Texto Pro Homem que te fez Sofrer
A ENGRENAGEM DO CAOS
(Onde a matéria se corrompe e o espírito silencia.)
O homem destrói a matéria,
adultera a própria essência.
E a humanidade mergulha
nessa turbulência caótica.
Surge, então, a pergunta:
— Pai, por que me abandonaste?
Agimos como seres irracionais.
Desprovidos de fé,
fizemos do mundo uma paisagem morta.
Lu Lena / 2026
O Homem De Lata
Ah, homem de lata,
tão cobiçado pelos solitários,
rei silencioso dos que nunca foram escolhidos,
por que foste pedir um coração
se teus olhos de ferro já conheciam
o peso de ver amores partirem
como fumaça levada pelo vento?
Tu vias mãos se soltando,
promessas morrendo nas esquinas,
gente amando sozinha
e gente incapaz de amar de volta.
Então por que desejar sentir?
Por que querer um peito pulsando
se o amor é uma tempestade
que sempre encontra onde destruir?
Ensina-me, homem de lata,
como enferrujar sentimentos,
como não esperar passos voltando,
como não morrer aos poucos
toda vez que alguém decide ir embora.
Ensina-me a não sofrer,
a não amar,
a não implorar migalhas de atenção
como quem recolhe estrelas quebradas do chão.
E eu prometo…
prometo esquecer aqueles sapatos vermelhos.
Nunca mais seguirei o som deles pela estrada,
nunca mais levantarei os olhos
quando passarem diante de mim.
E pela última vez, homem de lata,
juro que deixarei meu coração
parar de pedir abrigo
em quem nunca quis ficar.
Henry Keys
FOLHAS DO TEMPO.
Como um vento a soprar sobre uma pradaria, assim perecem os sonhos do homem, que ele tanto queria.
A vida é como um vento que vai, que passa tão rápido e não volta mais.
Assim, nas folhas do livro do tempo, vamos escrevendo a história.
Não nas folhas que já se passaram completamente, mas na de agora — esta folha chamada presente.
Cícero Marcos
INVOLUÇÃO HUMANA
Creio na involução do homem,
de um deus a um verme,
e não na evolução progressiva
do macaco ao homem,
do instinto à razão
o macaco é muito bom
para dar origem ao homem atual.
no início era a semelhança de Deus,
depois, anjos caídos,
para habitar corpos de nefilins
coabitaram com mulheres mortais
geraram filhos híbridos,
filhos que espalharam a violência
e a miséria humana sobre a terra.
regredindo ainda estamos, da luz eterna
para a escuridão perpétua.
logo seremos verme, e depois pó,
ao fim da involução
para o cerne do nada,
da inutilidade...
Os homens são como os animais, cada homem ou grupo se identifica e é atraído pelo cheiro que lhe é peculiar.
A que animal te assemelhas, a que grupo pertences?
Aos abutres, às hienas, "políticos e religiosos," sindicalistas, associações, agremiação e grupos afins, que vivem a comer carne podre de animais mortos?
Ou pertences ao grupo de espíritos criadores: Arquitetos, professores, construtores, artistas de toda sorte, poetas, escritores, fazedores do amanhã, às abelhas laboriosas da esperança?
Evan do Carmo
*Deus foi engenho do homem, a mulher descuido de Deus, e o diabo a obra prima da mulher.
*A mulher enganou a Deus e ao homem, não havia serpente no paraíso.
*Havendo dúvida, haverá também um progresso na pesquisa.
*Como vencer um inimigo sem travar um combate? -Pedindo-lhe clemência... Pois só os perdedores sabem perdoar.
*Só levantará a espada, o incapaz de levantar a “caneta”.
*Não tenho medo dos meus inimigos, pois conheço as suas armas. Tenho medo do arsenal oculto dos meus amigos.
VIDA DE PASSARINHO
Pobre do homem que leva uma vida de passarinho. Apenas preocupado com seu deitar e com seu levantar, com seu cansaço e com seu descanso, que vive preocupado em produzir ou caçar como um animal, seu alimento diário, mas que nesta rotina enfadonha e neste trabalho de Sísifo, encontra algum sentido para continuar vivendo.
Que deidade perversa, como Hades, que libertou o homem para voltar a viver em busca da felicidade, representada pela mulher amada, ou como Zeus, que o puniu por enganar a morte mais uma vez, teria submetido o homem comum a tal sofrimento e vida inútil?
