Texto sobre Educação
O currículo do futuro precisa preparar as próximas gerações para lidar com tecnologias que ainda nem imaginamos. Programação, raciocínio lógico e estatística vão desempenhar papéis cada vez mais centrais na educação básica. Lidar com o inesperado e com o imenso volume de dados que o futuro trará é inevitável. JMJ
O futuro está sendo escrito no agora. Compreender e integrar a matemática e a tecnologia será essencial não apenas para inovar, mas para resolver os problemas globais que enfrentamos: mudanças climáticas, saúde, educação, saneamento, segurança pública, habitação, mobilidade urbana, geração de emprego, finanças, inclusão social, acesso à cultura, sustentabilidade, entre outros. A matemática do futuro será a linguagem que nos permitirá navegar por esse novo mundo, enquanto a tecnologia será o motor que impulsionará essa transformação. JMJ
O que muitos pais, familiares, líderes e educadores ainda não sabem é que crianças e adolescentes não aprendem, nem assimilam nada, com longos sermões, ameaças, indiferença, gritos e castigos, mas com boas histórias, bons sentimentos, amor, interação; principalmente com os bons exemplos.
Os estados americanos que ainda permitem a palmatória são religiosos. Sam Harris, em sua crítica à religião e aos métodos tradicionais de educação e moralidade, frequentemente aborda como o condicionamento por medo ou punição é arcaico e contraproducente. Um exemplo que ele destaca é a prática de punições corporais em algumas partes dos Estados Unidos, especialmente nos estados mais religiosos.
João Moura Júnior, em sua obra Maiêutica, a arte de fazer nascer as ideias, reforça que a linguagem questionadora é o oposto do discurso vazio. Segundo o autor, “a boa pergunta é aquela que inquieta e obriga o espírito a se mover para além da zona de conforto conceitual” (MOURA JÚNIOR, 2023, p. 45).
A intolerância religiosa é caracterizada pela negação acompanhada de atitudes de perseguição em relação às diversas expressões religiosas, sendo a educação um dos princípios fundamentais necessários para liderar ações que promovam respeito à diversidade e combatam todas as formas de hostilidade.
Embora o Brasil seja marcado por uma história repleta de opressão e agressão por motivos religiosos, destaca-se que boas práticas pedagógicas que incluam a comunidade educacional, pais e representantes, podem ser eficazes se as necessidades forem levadas em conta e as preocupações de todos. Se forem bem-sucedidas, as práticas educativas poderão ser reformuladas e contextualizadas para implementação em outras escolas, o que poderia estimular melhorias na qualidade do ensino, além de promover a formação continuada de professores e gestores neste campo educacional.
A literatura neurocientífica salienta que a exposição a eventos aversivos é capaz de desencadear mudanças sinápticas neuroplásticas que otimizam habilidades cognitivas resilientes e adaptativas. Todavia, a descentralização educacional carente de aportes financeiros adequados pode acarretar em um decréscimo na excelência do processo educativo, afetando negativamente o aprimoramento cognitivo dos discentes e transformando o papel dos livros em artefatos de subjugação intelectual.
"Num mundo onde grandes mudanças parecem distantes, não subestime o poder das pequenas ações. Sejamos a luz que inspira outros a brilhar. Com bondade, empatia e respeito, transformamos a nós mesmos e deixamos marcas na vida dos outros. Sejamos agentes de transformação, semeando o bem onde quer que estejamos."
É importante entender que a problemática da violência na escola não deve ser aceita como um estado de exceção. O dilema da sala de aula é que ela reflete exatamente o espírito da comunidade. É um reflexo no espelho de regionalismos e não de toda a sociedade. É um termômetro do entorno socioeconômico. Então, a partir desta perspectiva, podemos traçar projetos ou ações direcionados ao que se pretende corrigir ou adaptar, e que protejam professores e alunos. Num primeiro olhar é isso que precisamos compreender. É um tema complexo.
