Texto Pro Homem que te fez Sofrer
É bom você entender: quando um homem ama
é pra valer, é inteiro, é raiz.
Amor de homem não aceita pausa disfarçada,
não cabe nesse “vou viajar, depois agente decide”.
Refrão
A mesa farta um dia pode faltar,
o riso vira silêncio, o luxo vira chão.
E quando o amor não foi tratado com verdade,
só restam sobras e migalhas
pra alimentar a solidão.
Quem ama não põe o sentimento em espera,
não negocia presença nem adia verdade.
O coração não funciona com aviso prévio
nem com promessa morna de saudade.
Refrão
A mesa farta um dia pode faltar,
o riso vira silêncio, o luxo vira chão.
E quando o amor não foi tratado com verdade,
só restam sobras e migalhas
pra alimentar a solidão.
Homem que ama enfrenta, sustenta, fica.
Não divide o pão quando a fome aperta,
porque quem reparte na escassez
já decidiu passar fome sozinho.
Pega a visão, mulher.
Amor não é ensaio,
não é descanso emocional,
não é refúgio temporário.
Refrão
A mesa farta um dia pode faltar,
o riso vira silêncio, o luxo vira chão.
E quando o amor não foi tratado com verdade,
só restam sobras e migalhas
pra alimentar a solidão.
Pensamento II
A sombra do juízo
"Sendo o homem mal capaz de julgar a si mesmo, que pretensão lhe cabe, então, ao julgar outrem?
Somente sobre fundamentos morais que não foram forjados por suas próprias mãos — alicerçados em princípios e verdades transcendentes — pode o homem aspirar a julgar com justiça."
A parábola do capitalismo medieval
"Havia um homem, detentor de terras, que tinha trabalhadores à sua disposição. Ao colher o trigo, repartia-o com eles seguindo um princípio em seu coração: 'Duas vezes ao ano colho o fruto da terra, mas estes trabalhadores não possuem terras; farei, então, assim: repartirei o necessário para que comam, eles e suas famílias, por meio ano. Nem a mais, para que não deixem de trabalhar, nem a menos, para que não morram de fome'.
Assim fez o senhor da terra, repartindo conforme seu intento. Porém, a ganância surgiu em seu coração, e pensou consigo: 'Estes homens podem me roubar ou, de má-fé, sabotar minha colheita. Se eu puser animais para puxar o arado, precisarei de menos trabalhadores na minha sega'.
A pergunta é: repartirá o senhor da terra o trigo que economizou com os trabalhadores que restaram ou se preocupará apenas em aumentar o estoque de seu celeiro?"
Não é vergonha o homem chorar,
Nem se curvar para pedir perdão à amada.
Pois só quem é grande sabe se ajustar,
E reconhecer o erro no meio da estrada.
Vergonha é você fingir que nada sente,
Esconder o peito atrás de um muro de gelo.
É viver uma vida de forma ausente,
Sendo escravo do próprio atropelo.
Homem de verdade é aquele que se permite,
Que sente o medo, a dúvida e a dor.
Pois o sentimento não tem limite,
E a maior força do mundo... ainda é o amor.
Capítulo — O dia em que eu voltei para mim
Conheci um homem insuportável.
Daqueles que chegam ocupando espaço demais, falando alto demais, confiantes demais. Metido a bom, metido a malandro, metido a conquistador. Um tipo que acredita que o mundo responde quando ele chama.
Um dia, ele me segurou pelo braço. Não forte o bastante para doer, mas firme o suficiente para marcar. Olhou dentro dos meus olhos e disse, como quem anuncia um destino já escrito:
— Eu vou casar contigo.
Eu ri. Ri com desprezo, com ironia, com a segurança de quem ainda se pertence.
— Boa sorte.
Ele insistiu. Meses de insistência. Flores que eu não pedi, chocolates que eu não quis, convites para cervejas que eu sempre recusei. Havia algo nele que me irritava — talvez o reflexo de uma fraqueza que eu ainda não reconhecia em mim.
Até aquela noite. Festa na casa de um amigo em comum. Música alta, copos cheios, corpos soltos. A conversa veio fácil, o riso também. Dançamos. Bebemos. O tempo escorreu entre uma música e outra. E, sem que eu percebesse, ele deixou de ser insuportável. Ou talvez eu tenha ficado cansada de resistir.
No fim da festa, ele me levou para casa. O beijo aconteceu como acontecem os erros importantes: sem alarde, mas com consequência. Algo se abriu em mim. Um lugar que eu não sabia que estava vazio.
