Texto para um Amor te Esquecer

Cerca de 151996 frases e pensamentos: Texto para um Amor te Esquecer

⁠Direis a ti que há um dualismo dentro de mim.
Fareis aqui; dentro do peito um pedaço de ti...
E nós não somos nada, nada além do que se faz com os nós...
Sonhos Secretos nos gestos que eu te fiz
São contos e versos, inversos dentro de mim...
Por gestos/decretos, infernos: James Dean.

Inserida por YagoConforte

⁠de verdade

hoje passei um tempo refletindo enquanto muitos falavam, fiquei no silêncio do meu mundo, ainda tentando entender melhor tudo o que aconteceu, talvez eu só tivesse que entender que não foi pra ser, mesmo que tenha sido de verdade, mesmo que você ainda viva em mim, não vou me forçar a te esquecer, guardarei as melhores lembranças, os abraços que se repetem constantemente em minha memória.. eu fui tarde, pois, persistir resultou em um fim doloroso, bem, só me restou seguir, mesmo que ainda você faça parte de uma história, minha história, nossa história, acabou..

Inserida por RoxoAna

⁠O CEGO, E O OUTRO QUE VIA


Havia na estrada do mundo
um Cego, e um Outro
que via

O Cego tinha uma estrela
cujo brilho não sabia
A Noite não lhe era um mal
pois não via o que não devia

O Outro tinha três olhos
e pelo excesso sofria
pois via com o olho da sobra
tudo aquilo que não podia

Numa flor via seus átomos
e nessa profundidade desastrada
Toda beleza se perdia

No perfume sentia cheiros
(cada nota em separado)
pelo nariz lúcido e enfermo
que todo aroma dissolvia

E assim, pela estrada do mundo
Ia o Cego, e o Outro que via

O que via indagava a causa
e o Cego gozava o efeito
Sendo feliz porque não via

Contava-se nas estalagens
Por onde a estrada passava
Que Um era a sombra do Outro
E os Dois, partes de um mesmo ser
Cuja felicidade de ver
Somente estava onde não devia


[publicado em Recital, vol.3, nº1, 2021]

Inserida por joseassun

⁠Vida de um autor

Eu vivo e sobrevivo em meio dessas palavras frias organizadas em linhas para satisfazer minha vontade de reviver coisas boas que aconteceram comigo. Ou pelo menos que eu queria que acontecessem comigo. Mas tudo isso que eu disse não importa já que eu vou viver pra sempre em meio das palavras frias que no fim da minha vida minha alma ficaria para sempre aprisionada.

Inserida por daniel_francisco

⁠Gosto de escrever sobre o que interessa
Partilhar idéias, sem pressa
Como quem tira um som da vida
E segue a rima na batida
Voar no próprio pensamento
Sem falar do óbvio
Só das coisas que invento
Crio no palco do mundo
Pessoas e coisas que são minhas
Sons que ouço e reproduzo
Articulo com o ritmo da vida
Assim sou musa e também poesia
Nessas letras que discorro
O próprio som e a melodia
Não entrego tudo
Mas algumas doses por dia
Um pouco do que sou, eu dou
Só pra ver sua alegria

