Textos Amorosos
Amor, Egoísmo, Orgulho e Ódio
Quando viemos ao mundo, aprendemos que devemos amar uns aos outros.
Viemos para amar nossos pais, nossos irmãos, nossos próximos
e até mesmo aqueles que nos querem e nos desejam o mal, ou seja, amar até mesmo os nossos inimigos.
A partir do nosso crescimento aprendemos que devemos perdoar principalmente,
a quem nos ofende, a quem nos julga, nos defama.
Aprendemos que devemos ajudar aqueles que nescessitam da nossa ajuda
E que além de amar devemos respeitar, ousar ser sincero.
Usar de honestidade e que não devemos ser orgulhosos e,
egoístas. mas na verdade, nunca seguimos, pois fazemos tudo
ao contrário, os nossos dez mandamentos que aprendemos são eles
1 - julgar, sem ter a certeza, julgar apenas pelo que ouviu.
2 - matar, por pouca coisa, por mulher, por dinheiro ou por drogas
3 - roubar, até mesmo aquele que considera seu amigo, seu irmão e seus pais
4 - desejar a mulher de teu próximo mesmo quando ele está próximo
5 - cometer adultério, pois um só nao satisfaz tem que ser muitos(as)
6 - tomar em vão o nome do Senhor teu Deus (a maioria usa e faz juramentos falsos)
7 - prestar falso testemunho contra o teu próximo, para conseguir o que é dele.
8 - não honrar pai e mãe, se puder matá-los melhor ainda
9 - desejar a casa do teu próximo, desejar tudo que seja dele
10 - não perdoar, não amar, não ajudar o teu próximo, pois é cada um para si, não santificar aos sábados pois tem que trabalhar, temos que aumentar nosso dinheiro, nossa riqueza.
O que fizemos com nossos mandamentos, nunca seguimos, jogamos ele no lixo da nossa arrogancia, do nosso orgulho, do nosso egoísmo, do nosso ódio, da nossa sede de vinganca.
Haverá maiores tormentos do que aqueles causados pela inveja e pelos ciúmes? O sucesso de seus rivais lhes causam vertigens, seu único interesse é o de menosprezar os outros e cuja cobica envenena suas vidas. E é sem razão que se aponta o fato de não se lembrar das suas vidas anteriores como a um obstáculo para que delas possa tirar experiências que nelas vivemos poderia em alguns casos nos humilhar muito, ou ainda excitar nosso orgulho e ocasionaria invitavéis pertubações.
Se relacionados com a mesma pessoa a fim de reparar o mal que os tenha feito, se reconhecessemos nelas que a odiamos talvez nosso ódio se revelasse outra vez, e sempre nos sentiríamos humilhados diante daqueles que nos ofendeu.
As contrariedades da vida são de duas origens bem diferentes.
Quantos homens caem por causa de sua propia culpa? Quantos são vitimas do seu desleixo, imprevidência, orgulho e ambiçao? Quantas pessoas arruinadas pela desordem, desânimo, má conduta ou por não limitarem seus desejos?
Quantas uniões infelizes, fruto do interesse e da vaidade e nas quais o coração não serviu para nada! Quantos desentendimentos e desastrosas disputas se evitariam com pouco mais de calma e com menos melindres! Quantas doencas e enfermidades resultam da imprudência e excesso de toda ordem!
Quantos pais são infelizes por causa dos filhos, por não combaterem neles desde pequenino as manisfestacões de suas más tendências! Por indiferença e comodismo, deixaram desenvolver neles os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade que ressecam o coração, e depois mais tarde, ao colherem o que semearam, espantam-se e aflingem-se com a falta de respeito e a ingratidão deles.
E ao serem feridos no coração pelas contrariedades da vida e as decepçôes da vida interroguem friamente suas conciências. Que busquem primeiro a origem dos males que os afligem e sintam-se na maioria das vezes, não podem dizer: se eu tivesse feito isso ou deixado de fazer tal coisa, não estaria nessa situação.