Depois disso, viramos presença fixa na vida um do outro. Onde eu estava, ele aparecia. Onde ele ia, eu seguia. Não era amor ainda — era fusão. Confundimos intensidade com destino. Ele me contou seus sonhos, seus medos, suas faltas. E eu enxerguei ali uma saída. Um novo lar. Uma direção. Não percebi que estava apenas trocando de jaula.
Casamos quando eu tinha vinte anos. Ele, três a menos. Justo eu, que sempre procurei homens maduros, me entreguei a alguém que ainda não sabia ser. Vivíamos para o trabalho, para o cansaço compartilhado, para o futuro idealizado. Tínhamos um sonho comum: melhorar de vida, vencer, chegar lá. Nunca paramos para perguntar onde era “lá”.
Três meses depois do casamento, veio a notícia. Um bebê. Uma menina.
A alegria veio acompanhada do medo, pesado como pedra no estômago. Éramos jovens demais. Inexperientes demais. E, silenciosamente, sozinha demais.
Ele começou a se afastar antes mesmo do corpo dela crescer dentro de mim. Barzinhos, ausências, desculpas. Eu crescia por dentro e encolhia por fora. As consultas de pré-natal eram minhas. O medo era meu. O futuro, também.
No dia em que minha filha nasceu, eu procurei por ele com os olhos cheios de dor e esperança. Não estava. Só conseguimos achá-lo por telefone, quando já era tarde demais. Minha filha já respirava fora de mim. E eu, ali, entendia pela primeira vez o que era parir sozinha.
Trabalhava das cinco da manhã às sete da noite numa escola integral. Minha sorte era que minha filha ficava na creche da própria escola. Saía empurrando o carrinho, caminhava quilômetros com o corpo exausto e a alma em alerta. Chegava em casa e fazia comida. Marmitas. Banho. Mamadeira. Silêncio. Dormia para sobreviver. Acordava para repetir.
Os anos passaram. Quatro. A vida melhorou financeiramente. Mudamos para mais perto do trabalho. Cem metros. Conforto. Aparência de estabilidade. Mas por dentro eu já sabia: algo estava apodrecendo.
Descobri a traição numa tarde comum. Enquanto eu sustentava a casa, criava nossa filha e me anulava, ele me traía. Não foi o ato que doeu mais. Foi o espelho. Eu tinha me tornado exatamente o que mais temi: uma mulher vivendo a vida que não escolheu.
A ficha caiu com violência.
Minha mãe. A casa. A renúncia. O silêncio.
Arrumei as malas. Só roupas. Minhas e da minha filha. Nada mais importava. Enquanto dobrava tecidos, ele chegou. Olhou, riu, debochou, com a arrogância de quem se acha dono:
— Você me ama demais. Não vai conseguir ir embora. Você não vive sem mim.
Ele trocou de roupa e saiu, certo da minha desistência.
Mas eu fiquei.
Terminei de arrumar tudo. Peguei minha filha no colo. Abri a porta.
E fui.
Nunca mais voltei para ele.
Mas voltei para mim.
Minha alma respirava. Meu corpo tremia. Meu espírito gritava, sem medo, sem culpa, sem volta:
Liberdade.
As colheres de cabo comprido.
Dizem que Deus convidou um homem para conhecer o Céu e o inferno. Foram primeiro ao inferno. Ao abrirem a porta, viram uma sala em cujo centro havia um caldeirão de sopa e à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher de cabo comprido, que lhes permitia alcançar o caldeirão, mas não a própria boca. O sofrimento era grande. Em seguida, Deus levou o homem para conhecer o Céu. Entraram em uma sala idêntica à primeira: havia o mesmo caldeirão, as pessoas em volta, as colheres de cabo comprido. A diferença é que todos estavam saciados. "Eu não compreendo"- disse o homem a Deus. "Por que aqui as pessoas estão tão felizes enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual?'Deus respondeu sorrindo: "Você não percebeu? É porque aqui eles aprenderam a dar comida uns aos outros. Livro As mais belas parábolas - vol. 1 Ed. Vozes.
"Se me existir, me faz um homem, a imaginação me conduz"... a arte existe porque apenas viver não basta!
"Tantos sonhos que não alcançaram encontros, que prometiam um amanhã que desconheciam"... cada sonho é único, e o seu valor pode variar de pessoa para pessoa!
