Texto para um Amor te Esquecer
A rua da memória sempre me recebe do mesmo jeito:
um beco torto, desses que fingem não conhecer ninguém.
As minhas pegadas — educadas como sempre
apontam discretamente para mim,
como quem indica o culpado que já nasceu pronto.
O alvo mudou, claro.
Mas a corda bamba continua ali,
com aquela generosidade silenciosa
que oferece tropeços como lembranças grátis.
E eu, que já fui pele exposta querendo posar de metal,
ainda caio no truque.
Dizem por aí que esforço salva, silêncio ilumina, amor acerta.
Engraçado.
A verdade vem com farpas e ainda querem que a gente sorria ao morder.
Aprendi a trancar a língua antes que ela fale demais.
E a coragem… bem, essa eu mantenho no bolso, dobrada.
Troco trevas por tropeços, puxo o prumo para o fundo,
faço aquela coreografia conhecida:
nada firma, nada fixa.
Até meu rosto erra o próprio caminho
quando eu digo “tanto fez”,
sabendo que foi exatamente o contrário.
Cada um costura seu casulo com o fio que sobrou.
Depois finge que observa de longe
o afogamento alheio, testando a água
como quem não está com a respiração pela metade.
E ainda distribui sentença, sermão, palpite
tudo embrulhado na convicção
de que a verdade cabe numa mão fechada.
Mas a verdade…
ah, essa prefere escorregar.
Não cabe em palma nenhuma.
E morde.
Principalmente quem jura que não sente.
A mulher quando é traída tenta mudar de todas as formas, achando que o erro é ela.
Põe um “ciliãos”, uns 3 ml de boca, mexe no corpo onde já é perfeito…
Talvez pra tirar a dor do peito.
Mas a verdade é que ela nunca foi insuficiente.
Só estava tentando caber no tamanho pequeno do amor que recebeu.
Tentando ser gigante pra quem nunca enxergou o valor que ela já tinha.
Ela se refaz por fora achando que vai curar o que está por dentro.
E não percebe que quem deveria se sentir pequeno
é quem não soube amar uma mulher tão grande.
Porque a traição não fala sobre quem é traída.
Fala sobre o caráter de quem trai.
E um dia…
Quando ela se olhar de verdade, vai entender:
o defeito nunca foi ela.
Foi o coração de quem não soube ficar.
A dor de perder um pai é um vazio imenso, uma ferida profunda que transforma o mundo, deixando saudades eternas, falta da voz, dos conselhos e da presença, mas também uma força que vem das lembranças, do legado e do amor que ele deixou, ensinando a seguir em frente, honrando sua memória, transformando o sofrimento em resiliência e mantendo viva a esperança de reencontro na eternidade, uma jornada de luto, choro, e aceitação, onde o tempo não apaga, mas amacia a dor, integrando a ausência à vida.
Antônio Roque 04/12/2025
Os corpos do covid-19 foram descartados plantados direto no chão, dentro de apenas um caixão, alguns também enrolados em plásticos.
Nestes terrenos, em menos de 3 anos, o chão vai afundar bem em cima dos caixões parecendo que a terra sentou, porém, foi o momento dos caixões apodrecidos desabarem.
Com as chuvas, as águas passarão pelos corpos gerando (chorumes), onde o lençol freático se encarregará inocentemente de espalhar toxinas por debaixo da terra, a todo tempo, além de resíduos hospitalares, levando facilmente contaminações até as vegetações, aos rios e a todas populações de animais e humanos, antes disto, minhocas e outras espécies que vivem sob a terra, se alimentarão destes corpos e gerarão húmus sem projeções científicas, somando em espalhar fortemente ainda mais.
Se a irresponsabilidade sem conhecimentos, ciências e boas vontades, soubessem de algo sobre estas ações ou tivessem sensibilidades, já não descartariam os corpos desta maneira, ficando a cargo das universidades através de seus cursos do campo das saúdes.
O ser humano é fantástico quando se interessa por algo e já pode até voar e inventa coisas incríveis, mas os corpos do covid foram plantados direto no chão da Natureza.
