Texto para um Amor te Esquecer

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A vida é o poder de Deus revelado na certeza da glória do Criador. É um dom divino que nos abençoa como um nascer. A vida é o reflexo do amor gerado pelo SENHOR, é um presente que deve ser bem zelado. A vida é a esperança do brotar de uma semente, é a esperança no primeiro raiar do sol.
A vida é uma batalha, mas ela é uma vitória. A vida é na alegria, na dor, no abraço, no tropeço, no acerto dos passos e na volta por cima.
A vida é surpreendente, é chocante, é tocante, é mágica, é linda. A vida é bela.
A vida é um presente dado por Deus, a vida é incrível quando sabemos aproveitá-la. A vida é como um poema escrito pelas mãos de Deus, onde cada detalhe revela seu toque de misericórdia e amor. Nada se compara a delicadeza e a grandeza de experimentar a cada dia toda a beleza que há na terra. A vida é admirável, pois reflete a glória do Senhor. Deus nos proporcionou a vida para que pudéssemos desfrutar do seu eterno amor de Pai. A vida é tão bela como a luz do dia. Viver é esperar o tão aguardado dia em que contemplaremos a eternidade.

Inserida por FredLima

N'zala

alimentaste meu espirito, esculpiste meu corpo,
AC de cristo ate agora, es um bramido na alma do mundo sem ouvido.
E depois?
Es um infalível destino trazido pelo infinito.

Es o que previu jose no sonho do farao?
Ou o que nunca extinguira a FAO?
Es a razao de jesus multiplicar o pao.


Que mácula para o que diz-se evoluido homem,
acorrenta com certeza o desnorte que norteia o filho do homem,
e com fé mata outrem com fome?´


n'zala
indectetável no roncar de panças vazias,
mas com antídoto gerado no ventre de Maria.
N'zala.

Inserida por TomasKisseleca

EXPECTADOR ou ESPECTADOR
Que ator sou no sagrado cenário da vida? Um mero espectador ou um fiel expectador?
Não há caminho diverso, é através do trabalho que nos tornamos melhor, no voluntarismo espontâneo (proposital redundância), vigilância e constante prontidão que nos forjamos dignos e aptos, por merecimento, em ascender na infinita escalada do aprimoramento.
Nesse sagrado ofício, que a labuta seja silenciosa (o que a mão direita dá a esquerda não deve saber) e que eventual barulho seja da utilização de ferramentas que façam à obra o fruto da união do discernimento e da ação realizadora, tudo de modo a contribuir a seu próprio progresso e daqueles que nos cercam. Todavia, que o esforço seja conjunto e em prol dos mesmos objetivos, fazendo novas realidades daquilo que hoje o vulgo desdenha como ilusões.
Nesse cenário, para a real evolução, há menos espaço para o espectador (aquele que assiste) e um necessário percurso ao expectador (aquele que se torna ator e agente transformador com mira às virtudes). Há que se ter muita cautela, pois a ninguém é dado o direito de ser um parasita do esforço dos outros, mas sim, permitir-se comungar da beleza dessa sagrada (re)construção ativa e constante de um belo horizonte nesse mundo que oferecemos e desejamos aos nossos semelhantes.
Na carona do saudoso cantor e poeta Gonzaguinha, vale harmonizar:
“Não se desespere não, nem pare de sonhar... Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs... Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar! Fé na vida fé no homem, fé no que virá! Nós podemos tudo... Nós podemos mais ... Vamos lá fazer o que será”!!!
Sonhar é preciso, agir para a transformação também!
(Alfredo Bochi Brum)

Inserida por alfredo_bochi_brum

LUA e CRUA
Inspiracão comum
Embriaguez pela lua
Apenas mais um
Pretensão de ser grua
Trazer-te pra perto
Diminuir a distância
Insistir é preciso
Sopesar incosntâncias
Rico mendigo
Segura certeza
Esvaziando o porão
Não permite ser presa
Chave nas mãos
Das masmorras terrenas
Felicidade inventada
Saia de cena
Sepultada, morta
Renascenso o que importa
Abertura de Luz
Ligação infinita
Guindaste potente
Que tudo conduz
Inspira e incita
Um "Ser" mais indulgente!