Uma desacreditação, cria uma janela previsível de vulnerabilidade, e arrependimento, é uma palavra feia para uma coisa bonita!
O novo se inicia apenas quando o ontem é curado; quando o ontem insiste em estabelecer imutável, o hoje perde o paladar, e o amanhã fica suspenso na fome!
Escravidão renhida.
Hó! Escravidão renhida que ainda fere o homem,
Se antes o chicote soava no ar,hoje mudou de nome.
Eu posso ouvi-lo nos olhos daqueles que sentem fome.
Salário! Escuto soar no meio da multidão,
É o estalar do chicotes de quem se nomeia patrão.
E a fila vai crescendo, virando o quarteirão é melhor ouvir o chicote, do que o choro do filho sem pão.
Cícero Marcos
A Consciência Integral como Antídoto à Superficialidade Contemporânea
O que o homem necessita entender sobre a trilha existencial é, justamente, o contraponto que mais o fere: a fragilidade ao se opor ao propósito enquanto se distrai com encantamentos oferecidos pela superficialidade. Muitos já se encontram em uma fase sênior de descontentamento, pela ausência de beleza no percurso dos caminhos da consciência integral.
É nesse ponto crucial que ele peca, ao acreditar que detém o controle do "relógio existencial". De repente, vê-se preso às ilusões que o abrilhantaram e o sugaram, esvaziando-o da essência do real propósito de existir.
Olhar para dentro e revisitar os valores é um exercício indispensável para quem busca emergir da ignorância, a fim de migrar para uma alçada superior àquela que a muitos convém.
Sair da conveniência do que encanta, reluz e doura é, sem dúvida, experimentar em completude o mérito de existir.
Que as candeias da tua consciência sejam mantidas acesas, a fim de que não tropeces nas distrações da vida.
Como bem afirmou Viktor Frankl em seu livro Em Busca de Sentido:
"O sentido não é encontrado em abstrações, mas nas responsabilidades concretas."
O homem fraco diz:
Primeiro isso… depois aquilo…
Ele vive adiando a própria evolução.
Mas o homem forte mentalmente entende algo poderoso…
O tempo não se organiza sozinho.
Você é quem organiza.
Ele estuda.
Ele trabalha.
Ele constrói relações.
Não porque a vida é fácil…
Mas porque a mente dele é disciplinada.
A diferença não está nas oportunidades.
Está na gestão.
Mentalidade forte não espera o momento ideal.
Ela cria o momento.”
Olha outro dia ouvi um comentário de que um homem, romântico, sensível e carinhoso, só pode ser gay..
Com todo respeito aos meus amigos gays e olha são muitos. Inclusive tive amigos gays na minha juventude e sempre os respeitei e fui respeitado por eles. Cada um na sua, vivendo e curtindo a vida como acha melhor. Não temos o direito de dizer o que é certo ou errado, pois isso é individual e quer uma verdade... Todo mundo um dia pensou em ser gay e fez sua opção. ( Tem muita luta pela frente, ainda...)...
Mudando de assunto essa questão de ser um homem romântico etc e tal, também é uma opção de vida, de coração, de maturidade. Assumir que gosta de poesia, amor, flores, jóias e carinho não é ser contra ninguém e não precisamos lançar um movimento de protesto a favor dos românticos injustiçados...
Sou assim e sinto-me bem a vontade para escrever esse artigo. Romântico, bem resolvido e por natureza apreciador nato da beleza feminina, apenas com vontade de ser um pouco mais malandro ( No bom sentido é claro), para ai sim viver a plenitude de uma vida, amar e ser amado, na intensidade e coerência de quem sabe o que quer...
Oscar de Jesus Klemz
Ser homem
Vivemos numa geração que reclama por tudo.
Reclama da dor, reclama das dificuldades, reclama da vida.
Mas deixa eu te dizer algo…
Se você é homem de verdade, você vai sentir dor.
E muita.
Vai doer quando as coisas não acontecerem como planejou.
Vai doer quando as pessoas te decepcionarem.
Vai doer quando o dinheiro faltar.
Vai doer quando ninguém acreditar em você.
E sabe o que isso significa?
Que você está vivo.
A dor não é sinal de fraqueza.
A dor é sinal de crescimento.
O homem fraco usa a dor como desculpa.
O homem forte usa a dor como combustível.
Enquanto um reclama,
o outro trabalha.
Enquanto um se vitimiza,
o outro evolui.
A vida não foi feita para ser confortável.
Foi feita para forjar caráter.
