Texto sobre eu Amo meu Irmao
Se Você Estivesse Aqui
Se você estivesse aqui
Eu contaria, detalhe por detalhe
Do meu sonho – aquele
Em que nós dois pudemos estar juntos
Acordei com teu cheiro
Invadindo meus pulmões
Sem saber ao certo
Onde ficaram meus pensamentos
Quando despertei sem você
Na próxima vez que vier
Aos meus sonhos, oh feiticeira linda
Venha vestida de magia
Deliciosa depravada extravagante devastadora
Prepara-te, mulher encantadora
Perfeição do Criador
Pois, na próxima vez que vier
Viveremos um só amor.
Ontem você não veio, e eu fiquei te esperando, imaginando suas mãos acariciando meu corpo carente dos teus beijos.
Mulher, tua beleza extravagante acalenta meus desejos e me instiga a desbravar teus segredos e mistérios.
Escandalosa, te quero em minha vida — feita de desejos e da vontade intensa de você.
Depois de tudo que te disse, depois de abrir meu coração,
você chegou fria — pediu que eu não te amasse.
E nessa recusa silenciosa, meu mundo inteiro desabou,
meus sonhos se dissolveram no vazio.
Mas meu amor, mesmo ferido, não se rende:
ele transcende barreiras e vai até você —
mesmo diante do seu olhar que diz, não.
Que tolice imaginar que eu, em plena consciência do meu valor, vá implorar, suplicar ou mendigar aquilo que você não possui — nem em gestos, nem em essência — para me oferecer.
Mulher, és uma dádiva do Criador: meiga no trato, educada nas palavras, sincera no olhar, verdadeira nas intenções, justa nas atitudes e acolhedora como o abrigo de um lar.
Eu te enxergo além do que meus olhos alcançam — vejo tua alma, teus silêncios, tuas luzes e sombras.
Mas, ainda assim, não me permito sofrer,
porque aprendi a não esperar de quem não está disposto a doar.
Não é orgulho, é respeito próprio.
Não é indiferença, é liberdade.
E nessa liberdade, sigo em paz,
sabendo que o amor, quando verdadeiro, não se implora compartilha em simplicidade.
Eu preciso de você ao meu lado,
Sem máscara, sem distorção,
Que seja simplesmente você,
Uma mulher de verdade, do coração.
Quero teu riso sem artifício,
Teu abraço sem medo ou dor,
Quero a essência que mora em ti,
No toque sincero do teu amor.
Não peço promessas ao vento,
Só a verdade que existe em você,
Um caminho feito de passos firmes,
Onde a alma aprende a florescer.
Se vier, que venha inteira,
Sem sombras, sem dissimulação,
Pois é na tua verdade simples
Que encontro paz pro meu coração.
Eu te dei a chave — a promessa do meu mundo,
Para entrar e ficar, viver entre sorrisos e abraços,
Ser feliz, ser amada, ser a morada mais doce. Mas você partiu — silêncio pesado,
Deixou a porta escancarada, sem palavra, sem motivo,
E eu cuidei de cada espaço onde tua ausência doía. Agora, a chave não tem retorno,
Nem o vento se atreve mais a segurar essa fresta,
Fechei a porta com o fogo da minha alma, firme e certa. Sem apego, sem arrependimento,
Que saibas: quem não valoriza o lar que ganha,
Perde a luz que poderia ter brilhado para sempre. A porta está fechada — não para trancar,
Mas para proteger o que ainda resta de mim,
Pronta para abrir só para quem queira entrar de verdade.
ABRINDO O MEU CORAÇÃO...
.
Com 10 anos de idade eu era engraxate, carregava minha caixa nas costas e também uma cadeira, aos domingos de manhã, ficava esperando a missa terminar, para assim vários pares de sapato poder engraxar, com batidinhas de escova e sambinha no pano, estava feliz, ganhar várias notinhas, este era o meu plano... Também com essa idade, vendia sorvete e pirulito no campo, em outra ocasião, juntava ferro-velho e também vendia alface, este era o meu trabalho, eu valorizava o meu trampo...
Com 13 anos trabalhei como auxiliar de serralheiro, cortando aço e manuseando solda, era arriscado, mas eu queria ganhar o meu próprio dinheiro...
Com 14 anos acordava às 04h00 da manhã e pegava em uma enxada, assim fui com vários amigos para a colheita de batatas, eu não era tão bom, eram sacos de 60 quilos, mas eu conseguia colher de 10 a 15 sacos, o eito era pequeno, mas eu dava enxadada, quem é fera no assunto, vai achar engraçado e dizer que isso era nada...
