Texto para um Bebe
Sangue nordestino.
Sou do nordeste e não perco a esperança
o meu orgulho tem um jeito diferente
se de um povo sofredor que fala oxente
que vê na terra o seu pedaço de herança
nosso trabalho já começa de criança
para que possa florescer no nosso chão
somos irmãos, filhos do mesmo destino
em minha veia passa sangue nordestino
e dos meus olhos correm águas pro sertão.
O silêncio é a arma secreta dos sábios
Atitude de um ser humano inteligente
Quem fala pouco, pensa mais
Quem fica calado não tem o que explicar
Quando falamos o que sentimos,
Seremos amados ou odiados
O silêncio guarda muitas dores
Devemos falar o que sentimos só para quem
pode ajudar
O silêncio deixa dúvidas
Muitas vezes vivemos calados
Falamos ao ter a solução
Nenhum ser humano penetra nossos
pensamentos
O silêncio resolve mais que fala
Muitas vezes dói mais
Muitas vezes resolve tudo
É certeza de sabedoria.
#Foi Deus quem quis assim!
"Essa frase afirmativa, fez-me pensar muito durante um momento. Você meu caro leitor, acredita nela?
Bem, em nossos erros e falhas por sermos humanos, pecamos. O que é ser humano você pode pensar. Ser humano é está associado a sociedade em suas imperfeições. Ser humano é errar porque isso de fato está em nossa natureza carnal.
Porém, pelo fato de sermos humanos e falhos, é de nossa natureza envolver outras pessoas, ou culpando-as.
Essa afirmativa que :
"Foi Deus quem quis assim"
Leva-me a refletir que, quando algo que fizemos, deu errado, ou não concluiu, é então ai que sub-jugamos que não estava nos planos de Deus. E aí, que entra o erro do ser humano. Eu porém, deixo claro que não acredito nessa frase. Até quem diz isso, lá no fundo, sabe que não é verdade!
Um rapaz que começa a namorar com uma menina, no começo vai tudo bem, eles se amam, afinal, no começo sempre é lindo não é mesmo?
Porém eles brigam, se separam, um vai pra lá e outro pra cá, vivem sua vida como antes. E um dos dois em uma conversa com um amigo(a) diz:
"Foi Deus quem quis assim, não estava nos planos dele."
Percebo que ao fazermos isso, estamos pressupondo que algo acabou porque Deus não ordenou. E porque Deus não quis?
Não, não.
Você quem pressupôs isso meu amigo. Temos o livre arbítrio certo? Sabendo disso, Deus em sua plenitude, não tem o menor interesse em suas ações. Se algo acabou, ou nem começou, é porque não deu certo, e ponto. Não tem essa de Deus. Por que ele faria isso?
Vida que segue.
Um brinde aos descontentes
Gostaria de percorrer distâncias longas
e discursar teorias filosóficas profundas
e assentar meus olhos nas quinas do céu
e ficar admirando o seu mundo (meu mundo)
ir de encontro ao outro extremo
do plano do polo do hemisfério.
Queria não ser tão raso
rasteiro
miúdo
cingido em segredos absurdos
e banais mistérios.
Se pudesse não faria planos!
Evitando assim,
os desenganos e as expectativas desnecessárias.
Se a profundidade com que te enxergo hoje
fosse a mesma com a qual vejo o mundo
talvez, não estaria aqui cavando tão fundo dentro de mim
pr’além da cova rasa que herdei de você.
Talvez, esse mundo sombrio e escuro que vejo
retrocedesse e deixasse de existir
feito no fim, onde tudo se inicia.
Inclusive foi lá que te conheci, lembra?
De dia
por volta das cinco
perto da saída
longe da multidão
encostada naquele árvore cheia de resina...
Porque parei?
Como fui burro meu deus.
Ele pega coelhos — zombou Anselmo. — É um cigano.
Quer dizer, se pega um coelho, diz que pegou uma raposa. Se pega uma raposa, diz que pegou um elefante.
—E se eu pegar um elefante?—perguntou o cigano, mostrando os dentes brancos e piscando para Robert Jordan.
— Você diria que pegou um tanque.
(Anselmo - For Whom The Bell Tolls)
Navegando em Meio ao Caos
Por trás de telas vazias
Um mundo que me assombra
Eu vejo mentes tão frias
Por entre corpos sem nome
Então eu tento esconder
Meu medo entre os escombros
Do que se diz poesia
Contraste ao peso nos ombros
Por meio a mares bravios
Do que se diz imperfeito
Encontro um barco tranquilho
Em meio ao caos do meu peito
Então eu me reconheço
Ancorado ao meu mundo
Eu busco fugas falidas
Encontro a paz momentânea.
Devo ficar ou me mandar?
Na terra de preguiçosos, o tempo prega peças em você.
