Texto sobre a Primavera

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⁠É primavera!
Tempo de florescer.
Tempo de abraçar,
deixar o amor se achegar e se permitir aos sonhos viver.
É primavera!
Tempo de dar as mãos e deixar sorrir o coração.
Tudo é breve, amar não é em vão.
O amor é felicidade que nos aquece feito sol de verão…
Mas é primavera, a estação que faz florir o nosso existir.
É primavera!
Por entre flores e cores contigo amor, eu vou seguir.
É primavera!
Tempo de amar, de cuidar de quem fez morada em mim.

"Primavera em Gratidão"


Abriu-se um corredor de luz
E avancei mais um passo, sem cruz
Em direção a Deus, ao infinito
O espírito da vida, um sopro bendito


É mais do que acumular informações na horizontal
Meu mundo virou na vertical, um voo sem igual
Primaverei, naquilo que estava
Dentro de mim de bom, ressurgiu em chama


Ressurgiu em amor, e agora floresce...
Cada som, uma sinfonia celestial
Cada momento, uma bênção divinal
A vida renasce, em cores e em canções
Um arco-íris de emoções, sem estações


E agora, cada nota é um hino à vida
Cada batida do coração, um tambor de gratidão sentida
A primavera em mim, é um renascimento constante
Um ciclo de renovação, de amor, de luz, de paz vibrante.
Leila Boás 03/12/2025

SEGREDOS DA NOITE

Em particular, amo três coisas na natureza: a noite, a primavera e a chuva.

Amo a noite, pois ela leva consigo a esperança do amanhã, onde tudo pode ser diferente — novamente.

A chuva me faz ver o cuidado de Deus em cada gota; ao soprar dos ventos, ouço Sua voz, Seu alento.

Na primavera, vejo o renovo em cada flor; vejo a criança, pequena e tenra.

Então, me curvo ao amor divino, em silêncio, confiança e reverência.

Cícero Marcos

Outubro chegando
primavera de vir está se negando
muito vento, poeira de montão
temporal foi o que chegou
aqui por essa região

a primavera ficou na promessa
grande expectativa .
Mas de nós ela se faz fugitiva

A terra muito seca
Dificulta a brotação
aperreia a plantação

De nuvens pesadas
fica carregado o céu,
mas a chuva, só faz escarcéu
Faz que vem, mas não vem

Em seu silencioso coração ela clama por ti, como uma ninfa dançando ao som da primavera, clama sua voz.
Quer sair, ser tocada pelos raios fulgentes de um sol de abril, se despe daquilo que a emudece e se veste dos desejos de ser som.
Sua voz é o verbo que chama, que posto no mundo faz emergir o que clama.
Ouça a voz que vem do coração de um deus...deixe cantar sem palavras, deixe bailar ao luar com encanto e graça.
Encontre-a nos sons delicados e nas fúrias da natureza, descubra com que ternura ou ímpeto ela vibra em ti e por ti...

...festa de flores!

É primavera amor...a cerejeira já desabrochou!
ouve o som de passarinhos cantores que anunciam
a chegada das flores...musica para nossos ouvidos...
lembra-te amor?
Não te esquecerei jamais em tempo algum..
Anseio com a coragem do meu amor
Recriar o brilho que me trará você
E tudo brotará mais esplêndido retornaremos ao mundo dos sonhos com a alegria dos amantes..
O arco íris nos trará todas as cores
Além da beleza das estrelas e todas as suas luzes
Te anseio como ao ar que respiro...pra mim és mais que amor
És tudo ou mais que tudo!!!

Flores de primavera


É uma noite fria e densa de inverno. Um gélido frio. Gélido no mais profundo da alma.
Os ponteiros do relógio se arrastam.
Dias nublados. O sol se escondeu e não brilhou.
Essa noite é a personificação do gélido inverno.
A noite parece uma música triste, sem coro. Sem dança.
É como as batidas de um sino ecoando em algum lugar longínquo na escuridão.
Um contraste com dias de outono que antecederam o frio cortante do inverno.
Sob o sol, o mar sorria.
O vento soprava nas pradarias.
Os pássaros cantavam uma doce melodia.
Montanhas no fim de tarde. O sol se escondendo nos cumes além.
A densa noite gélida vai se findando.
Um raio de luz emerge da escuridão.
É a luz do sol. Um lindo dia de sol se pronuncia.
A noite eterna acabou.
O inverno gélido da alma se despede.
Flores desabrocham.
A primavera chega sem convite.
E o mundo se encanta.
O mundo se abre com um sorriso.
A primavera trouxe consigo flores.
Flores de primavera.
⁠

⁠"Sentada numa mesa sobre o Luar de Primavera, começo a escrever. Penso em todas as possíveis palavras, mas nenhuma conseguem descrever o que eu sinto quando estou perto de você;

Olho para o papel em branco a minha mesa e para a imensidão que está diante de meus olhos, penso e repenso, contudo parece que me faltam palavras para descrever o quanto eu penso em você;

Fecho os meus olhos e olho para dentro do meu ser e entendo que as palavras falharam porque elas sabiam que não conseguiriam dizer o quanto eu quero você."