Com 15 anos comecei a trabalhar em um posto de gasolina, fazia limpeza interna dos carros e também fazia serviço de frentista, às vezes até lavava algum automóvel, dependia da gorjeta, esse era o meu negócio...
Com 18 anos tirei minha esperada habilitação, um mês depois eu já estava dirigindo um caminhão, viajando por todo Brasil sozinho, vivendo uma e outra emoção, fiz mais de mil viagens e conheci o Norte, Nordeste e Sul de nosso país, com tantas aventuras na estrada, escrevi o que passei, sem me esquecer, contei cada detalhe...
Daí com 34 anos, lancei meu primeiro livro, com essa idade, me tornava oficialmente um escritor, continuei a minha saga, precisava me adaptar, parei o caminhão e voltei a estudar, me aperfeiçoei na área que escolhi, com 41 anos de idade e descobrindo uma e outra novidade, me tornei Professor...
Passando a limpo a minha vida bem rapidinho, percebo que foi muito bom começar a trabalhar ainda menino, assim pude aprender a dar valor ao dinheiro recebido, pois como dizia meu pai, nada me foi dado de "mão beijada", a vida é feita de desafios, de conquistas almejadas, tive momentos incríveis, mas também decepcionantes, nada disso me fez desistir, ao contrário, estou mais empolgado do que antes...
Estou aqui e quero ainda muito mais, pois sou na vida, apenas mais um integrante...
Eu
Vivendo minha vida
Num mundo que não é meu
Uma lâmpada
Acendida anteontem
Esquecida
Quando amanheceu
Uma voz rouca e profunda
Fruto
De relação desarmônica
Vendo outros olhos
Que veem
Entendo
Que vendo o que veem
Não enxergam nada
Ou pouco dizem
Creio-lhes eu
Pode ser que sofrendo
Insuficiência verbal aguda
Mudas
Corações moldados
Em rocha intrusiva
Uma relação harmônica
Plutônica erosiva
Crônica, agudizada
Cínica em seu modo
Em desarmonia com o meu
Uma lâmpada acesa lá fora
Cá dentro, um lugar à mesa
Creio eu
Pode ser um dia.
Edson Ricardo Paiva.
Se a vida fosse
resultado de um desenho
Eu pensaria hoje
Que meu lápis estava assombrado
Mas como tudo termina
Num lugar aonde
Meus pés me levaram
Só posso concluir
Que eu não soube mesmo
caminhar
Mesmo assim
Não sei dizer
Se a caminhada foi perdida
Só sei dizer
Tenha sido com as mãos
Ou com os pés
Esta foi minha vida
Pés calejados
Mãos doloridas
Desenhos e caminhadas
Cujos resultados
Somente Deus conhece
Pensamos ver e saber
A vida é uma jornada
Vivida de olhos vendados.
"Um dia, eu te vi
E meu coração disse 'é você'
Um sorriso seu, um olhar meu
E o amor começou a crescer
Com cada passo, com cada gesto
Nos aproximamos, sem medo
Nossos corações, agora unidos
Batendo juntos, como um só
E agora, de mãos dadas
Seguimos em frente, lado a lado
Com você, o mundo é mais belo
E o amor, é o nosso destino"
Eu sei você é a magia que completa meu ser, o feitiço que eu não quero quebrar, o encanto que traz luz à minha vida. Cada momento ao seu lado é um sonho realizado, uma verdade que eu sempre soube, mas que só você me fez entender: que o amor, na sua forma mais pura, é você.
Não há palavras suficientes para expressar o que você representa para mim. Só posso prometer que, assim como o universo está repleto de mistérios e encantos, meu coração está eternamente encantado por você.
Eu em meu silêncio criei um mundo teu
pra te ver feliz, onde és rainha, imperatriz.
Nos corredores da minha alma, teu nome ecoa,
como sinfonia que não se cala, como chama que não se apaga.
És o sol que rasga minhas madrugadas,
a lua que embala meus segredos,
o destino que me guia quando tudo é sombra.
Em ti, encontro o infinito,
a eternidade que não se mede em horas,
mas em suspiros, em olhares, em promessas não ditas.
E se o universo ousar ruir,
erguerei em meus versos um trono eterno,
onde teu sorriso será lei,
e teu amor, soberano.