Inserida por alfredo_bochi_brum

ESPIRRO CONTIDO
Jamais um espirro contenha
Se vier, deixe que venha
Seja um, seja com biz
Espirre da forma certa
Conservando a boca aberta
E não comprimindo o nariz
Assim diria minha avó
Nas palavras de minha mãe
Atribuindo os versos dela
Desmentida ainda em vida
Velha atrevida e teimosa
Bem pra lá de espirituosa
Aos remelentos mais antigos
Bom seria estar contigo
Saberoria em cada prosa
Alma Santa, jocosa, que admiro
Daqueles saudáveis tempos
De alegria até no espirro!

Inserida por alfredo_bochi_brum

BARULHO
Hoje acordei zonzo
Com o barulho do mundo
Não escutei ferramentas em orquestra
Para um firme propósito
Socorro!
Também nem sabia que o ócio berrava!
E lá “ele” estava
Nada fazia, tudo julgava
Cruel diapasão
A si perfeição
Ao outro afinando
Eram gritos esganiçados
Desmedidos
De arrancadas e freadas inopinadas
Correndo, parando
Seguindo gritando
Entre nota e outra
Segue apontando
Aos outros bradando
Aquilo que “é certo”
Tormento, lamento
De tudo se escuta
Onde andas labuta
De luta diária
Sutil salafrária!
Oh errante caminheiro
Deixe de lado o vespeiro
Segue teu sonho
Com tua batuta regendo
Os dentes rangendo
A ti não pertencem
O julgamento prossegue
E tua sentença bem sei
Mais cedo ou mais tarde
Em tamanho alvoroço
Corpo judiado
Com espírito moço
No silêncio da alma:
Tua coroa é o esforço!!!

Inserida por alfredo_bochi_brum

CORPUS CRÍTICOS

Hoje acordei com vontade de escrever um pouco (mas pouco mesmo).
Talvez não devesse porque, geralmente, o silêncio é mais sábio e mitiga os riscos de alguma inconsistência.
Mas, afinal, viver é estar constantemente em risco: de adoecer, de morrer e até – pasme-se – de acertar!
Num mundo onde temos uma tendência, talvez natural, de olhar mais para o externo, de julgar, de lançar palavras, de vociferar o que quer que se escute, onde a radioatividade ganha força se o “veneno” for bom, deixando raquítica nossa autocrítica e socrática análise! Pego “aqui carona em fragmentos de um princípio paradoxalmente singular e coletivo - TODOS SOMOS UM SÓ:

“Somos todos um só,
E fragmentos de nós mesmos.
Ansiamos amar o próximo,
Mas não amamos a nós mesmos.
Percebo Brahman em tudo,
Mas não percebo a mim mesmo.
Percebo tudo o que está fora,
E não o que está dentro.
Somos todos um só,
E fragmentos de nós mesmos.
Não aceitamos nossa arrogância,
Não aceitamos nosso orgulho,
Somos vários em nós mesmos. [...]”

