Textos curtos

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A morte sussurra no meu ouvido e deixa minha mente bem clara:

"Desse mundo, você não leva absolutamente nada. Eu te tiro tudo: objetos, pessoas, pensamentos, nada que você possa segurar. Você só deixa, e o que você deixa é tudo o que viveu. Então, viva! Porque a única coisa que eu não te tiro é o que você viveu e deixou na vida."

O sentido da vida é a morte. Nascemos para morrer e seguimos em direção a esse destino. Mas o que nos leva até ele são as escolhas que fazemos em vida. Cada escolha gera consequências, e essas consequências se tornam nossas lições.

O que aprendemos ao longo da vida é o que deixamos quando partimos. E, no fim, o que realmente fica não são bens ou conquistas, mas os afetos que espalhamos pelo caminho.

Todos temos ego. Até quando alguém nega o próprio ego, isso já é uma demonstração de ego. O problema não é o ego em si, pois ele representa a imagem que temos de nós mesmos. O verdadeiro problema está em como lidamos com essa imagem.

Quando admitimos nosso próprio ego, ou seja, aceitamos quem somos em vez de escondê-lo por orgulho, acabamos aparentando menos ego.

O silêncio é a maneira mais simples e direta de perceber quem realmente tem sintonia com você. Fique em silêncio na presença de alguém. Se essa pessoa começar a se incomodar, demonstrar impaciência, fazer gestos excessivos, buscar distrações ou inventar desculpas para se afastar, é um sinal claro de que a conexão entre vocês não é espontânea.

Quem realmente combina com você não precisa preencher o silêncio com palavras forçadas. O verdadeiro encaixe acontece quando a presença do outro, mesmo sem dizer nada, é confortável e natural.

Ninguém odeia quem apenas obedece, quem não se destaca, não questiona, não muda, não faz diferente, não vive. Mas, no fundo, a própria pessoa odeia ser assim. Porque, se ela resolvesse desobedecer, aparecer, questionar, mudar, fazer diferente e viver de verdade, então os outros, talvez, passariam a odiá-la.

Eles a odiariam porque, ao vê-la fazendo tudo o que não têm coragem de fazer, se sentiriam incomodados com a própria acomodação. O ódio deles não seria sobre ela, mas sobre a própria vida que escolheram levar.

O sentido da minha existência física, em vida, nesse plano, dá pra contar nos dez dedos:

Respirar.
Beber.
Comer.
Procriar.
Olhar.
Ouvir.
Falar.
Pensar.
Sentir.
Fazer.

Todo o resto são só detalhes complementares desses dez sentidos.

Respirar é existir. Beber e comer mantêm o corpo funcionando. Procriar continua a espécie. Olhar e ouvir fazem perceber. Falar expressa. Pensar entende. Sentir dá significado. Fazer torna tudo real.

No fim, tudo se resume a isso. O resto é só variação do mesmo.

Se eu tô mal com algo, é porque eu não aceito esse algo ou não mudo esse algo, se eu não aceito e nem mudo, é óbvio que vou ficar mal.

O esquema não é tomar anti-depressivo, nem continuar mal, o esquema é eu aceitar esse mal ou mudar esse mal, porque aceitando esse mal, eu fico bem, mudando esse mal, eu também fico bem, o que me impede disso, é só o medo, medo do que vão pensar ou achar, caso eu mude, caso eu aceite, só isso.

Só é difícil, se eu dificultar.

Conexão é confiança;
Controle é desconfiança.

Quem está conectado ao outro não tem a necessidade de controlar,

pois somente quem desconfia, por não acreditar nessa conexão de amor, tenta controlar, vigiar, manipular, para se sentir seguro no sentimento daquilo que não acredita ter com alguém.

Não me sinto culpado nem arrependido por nada que fiz ou faça; sinto-me apenas responsável pelas consequências dos meus atos, porém sempre consciente de cada um deles.

É mais fácil sentir arrependimento pelo que tive a oportunidade de fazer e não fiz, do que pelo que fiz. O que fiz está feito, já faz parte da minha história. O que não fiz, no entanto, não posso mais voltar atrás.

Passei metade da vida em conflito comigo mesmo. Com o tempo, percebi que esses conflitos internos nada mais eram do que interpretações distorcidas de situações que eu mesmo via como um problema. E, ao enxergá-las dessa forma, sem perceber, negava minha própria paz.

