Texto para um Amor te Esquecer
Os três sóis
Perguntei a um sábio quantos sóis havia
Ele me respondeu dessa forma
São três, apesar de só saber de um que existia
Porém, isso não constitui uma norma
O primeiro é o que nos esquenta
O segundo é o que nos faz da vida um esplendor
E o terceiro, já logo se complementa
É aquele que ocorre no nosso interior
Nosso interno tem um brilho
Que nem todos sabem
Nem mesmo qual o seu trilho
Pois a todos não se abrem
Isso não é nenhum empecilho
Em nós, todos os sentimentos cabem
Ampliar a visão de mundo é um convite à liberdade. Significa não ser refém das crenças automáticas, das respostas inconscientes que nos mantêm presos a padrões antigos. Muitas vezes, seguimos a vida no "piloto automático", repetindo hábitos, opiniões e atitudes sem questionar sua origem ou propósito.
Mas há um caminho diferente: o da consciência. Quando paramos para pensar, quando escolhemos agir de forma intencional, começamos a quebrar os paradigmas que limitam nossa experiência. Deixamos de ser escravos do inconsciente e nos tornamos protagonistas da nossa própria história.
Ampliar a visão é abrir-se ao novo, é aceitar que existem outras formas de viver, de sentir, de perceber. É reconhecer que o mundo é vasto demais para se limitar aos limites da nossa zona de conforto.
Pense com clareza. Aja com coragem. Questione o que parece óbvio. Expanda seus horizontes. Ser consciente é escolher crescer, mesmo quando isso significa enfrentar o desconhecido.
Quebre paradigmas. Amplie sua visão. E construa, a cada dia, uma vida mais autêntica e plena.
Nasci no escuro de um ventre que não me quis,
um choro abafado por paredes que nunca acolheram.
Cresci falando com o vazio,
fazendo amigos nas rachaduras da parede,
aprendendo cedo que o silêncio é o único som que não vai embora.
Solidão foi meu berço,
meu travesseiro, meu espelho.
Os outros vinham como vento —
me tocavam por segundos,
e então sumiam como se eu fosse pó.
E eu ficava…
como sempre fico…
esperando o impossível retorno de quem nunca ficou.
Me apeguei a sombras com a força de um afogado.
Qualquer palavra doce virava alicerce,
qualquer carinho se tornava altar.
Era amor? Não sei.
Talvez só desespero com um nome bonito.
Fui tecendo laços com quem mal me olhava,
oferecendo meu corpo inteiro
em troca de migalhas de presença.
“Me ame, por favor…”
— sussurrava entre dentes partidos,
sabendo que, no fundo, eu só amava a ideia
de não morrer sozinho.
E mesmo quando me batiam, eu dizia:
“Fique. Pode doer. Mas fique.”
Porque a dor me fazia companhia,
e isso já era melhor do que o nada.
Nada... esse monstro que me segue desde sempre,
essa ausência que grita mais alto que qualquer voz.
A cada partida, uma parte de mim era levada,
e eu ficava com menos do que sou —
até que ser virou apenas um eco.
Uma lembrança pálida do que eu pensei ser um dia.
Me desfiz como sal na água morna do abandono.
E aí… comecei a perguntar:
por que estou aqui?
Por que continuo respirando se cada suspiro pesa mais que o anterior?
Se a vida é só um teatro de perdas,
um ciclo de dores embaladas com promessas falsas?
Não há sentido.
Só o relógio avançando,
marcando o tempo de um espetáculo sem aplausos.
Deus, se existe, me assiste calado.
Ou ri.
Pensei em fugir.
Mas não se foge de si mesmo.
Eu sou o cárcere e o prisioneiro.
A cela e a sentença.
Hoje…
já não espero ninguém.
Já não clamo amor.
Apenas caminho por dentro de mim
como um cego num labirinto de espinhos.
E no centro desse labirinto,
há um espelho quebrado,
que me mostra não um rosto,
mas todos os que me deixaram.
E percebo — com a calma fria dos mortos —
que talvez eu nunca tenha existido de verdade.
Só fui reflexo do desejo dos outros,
vazio moldado por carência.
Agora, sem ninguém para me querer,
sem ninguém para me ferir,
descubro que o pior abandono
é quando até a dor se vai…
e deixa só o nada.
E no fundo desse nada,
há uma corda.
Ou uma lâmina.
Ou só um pensamento insistente:
“Se eu sumir, será que alguém nota?”
O mundo gira.
As pessoas sorriem.
E eu…
eu deixo a porta aberta.
Só por desencargo.
Só por esperança.
Ou só por desespero mesmo.
Insegurança
Às vezes, o medo vem me visitar,
Um sussurro no peito, difícil de calar.
Teu sorriso brilha, mas eu não sei,
Se sou tudo que você quer, se sou teu rei.
Cinco meses juntos, momentos de alegria,
Mas a dúvida insiste em roubar minha harmonia.
E se eu falhar? E se eu não for o bastante?
O amor é um jogo, e eu me sinto hesitante.
Teus olhos são estrelas que guiam meu caminho,
Mas temo que um dia eu possa estar sozinho.
