Texto para um Amor te Esquecer
Lembranças de um passado não muito longe,
Recordo momentos contagiantes.
A visão da natureza me faz lembrar,
Momentos que minha mente não quer apagar.
De momentos ruins ao mais que perfeito,
Foram guardados sem nenhum jeito.
De momentos em momentos eles voltam a aflorar,
Recordando passados que se pudesse iria apagar.
A uma demora em querer aprender,
Que o tempo não espera você,
Aprender a viver.
Com esta pandemia global pela qual acabamos de passar, nos causou um abalo emocional muito grande, nos fazendo refletir que a vida é um espetáculo único e digno de toda nossa admiração e nos levando a perceber a fragilidade do sistema a nossa volta.
Aprendemos a chorar nossas perdas ao mesmo tempo que acreditamos mais em nós, tirando forças da fé para jamais desistir da vida, mesmo que o mundo desabe sobre nós.
Podemos compreender que um simples vírus foi capaz de assolar sonhos e amores, nos fazendo compreender da pior forma possível que independentemente da classe social, sexualidade, da cultura, da cor da pele ou da religião que se professa, somos seres humanos frágeis e finitos, mas de toda a forma somos sensacionais e podemos fazer nosso melhor revertendo erros cometidos no passado e nos tornando seres humanos melhores de hoje em diante.
Com essa vivência aprendemos que devemos julgar menos e amar muito mais, onde no meio a quarentenas, dentro de nossos próprios lares nossos olhos se abriram para realidades explicitamente ensinadas na Bíblia a séculos, aumentando nosso cuidado com a higiene, consumindo alimentos mais saudáveis ao cozinharmos juntos à nossas famílias.
Para dar um sentido na vida e sair desse ciclo vicioso é necessário tomar uma decisão assertiva e mudar velhos hábitos, mudar sua rotina, quebrar aquela corrente que te arrasta para o mesmo lugar, criar uma rotina saudável, com pessoas motivadas, ler livros que abram sua mente, buscar recompensas reais e motivadoras, investir em autoconhecimento buscando alimentar seu cérebro com acontecimentos vivazes, evitar pessoas negativas, coisas negativas, começar a fazer planos e traçar metas, desenvolver sua capacidade de liderança e empreendedorismo, nos tornando responsáveis pelo futuro.
Do Livro "Muito Além do que Seus OLhos Veem"
Destruição, rancor, vidro despedaçado,
um fio de moeda que, ao vento da tristeza, se corrói.
Esse fio de metal, queimado pela fúria do fogo,
torna-se fragilidade, quase papel.
O papel vira cinza, e da cinza retorna à natureza.
A natureza, polissêmica, guarda o rancor de ter perdido,
lança-se aos ventos, e sob os ventos encontra o mar.
Mas o mar não é consolo, apenas abismo.
Ele toma tudo e faz afundar.
Tic tac, o tempo passou,
Tic tac, o tempo nasceu.
Bloom, algo aconteceu, um novo sorriso surgiu,
Conquistas e oportunidades, um ano floresceu.
Tic tac, desafios tornaram-se vilões,
Vilões tornaram-se heróis, e o mundo tornou-se ilusório.
Assim, o ânimo virou comédia, mas o relógio não para,
Segue fluindo na correnteza das decisões e emoções.
Tic tac, os modos reiniciaram, o ciclo mudou,
O ambiente e as pessoas passaram, a nostalgia virou decisão.
Bloom, o relógio quebrou, mas outro tomou o lugar,
Um velho ano findou, para outro começar.
Aglomerado de folhas unidas por um elo,
Papel áspero que, fontificado, as protege.
No início e no fim, se tais palavras descrevem,
Apresento à vista: um caderno.
Um caderno, ou melhor, um diário que, simples,
Traz à lembrança uma época branda,
Quando a riqueza era lenda
Ou, por que não dizer, a liberdade, uma dádiva,
E estudar, uma oportunidade.
Tudo mudou, e com isso, o significado.
Hoje, o caderno é um recurso cuja importância se perdeu.
A riqueza se foi, o significado do significado
Desconfigurou-se. Pois tudo se pode ter,
Mas o porquê de ter não existe;
O para quê se dissolveu.
O altruísmo e a resiliência de outrora
Tornaram-se as lendas de hoje.
Sonhos escaparam dos sonhos para uma realidade medonha,
Onde significar é apenas alinhar-se
A uma linha percebida, que leva ao nada.
Um pedaço dilacera da alma perdida,
como sonhos aprisionados que, sem abertura, sufocam
em meio aos nãos, entre paredes que trancafeiam multidões.
