Texto sobre Espera
O amor platônico, tão complexo e profundo,
Um caminho de dualidades que nos confunde.
Na espera, encontramos a felicidade pura,
Mas também a tristeza que nos perdura.
Dizem entender o amor, mas será verdade?
Acredito que é algo além da realidade.
Pois o amor não se compreende, se sente,
É uma jornada individual e envolvente.
Se me cativas, então te amarei intensamente,
Mas será que em seu coração deixei uma semente?
Ah, o dilema do amor platônico persiste,
Sua incerteza me consome e me assiste.
Tu me fascinas, intrigas e dominas,
Em meus pensamentos, tuas pegadas são divinas.
Será que sou teu tanto quanto és minha?
Essa incerteza em mim se aninha.
No meu coração, na minha mente, é tua morada,
Vagando pela minha alma, sem rumo ou estrada.
Até quando essa paixão indecisa persistirá?
Quero descobrir, ou libertar-me desse lugar.
Ah, a beleza dela, uma visão encantadora,
Mas tão distante, não espera por mim agora.
Escorre entre meus dedos, fugaz e veloz,
Linda e complicada, como uma bela fera feroz.
Oh, minha doce bela fera a me provocar,
Desejo domar-te, mas é difícil conquistar.
Tu és astuta e sincera, em teu olhar há perigo,
Me aproximo e temo ser ferido, um castigo.
Será que te aproximas apenas para atacar?
Para me deixar agonizando, em dor a me afogar?
Após consumarmos um amor ardente e fugaz,
Sinto tua satisfação, enquanto me desfaz.
Ah, minha donzela, se soubesses o amor que te aguarda,
Dentro de mim, és a única, minha alma te guarda.
Longe de ti, a dor me acompanha e me consome,
Até que retornes, minha donzela amada.
Já não me encontro no amor ou na dor. Na saudade ou no vício. Na espera ou na vontade de algo melhor. Não há razão ou sentido. Tudo pelo que vivi, hoje são flores mortas em um jardim sem vida dentro de um cemitério abandonado, frio e amaldiçoado. Não resta nada pelo que viver.
- Marcela Lobato
Finalmente meus 40 anos...
Já não é mais a fase dos 20, nem tão pouco dos 30 é a fase tão esperada dos 40 anos...
Acumulei de maneira perfeita, a experiência e a juventude o que me fez dominar a arte, gestão da minha essência, somando vida aos anos que desfrutei e ainda os que tenho neste novo ciclo a desfrutar.
Finalmente o tão esperado momento dos meus 40 anos, onde deixo pegadas por onde caminho, fazendo-se dona dos meus passos.
E com maturidade sinto que piso mais forte, transmitindo segurança para si mesma e conseguindo me conectar com minha estabilidade emocional e pessoal que hipnotiza.
São muitas marcas do passado, é necessário muito amor para curar as feridas e as decepções.
Porém é necessário ser estratégica, tomadas de decisões sábias para lidar com cada momento.
Minhas prioridades não são as mesmas de dez anos atrás, e provavelmente vão mudar daqui a um tempo. A vida é uma constante mudança, e eu demorei para entender isso. Antes eu queria manter minha coerência, sustentar tudo em que eu acreditava. Mas aos 40 anos, compreendi que crenças mudam, que o que parece certo num dia, pode não ser no outro. Está tudo bem mudar de opinião, porque, conforme adquirimos mais conhecimento, essa é a tendência. Minha única prioridade imutável é ser feliz.
Aos meus 40 anos, sejam muito bem-vindos.
Confesso que tinha medo dessa idade e dos efeitos colaterais que ela pudesse trazer, mas decidi que não são números que vão decidir a trajetória dos meus anos. Neste aniversário, resolvi refletir sobre a vida e em como é maravilhosa vivê-la. Não irei me preocupar, apenas viverei um dia de cada vez, como deve ser feito.
Agradeço a mim pela mulher que me tornei, felicidades neste meu novo ciclo.
Meus 40 anos...
Tolo é aquele que espera do outro o que ele nunca teve para oferecer.
Não se pode colher abraço de quem só aprendeu a fechar os braços,
nem exigir cuidado de quem vive em guerra consigo mesmo.
A maior ilusão não é amar — é insistir na expectativa errada.
Esperar presença de quem só conhece ausência,
esperar verdade de quem se construiu na fuga,
esperar afeto de quem nunca se reconciliou com o próprio vazio.
Amadurecer dói, porque nos obriga a aceitar que nem todo silêncio é mistério
— às vezes é limite.
Nem toda frieza é defesa — às vezes é incapacidade.
Tolo não é quem sente,
tolo é quem permanece esperando que o outro se torne
aquilo que ele jamais foi. Para ganhar um abraço que não é teu.
Ei, por favor me espera.
Quero poder estar com você.
Mas o tempo não coopera.
Muda os planos ao amanhecer.
hoje eu li uma lista.
Meu nome não estava nela.
Coisa bacana, haja vista.
Vícios de uma donzela.
Logo vi que era alusão.
Chocolate, álcool e cafeína.
Coisas da sua rotina.
