Texto para um Amor te Esquecer
Às vezes o coração transborda, mas a alma não encontra linguagem.
É como carregar um universo inteiro dentro de si e ainda assim não saber por onde começar.
Não é falta de palavras.
É excesso de sentir.
É quando o olhar pesa mais que qualquer discurso, quando o peito aperta sem aviso e o que existe dentro de você simplesmente não cabe no mundo.
Um milhão de sentimentos… e talvez, no fundo, nem precise de palavras, porque quem sente de verdade, entende.
Trombose na Perna?
Procure um médico
Ele vai mostrar o medicamento correto
Mas existem
os cuidados não medicamentosos
Hidratação- água,é essencial
Praticar atividade física regularmente.
Trabalhar a musculatura da panturrilha, ajuda ao bombeamento do sangue venoso.
Caminhar é movimento
ou mexer os pés
a cada meia hora.
Só utilize meia de compressão sob orientação médica.
..
Riqueza na simplicidade ,
é ser anônimo na história.
Dá um sentido à vida
com atitude de pertencimento.
Viver não tem preço mas, tem validade!
Pensar emdividir bem o tempo
colaborar para que mundo seja melhor.
Multiplicar as boas ações
Faça_as acontecerem.!!!
colabore na ajuda
do seu próximo
através de um projeto social.
Festejar a vida.
Numa visão de temporalidade,
ser simples é fazer_se parte
desse universo.
"Mão 🫱 Santa!?
"Mão treinada,
trabalhada "...
Como um dia, disse ele.
Tem como não dizer tanta coisa sobre o Oscar?
Homem tranquilo, sorriso de garoto,
mas de suar a camisa a cada soco no ar,
para fazer bola voar
Resultado de fruto da aliança
da paciência e do treinar.
Assim ele deixa uma saudosa lembrança!
O lugar em mim
Preciso viajar,
não para conhecer um lugar novo,
mas para reencontrar
o lugar que, em mim, outrora se perdeu.
Um lugar onde eu possa
reencontrar sonhos de infância,
momentos simples
cheios de significado.
Um lugar onde, no mesmo dia,
eu poderia ser Superman ou Batman,
ou apenas uma criança da Terra do Nunca,
onde tudo era pura diversão.
Preciso reencontrar esse lugar
e voltar a acreditar que a vida
é como uma festa de aniversário,
o Dia das Crianças
ou o encanto de se apaixonar
pela professora Helena, da novela Carrossel.
Uma vida feita
de sentimentos simples
e de uma infância feliz.
A vida que derrete nas mãos
A vida é como um pequeno e frágil cubo de gelo, segurado ao sol, que brevemente se desfaz em nossas mãos...
Tão transparente quanto nossos desejos, tão fria quanto os medos que evitamos sentir.
Tentamos moldá-la, contê-la, preservá-la, mas ela insiste em derreter; escorrer; partir.
E no fim, o que resta?
Uma lembrança úmida, uma gota, um brilho fugaz.
Numa manhã comum
Numa manhã
que parecia comum,
vislumbrou-me
um raio de sol,
igual a um pé de ipê
no meio do verde da mata.
Diante de mim,
a personificação da feminilidade,
de simplicidade e beleza.
Cabelos lisos, sob sua cabeça um boné;
alta, de saia com um tom azulado e blusa clara,
olhos escuros, tal como jaboticabas.
De onde é? Para onde vai?
Já não importa.
Somente ficar fitado, passou a fazer sentido.
E numa manhã em que tudo parecia igual,
tudo mudou.
Um misto de emoções,
certezas nas incertezas.
E, através de minha janela,
a personificação de um sonho.
Em um mundo cheio de opiniões e julgamentos, é fácil deixar que outros risquem partes dos nossos sonhos ou reescrevam nossos desejos. Mas lembre-se: sua vida não é um rascunho para ser corrigido por mãos alheias. Seus sonhos são a essência do que você acredita, do que deseja conquistar, e do que faz seu coração pulsar mais forte.
