Texto sobre eu Amo meu Irmao

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A OUTRA MARGEM
Se eu soubesse de mim há muito tempo
não teria perdido tantos ocasos;
me perdi nos olhos de gurias farsantes, acanhadas e recatadas;
em seus sorrisos de pérolas,
ou nos perfumes de rosas campestres de suas presenças.
Do outro lado do rio, onde caía todas as pipas,
onde se escondia o resto do arco- Iris
e o sol cochilava no final de tardes tépidas de verão
morava um outro eu.
Mas vovó falava de um lobisomem daquele lado.
Eu chegava à sua margem e acenava àquela silhueta magra do outro lado;
a noite sonhava com uma trilha de pegadas gigantes
e imaginava uma figura horrenda
acordava afobado, rezava o credo
e corria pro lado de mamãe na outra cama .
um dia um balão caiu no outro lado do rio
e incendiou parte das minhas fantasias,
mas eu já conhecia o perfuma campestres de rosas
e o sorriso de pérolas de algumas gurias.
Agora percebo que as pipas gostam de transpor fronteiras
e as vezes o vento sopra para o nosso lado;
os ocasos jamais se perdem,
eles ficam de uma forma ou de outra guardados em nossos olhares
e quanto aquela silhueta magra
que me acenava do outro lado do rio;
o meu outro eu, me impõe uma única dúvida:
quem é a outra margem??

Inserida por tadeumemoria

Se eu conduzisse a noite à uma esquina
e entre brilhos e ébrios as estrelas se derramassem
se eu me perdesse no quarto minguante d’alguma cratera
desenterrando as quimeras de um outro passado
ausências, somente ausências são pertinentes às reminiscências,
os ébrios serão poetas e boêmios nas esquinas,
as noites serão lembranças saudosas ou não,
lacônicas ou perenes cheias de brilhos,
esquecidas pelos ébrios declamada pelos poetas
as mulheres serão amadas por seus maridos,
possuídas pelos amantes,
machucadas pelos vagabundos...
e onde estarão agora as mulheres?
Seus corações estarão com seus maridos,
seus corpos com seus amantes
e suas almas alimentando o espírito materno
tentando ser mãe de vagabundos

Inserida por tadeumemoria

Penso as vezes,
as vezes de ficar triste
Que se eu fosse alegria,
se é que alegria existe
Eu andaria nos guetos,
secando os olhos tristes
Que vivem ensaiando o samba,
desfilando fantasias
Tentando enganar a vida
mostrando tons e matizes
Formas brilhos e adornos
num carro de alegoria
escondendo todo o medo
cantando seus sambas enredos
inventando o carnaval

Inserida por tadeumemoria

INVISÍVEL
Essa cidade não sabe que eu sou de outro planeta
Que viajei na reluzente calda de um cometa
Sob uma chuva perene de meteoros incandescentes
Essa gente não sabe do que tenho
E não tenho e do que sou capaz...
Quando a solidão do inabitável
Castigava a terra com restos de estrelas.
A luz se impunha as trevas,
Então o Filho pregou o amor
E a justiça sobre as montanhas,
Esse soneto divino que é o existir
Não permitira ainda o orvalhar romântico
Sobre os jardins de Amsterdam,
Antes Moisés conduzira o êxodo
Sob o causticante sol do deserto
Eu estava longe de tudo e perto do nada,
E quanto mais perto de tudo,
Mais você se torna invisível,
As pessoas só veem o que lhes interessam...
Essa cidade não ouve nem lê
O que eu escrevo ou declamo
Não sabe dessa ternura mórbida
Que sacrifica os santos...

Eu tenho moléculas de hidrogênio e oxigênio,
Eu tenho a luz dos astros
E a melancolia impressa no olhar
Eu tenho a devoção dos mártires...
Essa cidade nada sabe de mim
Enquanto a lua dança num eclipse
E o arco Iris listra o firmamento
O apocalipse se revela...
Silenciosamente eu canto,
Eu toco um violino e a harpa...
Uma harpa angelical me acompanha...