Mas não do seu coração.
Regime de vício é bom.
Abstinência causa loucura.
Chocolate ok, é bombom.
Mas talvez seja eu a cura.
Álcool causa dependência.
Cafeína traz energia.
A mais excessiva paixão.
Traz sorriso e alegria.
Quero poder te abraçar.
Aceita meu abraço apertado.
Alguns minutos ali do seu lado.
Sei que vou me alegrar.
Não é hoje um dia qualquer.
A data é de comemoração.
Sei que tu bem-me-quer.
Por isso não se esqueça.
Cê não sai da minha cabeça.
Tampouco do meu coração.
Feliz Dia Da Mulher!
Eu sou o carinho da palavra sincera
Sou o desejo do coração que não
aguenta mais a espera;
Eu sou a lua linda, cheia de inspiração
Sou o ar ofegante... Pelo fluxo da respiração...
Eu sou o elogio, sou o doce sorriso
Eu sou arrepio e o suave gemido!
Eu sou o talento e o brilho da arte
O relógio do tempo e em todas as portas
eu também sou a chave;
Não espera riso de outra boca.
Não aguarda abraços de outros braços.
Nem vá mendigar o calor de outro corpo.
Pra quê desejar carinho quando estiver triste,
se a ausência já ensina quem nunca ficou?
O amor não aceita substituição momentânea,
não se consola em atalhos nem em distrações.
Quem ama não troca presença por vazio,
nem cura saudade com mãos emprestadas.
Sentir falta dói,
mas trair o que foi verdadeiro dói mais.
Há silêncios que são mais honestos
do que abraços sem alma.
Quem sonha o amor que viveu
Não tem amor próprio
O passado é um perfume sem aroma
Melhor preferi a solidão limpa
do que o afeto sujo de engano.
A Lucidez do Paraíso é o Instante do Devaneio
O Paraíso não é um jardim que nos espera,
com portões de pérola e árvores de ouro estático.
Não é uma recompensa por uma vida finda,
mas uma suspensão lúcida do tempo presente.
Ele reside naqueles instantes-limite,
em que a consciência se afina e a imaginação se liberta.
A lucidez é a navalha que corta o ruído do mundo,
reconhecendo o peso exato de cada elo da corrente.
Ela sabe: o muro é muro, a dor é dor, o efêmero é a regra.
Não há ilusão que resista à sua luz fria.
Mas a alma, cansada da geometria do real,
não aceita a clausura do que é apenas "fato".
Então, o devaneio se apresenta.
Não como uma fuga cega ou uma negação covarde,
mas como a afirmação mais alta da potência do ser.
O devaneio é o arquiteto que refaz o mapa da realidade,
desenhando rios onde antes havia deserto,
dando voz ao silêncio que a rotina impõe.
É a permissão para que o possível
se sobreponha à tirania do presente.
E o Paraíso, finalmente, não é a terra de ninguém,
mas o ponto exato de interseção:
É a lucidez que reconhece a precariedade da vida
(sabe que o tempo vai passar, que a beleza é breve)
e, por isso mesmo, usa o devaneio
para saturar o momento com uma perfeição temporária.
É o piscar de olhos onde a razão e o desejo conspiram:
"Isto não é real, mas é tudo o que importa."
Naquele instante de flutuação, a mente está desperta
(lúcida de sua própria criação),
e a alma está em êxtase
(devaneando um mundo que ela mesma sustenta).
O Paraíso, portanto, é a plena consciência da nossa capacidade de ser feliz, mesmo que seja apenas um pensamento. É o gozo da ilusão assumida.
É quando a mente, lúcida e livre, se permite voar.
O passado é bonito,
Guarda lembranças como se o tempo fosse infinito.
O futuro me espera,
Como eu espero as flores da erva na primavera.
Mas onde poderia apoiar minha casa em um lugar que já passou?
Como poderia apoiar minha cabeça em um lugar que desconheço?
Se bem me lembro, já não estou
Se é sobre isso, não conheço.
Palavras me tiraram do outono,
Para lá não posso voltar nem em sono.
É tal que é chão sem piso,
Vento que vem sem aviso e me tira o riso.
O pensamento me tirou do inverno,
Para lá não posso ir, embora seja terno.
É tanto que me prende ao chão como gelo
E me fecha desse mundo como selo.
Viver é Agora
A vida não espera.
Ela corre, escorre,
e às vezes, some.
O tempo não avisa,
não atrasa,
nem dá segunda chamada.
Por isso…
viva o que sente,
diga o que importa,
ame com coragem.
O agora é o único tempo que existe de verdade.
O amanhã é mistério.
O ontem, memória.
Mas o hoje…
é presente aberto nas suas mãos.
Não desperdice.
Naldha Alves
Entre relâmpagos e sentimentos
Me relaciono como quem pisa na terra seca,
à espera da chuva. Primeiro,
deixo que a poeira envolva meus pés,
tímida, apenas levantando o véu do chão.
Mas, quando estou pronto para sentir
o toque suave das primeiras gotas,
o céu inteiro se desfaz em trovões:
relâmpagos e sentimentos.