Inserida por FabiolaDantas

⁠[Devaneio] A borboleta voa de ombro a ombro; por onde passa deixa um finíssimo fio, invisível a olhos que não possuem as lentes cristalinas oferecidos a alguns pela vida. A borboleta é branca, completamente branca, tão branca que reflete intensamente qualquer feixe luminoso; seja este vermelho-rubro, ou o mais puro azul-celeste. Confere a cada o florescer pessoal, o desabrochar interno dos sentimentos e manifestações únicas de cada alma. Do fundo das camadas morais emerge os antigos fantasmas, cândidos ou pueris; dependendo somente do eu. Também cria, não impelido; a borboleta não manipula, apenas expõe. De cada extrai a mais bela expressão, mas também a mais obscura e conturbada confissão.
[...] Confissão?
[Devaneio] Sim, confissão. Não há nada novo sobre os céus, tudo que havemos de ser já estava em nós. Se tu um dia matar alguém, já matara antes, mas em potência. A borboleta somente trouxe ao real o que já existia no teu íntimo. Da mesma forma, ao amar e demonstrar amor, já o tinha no seu íntimo a borboleta somente o manifestou.
[...] Tu me dizes então que não há escolha? Somos predestinados a agir de tais formas, conforme o destino? Não posso escolher mudar o meu eu, já que sou assim por natureza.
Moldados e impelidos por algo maior, somente podemos manifestar o que nos foi entregue. Não posso jamais deixar de ser um assassino, não há arrependimento, pois, o crime foi cometido antes do ato.
[Devaneio] Não há necessidade de pânico, não disse que tu não tens escolha sobre tuas ações. Estas são efetivadas pelo seu verdadeiro eu, se o mudar não há porque temer. Se és uma pessoa amável ao toque da borboleta terá atitudes amáveis.
A ressaltar, a borboleta é branca, junção de todas as cores e, à necessidade, se fragmenta para expressar o íntimo do ser humano. Por isso é fluída, como pontuou; se há de ser assassino realmente é, já fora antes de concretizar. Entretanto, é possível deixar de ser alterando o cerne na tua alma. Se tiver êxito, ao toque da borboleta seu novo eu se manifestará, seja ele qual for.
Pela sociedade deve deixar de ser assassino antes que tenha oportunidade de manifestação do eu. Do contrário não será somente assassino para si, mas também para outros. Terá de arcar com consequências.
[...] Me dizes que ela cria, não impelido, acredito que isso seja o criar; a mudança, um eu diferente do que um dia fora.
[Devaneio] Precisamente; ela por si não cria, cria para o externo o que já foi forjado no interno. De pueril para cândido; foi primeiro transformado no intrínseco para então ser no extrínseco. Podemos dizer, portanto, que a borboleta é o movimento, não digo o conceito físico de movimento. Mas o movimento moral, ético e humano. A parte do biológico. Se querer demonstrar amor, conceito puramente humano. Ao toque o fará.
[...] Se tudo é puramente humano deve existir algo que nos ligue; a diferença das demais formas de vida. Ou sou tolo e petulante ao colocar à parte minha própria espécie?
[Devaneio] De fato é petulante colocar a parte. Mas há diferença; não superior, apenas diferente. São seres abstratos, simbólicos. E com tais conceitos manifestam, ao toque, ações humanas — humanas, pois não são encontradas em outras formas de vida. Arte, linguagem, traição, amor, etc. tudo é único. Tudo está ligado pelo fio que tece a espécie. Fio tecido pela mesma causadora destas manifestações.
Se ponderar talvez perceba que vós sois menos favorecidos que as demais espécies desprovidas do abstrato. Estas não tem preocupações fora de suas necessidades; não são afligidas por pesares; não se iludem com esperanças infundadas; verdadeiramente vivem o que é real e não fantasiam a realidade.
Dicotomicamente, acredito que a maioria dos abstratos não mudaria o cerne que os faz o que são. Há algo de convidativo em ser humano, algo transcendental, mas não mistico como são construídos os cultos.
[...] Esse fio criado pela borboleta é o que nos tornar quem somos? Isso implica haver, de alguma forma, uma unidade maior, talvez incompreensível!
[Devaneio] Não existem motivos para conceber algo ou alguém maior; tais conceitos são humanos e não poderiam ser aplicados em outro tecido. Tecido feito por outros teares, outras borboletas. Digo borboletas para podermos conversar, já que seria outra realidade, não podemos conceber.
[...] Então é certo que há de fato outros seres metafísicos? Não digo Deus ou qualquer outra forma de representação humana, mas algo que não faz parte disso… que podemos ver.
[Devaneio] Tu bens sabe que não posso lhe dar respostar fora de tua própria sabedoria!
[...] Mas decerto não sabia de nada que tu me dizes até então.
[Devaneio] Se engana ao pensar assim; faz parte de um tecido, em constante movimento, feito com uma única linha que se entrelaça e cria nós. Não há ser maior, nem menor, que outro. Como disse; não há nada novo sobre o céu; apenas constante voltas e cintilar de pensamentos; que no fim são concêntricos; sempre retomando uma origem comum; tu mesmo criastes as perguntas e formulastes as respostas; não há nada novo nelas, antes de ti, teve outro e depois haverá mais um.
[...] Entendo não haver real diferenciação entre pessoas. Todos fazemos parte da mesma linha que tece o longo tecido humano, atemporal. Não podendo haver nada novo, já que não há criação nem morte. Somente recomeço. Não digo reencarnação, mas uma ‘reprise’ do que já foi feito e dito. O será novamente.
[Devaneio] Pode-se chegar a tal pensamento, mas nada do que dizes pode ser realmente apontado como certo. Há divergências entre pensamentos humanos, se considerar todos parte de uma unidade não poderia haver desavenças, por isso os nós, tornando cada um único, em relação ao que os torna um.
Nem mesmo o que te digo seria a verdade, visto que não lhe imputaria nada fora de teu próprio conhecimento.
[...] Até então venho procurando-a. E acredito que seja a máxima ambição de todos os pensantes. Receio que não possa tê-la por ti.
[Devaneio] Decerto não teria resposta.
[...] Como chegamos a semelhante assunto? Já não me lembro.
[Devaneio] A certo, a cerca de 14 minutos sofrestes um acidente aéreo e morreu! Estava conversando com teu amigo no avião antes do mesmo cair, continuamos aqui, mas desta vez, sem ele.
[...] Eu estou morto? Esperava estar mais surpreso, não me sinto rodeado por angústia ou qualquer sentimento em relação a isso.
[Devaneio] Devaneias antes de perder completamente a consciência. Disse que morrestes, pois, não há esperanças. Isso porque tens ainda poucos neurônios funcionando; acredito que já tenha ouvido falar em vida que, ao morrer, o cérebro fica consciente por 15 minutos antes de parar completamente.
[...] Sim, sim, li isso em algum lugar! Para aonde vou quando partir completamente?
[Devaneio] Tu sabes?
[...] Não
[Devaneio] Então… nem eu.
[...] Ma…

