Textos
Soneto da Vida Plena
Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê, não ouve a música do ar,
quem não encontra graça em si, se apaga,
e ao amor-próprio, deixa de amar.
Morre lentamente quem se deixa escravo
do hábito, dos mesmos trajetos, fiel,
quem não muda a marca, não arrisca o novo,
ou não conversa com um estranho, cruel.
Morre lentamente quem faz da TV um guia,
quem evita a paixão e o mundo inteiro,
e prefere a certeza, a sombra fria.
Morre lentamente quem evita o mistério,
quem se queixa do destino, o tempo é traiçoeiro,
e abandona o sonho, antes de vê-lo inteiro.
Sombras da existência
Trabalha sem amor, na vida escassa,
Caminha sem um norte, em sombras frias.
O tempo se desfaz em agonia,
E o olhar se perde, onde nada passa.
O sangue, já sem cor, sem fé, sem brasa,
Flui lento, em gestos vãos, sem fantasia.
Nos corpos que se movem, a apatia,
Na rotina apagada, nada abraça.
Sonhos desfeitos, vida sem encanto,
O grito preso, a voz que já não clama,
Na noite que se alonga, só o pranto.
E o fim se aproxima, fria trama,
A escuridão avança com seu manto,
E o que restará? Só a voz que chama.
Vértice do Absurdo
A vida é um charco sem fundo,
um reflexo turvo de estrelas mortas.
Gritamos contra o caos, mas o caos não ouve.
Ele ri, como uma fera que mastiga o silêncio.
A revolta é um jogo de crianças cegas,
chutando pedras no vazio infinito.
O universo não tem orelhas,
nem olhos para testemunhar nossos gestos inúteis.
Que é o homem, senão pó fingindo ser luz?
Um grão na tempestade,
uma mentira que respira por hábito.
Resta-nos o quê? A queda? A rendição?
Afundamos em perguntas como num pântano,
nossas respostas são véus rasgados
flutuando na brisa podre do absurdo.
Deus é uma sombra que perdemos ao meio-dia.
E mesmo assim, caminhamos.
Entre ruínas, sob céus que nos odeiam,
rimos de nossa carne apodrecida,
fingindo que ela não carrega o peso da eternidade.
A vitória? Não existe.
O caos vence sempre,
não porque é forte, mas porque é eterno.
E nós? Nós somos apenas ecos,
gritos que se afogam na noite sem fim.
A verdade sobre a vida e a existência não precisa ser decorada com promessas de transcendência ou adornada por conceitos de pecado, redenção e salvação. É um alívio quase indescritível, um regozijo íntimo, perceber que podemos viver fora dessa discussão — desse embate interminável sobre inferno e paraíso, sobre continuação ou fim.
Se o homem morre e tudo se acaba, não há culpa a carregar, nem redenção a esperar. A vida, como já afirmou Pessoa, é apenas a vida. As coisas são o que são, e não precisam se estender para além de si mesmas para serem válidas ou reais. É doloroso, confesso, ver tanta gente boa presa nesse engano, acreditando que a existência só se completa se for continuada noutro plano. Não percebem que a busca pela eternidade os arranca do agora, do que realmente existe.
E, no entanto, essa necessidade de crer no eterno, de imaginar que a vida continua depois da morte, é profundamente humana. Talvez seja mesmo inevitável. A ideia de finitude parece insuportável para muitos. Mas, paradoxalmente, o reconhecimento dessa finitude pode ser uma forma de eternidade em si. Se tudo se encerra aqui, o agora se torna absoluto — e, nesse sentido, infinito. Não há mais o peso de uma vida além desta; só resta o fluxo contínuo do que somos.
É nesse entendimento que encontro paz. A vida é suficiente em sua simplicidade. Não precisa transcender para se justificar. A eternidade que tanto buscamos pode ser encontrada no momento presente, nesse "agora" que se alonga indefinidamente enquanto vivemos. Tudo está aqui, neste instante, e isso basta.
Assim como Pessoa escreve, com sua visão desarmante e lúcida: não precisamos de outros mundos para validar este. A existência não requer continuação ou transcendência para ser plena. O desafio é aceitar essa simplicidade — e, talvez, essa aceitação seja a liberdade suprema.
