Textos de Amizade entre Tia e Sublinha

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Depois de uma noite chuvosa, o primeiro domingo de 2025 amanheceu lindo, com o sol brilhando entre nuvens brancas, sobrepondo o céu azul.
O relógio da matriz, através das suas badaladas, indicava que as horas estavam avançando e, aí... A manhã passou, dando lugar à tarde... E num piscar de olhos, a tarde também se foi, dando lugar à noite... E eu? Eu... Fiquei aqui só, com os meus pensamentos, dando asas à minha imaginação...⁠

Helcedir - Manhumirim - MG

Entre Papéis


Falam. Sempre falam. Muito. Às vezes demais. Às vezes na medida. E se não falassem? Silêncio. Processo sem voz. Juiz sem contraponto. Decisão sem disputa. Sem ardor. Sem sal.


Ajusta a gravata. Gesto automático. Herdado do pai. Também advogado. Tensão no ar. Olhar diz tudo. Mais uma disputa. Será que consigo?


Toga nos ombros. Gira caneta entre os dedos. Olhar fixo. Espera. Sabe que vem surpresa. Um artigo esquecido? Uma súmula recém parida? Um pedido impensável? Quem sabe?


Respira fundo. Fecha o código. Encosta na cadeira. Deixa vir. Advogado entra. Rompe silêncio. Voz firme. Clara. Sustenta. Argumenta. Justifica. Pede. Mira direto nos olhos. Juiz escuta. Impassível. Ou quase. Na mente giram engrenagens.


Advogado sabe. Mas finge que não. Juiz levanta a sobrancelha. Advogado percebe. Brilha o olhar. Ali tem coisa. Insiste. Juiz folheia o processo. Devagar. Mudez.


E então? E então nada. Ou tudo. Porque advogado bom instiga. Juiz bom reflete. Nenhum existe sem o outro.


Processo sem debate? Documento velho. Papel morto. Só números. Só burocracia.


Advogado dá cor. Movimento. Alma. Processo ganha vida. Juiz dá ordem. Equilíbrio. Justiça. Processo ganha solução.


Dois papéis. Um único propósito.


Advogado é voz. Juiz ouvido atento. E o Direito? É o que acontece entre eles.


Rivalidade? Criada. Alimentada. Vendida como verdade. Bobagem. Advogado não é inimigo. Juiz não é adversário. Processo não é guerra. Mas há os que gostam.


Espadas. Escudos. Petições. Embargos. Movimentos táticos. Ataques. Defesas. Golpes jurídicos.


Teatro? Jogo? Guerra? Não. Direito.


Pausa. Cafezinho. Pelando. Ranger de xícaras nos pires. Tom muda. Sobre a cadeira. Toga dobrada. Advogado conta caso engraçado. Risadas. Baixas. Outro advogado. Entra. Outro juiz. Acena.


E antes que o café esfrie. Entre um gole e outro. Admiração. Recíproca. Escondida. Não dita. Mas sentida. Basta.


Amizade? Jardim se florescer. Se não, paz. Respeito? Sempre. Parceria? Inevitável. Reconciliação? Mais que possível. Necessária.


E o processo? Continua. Sempre continua. Porque o Direito não para.

TRILHAS DO TEMPO

Com o tempo, surge um quietude que não é vazia, mas plena—uma ponte entre o que deixamos para trás e o que nos tornamos.
Aos 60 sentimos o afastamento chegar devagar. O espaço que antes fervilhava com nossas ideias agora parece habitado por vozes que não nos chamam mais. Não é desprezo—é apenas a vida seguindo seu curso. É quando aprendemos que nosso valor não está no agora, mas no que semeamos pelo caminho.

Aos 65 enxergamos que o mundo do trabalho, antes tão urgente, é um rio que corre sem olhar para as margens.
Não importa o que construímos—as águas seguem. Não é derrota, é alívio. Chega a hora de olhar para dentro, deixar de lado as vaidades e abraçar a calma. Já não se trata de provar, mas de compartilhar, de orientar, de iluminar. A maior vitória não está no que se exibe, mas no que permanece nos outros.