Pois bem: comungamos o pão e o vinho neste plano terreno, representações simbólicas, respectivamente, da matéria e do espírito!!!
Sob tais aspectos, aliás, poderia dizer que minha nutrição espiritual estaria em alta!!!
Brinco - em verdade brindo - porque o bom humor auxilia a desarmar os espíritos!!!
Brincadeiras à parte, bem verdade que tanto corpo como a própria vida moderna dependem, em alguma medida, da matéria: seja para a sobrevivência física ou mínima dignidade social.
Várias vezes ouvi que homem de barriga vazia não tem liberdade.
Não discordo!
Mas homem com espírito vazio também não!
Respeito quem discorde!
Tenhamos nós maior ou menor riqueza – na dupla simbologia dantes reportada – o fato é que devemos buscar o aperfeiçoamento e este só abrirá caminho quando sentirmos, SINCERAMENTE, necessidade de nos fazermos seres melhores.
É sabido que ninguém é o dono da razão, porém, não é apontando às imperfeições alheias que acharemos uma justa medida para a evolução!
Faz-se necessário focar naquilo que depende de nosso próprio empenho e que também está ao nosso alcance realizador.
Lugar comum, mas sempre olvidado, as realidades são feitas das conquistas de pequenos sonhos e, salvo raras exceções, vão se assomando conforme a escalada que torna todo esforço enaltecedor.
Foquemos os “olhos” MAIS para estendermos as mãos e muito, mas muito, MENOS, quando for para ceder às tendências sorrateiras do julgamento hipócrita, geralmente, daqueles que não têm a mesma coragem de “arriscar” empreitada alguma (certo que aqui já me traio com uma capa preta)!
Miremo-nos mais nos bons exemplos, exaltemos as virtudes, rendamos graças à vida e à capacidade para buscar a compreensão de que estamos – TODOS - unidos de alguma forma, sendo que o que fazemos - de MELHOR ou de PIOR - acabará por refletir-nos de algum modo: como um farol ou nos cegando!!!
Encerra-se mais esse devaneio que se espera tenha valido a pena aos corajosos leitores, parafraseando o Livro mais “vendido” (isso é outra história) no mundo:

“O cálice da bênção que abençoamos é a comunhão do sangue de Cristo? Acaso o pão que partimos não é nossa participação no Corpo de Cristo? Como há somente um pão, nós, que somos muitos, somos um só corpo, pois todos participamos do mesmo pão” (1 Cor 10, 16-17).

Enfim, reflitamos e transformemos nosso “Corpo Crítico” em “Corpo Autocrítico”!!!

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠“UM POUCO MAIS SOBRE A PERCEPÇÃO” e UM CHORO SEM VOLTA!
Desafios, temos a cada dia que acordamos!
Sonhos - muitos deles - passam pela fama, dinheiro e bens materiais.
“De cara”: seria eu louco caso pudesse afirmar que sem um mínimo de recursos para uma sobrevivência justa pudéssemos nos considerar livres.
Em busca dessa liberdade, nessa sociedade frenética, muitos jovens, outros nem tanto, “inspiram” versos que lhes permitem traduzir a angústia, o sofrimento, as dificuldades, as rebeldias, as lutas, buscando sintonizar alguma reflexão.
Reflitamos então:
- Aquilo que era uma aspiração juvenil, se transforma em uma realidade concreta de realizações ou frustrações;
- O sucesso, geralmente, é exigido que se faça com a mesma velocidade que disparamos nossos contatos instantâneos nesse mundo virtual;
- O espaço para projetar, amadurecer uma ideia e buscar executá-la está cada vez menor e isso pode levar a um desalento predeterminado;
- As grandes obras da natureza e do próprio homem, demandam tempo, raízes ou bases sólidas para evitar que sucumbam prematuramente e, ainda assim, não deixam de correr os seus riscos;
- Quando o sucesso explode vertiginosamente, nem sempre se está preparado para administrá-lo;
- Jovens são empresariados para fazer dinheiro, não raras vezes, mais para os outros...
- As características originais dos “prodígios” vão se moldando, ou se perdendo, ao que dá mais “retorno”, não necessariamente, aquilo que os possa ter levado a ascensão;
- Para cumprir com esse sucesso “escravizador” uma jornada que pode parecer o céu aos fãs, mas uma carga pesada demais para os artistas que extrapolam seus limites humanos para cumprir contratos que não permitem a recuperação de suas energias de modo natural;
- Acostumados com essa loucura não se consegue mais desacelerar... muito menos parar...
- Com isso, as malfadadas muletas das drogas, feitas de material aparentemente forte, mas que fragilizam vidas precocemente, invertendo a ordem natural do tempo;
- Parece que o mesmo tempo que avançou queimando etapas que necessitavam ser melhor alicerçadas, é subtraído de uma hora para outra;
- Porém, deixar de refletir sobre tais aspectos, é que parece ser uma droga!
- Infância difícil, separações, carências econômicas etc?
- Sempre há uma justificativa!
- E tudo isso é compreensível!
- De outro lado, quantos milhões de brasileiros – jovens ou não - vivem as mesmas agruras e se mantém altivos na busca de seus sonhos, passo a passo, vencendo, com suas próprias forças os desafios que lhes são impostos?
- Não se pretende aqui uma solução maniqueísta: uns prestam outros não!
- Há valores em todos os lados: buscas, versos, culturas, amores, estilos...
- Resta dosarmos nossa compreensão do que significa sucesso...
- Talvez ele – sucesso - possa estar mais perto do que você imagina e não na formatação que as mídias nos mostram;
- Ainda, remotamente, alguém possa pensar que ter um lar, por mais modesto que seja; um trabalho, por mais simples que pareça; não sejam motivos de sucesso;
- Caso não se tenha um porto seguro, uma atividade, isso também não pode ser uma motivação para o insucesso: “químico ou físico”;
- Tristeza? Sim, com certeza, o momento é de mais um luto!
- Mais uma grande perda, fica a herança de uma melodia e versos que devem servir para confortar a alma: de quem fica e de quem parte!
- Redobrem-se as forças, enalteçam-se as virtudes: “a arte de sorrir, cada vez que a vida diz não”.
E como dizia o próprio Chorão:

LONGE DE VOCÊ
“Que mundo é esse que ninguém entende um sonho?
Que mundo é esse que ninguém sabe mais amar?
Pra tanta coisa que faz mal eu me disponho
Quando eu te vejo eu começo a sorrir
Eu começo a sorrir [...]
Molduras boas não salvam quadros ruins
Eu procurei a vida inteira sem saber bem pelo que [...]”

SÓ OS LOUCOS SABEM
Um homem quando está em paz
Não quer guerra com ninguém
Eu segurei minhas lágrimas
Pois não queria demonstrar a emoção
Já que estava ali só pra observar
E aprender um pouco mais sobre a percepção...

Grande abraço a todos, fé nos sonhos e compreensão da realidade!

Santiago, RS, 10 de março de 2013.

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠CREPÚSCULO
No oriente brilha lua
No ocidente a luz recua
Mais uma noite se aproxima
Um sol laranjo se dizima
Que mistérios têm lá em cima?
No lusco-fusco nos ensina
Nem sempre é o brilho que fascina
Um acalanto pra retina
Em meio a tanta pantumima
Penumbra de paz repentina
Depois de mais uma rotina!

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠“RE”VOLUÇÃO
Vivemos tempos de muita reflexão. Onde culpar um inimigo, aliás, tese que não é novidade na história, é um dos fatores para tentativa de uma pseudo-união, que se forma em torno de combatê-lo. Antes que alguém me acuse do que quer que seja, pasme-se, por ambas as forças que cada vez mais se polarizam em nosso Brasil, convém que se façam alguns registros.
Essa caça às bruxas não nasceu de hoje, a história mundial já registrou vários desses episódios onde esse antagonismo implacável acabou por emplacar guerras, mortes, violência. Todos deram a vida por suas causas. E o que a humanidade tem evoluído com isso? Geralmente é e nome da liberdade que muitos perderam a vida.
Mais especificamente em nível de Brasil, nasci num regime de exceção e hoje o creio assim, haja vista que, embora não tivesse tido uma infância abastada, havia alguma ordem na sociedade e não vou reportar aqui ser era por força ou por educação. Em tal época, pelo que lembro, era preciso estudar para as provas, as lições eram “tomadas”, o trabalho doméstico era uma obrigação de todos, inclusive crianças, dentre tantos outros “disparates”. Inexistia qualquer criminalização para isso!
Em seguimento, vivi a abertura democrática, lembro que em tal época havia pressões sindicais entrelaçadas com outros interesses políticos, cuja bandeira comum era acabar com a ditadura.
Pois bem, a “dita cuja” faleceu, negociadamente, houve campanha para eleições diretas, com o povo nas ruas.
O país, entretanto, passou, a meu ver, a viver um período de abertura, mas, na imensa maioria dos governos, tanto os ditos de direita quanto os ditos de esquerda, houve a gestação, cada vez mais pujante, da grande mácula desse País Gigante batizada de corrupção – e com um excelente “pré-natal”.
Passamos por presidentes: com “problemas de saúde” (falo físicas), quase super-heróis (na luta contra os já velhos fantasmas), intelectuais (na época era apoiado pela direita mas hoje tem a pecha de esquerda), governos mais populares (à base de romanée conti) e, agora, um governo, eleito pelo povo como todos os outros, que também tem como bandeira central o combate à corrupção (comum na campanha de todos os outros).