Haverá momentos em que o medo tentará apagar suas linhas, e a dúvida tentará riscar seus objetivos. Pessoas ao seu redor podem tentar diminuir sua coragem, dizendo que é impossível ou que você sonha alto demais. Mas nenhum editor pode mudar o que foi escrito em sua alma.
Não permita que o cansaço apague sua determinação. Não deixe que o fracasso seja um ponto final, mas sim uma vírgula que separa o que passou do que ainda está por vir. Acredite: cada dificuldade é uma página virada rumo ao seu final vitorioso.
Seja o autor da sua própria jornada. Corrija, reescreva, mas nunca permita que apaguem seu brilho. Seus sonhos são sua história, e só você pode decidir como ela terminará.
QUANDO O SILÊNCIO APRENDE A RESPIRAR.
Há um instante oculto entre o que fomos e o que ainda não ousamos ser.
Um intervalo quase imperceptível onde o mundo silencia.
E é ali, precisamente ali, que a alma se revela sem máscaras.
Tu carregas universos não explorados sob a pele.
Catedrais invisíveis erguidas com lágrimas que ninguém viu.
E mesmo assim, caminhas, como se fosses apenas mais um corpo na multidão.
Mas não és.
Há dentro de ti uma centelha que não aceita o esquecimento.
Uma força antiga, anterior ao medo, anterior à própria dor.
Ela sussurra, mesmo quando tudo em volta grita desistência.
Escuta.
Não é o fracasso que te define.
É a insistência silenciosa de continuar mesmo sem aplausos.
É o gesto invisível de reerguer-se quando ninguém está olhando.
Porque a verdadeira grandeza não nasce do êxito.
Nasce do abismo atravessado em silêncio.
E cada noite que te visitou não foi abandono.
Foi lapidação.
Cada perda não foi ausência.
Foi espaço aberto para algo maior que a própria ausência ainda que não compreendas.
Há uma arquitetura divina no caos que te molda.
Uma ordem que teus olhos ainda não decifraram.
Mas que teu espírito já reconhece.
Por isso, não te apresses em fugir da dor.
Há ensinamentos que só florescem no escuro.
E quando finalmente compreenderes,
não serás mais o mesmo que buscava respostas.
Serás a própria resposta.
Ergue-te, mesmo que em fragmentos.
Avança, mesmo que em silêncio.
E confia, ainda que tudo em ti vacile.
Porque existe um momento, inevitável e sagrado,
em que aquilo que te quebrou
será exatamente aquilo que te fez inteiro.
E nesse dia, sem alarde, sem testemunhas,
tu olharás para trás e entenderás:
Nunca foste fraco.
Apenas estavas aprendendo a tornar-te vasto.
O TRIUNFO SILENCIOSO NA APARENTE DERROTA.
Há um instante na história humana em que o olhar superficial se equivoca e a consciência apressada julga ter assistido ao fracasso do mais elevado dos ideais. A figura de Jesus Cristo suspensa na cruz, sob o peso da matéria e da incompreensão coletiva, parece, aos olhos comuns, o símbolo máximo da derrota. O corpo ferido, a solidão extrema, o abandono dos próprios discípulos e o escárnio das multidões compõem um quadro que, à lógica mundana, só pode significar aniquilação.
Entretanto, é precisamente nesse ponto que a leitura espiritual exige maior acuidade. O que se observa não é o colapso de uma missão, mas o ápice de sua consumação. A cruz não representa o fim, mas o método. Não expressa impotência, mas a pedagogia mais elevada que já se ofereceu à humanidade.
Sob a ótica espírita, compreende-se que aquele momento não foi um acidente trágico, mas uma culminância deliberada dentro das leis de causa e efeito. A trajetória do Cristo não se mede pelo êxito político, pela aceitação social ou pela preservação do corpo físico. Mede-se pela transformação silenciosa das consciências, pela semeadura de princípios morais que transcendem séculos e civilizações.
A aparente derrota revela, em realidade, a vitória sobre as ilusões do mundo material. Enquanto os homens esperavam um libertador que se impusesse pela força, Ele apresentou a soberania do espírito sobre a matéria. Enquanto aguardavam domínio externo, Ele ensinou o domínio interno. Enquanto ansiavam por vingança, Ele ofereceu o perdão.