Ser educador envolve agir com generosidade e parceria porque essas atitudes criam um ambiente de aprendizado positivo e enriquecedor. A generosidade permite compartilhar conhecimento e experiência de forma altruísta, ajudando as crianças a se desenvolverem. A parceria, em sua essência, fomenta a colaboração, no qual os educadores e as crianças trabalham juntos para alcançar objetivos educacionais, criando um ambiente de aprendizado mais eficaz e marcante. Deixar marcas cheias de encantamento significa inspirar, motivar, a partir de diferente vivências o que torna o processo de desenvolvimento significativo e memorável.
A avaliação escolar não deve ser vista como uma simples medição do conhecimento adquirido pelo aluno, mas sim como um processo que busca compreender a profundidade e a essência do que foi aprendido. É preciso que a avaliação se torne um meio de incentivar a capacidade crítica e reflexiva do aluno, que o leve a compreender o real significado do conhecimento que lhe é apresentado e que o ajude a aplicá-lo em sua vida de forma coerente e transformadora.
O modelo de política educacional quantitativa – com diplomas universitários praticamente vendidos em quermesses – é a tradução mais fidedigna do velho e bolorento populismo. A Educação precisa ser qualitativa. Menos e melhores diplomas universitários. Menos burocratas e mais lideranças. A Educação, sem dúvida alguma, é a mais importante política de Estado. A base de tudo.
Quando uma criança mostra um interesse particular por uma área - por exemplo, dança, línguas, matemática, leitura - isso é conhecido como um período sensível. Ele descreve um momento em que a criança está particularmente sintonizada para aprender uma certa habilidade ou conceito e isso acontece com facilidade e sem esforço.
Em vez de emitir comandos -“Coloque a casca de laranja na lixeira, por favor”- podemos fornecer informações:“A casca de laranja vai para a lixeira”. Então, as crianças podem descobrir por si mesmas que precisam levá-la para a lixeira. Isso se torna algo que elas escolhem fazer, em vez de outro pedido dos adultos.
A sociedade intelectual tem que parar de alimentar esperanças e sonhos revolucionários nas mentes incapazes de discernir o conhecimento. Forçando engajamento e ativismo em causas débeis. Pois, só alimentamos os porcos com a melhor ração quando temos a intenção de abate-los para uso próprio. Do contrário, devem continuar comendo lavagem.
Sinto-me como alguém que estabelece uma ponte entre a construção de conhecimentos e o saber. Sim, sou professor. Sou professor porque acredito nas novas gerações e na sua infinita capacidade de arquitetar um mundo melhor, mais humanizado! Considerando a diversidade de pessoas e a pluralidade cultural.
Enquanto educador na contemporaneidade compreendo que o desafio no processo de ensino-aprendizagem não é apenas o de ensinar, mas o de encontrar maneiras que estabelecem elos acerca dos ensinamentos com o mundo. E que, o aprender se dá no decorrer das experiências e vivências que se transformam em conhecimentos. Assim como as sementes de ontem dão os frutos de hoje, as sementes de hoje serão os frutos do amanhã, ao longo da vida entre plantações e colheitas.
Não construo pontes ou prédios, não salvo vidas por meio de cirurgias, tampouco atuo em um tribunal argumentando pela inocência de alguém. Mas, construo valores e conhecimentos de forma que os estudantes possam se direcionar e escolher para seus projetos de vida, todas as demais profissões. Sim, sou professor.
A doutrina educacional tem sua base aliada a politica e a religião. A partir destes princípios se constituiu as diferenciações: étnico racial e social. São estéticas que se mantém em conformidade com os planos políticos e religiosos, na forma domesticada e ingênua para atender a soberania governamental e a tirania do clérigo. A democracia não garante a instrução liberta entre professores e alunos, pelo risco de a criticidade oferecer ameaça aos sistemas políticos e religiosos. Acredita-se no contínuo da educação crítica, e de perspicácia entre professores e alunos, observando oportunidades aonde sejam valorizadas as diferenças culturais, melhorando os métodos e relações humanistas para a construção da aprendizagem.
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