Quero ser forte e te dar todo o meu amor,
Mas a insegurança às vezes traz dor.
Por isso te falo, com sinceridade e temor,
Me ajude a entender o nosso valor.
Vamos juntos enfrentar as sombras do coração,
Construindo um laço firme, cheio de paixão.
Confio em nós e no que podemos ser,
Mas preciso saber que você também quer viver.
Então me abrace forte e diga que sim,
Que juntos enfrentaremos tudo, eu e você assim.
25.05.2025
Um olhar
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A viagem que a vida impõe ao nosso tempo
deixa tantas marcas em nossa alma que se prende
que não quer encerrar alguns ciclos onde neles
já não nos inserimos...
Quero viver alguma coisa que me impulsione
assim vou tentando empurrar a minha alma, para
que ela consiga descer de seus voos em busca
do impossível, e enxergue como me sinto...
Ela está presa ao que trouxe tanta felicidade
trouxe esperança, poesia e esse sentir que deixa
o amor, o que ela não sabe é que o infinito está
marcado para sempre, mas a vida pede caminhos,
a vida quer passar, quer lançar um olhar diferente
seguir amando e se conformar.
_ Liduina do Nascimento
O vento e o tempo
Somente um sopro foi o bastante,
o ilusionismo tem peso,
os danos causados tem gravidade,
andar na corda bamba tem sua beleza,
o refrão desafinou só por um momento e depois veio o silêncio,
pausa dada, melodia nova aceita,
no tempo/espaço dessa órbita Júpiter brilha grande.
Às vezes, eu me atento,
No auge do meu alento:
“Quero um futuro!”
Mas logo tudo turva,
Escurece-se o céu, a esperança, a alma...
Às vezes, queria ser de Marte,
Voar pra Vênus, buscar acalanto na Lua,
Esquecer a vida dura,
E as lembranças obscuras.
Mas então, no meio da noite crua,
Um sopro leve, uma luz quase nua,
Me lembra: enquanto respiro,
Ainda há trilha,
Ainda há fôlego,
Ainda há dia.
Todos os dias há um aprendizado, e este nos mostra que devemos ser sempre analíticos ao nosso redor. Hoje, eu aprendi que, quando não se faz, ficam com raiva, te trocam ou nem falam com você. Entretanto, estou começando a ser mais inflexível, para que possam notar que não sou o bobo da corte.
Contudo, já me foi falado várias vezes — e notado — que, quando se anda por vários locais, torna-se um cosmopolita ou um perdido pelo mundo!
Não sabe o que dizer.
O coração queima e acelera. Os olhos estão lubrificados por um choro que não cessa.
A emoção faz os pelos dos braços e das pernas se arrepiarem, mas a boca permanece calada.
Som algum se atreve a sair dali.
A verdade é que o silêncio, ainda que nada atrativo por aqui, agora se faz dominante e, irresistivelmente, confortável.
Entre vendavais ferozes
e mares turbulentos
entre um sol escaldante
e vastos desertos
nada é mais assustador do que o brilho nos seus olhos
Sua voz ainda ecoa em meus sonhos
e seu rosto ainda me atormenta pela manhã
Mesmo que já esteja no passado, e talvez você não se lembre mais dos meus olhos amendoados, guardarei sua memória como uma cicatriz em meu peito, como um rascunho em meus cadernos e como o desejo mais profundo do meu coração.
E lá estava ele, morrendo a cada segundo, dizendo "Adeus" a cada suspiro, por um instante supliquei que vc não se fosse e no outro supliquei que me levassem junto, mas já era tarde vc me deixará assim tão de repente, sem nem se despedir.
E essa dor no meu peito? Como suportarei? Leve contigo! Não sou capaz de senti-la sozinha
A Morte é Um Abrir de Portas Para a Vida...
■ João 1:4 - Nele estava a vida, e esta vida era a luz de toda a humanidade.
■ Lucas 20:27 a 39 - Discussão sobre a ressurreição dos mortos.
Jesus responde aos saduceus - um povo que NEGAVA À RESSURREIÇÃO - entre outras crenças contrarias ao que Jesus ensinava.
■ Jesus disse-lhes: "... aqueles que forem havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dentre os mortos... Já não podem mais morrer - pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição... Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos - porque para ele vivem todos.
O Amanhã...
O amanhã será de alegria e satisfação, porque sabemos em que temos colocado a nossa confiança...
■ Salmos 84:11-12 - "O Senhor não negará bem algum àqueles que andam no caminho certo. Ó Senhor dos Exércitos, como são felizes os que confiam em ti!