O clamor "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" não é uma frase de resignação passiva, mas uma declaração de superioridade moral absoluta. Ali, na hora mais densa da dor, estabelece-se a ruptura definitiva com o ciclo da violência e da ignorância. Trata-se de uma revolução ética que não se impõe pelo grito, mas pela consciência.
Do ponto de vista psicológico e espiritual, esse episódio inaugura uma nova compreensão do sofrimento. Ele deixa de ser visto apenas como punição ou desventura e passa a ser compreendido como instrumento de elevação quando enfrentado com lucidez e propósito. A cruz, nesse sentido, transforma-se em símbolo universal da transmutação interior.
A história demonstra que o que parecia o fim foi, na verdade, o início de uma influência que jamais cessou. Ideias que nascem da força se dissipam com o tempo. Ideias que nascem do sacrifício consciente enraízam-se na essência humana. O Cristo não venceu evitando a cruz, mas ressignificando-a.
Assim, o olhar que se detém apenas na aparência vê derrota. O olhar que penetra a essência reconhece a mais elevada expressão de triunfo espiritual já registrada entre os homens.
E é nesse contraste entre o visível e o invisível que repousa a lição definitiva: aquilo que o mundo chama de queda pode ser, no plano superior, o instante exato em que a alma alcança sua mais alta ascensão.
Feliz Páscoa
Há sempre um momento
De começo
Um nascer de novo
Renovar a vida
Restabelecer-me
Mesmo desgastado
Renovo meu interior
A cada dia
Onde me sinto enaltecido
Sabendo que vim de algum lado
É sinal que estou vivo
Agora olhar para o passado
Vejo um percurso
Preenchido com apetrechos de amor
Rodeado de amigos consistentes e sólidos
Uma família genial
Que me dá força
Para prosseguir
Onde estamos interligados por Deus
A vida mudou um dia
Para mim
Passei por grandes tribulações
Em outros tempos, por vez ainda passo desafios que agora estou mais forte para suportar
O caminho é feito por vivências estas que nós nos espelhamos e reparamos que já fizemos um caminho, com muita dedicação e esforço, onde atingimos metas e objetivos onde independente das derrotas e vitórias
O que prevalece é a vida e aquilo que plantamos no nosso coração e de cada ser um pouco de paciência e atenção para com os outros é um benefício de mais valia para todos.
Sou grato por ver que estou num caminho de eterna felicidade.
Isto é maravilhoso
Isto é espírito de vida
SENTIR PARA VIVER
A PAIXÃO
Sinto-me lisongeado tenho um coração enorme, preciso ser bliscado para acreditar a razão de viver apaixonado pela vida, amar e tocar na alma das pessoas tem que ser medida, desculpe, não quero-lhe causar infortúnio o meu ser mesmo imperfeito clama pela musa que na sua bondosa generorisade me comprende, me aceite como sou e respeite, numa liberdade mutua da corrente corrida a favor e contra as forças do viver, havendo os tempos actuais em que não se prendemos a velhos rituais,cabe encontrar tempo, espaço para eu fazer morada no sua fonte da água da vida que me anima e alegra porque tem sentimentos e se apaixona, viver a vida com essa senciblidade é algo muito elevado que transcede o dito normal e passa a viver um magnifico, um bonito climax que perdura sempre que alimenta esse sentimento.
Beijinhos doces minha querida e linda amiga.
No percurso nubeloso
De um açoite
Encaro a outra parte
Calmante do pacto
Contrato com o divino
Atravesso o universo
Para perdurar para lá do altar
Para pisar a terra, o céu e o mar
Por tanto ,isso, tanto amo
Acordo com as dores do tempo
Sorrio e choro, na corrente do rio
Tenho frio
Aquéço este amago
Com o trabalho
Cai uma lagrima do céu
Para romper o véu
Deste coraçāo desfeito
Que clama pela intuiçāo
Deste sentimento
Que clama por uma sensaçāo
De ter sofrido as dores
Dos sentidos
Choram as almas e o espiritos
Outros aplaudidos
Em mundos destintos
Outra hora, embora tolhido
Sai agora 9 gemido
Para tudo ser suprimido
Continua preparaçâo
A adptaçâo da nova civilizăo
A questão
É o ponto de partida, da razāo
Faço uma oraçăo
Faço ums cansăo
Clamando um pouco de atençāo
Para o culminar uma forte emoçāo
Tudo está germinar o aumeto da tensăo.