A quem culpar então, por todas essas aflicões, senão a nós mesmos?
Deste modo somos na maioria dos casos os autores dos nossos próprios infortúnios, mas ao invés de reconhecermos, achamos mais conveniente e menos humilhante para a nossa vaidade acusar a sorte, a providência, o azar, nossa má estrela, quando na verdade nossa má estrela é a nossa negligência.
Nem sempre podemos confiar nas aparências a educação e a vivência do mundo podem dar o verniz dessas qualidades.
Quantas há cuja fingida bondade nada mais é do que uma máscara para o exterior, uma roupagem, cuja aparência bem talhada e calculada disfaça as deformidades escondidas! O mundo está repleto de pessoas que têm o sorriso nos lábios e o veneno no coração; que são mansas sobre as condiçao de nada nos machucar, mas...
que mordem à menor contrariedade, cuja língua dourada, quando falam face a face, se transforma em dardo envenenado, quando estão por detrás.
São pessoas benignas por fora e que tiranos, domésticos, fazem sua família e seus subordinados sofrer com o peso de seu orgulho e de sua tirania, querendo compensar assim o constrangimento a que submetem fora de casa, querem pelo menos ser temidos pelos que não podem resistir-lhes. Sua vaidade alegra-se por poder dizer; "Aqui eu mando e sou obedecido"; sem se lembrar de que poderiam acrescentar com mais razão; "E sou detestado".
"As pessoas viciosas são aquelas que vulgarmente ama mais o corpo do que a alma. O amor está por toda a natureza e nos convida a exercitar nossa inteligência. 'E encontrado até mesmo nos movimentos dos astros. 'E o amor que enfeita a natureza com seus ricos tapetes ele se enfeita e fixa sua morada onde encontra flores e perfumes
'E ainda o amor que dá a paz a todos nós, acalma ao mar o silêncio os ventos e o descanso a dor".
Na lei do amor Deus quis que os seres se unissem não só pelos laços da carne mas também sim pelos lacos da alma! Afim de que as feições mútuas fossem dois ao invés de um, mas na maioria das vezes esse sentimento é rompido, o que se procura não é satisfação do coracão e, sim, a do orgulho a ambição e da vaidade.
E que o juramento que se pronuncia nos pés do altar se torna má falsidade então surgem as uniões infelizes.
Algumas vezes a experiência vem um pouco tarde, quando a vida já está perturbada e foi desperdiçada, as forças desgastadas e o mal já não tem mais remédio.
Todos os homens, desde a infância, fazem mais o mal do que o bem e a sabedoria está em não pensares que sabes o que não sabes.
Isso se dirige aos que criticam as coisas que muitas vezes desconhecem.
Amor De Outras Vidas
Como te reconhecer quando de novo te encontrar
Se nem mesmo vou saber como quando em que lugar?
O mundo guarda muitas voltas
Em outro tempo eu vou parar
Sem perguntas nem respostas eu te encontro num olhar
Em outro corpo outro universo
Outro poema em outro verso
Em outro sol em outra lua
Nos braços de outra pessoa
Vou abrir as portas do meu desejo
Reviver nosso último beijo
Embriagar de loucura a lucidez
Só pra poder te tocar e te amar outra vez
Se eu pudesse congelar pelo menos um momento
Depois imortalizar um sonho o nosso sentimento
Esse amor de outras vidas transende as leis do coração
Não aceita despedidas e a vida eterna essa paixão...
Poema de um Amor Divinizante
Somos um, embora dois.
Assim como a flor e o perfume são, em essência, eles mesmos, a mesma coisa.
Numa única essência cristalina nos fundimos e me sinto sem forma, indefinidamente vivendo o Abstrato que traz em si o Substrato... do Imperecível, do Imortal, do Eterno, do Absoluto.
A divindade desse Amor que nos une também é sem forma, tal como Deus.
Assim, me sinto vivendo em Deus, sendo Deus, amando Deus.
Deus em mim é Deus em você!