REI CALISTO
Calisto é rei do mundo
O mundo tem um rei
E há de ser o velho Calisto
O resto não é digno
O resto é frouxo
O resto não é Calisto
O verdadeiro rei
Mas uma avaria aconteceu
E até Calisto é carne
E toda carne é resto
Aquele resto que não é rei
Mas apodrece com dignidade
Ora, ora rei Calisto
Agora és podre aos pés do mundo
Jogado ao resto no solo
E carne ao sol cheira mal
Aqui jaz O rei Calisto
Visto a luz de um verme
Um resto indgno, frouxo e mortal
O GRITO
No caminho que passo
ouço um grito mecânico
dum anônimo percalço
metálico ato anímico
das cordas vocais de aço
daquele outro Eu andante
no morno dia terroso
ante aquela semana ambígua
do mesmo mês afoito
havia uma pedra no meio do caminho
e tantos outros sólidos
que descalço percorria
o outro Eu errante
nesse universo interior
que transpasso todo dia
A Trapezista que Voou
Havia em ti um ímpeto raro,
um desejo insaciável de subir mais alto,
de lançar o corpo e a alma aos ares,
como quem nasceu para cruzar o mundo
sem pedir licença ao chão.
Foste trapezista da própria vida:
voaste, saltaste,
atravessaste oceanos,
colecionaste cidades, diplomas, histórias —
cada passo teu foi um risco,
cada vitória, um voo certeiro.
Enquanto eu te olhava,
meus pés cravados na terra,
tu dançavas lá no alto,
livre, bela, intrépida,
desenhando no ar caminhos que nunca ousei seguir.
E um dia…
sim, um dia,
quando percebi,
tinhas ido tão longe,
tão além do meu alcance,
que só me restou a lembrança desse espetáculo teu,
desse número perfeito e irrepetível.
Ainda guardo o momento,
aquele instante silencioso em que percebi teu destino:
não eras feita para ficar,
eras feita para ir.
E assim, teu nome ficou suspenso,
oculto, mas vivo,
gravado na memória como num truque secreto:
Jamais esquecerei teu riso ao partir,
Unindo coragem e sonho numa mesma bagagem,
Cruzando fronteiras como quem cruza a linha tênue do trapézio,
Elevando-se, sempre mais,
Lançando-se ao mundo,
Intensa e invencível.
E eu, que te amei e ainda amo,
fiquei no picadeiro vazio,
aplaudindo tua liberdade,
mesmo que ela tenha me levado para longe de ti.
Que bom que soubeste voar,
que bom que soubeste viver —
mesmo que, nesse voo,
eu tenha ficado para trás.
Te celebro, trapezista,
com alegria e com saudade,
sabendo que amores como o nosso
não acabam:
eles apenas aprendem a aplaudir,
em silêncio,
o espetáculo da vida que segue.
Ontem, na faculdade, perguntaram por que eu estava sozinho. Respondi: até um tempo atrás, eu tinha uma namorada, mas acredito que, por ser chato para alguns — pragmático, cético, niilista e misantropo — de todos, sou misantropo.
E se nem eu me aguento, muito menos meus parentes… imagina uma mulher que vê a casca e não a raiz. (Essa é minha resposta agora.)
Sou um analista da razão humana, assim eu acredito. Tento racionalizar meu mundo e as pessoas ao meu redor. Por isso, acho que poucas — ou quase nenhuma — mulheres vão querer ficar com um homem esquisito.
Para quem não compreende o real significado de viver, muitos apenas sobrevivem… sem perceber a verdadeira razão do que é ser racional.
No jardim da vida, você é a flor,
Despertando em mim um imenso fervor.
Teus risos são notas de uma doce canção,
E em cada abraço, sinto a conexão.
Teus olhos, estrelas que brilham na noite,
Refletem o amor que nunca se esconde.
Caminhando juntos, lado a lado,
Construindo memórias, um destino sagrado.
Cinco meses de sorrisos e afeto,
Cada momento contigo é puro e repleto.
Em seus braços encontrei meu lar,
Um refúgio seguro onde posso sonhar.
Prometo te amar com toda a intensidade,
Ser teu apoio em qualquer adversidade.
Com você aprendi o que é amar de verdade,
E juntos, escreveremos nossa eternidade.
Carta aberta de um Lírio machucado por um desconhecido.
Eu sou o Lírio da Paz.
Venho fazer uma pergunta:
o que eu fiz a você que está jogando uma substância oleosa em minhas folhas?
Desde que fui " adotada", água não me faltou para que eu pudesse presentear você com a minha paz .
Então, peço que olhe para mim como se fosse um ser para viver, pois enquanto eu puder, só terei flores para te dar.
E se for para me maltratar, peço encarecidamente um cantinho na sombra, já que não posso viver no sol.
Assina por mim: Ivaneide Henrique.
O que parece impossível está a um passo de se tornar realidade a seu favor. Portanto, prepare-se, pois a sua vitória vai chegar antes do que você imagina. Deus vai lhe proporcionar livramentos e derramar grandes bênçãos na sua vida. Tudo o que tem sido fardo pesado nos seus dias passará a ser felicidade, alívio e paz. Pode descansar seu coração, porque Deus está cuidando da sua vida. (Código 2204)
Nelson Locatelli, escritor de Foz do Iguaçu
Não se desespere, há um tempo certo para cada coisa acontecer a seu favor. Portanto, ocupe-se e não se desespere, pois Deus nunca se esquece de você. Mesmo que as coisas pareçam fora do controle, Ele tem sempre um plano grandioso para você viver melhor amanhã. (Código 2404)
Nelson Locatelli, escritor de Foz do Iguaçu