Não é preciso repisar a história do que aconteceu e do que vem acontecendo.
As “desinformações” existem de toda a “desordem” (redundância proposital), desde a imprensa massiva até os meios mais populares de comunicação.
Há fomento de novos “valores”, como se toda a sociedade fosse obrigada a colocá-los acima de todos os outros que também sustentam as famílias. E mais, são situações que estão muito mais como bandeiras remotas em relação às verdadeiras atitudes. São muitas bandeiras levantadas em nome disso ou daquilo, mas a efetivação do amor ao próximo pouco se vê na prática, ali, do outro lado da rua.
Posso referir que já vi fervorosos defensores, das mais variadas bandeiras da modernidade, tratar com desdém e desrespeito um trabalhador de um restaurante. O que realmente vale? Bandeira ou atitude?
O sistema de um País democrático é sustentado em dois grandes pilares: respeito aos direitos e garantias individuais; e também na autonomia e independência entre os poderes.
Como será que estão nossos pilares?
A resposta, independendo de sua ideologia, a menos que se possa rubricar fortemente a hipocrisia, é que ambos estão fragilizados. E muito!
Ocorre que, ao ver do escritor destas palavras, os poderes não são autônomos e independentes há muito tempo.
Da mesma forma, o respeito aos direitos e garantias individuais, nessa disputa pelo poder, está cada vez mais fragilizada.
E o Outorgante Maior está cada vez mais desprestigiado!
Aquele que não reza na cartilha do congresso (nem vou dizer qual) não governa. Da mesma forma, estamos vendo um judiciário que a tudo pode (manda investigar, prender e ainda julga). Bem verdade que não sou favorável a outorga de uma carta em branco a quem quer que seja no executivo.
Mas as reflexões que entendo pertinentes são:
- Será que vivemos num Estado de Direito? Na forma e na realidade?
- Será que já não vivemos uma ditadura (mas travestida)?
- E o povo, nesse cenário, está, verdadeiramente, com seus direitos resguardados?
- Que Ordem desejamos?
Tudo ainda é uma incógnita, mas essa instabilidade não tem um nome ideológico, vem sendo fomentada há anos e financiada pela malfadada corrupção que assolou, assola e não se sabe, por quanto tempo, ainda assolará esse amado País.
Estejamos sempre altivos e intransigentes com os nossos valores, não os fragilizando em nome de quem quer que seja.
A respeito da grande reforma, pego carona no legado deixado por Immanuel Kant: “Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço”.
Tenhamos fé que, de alguma forma, a Ordem se estabeleça, a Paz possa reinar soberana e o respeito a todos que pensem de forma diversa seja respeitado.
Encerro nas palavras de Voltaire:
“Posso não concordar com nenhuma das palavras do que você disser, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las”.
(Alfredo Bochi Brum)

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠FORA DE SÉRIE
Existem muitas coisas estranhas
É preciso um impulso na pista
Pra saber se o voo deslancha

Um rio infestado de piranhas
Vai corroendo sonhos da lista
Rastros do estrago ficam em mancha

Saber levar as coisas na manha
Sem a culpa de um egoísta
Bem escolher a onda e a prancha!