Hoje entendo que, na verdade, os problemas não existem por si só. Eles são criações da minha mente, barreiras que invento para justificar a resistência em simplesmente estar em paz comigo mesmo.

Nesse mundo, existem cinco existências, e se contar nos dedos, são essas:

1 - Alma;
2 - Vida;
3 - Matéria;
4 - Pensamento;
5 - Sentimento.

Ou seja,

Alma = Eu
Vida = Vivo
Matéria = Corpo
Pensamento = Criar
Sentimento = Sentido

Conclusão: Eu vivo dentro desse corpo criando sentidos nesse mundo.

Não existe passado. Se eu penso no passado, na verdade, estou pensando agora.

Não existe futuro. Se eu penso no futuro, estou, de fato, pensando agora.

O que eu penso agora, é o que realmente existe neste exato momento.

O que foi ontem, se ontem também foi hoje?
O que é amanhã, se amanhã se tornará hoje?
E o que é hoje, senão apenas agora?

Fácil querer amor, difícil amar.
Fácil falar, difícil agir.
Fácil pedir, difícil oferecer.
Fácil julgar, difícil se colocar no lugar.
Fácil ser indiferente, difícil fazer a diferença.
Fácil ouvir, difícil compreender.
Fácil tolerar, difícil transformar.
Fácil derrubar, difícil construir.
Fácil guardar, difícil compartilhar.
Fácil ter, difícil ser.
Fácil estranhar, difícil aceitar.
Fácil imaginar, difícil viver.

Fácil passar pela vida, difícil viver de verdade.

O amor eterno entre a existência e a inexistência

Um sempre existiu, o outro nunca existiu.
Tão opostos, ao mesmo tempo tão iguais...
Um cria, o outro desfaz.
Um sempre nasce, o outro sempre morre.
Um é tudo, o outro é nada.

Mas o que é o nada, se tudo é tudo?
Parece um paradoxo impossível de explicar,
como o amor que sinto e não consigo decifrar.
Algo que está além da minha razão,
por isso, deixo apenas essa reflexão.

Se eu gosto mesmo de fazer uma coisa, ninguém vai me desanimar.

Mas se eu não gosto, e estou fazendo só porque os outros querem, qualquer pessoa pode me desanimar.

É assim que a vida funciona:

O que a gente sente no coração é forte e ninguém estraga.

O que a gente faz por obrigação é fraco e qualquer problema já acaba com a nossa vontade.

No fim, só o que a gente realmente quer é que dá força pra gente continuar.

A paz está presente em todas as situações, mas nem sempre a aceitamos, pois muitas vezes acreditamos que determinadas circunstâncias não merecem nossa paz. O problema, portanto, não são as angústias em si, mas sim a paz que negamos a nós mesmos ao não a aceitarmos, justamente quando mais precisamos dela.

Um dia, você perceberá que todos os conflitos internos que já viveu foram, na verdade, uma manifestação do medo de abraçar a própria paz.

*NEM SEMPRE MENOS É MAIS*
No mundo da matemática, se você não fizer as contas direitinho, no final sempre será menos do que mais.
Na vida com filho é a mesma coisa.
Menos limite hoje = mais problema amanhã.
Menos "não" agora = mais choro depois.
Faz a conta certa enquanto é tempo.

O afeto está no que você dá, no que compartilha, e não tanto no que recebe ou guarda.

Pois o que você dá permanece, enquanto o que você guarda, não.

A maior prova disso é a morte: quando morremos, não levamos nada do que acumulamos, apenas o que deixamos.

Porque, no fim, nada de fato nos pertence, exceto tudo aquilo que compartilhamos.

Às vezes, você é o que faz, não o que guarda.

Se o que você faz não reflete quem realmente é, talvez não seja você, mas apenas a máscara que escolheu vestir.

E se aquilo que guarda dentro de si é o que verdadeiramente te define, o que está esperando para compartilhar com o mundo aquilo que realmente é?

O verdadeiro sentido da vida é compartilhar de si com os outros, não acumular o que vem dos outros para si.

Se o propósito da vida fosse acumular para si mesmo, todos aqueles que partem deste mundo levariam consigo tudo o que acumulou ao longo da vida. Mas isso não acontece. Ninguém leva nada consigo. O que realmente levamos, o que permanece, é o que compartilhamos durante o caminho, em vida.