Textos Amorosos

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Saudade daquele beijo que trocamos,
dos olhares a distância...
Saudade de ouvir sua voz falar sobre nós, vontade de sentir seu cheiro de flor que me embriaga de amor.
Saudade daquele abraço apertado e bem demorado, da sua risada gostosa, seu jeito manhosa, sua pela sedosa e toda cheirosa.
Saudade daquela mulher menina, que os olhos iluminam, daqueles lábios perfeitos que me deixam sem jeito.
Saudade da menina mulher que me conquista quando quiser!

Vocábulos vazios

Alguns dias são piores que outros. Na maioria das vezes me perco em pensamentos. Deito-me, olho o teto do quarto e espero o tempo passar, se perder. Alguns dias nada faz sentido, não me lembro de ações anteriores, não meço meus atos posteriores, me perco no relógio. Alguns dias eu queria apenas algumas horas a menos, dormir e acordar sem compromissos, planejamentos ou regras a seguir. Em alguns desses dias, o mar é meu refúgio, imagino-me prostrada sobre a areia fina, observando o céu, as constelações, dando nome a todas elas, uma por uma.
Em outros desses dias, sinto minha garganta queimar, meus pulsos arderem e meu peito doer, cada vez mais forte, cada vez por mais tempo, e assim o tempo passa. Algumas vezes uma pintura, uns escritos, são o bastante pra me definir. Algumas vezes, me encontro em meio a um punhado de lágrimas e soluços ritmados com meu coração. Algumas vezes, para ser sincera, não vejo em mim muito mais que uma pilha de pincéis, palavras e livros lidos, ao se tirar isso, não sobra muito de mim.
Sou fraca, você me disse uma vez, lembra? Eu concordei, mas acho que essa frase nunca fez tanto sentido quanto agora. Sou fraca com relação a você e ao mundo. Sou fraca por não conseguir lidar com minhas emoções, principalmente quando se trata de você. Às vezes dói, às vezes faz mal, e às vezes eu só queria mais um cigarro e uma dose daquele whisky barato que comprei na esquina outro dia. Cada dose te tirou um pouco de mim, e ao final do litro, nem conseguia dizer o teu nome. Talvez fosse bom, talvez eu realmente quisesse que você evaporasse junto com cada um daqueles tragos de cigarro dos tantos que dei. Talvez você já tivesse evaporado, se misturado com o ar, talvez eu só não soubesse.
Algumas horas eu penso em te deixar, em outras dessas eu não vejo muito futuro sem você. Meu pensamento é como uma bola, e você, um jogador empenhado, daqueles que são realmente bons. Você chuta uma vez, duas, três, de novo e de novo, enquanto tudo se agita por dentro, enquanto tudo se mistura e nada mais fica estático. É sempre assim quando te vejo, já percebeu? Meus olhos vidram nos teus castanhos vivos, nas tuas órbitas que parecem querer juntar-se as constelações que estariam ali, acima do mar. Você também ama o mar não é? Te ouvi dizer isso uma ou duas vezes, não lembro. Guardei comigo só o que considerei importante, todo o resto foi descartado, junto com tudo que me lembrasse você.
O teu "adeus" me perfurou a carne, como uma furadeira entrando por meus órgãos e me causando hemorragia em cada um deles. Um sangue imperceptível e coagulante que a ti pouco importava.
"Espere por mim", você dizia em meus sonhos, e neles, você realmente vinha, mas a vida real não funciona assim. Meu sangue se infectou por todas as manchas negras causadas pela nossa separação, meu corpo desidratou por todas as lágrimas derramadas em teu nome. E minha cabeça girava, minha boca, seca e meu sorriso, sem vida. Este e aquela, antes se iluminavam ao te ver, emanavam uma luz quase tão ofuscante quanto tua própria presença.
Se meus sonhos pudessem se tornar realidade, meu peito agora não doeria, minha voz não falharia, minhas pernas não estariam a fraquejar. Se aquela praia estivesse comigo, meus pulmões teriam o mais puro ar, poderia vislumbrar as estrelas, e te ver acima de mim, em cada uma delas. Já que não posso, essa tarefa cabe a ti e somente a ti. Quando vir as estrelas, quando for à praia, lembre-se de mim uma vez ou outra. Lembre que te amei um pouco mais a cada dia, até perder o controle por completo de mim mesma. Lembre que seu rosto, seu sorriso, seu abraço, são as melhores coisas que eu já experimentei nesse mundo, que tu fostes meu abrigo nos tempos de tempestade, minha calmaria em meio ao nevoeiro, e agora tem minha vida em suas mãos.
Eu, carbono, ei de me decompor logo mais, você, com seu desamor seja feliz pela presença que te invade, vais e não magoe ninguém mais...