O covid recebeu trilhões de reais de doações e no que foi gasto salvou alguns, outros não, entre eles os sobreviventes, onde foi gasto zero “0” reais e umas escavadeiras para fazer buracos e descartar os corpos.
Os corpos vítimas de covid, deveriam ser enterrados através do sistema de compostagem, em um grande tanque de concreto com terra, cascas de frutas e legumes, junto de minhocas (sem retornarem para a Natureza), até passar por exames, onde tudo pode se tornar adubo, porém, ainda sem saber se poderá ser utilizado, mas a princípio, sem mais riscos de espalhar contaminações.
Para fazer um grande tanque de concreto, basta apenas uma empreiteira e ainda com o dinheirinho que se tem sobrando, estes tanques gigantes ficariam prontos em 3 dias, (os mesmos das barragen$, mas nem tão grandes).
Construir prédios de concreto para pessoas vivas, para eles é rápido, por mais que sejam muito mais complexos do que prédios para pessoas mortas, pois não teriam vontades de inserir repartições entre os corpos, por mais que necessárias também, pois cada caso é um caso, que pouco ainda se sabe.
De acordo com os ensinamentos da Natureza, é preciso apenas de manejos.
Esta maneira prática feita, para parecer estar livre, dará muito trabalho gerando limitações em geral, podendo trazer ainda mais doenças.
Uma teoria prática fora da caixa, sobre corpos vítimas de corona vírus, que talvez a escola matrix desse nota zero 0, mas não as ciências, tanto medicinais e permaculturais, por mais que seja a primeira vez a ver vibrar este assunto que oferece tal forma. Escola por favor, me prove que estou mentindo depois de tantas vezes que precisei te provar que sabia "verdades" que de nada adiantaram, pois nunca as utilizamos.
Precisamos replantar estes corpos o quanto antes, independentemente de custos financeiros, que sempre serão baixos perante as saúdes, para podermos iniciar corretamente os devidos trâmites para sanar a “crise sanitária”.
Salve.
MÃE SOLO
Lá vai uma mulher na rua,
Andando sem destino,
Com um semblante no rosto,
Ainda não definido.
No seu rosto ainda sem definição,
Não sabemos se é de choro
Ou de gratidão,
O que sabemos é que recebeu uma notícia
Que afetou seu coração.
Lá vai uma mulher
Com as mãos tremendo,
segurando um papel
Que tocou em seus sentimentos.
Lá vai uma mulher que terá que tomar uma decisão, agora tem um filho em seu ventre
E sozinha terá que comprir está missão.
A missão de ser mãe,
mãe solo e sem companhia-
Nas estradas da vida
Terá que se virar sozinha.
Lá vai uma mulher agora com uma criança em seus braços,
Tentando fazer de tudo para que cresça forte e saudável.
Lá vai uma mulher forte e guerreira
sem depender de ninguém,
Suas vestes são coragem, seus calçados
São esperança, e sua missão é cuidar com muito amor
Desta criança !
Hoje a criança cresceu,
Que orgulho tem desta mãe,
Que por vários lugares percorreu - o sentimento é somente gratidão.
Homenagem a minha mãe
Ivone Gomes Pinho
De sua filha
Thaiara Gomes Pinho.
03/05/2025. Gaibu PE.
“Quando eu era criança, ouvia sempre um ditado popular: ‘Aquilo que não mata fortalece ou engorda.’ 😅
Com o tempo, percebi que a vida fala por golpes suaves ou tempestades.
Às vezes, acreditamos estar no fim… mas, silenciosamente, cada dor nos molda, cada queda nos refaz, e cada dificuldade nos transforma em alguém mais forte do que imaginávamos.”
Certa vez, uma conhecida da faculdade afirmou para mim:
"Sabe, eu não posso casar-me com um pretinho e ter filhos escuros. Não posso fazer isso, eu estaria a pecar contra a minha cor."
Atravessado por aquelas palavras, fiquei por alguns minutos pensativo.