Somos Deuses!
Eu O encontrei em você!
Que delícia!
Eu encontrei você!
Deve Ser Amor
Sim, sinceramente, amor
Eu não sei o que se passa em mim
É assim como uma dor
Mas que dói sem ser ruim
Sim, é ter no coração
Sempre uma canção
É tão embriagador
Deve ser, sim
Deve ser amor
Samba, samba diferente
Isto é estar contente
Gosto de chorar, de chorar, de chorar
Samba, ritmo envolvente
Como o amor da gente
Samba em chá-chá-chá
Chá-chá-chá
Chá-chá-chá
Não somos mais aqueles cujo amor
imaginou a juventude eterna.
Hoje, idosos, os corpos sem calor...
O fogo da paixão agora hiberna.
Somente o amor, essa visão interna
consegue ainda ver todo o esplendor
da convivência cada vez mais terna
em saudades diárias a compor
e recompor, história por história,
as imagens dos dias consumidos
a fim de preservar mútua memória.
Mesmo que restem fatos esquecidos,
no turbilhão da vida transitória,
jamais se perderão, porque vividos.
O amor é a coisa mais magica e poderosa do mundo. É psicótico e insano e ele vai te tornar tolo. Ele vai fazer você perder o controle das alões, e de tudo, quer você queira ou não, você será governado pelo amor e não terá escolha a não ser se render a ele. Ele vai vir se intrometendo como um ditador cruel e declarar que todos os seus pensamentos, agora tudo que você vê será na forma do rosto de outra pessoa, na voz de alguém, no riso de alguém...
O amor é involutório não irá pedir a sua permissão para chegar - Você não pode lutar contra isso, porque toda vez ele ganha. O amor é a coisa mais mágica do mundo. Se você fugiu do amor, lembre-se o quão poderoso ele era, e cada canção de amor que foi sobre aquela pessoa, você vai senti-lo de novo, não desista do amor, só porque ele te machuca, ele vai vir de novo, quando você menos espera e ele vai te machucar de novo, mas você não pode desistir.
Sim ele vai fazer você querer pular de uma ponte de 50% do seu tempo, mas os outros 50% faz você se sentir como você se você pudesse saltar e voar. Não se esqueça da parte maravilhosa do amor quando você está chorando no chão com rímel escorrendo pelo seu rosto ouvir músicas Taylor Swift e xingando o nome dele. Se você não tem ninguém você vai encontrar alguém que olha para você como se você fosse mágica. Você é único, não há pressa, o amor virá quando você menos espera. Então, se você se sente sozinho e vazio, encha-se com chocolate, se mantenha animado por amor porque é lá fora e está vindo.
Fantasia em Vôo
Um beijo na tua boca
com muito amor e carinho
é melhor e mais gostoso
que uma taça de vinho
Teus olhos lagos serenos
são a minha perdição
Teu corpo pegando fogo
até parece vulcão
Vou atirando palavras
rumo ao teu coração
como menino brincando
com cinco pedras na mão
Queria ser uma rosa
pregada no teu vestido
para morrer afogado
no teu decote atrevido
No terreiro do teu corpo
quero ser um "passarim"
ciscando meu bom almoço
numa alegria sem fim.
Com o amor veio a ilusão
Com a ilusão, o sonho
E com ele, finalmente, a decepção.
Por tantas vezes me senti
Perdida e só
Acabei por baixar os braços.
Quando olhava teus olhos
Ficava lembrando, relembrando
A minha maneira de me aproximar
De chegar perto e voltar para trás
Querendo-te sempre dizer qualquer coisa
Que meu medo calava
Sem saber se tu me amavas
Ou melhor, sabendo, mas recusando aceitar
Essa tua opção
Tentei usar a razão
Para justificar o injustificável
Lutei contra uma lágrima estúpida
Que por vezes tentou estragar o meu papel de conformada
Usei o desejo de te esquecer
Para poder
Deixar de dizer o teu nome
E na escuridão do meu quarto
Chorei... Gritei... E me escondi...
