Texto para um Amor te Esquecer
Livre in versos
Não aprisione meus versos
Já não são mais seus...
Talvez tenha sido um dia
Mas agora são do mundo.
Não queira tomar posse
De algo que não é seu
Assim como um dia fui sua
Meus poemas "eram" seus.
Deixe os soltos pelo vento
Seja de quem os quiser...
Não enjaule um passarinho
Que nem sabes de quem é.
Meus versos são como vento
Vivem soltos por aí...
Só os sentem quem quiser
Se não quiser deixe os seguir.
São meus versos liberdade
Nas asas dos passarinhos
Seus desejos, serem livres
Livres, fora do seu ninho.
Menino de rua
Estava ali tão só,
rodeado por gente,
tu eras um bicho,
um resto de gente.
Aprisionado em dores,
eras alvo inocente,
tu eras uma vítima,
da sociedade demente.
Eras um anjo coitado,
ninguém compreendia,
tu eras ser nocivo,
e mal nenhum fazia.
Jogado ao leu muito cedo,
com frio e fome sofria,
tu eras a escória infeliz,
que ninguém reconhecia.
Tua imagem, tristeza,
revelava muita dor,
tu eras mais uma vida,
que sem vida ficou.
No horizonte distante, meu céu se estende azul,
Um oceano sereno, onde a paz é a luz.
Nuvens brancas como plumas, flutuam sem pressa,
Em um céu azul, a vida é uma promessa.
O sol dourado pinta o céu com seu calor,
E a cada amanhecer, renova-se o esplendor.
As estrelas, pontinhos de luz a brilhar,
Decoram o céu azul, como pérolas a dançar.
Nesse vasto firmamento, a esperança se espalha,
E a beleza do universo, minha alma embala.
No silêncio celeste, encontro meu refúgio,
Sob o manto azul do céu, sinto-me em pleno sortilégio.
Oh, céu azul, guardião dos meus sonhos,
Em tuas profundezas, encontro meus arranjos.
E quando a noite chegar, e as estrelas brilharem,
Sob teu abraço celestial, meus sonhos se realizarão.
Na juventude, o mundo é vasto e sem fim,
Um oceano de possibilidades à frente de mim.
Nas asas da liberdade, voamos sem medo,
Explorando o desconhecido, onde tudo é segredo.
Cada passo é uma aventura, cada riso é um raio de sol,
Na juventude, somos livres, sem rédeas, sem lençol.
Corremos pelos campos, dançamos sob a lua,
Na liberdade juvenil, a vida é toda sua.
Não há amarras que nos prendam, nem barreiras que nos impeçam,
Somos como pássaros livres, que voam e não se estreitam.
Exploramos novos horizontes, buscamos novos caminhos,
Na liberdade juvenil, somos os nossos próprios destinos.
Vivemos intensamente, sem olhar para trás,
A liberdade juvenil é nossa força, nossa paz.
Entrelaçados pelos laços da juventude, seguimos em frente,
Com o coração aberto, e a alma livre, eternamente.
Entre as páginas antigas de um livro empoeirado,
Reside a genialidade de um escritor consagrado.
Machado de Assis, mestre da prosa e poesia,
Sua obra é um tesouro que a alma extasia.
Com sua pena afiada, como um machado em mãos,
Ele desbravou os caminhos da literatura com paixão.
Em cada conto, em cada crônica, em cada verso,
Revela-se o retrato humano em todo seu universo.
Das memórias do Rio de Janeiro ao sarcasmo sutil,
Machado esculpiu personagens com talento viril.
Capitu, Bentinho, Brás Cubas e tantos mais,
São imortais, ecoando através dos tempos, jamais serão reais.
Machado, o mestre da ironia e da profundidade,
Sua escrita transcende qualquer limite ou idade.
Em suas linhas, encontramos a essência da condição humana,
Um espelho que reflete a complexidade humana.
Assim, erguemos um brinde ao mestre imortal,
Cuja obra continua a nos inspirar, sem igual.
Machado de Assis, eterno em sua glória,
Seu legado perdura, contando-nos sua história.
É que as vezes (em quase todo tempo, o tempo todo) bate uma saudade que dá um nó na garganta e sinto como se fosse um “beliscão” lá no coração e sobe aquela pressão aos olhos se transformando em lágrimas.
Posso estar em qualquer lugar do Mundo, mas o meu Mundo de fato, são vocês.
Que saudade, família!
Amo vocês!
Cada um de nós tem o poder de moldar a sua vida em perfeita autonomia.
Podemos enriquecer as nossas vidas sendo criativos e felizes na medida em que nos permitimos ser.
Você se torna consciente de que qualquer um pode fazer você feliz porque felicidade é o resultado do amor que vem de dentro de si.
