porque éramos nós
(Inspirado no romance de Elaine Araújo Brito)

Entre as margens do desejo e do dever,
nos encontramos, dois rios, a correr.
O silêncio gritava o que a vida calou,
e no espelho dos olhos, o amor despontou.

Eu, prisioneira de um lar sem calor,
você, refém de promessas de dor.
Nossos passos dançaram no tempo perdido,
um pacto selado no chão proibido.

Culpa e redenção, num laço apertado,
o ontem nos pesa, o hoje é roubado.
Mas entre os dedos, o toque é verdade,
um grito de alma, clamando liberdade.

Se fomos errantes ou amantes do instante,
quem pode julgar o que foi tão marcante?
Porque éramos nós, no caos e na paz,
um amor que rasga, mas nunca desfaz.

E no eco das escolhas, o que restará?
Uma memória do fogo que nunca se apagará.
Porque éramos nós, e mesmo no fim,
o amor será sempre a linha sem fim.

Inserida por BarbaraSwthel

⁠Espelho, espelho meu

Descabelada ou bem certificada,
a essência é sempre respeitada.
Entre cremes, sonhos e perfumes,
a beleza vive nos seus costumes.

Cuide do rosto, da pele, do olhar,
pois o brilho vem de se amar.
Mas lembre-se, mulher, com todo fervor,
o mais belo cuidado é com seu interior.

Faça as unhas, escolha um batom,
mas ouça sua alma no tom que é bom.
Seja dança, silêncio ou um banho quente,
cuidar de si é estar presente.

Nem só de viver a verdade,
mas de maquiar sua própria realidade.
Descabelada ou em fina produção,
você é o centro de sua criação.

Inserida por BarbaraSwthel

⁠No Palco Dos Dias

A vida é breve, um toque, um suspiro,
um eco suave, um respiro sutil.
Entre sombras e luzes que surgem a surgir,
ela fez do sorriso seu jeito de existir.

No palco dos dias, dançou sem recebimento,
fez do caos poesia e do medo, esteio.
Cada riso que dava, plantava esperança,
tecendo no peito a força da criança.

Se o mundo era rude, insistiu em florir,
se a dor lhe batia, aprendeu a sentir.
Na leveza do riso, achou seu poder,
escolheu ser farol para quem quer viver.

A vida é curta, mas nunca vazia,
em cada manhã renasce a alegria.
E ao escolher sorrir, tão plena, tão sua,
mostrou que a luz também vem da rua.

Inserida por BarbaraSwthel