Para o mundo apenas sorri
E para mim apenas chorei
Por não ter o teu amor
A verdade nua e crua
É que ainda te amo
Apesar de dizer o contrário
Apesar de tudo o que aconteceu
O meu sentimento por ti não desapareceu...
Amor proibido
O tal "amor proibido" é aquele mais perigoso. Porque a gente ama a pessoa errada e sabe disso, mas quem manda no coração? Ninguém. A gente começa a gostar como amigo e depois algo muda tudo. Um simples olhar, ou uma pequena palavra dita faz com que a pessoa ame sem querer, chore sem poder e lute contra todos só para conseguir ter essa pessoa mais perto. Nossa vida muda muito, mas o que seria da vida da gente sem loucuras? Não teria graça. E amor verdadeiro não importa se é ou não proibido, o que queremos de verdade é amar e ser amado. Essa é a única questão da vida que importa.
Tenho algumas páginas secretas,
nelas escrevo palavras soltas do meu amor,
que flutuam em um imenso papel,com tintas coloridas,
algumas aventuras loucas,insanas,
alguns desejos,promessas,sentimentos,
que só o tempo me permitirá vive los,
o tudo do nada que esta vida traz em pincéis,
canetas,teclados,penas,ferramentas que transformam
nossos pensamentos em letras flutuantes,
movimentos do meu pensar,minha maneira de amar,
maluca talvez,mas que me realiza,
o tempo corre matando o ontem, o hoje e provavelmente o amanhã,
jamais saberei porquê passou, mas contarei o que passou,
o que vivi,senti,de uma forma sensível,diferente,
intensa e valorosa,como se o fim nunca existisse,
eu e ele decidimos assim,sermos nós,
quanto tempo?iiii,não sei dizer,
mas decidimos registrar em páginas,
bem secretas que só o coração poderá desvendar....
enigmas de dois corações que se aventuraram em apenas
amar....agora me desculpe, terei que fechar a página,
afinal são secretas escritas a dois...
Aflição
Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.
Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)
Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel
Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra.
Amar a distância é a forma mais verdadeira do amor. Às vezes dói o coração de tanta saudades, e o que alivia essa dor são suas palavras, é a esperança de que a gente vai sim, se ver, se olhar, se sentir, se abraçar. Quando eu fico mal por não estar do teu lado, são suas palavras que me acalmam, e os choros são seus textos que me fazem parar e entender, entender que essa distância não vai mudar nosso AMOR nunca. Eu nunca toquei em ti, mas teu amor me tocou, me tirou esse vazio e me trouxe a melhor sensação que alguém pode sentir.
Já chorei de saudades, já pulei e gritei de tanta felicidade, já reli nossas conversas um montão de vezes, só pra sentir sempre a sensação de ter você comigo, mesmo que não seja aqui do meu lado, mas dentro de mim.
Eu quero que entenda, você perto de mim ou não, não vai mudar o que eu sinto. Sabe... que quando realmente ama, a distância é apenas números. A alegria de saber que você existe é o suficiente para aguentar a tristeza de não estar do seu lado.
– É tão intenso. Essa experiência de energia do amor é tão poderosa que, para combatê-la, construímos toda uma vida, todo um ego, só para não senti-la. É tão avassalador.
– Sim, mata mesmo, é a morte do ego.
– Não é desejável.
– É desejável, e é por isso que dói. É a morte do ego, seu coração se abre e seu ego está morrendo. Mas você descobre que a morte do ego é uma transfiguração alquímica.
– Sim, quem quer carregar esse peso todo?
– Você não quer, eu não quero.
– É óbvio que eu te amo muito.
– Eu também te amo. E, Duncan, esse tipo de amor não vai a lugar nenhum. Isso é outra coisa que você descobre. Talvez eu deixe esse plano de existência mais cedo do que eu esperava, mas o amor não vai a lugar algum. Tenho tanta certeza disso quanto de qualquer outra coisa.
