Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Texto para um Bebe

Cerca de 94778 frases e pensamentos: Texto para um Bebe

Sabe,existe um lado na escola que poucos ou ninguém entende ou vê.Tem aquele aluno que vive de cabeça baixa,sempre dormindo ou pensando.
De cabeça baixa pensando em todos os problemas que se passa em casa,com amigos, trabalho,pensa em suas dificuldades,pensa em seu relacionamento,pensa no presente e em como sera o futuro.Mas bate aquela dor de cabeça só de pensar né ?
Uma vez,resolva abaixar a cabeça no meio da aula,se desligue do mundo,das pessoas,de você mesmo,comece a reparar os barulhos,um por um,chuva,pessoas andando,pessoas rindo,papel rasgando,o lapis passando no caderno,o giz no quadro,isso vai te distraindo e quando percebe,não ta mais pensando em seus problemas e tudo mais.Escola não é só para aprender, você ensina também e no fim acaba gostando de sempre abaixar a cabeça e sentir tudo isso em volta.

Inserida por rickardo62

Olhar de Poeta
Ana Paula Silva
Autora do livro: Me apaixonei por um poeta
Editora Saraiva – Livro Digital

O Poeta tem um jeito todo especial de ver o mundo, ver o sol, a lua, o mar, as árvores e as folhas que caem dela. Não que ele veja tudo mais bonito, não que ele não tenha problemas, não que ele não fique triste ou se alegre. Mas, ele aprendeu a ver a vida e os acontecimentos de ângulos diversos.
Quando a folha cai de uma árvore, vemos uma folha cair de uma árvore. O poeta vê a folha caindo da árvore, vê seu movimento que é quase uma dança, num balançar ao ritmo do vento, vê toda beleza do seu brilho, que é produzido pelos raios do sol, vê a tristeza acompanhando aquela folha, que foi abandonada pela árvore, numa vagarosa solidão, vê ela se juntar a outras folhas ao tocar o chão, e vê que ela não está mais sozinha, como esteve desde o momento que se desgarrou da árvore. Ele volta seu olhar à árvore, que chora por precisar se desfazer de suas folhas. Ele olha para o céu, que está cinza, as nuvens parecem tristes e tentam ofuscar o brilho do sol, todos parecem compadecer a dor daquele instante. Então, o Poeta sorri, ele sabe que toda essa dor não passa de um outono.
Assim o Poeta vê a vida, ele olha a vida de ângulos diferentes, se uma coisa lhe parece triste, ele corre seu olhar em volta, lento, se for preciso ele muda de lugar, para ter um melhor ângulo, o mundo parece parar para que o Poeta observe cada momento que passa diante de seus olhos. Às vezes o Poeta se entristece, nem sempre ele consegue a melhor vista, mas ele logo busca outro ângulo.

Inserida por AnaPaulaSilvaMoc

Carrego nas mãos o mundo,
Nos braços a força e nas costas a culpa.
Dentre meus dedos cabe um universo,
Meu estranhamento e meu reverso.
Meus punhos lutam para não ser o louco desvairado,
Tentei juntar-me e refazer-me dia a dia.
O largo dorso não se acomoda mais com suas carícias.
Mas ainda entrego a ti minhas primícias.

Inserida por dguerra

Teatro
Umberto Sussela Filho

A vida é um teatro!!
Somos todos personagens com a obrigação de sermos nós mesmos e com o único compromisso de evoluir.
Enfrentaremos cenas tristes, alegres, muitas vezes seremos coadjuvantes outras protagonistas, mas sempre iremos atuar.
Deixar de atuar é como se omitir da peça principal, a existência terrena.
Seja verdadeiro, em cada atuação, transmita, sinta, emocione, cative seus espectadores.
Faça de seus companheiros de palco a sua segurança e deixe-os seguros quando estiverem ao seu lado.
Não se preocupe com o número de ingressos vendidos, atue do mesmo jeito para uma, para cem ou mil pessoas, sempre do mesmo jeito, sendo você mesmo.
Se preocupe sempre com a verdade, poderás até parecer ingênuo, mas a autenticidade incomoda muitos.
Leve apenas o que possa carregar dentro do seu coração e deixe para os outros o que você tem de melhor a oferecer, você.
Então pense no que você quer ser, para que fiquem coisas boas a seu respeito.
O resto é só cenário, se desmancha e se desfaz, a sua atuação não, essa é o que vai ficar de você.

