Texto sobre Saudade Amor

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Saudade do tempo de criança


Saudade do tempo de criança
quando corria na chuva
ou brincava no barro
sem medo de se sujar


saudade do tempo de criança
dos pés descalços no quintal
do vento no rosto
e do cheiro de terra molhada


saudade do tempo de criança
da bola correndo solta
na rua de terra
do interior
onde morava a felicidade


e da bicicleta velha
que parecia voar


saudade do tempo de criança
das noites calmas
com grilo cantando no escuro
e o céu vermelho
se despedindo da tarde


saudade do tempo de criança
quando criança queria ser grande


engraçado


quando cresceu
deu saudade de ser criança


saudade daquele tempo
em que tudo que se imaginava
parecia possível


porque tem coisas
que o tempo não apaga


a criança ainda mora aqui


nos sonhos guardados
na esperança teimosa


em tudo aquilo
que um dia a criança sonhou


e que ainda pode acontecer


porque no fundo


a criança nunca foi embora


ela só ficou ali


quietinha


esperando a gente lembrar dela.

⁠ Não chores por mim

Enquanto a saudade bater,
Eu estarei aqui para te ver...
E quando as lágrimas cair
Eu te darei novos motivos para sorrir

Não é que eu queira que me esqueça,
Eu quero que você continue a viver
Mesmo com saudades, tenha esperança
Que em seus sonhos eu virei te ver

Não, eu não quero que chores por mim
Você sabe que sempre amei te ver sorrir,
Quando você chora, eu não estou aí,
Para acalmar teu coração e te ver feliz.

Eu costumava chamar de saudade. Hoje percebo que era apenas o nome mais fácil para algo que eu ainda não entendia. As pessoas que passaram pela minha vida não ficaram — e talvez nunca fossem feitas para ficar. Foram capítulos breves, lições rápidas, presenças que o tempo levou sem pedir licença.
As lembranças que desapareceram não foram injustas comigo. Só mostraram que aquilo já não me pertencia. E os amigos que se perderam no caminho revelaram uma verdade silenciosa: às vezes, a gente oferece mais do que recebe — e chama isso de amizade.
Dói admitir, mas existe um momento em que o vazio não é abandono. É início. Quando ninguém sobra ao nosso lado, sobra a chance de olhar para nós mesmos.
Então eu entendi: não era saudade. Era crescimento. Era a vida empurrando o que não fazia sentido.
E, no fim, fica uma descoberta simples e forte: algumas partidas não deixam falta — deixam espaço para a gente se reconstruir.

"A saudade virou poesia; deixou de ser ausência física para tornar-se presença escrita! É como se esse papel fosse um ponto de encontro: você num quarto de motel, nossos corpos a suar, suas mãos a deslizar no meu corpo inteiro, sua boca em cada canto da minha pele. Eu, querendo você por inteiro, rezando para a hora não passar e o nosso momento mágico não acabar. Mal sabia que a hora passou, e tudo acabou! E agora estou aqui, contando essa saudade de amor.
Essa lembrança é de algo que ainda queima como fogo, uma daquelas saudades que a gente guarda no peito como um segredo. É o tipo de saudade mais perigosa e, ao mesmo tempo, a mais viva. Aquela que não precisa de ninguém por perto para incendiar o pensamento; basta fechar os olhos e o calor volta exatamente onde parou.
Manter esse fogo aceso ajuda a aliviar o peito ou só faz a vontade de reviver o momento aumentar ainda mais? Não sei, só sei que hoje está doendo; a saudade está maltratando demais da conta.
'Podemos não ter nosso final feliz', mas 'o nosso amor é eterno', independentemente de onde cada um esteja ou com quem esteja; uma dimensão onde nós seremos sempre um do outro."
Autora: Alessandra Santiago
Data: 13/03/26

Lixão da Saudade:


Vossa tristeza chegou ao fim
Comprovou-se que o infinito tem fim
E que existe outro infinito que não existe fim
Mas existem tipos de tristezas que nos comprovaram diversos boatos da vida


Existe tristeza que se foi Existe tristeza que ainda não se foi
Mas a saudade, é ferida que arde a alma
E ela ainda tem seu reflexo num lixão


E quando ela volta
Ela contra-ataca com imensa vontade
Dessa vez, o infinito não vence
Mesmo com ajuda


Quando se envolve em meus braços
Podem ter infinitas lógicas
Mas quando se trata de saudade
Ela é nunca infinita