Misturo letra com letra
pensando ser um poema
até com alguma estética
para não criar problema
Sou ou não poetisa?
já nem sei a verdade
a minha vida desliza
já passei bem da metade
Gosto muito da escrita
clássica e da popular
as vezes a alma grita
e ninguém vem escutar
Deixo para lá o problema
saio devagar e sempre
nunca entro em dilema
e gosto de toda gente
Se eu virei trovadora
só o tempo dirá
e embora ele corra
tempo sempre dará
Se você a trova leu
muito eu agradeço
é como um carinho seu
mas nem sei mereço
Uma brisa outonal, que por aqui passeia, traz um perfume de saudade do que foi, do que não foi e do que poderia ter sido. Ela deixa também o coração com um gostinho de quero mais, mas nem ele sabe do quê. Apenas a percebemos quando nos envolve em carícias, perpassa os ramos, dança entre as flores e rompe qualquer espaço, fazendo um brinde à poesia dela mesma, pois é a própria.
É a vida acontecendo no crepuscular outono de todos nós. O tempo promete a virada, o calor forte arrefece aos poucos e pela paisagem já sente-se o ar de boas vindas à alguma chuva e frio.
A vida é um mistério, dela, não sabemos nem o próximo segundo,
o caminho é incerto, parece às vezes muito difícil de seguir,
mas a vida tem coisas belas, devemos observar e pelo caminho que temos seguir, seja em risos ou algumas lágrimas, pois ela é um presente
que não podemos rejeitar.
Um dos meus prazeres é cozinhar. Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal, sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto! Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto. Então me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda.
Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".
Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.
William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê".
Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
(...) Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver.
Chovem gotas esparsas, a esmo,
água, ternura da natureza,
onde tudo tem sentido,
um conforto e um carinho
Não tenhamos medo portanto
do tempo, nem do amanhã incerto,
nele haverá um alento
a suprir necessidades
Em meu canto, prometo,
em horas de escuridão,
sonhar com um algo melhor,
sempre, para todos e a mim,
Enquanto isso, percebo os pirilampos,
que voam piscando felizes,
durmo e sonho com a paz,
esquecendo o mundo e seus deslizes
Era um poema tão estranho,
sem destino certo, sem razão,
e tinha um bom tamanho,
mal cabia no coração
A quem seria endereçado
se nele nome não havia?
algum príncipe encantado
ou um plebeu que se antevia?
Nenhuma resposta aconteceu
nesse romance atribulado
só no papel é que se deu
um tal de beijo roubado...
Senhor, criador de todas as belezas,
se eu tivesse um pedido seria:
deixe meu olhar de alma presos nelas,
em todas as maravilhas que compõem o quadro da natureza,
sei que neste espetáculo divino há sómente paz
e é de Ti Senhor, um gesto de puro amor,
que as cascatas sejam eternas, como o universo maior
e que nelas meus olhos d'alma descansem as retinas,
sempre em teu louvor...
Cada um é cada um- A sociedade é uma empresa cobradora que não tem vínculos com ninguém.
Porque as pessoas fazem tantas cobranças a seus semelhantes?
Dão palpites, querem mudar conceitos e indicar rumos. Cada um é cada um e deve fazer o que deseja, é livre em pensamento e as ações que praticar, boas ou más são de sua única responsabilidade.
Cobranças, só as de contas e tarifas públicas que também já são abusivas demais.
Muitas vezes tropeçamos, isso faz parte da caminhada, do espetáculo que cada um de nós tem que representar no palco da vida. Daí vem as quedas, que por pisarmos emqualquer lugar, nos levamliteralmente ao chão.
Porém, elas são importantes para que aprendamos a ver o rumo por onde estamos indo.
Manhã de inverno
coberta por um céu muito azul,
o frio leve se faz sentir
na brisa que teima em passear
pelas paragens dos rostos,
que tocados devagar
acordam do sonho,
se agitam,
seguem,
a vida está aí,
a tudo de nósexigir
que sigamos então a realidade
da qual não podemos fugir...
No devaneio de um poeta
nascem notas em acalanto,
versos traduzidos de sua alma,
palavras alegres, risos ou prantos
As vezes, lamentos e agonia
ressoam, como em triste madrigal,
timbrando fatos da vida em melodia
nublando o tempo emmomento outonal
Em outros, há somente alegria,
que desenha risos no branco papel,
a um poeta, não importa a hora, se noite ou dia,
tudo é inspiração, sob o manto do céu
O vento mexe comigo
e traz poesia sempre
nem adianta reclamar
no meu cabelo ele é um pente
Gosto da noite e do dia
aprecio qualquer estação
vivo rimando a alegria
e disfarço a preocupação
Sou apenas uma gaivota
voando acima dos mares
asas sincopando em rumos
distantes de todos os males
Quem conta um conto, aumenta um ponto. Esse ditado é velho, sábio e não sabemos autoria, mas de cunho popular e certeiro.
Veja bem quantas pessoas podem ser prejudicadas porque alguém ouviu de outras, um algo qualquer e passou o fato para a frente. Foram acrescentadas então, mais umas palavrinhas e assim sucessivamente. Tantas vezes quantas o fato for relatado. Assim ele crescerá e a história é completamente distorcida, nada tem mais de verdadeira. Puxa, que línguas maldosas, ignorantes, sem nada mais a fazer do que ficar tentando aumentar pontos em fatos ou inventá-los para aparecer perante o outro! São pessoas infelizes, sem noção, mal amadas e com línguas sujas de trapos podres.