Inserida por tadeumemoria

RELÓGIO
Eu canto se eu me encanto
eu caio se eu flutuo
faz tanto tempo pra coisa nenhuma
faz tanto tempo pra um ou outro sorriso
um verso escondido,
um guarda chuva perdido na noite fria de vento,
faz tanto tempo
e aquela voz grave ainda é um carinho
uma censura; acho que não herdei
a doçura de minha mãe,
a sua força, sua abnegação...
faz tanto tempo,
faz tanto tempo,
tanto tempo, tanto tempo,
os relógios resistem incólumes,
blindados, invulneráveis...
faz tanto tempo,
tanto tempo, tanto tempo...
sua mão continua estendida,
sua voz a orientar,
seu sorriso a encorajar...
faz tanto tempo,
acho que não sou um relógio eu sei chorar...

Inserida por tadeumemoria

AUSÊNCIAS DE TODA UMA VIDA

Eu empacotava os meus olhares, guardava bem no íntimo tudo de lindo que ia além do verde das colinas, acalmava a ansiedade que começava nos teus colos, nos teus lábios, eu empacotava as horas, a vida, era o trabalho; depois planejava algumas rimas iluminadas pelos teus dentes, aquecidas pela tua pele; era passional ou fascínio pelo perigo; afora isso o desejo de documentar a inspiração: era fácil ser poeta, tanto que a solidão doía conduzida por um corredor à suburbana fascinante e perigosa. A noite doía nos ossos com o frio de junho e as ausências de toda uma vida, então eu revivia nossos melhores momentos. Planos? Por mais que os fizesse ao amanhecer dissolviam como sorvete com os primeiros raios da manhã, era a pressa incessante de viver que compõe a juventude compassada pelos hits do blacak que mencionavam as despedidas mais tristes, as incertezas mais certas, o ponto mais sensível dos nossos espíritos juvenis desamparados por seres supremos que movem o universo. Quantos sorrisos belos, quantos belos sorrisos; depois do expediente brilhantina e contouré depois de um banho rápido eu ainda me apaixonaria umas três vezes até a meia noite, depois sonharia com a “dentes de madrepérola” ou com o busto de Brigitte, qualquer musa... era fácil ser poeta só faltava-me tempo para observar o nascente, e o crepúsculo se perdia atrás de torres de concreto ou nos corredores frios de olhares perdidos em faturas e memorandos; uma rotina só abalada por um ou outro suicida que ousaria resolver a vida com o voo de alguns segundos, mas nada que obstaculizasse o cotidiano, o IML era prestativo e rápido e os curiosos se dispersavam com ares de impotência diante da morte. Uma ou outra mancha de sangue permaneceria como prova inconteste de como a vida pode ser cruel, no entanto o amor se sobrepõe, a poesia flui e assim, sem fatalidades e desesperos de um suicida; voamos...

Inserida por tadeumemoria

FRONTEIRAS
Então eu olho no espelho do ontem e do hoje
Sem ter certeza de qual dos dois sou eu
A minha identidade usa fraldas ou próteses
Há um reflexo, um vulto, outras possibilidades
Um rio, uma terceira margem
A gente vai se multiplicando
Com o tempo sentimento e idade
E essa multidão passeia nas praças
Povoa as esquinas enche o coração
O coração da multidão
É movido pelos mesmos prazeres carências e fantasias
Com as mesmas incertezas
Rios margens e fronteiras
Elas conversam nas praças
Se pintam nos shoppings,
Se deliciam nas sorveterias
Imaginando o que suas almas escondem,
E o meu desejo diz que elas
Estão todas prenhes desse prazer
Mas tudo se dissolve num jogo de espelho,
Em margem de rios e fronteiras do tempo
Ontem, hoje, amanhã, todas prenhes deste meu desejo...
Prazeres órfãos porque o tempo dilui
Com a constante inconstância do que se abstrai na emoção...