Emanuel Bruno Andrade
O Elixir do Infinito
Nas águas turvas de um mar sem memória,
O sal que resta não seca o cansaço,
Pois nossa vida é uma eterna vitória,
Traçada em seda no abraço do espaço.
Ó Mãe, que em carta guardei o segredo,
Deste universo que em nós se desfaz,
Venci o tempo, o silêncio e o medo,
Na luz do luar que nos traz a sua paz.
Toda a conexão que a alma reclama,
É verso antigo em papel de poeira,
Onde o destino acende a sua chama,
E a voz do sangue é a única fronteira.
Não chega o oceano para o pranto estancar,
Nesta odisseia de um filho que sente,
Que a arte de amar é saber esperar,
Pelo retorno do sol no oriente.
O cosmo imenso que os olhos invade,
Reflete o rosto que a infância guardou,
Entre a matéria e a espiritualidade,
Onde o poeta o seu norte encontrou.
Na senda heroica de um ser solitário,
Que funde o digital com o barro do chão,
Fica o registro de um breve itinerário,
Escrito com sangue no meu coração.
#Abstracionismo
#PoesiaContemporanea
#Decassilabo
#EpicoArcaico
#FusaoArtistica
#ArteLisboa
Michelangelo com a pedra.
Certo dia, Michelangelo viu um bloco de mármore e disse a seus alunos: “Aí dentro há um anjo, vamos colocá-lo para fora!”. Depois de algum tempo, com o seu gênio de escultor, um anjo surgiu da pedra. Então os discípulos lhe perguntaram como tinha conseguido aquela proeza. Ele respondeu: “O anjo já estava aí, apenas tirei os excessos que estavam sobrando”. Educar é isso, é ir com paciência e perícia, sabedoria e bondade, retirando os maus hábitos e descobrindo as virtudes, até que o “anjo” apareça em cada aluno.
Como a espada que corta
Este verso maldizente quer:
Que o mal que você fez
Contra um animal de rua
Volte em triplo simplesmente,
Para que o quê você fez seja
- lembrado eternamente -
Como o escudo que protege
Este verso de maldição
Vai colocar juízo na sua cabeça
E também no seu coração!
O poeta é o protetor da Humanidade,
Que tem na poesia a sua artilharia
E nas letras a mais nobre infantaria.
O poeta é o som do violão,
Que toca na tua mão
E no teu pobre coração.
O poeta é o agricultor da espiritualidade,
Que vive de plantar o amor
Na estrada da Humanidade...
Como a porta que se abre para a luz,
Permita-se a claridade!
Lembrem-se muito bem lembradinho:
Que maltrato à animais de rua
Ou qualquer um animal
Vai muito além do crime...,
É expressão escandalosa de crueldade!!!
A Paraíba também é um local para amar
Seja no sertão ou no mar,
Contigo quero passear
De mãos dadas no Pavilhão do Chá.
Do alvorecer ao crepúsculo no Rio Sanhauá
Quero você agarrado na minha cintura,
Indo muito além do forrozar
Vamos juntos namorar...
Eis-me aqui, e você aí
Dá até para escrever uma letra de forró,
Quando você não está aqui
Porque foi na Paraíba que eu te conheci.
Não existe o 'cedo', e nunca é tarde
Para amar sempre existe tempo,
Aos poucos vamos nos aproximando
Por causa desse amor que está florescendo...
Para meditar: em nome de um plano político destruíram a instituição família e agora estão terminando de destruir a imagem dos professores porque não têm tato pedagógico
para conduzir as políticas públicas educacionais.