Na vida, tudo demais quer existir,
mas é preciso saber reverter,
transformar, como arte de ofício,
e buscar o que liberta, que alivia.
Pessoas de vida, pessoas de morte,
uns merecem pérolas, outros não,
como diz o provérbio:
não jogue pérolas aos porcos.
Mas há quem, em sua total apatia,
não mereça poemas, nem flores,
tão imunes ao amor, tão cegos nos desamores,
que não aplaudem, não batem palmas.
Essas pessoas não devem ser tratadas bem,
mas ainda assim, tratamo-las com gentileza,
porque nossa conduta não é deste mundo,
falamos do belo, mostramos o que é puro,
mesmo que o mundo fique mudo.
A minha maldição é ensinar poesia aos brutos,
filosofia aos estúpidos, amor aos indultos.
Amor em forma de indulto, talvez,
não sei, só sei que o gesto de amar
se faz com quem sabe receber.
E quem não sabe, recebe o silêncio.
VEJO A VIDA PASSAR PELA JANELA
Todo dia, sobretudo à noite, tenho a impressão de que a vida escorre pela janela. Não como um acontecimento brusco, mas como um escoamento sutil — uma espécie de adeus cotidiano que ninguém percebe, exceto quem aprendeu a olhar.
É pela janela do meu quarto que observo a lua — testemunha antiga dos meus poemas, cúmplice dos versos que escrevi para minha amada, esposa, musa. Foi ali que derramei palavras como quem tenta deter o tempo. Foi ali também que vi meu gato desafiar o espaço, se equilibrando entre o vidro e a rede de proteção, como se pressentisse que a vida, afinal, é esse jogo instável entre o risco e o repouso.
Às vezes me pego contando os dias. Não com a ansiedade de quem espera, mas com a lucidez de quem sabe que tudo se esvai. Como quem vira páginas em um calendário invisível, um calendário metafísico onde cada dia é uma página escrita com o que não vivi plenamente.
E então me pergunto: será que me resignei diante da finitude? Ou apenas me acostumei a contemplar, a escrever, a esperar? Me tornei íntimo da lua, confidente das madrugadas, contador de silêncios. Talvez tenha aceitado que a vida não se segura — apenas se observa. Como quem sabe que o tempo não espera por ninguém, mas pode ser tocado, por um instante, no gesto de olhar com atenção.
A cada noite, sinto que estou escrevendo — com meu corpo, com minha espera, com meus olhos voltados à lua — uma lenta despedida.
Fragmento de Alguém
Não há começo.
Há restos.
O que ficou depois que a vida passou
e os olhos ficaram presos à janela.
Não é nome o que se carrega,
mas marcas —
de amores que queimaram antes de aquecer,
de palavras ditas tarde demais,
de silêncios que falaram por nós.
Já se imaginou inteiro,
quando a juventude ainda ardia
e alguém dizia que o tempo era um engano
e amar, uma vertigem sem rede.
Depois, aprendeu a ternura dos gestos mínimos.
O chá servido com mãos que tremem,
a música baixa que cobre a ausência,
o toque que não exige, mas ampara.
Não se busca memória.
Busca-se não sumir.
Não se deseja contar,
mas apenas soprar os cacos
de quem ainda respira entre ruínas.
Não se sabe terminar.
Nem os versos.
Nem os dias.
Nem a si.
na sombra da vida
onde tudo se faz,
a noite, um açoite,
engano voraz.
o homem se perde
em plano desfeito,
sem fé, sem direito
de tentar outra vez.
a vida é só uma,
sem chance de volta.
só há revolta
e um lutar no vão.
no palco do medo,
só culpa e segredo —
sussurro de morte
e retorno ao chão.
Vida sem Fim — O Tempo em Paz
Eu caminhei por entre os dias como quem pisa vidro.
Havia um relógio enterrado no peito e toda manhã era ferida.
Mas então... o tempo morreu.
E no exato momento em que o tempo expirou, nasceu a paz.
Viver sem fim é como dormir sobre nuvens de silêncio.
O céu já não cai. O chão já não ruge.