Se oferecerem para ela 5000 átomos
Ou um emprego na Via Láctea
A saudade ainda se recusa
Pois o infinito ainda permanece por lá⁠


Saudade é um sentimento instantâneo que muito rapidamente nos atinge!
É um sentimento avassalador que causa dor no peito de quem chegou, de quem partiu, de quem não veio, de quem não mais voltará....As vezes dói e nos entristece, outras, nos alegra, nos faz sorrir e chorar, nos faz sentir o quanto é bom estarmos juntos... Faz e acontece dentro do coração. Não há ser no mundo que nunca tenha sentido uma dor no peito, uma tristeza na alma, um vazio, uma saudade.
♡Conceição Enes.
27/07/2016

harmonia....de paz!

“ O sossego da solidão desponta perfeita
Harmônica com a saudade...
e quando estiver calado o coração...
Quero que a tua voz me fale aos ouvidos
Que o tempo é infinito...não volta ...não regressa...que o agora é a
memoria do dia de ontem...
- quando estivemos juntos -

Mas que amanhã será um novo dia e que este silencio
não é... nem será solidão....E sim uma harmonia de paz de nossos sentires...acordes de canções onde
as notas musicais serão nossos afagos ... carícias e
sussurros de amor...

Serão sempre e para sempre eternos...
quieta nesta ilusão...eu creio e enlaço-te docemente
olhando-me no cristalino do teu olhar...!”

Reina em mim um jeito, misto de alegria e saudade.
Quando eu vejo teus olhos por mim a brilhar
De tamanha ansiedade
Em me ver...

Mora em mim o absurdo da palavra escrita
Dos poemas saudosos que jamais voltam
Saudade da moça bonita
Bem querer...

Quando nossas bocas trocaram profundos beijos
Ardentes, voluptuosos.
Nas noites frias ainda me lembro
Dos nossos abraços saudosos...

E da inveja perfídia dos laços
Que se romperam na madre aurora
Ficarás sempre em meus braços
Minha paixão de agora...
















Nesta linda noite
Noite de luar
Sinto tua presença infinita
A presença do amar

Deixei vossa lembrança
Inundar a minha mente
De belíssimos pensamentos
Se materializarem na minha frente

A Ligação Que Eu Queria Fazer
Homenagem ao Meu Pai, Edilson Alves


No silêncio da saudade
Que insiste em me abraçar,
Muitas vezes olho o céu
Com vontade de falar,
Com quem foi luz em minha vida
E hoje mora em outro lugar.


Meu pai foi homem direito
De palavra e de valor,
Ensinou-me desde cedo
O caminho do amor,
Da coragem e humildade,
Do respeito ao Criador.


Se a vida fosse mais simples
E tivesse solução,
Talvez houvesse no céu
Um fio de comunicação,
Pra gente matar a saudade
Que aperta o coração.


Se eu tivesse só uma ligação
E pra o céu eu pudesse ligar,
Mataria a saudade do meu velho
E assim sua voz escutar.
Contava da minha vontade
De poder lhe abraçar.


Eu diria: “Pai, tá tudo bem?
Como é que o senhor está?”
Contaria das minhas lutas
Que continuo a enfrentar,
Mas seguindo os seus conselhos
Que nunca deixei pra lá.


Falaria das lembranças
Que o tempo não apagou,
Dos momentos da infância
Que o destino guardou,
Do orgulho de ser seu filho
E de tudo que me ensinou.


E no fim dessa conversa
Que eu tanto queria ter,
Diria olhando pro alto
Antes da ligação se perder:
“Pai, obrigado por tudo,
Um dia eu encontro você.”


Porque amor de pai é chama
Que o tempo não desfaz,
Mesmo longe ele protege
Como sempre foi capaz,
E quem vive nas lembranças
Não é esquecido, jamais.

⁠Nesse 2 de novembro.
A saudade aumenta
A memória aflora
A tristeza não aguenta

Pelo Pai que já partiu
A saudade vai a mil
No coração que já sentiu;
A perda varonil

A certeza que me anima
É o reencontro no céu
Onde Jesus está acima
Com o arcanjo Miguel

Terminando a poesia
Confesso ser a melancolia,
A culpada de tal ato constrangedor
Querendo rimar sentindo dor.