Inserida por Rorel

⁠ Há um vírus que a séculos foi agraciado com um presente, ele teria uma morada e como essência desta casa, seu todo, seria parte desta hospedeira.
Mas, o vírus, cheio de ego, acha que seu mérito é pouco é quer tudo e o tudo ainda é pouco e entende por agir desonestamente com o sua hospedeira, e em tempos a ataca silênciosamente.
Agora depois de tantas investida a sua hospedeira está adoecendo e começa a mudar e a defender-se bruscamente, seu olhar é de decepção seus gritos de sofrimento e ouvida aos quatros cantos...
O homem adoece com ingratidão a terra e como maior consequência, tudo que construir com ego e ganância cairá. Pois ela tem inteligência suficiente para aos poucos se não regenerar acionar o botão de destruição.

Inserida por Geulifelove

⁠Amar é :
Amar é, ser cuidado e cuidar com carinho e respeito.
Amar é, construir um roteiro de desejos e sonhos em comum, e realizar juntos.
Amar é, um encontro entre almas que se buscam e se desejam.
Amar é, construir uma história de conquistas e perdas, e se manter fiel e leal ao seu companheiro.
Amar é, para nobres de caráter.
Amar é, para quem quer amar e ser amado.
Amar é uma decisão entre duas almas, um compromisso desejado.
Só sabemos o que é realmente ser amados, quando somos correspondidos em sentimentos e ações.

Gi Vasconcellos

Inserida por Giseli

⁠DA DESIMPORTÂNCIA DO SER

Eu vi um voo sem pássaro!
Partiu de uma ramagem inexistente
E não podia pousar.

Era um voo inocente,
Que se adentrou pelo mar.
Mas o lixo marinho impedia o descanso.

No lixo da terra, não caberia,
Pois havia muita gente,
Comendo do lixo da vida.

Eu vi um escravo sem senhor,
Extraindo o ferro da terra,
Para fazer seus grilhões!

Esmurrava pensamentos,
Atacava filosofias,
Suplicava por sofrimentos!

Senti o perfume de flores ausentes,
O vento da calmaria,
E o sol sem raiar o dia.

Eu vi um futuro sem mundo!
Foram tantos os erros dessa gente,
Que Deus se sentiu impotente.

Sérgio Antunes de Freitas
Fevereiro de 2022

Inserida por SergioFreitas

⁠Ansiedade é terrível!
Um excesso de futuro,
um controle impossível,
um querer pular do muro
quase sempre invisível...
Essas atitudes vãs
quando o hoje está gritando
"Deixa seu penoso afã!
Respira fundo cantando!
Tranca os males de amanhã
que ainda nem existem.
Nós não somos previdentes
e se em nossa mente insistem
é porque somos doentes"!
Inspirar e expirar,
não tem outra solução!
Aprender a respirar
devagar, sem pressa e em vão,
pois remédios nos ajudam
a frear os pensamentos
mas, queridos, não se iludam,
é gozo de alguns momentos...