Um dia se está sonhando.
No outro já é realidade.
Erros foram cometidos.
Corações foram partidos.
Lições difíceis aprendidas.
Não sei como cheguei aqui.
Mas aqui estou eu.
Apodrecendo sob o Sol quente da Praia.
Há coisas que preciso aprender.
O relógio está correndo.
O buraco está aumentando.
E a sua vida está acabando!
Permanência
Não peçam aos poetas um caminho.
O poeta não sabe nada de geografia celestial.
Anda aos encontrões da realidade
sem acertar o tempo com o espaço.
Os relógios e as fronteiras não tem
tradução na sua língua.
Falta-lhe o amor da convenção em que nas outras
as palavras fingem de certezas.
O poeta lê apenas os sinais da terra.
Seus passos cobrem
apenas distâncias de amor e de presença.
Sabe apenas inúteis palavras de consolo
e mágoa pelo inútil.
Conhece apenas do tempo o já perdido;
do amor
a câmara escura sem revelações;
do espaço
o silêncio de um vôo pairando
em toda a parte.
Cego entre as veredas obscuras é ninguém
e nada sabe— morto redivivo.
Tudo é simples para quem
adia sempre o momento
de olhar de frente a ameaça
de quanto não tem resposta.
Tudo é nada para quem
descreu de si e do mundo
e de olhos cegos vai dizendo:
Não há o que não entendo.
Diante dos meus olhos vi essa vida sombria, alimentando e nutrindo um ser humano egoísta
Que sempre fingiu ser bom, que escondeu de todo mundo essa alma rancorosa que de amor tava vazia,
Escondeu esse ódio de uma mãe que era fraca, que escolheu uma vida nova e que não criou o filho
Escondeu esse nojo de ter o sangue ruim de um homem culpado que viveu como um passarinho.
Este som que me incomoda
quase sempre de madrugada
um desejo que implora
minha linda namorada
Se mistura no seu beijo
seu suor, respiração
selvagem no cortejo
sou firme na paixão
Sou amante aspergindo
em teu peito o meu sangue
amor que vem sentindo
mãos na pele, excitante
Lua nova me ilumine
luz esquenta meu verão
uma voz chama Cristine
neste céu sou gavião.
Eu quero muito que seja para sempre,
porque você pra mim foi um presente,
da vida, do meu sonho, com você me imponho.
Pra te ter até o fim, sinto você em mim,
até quando estamos longe, separados,
eu lembro de você em cada coisa que eu faço.
Já provei pra mim mesmo o que eu quero,
sem você aqui eu me desespero.
Mas eu espero que você entenda,
meu jeito é assim, por favor me compreenda.
Eu amo você e não da pra esconder,
quando eu te ver quero sentir seu prazer.
Bom dia...
A palavra mágica que faltava nesta manhã, e vem expressar à todos um maravilhoso amanhecer.
Desejo a todos, que o dia seja repleto de amor, prosperidade e paz...
Hoje certamente, tudo dará certo,
o seu caminho será suavizado pelas mãos divinas de Deus.
Sem dúvida o seu dia seray abençoado.
Deus coloca tudo nosso alcance,
para avaliarmos o magnífico presente
de estarmos vivos e sobretudo podermos dizer:
BOM DIA!!!
Admilson
Romantismo!
Serenata, pedra na janela?
Na mão flores do campo,
E ele? Montado em cima de um cavalo branco.
Poemas e rimas,
Retrato em tela de pintura,
Entregue numa bela moldura?
Pois é,
Hoje a janela é muito alta,
Falta campo e as flores vem da floricultura,
Que loucura,
Cavalo branco, na cidade não combina,
Poemas e canções, às vezes sem rima,
Retrato no porta-retrato,
Pois é,
O romantismo se atualizou,
Se modernizou, se transformou,
Mas o que não pode acontecer,
É deixarmos ele morrer.
O Menino
Vou fazer um apelo. É o caso de uma menino desaparecido.
Ele tem 11 anos, mas parece ter menos; pesa 30 quilos, mas parece ter menos; é brasileiro, mas parece menos.
É um menino normal, ou seja: subnutrido, desses milhares de meninos que não pediram pra nascer; ao contrário: nasceram pra pedir.
Calado demais pra sua idade, Sofrido demais pra sua idade, com “quase” idade demais pra sua idade. É, como a maioria, um desses meninos de 11 anos que ainda não teve infância.
Parece ser menos carente, mas, se é, não sabe disso. Nunca esteve na Febem, portanto, não teve tempo de ser criança problema. Ainda descalço por amor a bola. (...)
Foi Dom Quixote sem precisar de Cervantes e sabe, por intuição, que o mundo pode ser um inferno, ou uma badalação, dependendo se ele é visto pelo o Bob Marley ou pelo grande Augusto Cury (...).
