Texto Sobre Silêncio
CALMARIA
Deus é parente do silêncio, eu aprendi.
É tão família que às vezes
O que empino para escutá-lo
é o ouvido da alma.
Escuto, mas não sei
Se o que ouço é calmaria
Ou o próprio Deus.
Apenas sei que terei de esvaziar-me
Da trombeta que é a minha consciência envaidecida
Dos alaridos e dos aplausos que me cultuam
E assim dançar nesse dueto solene
Que é o divino e a calmaria.
Você calada,
é uma fábrica de destruição de mente,
é uma arma na cara do consciente,
é algo que nem o inexplicável explica,
é uma maldade quê se aplica,
o teu silêncio destrói meus ouvidos,
você calada, acaba com meu sentido ...
Saudades de suas palavras sonoras
Que pra voltar, minha poesia implora .
SILÊNCIO POR FAVOR
Parei de falar
tentando entender
o que o silêncio dizia.
As vezes eu entendia,
outras eu não entendia.
As palavras são...
O veículo da razão
O silêncio é...
O caminho da sedução.
Silêncio é onde
o que se alucina
se tornar verdade.
Aquele que com a perfeição
de um sonho se aproxima
na intenção de atrair
quem se jogue na sua teia.
Quem melhor entende a mentira
que o vivente dos erros da mente.
Magos sem maculada
diante de uma pateia alucinada.
Inescrupulosamente
vender a arte que o mata
diariamente.
Magos da realidade são poucos
únicos e em extinção
São aqueles do amor extraem
a ilusão de cantar a verdade.
Não se mostram perfeitos.
Querem se mostrar perfeitamente
Para atraírem as presas
se fazem verdadeiros.
Por que me privar do chão duro
se eu fui feito para andar?
Por que ter medo das asas
que uso para voar?
Evitar o que para os outros é dor
se ela é parte da minha natureza
Como se pode querer o amor
quem não se entregar a própria dor.
Dante Locateli
Perder é recomeçar...
Antes que desperte em mim algum grito...
Antes que se perca o sentido...
Diante o desconhecido...
Não me disseram para o que vim ainda...
Em um excesso de desejar sonhar, sonho...
Mas não sei trocar a minha sorte...
Antes da morte me beijar...
Hei de gritar...
Hei de cair e de chorar...
Também levantar...
Hei de amar, querer , desejar...
Não quero ter outra lei...
Além de sonhar...
Terrível solidão do mundo...
Onde pensam serem felizes por estarem acompanhados...
Onde colocam suas esperanças...
Em outro tão mais ou menos coitado...
Transcende a vida...
Entre as feridas...
Entre sopros...
Enganando-nos ...
Entre sorrisos e arrotos...
Enquanto nos abandonamos...
Enquanto no peito pulsa e canta a chama...
No silêncio mais fundo de nossa alma...
Sobre tudo por nós criado...
De si mesmo...
Contemplador e contemplado...
Enquanto escoa o tempo e o vento...
Até se completar o fado...
Perder e recomeçar...
Sempre...
Voltando, novamente...
A sonhar...
Sandro Paschoal Nogueira
Ansiedade em Verso,
A cada esquina da mente, dançam sombras incessantes,
A ansiedade, sutil, tece seus fios de inquietação.
É um labirinto íntimo, sem jardim, sem findar,
Onde o pensamento se perde em constante aflição.
O coração bate descompassado, respiração ofegante,
Cada instante, um mar revolto, turbilhão interno.
Na ânsia de um não ter querer, sincero.
A vida, peça onde sou figurante,
Interpretando o papel da busca pelo eterno.
Há dias em que o sol não aquece, apenas brilha,
E as noites são abismos de silêncio e dor.
A alma cansada, curva-se, vacila,
Na esperança de um alívio, um gesto de amor.
Mas, na tormenta, encontro força oculta,
Nos versos que escrevo, busco compreensão.
Na luta contra a maré, a alma exulta,
Descobrindo na poesia, a chave da libertação.
Assim, navego nas águas do ser, profundo,
Entre medos e sonhos, perda e ganho.
Na jornada de viver, só neste mundo,
Tentando, dia após dia, encontrar meu tamanho.
Agora eu apenas sento em silêncio. Com imagens passando pela minha mente cansada. Sem ponderar mais nada, pois seria inútil. Evitando pensar o que eu poderia ter feito ou falado, se talvez alguma coisa mudaria. Mas acredito que não, as coisas são como devem ser.
E agora eu apenas sento em silêncio. Sem gritos desesperados, sem pensamentos acelerados, sem lágrimas. Apenas me conformo com o que foi e com o que é. O que poderia ser feito, fiz. Se foi ou não o bastante, já nem importa mais, passou. Fiz além do que poderia ter feito e isso é o que realmente me importa.
Mas agora eu apenas sento em silêncio.
Já não há mais certeza do que as coisas são agora. Só resta esperar com paciência que elas encontrem seu caminho. Sem alarde, sem aviso prévio, sem manobras, sem criar expectativas. Sabendo onde quero chegar, sem perder meu próprio caminho e resguardando minhas esperanças. No momento oportuno algo acontece.