O facto curioso é que ela não é branca, mas sim uma preta minimamente clara, que no seu falar se denominam "mulatas".
A que nível a pretude desceu, para até se vangloriar de pensamentos medíocres. A ignorância é, de facto, algo que me assusta — reflecti.
Teclados do piano da vida
Música de paz
Músicas que mexem com a razão
Um toque, uma nota mágica
Você me escuta a todo tempo
São melodias nossas
Neste simples toque
Alcançarei o céu
Corpo musical
Perfeito para o amor
Braço adequado para tocar o amor
Notas perfeitas
Dueto de puro amor
Notas afinadas com o tempo
Nossos corpos, instrumentos perfeitos
Nunca teria chegando à perfeição sem você
Quanto mais toco
Mais perfeito fica
Almas de notas musicais
Nossos sons são mágicos
Ouço gemidos de prazer
Corpos ardentes a se tocar
Musica da paixão e do verdadeiro amor."
Há em nós um desejo profundo de sermos vistos, reconhecidos, aceitos. Esse desejo é humano, legítimo, mas quando se transforma em necessidade constante de aprovação, ele nos aprisiona. Passamos a medir cada palavra, cada gesto, como se estivéssemos diante de um tribunal invisível que decide se somos dignos ou não.
E nesse palco, a insegurança veste máscaras. Negamos a fragilidade, fingimos confiança, mas por dentro trememos diante da possibilidade de rejeição. O elogio se torna alimento, a crítica uma ferida aberta. Vivemos como se o valor pessoal fosse um reflexo nos olhos dos outros, esquecendo que o espelho mais verdadeiro está dentro de nós.
A vida, porém, não foi feita para ser vivida em função da plateia. A autenticidade é um ato de coragem: dizer o que pensamos, sentir o que sentimos, mesmo que não agrade a todos. É nesse espaço de verdade que nasce a liberdade.
Quando aprendemos a nos aprovar, a nos acolher com compaixão, descobrimos que não precisamos da permissão alheia para existir. A crítica deixa de ser sentença, o silêncio deixa de ser ameaça, e o elogio passa a ser apenas um presente — não uma necessidade vital.
A maior vitória é perceber que o valor não está em agradar, mas em ser. Ser inteiro, ser imperfeito, ser humano. E nesse reconhecimento, a aprovação externa perde o poder de nos definir.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Reflexão sobre a necessidade de aprovação
A necessidade de aprovação dos outros é como uma lente que distorce a forma como enxergamos a nós mesmos. Quando cada palavra dita ou cada gesto realizado é medido pelo impacto que terá nos olhos alheios, a vida se torna uma busca incessante por validação externa. Nesse processo, a autenticidade se perde: deixamos de agir conforme nossos valores e passamos a viver em função das expectativas dos outros.
Essa dependência nasce, muitas vezes, da insegurança. O medo de rejeição faz com que a pessoa se agarre ao elogio como se fosse oxigênio. No entanto, quando questionada sobre essa fragilidade, a tendência é negar. A negação funciona como uma defesa: admitir a insegurança seria reconhecer uma vulnerabilidade que parece insuportável. Mas negar não elimina o problema; apenas o oculta.
O paradoxo é que quanto mais buscamos aprovação, menos livres nos tornamos. A vida passa a ser guiada por um roteiro escrito por terceiros, e não pelo próprio coração. A crítica fere, o silêncio incomoda, e o elogio se torna indispensável. É um ciclo que aprisiona.
Romper esse padrão exige coragem. Coragem para aceitar que a insegurança existe, para reconhecer que não é possível agradar a todos, e para compreender que o valor pessoal não depende da opinião externa. A verdadeira liberdade surge quando a pessoa aprende a se validar internamente, a se olhar com compaixão e a aceitar suas imperfeições como parte da jornada.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Reflexão sobre a Imaturidade
A imaturidade é um espelho turvo, onde o ego se contempla e se engrandece, mas não enxerga além da própria sombra.