Inserida por NinaMorangaAzul

⁠O lindo mar e o mar ciano
Olhar para o mar
Olhar para o céu
Felicidade é um fim de tarde

Mãe e filho
Caminhar na praia
Molhar os pés na areia
De mãos dadas bem juntinhos

O lindo mar e mar ciano
Olhar para as estrelas
Olhar para o céu
Tristeza é um fim de noite

Mãe e anjo
Caminhar na praia
Molhar o pé na areia
Abraça seu filho

Marcílio, 24/02/2022

Inserida por marciliotom

⁠Dois mil vinte e dois
A melhor versão de você
Dois mil e dois
Ano, mês e dia
Dois mil e um/maio/vinte e cinco
A minha data de nascimento

Dois dedos é V com vitória
O mão em V de vitória
Dois dedos e dois dedos
Paz e amor, ou amizade
Dois dedos e V em número romano
O meu número da sorte é 25

Inserida por marciliotom

⁠⁠PINDORAMA CONTRA BRAZIL


Pindorama estava em guerra
Contra um país chamado Brazil
E uma gente vestida em verde
Veio convocar a juventude
Para lutar do lado errado

Aos que não foram, deram um paredão
Uma venda e um pelotão do outro lado
E uma coisa abstrata chamada morte
Mas que talvez não passasse de uma passagem
Para o Campo de Caça Feliz

Aos que foram, deram um fuzil
Prometeram uma medalha e disseram
– Vai, e me traz um índio!

Aquela guerra estava fadada a não terminar nunca
Porque também era a guerra contra os passarinhos
Contra as borboletas, e o que sobrou de ar puro

Para vencê-la, seria preciso matá-los todos
Ou convertê-los à cor cinza

Quanto a mim – este índio civilizado –
Ficarei para sempre no espaço
Intermediário que chamam de limbo

... A floresta, ali não entrarei
A cidade... jamais entrará em mim...



[publicado em Ponto de Vista, vol.10, nª1, 2021]

Inserida por joseassun

É tempo de aprender

Que tenhamos a leveza
E o alívio ao começar...
Mais um tantinho de coragem,
Fé e amor para saber perseverar

Que não nos falte saúde
E a vontade de recomeçar,
Reaprender e relembrar
O que nos move a melhorar...

E quem sabe a esperança
Para que o conhecimento
Possamos construir e compartilhar
Seja a máquina que nos
Leva todos os dias a trabalhar!

Que a resiliência e a sabedoria
Embalem o nosso pensar...
A ponto de conhecermos
o que nos fortalece a ensinar.

E que estejamos firmes e fortes
Quando a coisa desandar...

Atentos ao ponto de
Respirar...
Fechar os olhos...
Sorrir...
E nos reconectar...

Que não nos falte a gratidão
Para reconhecer o que construímos
Até aqui...
E que nenhuma desilusão nos permita desistir...

Que tenhamos coragem!!!

É tempo de aprender

E se permitir caminhar!
Reconhecer-se em seu saber,
Pois seu conhecimento é o seu lar
Nos caminhos da educação
É preciso confiança
E, se preferir, não deixar de sonhar

Que tenhamos paz
e mais amor
Em nosso ato de ensinar...

Que tenhamos coragem!!!

Pois,

É tempo de aprender
O doce e fel dos nossos dias...
O sim e o não de cada via...
As decisões e indecisão que nos guiam...
E, acima de tudo,
Aprender que o melhor
É ter os amigos que não
Soltam a nossa mão...

Por isso...
Coragem!!!
Todos os dias é dia de renascer!!!
Então,
“Ninguém solta a mão de ninguém”...

Para alguns, não há esperança
Mas, vamos na contramão
Juntos podemos fazer o melhor
Pelos frutos da educação.

Maisha Mandisa
(texto destinado ao CEP: Semana Pedagógica)

Inserida por MAISHAMANDISA

⁠Juiz é um ser solitário, mas solitário por opção, ou melhor, por devir. Embora cercado de advogados, servidores e assessores, é sozinho que decide, que condena, que absolve.

Essa solidão que envolve os nossos magistrados garante a cada um deles a primazia do juízo imparcial, longe dos desejos, das paixões, tendo concentrada as atenções àquelas folhas processuais e, analisando prova e refutando argumentos vazios, profere, enfim, sua sentença.