Um anseio pelo fracasso que não chega,
mas que convida a procrastinação,
um anseio de não chegar,
que chega sem falar.
Suspiro que nasce deste mundo,
é simples, é se calar,
seguir a este tormento, fazendo este eco soar,
para que o sim, tão detido e distraído,
se possa enfim chegar,
fazendo alusão ao sucesso que, a todos, de forma diferente,
anseiam, desta vez, transbordar.
Conectando o mundo, podemos pessoas ver.
Mas conectar... será mesmo?
Para ver, basta um passo, um chamado, uma troca.
Se conectar é mais do que enxergar,
é deixar que o mundo nos toque,
é atravessar os muros invisíveis entre nós.
E, no entanto, a verdadeira conexão nunca chega.
Não porque está longe, mas porque a deixamos desluir.
Ela se dissolve entre os rostos —
amigos ou estranhos, conhecidos ou esquecidos.
Tristonho, enfim, lhes digo:
esta poesia é de nada,
mas, talvez, seja de tudo.
Entre versos doces ou amargos,
há um eco do que perdemos.
Simples é conectar.
Difícil é perceber que, entre os delírios do tempo,
fomos nós que nos perdemos...
Um mundo irreal
cujo olhar é felicidade,
choro tristeza
se a ambiguidade é desprezo,
o mundo é irreal, afinal
a hipocrisia é ápice do final
que abres o início
de um ciclo vicioso,
onde a verdade se mascara
e o sorriso é duvidoso,
em corações que se calam
quando a alma dispara.
E se o tempo é um espelho
que distorce o essencial,
caminho entre sombras
de um querer tão irreal,
tateando o incerto
em busca do que é vital.
Mas se o mundo é ilusão,
que reste então a poesia,
como farol da contradição
e abrigo da utopia.
O mundo é perverso, mas encantador.
É triste perceber que o antes se passou,
mas um novo amanhecer nasce,
jogando fora o que passou.
Apesar de utopia e invisível ao olho nu,
ainda permanece o ontem enquanto o hoje se faz presente,
mas o futuro já passou e também é futuro agora.
Tudo está entrelaçado e sufocante,
como as amarras da jiboia na presa,
que vê a última imagem do fim.
Mas também é lindo,
pois foi uma experiência única.
Nada pode ser jogado fora.
O mundo é feito disso:
entre desastres de cataclismo e de criação.
E a lição que vem em meio a tudo é:
tudo vai passar
e será uma parte do que virá.
Mas os rostos, os sacrifícios,
as alegrias, os costumes... passaram.
E talvez o fim de tudo já tenha acontecido,
pois o mundo é cíclico.
Civilizações desapareceram
e você desaparecerá.
Então, seja o ser único que veio ao mundo
entre tantas possibilidades.
Traga a unificidade
que a presa, nas garras da jiboia,
viu ao encarar seu último dia.
Relembre, entre suas memórias,
o momento de euforia
que teve ao sobreviver
em um belo dia.
Em uma casinha de taipa, uma garota corre feliz,
E, rajado de som, o silêncio é interrompido em uma pausa feroz.
O céu celeste, em rosa, se transforma, e o som vem, cheio de sentido e coração.
A menina, que corre, é uma senhora em um campo no outono,
Sem uma casa, mas com uma lagoa entre pássaros.
O céu rosa é celeste, e o som, mais feroz, vem à tona.
Embora o correr da menina senhora sinta falta,
O bem te vi voa, voa, em um quintal entre risos
Viver em um mundo onde o ódio é o que mais existe é difícil. É difícil saber que nem todos aceitam a imperfeição e a felicidade das outras pessoas. Machuca. Mas, sabe, machuca principalmente aqueles que, em algum momento, não se curaram de algo causado em algum momento de sua vida, por outros ou por eles mesmos. E viver nessa infelicidade, onde não se agrada a ninguém, e o fato é que, se é vivido, é vivido pelos outros e não por si mesma, isso é o que mais machuca.
Ninguém está feliz, e, ao estar infeliz, a infelicidade deixa os outros infelizes.
Então, que vivemos, no fim, em um mundo onde nossa própria felicidade importe mais do que a dos outros, porque, no final mesmo, é sobre a gente, e, ao sermos felizes e nós mesmos, os outros passam a ser também.
Quem dera o tempo não existisse, fosse apenas uma ilusão
E que a vida fosse somente um simples passar das horas.
O medo da noite eterna me persegue na aurora,
Os vaga-lumes brilham como estrelas na minha noite.