Saudade é o vazio que pulsa, um eco silencioso do que já foi e não volta. Não é mera ausência; é a presença fantasmagórica de momentos que se infiltram na alma como brisa úmida do mar. Ela chega sem aviso, num cheiro de café antigo, numa melodia esquecida ou no contorno de um rosto que o tempo borrou.
No peito brasileiro, saudade é patria: o samba que embala ausências, o carnaval que mascara lutos, o abraço que o oceano separou. É o que nos humaniza, nos faz poetas involuntários. Dor agridoce, ela entrelaça fios invisíveis ligando o agora ao ontem, transformando perdas em relíquias eternas.
Mas cuidado: saudade em demasia paralisa, vira prisão de memórias. Aprenda a dançá-la, como frevo leve, deixando que ela venha e vá, sem raízes profundas. Pois viver é saudade em movimento – do que partiu, do que virá. Ela nos lembra: o amor verdadeiro nunca some; apenas espera, paciente, no limbo do coração.

Às vezes a saudade não tem nome.

Não é de uma pessoa específica,
não é de um rosto,
nem de uma história que acabou.

É de algo mais raro.

Saudade de uma conexão real.

Daquelas conversas
que começam simples
e de repente parecem tocar lugares
que a gente nem sabia que existiam.

Saudade de um toque
que não encosta só na pele…
mas parece tocar a alma.

Saudade daquele silêncio confortável
onde duas pessoas não precisam provar nada.

Do som de uma voz
que fica ecoando na memória.

De uma risada
que aparece do nada na cabeça
e faz o coração apertar
sem motivo aparente.

Não é saudade de alguém.

É saudade
do sentimento de ter alguém.

Alguém ali…
não para preencher um vazio,
mas para dividir o que existe dentro.

Porque às vezes
o que mais faz falta na vida
não é uma pessoa.

É lembrar
como é se sentir acompanhado

(Verso 1)
Longe de casa, com saudade de você
Mesmo dormindo ainda penso em te ver
Teu beijo ficou, não sai do meu desejo
Ainda sinto o gosto doce do teu beijo

(Verso 2)
Eu nem te tatuei, mas marcou em mim
Fez morada no peito, não tem mais fim
Um lugarzinho no meu coração você ganhou
E desde esse dia meu mundo mudou

(Refrão)
Eu vou te ligar só pra te dizer
Prepara o jantar que eu tô indo te ver
Veste aquele baby doll pra me enlouquecer
Que hoje a gente vai se amar até o amanhecer

(Ponte)
Cada quilômetro só faz aumentar
Essa vontade louca de te encontrar
E quando eu chegar, não vai ter pra ninguém
Só eu e você se amando também

(Final)
Longe de casa, mas perto de você
Porque no meu peito é onde você quer viver

Saudade é a prova mais evidente de que aquilo que vivemos foi relevante e marcante em nosso viver.
Pessoas, lugares, situações e acontecimentos que nos proporcionaram alegria, prazer, felicidade e contribuíram para nossa evolução e crescimento são qual tatuagem eternizados em nossa alma para nos lembrar que, sim, saudade é saudável e, Só se tem saudades do que é bom!
Viva a saudade que mora no seu coração, pois saudade é o brilho de luz da história que jamais se apaga!

Tem saudade que não chega fazendo barulho…
ela vem no silêncio, e fica.


Hoje eu só queria ter tido mais tempo de amizade com meu pai. Não só de pai… de amigo mesmo.
Daqueles que a gente chama pra ir à praia sem motivo, só pra sentar na areia e olhar o horizonte em silêncio, como se o mar dissesse o que a gente nunca soube falar.


Queria ter dividido mais momentos simples… uma pescaria qualquer, uma conversa jogada fora, um riso sem pressa.
Queria ter criado mais memórias leves, dessas que hoje fariam companhia nesse vazio.


Agora ele está ali… no hospital…
e o que mais dói não é só a distância, é o silêncio.
É não conseguir ouvir a voz dele. Nem aquelas palavras duras… que hoje fazem falta.


Tenso como a vida é…
até a arrogância dele, que antes pesava, hoje revela quem ele sempre foi forte.
O jeito inquebrável dele… era armadura. Era defesa de quem aprendeu a viver sem poder ser fraco.


E eu aqui… sentindo falta de tudo.
Do que foi bom, do que foi difícil… do que eu não entendi na época.


Porque no fim…
o amor entre pai e filho nem sempre vem em forma de carinho.
Às vezes vem em silêncio, em cobrança, em dureza…
mas ainda assim… é amor.


Mas dessa vez… eu não quero só lembrar.
Eu quero uma nova chance.


Quero que ele se recupere.
Quero poder olhar pra ele de novo… com outros olhos, com mais entendimento, com mais presença.
Quero viver o que ficou pra depois… sem deixar pra depois outra vez.