Inserida por wennermelo

⁠[CORPORATIVISMO NA HISTORIOGRAFIA]



Embora ocasionalmente um certo sentimento corporativo leve alguns dos historiadores de formação – ou seja, aqueles que se graduaram em História em uma universidade – a apenas considerarem como historiografia aquilo que foi produzido pelos historiadores profissionais e graduados, não vejo nenhum problema em que também consideremos como historiografia as obras produzidas por historiadores não-especializados. Há muitas maneiras de nos aproximarmos adequadamente, e de modo sério, de um determinado campo de saber, que não necessariamente através dos bancos escolares superiores. Dito isto, é claro que aqueles que pretendem escrever História sem terem se formado em História – se desejarem realmente escrever algo relevante e bem aceito na área – precisarão se aproximar seriamente do modus operandi dos historiadores, dos procedimentos bem aceitos no campo, das suas metodologias, dos seus modos de trabalhar conceitualmente evitando deslizes que são muito comuns entre aqueles que não estão efetivamente familiarizados com a ciência histórica.



[trecho extraído de BARROS, José D'Assunção. "Historiografia: todas as relações possíveis" In: A Historiografia como Fonte Histórica. Petrópolis: Editora Vozes, 2022, p.17].

Inserida por joseassun

⁠Procure quem queira!

E
Não
É verdade
Que "quando um não quer, dois não brigam",
não namoram,
não transam,
não dividem uma garrafa de vinho,
não veem o pôr do sol,
não falam mal da família, nem bem...
não sentam no bar pra se questionar sobre a vida
e falar de política...
Quando um não quer, os dois não beijam
Quando um não quer, os dois não desejam
Quando um não quer, os dois não vivem...
Quando um não quer, procure quem queira...

essa coisa
de ficar indo atrás
de quem não quer
não é nem coisa
é ilusão...

Procure quem queira!

Inserida por MAISHAMANDISA

⁠A noite cai
Eo silêncio vem acompanhado da madrugada fria,
Um lápis a mesa, e algumas folhas,
Acompanhado de ideias asseguradas em sentimentos,
Algum tempo depois, um coração respira alegremente, por lembrar de lembranças que jamais podem ser esquecidas.
E assim vai passando a noite fria, com um coração cheio de lembranças que jamais iram apagar.

Inserida por Liafofa1

⁠A fé, pela palavra de Deus, fez o mundo aparecer.
Pela fé, Abel à Deus um aceitável sacrifício foi oferecer.
Pela fé, Enoque foi transferido e a morte não veio o recolher.
Pela fé, Noé uma arca foi fazer; salvou todas as espécies, inclusive a mim e a você.
Pela fé, Sarah sendo estéril a Isaac veio conceber.
Pela fé, Abraão o seu unigênito como sacrifício a Deus foi oferecer.
Sem a fé é impossível crescer.
Pra onde a sua fé está levando você?

Inserida por kelly_Ferro

⁠Como uma ironia do destino, ou talvez algum karma tardio lhe atingindo com a força de um caminhão de carga em alta velocidade, o bloqueio me foi uma faca de dois gumes. Uma defesa mental que eu mesmo criei, paredes endurecidas construídas com lágrimas para manter a dor longe, uma dor que me privei de sentir acabou acumulada, arranhando as paredes do meu ser como um animal raivoso, me deixando em carne viva e me machucando por dentro, se tornando maior a cada dia.

Eu fui covarde, pessoas tendem a ser covardes ao assumir suas fraquezas, e eu fui um covarde patético que preferiu tentar fugir de outras formas por muito tempo, evitando sentir.

Com os anos, o "evitar sentir" se tornou "não poder sentir", pois cada reflexo de sentimento passa a ser engolido e trancado, o medo consumindo cada gama desconhecida de si mesmo que possa um dia se tornar emoção, sendo condenado a estar vivo, porém não ser mais capaz de viver, já não é capaz de olhar as pessoas e realmente enxergá-las, não é capaz de sentir um toque que não seja algo que machuque, a comida que tanto gostava não agrada e não tem gosto, o cheiro nostálgico de terra molhada já não te conforta, e nem o céu que tanto amava, o céu aos teus olhos não brilha.

Então te torna incapaz de viver, não vê futuro porque não pode se desfazer do passado, não pode se desfazer do pânico que sentiu enquanto fugia, nem a dor aguda de quando as pedras te atingiram, nem das lágrimas e o desamparo que sentiu, toda a sua existência esperando por uma oportunidade de terminar a si mesmo, não está vivo, não está morto, sente e não sente, está em agonia.

Inserida por Eliurias