Todas as Cartas de Amor são Ridículas
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Amor é real, real é o amor
Amor é sentir, sentir amor
Amor é querer ser amado
Amor é tocar, tocar é amor
Amor é alcançar, alcançar amor
Amor é pedir para ser amado
Amor é você
Você e eu
Amor é saber
Que podemos ser
Amor é ser livre, livre amor
Amor é viver, viver amor
Amor é amar e precisar ser amado...
QUE O AMOR
Que o amor seja paciente e jamais aprisione,
Que seja terno, doce e sutil,
Que seja amigo, companheiro e leal.
Que o amor seja gostoso como deve ser
E que não seja nada que ele não é.
Que o amor conquiste aos poucos bem devagarzinho
Que seja sábio e verdadeiro para conquistar sem jamais possuir
Que o amor nunca peça para o outro ficar se ele não quiser,
Que não se confunda com carência, ciúme, egoísmo ou medo da solidão,
Nem justifique nada de ruim que aconteça no mundo.
Que nunca obriguemos o amor a amar
Que o amor que sentimos se transforme na felicidade de outro alguém
Que seja prazeroso e divertido, caso contrário, que não se chame de amor.
Que não se chame de amor achar que o outro é perfeito,
Ou se achar perfeito para o outro.
Que não se chame de amor privar o outro das coisas que o fazem feliz,
Que não se chame de amor se privar da própria felicidade na tentativa de fazer o outro feliz.
Que não se chame de amor desistir de si mesmo, só porque o outro nos conforta da nossa própria ausência.
Que o amor não busque no outro o que falta em nós.
Que ofereça ao outro o que de melhor sobra em nós.
Que o amor sempre sobre, mesmo que sobre sozinho.
Que o amor sempre convide, nunca obrigue.
Que quando acabar, o amor encontre a porta aberta para ir embora
Que quando renascer, encontre novas portas abertas para voltar,
E que quando as portas estiverem fechadas
O amor entenda e não tente pular a janela,
Pois, as portas certas estarão sempre abertas.
De um lado o amor. Do outro a paixão. No meio a indecisão. Na cabeça a confusão.
Paixão que vira amor, amor que vira passado, passado que foi presente, presente que virou passado. Sem saber sair dessa, permaneço aqui, sem saber sair também. Não tenho conclusão, porque a conclusão ainda não foi concluída. E esse tempo que não passa, não passa porque o fiz parar, mas ele corre tão depressa e eu ando muito devagar. A vida que imita a arte, a arte que imita a vida. O céu azul, tão azul quanto o mar, o mar tão infinito, tão infinito quanto o céu. Você prefere o mar ou prefere o céu? Eu prefiro os dois. Eu prefiro amor e paixão!
Amor é acontecimento: é o que sobra depois de todo esquecimento. Queria que ele coubesse no que eu vejo em você. Queria que ele soubesse que eu acredito em você. E que você sorrisse todas as manhãs como se quisesse me encontrar todas as noites; e à tardinha também. Dizer que me ama ao som de Jorge Ben, jurar que me quer ao ler Baudelaire. E não só risse para afastar o desespero. E não sorrisse para fingir que o amor te alegra. E não sumisse por temer o que te espera. E assumisse que o que já fomos, já era. E na mesmice dos nossos desencontros, eu me encontro completamente indiferente ao que você sente… Em vão… Em vão… Em vão… Pra onde vão os nossos silêncios quando deixamos de dizer o que sentimos?
[um retrato em medo e pranto; antônio]
Amor de gente grande é assim...
Amor de corpo inteiro. Um amor que transcende, transpira, transborda.
Amor com mãos e pés. Com dedos, braços, pernas, barriga, pele e abraços.
Um amor que surpreende, sem nada inventar, sem precisar exagerar, sem ter de sempre entender. Simplesmente ser... preencher, existir!
Amor que não investiga, que não desconfia, que não acusa.