Vento frio, vento morno
Vento lento, vento feroz
É apenas o limiar
Da primavera
a nos alegrar

Ventanias não são constantes
e também não são eternas.
Ventos vêm, ventos vão.
baguçam,

derrubam o que parecia forte
mas depois tudo se transforma
Vão embora as quimeras
ficam as primaveras

Retorne a si


As andorinhas voltam
na primavera.
As tartarugas retornam
às praias onde nasceram.


A vida é um retorno:
um retorno à vida
que ainda está por vir,
não à que passou.


A vida é um retorno,
um retorno àquilo
que te faz ser quem és.


A vida é um retorno:
às boas memórias,
às boas risadas,
às boas companhias.


Retorne.
Retome.
Reajuste.

Somos a primavera que nunca se cansa,
O livro que se abre, sem ter mais final.
No tempo, pairamos, em terna dança,
Um amor que a vida não pôs no portal.
​Somos jovens demais para a dor que nos toca,
Para o adeus que o futuro insiste em soprar.
A alma, ingénua e forte, ainda se choca
Com o cinza que a aurora há de nos mostrar.
​Éramos a promessa, o brilho sem fim,
Agora, a saudade que o hoje não sente.
Eternos amantes, neste jardim,
Jovens demais para sermos... ausentes.

MANHÃ DE PRIMAVERA


Sempre bela,
a primavera em flor
ilumina esta manhã.


Com vento suave,
perfumes se exalam
por entre seus passos.


Parece até que falam
palavras de amor
ao meu coração.


Cores, flores,
ventos e amores
colorem a vida
e nos enchem de esperança.


Como aquela criança
que corre e se deita,
plenamente feliz,
neste jardim.


Sandro Sansão da Silva Costa

⁠Sou o nascer das flores,
o perfume leve que anuncia a PRIMAVERA.
Sou a brisa morna
que encosta de leve no fim das tardes de VERÃO.
Sou o ouro das folhas,
os tons castanhos do tempo,
o cheiro da chuva que antecede o OUTONO.
Sou o silêncio que se espalha pelas ruas,
as noites longas,
o abrigo quente das cobertas no INVERNO.
Sou o movimento invisível dos dias,
dos meses, dos anos —
o tempo em marcha constante, indiferente.
Sou aquele que muitos dizem
ter a sorte de encontrar.
Mas sou, sobretudo,
o que passa.

⁠Ciclo sem fim (versão 2)
Vem primavera,
Mostre suas pétalas,
Como sonhos,
Deixe-os voar,
Folhas coloridas que nascem,
Como lagartas que secam,
Dando seu lugar,
Como esperança,
Tem sempre que regar,
Deixe-os voar,
É o ciclo sem fim,
Novas vidas em novas pétalas,
Novas ideias em novas formas,
Acontece a todas hora,
Nada se repete,
Tudo se completa,
É o ciclo sem fim.

No primeiro dia de primavera,
o sol brilhou radiante no teu olhar,
e a primeira flor desabrochou
no jardim do nosso amor.


Os pássaros voavam em revoada,
cantando a música do amor.
Os raios brilhantes do sol
criavam linhas no céu.


Era um dia perfeito para se apaixonar.
O perfume das flores se espalhava pelo ar.
Era a estação mais doce,
que coloria tudo.


A estação do amor.
Marcio Melo

A primavera nos ensina que nada é definitivo, mas tudo tem seu tempo. Ela chega com cores, perfumes e vida renovada, provando que a natureza sabe recomeçar: o que parecia morto sob o inverno desperta outra vez, forte e bonito.

E quando pensamos também na morte, não é para ver o fim como apenas uma ruptura triste, mas como a outra parte da mesma lei da existência. Assim como as flores desabrocham e depois murcham, caem e se transformam em adubo para nova vida, a nossa passagem faz parte desse ciclo eterno.

Não há primavera sem ter havido semente entregue à terra. Não há renascimento sem que algo antes se complete. A beleza da estação nova não nega a morte, ela nos mostra que a finitude não é fracasso: é o preço da própria beleza, da intensidade de viver e de amar.

Viver com consciência disso é ganhar sabedoria: aproveitamos melhor cada dia, cada encontro, cada momento de luz, sabendo que tudo é passageiro e, por isso mesmo, se torna mais precioso. A primavera nos lembra: enquanto houver vida, há renovação; e quando chegar a hora da partida, seremos também parte do caminho que segue adiante.

Cuide do seu coração como quem rega um jardim que ainda acredita na primavera.

Deixe o perdão abrir espaço onde a dor insistiu em ficar. Abra as janelas da alma para que a luz encontre o caminho de volta.

Escolha pensamentos que façam bem, acolha com ternura o que você sente e tenha paciência com aquilo que ainda está aprendendo a florescer dentro de você.