Aos 70 o mundo parece nos esquecer—ou será que nos convida a ver o que realmente vale? Os mais novos não conhecem nossas histórias, e isso é uma graça: agora podemos ser apenas nós mesmos. Sem cargos, sem máscaras, só o que somos de verdade. Os companheiros de sempre, os que perguntam ‘como você está” e não ‘o que você foi” tornam-se dádivas, estrelas que brilham no cair da tarde.

E quando os 80 ou 90 chegarem, a família, em seu ritmo, se afasta um pouco. Mas é então que a compreensão nos envolve. Vemos que amar não é segurar—é deixar ir. Filhos e netos seguem seus rumos, como um dia seguimos os nossos. A distância não enfraquece o amor; mostra que ele é maior quando livre.*
Quando chegar a hora de partir, não há temor. É apenas o último movimento de uma dança antiga, o fechar de uma história escrita em alegrias, desafios e lembranças. Mas o que fica, o que nada apaga, são os traços que deixamos nas almas que cruzaram nosso caminho.
Por isso, enquanto há fôlego, enquanto o coração bate, viva com inteireza. Acolha os encontros, ria sem medo, guarde cada momento simples ou grandioso. Regue as amizades como quem nutre uma planta rara. Porque, no final, não ficam os feitos, os nomes ou os aplausos. Ficam os abraços, as conversas, a claridade que deixamos passar por nós.
Seja essa luz, seja essa lembrança, e você nunca se acabará.

Para todos que entendem: o tempo não some—apenas se transforma.

🤗 Aproveite cada instante que a vida lhe oferece, pois mesmo a mais longa jornada é breve.🤝

Roberval Pedro Culpi

Entre o medo e o tempo

Se temo a morte? Talvez mais o erro
de não morrer, ou de partir
quando ainda ecoam promessas,
ou então tarde — soterrado em silêncio,
só ocupando o ar de quem respira por inteiro.

Queria partir no compasso certo,
quando ainda se nota minha ausência,
mas não tarde demais a ponto
de ser alívio e não lembrança.

Que sobrem uns poucos que, sem afeto,
ainda me lancem um olhar torto —
porque amar de verdade
exige também saber o peso do desprezo.

E se nada mais restar de mim,
que fiquem estas linhas dispersas,
talvez num papel amarelado,
ou na leveza de uma nuvem digital,
soprando um sopro meu
em quem se dispuser a escutar.

Roberval Pedro Culpi

👉🏼 Salvar Vidas ou Seguir Regras? O Choque entre Dogma e Consciência

“Alguns são ensinados a rejeitar a transfusão de sangue, mesmo quando ela pode salvar vidas. Quando o dogma religioso entra em conflito com a vida, a espiritualidade nos lembra que ouvir o coração é honrar o divino. Você salvaria uma vida ou seguiria a doutrina?”

✨ A Mulher dos Meus Sonhos ✨


Dayane
Mais bela entre todas as mulheres,
com sua pele morena e suave,
seu encanto é doce mistério
que minha alma sempre buscava.


Teus olhos brilham mais que as estrelas
no céu mais claro do verão,
e cada luz que deles emana
clareia todo o meu coração.