Thaylla Ferreira {31/07}

SAUDADE
Não queria eu que assim acontecesse.
Não queria te magoar, mais te magoei.
Não queria te perder, mais te perdi.
Não queria ter feito oque fiz,Mais fiz.
Só tinha você.
Hoje não tenho nada.
Éramos nos, hoje sou só eu.
Tinha tudo.
Hoje não tenho nada.
Só essa vontade de você.
Na expectativa de novamente poder te ver.
Por não pensar, eu pisei na bola e estourei-a.
Minha vida sem sentido, sem rumo.
Procurando uma solução, pois a única que vejo, é você nos meus braços,Outra vez.
Busco e não acho.
Procuro e não encontro.
Enxergo mais não te vejo.
Minha cabeça doe.
O meu pensamento é como a luz,
Ou como a escuridão.
Desta saudade que deixaste,
Dentro do meu coração.

Corações

"Sabe porque despedidas dói tanto? Porque o coração não foi feito pra dizer adeus.
O coração é pra guardar pessoas, não pra dispensá-las, não suporta a dor da separação.
Os corações são verdadeiros colecionadores de sentimentos, de amores, amizades, e não consegue desvincular de tudo aquilo que guarda.
Por isso despedidas não são toleradas, pois um coração amoroso sofre terrivelmente quando o destino lhe toma alguém.
Nem sempre a vida é compreensiva com o coração, às vezes lhe rouba algo ou alguém tão significante, esquecendo de perguntar se ele está de acordo.
Ausências deixam feridas incuráveis, dores que dilaceram o coração, causando traumas emocionais nos corações sensíveis.
Corações foram feitos pra amar, pois há infinitos espaços interiores que precisam ser ocupados por alguém.
Os corações são capazes de acolher milhares de pessoas, sem querer perder nenhuma.
Alguns corações são do tamanho do universo, mesmo abraçando o céu e as estrelas ainda se sentem solitários."

Thalita
Ela entrou sem pedir nada, apenas sorriu.
E como fosse pouco, deu carinho, beijo e abraço.
E cada hora era minuto, se desfez o tempo e o espaço.
E, nos seus braços, algo de bom em mim surgiu.

Mas cada centímetro de distancia é dor, é falta.
E a ausência do teu cheiro é quase inexistência de ar.
E ela, serena, me acalma quando sua presença ressalta.
Menina dos olhos puxados, como não amar?

Abrace-me, como fez no primeiro dia.
Me enlace como se não houvesse outro dia.
E a cada dia eu sei que por você tenho mais desejo.

Pois quando estamos juntos somos apenas um.
Me diga, como não amar uma pessoa tão afetuosa?
Meu anjo, meu bem, antes de dormir, meu beijo.

"Eu costumava pensar que, quando as pessoas se apaixonavam, elas apenas iam aonde fossem levadas, sem ter qualquer liberdade de escolha a respeito disso depois. Talvez isso seja o caso no começo dos relacionamentos, mas não é o que está acontecendo agora.
Eu me apaixonei por ele. Mas não fico com ele de maneira automática, como se não existisse mais ninguém disponível para mim. Fico com ele porque decido fazê-lo todos os dias quando acordo e sempre que brigamos, mentimos um para o outro ou nos desapontamos. Eu o escolho continuamente, e ele me escolhe também."

O primeiro encontro entre duas pessoas que se amam não se dá através da troca de palavras ou de abraços, se dá através da troca de olhares.
Os olhares se desviam e buscam o chão, os céus, o vazio. E, de repente, se enchem com o olhar do outro.
Enchem-se de chão buscando os caminhos do outro. Enchem-se de céus buscando os sonhos do outro. E nesse cruzamento entre olhares nasce essa mistura de caminhos e sonhos, nasce a realidade: o encontro.
Um simples olhar diz tudo o que está escondido nos corações, o olhar apressa as palavras e antecipa os abraços.
E nessa encruzilhada entre abraços, palavras e olhares é que as pessoas se perdem e entram nesse beco sem saída do coração, que se chama amor

alma (s.f.) gêmea (adj.): é quem respira o seu silêncio e se encanta com a sua voz. é quem tem o timbre do seu peito na palma da mão, na ponta dos dedos. são duas pessoas que tomam sorvete à tarde, e toda noite é lua de mel. é um corpo que se gruda no outro pela inércia do amor. é se sentir inteiro mesmo ao se ver num espelho quebrado.
não é alguém feito para você. é alguém que faz você querer ser o melhor de si. ainda imperfeito, ainda errado, mas feliz.