É o grito infantil travestido de adulto, a paciência que nunca floresceu, a empatia que se dissolve como sal na água, o altruísmo congelado em um inverno sem fim.
Ser “mimado” não é apenas receber demais, é não aprender a dar, é não compreender que o mundo pulsa em outros corações, que a vida não se curva ao desejo de um só.
A falta de estrutura, a ausência de mãos que guiem, de vozes que instruam, gera um ser que caminha com pés frágeis, incapaz de sustentar o peso das próprias escolhas.
E assim, nega o outro, nega a realidade, nega a dor que não é sua, como se o universo fosse apenas um brinquedo particular.
Mas a verdade é dura: crescer não é apenas envelhecer, é aprender a suportar o silêncio, a ouvir o que não se quer, a aceitar que o mundo não gira em torno de nós.
A maturidade é o ato de abrir os olhos, de reconhecer que o ego é pequeno, que a vida é vasta, e que só quem se desfaz das correntes da infantilidade pode, enfim, tocar a liberdade de ser humano inteiro.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Noite Leal
Caminho na sombra
com a lealdade cravada no peito,
como quem guarda um pacto
feito em silêncio antigo.
Meu sorriso?
É lâmina brilhando no escuro:
feliz, afiado,
nascido do que ninguém vê.
E enquanto a luz fria
escorre pelo espelho,
minha mente viaja —
longe, muito longe,
por estradas que só eu conheço.
Ainda assim, permaneço firme,
de pé, inteira,
com a noite ao meu lado
como velha companheira
O necessário e sábio instinto de sobrevivência em ambientes hostis...
Se mover por um propósito e ajustar a rota para a sua própria frequência emocional.
Transitar com pessoas e por lugares que te encante.
Em algum momento do percurso vai desagradar alguém,
é fato!
Mas, o mais importante é o compromisso com seu legado e principalmente com as suas verdades.
di matioli
Esperando o tempo de Deus
Esperar por esse tempo do Senhor, é um desafio para cada um dos seus filhos, primeiro porque nem sempre nosso coração esta disposto a compreender os propositos do Senhor e segundo que esperar envolve muita paciência e perseverança e somente aqueles que possuem um vida espiritual ativa com Deus, conseguem alcançar esse estado de graça. Mas lembre-se, o que Deus tem reservado para seus filhos é gradioso e todo aquele que crer de todo coração, sera alcançado pelas bençãos d' Ele. Portanto, ainda que tudo esteja meio confuso ai dentro de você, se liga Naquele que escuta o teu clamor, que seca tuas lágrimas e ainda te poe no colo nos momentos mais dificeis e confie incondicionalmente, porque na hora certa, vai acontecer e ai você vai ver as promessas de Deus se cumprirem na tua vida.
(Priscilla Rodighiero)
Pense na mente e no corpo como um aparelho de rádio sofisticado. O corpo é a estrutura física: fios, circuitos, alto-falantes. A mente é o sistema de sintonia. Já o espírito é a fonte do sinal.
No espiritismo, o espírito não nasce no corpo — ele o utiliza. Da mesma forma, o rádio não cria a música; apenas a capta. Quando a sintonia está limpa, o som chega claro. Quando há ruído, interferência ou frequência desalinhada, a música continua existindo, mas chega distorcida.
Nossos pensamentos funcionam como o botão de ajuste fino. Emoções densas, culpa, medo e raiva geram ruído. Pensamentos elevados, fé, estudo e caridade afinam a frequência. O corpo sente o resultado dessa sintonia: equilíbrio quando o sinal flui, adoecimento quando a interferência persiste.
A mente, nesse modelo, atua como antena. Quanto mais consciente e disciplinada, maior a capacidade de captar inspirações superiores. Não se trata de misticismo ingênuo, mas de responsabilidade íntima: ninguém controla o sinal universal, mas cada um é responsável pela qualidade da própria recepção.
Cuidar do corpo é manutenção do aparelho. Educar a mente é ajustar a sintonia. E evoluir espiritualmente é aprender, pouco a pouco, a ouvir frequências mais altas — aquelas que não gritam, mas orientam.