És a mulher dos meus sonhos,
o presente que a vida me deu,
és resposta das minhas orações,
a quem sempre pedi a Deus

"A Falta de Entendimento dos Irmãos Mais Velhos e Mais Novos”


Entre irmãos existe um laço que parece inquebrável, feito de sangue, infância e lembranças. Mas, ao mesmo tempo, esse laço é atravessado por diferenças que tornam o convívio um território delicado. O mais velho sente o peso da responsabilidade, como se fosse chamado a ser exemplo, guia, quase uma extensão dos pais. Já o mais novo cresce à sombra desse exemplo, desejando liberdade, querendo ser visto por si mesmo, e não apenas comparado.
Daí nasce a falta de entendimento. O irmão mais velho olha para o caçula e o vê como imaturo, irresponsável, sem a seriedade que a vida exige. O mais novo, por sua vez, enxerga no mais velho alguém duro, exigente, que parece ter esquecido o que é sonhar e brincar. Ambos se cobram, ambos se julgam — e pouco se escutam.
Essa distância não é apenas de idade, mas de percepção do mundo. O filósofo diria que cada um vive em sua própria temporalidade: o mais velho já se preocupa com o futuro, enquanto o mais novo ainda se agarra ao presente. É como se olhassem a mesma estrada por ângulos diferentes.
O problema é que, nessa falta de entendimento, se perde algo precioso: a possibilidade de aprender um com o outro. O mais velho poderia ensinar paciência e prudência; o mais novo, leveza e espontaneidade. Mas muitas vezes ambos preferem se proteger em suas certezas, em vez de abrir espaço para a escuta.
No fundo, irmãos se amam, mas também se estranham. Talvez a verdade seja que esse estranhamento é inevitável — e, paradoxalmente, é nele que mora a chance de crescimento. Porque compreender o outro, quando ele é tão diferente, é também compreender melhor a si mesmo.
Assim, a falta de entendimento entre irmãos é uma escola silenciosa: ensina que o amor não é feito de iguais, mas de diferenças que precisam ser acolhidas.

"Deus e a Escuta Silenciosa com os Adolescentes.”




Na correria dos dias, entre relógios apressados e adultos sempre ocupados, os adolescentes crescem em meio a um silêncio que não é apenas ausência de palavras, mas ausência de atenção. O coração jovem, cheio de perguntas, sonhos e inseguranças, encontra muitas vezes portas fechadas: pais cansados, professores sobrecarregados, e amigos que também lutam com seus próprios ruídos internos.
Os adultos não têm tempo. Estão sempre correndo atrás do trabalho, das contas, das preocupações que o mundo exige. Os mais velhinhos, quando poderiam oferecer escuta, já carregam em seus corpos a doença, o cansaço e a fragilidade do tempo. Assim, o adolescente, com seu turbilhão de emoções, muitas vezes se vê sozinho.
E é nesse espaço de solidão que um silêncio diferente se abre: o silêncio onde Deus se encontra.
Quando ninguém mais escuta, só resta Deus. Ele se faz presente na oração tímida antes de dormir, no pensamento escondido no meio da aula, no choro abafado no travesseiro. Deus é a escuta silenciosa que não julga, não se apressa e não cansa. Ele acolhe a inquietude, o grito e até o silêncio dos jovens que não encontram eco em mais ninguém.
É nesse colo invisível e eterno que os adolescentes descobrem que não estão sozinhos. Porque, mesmo quando os adultos não têm tempo e os velhinhos já não têm forças, Deus continua sendo o ouvido atento e o coração aberto.
No fim das contas, quando as vozes do mundo se calam, só resta Deus — e é justamente aí que o adolescente aprende que o silêncio pode ser cheio de presença.

Entre o passo e o horizonte

No silêncio dos dias,
a esperança cresce devagar,
como semente que insiste
em quebrar a terra dura do olhar.

Cada tropeço se torna ponte,
cada queda, lição sutil.
O futuro nasce nos detalhes,
na coragem de seguir, no brilho do abril.

O impossível se curva
ante quem insiste em caminhar,
e o sonho, mesmo tímido,
começa a florescer no ar.

Reflexão nos brinquedos


A sua vida é vida igual e sonhável,
Entre os espinhos e leões do dia a dia,
Você desenha os teus sonhos.


Não importa a cor, não importa o cabelo;
Nada disso tem valor
Quando se refere a ser humano e a Deus.