Tímido até a ousadia, seus silêncios gritaram nos cantos da casa e seus prantos eram goteiras no telhado se sua alma.
Foi visto pela a última vez com uma pedacinho de papel na mão sempre escrevendo, escrevendo e escrevendo, sei lá oque. (...)
Travava, na ocasião muitas ideias na cabeça, e um coração esperançoso.
Foi visto pela última vez com uma bola na mão, mas é de todo improvável que muito a bola o tenha ensinado. Se bem que, sonhador do jeito que ele é, não duvido nada.
Sequestrado, não foi, porque é um menino que nasceu sem resgate.
Como vocês veem, é um menino comum, desses que desaparecem as dezenas todas os dias.
Mas se alguém souber de alguma notícia, me procure, por favor, porque...ou encontro de novo esse menino que um dia eu fui, ou eu não sei o que vai ser de mim.
(ADAPTADO DO TEXTO DE CHICO ANYSIO)
Mente de um adolescente
mais confusa não existe
pra si próprio mente
sabe o certo mas no erro persiste
A cada dia um pensamento
A cada dia uma nova ilusão
Sempre distraído quase nunca atento
Quem sofre com isso é o coração
Um dia a gente cresce e aprende
Lembra do passado e começa a rir
De certa forma entende
Que pra ser adulto o adolescente precisa existir
"Amar'cura'"
Como um pobre sonhador
Vivia a sonhar eternamente
Que um dia de repente
Eu deixasse de sentir dor.
Foi quando esse amor
Fez-se em mim presente
Com a sua chama ardente
Que me trouxe o esplendor.
Senti-me então realizado,
E o meu coração apaziguado
Já não sentia tal amargura,
Pois para um peito desolado,
Que amou sem ser amado,
O amor é a própria cura.
(Zé Lucas)
Internacionalizaram a desgraça.
Estou dentro de um carro a duas horas indo para o lugar mais pobre da região, já me foi oferecido uma criança, pois a mãe tem 7 e agora mesmo resolvi comprar em uma venda refrescos e bolo para algumas crianças, pois não existe luxo nesse lugar. As crianças me agradeceram em inglês pela pseudo esmola. Falei: sou brasileiro igual a vocês, uma das crianças pediu desculpas e disse: mas é que só estrangeiro dá comida pra nós.
Quando mais adentro meu país, mais ratifico a necessidade de cotas, bolsas e que nós os abastados doemos um pouco mais de nós. Eu acho que sempre serei D2- Desorganizando e desobedecendo a ordem vigente.
Paris...
Uma cidade que é um dos maiores símbolos do romantismo do planeta, que faz do amor palco de desfile de casais apaixonados, que canta beleza por todos os lados. Uma cidade poética, inspiradora e bela, chora hoje, e mais uma vez, de dor. Uma cidade de rosas e encantos, de perfumes e sonhos, vive o terror da crueldade humana. O mundo sente a sua dor... O mundo chora a sua dor... O mundo ora pelos seus, que são como os nossos, como eu... Que anseia paz, liberdade, justiça e vida!
Sou mesmo um bobo,
meu coração só me coloca em confusão,
outra vez me fez apaixonar,
queria ter o controle e bloquear este sentimento,
agir só pela razão,
mas não consigo,
ainda que escuto a mente gritar, Não!
meu coração sereno baixinho diz, sim,
é ele quem ouço falar,
logo esqueço tudo que se passou,
lá vou eu outra vez me aventurar,
mesmo correndo serio risco de me machucar.
Como posso dizer quem sou eu, se quem sou é um mistério para mim mesmo.
Como posso dizer que o amor acabou, quando não sei nem se ele existiu;
Como posso dizer que sou melhor, quando nunca parei para pensar porque seria melhor;
Como posso dizer que me abandonaram, quando eu andava sozinho;
Como posso dizer que existem muitos obstáculos, quando fui eu que construí o muro;
Como posso dizer que o caminho está difícil, quando fui eu que espalhei os espinhos pela estrada;
Como posso dizer que mudei, quando ainda sigo cometendo os mesmos erros;
Como posso dizer que tudo vai ser melhor amanhã, quando o hoje nem acabou ainda;
Como posso dizer que acertei, quando minha vida é um erro constante;
Como posso ter uma opinião formada, quando nem tenho opinião própria sobre a minha pessoa;
Como posso pensar que minha vida é um quebra cabeça, quando não passo de uma peça apenas;
Como posso amar tanto, sem conhecer esse tanto que eu digo que amo;
Como posso dizer que tenho coração mole, quando só está aberto aos meus interesses;
Como posso dizer que sou corajoso para a vida, quando sou covarde para amar;
Como posso, não sei como posso, mas eu acho que posso, e achar não quer dizer que posso.
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