Inserida por umbertosussela

POÇA D'ÁGUA
Umberto Sussela Filho

Olhe que coisa mais linda! Assim disse um homem a um amigo, observe! Que coisa mais linda!
E a continuar sua história retratava o momento em que um homem a seu lado admirava uma poça d'água, exatamente, uma poça d'água formada pelas chuvas antecedentes.
Este homem mudou-se para o sul, cansado e entristecido pela fome, pela morte e pela sede.
Escutei atentamente os detalhes sobre aquele momento, que aos olhos de muitos, seria apenas uma poça d'água.
Assim somos nós, caminhantes que procuram coisas insignificantes que ao longo da trajetória vão perdendo o valor de que nunca tiveram.
As coisas mais simples que nos trazem o significado de humanidade são perdidas e esquecidas por nós ao longo do caminho.
Quando crianças, todos nós nascemos e trazemos o sentido de humanidade presente em nossas vidas, o carinho, o afeto, o sorriso, a despreocupação com o futuro e com o contar do tempo, apenas a vontade de ser feliz.
Encaramos a vida enquanto crianças, de forma pura e simples, como deveria ser, com sentidos de humanidade. Mas ao despertar da razão, escolhemos outras prioridades, buscamos conquistas e bens para nutrir olhos alheios e esquecemos daquelas coisas tão simples, que nos fazem tão bem.
Assim são as poças d'água que nos trazem as chuvas, assim é o sorriso, o bem, o abraço, a felicidade de estar junto e apreciar tudo a seu tempo, sem relógio, sem valores, sem acúmulos.
A comparação da emoção daquele homem ao ver a água abundante sobre o chão, significa tudo aquilo que temos que perder para aprendermos a dar valor.
As coisas simples que temos são iguais a poças d'água que não apreciamos pelo caminho, quantos sorrisos, abraços, amigos, carinhos, conversas, foram deixados de lado, como poças d'água sem valor.
Mas para aquele homem que conviveu com a sede, com a fome, com a desesperança, a água empoçada representava a alegria e o agradecimento, que muitas vezes esquecemos e deixamos secar.
Que tudo aquilo que nos faz bem tragamos a gratidão e o apreço, que nossos maiores bens não sejam perdidos para depois serem apreciados.
Que tudo e todos que nos rodeiam ganhem atenção e cuidados, para que a estiagem não absorva o que tem valor, que não absorva o sentido de humanidade, porque só quem viveu e vive na estiagem do amor aos seus, sabe apreciar e dar valor a uma simples poça d'água.

Inserida por umbertosussela

IMPRESSÕES DE MAIO
.
AS pétalas caem como um banjo,
Um violão, um som vazio,
Lembrando a queda de um anjo
Na foz vertente de um rio.
.
Um silvo escapa pelas costas
Que a gente ouve sem saber
Que a foz e rio são opostas
À direção que se quer ter.
.
A tarde suave, um fio imenso
Recolhe as pétalas da aurora
Não gosto nada do que penso
Nem penso em nada nessa hora.

Inserida por oliveira_ft

Achados e Perdidos...

A educação não é um balcão.

Onde brincamos de achado e perdidos.

Os que se dobram ação são achados.

E os que não ouvem são os perdidos.

No caminha da educação .

Não há achados ou perdidos .

Nesta caminhada são todos escolhidos.

Todos buscam uma solução.

Não se pode abandonar.

Uma criança a sua própria sorte.

Isto me desculpem.

É assinar sua pena de morte.

Toda criança precisa de atenção.

Ensinar-la não é apenas retirar

o horário da recreação.

Ela precisa saber antes de tudo

que temos por ela respeito e afeição.

Inserida por maicon_aparecido

Quando você sente a presença, basta...
Você estando ai, não me importa se tem um dedo apontado pra mim...
Tem um coração cálido vindo daí e encontrando-se aqui, no meu mundo, que segura o seu se precisar e pra quê questionar; à vida nos une e o amor nos faz fortes, AMIZADE é um soneto começando, sempre!