As horas não nos perseguem mais com sua foice sutil.
Tudo repousa. Tudo canta.
E o homem, enfim, contempla.
Sem a urgência do fim, a alma se deita no colo da eternidade.
E sonha desperta.
A arte deixou de ser grito.
Agora é sopro.
O gesto não busca o depois — ele floresce no agora como um lírio que jamais murcha.
Ah, viver sem fim...
É ver a infância reaparecer no rosto dos antigos.
É caminhar em jardins que se abrem só quando o espírito está limpo.
É colher frutos que não apodrecem e ouvir árvores sussurrando segredos que esperaram séculos para serem ditos.
Ninguém corre.
Porque tudo vem.
E tudo é.
A morte virou lembrança. Um vulto que se afastou devagar... até desaparecer.
Agora se ouve o som das estrelas.
Agora se escuta o pensamento dos rios.
Agora se entende o silêncio.
Há os que escrevem poemas sem fim — versos que se alongam como rios de luz,
e há os que leem o céu como quem lê um livro antigo, com os olhos marejados de compreensão.
Não há pressa em aprender.
Nem medo de esquecer.
Pois tudo o que é verdadeiro permanece — como o nome gravado no coração da Terra.
E eu, que um dia temi o escuro...
Hoje acendo lâmpadas na alma dos outros.
Porque viver sem fim é isso:
transformar cada instante em eternidade.
Por Evan do Carmo
Nas camélias pálidas sem vida, eu vejo a vida
falida, a vidaávida por vida, a vida como ela é.
E assim nesta triste lida, vejo a flor tristonha e
morta, totalmente sem guarida, morrendodesfalecida,
quase até que desflorida,desprovida de beleza.
Murchando quase sem vida, chorosa entrestecida, querendo sobreviver, lutando para ter vida,
a pobre não quer morrer.
Ainda não encontrei o lado doce da vida.
Ainda não senti o açúcar melado.
Açúcar pelo qual faria meu paladar.
Sinto o gosto forte do amargo.
O sol nasce cinza
E se põe preto.
Não ouço a benevolência do meu pensamento,
Ouço o fúnebre alarde, um horrível barulho.
Sozinha no escuro,
Sem amparo nem ventura,
Aqui no meu quarto passando apuro,
Deitada na cama tornando-me perjura.
Quando tenho que ir?
Eu não quero, não partir.
Quero viver a vida...
Viver o que não vivi
pois, a muito tempo já percebi que morri.
Quero banhar-me ao mar no verão.
Sentir minhas pernas trêmulas no chão.
De ganhar um beijo roubado...
Pernoitar ouvindo o som na balada
Curtir a revoada da madrugada.
Ver felicitamente o raiar do dia
Ouvir a melodia de um bom dia...
Voltar para casa sem me lamentar
Fazer com que aqui se torne um lar doce lar.
A vida exige que entremos em alguns campeonatos, desde o trabalho em equipe até à disputa social; porém, quem deseja o sucesso profissional ou sua formação acadêmica, o conhecimento, o treino, a prática, a perseverança e a coragem ajudam a vencer difíceis obstáculos e desafios para conquistar a respectiva vitória tão desejada.
O Antes e o Depois: A Jornada de Quem Nos Tornamos
A vida é um constante movimento, um ciclo de transformações que nos desafia, nos molda e, acima de tudo, nos ensina. Antes, éramos sonhadores à procura de um caminho, carregando dúvidas, medos e aprendizados que muitas vezes pareciam obstáculos intransponíveis. Mas o tempo, com sua sabedoria silenciosa, nos mostrou que cada queda era, na verdade, uma oportunidade de levantar mais fortes.
O 'antes' nos lembra das batalhas que enfrentamos, dos passos incertos que demos e das vezes que pensamos em desistir. Mas é o 'depois' que nos faz sorrir. Ele é o reflexo de nossa resiliência, da coragem que encontramos em momentos de escuridão e da força que descobrimos em nosso próprio interior.
O 'depois' é a prova de que a mudança é possível, de que nunca somos reféns de quem fomos. Somos uma obra em constante evolução, e cada capítulo da nossa história carrega as marcas de crescimento e transformação. Hoje, somos a soma de todas as nossas escolhas, dos aprendizados e da vontade de nos tornarmos a melhor versão de nós mesmos.
