Texto para um Amor te Esquecer
QUANTO TEMPO O TEMPO ESPERA?
Quanto tempo o tempo espera?
Um minuto, um segundo
Talvez espere dias, anos...
Depende do que se espera
Pra esperar nesse mundo!
De uma coisa tenha certeza
Vá devagar, preste atenção
Tudo tem sua hora certa.
Não atropele, nem desespere
Pois, aquela vexatória pressa
É inimiga da perfeição!
AMORES DE UM POETA
1º ato
Benditos sejam os poetas
Que escreveram lindos versos
Para meu amor encantar
E como se fossem profetas
Ensinaram o caminho do amor
Para meu amor me adorar!
2º ato
Malditos sejam os poetas
Que no amor me fizeram
Um dia plenamente acreditar
E foi amando perdidamente
Que conheci a dor e a desilusão...
E meu amor a você entregar!!
MINH’ALMA BEIJA-FLORES
Minh'alma canta, encanta
E quando voa, assemelha-se
A um pássaro colibri!
Toda vez que paira no ar
Redobra seu canto, seu poetizar!
Minh'alma quando pássaro
Não escolhe lugar apropriado!
Pousa sem medo e descobri
Que seu apoio de sustentação
É a liberdade do seu versejar!
Minh'alma beija-flores
Na sua variável multiplicação
Suga extraindo de cada pólen
O alimento necessário e vital...
Para cativar seus amores!
VERSOS NÃO SÃO OBJETOS
(Para um leitor desinformado)
Não escrevo versos
Como se fossem objetos.
Objetos que se manipulam
Em feitos ou pedidos
Que a qualquer preço
Se cobram, estipulam...
Isso seria poesia?
Meus versos são escritos
Com a delicadeza d'alma
Que se enche de orgulho
Quando vê esborrar no papel
Sentimentos de amor e magia.
ESTARIA EU SONHANDO?
Estaria eu sonhando
Ver nos teus olhos
Um olhar apaixonado?
Ou seria imaginação
Do meu olhar inquieto
Tímido, disfarçado
No teu olhar compenetrado?
Olharei novamente
Pra sentir se existe
Um querer, uma vontade
Uma luz, uma chama
Nesse olhar que se derrama
Desejoso, reluzente, ofertado!
E o que posso constatar...?
É verdade porque persiste
Um olhar terno, brilhante
Anunciando claramente
Que espera do outro olhar
Um sinal para ser proclamado!
UM DIA... HEI DE ESCREVER
Um dia... hei de escrever
O mais lindo dos poemas!
De um poema que fale
O que canta meu coração.
De um poema escrito
Com suavidade, esplendor
E que do fundo de minh'alma
Narre todas as prerrogativas
Necessárias, clementes
Para que seja endereçada
Àquela que a cada dia
Conquista mais o meu amor!
CORAÇÃO SENTIMENTAL
Meu coração
Tem um jeito de ser
Afetivo, compulsivo
Quando se trata de amar!
Esse jeito sentimental
De sonhar, de se dá
Extrapola forte no peito
E faz com que se atreva
Acelerado, convidativo
Meio bobo, irracional
Pronto pra se entregar!
E assim se constitui oferecido
Sem medir consequências
Na querência da paixão
Nem teme esbarrar ofendido
Nos atropelos do desengano
De mais uma desilusão!
TEMPO FELIZ
Na minha memória
Vive um tempo feliz!
Tempo em que aprendi
A escutar o coração
Quando muitas vezes
Houve tristeza, desilusão!
Quando fecho os olhos
E viajo na canção
Relembrando momentos
Percebo claramente
Que quando agimos
Com lógica e sabedoria
Subimos mais um degrau
No caminho da evolução.
Aí, tudo volta a se encaixar:
O que não havia sentido
O que se havia perdido
O que nem era percebido.
INCOSTÂNCIAS
Ando um tanto sensível.
Qualquer sorriso superficial
Qualquer palavra, gesto
Qualquer abraço apertado
Ou mesmo um carinho afável
Um elogio na rede social...
Me faz tremer, desabar!
Agora, sou alguém que chora
Por lembranças, recordações.
Nem mesmo consigo controlar
Quaisquer Impulsos voláteis
Nas inconstâncias das coisas...