Inserida por tadeumemoria

AZUL TURQUESA

Quando era sábado eu era magro

E só tinha a ilusão incandescente de um adolescente

O céu era azul turquesa

Como as minhas poesias,

Julieta jamais morreria se eu tivesse um romance,

Mas antes, muito antes

Quando eu ainda não ousara sonhar

Eu só tinha as pipas e piões

E muitas indecisões

Eu já idealizara o olhar dos olhos dela...

Enquanto contemplava

Pássaros, borboletas e libélulas

Eu já era poeta e não sabia

E o olor de viver, o ardor de sobreviver

A dor de subviver era poesia

Eu só precisava daquele beijo

Pra perceber a abóboda azul turquesa,

Pra saber que nos sábados somos magros;

Nos domingos somos lindos

E nas segundas... nas segundas-feiras

Percebemos de quem sentimos falta...

Inserida por tadeumemoria

deixa eu te olhar só mais um pouco,
ainda sei sonhar e amanhã é sexta-feira
e a minha semana não tem sábado nem domingo
a vida não pode diluir-se assim
como se fossemos abstratos,
e essa paz, essa paz que abriga agora a tua alma,
essa paz tem que ser dividida
deixa eu te olhar e assimilar esse vermelho
porque a minha paz tinha a palidez dos dias invernosos
e a frieza glacial dos polos
deixa eu te olhar, e essa manhã nos teus olhos
clarear os meus caminhos

Inserida por tadeumemoria

ESCOMBROS
De qualquer murmuro
eu faço um poema,
De qualquer silêncio
Eu faço um sussurro,
Nenhuma dúvida
Me deixa em cima do muro
E se tudo for quebrado
Nem tudo será escombros,
Carregarei sobre os ombros
O que restar do meu mundo;
Agora me escuta silenciar,
Me ver sumir,
Aquece o que eu tiver de sol
Porque nada é mais solitário do que ser sol
E a solidão é fria.
De qualquer mentira eu faço um poema
E a mentira sempre me deseja felicidade
Antes de me dar seu beijo de boa noite...

Inserida por tadeumemoria

MULHER
Eu te quero tanto agora
Como a aurora de ontem e anteontem,
Como a chuva de todos os invernos
Que alimenta o nordeste
Eu te quero como a tarde
Que arde de desejo
Sob o sol da primavera
Que as papoulas enrubesce
Eu te quero como as noites
Que alimentam os amante
Como as mães que seus filhos amamentam
Que amam seus maridos
E satisfazem seus homens
E se consomem nos partos
E morrem com seus abortos
Eu te quero como a vida
Que sai de suas entranhas
E sustenta a existencia da humanidade
Nesse ciclo que se renova
No teu beijo e abraço
Nessa essência de se dar e se fazer
MULHER

Inserida por tadeumemoria

Amanha bem cedo com um novo olhar,
Sem esquecer as cerejeiras, que eu imagino
Matizando a relva que acolhe as pétalas
E ondulam com a brisa primaveril ...

Amanhã bem cedo quando a roseira enrubescer
Com a cambaxirra e o beija-flor
Num triângulo amoroso lógico e inexequível
E o rio lavar as margens, de rastros de paixões
De amantes clandestinos, de amores impossíveis

Amanhã bem cedo quando o hálito da matina
Ainda orvalhar o frescor da neblina matinal
E a vida vicejar no verde das folhas e das águas
Acariciando a sensibilidade dos poetas,
Ensejando às paixões e as ilusões frágeis e levianas
Ainda terei essa certeza infactível
Bocejando a tua ausência
E adiando a vida e suas perspectivas
Para amanhã bem cedo...