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠SANTIAGO SANGRA
Quando tudo já está complexo
Velha Santiago que surpreende
De deixar qualquer um perplexo
Tomara haver o que se emende
Seja “Querétaro melhor”
Não só em seus altos padrões
Traga São Tiago o seu fervor
Sem violência e mais florões
Lugar de pedras e penhascos
Volte a um cenário menos bruto
Que seu esporte seja tlaxco
E o bom combate o seu fruto
E venha mais um Santo Eclipse
Em seu cavalo cor de Paz
Empunha tua espada em riste
Pra deixar o sangue pra trás.

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠PELEIA ESTOICA
Pode-se fugir do paranoico
Ao se ter um pouco de controle
Embora nem tudo seja estoico
Não se tem fração na boa índole
É de arrepiar o epitélio
Ao ser feliz mais racionalmente
Nas meditações de Marco Aurélio
Governar a sina humildemente
Muita coragem e disciplina
Pra poder enfrentar o destino
Deixar leve o balanço das crinas
No bom desafio manter o tino
Achando espaço pra reflexão
Essa passagem não fica a esmo
"Praquela" maior aceitação
Na melhor peleia que é em si mesmo!

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠SOPESAR
Enquanto um projeto tremula no topo da ideia
Na vibração incandescente da fé e da esperança
O derrotista complica, pessimismo alardeia
Um peso para o progresso e para a perseverança
Não se trata de insensatez e nem panaceia
Mas permitir sopesar os anseios de mudança
Trazer pra execução o que a coragem custeia.

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠LANHAÇOS
Bem no momento do desafio
Anda na espinha um arrepio
Apesar de algum golpe do medo
É na coragem que eu me sedo
Indolor às peleias da vida
Vão lacranando o homem da lida
Lesam afora o peso dos anos
Meio domando o sonho aragano
Com toda força há que prosseguir
Na mesma senda de um David.

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠MISTER
E foi ali: mergulhado no firmamento
Bem Te Vi: no apelo de um pareamento
No exato Fiel entre a noite e o dia
Algum gosto de fel na rotina vazia
No balanço da vida algum feito é preciso
E diante de Ti não há que ter indecisos
Muita Força e Coragem a sina requer
Justificar a existência se faz mister.

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠ANTÍDOTO
Parecia caminhar sob o mangue
Cada passo um atoleiro iminente
Muitos querendo ver brotar o sangue
Das sobras daquela alma indigente
Que tombou várias vezes neste ringue
Ainda é mira pra pedras pendentes
Alvo gelado sem amor entangue
Dorme empatia, ninho de serpente
Só veneno, sem um perdão que vingue!

Inserida por alfredo_bochi_brum

PROEMINÊNCIA
Há quem duvide que eu vença
Um castelo de aparências
Que precise de anuência
Aos que julgam de indecência
Na virtude inadimplência
Liberdade na consciência
Pra valer a existência
Essa é a pertinência
Sem nenhuma incongruência
Relegando as influências
Vou mantendo a minha essência.

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠SILÊNCIO PESQUEIRO
Um eco de grito te deixa em apuros
Reverbera de ti imatura via
Na palavra verde o silêncio é maduro
Impede a explosão sensatez calmaria
Ruído te prende, quietude liberta
Sufocar no teu peito essa euforia
Experiência deixando uma porta aberta
Aquela que vem apontando o caminho
Por mais que te agridam há sempre um Sol
Sem querer ter razão desvie o espinho
Um peixe pescado sem isca no anzol.

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠EXTRAVASÃO
Roubaram o sol do Guaíba
Um balanço a inundar o outro
As águas encobrem a vida
Deixando tudo meio torto
Serão gigantes as feridas
Correnteza embalando corpos
Incansável gente aguerrida
Que alcança a esperança do encontro
Afogando as mágoas com a lida
De quem não se entrega “nem morto”!

Inserida por alfredo_bochi_brum