Pode passar céus e terra mas a palavra de Deus permanece!
Eu nunca vi um justo desamparado ser,nem sua descendência mendigar o pão,assim como eu tbm nunca vi seus filhos serem injustiçados!Porque aquele que serve a Deus verdadeiramente de coração quebrantado Deus não despreza,e ninguém pode tocar naquele que Deus escolheu pra ser vencedor!Deus não permite que toquem nos seus ungidos e não sou eu que estou dizendo mas sim a palavra de Deus ! Pv 10:18 "O que retém o ódio é de lábios falsos, e o que difama é insensato."; Pv 11:9"O ímpio, com a boca, destrói o próximo, mas os justos são libertados pelo conhecimento." ; Mt 6:12 " e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores"; Tg 4:11-12 "Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer; tu, porém, quem és, que julgas o próximo?"; Tg 5:9 "Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas."
Palavra de Deus Para mim e para a sua Vida !
Andreia Godoi

Eu estou atordoado.
Seu corpo, seus cabelos
Sinto sede, falta de ar
Só sua boca para saciar.
Eu tento conter as sensações
Mas minha imaginação não deixa
O seu rosto, a sua pele
As tatuagens ocultas que me desperta.
A sua essência perfumada
Atrai o calor e alivia
Ao mesmo tempo que seus olhos hipnotiza.
Eu sei, pareço louco,
Mas logo verás
Que esse louco romântico
Será seu Amor e você...
O motivo de seus poemas.

Lindo é o gesto não ao mundo manifesto,
feito na tua direção
sem esperar nada em troca, sem nenhuma condição.

Lindo é o ombro amigo que se importa contigo,
que se oferece de todo o coração
sem exigência, sem alarde, sem que veja a outra mão.

Mais lindo ainda é a bondade gratuita,
o amor, a simpatia, o carinho em secreto,
o cuidado e afeto por aquele que nunca cruzou teu caminho...
nunca nem de ti passou por perto...

Lindo mesmo é aquele amor que não escolhe a direção....
ama só porque é só o que sabe fazer o coração.

Ainda tem jeito.

As pessoas não nascem frias, elas se tornam.
Atrás de uma pessoa fria, sempre tem um coração quebrado, cabe a você decidir se vale a pena conserta-lo ou não
Saiba que dentro de uma pessoa fria, ainda bate um coração que pede por socorro.
A frieza não começa no coração ela se inicia na alma e contagia o restante.
Mas saiba que antes de ser fria existia calor, e muitas vezes foi você o culpado ou culpada da frieza nessa pessoa.
Frieza não é um dom e sim uma doença a ser tratada e curada.
Então entre e saiba que vale a pena consertar um coração quebrado, aquecer uma alma gelada...
Seja pra você está nele ou para abrigar uma outra pessoa, não importa só conserte.