Então pare de reclamar.
Aguente firme.
Respire fundo.
Levante-se mais uma vez.
Porque homem de verdade não é aquele que não sente dor…
É aquele que sente — e continua mesmo assim.
Redemoinho
O homem nasce menino
na planície verde e monótona,
onde o tempo mastiga devagar
os ossos das horas.
Tudo é pacato.
Tudo é árido.
O horizonte não traz ameaças.
Então chega o dia
em que ele se confronta com o furacão.
O tufão do Atlântico e do Pacífico,
carregado de cores, ruídos, promessas,
vidas demais até para mil existências.
O giro tempestuoso desloca o mundo.
Arranca o que era chão.
Semeia o que já nasce morto.
Nada permanece.
As coisas não amadurecem,
apenas surgem
e se dissolvem
sem parto
e sem luto.
O homem-menino abre os braços.
Quer o clarão,
quer o excesso,
quer o impossível.
E o redemoinho o aceita.
Engole seus sonhos frágeis,
mistura artefatos, rostos, desejos
em uma nuvem de poeira disforme.
Agora é homem.
O menino ficou para trás
como um retrato esquecido na estante,
como letras gravadas na velha árvore.
Está no olho do furacão.
Silêncio dentro.
Caos ao redor.
Já não acompanha o giro.
A mudança o ultrapassa
como um trem que não para em nenhuma estação.
Olha ao longe
as pradarias de onde veio.
Vinhas imaginárias.
Um tempo sem gritos.
Um tempo sem pressa.
Mas descer já não é gesto.
É amputação.
Ele tornou-se o próprio vento
que o desfaz.
A cada segundo
um pouco menos sólido,
um pouco mais vapor.
Ao homem sempre restará
esse vício antigo:
abandonar o simples
e, tarde demais,
implorar pela simplicidade.
Poema V
"O Arquiteto de Si"
Um homem que pensagrande,
Cuja alma o orgulho nãocomanda.
Sem busca por aplausosvãos,
Nem cede ao medo que do mundoemana.
De olhos na realnecessidade,
Disciplina fora e dentro dolar.
Ouvindo anciãos comhumildade,
Aprendendo dia a dia aquestionar.
Tudo com zelo eprimor,
Como se para Deus fosse amissão.
Pois o Criador é o seuGestor,
Com excelência edireção.
Justiça faz aopartilhar,
Sua parte no fluxosagrado.
Pois sabia que, aoentregar,
O seu vaso seriarenovado.
Das sobras, o chão eleerguia:
Terras, mercadorias evalor.
No equilíbrio de quem sabia o quefazia,
Moldou-se um homemvencedor.
Vamos mudar essa frase?
"Por trás de um grande homem existe um grande mulher"
Melhor assim:
"Ao lado de uma grande mulher existe um grande homem." (ou vice versa)
Para que o casal seja um sucesso é necessário que ambos estejam dispostos a compartilhar, incentivar e a sonhar um o sonho do outro
Crescerem juntos mesmo em propósitos diferentes
Apoio é fundamental!
O que mais separa o ser humano dos outros animais é o saber. Só o saber liberta o homem. Sendo livre, ele pode buscar uma vida melhor para todos.
Só acredito em uma sociedade onde o principal papel do governo seja garantir que cada pessoa tenha acesso ao conhecimento para se formar como cidadão.
Minha mensagem é de esperança: o homem precisa aprender, precisa conhecer. Porque, ao conhecer, ele se torna livre.
O Olhar e a Alma
O homem comum, em sua pressa vã,
Partilha uma noite, o leito e o agora;
E ao ver o brilho da primeira manhã,
Julga saber tudo o que a alma guarda fora.
Contudo, o poeta — senhor do sentir —
Não precisa do tempo, nem do toque profundo;
Basta-lhe o olhar, o silêncio a fluir,
Para ler nos teus olhos o segredo do mundo.
Enquanto um se perde na carne e no rito,
O outro te encontra em um breve clarão;
Pois quem é poeta vê o infinito
Escrito na palma da tua visão.
A obra O Homem e seus Símbolos, de Carl Gustav Jung, não é apenas um estudo psicológico, é um chamado ao despertar da consciência. Jung nos ensina que o maior desconhecido do homem não é o universo exterior, mas o universo interior.