Seja grato pelo 'antes', porque foi ele que te trouxe até aqui. E abrace o 'depois', porque é nele que reside o reflexo da sua grandeza e do quanto você é capaz de superar. Que nossa jornada inspire outros a acreditarem que o impossível não existe – apenas um novo recomeço esperando para acontecer.
"Antes éramos sementes, hoje florescemos. E amanhã seremos ainda mais do que conseguimos imaginar."
Roberto Ikeda "
“Não há legado maior do que tocar uma vida em silêncio — quando ninguém vê, mas o universo inteiro sente.”
Esta frase fala daquilo que muitas vezes passa despercebido aos olhos do mundo, mas jamais é ignorado pela vida. É sobre os gestos silenciosos, as escolhas éticas mesmo quando ninguém está olhando, os consolos oferecidos em silêncio, os conselhos dados com humildade, os amparos oferecidos no escuro. A citação homenageia as pessoas que não buscam aplausos, mas agem com amor, justiça e compaixão — aquelas cuja influência se perpetua, não pela fama, mas pelo bem que plantaram.
Tocar uma vida não exige palco, mas presença. E o verdadeiro impacto de uma alma generosa é eterno, porque vibra no invisível, onde tudo que é essencial se revela. Quando uma ação é feita com pureza, ela ecoa onde as palavras não alcançam: no coração do universo.
Por Roberto Y Ikeda
Existem tres livros que regem a vida de qualquer homem:
o primeiro é a Bíblia, o Livro de Sabedoria; o segundo,
o Livro dos Vivos e dos Mortos, para o nosso julgamento
eterno e o terceiro, o Livro da Vida, que só Jesus poderá abri-Lo, nos Céus, para ver como cada um viveu a sua vida diante de Deus.
tenha fé por que tudo que você almeja na vida, pelo o esforço e dedicação pode ser alcançado.
Ouve sempre palavras para que possa inspirar seus sonhos, e te colocar para cima.
Dito uma sabia palavra!
Quem estuda sabe.
Quem ver entende.
Quem faz aprendi.
Tudo e possível para quem se esforça em lutar,.Não deixe o medo eo desânimo, serem maiores que seus sonhos.
Bom dia !
Ao nascer do sol, todos os dias e um novo recomeço para sua vida.
Hoje levante sua cabeça e acredita que as dificuldades geradas na vida, vai ser superadas.
Aguente toda tempestade, por que Deus quer te capacitar e te fortalecer.
E fazer você acreditar, que nem sempre devemos esperar a tempestade passar, para tomarmos uma atitude.
Hoje é dia, de aprendermos dançar no meio da chuva.
Todas as dívidas, problemas e angústia, desaparecerá em sua vida.
Hoje você verá a lua no céu e dormirá em paz,.por que as bençãos de Deus, cairá na sua vida.
O maior valor conquistado, não está nos objetos que conseguimos na vida.
O valor está em cada superação, quando a vida quis te derrubar.
Por que no jogo da vida! Não é quando você cai que o jogo termina.
Mas sim quando perdemos a fé, e a determinação.
Por que daqui para frente! continuará havendo Quedas.
Mas minha vontade de sempre querer se levantar! será maior do que meu medo de cair novamente.
Essa força é minha maior conquista.
Muitos acreditam que na vida, a batalha sempre foi vencer os outros.
Mais a batalha mais difícil é vencer a si mesmo.
Muitos quando se perde na própria sombras, entram em desespero.
Dominar o caos na sua mente, é o obstáculo mais difícil.
E quando se toma controle disso! Surge uma luz, renovando as forças e a esperança.
O mundo vai tentar te quebrar, vai rir das suas quedas, das amargas derrotas.
Mais aquele que na sua mente domina o caos! Não se intimida com as dorratas ou a escuridão.
A luz que pode resucitar o ímpio, e tirar ele do medo! É a alegria da alma que nos enche de fé.
Aquele que anda na luz, pode vencer qualquer obstáculo, até a si mesmo.
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