Inserida por tadeumemoria

REVOADAS
Há um segundo atras
O rio era outro, outras águas
Eu teria uma vida mais longa...
Há cinco segundos atras
Eu era mais jovem quinze segundos
Somando-se dez segundos
Que eu levei pra escrever esta frase
Há dez minutos eu tento falar
Que o tempo passa
E implacavelmente deixa suas marcas...
Há quanto tempo tento falar desse enigma
Outros olhares, outras palavras, outros rios
E o rio passa em mim há quantos séculos
Outras palavras não explicaram
Ou não foram compreendidas
E o tempo tingiu nossas cãs
Um dia nos erguemos sobre nossos membros inferiores
E pensávamos que sabíamos de tudo
Mas o tempo muda as paisagens
Verga nossas espinhas e embaça os horizontes
Mas nós poetas escrevemos
E libertamos pássaros em revoadas
E nesse bater de asas divino
De editar sentimentos, alguma coisa muda
E navegamos incólumes às vicissitudes naturais
O individuo perece mas o poeta é imortal

Inserida por tadeumemoria

A LUA E AS ESTRELAS
E se eu não tivesse um sonho
O que eu componho
Mentiria
Mas a ilusão
Que me ergue como um pêndulo
Acalanta a fantasia
Já sei ser triste
Nesse vai e vem,
Nesse balanço
É triste ser feliz, eu já fui triste um dia...
Amanso o meu espírito com tua presença,
Com a tua voz eu danço...
Tua voz é melodia
Eu sou tão triste...
Noite passada,
Passada a noite,
Passadas e mais passadas
De mim mesmo
Eu te vejo num luau
Sob tudo que tem sobre tua cabeça
A razão que te devora
De fora pra dentro
De dentro pra fora
Você é tão feliz... e isso é triste
você tem tudo
Mas você não sabe o que é ter a lua e as estrelas...

Inserida por tadeumemoria

Conheço seus infernos e seus demônios
Mas com eles eu posso
Comerei suas carnes e roerei seus ossos

Mas o perfume que eu sinto e você não tem
Seu jeito doce e seu olhar terno
Só se eu fosse o que eu não sou
Eu não tenho um castelo
Somente o sabor agridoce
do beijo que eu ainda não dei,
Tanto amor... jamais imaginei

te vejo ardendo no leito
E vejo o que te consome
Esse desejo proibido e sem jeito
Mas com a Pomba-gira eu posso
Comerei suas carnes e roerei seus ossos

O que você tem de bom é ingênuo
O que você tem de grande é pequeno
Eu amo esse anjo escondido no teu guarda-roupa
mas essa porta não abre
Você se protege com facas, espadas e sabres

Inserida por tadeumemoria

Eu sou a poesia...
O sol? O que é o sol; o sol está tão distante...
A lua, as estrelas, a chuva, o vento, a tempestade..
Quatro paredes e um teto e você sai incólume
Mas a poesia... quem te protegerá da poesia...
quem te protegerá de ideologias patrióticas e tiranos
A bomba explodiu, uma das torres da mesquita ruiu
Velhos, mulheres e crianças entre as vítimas
Bagdah era um caos, mas ainda havia esperança...
O ar contaminado, o vento empoeirado
o horizonte fumaçado e translúcido...
um soldado metralhando o seu próprio medo
recebe um proj´etil na cabeça
esse é o meu verso, um poema macabro
Eu sou a poesia...
mas bem aventurado os que têm sede de justiça...
bem aventurado os mansos...
eu sou a poesia era um poema da namorada
no bolsinho da algibeira,
uma lembrança cabreira de um recruta tímido
sem a ideologia de morrer pela pátria
eu sou a poesia: um fuzil na destra, uma granada na esquerda,
o inimigo: qualquer movimento suspeito
e o que afrontasse a nossa ideologia
Bagdah era um inferno;
mulheres e velhos prostrados clamando por Allah...
o odor insuportável de cadáveres putrefatos,
gente ferida, gente agonizando...
e até ao final dos meus dezessete anos
caminhando entre as rosas e as samambaias
do jardim da minha casa
eu pensava que era poeta,
mas a namorada já dizia que eu era a poesia...

