Texto sobre Educação
A educação é um caminho sem volta, quando o adentramos o fim não tem fim, sempre é um recomeço, onde cada um faz a sua parte para que no final estejamos dispostos a recomeçar novamente em prol de um recomeço sempre melhor. Sendo assim, a educação é uma constante união de esforços para que tudo aconteça da melhor forma possível para que não tenhamos que recomeçar do início, mas sempre de um ponto logo a frente.
Quando a educação busca o sucesso no foco de atingir metas, ela não forma, apenas formaliza resultados planejados, porque educar não é um ato pradronizado e muito menos com respostas previstas, por isso as metas não devem ser o destino, mas o caminho para se conseguir o que queremos com o ato educativo.
Quando se idealiza uma educação mediadora na construção de futuros homens críticos e conscientes do seu papel social, capazes de transformarem a realidade em que vive, em prol de uma sociedade mais justa e igualitária, a escola assume a árdua tarefa de criar todas as condições favoráveis para que esse propósito seja obtido, entretanto, não temos constatado, ao longo da história de nosso país, algo pelo menos parecido.
Educação é ação! A verdadeira excelência no ensino é uma consequência de um trabalho construído em grupo e não da própria excelência. E a mesma só é possível com a participação da família. A excelência construída fundamentada em resultado de alunos em avaliações externas, não é educação, é adestramento.
Educação é ir para além do currículo, é na verdade, fazer do currículo uma porta para as inúmeras possibilidades que estão expostas na realidade diversificada do aluno. É nao se limitar ao saber enciclopédico, pois devemos, quanto educadores, buscarmos uma formação omnilateral, excluindo de nossos objetivos, ao planejar, o resultado, porque o foco não deve ser o desempenho dos alunos em avaliações, mas o próprio aluno e o mesmo nao deve ser o caminho para uma excelência construída.
A educação está tão promíscua em servir aos ideais do mercado, se assumindo como empresa, focada em resultados, em produzir uma excelência fabricada, que esquece o ser humano mais importante de uma sociedade, pois é pela mediação dele, que provém todos os outros profissionais de uma sociedade. Os sistemas de ensino, desvalorizando o professor no exercício de sua profissão, faz com que a sociedade não enxergue o seu valor social. Lamentável! Transferindo a responsabilidade do baixo nível dos alunos, nas escolas, para os educadores, atribuindo-lhes metas focadas, em apenas, no desempenho dos alunos nas avaliações externas, pouco se preocupando com a verdadeira formação dos mesmos. Omissão em reconhecer que a situação deplorável dos alunos não estarem no nível de conhecimento esperado para a série que estão cursando, seja fruto de um modelo educacional que não forma, deforma; não inclui, promove a exclusão institucionalizada; não media a cooperação, valoriza a meritocracia.
Como pedagogo exergo a educação como um caminho para o retorno do homem a sua essência natural, da qual ele se afastou, de forma irracional, racionalizando, pondo em prática o que se apropriou por meio do educar-se. O que me deixa triste é ver que a nossa educação pautada aos intereses neoliberais, não educa, adestra seus discípulos em prol da exposição hipócrita de uma excelência inexistente. Por isso vejo cada vez mais, o homem se distanciar do que ele é no seu âmago: ser humano.
A educação de palanque não constrói, modela; não inclui, promove a exclusão institucionalizada; não desenvolve a autonomia, conduz a heteronomia; não media a criticidade, aliena o aluno; não aplica a equidade, pois foca na meritocracia como motivação; não consegue exercer seu papel social porque seu objetivo não está no que pode fazer, mas no que pode aparecer.
Um povo sem educação nem instrução é manipulável, pois, jamais indagará acerca de democracia, despesas públicas, educação, erário público, fraternidade, igualdade, justiça social, liberdade, prestação de contas, progresso, saúde, segurança, separação de poderes, transparência, tolerância e tantos outros fenómenos sociais e mundiais.