Os poetas, contudo, para fugir desta vida vã e deste trabalho de Sísifo, forjaram do nada a possibilidade da vida útil e criativa, inventaram a ilusão e a beleza do abstrato, o prazer eterno nos braços da musa, e a ideia de imortalidade, para no final da vida breve invejar os passarinhos, que não sonham com recompensas metafisicas nem têm delírios de eternidades.
Evan do Carmo
Morte do Artista
Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.
Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.
E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.
Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.
Às vezes é bom cancelar algum compromisso,
relaxar a gravata, dar folga ao ofício.
Ser um homem comum,
que não raro se passa por outro
neste teatro do absurdo,
como personagem de um drama fictício.
Às vezes é bom calar a voz,
segurar a pressa, suspender o vício.
Ficar sozinho, sem ser solitário,
num pacto mudo como um sacrifício.
Às vezes é bom cancelar algum compromisso,
relaxar a gravata, dar folga ao ofício.
Andar nas nuvens, dançar na chuva
e aprender o caminho do vento.
Saber que tudo passa
e que a vida cobra o tempo esquecido
no porão da memória.
Dizem que gaúcho aguenta tudo.
Frio,
distância,
solidão.
Mas ninguém fala do homem
que perde um amor ainda vivo
e precisa fingir firmeza
enquanto desmorona por dentro.
Porque existem pessoas, prenda,
que vão embora sem morrer.
E deixam um vazio tão grande
que nem campo aberto dá conta de carregar.
O homem vê fragmentos.
O sábio enxerga conexões.
Tudo parece disperso: poder, tecnologia, religião, dinheiro, ciência.
Mas por trás do visível há padrões.
Não é o mapa que liga tudo.
É a mente que aprende a discernir.
Quem não entende os sistemas chama de mistério.
Quem entende os princípios chama de ordem.
Impérios sobem e caem.
Tecnologias mudam.
Narrativas se transformam.
Mas as leis que regem o poder permanecem:
Conhecimento gera influência.
Influência gera controle.
Consciência gera liberdade.
O verdadeiro despertar não é coletivo.
É interior.
Quem domina a si mesmo não teme elites.
Quem compreende os ciclos não se desespera.
Quem busca sabedoria antes da força governa com equilíbrio.
Pois mais valiosa que qualquer mapa é a mente treinada.
E mais poderosa que qualquer sistema é a consciência disciplinada.
Assim age o sábio.
O Natal é a celebração do nascimento do Filho eterno de Deus, que se fez homem. CRISTO JESUS, sendo 100% Deus, assumiu plenamente a natureza humana, vivendo entre nós como verdadeiro homem, sem jamais deixar de ser Deus. Viveu sem pecado, puro, imaculado, isento de qualquer nódoa moral.
ELE é o nosso Redentor e Salvador.
O Cordeiro venceu.
Vamos segui-LO!
Um homem faz o que tem que ser feito.
E às vezes isso significa
atravessar o próprio abismo
sem garantia de ponte.
Significa calar o orgulho
quando ele grita,
erguer-se quando a alma pesa toneladas,
e sorrir para os seus
mesmo quando por dentro
há tempestade.
Um homem faz o que tem que ser feito
quando o mundo desaba
e ele decide ser teto.
Quando todos correm,
ele permanece.
Quando todos acusam,
ele assume.
Quando todos desistem,
ele constrói —
nem que seja com as próprias mãos feridas.
Porque ele entende algo raro:
não é sobre força física,
é sobre suportar o invisível.
É sobre carregar responsabilidades
que ninguém vê,
engolir lágrimas que ninguém percebe,
e ainda assim continuar.
Um homem faz o que tem que ser feito
porque sabe que o caos precisa de ordem,
e alguém precisa ser rocha
quando o chão desaparece.
Ele não age por aplauso.
Age por princípio.
E no silêncio da noite,
quando o mundo dorme,
é ali —
na consciência intacta —
que ele encontra sua coroa invisível.
Porque o verdadeiro homem
não é aquele que impõe poder.
É aquele que suporta o peso
sem perder a alma.
A queda do homem de honra.
Tenho observado algo que me inquieta profundamente: os homens estão baixando a guarda.
Não falo apenas de força física, política ou influência. Falo da guarda da consciência, da honra, dos princípios que durante muito tempo serviram como bússola para distinguir o certo do conveniente.