Inserida por tadeumemoria

Quando eu crescer quero ser poeta
Para entender a linguagem das aves
E a devoção das ave-marias
Pra aproveitar as noites vazias
E entender os seus mistérios
Quando eu crescer eu quero ser poeta
Pra entender de saudade
E descrever as lembranças com minúcias,
Belezas e prazeres vividos
Quando eu crescer eu quero ser poeta
Para ter noção do que é ser triste,
Porque só quem tem essa noção
Sabe distinguir o que é felicidade

Inserida por tadeumemoria

TRÊS DIAS
Um dia eu morri por três dias
E no paraíso minha tia Zilda ainda falava
De Engenheiro Pedreira como se fosse uma
Daquelas longínquas cidade do faroeste americano
Imaginei que tudo fosse um engano
E no meu sonho vi no jardim do paraíso
Jésse e seu irmão Frank James
Pensei: -que que esses salteadores fazem aqui?
Vi José "Malamuerte" Almada,
Caçador de recompensa
Que apavorava no Novo México;
E um punhado de ladrões de gado
Que sitiavam Tombstone, no Arizona
"O que esses bandidos fazem aqui no céu?
Parecia meio cruel mas ali mesmo no Guandu
No leito caudaloso do rio, os presuntos boiavam
Levando o terror causando calafrio
Era a faxina que o esquadrão da morte
Executava nas cercanias
Muita gente morreu para essa limpeza,
Talvez mais do que devia,
Mas ninguém nada via, ninguém nada sabia...
E pela manhã a sabiá cantava,
As flores floresciam
E tia Zilda aguava as trepadeiras,
As samambaias e as flores do jardim
Cantava uma canção antiga
Como se fosse eterna a vida, e a vida era assim...

Inserida por tadeumemoria

SEM REAIS
Com cem reais eu compro
Dúzia e meia de jumentos,
Cada jumento trabalha por dez homens
E tem apenas um centésimo dos seus gastos,
Com cem reais, por um mês
E quinzena eu os alimento,
Quem precisa de homens,
Se temos vastos pastos
E resistentes cascos;
Com cem reais compro
Não sei quantas rapaduras,
Farinha e centenas de avoantes,
E antes que chegue o inverno,
Viro poeta e aprendo
A sonhar com a invernada
E nada que se diga de seca
Atravessa aquela cerca,
Nada que se fale de estio
Secará meus lagos ou rios
Com tudo isso compro o olhar
E a gratidão de severina
Compro as fantasias
E tudo que ela imagina;
Suas aspirinas e novalgina pra suas febres,
Compro a eternidade e suas utopias;
Mesmo que a seca mate meus jumentos;
Que as rapaduras me tragam diabetes
E o IBAMA me processe pelas avoantes;
Antes de todas as doenças
E todas as sentenças
Serei romântico e farei dez filhos,
Que me darão setenta netos
Aos quais ensinarei que com cem reais
Sob o sol causticante
E ilusões de algum inverno
Compra-se amor e sentimentos ternos
Os prazeres dalguma severina
E a aridez da vida naufraga nessa luta,
Nos sonhos, na fé, nos carinhos divinos
Dessa brisa que Deus acaricia na pele mestiça
E postura valente do povo nordestino

Inserida por tadeumemoria

MARROM

A aeronave me esperava imponente

Eu demente de medo

Se algo de ruim acontecer

Não conte meus segredos;

Um dia perceberão que sou o grande poeta desse país,

Comentarão AMORAMORA

Mas então brincarei com os anjos...

Depois de uma existência pobre

Diga a alguém que muito amei

E que meus sentimentos e ressentimentos são nobres

Que além disso, acreditar na humanidade

E a loucura me fez poeta....

Queria ter falado mais de amor, mas é tão difícil,

Os edifícios tolhem os horizontes,

Os nascentes e os ocasos,

Não comente sobre mal resolvidos casos

Eu te amo demais, eu amo todos vocês,

Perdoem o mal jeito e a minha insensatez

Eu devia ter sido mais forte, eu devia ter tido mais sorte

A aeronave me espera imponente,

Publiquem meus poemas decentes

Desfrutem escondidos dos poemas indecentes,

Mas não comentem este lado marrom

Façam-no acreditar que eu era bom

A minha grande frustração é o país sem leis

E a corrupção me faz desejar ter nascido francês

A aeronave me espera imponente...

Inserida por tadeumemoria