CLADISSA - ROMANCE. N° 59.
LIVRO - 59
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
"CAPÍTULO VI"
"A DIGNIDADE ENTRE A TERRA E O OLHAR"
A Úmbria do século XI não era apenas geografia. Era estrutura feudal, era hierarquia sacramentada, era ordem imposta sob o duplo jugo da espada e do altar. Após a fragmentação do poder carolíngio, as pequenas senhorias tornaram-se centros autônomos de comando, onde a vida camponesa se submetia à lógica da dependência e da proteção. Naquele contexto, a mulher sem linhagem era invisível aos registros, mas não aos olhares.
Cladissa caminhava pelos campos como quem carrega não apenas feixes de trigo, mas o peso de uma condição social irreversível. Órfã de camponeses, destituída de dote, alheia às alianças matrimoniais que sustentavam a economia feudal, ela não possuía moeda de troca. Ainda assim, despertava investidas.
A razão não residia na posse, mas na presença.
A mentalidade medieval compreendia a mulher sob três categorias recorrentes, a virgem, a esposa, a pecadora. Tal tripartição, difundida pela teologia latina e consolidada na cultura eclesiástica do período, formava o horizonte moral da época. A autoridade espiritual exercida por centros como a Abadia de Monte Cassino, sob influência da tradição beneditina fundada por São Bento de Núrsia, impregnava o imaginário com uma disciplina que exaltava o silêncio e a submissão.
Mas havia outra força. A política.
A região da Úmbria encontrava-se sob disputas constantes entre a autoridade imperial do Henrique IV e o poder papal de Gregório VII, cujo conflito culminaria na chamada Querela das Investiduras. O poder era tensão. A tensão infiltrava-se nas aldeias. Onde há instabilidade, há oportunismo.
Cladissa representava algo raro. Beleza associada à altivez moral. Não era a sedução vulgar das feiras itinerantes, nem o riso fácil das tavernas. Era compostura. Em uma sociedade rigidamente estratificada, a dignidade em corpo pobre provoca inquietação. Ela não se inclinava além do necessário. Não oferecia palavras supérfluas. Não solicitava proteção. Isso bastava para despertar desejo e desafio.
Os jovens escudeiros viam nela a possibilidade de conquista. Para eles, a mulher sem tutela masculina constituía território disponível. Alguns pequenos proprietários a percebiam como eventual concubina útil. Havia também homens sinceros, que a observavam com respeito contido, temerosos de aproximar-se por não possuírem recursos para elevá-la socialmente.
A estrutura feudal operava sob pactos. Casamento era contrato econômico. Amor era luxo. Uma camponesa órfã, ainda que virtuosa, raramente ascendia sem mediação clerical ou proteção senhorial. No entanto, a história demonstra que períodos de transição institucional abrem fissuras nas hierarquias. A instabilidade do império, as tensões entre Roma e os príncipes germânicos, o enfraquecimento de determinadas casas locais criavam margens de mobilidade inesperada.
Cladissa não compreendia os tratados políticos, mas percebia as mudanças no ar. Mais soldados cruzavam as estradas. Mensageiros passavam com pressa. Homens discutiam tributos nas portas das igrejas.
Ela sentia que algo maior movia-se.
Seu silêncio não era ignorância. Era prudência.
No interior da pequena igreja rural, sob afrescos já desbotados pelo tempo, Cladissa ajoelhava-se não por submissão servil, mas por convicção íntima. A fé medieval era simultaneamente temor e esperança. O sermão falava de culpa, de pecado, de vigilância. Contudo, para ela, Deus era abrigo. Não ameaça.
Essa distinção interior tornava-a ainda mais singular.
Entre a terra que lhe sujava as mãos e o olhar que lhe sondava o destino, Cladissa começava a compreender que a verdadeira herança não era dote nem brasão, mas caráter. Em uma era onde o sangue definia o valor, ela intuía que a nobreza podia nascer da conduta.
Os campos permaneciam os mesmos. As muralhas continuavam erguidas. A ordem social não se alterara visivelmente.
Mas dentro dela, algo se consolidava.
E quando a dignidade de uma mulher enraíza-se na própria consciência, nenhuma estrutura feudal consegue mantê-la para sempre confinada ao chão que pisa.

Existe tanto relacionamento que ambos se traem, que e
estão juntos só por estar, até mesmo por algum "status" imaginário, sem um pingo de amor na relação, até mesmo, as vezes morando de frente para o outro. Mas comigo é diferente, enfrento dias de angústia por excesso de saudade, alguns meses sem poder se ver, enfrentando horas e horas dentro de um ônibus só pra ver meu amorzinho, coisa boa!

Acho que foi em 1993. Numa entrevista _ histórica_ pra MTV, Renato Russo disse a Zeca Camargo que achava lealdade mais importante que fidelidade. Eu era menina, mas lembro que gravei a entrevista numa fita VHS e revi inúmeras vezes, me intrigando sempre nessa parte.
Eu entendia pouco acerca do amor, dos afetos, da durabilidade das relações. Mas Renato Russo me influenciava _ numa época em que meu pensamento ainda estava sendo moldado_ e eu tentava, imaturamente, entender aquela declaração.

Isso foi há vinte anos. De lá pra cá, relações se construíram e desconstruíram na minha frente. E vivendo minha própria experiência, finalmente consigo entender, e de certa forma concordar, com Renato Russo.

A fidelidade é permeada por regras, obrigações, compromisso. É conexão com fio, em que te dou uma ponta e fico com a outra. Assim, ficamos ligados mas temos que manter a vigília para o fio não escapar e nosso aparelho não desligar. Já a lealdade_ permeada pelo vínculo, vontade e emoção_ é o pacto que se firma não por valores morais, e sim emocionais. É conexão "wi-fi: fidelidade sem fio", que faz com que eu permaneça unida a você independente da existência de condutores ou contratos. Permaneço em pleno funcionamento por convicções permanentes e duradouras, invisíveis aos olhos.