Amor de palavras, mas também de silêncio. Um silêncio que aquieta o coração, que acaricia a alma e alivia as dores! Amor que esvazia, que abre espaço, que permite.
Amor sem regras, sem pressões, sem chantagens. Amor que faz crescer.
Amor de gente grande, de coração gigante, de alma transparente.
Amor que permanece. De mim para mim, de mim para você, de você para mim.
Amor que invade respeitando, que adentra acariciando, que ocupa com leveza. Amor sem ego. Que acolhe, perdoa, reconhece.
Amor que desconhece para conhecer, que nunca lembra porque não esquece! Amor que é... assim, sem mais nem menos, sem eira nem beira, sem quê nem porquê.
Simplesmente simples, despretensioso, descontraído, desmedido. De uma simplicidade tão óbvia que arrasta, que envolve, que derrete.
De uma fluidez tão liquida que escorre, que desliza, que não cristaliza.
Amor que não se pede, que não se dá, porque já é! Para nunca precisar procurar, para nunca correr o risco de encontrar, porque já está! E o que quer que ainda possa surgir... besteira!
Fique, permita-se, comprometa-se! Simplesmente amor...
Você consegue?
O AMOR é substancia criadora e mantenedora do Universo, constituído por essênia divina.
É um tesouro que, quanto mais se divide, mais se multiplica, e se enriquece à medida que se reparte.
Mais se agiganta, na razão que mais se doa. Fixa-se com mais poder, quanto mais se irradia.
Nunca perece, porque não entibia nem se enfraquece, desde que sua força reside no ato mesmo de doar-se, de tornar-se vida.
Assim como o ar é indispensável para a existênia orgânica, o AMOR é o oxigênio para a alma, sem o qual a mesma se enfraquece e perde o sentido de viver.
É imbatível, porque sempre triunfa sobre todas as vicissitudes e ciladas.
Quando aparente - de caráter sensualista, que busca apenas o prazer imediato - se debilita e se envenena, ou se entorpece, dando lugar à frustação.
Quando real, estruturado e maduro - que espera, estimula, renova - não se satura, é sempre novo, ideal, hamrônio, sem altibaixos emocionais. Une as pessoas, porque reune as almas, identifica-as no prazer geral da fraternidade, alimentando o corpo e dulcificando o eu profundo.
O prazer legítimo decorre do AMOR pleno, gerador da felicidade, enquanto o comum é devorador de energias e de formação angustiante.
O estado de prazer difere daquele de plenitude, em razão de o primeiro ser fulgaz, enquanto o segundo é permanente, mesmo que sob a injunção de relativas aflições e problemas-desafios que podem e dever ser vencidos.
Somente o AMOR real consegue distingui-los e os pode unir quando se apresenem esporádicos.
A ambição, a posse, a inquietação geradora de insegurança - ciúme, incerteza, ansiedade afetiva, cobrança de carinhos e atenções - a necessidade de ser amado, caracterizam o estagio do amor infantil, obsessivo, dominador, que pensa exclusivamente em si antes que no ser amado.
A confiança, suave-doce e tranquila, a alegria natural e sem alarde, a exteriorização do bem que se pode e se deve executar, a compaixão dinâmica, a não posse, a não dependência, não exigênia, são benesses do AMOR pleno, pacificador, imorredouro.
Mesmo que se modifiquem os quadros existenciais, se alterem as manifestações da afetitividade do ser amado, o AMOR permanece libertador, confiante, indestrutivel.
Nunca se impõe porque é espontaneo como a própria vida e irradia-se mimetizando, contagiando de jubilos e paz.
Expande-se como um perfume que impregna, agradavel, suavemente, porque não é agressivo nem embriagador ou apaixonado...
O AMOR não se apega, não sofre a falta, mas frui sempre porque vive no intimo do ser e não das gratificações que o amado oferece.
O AMOR DEVE SER SEMPRE O PONTO DE PARTIDA DE TODAS AS ASPIRAÇÕES E A ETAPA FINAL DE TODOS OS ANELOS HUMANOS