Só quero ver quem as crianças e a juventude vão buscar se referenciar? Porque não é difícil de imaginar que está tudo prontinho para preparar mão-de-obra barata para os presídios privatizados.
Busco artifícios em
nome de um caminho
que me ensine a lidar
com a relação ruim
que tenho com o silêncio,
Vencer tal impedimento
é o quê mais desejo
para me reinventar...
... se ir em busca
disso é algum defeito,
Continuarei sendo
este ser imperfeito
porque não sei viver
sem me importar;
é por isso que nunca
vou conseguir de ti
calar e nem me ausentar.
Dos meus desertos
sou e serei sempre
persistente peregrina
em busca de refúgio,
Não quero o final
de Romeu e Julieta
em versão médio oriental,
por crer que não há para
nós um fim que faça
dois infelizes, afinal.
Nós temos o direito
de quebrar com qualquer
maldição que nos impeça
a felicidade de viver
e de amar sem receio
do que possa vir acontecer;
... nem você vai tolher
mais o mútuo querer,
Do meu pequeno
lugar amoroso
pela Lua de Morango
beijado como
um doce repousado
no tabuleiro cobiçado
do Trópico de Câncer...
... neste Médio Vale
rumo ao Monte Ararate,
Decodificando todos
os possíveis sinais
que façam te entender,
quando te vi pela primeira vez,
resolvi de jeito nenhum perder
o quê todos sabem que nunca
de nós dois haverá escapatória.
Fingir preocupação com a saúde é um dos jeitos mais cruéis, nojentos e sorrateiros do Estado atentar contra nós.
Infelizmente, sobre educação e segurança — digo o mesmo.
Porque o problema nunca foi apenas a negligência.
A negligência é muito brutal, mas ao menos ela se mostra como abandono.
O mais perverso é quando o controle vem fantasiado de cuidado.
Quando se usa o discurso da proteção para justificar vigilância, dependência, medo e obediência.
Na saúde, dizem proteger vidas enquanto transformam pessoas em números, protocolos e até em estatísticas convenientes.
Alimentam doenças sociais profundas — miséria, exaustão, ansiedade, solidão, alimentação precária — e depois oferecem remendos como se fossem salvadores.
O cidadão adoece duas vezes: primeiro pelas condições impostas, depois pela falsa sensação de amparo.
Na educação, repetem que querem formar cidadãos críticos, mas frequentemente punem exatamente quem aprende a pensar por conta própria.
Ensinar virou, muitas vezes, domesticar.
Não se estimula consciência; estimula-se adaptação.
A criatividade, a dúvida e a autonomia incomodam.
O sistema prefere indivíduos treinados para funcionar, não para questionar.
E na segurança talvez esteja a face mais explícita da contradição: criam uma sociedade tensionada pelo medo e depois oferecem mais controle como solução inevitável.
Quanto mais insegura a população se sente, mais ela aceita abrir mão da própria liberdade em troca de promessas frágeis de ordem.
O medo vira moeda política.
E gente assustada raramente percebe a dimensão das correntes que aceita carregar.
O ponto mais sombrio disso tudo é que a manipulação moderna muito raramente vem pela força bruta.
Ela vem quase sempre pela narrativa moral.
Pelo discurso bonito.
Pela sensação de que alguém está cuidando de nós.
Não é a opressão declarada que mais cresce; é a opressão que se apresenta como proteção.
E talvez seja por isso que tanta gente já não consegue distinguir cuidado verdadeiro de administração de comportamento.
Porque o poder aprendeu que controlar pela ameaça gera resistência.
Mas controlar pelo conforto, pelo medo seletivo e pela dependência emocional gera consentimento.
No fim, a questão não é negar a importância da saúde, educação ou segurança.
São pilares indispensáveis de qualquer sociedade minimamente digna.
A questão é desconfiar quando estruturas de poder passam a utilizar causas como escudo moral para ampliar influências sobre todos os aspectos da vida humana.
Toda vez que algum poderoso insiste demais que está fazendo algo “para o nosso bem”, vale a pena perguntar: até onde vai esse cuidado… e em que momento ele começa a custar a própria liberdade?