Amor nenhum se atualiza sozinho. O tempo passa, a gente muda, o amor modifica. E nessa evolução toda, a única tecla capaz de atualizar e permitir a duração do amor, é a tecla da lealdade. É ela que conta ao outro que estou mudando, que não gosto mais daquele apelido, ou que aquela mania de encostar os pés gelados em mim embaixo do cobertor ficou chata. É ela que diz que eu gosto tanto do seu cabelo jogado na testa, por que é que não deixa sempre assim? Ou que traduz que tenho medo de te perder, mas ainda assim preciso lhe contar que na época da faculdade usei drogas, pratiquei magia ou fiz um aborto. É ela que permite que coisas ruins ou não tão bonitas encontrem um refúgio, um lugar seguro onde possam descansar em paz.
É ela que faz o amor se atualizar e durar...

Lealdade é não precisar solicitar conexão. É conectar-se sem demora, reservas ou desconfianças. É compartilhar a senha da própria vida, com tudo de bom e ruim que lhe coube até aqui.
Leal é quem conhece as fraquezas, revezes, tombos e dificuldades do outro e não usa isso como álibi na hora da desavença; ao contrário, suporta sua imperfeição e o ajuda a se levantar.
Leal é quem lhe defende na sua ausência.
É quem prepara seu terreno, se preocupa com sua dor, antecipa a cura;
Leal é aquele que é fiel por opção, atento ao amor que possui, zeloso com o próprio coração;
É quem não omite o próprio descontentamento, mas aponta o que pode ser feito pra não se perder...

Então sim, eu concordo com Renato Russo e acho que deslealdade separa mais que infidelidade. Pois não adianta não trair por fora, se traio o amor por dentro. Se tenho medo de arriscar e polpo meu afeto de se conhecer por inteiro; se não tolero meu caos e vivo uma mentira imaculada. Se não absolvo minha história nem perdoo meu enredo, desejando fazer dele uma fábula fantasiosa aos olhos de quem amo. Se contrario minha vontade e disposição e omito minhas intolerâncias pra não ferir _ me afastando silenciosa e gradativamente até a ruptura. Se me apresento por partes_ as melhores ficam aparentes, as nem tanto eu omito_ e não permito ser conhecido.

Finalmente, se não confio a ponto de compartilhar a poltrona do carona_ ao meu lado_ reservando apenas o banco de trás ( e olhe lá!) à minha companhia nessa viagem...

A vida é como um quebra-cabeças, sabe?
Muitas vezes encontramos uma peça muito semelhante com a que procuramos. Então você a encontra e tenta encaixá-la no espaço vazio. Até que ela se encaixa. Fica apertada, diferente talvez, mas se encaixa. Só que dura pouco tempo. Pois aquela não é verdadeira peça. Nunca irá se encaixar com perfeição. E você pode acabar estragando-a, sem querer. Então você se dá conta disso apenas no fim da montagem. Retira a peça errada com tristeza. Sim, tristeza. Pois a peça, mesmo errada, parecia por um instante ótima ali, ao invés do espaço vazio. Mesmo assim, retira ela. Começa a procurar pela peça verdadeira. Sacode a caixa pra ver se ela está ali, perdida. Procura no chão. Procura em todos os lugares possíveis. Procura no meio das outras peças. Procura. Procura. E não acha. Então você decide não montar mais. Deixa o quebra-cabeças de lado. O tempo passa e você decide voltar a montá-lo. Distribuí as peças conforme as cores e vê o vazio daquela peça ainda ali. Não sacode a caixa. Não procura no chão. Não procura no meio das outras peças. Não faz absolutamente nada. Apenas olha e a vê bem ali, na sua frente. Ela se encaixa perfeitamente no espaço. A verdadeira peça. Naturalmente. Sem força. Sem empurrões. E você pergunta a peça porque ela tinha desaparecido. A peça responde que não havia desaparecido. Sempre esteve ali, na sua frente. Esperando ser notada. Esperando ser vista. Não era uma questão de procura. Era uma questão de paciência. O mesmo acontece com o amor. Você procura, procura e procura. Encontra peças erradas que fingem se encaixar. No entanto, a sua peça verdadeira está lá. Em algum lugar. Esperando que você pare de procurar e olhe com calma. Olhe pra frente. Talvez o seu amor esteja bem perto de você. Pode ser que você o já conheça ou não. Pare de ir atrás das borboletas por um momento. E pare de enfeitar o jardim. Apenas fique ali, observando. Deixe o tempo passar. Às vezes quem corre demais não é visto.