Uma rajada de água desce,
apaga minhas pegadas,
desfaz meus rastros e certezas.
O amor, aparentemente, não é apenas um chuvisco,
mas uma tempestade que encharca cada canto,
sem pedir licença, ocupando todo o espaço
que sempre foi seu.
A espera
A espera me consome.
Dias se arrastam como séculos,
horas se estendem em eternidades.
Cada instante é um golpe silencioso,
uma cobrança que me desfaz por dentro.
Sento-me com o vazio,
e ele me encara de volta,
dizendo que ainda não é hora,
que tudo que quero
permanece além do alcance.
Mas mesmo assim resisto.
Mesmo que a espera me esmague,
há algo em mim que insiste,
uma fagulha que recusa apagar,
esperando que o tempo, enfim, me entregue
o que o coração já não aguenta mais negar.
A Noite.
A noite tudo se espera,
Mas, só os sonhos passam.
O meu coração, dorme na mente,
levando as batidas andantes.
Passam-se nas horas,
todos os abraços do tempo.
Nas estrelas calvas, deslizam
as brisas frias, dos arredores.
Como pode ser?
Como posso soprar os ventos?
Se a noite insiste, em elevar,
todo o ar quente?
Ah, Noite! Ah, Noite!
Sempre dizem que és a culpada,
por estar presente, aonde passam,
todas as vozes ausentes.
Em mim, só elevas o meu olhar.
Por isso! Lhe entrego!
Os meus mais íntimos segredos!
Sempre deixo-me levar.
Sabe! Lhe Confesso! Livre fico!
Porquê liberta-me pelas frestas,
deixadas, pelos seus sublimes,
eternos e iluminados portais.
.
Ademilton Batista
Brasil, Bahia, Itabuna.
Do Livro O Meu Céu
DR02022023
O que sobra
Tiramos a roupa, o cargo, o papel, deixamos de lado o que o mundo espera. Tiramos a máscara, o véu e o mel, e o que sobra de nós nessa nova era?
É um susto olhar e não se encontrar, de tanto viver o que o outro queria. A gente se perde ao tentar se moldar, na norma, no padrão, na hipocrisia.
Mas a essência está lá, no fundo, guardada, é o que resta de vivo quando o palco se apaga. É a parte de ti que não foi comprada, a única voz que o tempo não esmaga.
Não limite o teu ser para ser aceito, o planeta é de quem se atreve a ser só. Pois quem não vive o que pulsa no peito, quando a máscara cai... vira apenas pó.
Há religiões em que se espera por um milagre,
e outras em que se reza por poderes sobrenaturais,
e até religiões em que se implora por sucesso nos negócios.
Mas a religião de Buda é uma religião em que se busca
orientar a sociedade e servir às pessoas.
A aspiração ao caminho de Buda significa
amar todo o universo assim como os pais amam seus filhos.
"Não serei o primeiro a cumprimentar o Ano Novo, sei bem. Mas estarei lá, à espera, sem maldizer o Ano que se Vai (ou o Meu Passado). Meu Passado é e sempre foi excelente. Por que maldizer ou tentar apagar o Passado? Por que alguma Religião assim exige? Por que está no Livro das Justificativas? HeuHein! Sai pra lá, Hum!"
TextoMeu 1248
🍌🤤⛪
O carinho gostoso é aquele que não espera nada em troca, que se doa de forma desinteressada. Ele surge de forma espontânea, sem que precisemos pedir ou implorar por ele. É como um raio de sol em um dia nublado, nos aquecendo e iluminando.
Receber esse tipo de carinho é uma bênção, pois nos faz perceber que somos amados e que alguém se importa verdadeiramente conosco. É uma troca de energias positivas, que renova as nossas forças e nos faz enxergar o melhor da vida...
- Edna Andrade
A casa se cala e o tempo se estica,
No centro da sala, sou sombra e espera.
O grilo lá fora sua nota replica,
Única voz dessa imensa atmosfera.
Um carro ao longe, um som que desmaia,
Corta o asfalto e mergulha no breu.
Enquanto o cachorro na rua se ensaia,
Latindo pro nada que o sono esqueceu.
Aqui, o vazio não pede licença,
Ocupa a poltrona, o teto, o chão;
É quando a ausência se torna presença,
No ritmo lento da própria solidão.
O mundo acontece do lado de lá,
Em luzes de estrada e latidos ao vento.
Aqui, sou o grilo que não quer parar,
Preso no eco do meu pensamento.
Revela quem Ele é
Ele não espera que você se conserte
para então decidir amar.
Não observa suas rachaduras
como quem calcula se vale a pena ficar.
Ele vê o medo que você esconde,
as falhas que você tenta cobrir,
e não recua diante delas —
é ali que escolhe agir.
Porque a graça não floresce no mármore,
mas na pedra que já foi quebrada;
o poder não nasce da perfeição,
mas da alma cansada.
Deus não ama apesar das suas imperfeições —
Ele atravessa cada uma delas com luz.
E onde você vê fraqueza,
Ele vê espaço para revelar quem Ele é em você.