Mas só por agora eu apenas sento em silêncio.
O SILÊNCIO
O silêncio é um livro fechado,
Lacrado e preso com cadeado.
Seu conteúdo não é falado,
Mas no fundo, traz um recado.
O silêncio da alma que adoece,
É na tristeza que acontece.
O tormento tira a força do bom pensamento,
A ansiedade dilacera o espírito e o contentamento.
O silêncio pode ser proposital,
Pode ser para exercer o bem,
Pode ser para exercer o mal.
Pode dizer muito sem uma única palavra,
É muita sabedoria de quem já conhece a estrada.
Às vezes, acontece em momento de raiva,
É o grito ponderado da língua que trava..
O silêncio é a raiz submersa que
Segura a árvore quando o vento atravessa.
O silêncio é a semente em solo fecundo que
Que gera o fruto para alimentar o mundo.
O silêncio pode ser magia,
Contrário da utopia.
Quem exerce o poder da sabedoria,
Faz a letra, a música e ainda canta a melodia.
Élcio José Martins
Eu E Meu Travesseiro Somos Amigos. Tanto Que Somos Confidentes.
Mas, Embora Íntimos E Fiéis, Resolvemos, Por Hora, Não Mais Conversar.
Fizemos Um Pacto De Silêncio: Dormimos Mudos, Acordamos Calados.
Ao Que Parece, Nosso Silêncio Tem Me Deixando À Margem De Certos Acontecimentos.
Mesmo Assim, Acho Que A Amiga De Meu Travesseiro, Chuva Da Madrugada, Virou Sua Amante. Só Pode Ser. Na Verdade, Tenho Quase Certeza.
É Que Todos Os Dias, Ao Me Levantar, Tenho Me Deparado Com Suas Marcas, Ainda Úmidas E Salgadas, Estampadas Nas Vestes Dele...
Katja Fuxreiter
-) SILÊNCIO E SOLIDÃO?
Apliquei o meu coração para desvendar os mistérios do silêncio e da solidão.
Compreendi que solidão não existe e o silêncio não persiste, pois eu ouvi meu coração.
Solidão é sentimento de quem anda vazio de planos, de sonhos para o futuro.
E o silêncio? Ah! O silêncio...
O silêncio produz um som que só em silêncio se pode ouvir.
Na corrida pela sobrevivência e o desejo desmedido do ter, os valores éticos morais e espirituais estão sendo engolidos por slogans de materialismo, de poder e de prazer. Observa-se que o ter se torna mais importante do que o ser alguém, quando se dá tanto ênfase a slogans transitórios da aquisição de bens ou situações beneficiadoras que elevem mesmo que temporário a situações de bem estar. É preciso parar, fazer o nosso caminho de retorno ao silêncio, a prece e a meditação e nos encontrar como seres humanos que somos.
Profª Lourdes Duarte
Entro no profundo silêncio na intenção de mergulhar em meu santuário interior! Logo estarei de volta com o sorriso sereno no rosto, reabastecida e ainda mais fortalecia de amor e luz!
No espaço atemporal nada é demasiadamente demorado e nem passa rápido demais, só o suficiente!
Com amor!
Silêncio Cego
Eu vejo dançarinos nas calçadas
Entre mendigos camelôs e padres
Crianças procurando presas pra devorar
Numa savana eletrificada
E na TV uma granada explode
Do outro lado um ditador aplaude
Caem os muros e ficam as heras
E os inocentes à mercê das feras
Do lado norte, onde o Sol é mais forte
Deus é a nuvem que nunca aparece
E o vento sempre sopra certo em qualquer direção
Moinhos é que esperam sempre na contramão
Duvidoso é o silêncio
De certas palavras
Duvidoso é o silêncio
Que cega as palavras
E você diz que está indo tudo mal com a tua vida
Você nunca se contenta porque não sabe
O quanto dói a minha ferida
Duvidoso é o silêncio
De certas palavras
Duvidoso é o silêncio
Que cega as palavras
O silêncio, por vezes, é a melhor escolha. Ele é o catalisador da reação do tempo sobre as feridas.Silenciar é ter respeito consigo mesmo, com outrem e com as feridas. Silenciar é, por fim, acelerar a cura, a cicatrização a volta da paz.
Silencie. Respire. Não observe.
Seja feliz.
#FRIO
Como o vento que ecoa com mais força...
E o silêncio que fala à nossa alma...
O que para alguns não é belo...
Para outros é toda a beleza do mundo...
Por guardar segredos...
E sempre ter adiante um desafio...
Passo pelo tempo...
E de meu coração faço dele meu abrigo...
E no frio que me abraça...
Vendo uma folha cair...
Antes da última luz se apagar...
Poderei voltar a sorrir...
Não quero da vida todas as respostas...
Porém as procuro...
E sendo a procura pelas respostas, que à vida dá mais sentido...
Não espere meu sorriso...
Não prometo companhia...
Aprecio algumas amizades...
Para não ter a alma vazia...