Criança com fome não aprende, a educação consciente tem que prover um raciocínio objetivo e simples como uma boa alimentação. O não trabalho infantil no Brasil, é uma demagogia estupida se as plataformas publicas educacionais não conseguem colocar todas as crianças famintas nas escolas. A legalização e a fiscalização imperativa por regras duras do trabalho infantil. atende em si toda nossa social, cultural, profissional e educacional realidade.
A arte, a cultura e a educação politicamente correta devem estar sempre aliadas ao convite para um novo universo, das cores, das musicas e das palavras e proporem novas oportunidades de trabalho a todos mas principalmente aos que vivem invisíveis e esquecidos no patamar mais baixo da pirâmide social.
Na atualidade do mundo globalizado e da internet, temos que fomentar a educação integral por uma pedagogia excludente, resgatar valores e princípios que interessam, motivar iniciativas criativas do bem e determinar responsabilidades, pois não existem lugares para príncipes e princesas mas sim de lideres e competentes em qualquer área do saber que escolher.
A educação no mundo contemporâneo terá que passar por severas transformações, pois o individuo passa a ser mais integral e cada qual com aptidões personalíssimas e diferenciadas. Logo a didática deverá encontrar o meio e a melhor maneira de suscitar a evolução nas diferenças, avaliar de forma diferente e ao mesmo tempo integrar cada um, como peça fundamental e insubstituível na comunidade e no meio.
Uma educação castradora não nos faz pensar, mas é exatamente esse o objetivo da deseducação alienadora dessa pátria da desordem e do regresso! Não é culpa dos professores, é culpa do sistema alienador e enganador do "mistério da deseducação" - doutrinação castradora, enquadradora, limitadora, isso não tem nada a ver com gênero! Estamos falando de educação para libertar - não educação para castrar e condicionar!
Em um local sem educação e sem cultura, a avaliação correta e criteriosa de uma obra de arte, realizada por um profissional competente e experiente, sabe-se que nem sempre o valor histórico de uma obra acrescenta na mesma proporção o seu valor comercial de mercado, mas em um local com cultura, memória, registros e identidade estes valores chegam a ser imensuráveis.
Na maioria das vezes por falta de cultura e de educação entre os mais jovens o celular com a telefonia móvel e a conexão digital entre as redes, alivia de forma errada e equivocada as dores pessoais, familiares, comportamentais e sociais de uma vida vazia, não assistida devidamente pelo Estado e sem grandes oportunidades e futuros propósitos.
O maior perigo na educação contemporânea está na falta da disciplina para os estudantes, na desinformação dos professores, no abandono do acompanhamento de hábitos vivenciais, na falta de compromisso com a movimentação comunitária e na falsa e bem mais fácil liberdade sem imposição de limites responsáveis e aceitáveis.
Dentro das necessidades urgentes de novas politicas publicas de educação e de cultura para o governo brasileiro precisa também de politicas publicas de cultura para a segurança para mudar o entendimento e a compreensão da sociedade e dos governantes quanto aos reais e atuais problemas das áreas deficitárias abordadas.
O declínio dos investimentos básicos necessários nas politicas culturais publicas de educação e de cultura por parte das maquinas governamentais no Brasil nas ultimas décadas precipitou uma gigantesca população de jovens desestabilizados familiares vivendo camuflados personagens internetianos com uma vida instantânea, imoral, promiscua, sem ética, sem fé e com uma forte parceria calada conivente com as maiores organizações criminosas da sociedade que disseminam práticas, usos e plataformas cotidianas da mais alta periculosidade e criminalidade sem qualquer controle, visibilidade e penalidade.
Educação e Cultura bio-integral para todo o ser humano em todas as sociedades do mundo livre para o século XXI. Sendo assim escolas altos muros, com trancas, portas fechadas, cadeados, janelas com grades não me servem. Devem ser lugares livres, muita área verde, fontes de água circulante, o tempo como paisagem e ambiente. Pois de cada escola aberta que vai sair o novo homem e a nova mulher do amanhã comprometido com a vida e o respeito e a feliz convivência com as diferenças que sempre existiram.
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