Se Deus permitir… ainda vamos à praia.
Ainda vamos sentar lado a lado, em silêncio… e dessa vez eu vou entender.
Ainda vamos numa pescaria qualquer… e eu vou valorizar cada segundo, cada palavra… até as duras.


Porque agora eu sei…
o tempo não espera, mas ele também pode dar uma segunda chance.


E se essa chance vier…
eu não vou perder.


Hoje, o que fica é a saudade…
mas junto dela, fica também a fé.


Fé de que isso ainda não acabou.
Fé de que ainda vamos escrever mais capítulos…
dessa vez, como pai…
e como amigos.

Tum tum

Desembala o coração
Querendo amar, amado ser....

Chora a distância, a saudade, o desejo,
a espera, pela menina dos olhos cobiçados.

Chora, chora, mas nenhuma lágrima
dói tanto, quanto o desamor.

Entre o ser adulto e ficar criança,
o coração brinca, ri, faz do seu dono, seu capacho.

Do bem amado, Rei ou Rainha...

Terra desconhecida é a do coração,
ditador soberano, enquanto dorme a razão .

Esconderijo


Por onde andas, céu das minhas meninas?
Meus olhos já se cerram de saudade.


Onde estás?
Por onde vais?
Por onde te escondes?
Em que lugar te refugias?


Em qual rua ou parte da lua
se encontra esse cruel esconderijo?


Vens...
Abres a porta e iluminas,
esse triste riso,
de quem já perdeu o brilho.


Perdes o receio.
Chegas devagar e, delicadamente,
aquece o coração dormente.


Pois não há vida, onde se mente.

"Ó meu irmão"

Um amigo, um irmão…
Algo no peito dói.
Talvez seja a saudade, ou não,
Seja a distância que criamos em silêncios…


Risos que saíram com tanta vontade
Que criaram vida
E se foram
Pra nunca mais voltar.


Lembro das conversas sem hora pra acabar,
Da areia da praia guardando nossos passos,
Do vento levando nossas preocupações
E trazendo uma paz que só existia ali.


Você foi mais que companhia,
Foi abrigo nos dias em que eu me perdia,
Foi luz quando o túnel parecia não ter fim,
Foi quem me puxou de volta
Quando a dona morte sussurrava perto de mim.


Tudo que aprendi na fé
Carrega um pouco de você,
Cada oração, cada esperança,
Tem marcas das suas palavras
Que me ensinaram a permanecer.


E dói…
Porque sei que essas memórias não são só minhas,
Você também as guarda em algum lugar,
Mas talvez escolheu não olhar,
Talvez escolheu não lembrar.


Ainda assim,
Entre o som do mar e o silêncio do tempo,
Sua amizade permanece viva em mim,
Como ondas que vão e voltam,
Mas nunca deixam de existir.


Um amigo, um irmão…
E mesmo que a distância exista,
E o silêncio tenha crescido,
Há coisas que o tempo não apaga:
A paz que você me trouxe,
A fé que você fortaleceu,
E o pedaço de mim
Que sempre vai lembrar de você

O PAI E A SAUDADE


Meu pai, foi-se cedo.
Fugiu.
Meu Deus, credo
Que meu pai partiu
Cansado,
Martirizado,
De tanto me ouvir,
Insistir,
Perguntar:
Porque me construíste, pai!?...
A mim, um vivo-morto
Cada vez mais vivo na morte
Que se fosse de outra sorte
Eu sentiria conforto
Se te tivesse comigo
Como aquele amigo
Que além disso é pai
E a gente pensa
Mesmo na descrença
Que ele, nunca, mas nunca se vai.


(Carlos De Castro, in Há um Livro Muito Triste Por Escrever, em 23-10-2025)

Minha saudade tem nome, endereço — e um sorriso que insiste em não se apagar da memória.


É lembrança viva…
da queda que não foi o fim,
mas o início de um reerguer silencioso.


— Aquele que me adestra nas batalhas não dorme —
e foi Ele quem me tomou pela mão
quando minhas forças já não eram suficientes.


Hoje sigo… confiante.
Trazendo à memória tudo aquilo que me devolve paz e serenidade.


Ando devagar —
porque já tive pressa.


E levo esse sorriso comigo —
porque já chorei demais.


— 𝓟𝓪𝓾𝓵𝓸 𝓣𝓸𝓷𝓭𝓮𝓵𝓵𝓪