Inserida por SiResende

O dia foi encostando naquela montanha e um sol sorrindo veio invadindo...
Não dá pra controlar alguns pensamentos, mas dá pra ocupá-los com um pouco de ânimo, isso depende de nós, nos incentivarmos a radiarmos e fazermos farol em nosso penhasco de dentro.
À vida está sempre em torno de tudo o que nos habilita bons motivos, boas novas... Não tem que se afogar na primeira poça, debruçar no primeiro muro e não tem que quebrar a cara se alguns vãos não estiverem sendo preenchidos, tem que se abraçar com o melhor abraço e apertar os “nós” da garganta; e que dê o primeiro grito, quem o tiver para gritar!
À vida é um sopro, faz valer a fúria de alguns ventos e o desenho quente do sol esboçado em nossas costas!

Inserida por SiResende

Um poema que caiba em mim e eu, nele...
Uma canção que “de(cifra)” em mim e eu, nela...
Um vento que me leva daqui e eu, brisa!
O sol que brilha em mim e eu, girassol!
O inverno que esfria meus pés e eu, “hibernando outono”!
O verão queimando em mim e eu, “primaverando”, em você, no mundo, nos encontros e encaixes!

Inserida por SiResende

NITERÓI MEU AMOR





Do alto das estrelas
surgiste tu Niterói...
o teu sorriso é um motivo de flores,
sorriso que começa quando
o sol deliciosamente
desperta mil amores.

Entre o mar e viadutos
as imagens são motivos
de um aceno urbano.

As poesias se desenham
com sotaques indígenas.

Tudo, tudo em ti é motivo de alegria.

Assim: a natureza
em forma geométrica se compõe,
e na memória guarda-se a melodia

Niterói...
mística, côncava, gloriosa
nos quatro cantos ornamentos.

Os pássaros sobrevoam
além do teu improvável
passado de museu.

Niterói...
sou louco por ti
e o teu sorriso sou eu.


© by Alberto Araújo

Inserida por ALBERTOARAUJO2014

Por onde olho vejo muitas pessoas, tantas lindas, criativas, amadas. Olho e penso que queria um pouco de cada uma em mim.
De uma podia pegar a beleza, da outra a felicidade, de mais uma o bem estar e de mais outra a riqueza.
Juntaria tudo em mim e quem sabe assim, pudesse atingir a perfeição.
Impossível, já que hoje o ser que eu me tornei é indestrutivel. Só mudo se eu quiser e dentro das possibilidades do meu universo. Está aí a chave para o meu desgosto. Queria ser tanto e tanto não sou, minha moral pouco vale e eu nao mereço o que tenho, o que faço ainda virá em dobro como retorno, os meus passos são tao errados que nem mesmo eu consigo ter controle. Em meio a tanta gente que ainda consegue me amar apesar de todos os meus pesares, me sinto só. Tenho amor mas ao mesmo tempo nada tenho, tudo que transborda na realidade em mim falta . E eu sinto falta. Ja tentei por muito viver do pouco, já tentei o amor e dele pouca fidelidade tive. É certo que em cada passo, meu compasso perde a harmonia e me abandona lentamente, como numa dança longa. Eu amo sozinha cada dia mais . Deito-me agora e vejo que a minha tese defendendo o "tanto faz" nada faz ao meu favor. É certo sim que eu preciso me encontrar em amor, recusar a dor e recuar meus instintos sobreviventes. Eu não preciso viver como digo, preciso mesmo é ter sabedoria para tal.

Inserida por RosadeOLiveira

A canhota para destros

Um gol perdido pelo capricho da perna destra pode ser um desastre cômico, mesmo para aqueles que possuem total concentração no pé direito. Driblar com a perna direita, trazendo pra dentro, arriscando um arremate com a mesma pode não parecer, mas é inviável - salvo por exceções. Mesmo assim o momento nos força a acreditar que é chutando de canhota que as coisas se complicam. E o risco de, numa situação dessas, bater com a destra, é uma “trivela inversa” - sei que o termo produz uma imagem desengonçada - que, pelo desequilíbrio induzido pelo curso livre da bola, após uma matada ou percurso indefinido, não chega a ser chute mascado ou espirrado, e vou comparar com uma desculpa da sinuca: faltou giz no taco. Como diria um conhecido narrador esportivo em seu comentário: "que beleza!"