Edna de Andrade @coisasqueeusei.edna

Primavera.

Reviro as bordas de cadeias
Inclusas nas inércias mortalhas
Retiro braços, auréolas, surfadas na mente.
Decente

Incapaz, se desfaz em ira no legado inerte
Redundando ondas celestiais azuis
Normais
Aliás, são nuvens dispersas.
Nos porões das sacras profanas idéias
Será um grito,
Ou apenas um mito?

Que motivam ainda que mero acaso
O descaso da serpente
Inocente, morta por flores carnívoras.
Que devoram.
Silencioso manjar

Alvo de nossa rebeldia, outro dia falece.
Enobrece anciões forjados
No lume da reticência mal contada
De uma vida jogada na vala

História de tirar o gosto
Era agosto
Mas se bem me lembro
Suas cores, pleno setembro...

PECADO

“” Não sei se me acuso ou defendo
Mas não quero esconder dos teus olhos
A primavera que pretendo
Olhos que o coração ensinou a gostar
A querer intensamente, a amar.

Não busco ser o definitivo pra vc.
Mas ouso ser só seu
O que cabe em sua vida
Nesses versos que a ti componho.

O meu pecado foi te encontrar
Numa manhã ensolarada de outono
Onde a vida que nasce de um desejo
De você hoje, ser meu maior sonho...””

Domingo de primavera. Depois de uma semana enterrado num escritório e de algumas noites oferecendo meu fígado aos deuses baratos dos bares, resolvi sair para tirar o mofo da alma. O sol fazia um trabalho honesto. Não prometia felicidade. Apenas lembrava que a pele ainda era capaz de sentir alguma coisa.
O parque estava cheio de gente satisfeita consigo mesma. Dá para reconhecer esse tipo à distância. Carregam diplomas como soldados carregam medalhas. Aprenderam meia dúzia de palavras elegantes, descobriram uma profissão rentável e passaram a acreditar que o universo inteiro cabe dentro do currículo. Falavam de carreira, mercado, investimentos, produtividade. Nunca da morte. Nunca do medo. Nunca daquele silêncio que aparece às três da manhã e pergunta se tudo isso valeu a pena. Talvez porque certas perguntas não caibam em salas de reunião.
Sempre achei curioso que uma pessoa possa estudar durante vinte anos e ainda não saber conversar sobre a única matéria obrigatória para todos: a condição de estar vivo.
Mas havia outros. Sempre há.
Não fazem alarde. Não precisam parecer inteligentes porque vivem ocupados demais tentando compreender. Olham para uma árvore e enxergam mais do que sombra. Olham para um velho e veem o próprio futuro. Olham para uma criança correndo e lembram que um dia também acreditaram que o mundo era infinito.
São pessoas perigosas para qualquer sociedade construída sobre distrações. Pensam na morte sem desespero, porque entendem que ela dá valor às manhãs. Pensam no amor sem transformá-lo em mercadoria. Desconfiam das respostas prontas e das certezas vendidas em palestras motivacionais.
E o mais bonito é que não vivem presos nessas profundezas.
São capazes de rir de uma piada idiota até faltar o ar. Sentam para tomar um café sem pressa. Observam a chuva escorrendo pela janela como quem assiste a um concerto. Fazem pequenas loucuras só para lembrar ao coração que ele ainda não virou uma máquina de bater ponto.
A maioria das pessoas escolhe um dos extremos. Ou vive afogada nas banalidades do cotidiano, anestesiada por contas, status e compromissos. Ou se perde em labirintos filosóficos até esquecer o sabor de uma tarde de domingo.
Talvez a sabedoria esteja justamente no meio do caminho.
Ter coragem suficiente para olhar o abismo sem desviar os olhos, mas também humildade para sorrir quando uma criança cai na grama e levanta rindo. Pensar na eternidade enquanto o café ainda solta fumaça. Conversar sobre a morte e, logo depois, admirar um pôr do sol como se fosse o primeiro.
Quando deixei o parque, percebi que os homens mais interessantes nunca foram os que tinham todas as respostas.
Foram aqueles que carregavam perguntas demais e, apesar disso, ainda encontravam tempo para brindar a vida, rir de si mesmos e sentir o calor manso de um domingo de primavera sobre o rosto.
No fim, talvez seja isso que nos salve. Não os diplomas, não as certezas, não as biografias cuidadosamente polidas para impressionar desconhecidos. O que nos salva é conservar a estranha capacidade de habitar dois mundos ao mesmo tempo: o das perguntas que jamais serão respondidas e o das pequenas alegrias que jamais deveriam ser subestimadas. Contemplar o infinito sem deixar de notar o aroma do café, o riso espontâneo de uma criança, a sombra fresca de uma árvore ou o dourado silencioso do fim da tarde. Porque a vida nunca foi apenas um enigma a ser resolvido. Ela também é um instante para ser sentido antes que desapareça.