Joseph E. de Sousa)

Encontrados 3 pensamentos de Joseph E. de Sousa)

Trovas de Amor

Esta menina querida
é meu pé, é minha mão
minha alegria na vida
meu arroz e meu feijão

ela é meu rio, meu lago
meu riacho, meu açude
ela é meu beijo e afago
não quero que ela mude

ela é meu dedo e anel
minha camisa de linho
minha garrafa de mel
meu consolo, meu carinho

se a carne mata a fome
o beijo mata a saudade
a tristeza me consome
eu quero é felicidade

me abraça bem abraçado
quero todo o teu carinho
sem teu abraço apertado
vou me perder no caminho

és água que mata a sede
és chuva no meu roçado
és punho na minha rede
és rima neste recado

essa menina adorada
essa menina querida
que alegria danada
ter ela na minha vida

Joseph E. de Sousa)
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Vidas Entrelaçadas

A chuvinha fina da esperança
prometia um inverno que nunca chegou.
Plantamos a dourada semente de vida
mas a safra e a colheita não vieram.

Portanto, é melhor dizermos adeus
aqui nesta encruzilhada,
fazer prestação de contas
se é que ficou algum saldo.

Siga seu caminho, seguirei o meu.
Escrevemos nosso livro de lembranças,
podemos fechar o romance
mesmo sem um último capítulo.

Nossa imaginação tinha navegado
através de lagos e oceanos -
agora estamos na beira de um riacho
que parou de correr, falta de ninguém.

Foi tudo tão maravilhoso
quando os sonhos voavam livres.
Felizmente o céu continua azul,
nossas asas ainda pedem mais vento.

Assim, partimos sem rancores,
sem feridas nem cicatrizes.
Levamos corações mais afinados
para dançar outras valsas.

Pelas imutáveis regras do universo,
você continuará a ser parte de mim,
e eu parte de você para sempre
no ciclo de vidas entrelaçadas.

Joseph E. de Sousa)
Inserida por pryscilla
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Fantasia em Vôo

Um beijo na tua boca
com muito amor e carinho
é melhor e mais gostoso
que uma taça de vinho

Teus olhos lagos serenos
são a minha perdição
Teu corpo pegando fogo
até parece vulcão

Vou atirando palavras
rumo ao teu coração
como menino brincando
com cinco pedras na mão

Queria ser uma rosa
pregada no teu vestido
para morrer afogado
no teu decote atrevido

No terreiro do teu corpo
quero ser um "passarim"
ciscando meu bom almoço
numa alegria sem fim.

Joseph E. de Sousa)
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