Eu achava que eu era fria. Achava que não precisava do amor, que meu coração tinha aprendido a sobreviver sem se abrir. Eu dizia isso com certa firmeza, como quem repete uma verdade para não encarar o vazio. Mas então você apareceu, e tudo o que eu achava que sabia sobre mim começou a se desfazer.
Quando pensei em você, pensei em presente. Não por obrigação, mas por cuidado. Fiquei me perguntando do que você mais gostava, tentando entrar no seu mundo. A camiseta do time surgiu quase sem perceber, e eu ri sozinha pensando: “como não pensei nisso antes?”. Talvez porque amar seja isso prestar atenção.
Te vi pela primeira vez e me apaixonei. Não foi barulhento, foi silencioso. Um reconhecimento. Como se algo em mim dissesse: é aqui. Nosso primeiro beijo foi no cinema. O filme era de terror, e eu estava assustada, mas você segurou minha mão, beijou meus dedos, acariciou com calma. Ali, no escuro da sala, eu me senti segura. Foi meu primeiro beijo que não pediu nada além de presença.
Foi meu primeiro date. Meu primeiro carinho sem sufoco. Pela primeira vez, o afeto não me prendeu me acolheu.
E não foi apenas um final de semana. Foram idas e vindas, beijos repetidos, carinho constante. Foi esforço. Foi escolha.
Eu te tocava com cuidado, fazia massagem no seu corpo, te dava beijos como quem aprende uma língua nova a do afeto sem medo. Com você, meu corpo não pediu defesa. Ele descansou.
O tempo está frio, nublado, com chuvinhas finas. Você está distante agora. E dói. Mas há algo que ninguém pode me tirar: eu vivi isso. Eu senti. Nunca vou te esquecer. Estou aprendendo a viver sem você, e enquanto a chuva cai, as lágrimas escorrem dos meus olhos. Mas não são só de perda. São de descoberta. Porque foi com você que eu descobri que havia amor em mim. Compaixão. Doçura. Presença. Talvez essa história nunca tenha sido só sobre nós dois. Talvez, no fundo, sempre tenha sido sobre mim sobre quem eu me tornei ao permitir sentir.
E isso, mesmo doendo, é para sempre.
EU VI MEU AMOR PARTIR
Eu vi meu amor partir.
Não houve grito, nem adeus
apenas o silêncio cruel
de duas mãos se desfazendo no ar.
Seus dedos, antes abrigo,
escorregaram dos meus
como folhas secas no outono,
sem promessa de volta,
sem tempo para implorar.
Nos olhos dela: um oceano contido.
Nos meus: a tempestade desfeita.
E eu, mudo, tremia —
como quem assiste o próprio coração
ser levado em um navio
que não voltará ao cais.
O mundo se curvou em dor.
O vinho ficou sem Sabor
As ruas ficaram cegas,
Consumidas pela escuridão.
e cada passo era um lamento surdo
ecoando por dentro da alma.
Meus amigos?
Evaporaram com a alegria.
Restou só o silêncio,
e nele descobri que até o eco
tem mais companhia que eu.
Minhas mãos, agora frias,
ainda procuram as dela no escuro.
E as lágrimas que ninguém viu cair
são poços onde minha esperança
afunda sem grito nem salvação.
Na ausência dela,
o tempo parou de tentar consolar.
E eu entendi, tarde demais:
o amor verdadeiro não parte
ele fica, e nos destrói devagar.
MEU INTERIOR
Eu banhava de cuia
E sabão d`cuada
O barro do riacho
Encardido ficava
Desnuda na praia
Só passava a boiada
Eu tibungava nos açudes
Saia da água renovada
Chovia em mim chuva de versos
Minha alma saia lavada
Nas ribanceiras caçava ingá
Manducava todo o jatobá
Depois eu pegava caminho
No atalho do carreirinho
Apreciava o casulo
E o ninho do passarinho
Atravessava a cerca de arame farpado
Pra catar canapum do mato
Quando eu chegava à casa de vó
Era hora do arroz pinicado
Parecia infindo o caminho do riacho
Era hora de acender as candeias.
Como eu vivia um lado avesso
Tudo em mim já estava aceso!
Tão eu...
Gosto de pessoas que têm poesias no olhar,
Às que compreendem o meu sorriso.
Que sabe o que sinto quando me vê chorar,
E possui coração puro como o paraiso.
E quando passar o dia, de mim vai lembrar,
Que me querem delicadamente tão perto.