Jogar com as duas pernas pode parecer um paradoxo. O jogador cresceu chutando com aquela perna direita, com a qual se sentiu mais à vontade para bater no gol, driblar, tomar a bola do adversário, fazer um passe. Criou uma perna viciada e, em momentos, descontrolada e alienada, egoísta; e com uma personalidade forte mas, nem por isso, livre do castigo da desatenção, que leva ao erro. Porque, ao passar do tempo é como se não lhe fosse permitido atuar com as duas, ou então, uma proeza para os craques (como muito se fala, para não dizer para poucos), ou mesmo que não sejam considerados craques, para pessoas que nasceram com uma habilidade especial, um dom: ser ambidestro. Criou-se um mito em torno do ambidestro, na proporção “8 ou 80”, que permeia o imaginário futebolístico. Por isso, esquece-se com frequência da natureza da perna esquerda; ela é preterida, mas pode ser tão surpreendentemente extraordinária e potente na mesma medida, que pode até apresentar um resultado superior ao comumente obtido pela destra. Fato que faz com que nem mesmo o autor do chute acredite no feito.

Embora nos apeguemos à simetria, ou seja, uma perna “igual” à outra, - pelo menos aparente, poupe-me da necessidade dos detalhes - de forma oposta, não há como negar que possuem mentalidades diferentes (ou pelo menos é a hipótese que sugiro - estranhas uma à outra). Quem nunca experimentou escrever com a mão esquerda, ou até mesmo, viu-se forçado a isso por alguma circunstância do destino ou do acaso? Em um primeiro momento é uma sensação desconfortante, comparável a andar em um ambiente escuro, desconhecido. Parece tudo ao contrário, se desenvolve para o outro lado, a caligrafia por mais que se tente com esmero, não se compara à escrita destra - atente que meu ponto de vista é o de um destro. Portanto, praticar a escrita com a mão esquerda é algo que se faz quando não se tem o que fazer (em situações muito isoladas, e é uma prática que ao passar do tempo é deixada de lado na medida em que o sujeito amadurece). E, em situações que exigem alta concentração, praticidade, agilidade e excelência, não é a esquerda que entra em ação, é a destra. E a perna canhota, partindo desta análise subjetiva dos membros superiores, pelo histórico do jogador de estar habituado a bater de direita, passa despercebida, esquecida. É como se o jogador, em seu imaginário, acreditasse que não há opção, se não bater de direita. Para o destro nato, bater de canhota não chega a ser considerada nem como última alternativa na maioria dos casos.

Por fim, a favor da canhota, há de se ressaltar o seguinte: imprevisibilidade. Aquele que ousa chutar com as duas pernas, entendendo a maneira como os pés buscam estratégias para bater na bola, torna difícil a reação do adversário quando esse exerce marcação, que tende, inconscientemente, a focá-la prevendo o chute com uma das pernas (a destra). Você já ouviu aquele ditado: Ele não sabia que era impossível, foi lá e fez. Pois, transpondo para o nosso texto, num “insight” futebolístico (me permito escrever): ele não sabia que era possível bater de canhota, foi lá e (não só bateu) fez um golaço.

Inserida por Klaesius

Falar de amor, emudece, dispensa palavras, compensa querer, acrescenta um dentro que tão poucos entendem, vivem, permitem...
Falar de você, é viver em você, exatamente como você me carrega, feito uma bonequinha de porcelana, que ainda frágil, lhe faz o homem mais forte do mundo!
TE AGRADECER É TÃO POUCO, MAS, GRATIDÃO POR CADA INSTANTE DE VIDA QUE VOCÊ INSTALA EM MIM E CONECTA EM VOCÊ!

Inserida por SiResende

O amor é o juízo perdido dos loucos,
e a loucura encontrada nos sábios.
É um dom que as pessoas perderam,
e o substituído dos fortes que são fracos.

É o sonho que me chama pra dormir,
e a luta que me mantem acordado.
É o calor que esquenta o amante,
e o refrescar que alivia o angustiado.

Uma perfeição acompanhada de confusão,
e a dificuldade que desespera até o mais calmo.
É tudo o que me alivia e também o que me deixa cansado.

Amar se resume em uma grande loucura,
e deve ser algo somente para os loucos,
porém mais louco que os loucos, apenas é quem deixa de amar.