O silêncio interior, curiosamente, é o momento em que a antena mais capta. É ali que a consciência percebe que nunca esteve desconectada; apenas precisava sintonizar melhor.
Quando não estamos bem, conversar com pessoas de boa frequência faz toda a diferença. Não porque elas “resolvam” nossos problemas, mas porque ajudam a ajustar a sintonia interna.
Pela ótica do espiritismo — e também da psicologia — emoções são contagiosas. A mente funciona como uma antena sensível: em ambientes carregados de pessimismo, culpa ou julgamento, o ruído aumenta. Já perto de pessoas serenas, lúcidas e compassivas, o campo mental tende a se organizar. O sinal fica mais limpo.
Pessoas de boa frequência não são as que negam a dor, mas as que sabem escutar sem alimentar o caos. Elas não amplificam o sofrimento, não reforçam o papel de vítima e não transformam a queda em morada. Funcionam como referência de equilíbrio, lembrando — às vezes sem dizer uma palavra — que é possível atravessar a turbulência sem perder a direção.
Isso não é misticismo vazio. Estudos em neurociência mostram que interações sociais positivas modulam o sistema nervoso, reduzem cortisol e favorecem estados mentais mais regulados. No espiritismo, diríamos que isso facilita a influência de bons pensamentos e amparadores espirituais.
Por isso, escolher com quem conversamos quando estamos frágeis é um ato de cuidado espiritual e emocional. Em certos momentos, a cura começa não na resposta certa, mas na presença certa — aquela que ajuda a mente a voltar para uma frequência onde a esperança consegue ser ouvida.
Relendo o livro que você me deu,
Em cada página, um eco do seu ser,
Tento amenizar a saudade que é,
Sentida em meu peito, um doce sofrer.
A cada dia que passa, a distância pesa,
Mas suas palavras me abraçam, me aquecem,
São lembranças que dançam, como a brisa,
E no silêncio, seus risos me tecem.
Se o tempo é cruel, a memória é forte,
E entre as linhas, encontro seu olhar,
Nessa leitura, um refúgio, um norte,
Até que um dia eu possa te encontrar.
Que este Natal nos envolva,
como um laço leve e eterno,
e que o meu abraço
seja o teu porto seguro,
e o teu beijo seja
o meu abrigo de luz que acalma.
Existe magia nesta época,
ela vive em nós dois,
no gesto simples de estarmos juntos, és chama mansa e luminosa
a aquecer o meu inverno interior.
Contigo perto perto de mim,
é Natal no meu peito inteiro.
Faço da minha mente um mar de canções todos os dias, por isso as canto em palavras compartilhadas para soar como um passarinho barulhento na chuva lá fora.
Cada palavra dita sou eu, como um pássaro a gritar.
Compartilhar é inspirar.
Pois digo eu: é fazer da minha canção, lida por outros, pássaros aprisionados, capazes de gritarem na chuva
Acredito que chegamos em um momento que nada pode abalar tanto a nossa estrutra.
Viver em nossa atual sociedade e estar propício a cada evento chocante e traumático.
Penso que muitos dizem que estamos em uma era que todos são ansiosos.
Pois bem, ao acordar já nos abalamos, ao ligar a televisão nos chocamos, ao conversar com um parente nos destruímos.
Então não, não é uma era, viver é estar vivo e infelizmente estar sempre ansioso.
Aceitar o tempo é um gesto de sabedoria, porque lutar contra ele é desperdiçar vida. O tempo não pede licença, não faz acordos e não devolve o que leva. Ele passa silencioso, levando pessoas, certezas e até os sonhos que jurávamos eternos.
Mas há uma verdade que poucos encaram: o tempo não rouba, ele revela. Revela o que era passageiro, o que era ilusão e o que realmente tinha valor. Quem entende isso aprende a viver com mais verdade, menos apego e mais presença. Porque, no fim, não é o tempo que nos vence — é a forma como escolhemos vivê-lo.