Ninguém nasce ruim, ninguém nasce odiando.
Crianças brancas e negras brincam
Como se nada disso impedisse cada sorriso.


Mas a gente cresce, e a falta de amor
Cresce junto.


Infelizmente, um dia os ouvidos ouviram
Uma podridão que se alastra.


E, como um brinquedo quebrado,
Simplesmente não deveria mais ser brincado!


Livro: Negros 2025

Às vezes, o amor parece uma dança entre luz e sombra. Na euforia dos primeiros momentos, os sorrisos são garantia de felicidade, mas com o tempo, as tempestades se tornam inevitáveis.


É nesse espaço impreciso que encontramos a tristeza, como um lembrete sutil de que cada relacionamento é um reflexo de quem somos.

⁠As Estações

No meio dessa aventura,
Que se chama viver,
Entre flores, nuvens, chuvas,
Estações marcam sem perceber.

Em cada detalhe da vida,
Uma estrela, um horizonte,
Aprendemos que, pra ser sentida,
Não se deve atentar ao ontem.

O presente, mesmo inconstante,
Com surpresas, aventuras, tristezas,
Traz uma certeza de um instante:
Eis o segredo da leveza.

Queria transpor essas dimensões,
Ultrapassar todas as montanhas,
Sem nome, endereço, destino...
Onde mora a esperança?

Esse vislumbre de ter e perder,
A incapacidade de suportar,
Lembra-nos: a beleza de viver
É ter caminhos a trilhar.

Sede

Quero uma poesia que penetre em minh’alma,
E me faça por entre lágrimas
Sentir o gosto do riso:
– Nada foi perdido!
Quero mais que uma poesia,
De amor, – não quero poesia
Sem lâmina, sem sabor,
Sem cheiro, sem sangue,
Sem o pulsar de coração,
Sem elementos de vida,
De esperança. (Quem sabe apenas
Um ponto – o silêncio,
Menos suspiro e reticência
– ataque fulminante).
Quero mais do que palavras,
Quero o abraço que faça-me
Perder o fôlego, me sentir ofegante.
Quero licença poética,
E quebrar a censura, e ser livre
Para poder mandar alguém
Para onde eu quiser,
E também ser mandado
Ao bel prazer.
Quero o “vá ser livre”,
E “vamos sermos livres juntos”
(E que a liberdade não nos separe),
Quero a vírgula fora do lugar,
Só para confundir
E ser confundido.
Quero poder falar na forma
Que eu quero e bem entender,
E dizer que a gramática
Não me contaminou
Por inteiro,
– Quero ser critico
Da minha própria pessoa!
Quero uma poesia
Que sinta a minha dor,
E chore comigo,
Como se hoje fosse
O último dia,
– Hoje já passou…
Amanhã quero um conhaque,
Um cigarro qualquer,
E uma mulher,
Que não viva me fazendo
Juras de amor,
E minta todos os dias
Me amar.
Quero sentir o perigo da rua,
Da curva da poesia,
E da amada.
Embriagado, quero
Mais que poesia,
Muito mais do que poesia.
– Hoje vamos nos divertir!
– Até chegar no espaço!
– Fecha os olhos.
– Esquece esse mundo.
Palavras soltas,
Sem dono,
Em busca de serem encontradas.