Inserida por Duduzinhodct

O Tempo

Não existe nada tão temerário como o tempo, porque a vida é um cristal bruto esperando a ser burilado, e só o tempo faz esse trabalho. E para isso leva um período que depende de nossos atos e de nosso querer, vividos na forma que cada um escolhe.
Guardamos nas gavetas de nossa alma, tudo o que acontece, quer de bom ou de mau que se passa em nossas vidas. Essas gavetas ficam cheias de saudade, lembranças, mágoas, alegrias, tristezas e amores.
Quando abrimos essas gavetas, ficamos surpresos com a capacidade que temos de deixar nos cantos da vida, as coisas que fazem o nosso caminhar. Vemos que caminhamos ao lado, na frente, atrás, de pessoas que nos deram carinho, nos fizeram felizes, que juntaram aos nossos, os seus momentos.
Também, percebemos que embora tivéssemos sofrido, os maus momentos nos deram mais força, mais conhecimento, aprendemos com eles a ser mais fortes, ter maior poder sobre nossos sentimentos e o poder de realizar. Ganhamos forças para enfrentar todos os desafios, porque o sofrimento nos faz mais fortes.
Amores vêm e vão, alguns ficam um pouco mais, enchendo essas gavetas de jóias que representam o que temos de mais puro, que são os nossos sentimentos. Nem a solidão leva esses guardados, pelo contrário, ela nos dá a grande presença de nossas lembranças.
E o grande acumulador dessas lembranças, que na imensa energia da vida armazena os batimentos do coração nas superfícies sólidas dessas gavetas, é o tempo.

Inserida por PaolaRhoden

Um pouco de mim

Seriam poesias, tudo aquilo que escrevo?
Alguns poucos textos eu diria que sim.
Já outros tantos, eu afirmo que não!

A maioria são amontoados de letras soltas em frases desconexas de ideias vagas…
São delírios,
exercícios de imaginação...
As vezes contos, confissões, desabafos,
ou pura ficção...
Uns são muito extensos,
Há aqueles de duas linhas...
Guardo tudo aqui dentro...
Essa coleção que é só minha.

Um dia, quem sabe,
publico tudo num livro
onde revelarei tudo sobre eles
e, talvez,
um pouco de mim.

Inserida por robervanlima

⁠Tais curvas do meu corpo,
tais acidentes em minh'alma.
Meu íntimo é ladeado,
sou um mapa codificado.
É enigmático me analisar.
Alieno-me do que me restringe,
amo o silêncio que me ressalva.
Sou inteira de desalinhos,
não aparo bem minhas palavras.
Sou oscilante em cada vírgula
e vibro em mil sinais.

Inserida por TatianaGraneti

Estar apaixonado é diferente. Um diferente bom, mas estranho.
Tudo parece ser uma indireta: um documentário no televisor; uma cena de um filme ou até seu próprio pensamento.
É estranho para um adolescente de poucos anos estar escrevendo sobre amor – O que ele sabe sobre amar? – E eu te respondo com toda a polidez possível; Estou mais perdido do que uma lágrima na chuva, um sopro numa ventania ou um adolescente num site de escritores e leitores.

Inserida por Jairo

⁠Era por volta das 22, eu , estava no carro com minha prima. Nós estávamos voltando de um passeio que havia sido muito bom e divertido. O celular dela começou a tocar, rapidamente ela apertou o botão vermelho, assim , rejeitando a ligação. Após isso um certo silêncio se instalou dentro do carro. Ouvi minha prima suspirar , um daqueles suspiros pesados.
E então ela disse : - sobre o que eu falei no bar, mais cedo. Não conte a ninguém.

Naquele momento quem suspirou foi eu. Sempre vi minha prima de um modo diferente. Em minha cabeça a mesma sempre foi uma pessoa madura, seria, fria de certo modo e um tanto impassível. Mas ao lembrar das coisas que ela havia dito no bar tive uma mudança em minha visão.
Mas não fora só isso. Percebi, que na realidade nos parecemos mais do que sabíamos. Percebi que nos entendíamos muito mais do que pensávamos.

E nisso que encontro a ironia. Nunca na vida eu iria imaginar que eu e ela passamos por uma situação extremamente parecida. Mas mais ainda, eu jamais seria capaz de imaginar que a maneira com a qual ela lida com a tal situação e a maneira com que ela se sente em relação a situação eram iguais às minhas.

Naquele carro, aprendi então uma grande lição: Nunca podemos julgar os outros. Pois nem sempre sabemos o que se passa com eles.

Inserida por L_Kenp