No quarto o monstro da madrugada flutua perfumado,
Sinto o aroma da fronha nos meus sonhos verdejantes,
Nunca disseste que a vida era dura com quem vive,
Nunca sorriste para mim com a ternura de um olhar infantil.
Todo poema necessariamente tem que ter poesia, porém nem toda poesia é um poema. Poema, sem poesia, não é poema é apenas um texto.
Posso encontrar a poesia numa crônica, numa carta, geralmente as cartas de amor carregam a poesia, as cartas de despedida também, mas nem todas cartas têm poesia.
Existe poesia em uma tela de pintura, numa construção arquitetônica.
Por fim, a poesia nos envolve como um plasma de uma física quântica , que por vezes percebemos existir, por vezes mesmo existindo nao percebemos.
Vivemos em uma era singular, muitas vezes rotulada como a “Geração Floco de Neve”. Testemunhamos uma revolução global atípica, onde a menor das contrariedades parece nos ferir profundamente, fragmentando nossa resiliência emocional. Lágrimas são derramadas por trivialidades, como um suflê que não cresceu como esperado. Além disso, as amizades que cultivamos tendem a ser cada vez mais digitais e efêmeras, levantando questionamentos sobre sua autenticidade. A incerteza se faz presente: esses laços virtuais representam conexões verdadeiras?
Inadvertidamente, caímos em armadilhas de autossabotagem, infligindo danos a nós mesmos. Experimentamos uma solidão palpável no mundo concreto, onde o calor humano dos abraços e a contemplação de um pôr do sol sublime se tornam experiências raras. Quando olhamos para trás, somos tomados pelo arrependimento de não ter valorizado cada momento ao lado daqueles que amamos.
Um homem, sentado em quietude, trava uma batalha interna. Seus pensamentos se entrelaçam,
ora em sofrimento, ora em fortaleza, buscando o caminho para te proteger.
Engano pensar que o silêncio é sinal de egoísmo. Muitas vezes, ele se revela como a mais
pura e genuína forma de amor. É nesse espaço de introspecção que o indivíduo se conecta
consigo mesmo, buscando a força e a sabedoria necessárias para oferecer o melhor aos que
ama.
O MUNDO QUE GUARDEI
Havia um tempo que a lembrança traz.
Havia um tempo que não volta jamais:
Risos ao vento, infância fugaz,
Imagens pra reprisar.
Lembranças, amigos, tardes de alegria,
Brincando no pátio, pura nostalgia.
Risadas ecoam, corredores felizes.
No trilho, a infância, onde tudo era belo.
Memórias que ardem, pois ele cresceu;
Caminhos sem volta, o tempo não perdoa.
Nos olhos, saudade, reflexo de um mundo que não volta mais.
Lembranças, amigos, tardes de alegria.
Mas, dentro de si, guardo cada cena,
Como quem guarda o sol daquelas tardes tão serenas.
E, mesmo que o tempo insista em correr,
Há coisas que a alma não deixa esquecer.
Risadas ecoam, corredores felizes.
No trilho, a infância, onde tudo era belo.
Para que os políticos criem ambientes favoráveis
ao crescimento econômico equilibrado e gerem um desenvolvimento social estável, que proporcionem benefícios mil para a felicidade da nossa cidadania, sugiro que recorram e obedeçam ao Código Universal da Vida Abundante
e Eterna -- a Bíblia.
No palco da vida, entre versos e dor,
No doutorado da existência, um árduo labor.
A pandemia dança, um espetáculo sombrio,
No teatro da alma, um drama vazio.
A morte do pai, um ato desolador,
A depressão da mãe, um roteiro de pavor.
No enredo do destino, sem licença para sonhar,
Crises constantes, a trama a se desenrolar.
Palavras cortantes, gestos marcantes,
Na poesia da vida, um trágico instante.
A dor se entrelaça nos versos que ecoam,
A violência que embaraça, em sombras que se entoam.
Noite após noite, a mesma encenação,
Um teatro obscuro, sem redenção.
Engolindo o choro, a plateia silente,
A alma ferida, um drama latente.
Que a sabedoria seja a protagonista,
Nesse épico de dores,
Para não se render,
E sim, simplesmente,
Transcender.
Estar desaparecido é diferente de estar morto. De certa forma, é pior. A morte oferece um fim. A morte dá permissao para o luto. Para fazer um funeral, acender velas e deixar flores num túmulo. Para seguir em frente.
Estar desaparecido é estar num limbo. Preso num lugar estranho e desolado onde a esperança brilha fraca no horizonte, e o desespero e a angústia espreitam como abutres.