Valter Bitencourt Júnior
Você Pode: Antologia, 2018

⁠"Uma diferença fundamental entre o pensamento conservador e o pensamento progressista é que o conservador faz análises e propostas a partir de como o mundo é, e o progressista o faz a partir de como imagina que o mundo deveria ser.
Isso nos leva a conclusão óbvia que o conservador pensa a partir de fatos, e o progressista pensa a partir de idéias, que são obrigatoriamente não-fatos. Como a imaginação humana é ilimitada, nunca haverá consenso sobre como o mundo deveria ser. Porém, a forma que o mundo é, a realidade dos fatos,independendentedos desejos do observador, se torna um ponto de partida obrigatório e determinístico para qualquer análise séria.
Donde se conclui que somente uma mente desorientada pode ser progressista, pois não há a menor possibilidade de que qualquer proposta séria seja construída a partir de não-fatos.
Por isso, o pensamento conservador é fundamentalmente humilde diante da realidade, enquanto o pensamento progressista é fundamentalmente soberbo, crente de que suas propostas são sempre as melhores para "consertar o mundo" - como se o mundo não fosse como é, por miríades de razões que escapam tanto ao observador comum, quanto ao mais perspicaz dos pesquisadores"

⁠Silêncio Cego

Eu vejo dançarinos nas calçadas
Entre mendigos camelôs e padres
Crianças procurando presas pra devorar
Numa savana eletrificada

E na TV uma granada explode
Do outro lado um ditador aplaude
Caem os muros e ficam as heras
E os inocentes à mercê das feras

Do lado norte, onde o Sol é mais forte
Deus é a nuvem que nunca aparece
E o vento sempre sopra certo em qualquer direção
Moinhos é que esperam sempre na contramão

Duvidoso é o silêncio
De certas palavras
Duvidoso é o silêncio
Que cega as palavras

E você diz que está indo tudo mal com a tua vida
Você nunca se contenta porque não sabe
O quanto dói a minha ferida
Duvidoso é o silêncio
De certas palavras
Duvidoso é o silêncio
Que cega as palavras

⁠Você é um ser Maravilhoso!...

No princípio era o verbo e o verbo habitou entre nós, e esse verbo é Deus... Ele se manifestou com alegria e emoção entre nós: e vivemos e continuamos sentindo essa luz e essas palavras de poder em nosso ser... Você querendo um grupo para se manifestar o seu potencial de Felicidade e uma amizade para poder se sentir amada, compreendida e valorizada... E eu: pretendendo despejar a minha gratidão, minha emoção pela vida💝💐, e minhas reflexões que brotam do fundo do meu ser!...🙃 E assim veio as publicações, as contemplações, as curtidas, as historietas, as perseguições em querer não perder o contato e sentir essa vibração sempre nos plugando, presenciar os carinhos, as brincadeiras, a preocupação com a saúde e assim, a amizade se enriqueceu e ganhou uma dimensão simples e divina: abundantemente!... Eu meio introvertido, porém expansivo na forma de multiplicar reflexões e lançar o amor, consegui evoluir nessa minha interiorização... 🤠😊 E você, com essa forma de ver a vida com muita luz e humor, de querer sentir na alma o prazer da vida e a alegria de viver: se recriou e se revela para o mundo com uma essência linda e digna dos que querem levar a graça e a beleza para contagiar a humanidade, e fazer com que todos possam sentir essa luz, esse poder e essa cura em seu interior🙌👍🙏💝Assim vamos caminhando, cada um colocando um pouco de tempero na essência do planeta, para que todos possam sair de seus💖abismos e preconceitos, para enxergar um mundo novo, belo, fascinante e repleto de oportunidades...
Isso tudo é fantástico, sublime e encantador💕♥️🌹 E que a cada dia, possamos derramar mais e mais dessa gratidão para todos os nossos irmãos, para que eles sintam a verdadeira paixão pela vida... Que é o amor, a sinceridade, a honestidade e a confiança nos compartilhamentos de idéias e emoções 😀🌹💐 O bom disso tudo, é que nos realimentamos com essa força e essa energia divina, e vamos ganhando consciência dessa evolução para nos transformar e ser: seres humanos melhores, mais amigos e irmãos 🎈❤️🌺🙃🤠😊 Estamos juntos nesse barco e vamos atravessar a nossa história sempre unidos e remando na mesma direção para conquistar a nossa liberdade e a nossa plena, felicidade👏🙌👍🙏😊