O que aprendi até hoje...
Pare de reclamar e vá viver...
Cuide menos da vida dos outros e mais da sua;
Pare de tentar achar um jeito de prejudicar alguém, e procure uma maneira de se promover, de melhorar a sua vida;
Se presentei, antes de presentear o mundo;
E principalmente se ame, se ame uma, duas, três...milhões vezes se necessário, antes de amar alguém;
Acorde e viva por você e para você, não por alguém ou para alguém;
Comece organizando a sua vida, e coloque a sua felicidade no topo das suas prioridades.
Goste da sua cia, você é a pessoa que mais se parece com você;
Seja paciente consigo mesmo, até Deus que é perfeito, demorou 7 dias para construir o mundo;
Se alguém te ensinou algo de bom na vida, passe para frente, se aprendeu "sozinho" passe para frente também;
Desejar mal a alguém, não é bom, e o mal volta para você em dobro, acredite...;
"Não existe ninguém santo" Mas você também não precisa ser diabólico;
A medida certa do bem e do mal? A consciência! e sim, acredito que todo mundo ainda tem uma, apesar de muitos não a ouvir! Ouça-a mais;
"Faça o bem, sem olhar a quem" você pode estar por cima hoje, mas o amanhã a Deus pertence;
Dos falsos, apenas se afaste, dos verdadeiros, se aproxime!
No mais... Ame, beije, festeje o dia, a noite, a madrugada, esta hora, este minuto e agradeça sempre e por tudo. Viva o momento da melhor maneira possível. Aprenda... Conhecimento nunca é demais. Diga as pessoas queridas, o quanto elas são importantes para você, toda vez que tiver oportunidade, pode ser a ultima vez que você a vê, pode ser sua ultima oportunidade!

Há incontáveis estrelas no céu,
porém uma única estrela
brilha intensamente,
reluzente,encantando,
iluminando à
todos,que ao seu
lado estão...
Mas,eu sou
privilegiada
por poder chamar
essa estrela
de minha...
Poder compartilhar
tristezas e alegrias
com essa estrela,
que em silêncio
ouve-me,compreende-me
e me sorri singelamente....
Minha Estrela é Linda!
E,seu nome gravado está
em meu coração
para sempre...
Deus a enviou
para me completar...
Minha Estrela
ilumina
os dias nublados
que pairam
em minha vida...
Sua luz
traz calma,paz e
enche o meu
mundo de cor,
amor,calor...
Minha Estrela
chama-se
Marco André...
E tenho certeza
que o brilho
que minha estrela
reflete,jamais se
apagará,pois
o nosso amor
é como uma estrela,
portanto,brilhará
para a vida inteira...

Fiquei doido, fiquei tonto...
Meus beijos foram sem conto,
Apertei-a contra mim,
Aconcheguei-a em meus braços,
Embriaguei-me de abraços...
Fiquei tonto e foi assim...

Sua boca sabe a flores,
Bonequinha, meus amores,
Minha boneca que tem
Bracinhos para enlaçar-me,
E tantos beijos p'ra dar-me
Quantos eu lhe dou também.

Ah que tontura e que fogo!
Se estou perto dela, é logo
Uma pressa em meu olhar,
Uma música em minha alma,
Perdida de toda a calma,
E eu sem a querer achar.

Dá-me beijos, dá-me tantos
Que, enleado nos teus encantos,
Preso nos abraços teus,
Eu não sinta a própria vida,
Nem minha alma, ave perdida
No azul-amor dos teus céus.

Não descanso, não projecto
Nada certo, sempre inquieto
Quando te não beijo, amor,
Por te beijar, e se beijo
Por não me encher o desejo
Nem o meu beijo melhor.
(Fernando Pessoa)

Lua

A beleza de longe se avista
Soberana da noite
Com seu brilho forte
Desnorteia meu norte
Poetas se inspiram
Músicos fazem canção
Alegria ao te ver
Faz bater o coração
Pensamento voa
Mais veloz que a luz
O que pudera fazer
Se o teu brilho me seduz
Já estou cansado
De somente admirar
Quero que sejas só minha
E para sempre te amar