Que desmorona minhas emoções!
BRINCAR DE AMAR
Como é bom estar ao seu lado
Recebendo carinho, afago!
Em cada beijo um sorriso
Em cada abraço um acarinhar.
Como é bom se sentir amado!
Viver esses momentos verdadeiros
Se entregando por inteiro
Sensualizando no tempo apropriado.
Nos seus braços dividir confissões
E ao ouvir sua voz fechar os olhos
E na amplidão do momento...
Encontrar o céu de estrelas, levitar.
Verdadeiramente encontrar a paz!
Se entregar sem menos, nem mais.
Sonhando brincar de viver, de amar!
SOU APENAS UM POETA
Não tem nada nesta vida
Nenhuma força bruta, indevida
Nenhuma ameaça ou falseta
Que me obrigue, me submeta
A me fazer desistir de sonhar.
E se puder me entenda
Eu sou apenas um poeta!
Um poeta que tenta descrever
Sentimentos em prosas e versos.
Um poeta que vive pra amar.
Amar a natureza, amar a vida
Amar as coisas do seu lugar.
E ao mesmo tempo que transcreve
Seja um texto longo ou breve
É seduzido e se deixa levar
Por palavras, canções
Que tocam a alma e corações!
Portanto, não me deseje mal.
Talvez o que você queira ouvir
Não seja tão fácil assim...
Quem sabe esteja inserida
Numa palavra cruzada, indireta?
Então, volto a repetir:
Mesmo que você não entenda
Quando escrevo exclamando
Ponto e vírgula, reticências
Abraçando, sonhando, amando
A poesia me completa.
Não sendo pobre ou rico
Eu sou apenas um poeta!
UMA TAL FELICIDADE
Em vez de se aborrecer
De se alterar, entristecer
Coloca um sorriso no rosto!
E aí, certamente abrandarás
As amarguras do coração!
Assim se procedendo
A alma fica feliz e liberta-se
De qualquer raiva, desgosto.
Nada nesta vida pesa mais
Que alma presa, acorrentada.
Liberte-se! Liberte sua alma!
Abrande suas inquietações
Problema gera problema...
Dê um tempo...Siga em frente
Reflita suas imperfeições!
Se preciso, pare! Olhe pra trás
Descanse, respire fundo
Desmanche esse amargor
Bebendo um pouco de alegria
Da alegria de viver com satisfação.
Deixe que o vento toque sua pele
Invada seu corpo, seu sorriso.
Às vezes o sorriso é a solução.
CADA UM SÓ TEM O QUE MERECE
Pelo sim, pelo não...
Renego o que nunca tive
Dispensando suposições!
Até porque há várias razões:
Se nunca tive é porque
Predestinadamente, não era pra ter.
Pergunto: quem há de dizer
Contraditoriamente meu pensar?
Dispensemos o que nos apetece.
Vivamos cada dia o que nos cabe
E sejamos felizes!
Mas, aí você pode perguntar:
Se eu tivesse seria tão diferente...!
Novamente serei contundente:
Cada um só tem o que merece!
Lembro de um tempo atrás.
Um tempo na qual éramos nós, um tempo que era nosso.
Um tempo mágico em meio ao caos do dia a dia.
Como uma melodia suas promessas e desejos construíram uma alta torre de esperança no meu coração.
E lá no alto eu me vi preso com você, preso em um amor ao qual me mostrou que era real.
Eu fechei os olhos e não me importei de ficar ali, era confortável.
Eu lembro daquele tempo.
Assim, mais uma vez mudou a estação, nuvens carregadas apareceram encobrindo o sol, ventos fortes começaram a soprar uma nova estação movida por suas mãos.
Estação de medo, insegurança ou imaturidade, até hoje eu não sei...
E os seus ventos me levaram para longe, e eu fui...
Lembrando daquelas velhas melodias interrompidas por seus risos e gemidos fortes, intensidade marcada na pele.
Lembranças as quais não sei se não passaram de lembranças.
Por mais que eu queira dar um passo, você se mostra sempre atrás.
Sua insegurança fere a minha esperança.
Você até se aproxima sem movimentos bruscos, mas sempre acaba perdido nos seus próprios anseios antes mesmo de qualquer coisa.