⁠A interdisciplinaridade entre um campo de saber e os demais que o cercam, que com ele se interpenetram ou interagem, pode se dar através de certas instâncias que podemos entender como 'pontes interdisciplinares'. Uma disciplina pode dialogar com outra através dos seus aportes teóricos e dos conceitos em comum [a ponte interdisciplinar da 'Teoria']. Pode incorporar, integrar ou partilhar procedimentos metodológicos que já estão bem desenvolvidos em uma disciplina irmã, ou mesmo em uma vizinha distante [ponde interdisciplinar do 'Método']. Pode assimilar padrões e fórmulas expressivas que também constituem o discurso da outra. Diversos campos de saber, além disso, encontram consistentes caminhos interdisciplinares através das suas temáticas de estudo - ou seja, através de certas coincidências entre seus campos de interesse // As redes profissionais que se referem a cada campo de saber, por outro lado, podem se interpenetrar de muitas maneiras, e cooperações diversas podem ser estabelecidas... [...] Cada um destes âmbitos - Teoria, Metodologia, Discurso, campos de interesses temáticos, rede humana, espaços intradisciplinares - pode se apresentar aos pesquisadores de um campo como importantes 'pontes interdisciplinares' capazes de estabelecer diálogos entre os diversos saberes


[extraído de 'Interdisciplinaridade - na História e nos demais campos de saber'. Petrópolis: Editora Vozes, 2019, p.77]

⁠...
O tempo é comparado a um pó muito fino que, distraídos, deixamos escorregar por entre os nossos dedos.

Se lhe damos um bom uso, é a ponte por onde fazemos passar a trama dos nossos dias para fabricar o tecido de uma vida significativa. Portanto, precisamos ter consciência de que o tempo é o nosso bem mais precioso, essencial para a busca da felicidade. Então porque hesitamos quando abdicamos do supérfluo? Que vantagem há em nos dedicarmos ao inútil? A discórdia? Como disse Sêneca: “Não é que tenhamos tão pouco tempo, mas que o desperdiçamos demais.”

A vida é curta. Sempre perdemos, quando deixamos de lado as coisas essenciais, ou às adiamos ao nos deixarmos enredar pelas demandas incoerentes daqueles que brigam por poder. Os anos ou as horas de vida que nos restam para viver são como uma substância preciosa que se desfaz, podendo ser desperdiçada sem que percebamos.

Eu tenho quase meio século por aqui, e encaro o tempo como uma criança que pode desaparecer se não ficarmos de olho, que pode sumir com um estranho se não tomarmos cuidado, ou até mesmo evoluir rapidamente entre fases se não acompanharmos esta evolução. O tempo é nosso e ele não pode se perder indiscriminadamente. Cada fração desse tempo deve ser trocada por algum significado.

⁠ENSAIO E ENCONTRO

Entre “fazer-me casa” procê morá...
E ocê “fazer-se casa” pra eu morá
estamos “reinventando” a roda amar...
estamos aprendendo a delicadeza
de conhecer o “outro” com amor
de aprender a amar “as sombras”
Afinal, somos isso e aquilo também!

A espera do encontro
é encontro em ensaio...
a preparação para a comunhão
comunhão corpo, sangue, pão
com o terço na mão...
Trama amor benção!

⁠ELISA "ENSONHARADA"

Escorregastes por entre os dedos de Deus...
E, escorregando por entre nuvens e estrelas
e céu e lua e sol...
Chegastes “ensolarando” nossas vidas...
iluminando e irradiando “mágicas”
e faz de conta... incontáveis...

Amáveis e suaves
apertados abraços a nos envolver
e “volver” nossos corpos
em laços e mais abraços...

Trouxestes novas vestes
para nossos corações e almas e corpo...

Uma “filhotinha de anjo”
que despencou do céu
e transformou em “céu” nossas vidas...

Seus olhos são “varinhas mágicas” ...
que abrem as comportas do céu
aqui na terra...
Um céu encantado...