Às que sabem que jamais deixarei de lutar,
Gosto de pessoas que me tiram do deserto.
E me levam pro mar...
✨ O Meu Brinde de Domingo
"Hoje eu escolho a calma. Escolho recarregar cada pedaço da minha energia para encarar a última semana do ano com o coração pronto.
Que a prosperidade não seja apenas um plano, mas uma colheita. Que a paz e a saúde sejam o meu alicerce e que a alegria transborde em cada pequena realização.
Estou pronta para encerrar 2025 com gratidão e abrir as portas para um 2026 extraordinário! ✨🚀"
Quando eu era jovem, muitas vezes pensava: “Nossa, como meu pai é quadrado… ele não acompanha as mudanças, não se moderniza e ainda enxerga algumas atitudes minhas como absurdas. Ele deveria se atualizar, entender que o mundo mudou.”
E, no fundo, eu fazia uma promessa silenciosa a mim mesmo: quando eu ficasse mais velho, jamais deixaria de compreender o comportamento dos mais jovens. Eu seria aquele “coroa” descolado, aberto, que entende o seu tempo.
Hoje, percebo que a vida ensina com mais calma e com mais humildade do que a gente imagina.
A sombra do meu pecado me trai — um vulto que conhece meus passos antes de eu os dar.
Atrai-me para o submundo onde a escuridão tem voz e os nomes se desfazem,
um convite sem luz, uma promessa que cheira a ferro e a lama.
Somos dois náufragos: eu e essa sombra que me habita,
invisíveis aos olhos que ainda acreditam em salvação.
Envolvidos como raízes emaranhadas, presos no pântano do desejo,
onde o tempo apodrece e as horas se tornam moscas.
Caímos sem alarde, amordaçados pela própria culpa,
a boca cheia de terra, o grito reduzido a um eco de ossos.
A decomposição não é só do corpo — é do nome que eu dava às coisas,
do mapa que traçava para me encontrar, agora rasgado e úmido.
Há um frio que não passa, uma sede que não se sacia;
cada passo afunda mais, cada lembrança vira lodo.
E, no entanto, há uma clareira de silêncio dentro desse breu,
um lugar onde a traição aprende a dizer o seu próprio nome.
Não peço perdão — não ainda — porque o perdão exige luz que não trago.
Quero apenas ver, por um instante, a sombra desvelada:
que se revele inteira, sem disfarces, para que eu saiba com quem divido o corpo.
Se a escuridão é casa, que seja ao menos honesta;
se o pântano é prisão, que me mostre a porta que não consigo ver.
E se a decomposição é destino, que me ensine a colher do próprio fim
a semente que, talvez, um dia, resista e floresça na lama.
Eu olho pro meu passado e rio. Rio porque se eu não rir das minhas próprias brincadeiras, alguém vai e provavelmente já riu. Quando eu era mais novo, o bairro não era só onde eu morava, era meu palco. E eu, humildemente, era a atração principal. Não pedi esse talento, nasci com ele.
Cada rua guarda uma memória que eu claramente ajudei a criar. A bola que sempre caía no quintal errado (coincidência nenhuma), a campainha tocada e a corrida digna de atleta olímpico, as reuniões improvisadas na calçada que terminavam em bagunça sem plano e sem motivo. Tudo extremamente organizado dentro do caos.
Eu não fazia brincadeira pequena. Se era pra aprontar, era com criatividade. Se era pra irritar, era com estilo. Os vizinhos não sabiam meu nome completo, mas sabiam exatamente quem eu era. Ícone local. Lenda urbana em construção.
O melhor é lembrar da confiança. Eu tinha certeza absoluta de que nada dava errado se ninguém fosse pego. E quase nunca éramos. Quando éramos, vinha aquele discurso interno: “relaxa, isso vai virar história”. E virou. Sempre vira.
Hoje eu crio memórias rindo das antigas. Eu exagero? Óbvio. Mas se eu não valorizar meu próprio legado, quem vai? Aquela bagunça toda virou repertório, virou risada, virou aquela frase clássica: “cara, lembra daquela vez?”. Lembro. Como esquecer?
No fim, eu não me arrependo das brincadeiras. Elas me deram histórias, cicatrizes pequenas e um ego levemente inflado. Eu não era só mais um moleque do bairro. Eu era o moleque que fez o bairro ter assunto por anos.
E sinceramente? Se um dia alguém escrever sobre aquela rua, meu nome pode não estar lá… mas minha bagunça com certeza vai estar.
— Cyrox