Eu não sei se posso esperar.
Eu não sei se posso continuar.
Eu não sei como vai ser.
Eu só faço uma prece e peço, se existe alguém lá em cima, o qual senti nossas emoções e desejos, que faça você perceber, o quanto você mesmo se fere e não consegue ver o quanto eu ainda amo você!
AME AO MÁXIMO
Ame ao máximo.
Devemos amar ao máximo que pudermos. E, ao meu ver, ao nascer de uma criança, deveríamos fazer uma grande festa de celebração... Pois, quando perdemos um ente querido, é como se o mundo desmoronasse tanto pela perda, como pela angústia da separação! Amemos!
ENTRE UM SUSPIRO E OUTRO
Entre um suspiro e outro
nós nos perdemos no tempo
no tempo que de tanto amar
não sabíamos distinguir
se o que vivíamos no momento
era presente, passado, vindouro
e ali permanecemos atentos
atentos, despertos, vibrantes
perdidos ao nosso alheamento
porque de tanto querer, desejar
nós não sabíamos distinguir
melhor tempo para nos amar!
Outrora
O futuro é algo inevitável, queira você ou não, ele vem, e vem como um furacão tirando muitas coisas dos lugares - inclusive as suas coisas. As águas do seu rio interior talvez estejam paradas, acumulando sujeira, resíduos ruins como, mágoa, rancor e até resistência à liberdade. O rio não pode parar. A correnteza precisa seguir para levar tudo que não vale a pena e trazer vida nova, sentimentos novos, pessoas novas, um amor novo.
Você está tão acostumado a viver as boas e más experiências do passado, que não percebe o fluxo que segue diante de ti. O seu corpo está indo, mas a sua mente parou. Será que as circunstâncias precisam piorar para você perceber que cansou? Cair no mesmo lugar mais de uma vez significa que a inércia é a sua companheira.
A mudança que pode melhorar o mundo para aqueles que ama, é você mesmo. Permita-se e arrisque-se. Não tenha medo do “não”, pois quando menos esperamos, o “sim” nos agarra com surpresa e um novo ciclo recomeça. As barreiras que obstruíam seu rio são quebradas pela força da atitude. Um sentimento de prazer te abraça calorosamente e te diz “Obrigado por você se permitir ao novo”. Felicidade plena para aqueles que se arriscam.
DESEJO CONSTANTE DE AMAR
Um dia
quando menos esperei
ela de mim aproximou-se...
e sem que eu esperasse
de pronto, enroscou-se
mansamente em meus braços
se gostei?
Simplesmente adorei!
Seu cheiro leve, suave
fez-me viajar pelo seu corpo
e fui descobrindo...
a cada milímetro
seu mais profundo eu
até alcançar todo percurso
depois do trajeto percorrido
debrucei-me em seu olhar
analisando cada curva
foi quando resolvi
estimular dentro do seu íntimo...
a maior festa
que alguém poderia provocar:
o desejo constante de lhe amar!
QUEM SABE?
Quem sabe, talvez você não me esqueça... E um dia te ganhe de vez. Possivelmente, quem sabe tudo seja diferente daquela outra vez. É quem sabe talvez, eu te queira e na primeira manhã mesmo que estrelas apareçam, a incerteza de novo aconteça? Quem sabe?
Quem sabe, no clímax do momento, beijos quentes, ardentes, você desista, me esqueça? Quem sabe a sinceridade do nosso amor, nos enlouqueça? Quem sabe, todo desejo posto à mesa não vire de repente uma grande fraqueza?
Ou quem sabe talvez, pinte um amor de verdade e tudo se transforme na teoria da probabilidade? Ou ainda quem sabe esse amor escape pelos dedos, por ironia, por covardia. Pelo próprio medo. Quem sabe?
MEUS VERSOS, MEUS CANTARES
Meus versos
são meus cantares
aonde vá
carrego comigo
um canto leve, livre
solto, conciliador
que fala aos pares
de paz, alegria e flor
e quando nas noites
de sonhos e luares
vejo no céu abrir-se
a estrela do dia
reluzindo nos mares
todo seu esplendor
em ternas cantigas
de versos e prosas
que falam de amor!