Vivemos em uma época que valoriza o que é visível, mensurável e racional. Contudo, Jung revela que a psique humana é tecida por símbolos imagens que brotam dos sonhos, dos mitos, das religiões e até das experiências cotidianas. O símbolo não é fantasia; é linguagem da alma. Ele expressa aquilo que a razão ainda não consegue traduzir.
O homem que perdeu o diálogo com o invisível:
Quando o ser humano deixa de prestar atenção aos seus sonhos, ele perde o diálogo com o inconsciente. E ao perder esse diálogo, torna-se fragmentado. Jung ensina que o inconsciente não é inimigo; ele é complementar.
Assim como o dia precisa da noite, a consciência precisa do inconsciente. Negar essa dimensão é como tentar viver apenas com metade da própria alma.
Quantas decisões tomamos sem saber por quê?
Quantas reações exageradas revelam feridas não reconhecidas?
Jung nos ensina que aquilo que ignoramos em nós ganha força. O que não é iluminado, governa.
A sombra: o mestre oculto:
Entre os ensinamentos mais profundos está o conceito da Sombra. A sombra não é maldade pura; é tudo aquilo que recusamos aceitar em nós. Medos, invejas, desejos, fragilidades.
O problema não é possuir sombra todo ser humano possui. O problema é projetá-la no mundo.
Quando acusamos o outro com intensidade desproporcional, muitas vezes estamos enxergando nele o que reprimimos em nós. A verdadeira transformação começa quando temos coragem de dizer:
“Isso também vive dentro de mim.”
Esse reconhecimento não nos diminui nos torna inteiros.
Individuação: tornar-se quem se é
Jung ensina que o objetivo da vida psíquica é a individuação: o processo de integrar todas as partes do ser. Não se trata de perfeição, mas de totalidade.
A individuação exige:
enfrentar a própria sombra,
reconhecer o feminino e o masculino interior,
dialogar com os símbolos da própria história.
É um caminho de maturidade espiritual.
É sair da superficialidade e assumir a responsabilidade pelo próprio crescimento.
O símbolo como caminho espiritual.
Mesmo sem propor religião, Jung abre uma dimensão profundamente espiritual. Ele mostra que o ser humano precisa de significado. Quando os símbolos religiosos são esvaziados, surgem substitutos: ideologias, fanatismos, idolatrias modernas.
O símbolo saudável eleva.
O símbolo inconsciente domina.
Por isso, o autoconhecimento não é luxo intelectual é necessidade ética.
“O Homem e seus Símbolos” nos ensina que a alma fala.
Ela fala nos sonhos.
Fala nas emoções intensas.
Fala nos conflitos repetidos.
Ignorá-la é adoecer.
Escutá-la é amadurecer.
A grande lição é simples e profunda:
O ser humano não é apenas aquilo que pensa ser. Ele é também aquilo que teme, deseja, reprime e sonha.
E talvez o ensinamento mais transformador seja este:
Quem aprende a dialogar com seus símbolos deixa de ser vítima do próprio inconsciente e passa a ser autor da própria história.
Título: Bé Bé, Homem de Céu no Peito
Meu pai,
Josimar Pedro da Silva —
mas para nós, simplesmente
Bé Bé.
Nome pequeno,
grandeza imensa.
Homem de passos simples,
palavras poucas,
olhar honesto
e Deus morando no coração.
Não usava ouro nas mãos,
mas carregava valor na alma.
Sua riqueza era caráter,
sua herança, exemplo.
Bé Bé ensinava sem discurso,
mostrava na prática
que dignidade não se compra
e fé não se negocia.
Tinha o céu nos gestos,
a bondade no jeito de falar,
e mesmo em silêncio
sabia aconselhar.
Um dia partiu…
assim, como quem atende um chamado mais alto.
Foi para a glória,
como homem que cumpriu sua missão.
E deixou aqui
um vazio que ecoa saudade,
mas também uma força
que nos mantém de pé.
Pai,
a ausência dói,
mas o teu exemplo permanece.
Porque homens como você
não morrem —
apenas sobem
para morar mais perto de Deus.
E em cada oração nossa,
há sempre um sussurro:
obrigado, Bé Bé.
O Natal é a celebração do nascimento do Filho eterno de Deus, que se fez homem. CRISTO JESUS, sendo 100% Deus, assumiu plenamente a natureza humana, vivendo entre nós como verdadeiro homem, sem jamais deixar de ser Deus. Viveu sem pecado, puro, imaculado, isento de qualquer nódoa moral.
ELE é o nosso Redentor e Salvador.
O Cordeiro venceu.
Vamos segui-LO!