Talvez minha alma ainda grite...
Na esperança de alguém me encontrar...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Em meio ao silêncio que envolve o crepúsculo, caminho em direção ao local onde repousa a essência daquela que tanto amei. Cada passo é carregado de memórias, um tributo aos momentos compartilhados que agora vivem apenas em meu coração. Eu irei até ela, mas ela não voltará para mim, e essa realidade pesa como um eco de saudade infinita.
Sinto o vento acariciar meu rosto, como se fossem as mãos dela tentando consolar minha dor, mas o frio vazio que me cerca é um lembrete implacável da ausência que jamais será preenchida. Mesmo assim, nos recantos da minha alma, mantenho viva a esperança de que, em algum lugar além das estrelas, nossos corações ainda dançam juntos, entrelaçados em um abraço eterno que desafia as fronteiras do tempo e do espaço.
É uma dor doce, uma lembrança agridoce do amor que transcendeu a vida, e enquanto as lágrimas silenciosas caem, sussurro ao vento: "Eu irei até você, meu amor, e um dia, além deste mundo, estaremos juntos novamente."
Em 42 anos, meu coração só soube de amor uma única vez. Não há passado onde ela existe, pois o tempo, diante desse sentimento, perde o sentido. A lembrança de seu sorriso se confunde com o presente, como se estivesse aqui, ainda agora, acendendo em mim algo que o mundo não apaga.
Você foi, e ainda é, o que define o raro. Em meio a tantas vidas que cruzei, foi no seu olhar que encontrei o infinito. E por mais que os anos tenham desenhado sua ausência, meu amor não conhece o esquecimento. Amar você foi como encontrar a essência de todas as minhas buscas — e mesmo que o destino tenha seguido seu curso, você sempre será minha verdade mais profunda.
O que é raro nunca se desfaz, apenas se eterniza em silêncio.
Não somos todos feitos de pedra
ou de aço que o sol endurece.
Há os que nascem de água,
de uma flor que desponta no silêncio,
e não sabem o peso do ferro,
nem medem a força no punho cerrado.
Mas dizem-me que são fracos,
os que não carregam montanhas,
os que não rompem o vento com o corpo.
E eu pergunto:
o que vale a muralha se a raiz cresce em silêncio,
se o vento a toca e ela cai?
Há uma força que não se vê,
uma coragem que não precisa de gritos.
No invisível dos dias,
nas pequenas lutas que ninguém repara,
ali também se ergue o mundo
e o seu peso é suportado
por mãos que não seguram espadas.
O desprezo não lhes cabe,
nem o desdém dos que se crêem gigantes.
Pois no fim,
não são os músculos que seguram o tempo,
mas o coração que, em silêncio,
faz nascer o dia.
Há tempos, vivemos na tirania do imediato. Uma geração apressada, ansiosa por respostas rápidas, sem pausas para a reflexão. E assim, nos vemos aprisionados pelo frenesi do presente, entregues ao impulso de falar, sem medir as palavras, sem respeitar o compasso natural de nossas almas e o silêncio que nos habita.
O silêncio, que deveria ser nosso amigo, tornou-se um fantasma. Tememos suas profundezas, sua quietude que nos convida a pensar. Então, falamos. Falamos para preencher o vazio, para afugentar a solidão, mas sem notar que, ao fazer isso, muitas vezes apenas propagamos o vazio. Falamos sem ouvir, sem entender, sem sentir.
Ah, como seria bom aprender a ouvir o silêncio! O silêncio que não é ausência, mas presença plena. O silêncio que nos permite ouvir a nós mesmos, que nos dá a chance de encontrar a verdadeira voz dentro de nós. Porque é no silêncio que nascem as palavras que realmente importam. É nele que podemos descobrir a beleza de uma pausa, a riqueza de um momento de contemplação.
O ato de retribuir de maneira silenciosa não se configura como fraqueza; assim como a gentileza, não está relacionado à submissão ou à ecolalia da adulação em grupos. Tudo que se cultiva nas penumbras eventualmente virá à luz, descobrindo-se a própria potência. Ninguém estará isento de sua marca e talvez seja benéfico não ser poupado, dispensando a necessidade de um exército para ver transformar o que um lobo “solitário” não esperava por aclamações.
A solidão, muitas vezes temida e evitada, pode ser uma dádiva disfarçada, uma oportunidade para mergulhar no profundo oceano do ser. É nesse silêncio introspectivo que encontramos a chance de nos reconectarmos conosco, de desvendar os recantos da alma que muitas vezes passam despercebidos na agitação cotidiana.
Faça bom uso dessa solidão, permita-se explorar os labirintos internos, questionar, refletir e, acima de tudo, escutar o próprio coração. Na quietude do momento solitário, descubra o poder da autoaceitação, do autodescobrimento e da autenticidade.
A solidão não precisa ser uma prisão, mas sim um retiro sagrado, um espaço para nutrir a sua essência. Ao se permitir vivenciar essa experiência de forma consciente, você transforma a solidão em um aliado na jornada de se encontrar e se tornar a melhor versão de si mesmo.
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