Não era para aqueles que vivem pelo poder governarem as noções da vida. Porque o poder, quando deixa de ser ferramenta e se torna propósito, passa a obedecer a algo que poucos conseguem enxergar. Não é algo que vem de fora; nasce dentro deles. É uma fome que nunca se satisfaz, uma necessidade constante de dominar, controlar e possuir.
O que mais me preocupa, porém, não são aqueles que buscam o poder. São aqueles que deveriam se opor a ele.
Os homens de honra, os homens verdadeiros, aqueles que deveriam levantar a voz diante da injustiça, parecem ter se acomodado. Talvez essa seja a palavra. Acomodaram-se.
Em algum momento, passaram a amar mais o conforto do que a própria honra. Mais a estabilidade do que a verdade. Mais a aceitação do mundo do que a responsabilidade de confrontá-lo.
E eles estão por toda parte.
Essa ausência de coragem se espalha como uma sombra silenciosa. Ela afeta a natureza, o clima entre as pessoas, a relação entre pais e filhos, a identidade das nações. Faz irmãos se voltarem uns contra os outros. Faz com que vender pareça mais importante do que abençoar. Faz com que cobrar seja mais natural do que perdoar.
E quando essa lógica alcança os povos e os governos, acontece algo ainda mais trágico: as guerras deixam de ser disputas entre exércitos e passam a atingir aqueles que nunca escolheram lutar.
Os inocentes pagam o preço das ambições de quem está no comando.
E o mais assustador é a indiferença.
Como se a vida humana tivesse perdido valor.
Como se tudo pudesse ser resumido a um simples "não importa".
No fim das contas, a história parece repetir o mesmo padrão: os fortes testando sua força sobre os mais fracos. Sempre foi assim.
Mas existe uma ironia nesse caminho.
Se os fortes continuarem eliminando os fracos, chegará um dia em que restarão apenas os fortes.
E então, quando olharem ao redor, perceberão que não existe mais ninguém para dominar, ninguém para vencer, ninguém para provar superioridade.
Nesse dia compreenderão tarde demais que, na busca por conquistar tudo, destruíram aquilo que dava sentido à própria conquista.
Porque a força sem compaixão produz ruínas.
O poder sem honra produz vazio.
E um mundo sem misericórdia pode até sobreviver por algum tempo, mas jamais encontrará paz.
"Quando um homem cansa de ser julgado."
Por: Vanderson Xispiu.
E eu sei o que ele sentiu.
Eu sei o que passa na cabeça de um homem quando ele busca nos prazeres uma forma de se sentir mais homem, sem perceber que aquilo que procura não está ali.
Muita gente olha para esses momentos e vê apenas os erros. Eu vejo alguém investigando a própria vida. Tentando entender quem é, o que sente e onde realmente pertence.
Porque existe uma grande diferença entre quem vive por viver e quem está tentando encontrar sentido.
E quando ele encontrou alguém que acreditava valer a pena, ele foi verdadeiro.
Pela primeira vez, talvez tenha baixado a guarda.
Pela primeira vez, talvez tenha dito a si mesmo: "Agora vou ser eu, sem máscaras."
Mas então veio a acusação.
Mentiroso.
E aquela palavra bateu mais forte do que qualquer discussão.
Porque não existe nada mais doloroso do que ser acusado de falsidade justamente no momento em que você está sendo mais verdadeiro do que nunca.
Eu consigo imaginar ele parando por alguns segundos e pensando:
"Como assim? Eu estou inteiro nessa história. Estou me entregando de verdade. Estou escolhendo essa mulher todos os dias. E mesmo assim ela acha que estou mentindo."
Existem acusações que não machucam pelo que dizem.
Machucam porque atingem exatamente aquilo que estamos tentando reconstruir.
E ele estava reconstruindo muita coisa.
Enquanto muitos enxergavam apenas suas falhas, ninguém via as renúncias.
Ninguém via que ele comprava o melhor para quem amava, mesmo quando ele próprio vivia com menos.
Ninguém via os conflitos silenciosos entre aquilo que desejava para si e aquilo que precisava fazer pelos outros.
Ninguém vê a luta interna de quem tenta ser melhor enquanto ainda carrega as marcas de quem já foi.
E sobre a mãe dos filhos dele...
Talvez ela também seja fruto das próprias ausências.
Talvez ninguém tenha ensinado a ela algumas coisas essenciais sobre responsabilidade, maturidade ou amor.
Porque a verdade é que existem pessoas que erram por maldade.
Mas existem muitas outras que erram por não terem aprendido.
Eu conheço mulheres fortes.
Mulheres que sustentam a casa, resolvem problemas, organizam a vida e seguem em frente quando tudo parece desabar.
E eu as admiro profundamente.
Mas também percebo algo.
Algumas delas se tornaram tão fortes para sobreviver que, em algum ponto do caminho, perderam contato com a própria capacidade de amar.
Como soldados que voltam da guerra sabendo lutar, mas esquecendo como descansar.
E isso também é uma dor.
Talvez uma das maiores.
Porque a vida me ensinou uma coisa:
Conheço a dor de quem trai.
Conheço a dor de quem é traído.
Conheço a dor de quem parte.
Conheço a dor de quem fica.
Conheço a luta de quem tenta melhorar todos os dias.
E também conheço a tristeza de quem desistiu de crescer e passou a culpar o mundo inteiro pelos próprios fracassos.
Por isso aprendi a julgar menos.
A vida é mais complexa do que as histórias que contamos sobre os outros.
Todo mundo está travando batalhas invisíveis.
Todo mundo está tentando sobreviver a algo.
E, no final das contas, existe uma verdade que o tempo sempre confirma:
Tudo passa.
Passam as mágoas.
Passam os julgamentos.
Passam os erros.
Passam os amores que não ficaram.
Passam até as dores que jurávamos que nunca iriam embora.
O que permanece é aquilo que aprendemos enquanto tudo estava passando.
E talvez seja justamente isso que transforma um homem comum em um homem de verdade.
Eu sou.....
[...]um homem que preza pela simplicidade e não vive de aparências, não tento agradar a todos, pois só digo que gosto de alguém quando é de verdade.
Não uso as pessoas e valorizo quem tem essa mesma integridade comigo.
Aprendi, com o tempo, que as palavras podem enganar, mas as ações sempre revelam quem as pessoas realmente são!
Não é vergonha o homem chorar,
Nem se curvar para pedir perdão à amada.
Pois só quem é grande sabe se ajustar,
E reconhecer o erro no meio da estrada.
Vergonha é você fingir que nada sente,
Esconder o peito atrás de um muro de gelo.
É viver uma vida de forma ausente,
Sendo escravo do próprio atropelo.
Homem de verdade é aquele que se permite,
Que sente o medo, a dúvida e a dor.
Pois o sentimento não tem limite,
E a maior força do mundo... ainda é o amor.
SEU ÚNICO DEUS!
Antes da vida e dos tempos
que fiz para girar o mundo
daquilo que o homem pensa
mas quase nada entende.
Cientistas, estudiosos, religiosos
Debatem e se confrontam
com suas teorias e cálculos
até certa parte plausível
somente para determinar
aquilo que já é revelado.
Antes de tudo "EU SOU"
para mesmo confundir
e mesmo para desafiar.
A cruz e o sangue do calvário
bem antes do crucificado
para redenção dos pecados
e da obediência capaz
de toda transformação.
Antes da vida e dos tempos
venho afirmar novamente
que bem no fundo já sabem
que EU SOU O SEU ÚNICO E ETERNO DEUS!
AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA
Eis que a gota d'água chegou
Que tipo de homem bloqueia uma mulher de dia e a desbloqueia a noite
É chegada a hora
Não dá para viver enquanto se morre
A dor não é menor do que a falta de compreensão de amor
Não pode bloquear e depois voltar como se nada tivesse acontecido
E simplesmente dizer "vou passar na sua casa e te usar", como se fosse um objeto de posse que decide a hora de usar e guardar.
Chega de migalhas
Pingo de água no deserto não mata a sede
Agora eu tenho fome de ir embora
Fome de encontrar quem ame, quem demonstre.
Escrevo aqui o que a ninguém vou contar
O que corre por dentro e que ninguém vê por fora.
O homem fraco diz:
Primeiro isso… depois aquilo…
Ele vive adiando a própria evolução.
Mas o homem forte mentalmente entende algo poderoso…
O tempo não se organiza sozinho.
Você é quem organiza.
Ele estuda.
Ele trabalha.
Ele constrói relações.
Não porque a vida é fácil…
Mas porque a mente dele é disciplinada.
A diferença não está nas oportunidades.
Está na gestão.
Mentalidade forte não espera o momento ideal.
Ela cria o momento.”
