Texto para minha Sogra
uma semana pós minha morte.
meu pai…se culparia pelo resto da vida. Pelos xingamentos ditos no calor da raiva, pelas palavras que ecoariam agora como facas na memória. Pelo silêncio que me sufocou tantas vezes, pelas dores que talvez nunca tenha percebido que me causava. Ela entraria no meu quarto e sentiria meu cheiro impregnado nos móveis, nas roupas ainda guardadas, nos detalhes que só um pai reconhece. As gavetas fechadas, os livros marcados, as fotos espalhadas
— tudo se tornaria lembrança e culpa.
E cada noite seria acompanhada por lágrimas e arrependimentos.
minha mãe…perderia o sentido da vida. Talvez passasse horas sentado na poltrona da sala, ent silêncio, encarando o nada. Talvez lembrasse das nossas conversas, do meu sorriso, dos pequenos gestos que agora seriam apenas memórias. Cada copo de café teria um gosto diferente, mais amargo. O peso da ausência se tornaria sua nova rotina.
meus avós…aqueles que tantas vezes me criticaram, guardariam em si o peso das palavras duras. Talvez chorassem escondido, talvez não admitissem em voz alta, mas no fundo saberiam: perderam tempo me julgando quando podiam ter me amado mais.
minha psicóloga…a que sempre acreditou em mim, se culparia por não ter conseguido me salvar. Pensaria nas nossas conversas, nos sorrisos que eu ainda conseguia dar mesmo quebrada por dentro, nas batalhas que travávamos juntas. Guardaria meu nome com carinho e dor, desejando ter tido tempo para me mostrar que a vida ainda valia a pena.
minha irmãzinha, a minha princesinha, ela pensaria que eu apenas estaria fora de casa, mais acharia estranho eu não voltar mais casa, ficaria confusa e curiosa com todos agindo diferente perto dela e ela perguntaria para todos cadê a “memi” dela, apenas uma garotinha inocente.
o meus irmãos, bom, eles entrariam no meu quarto olhando para ele vazio apenas o silêncio ecoando lá dentro com um silêncio absurdo, eles não teriam mais ngm pra pegar no pé, pra chamar atenção, mas eles ficariam pensando nos momentos que já tivemos juntos, bons e ruins… mas minha morte não iria fazer muita diferença.
minha irmã, ela ficaria sem reação alguma por ser dura, mas por dentro ela ficaria sem chão, ela iria pensa em todos nossos momentos únicos, bons e ruins… ela iria me procurar todo dia na esperança de me achar em algum lugar.
Meus tios, ficariam surpresos em sabe que a sobrinha mais sorridente e alegre não iria mais voltar, vão sentir falta da minha risada escandalosa.
minhas primas, ficariam sem chão, por não perceberem que sempre foram grossa e ignorantes, talvez chorariam, mais não fazeria muita falta pra elas.
Minha avó, ela ficaria em estado de choque.. pois sempre me viu alegre, sorridente… Ela com certeza sentiria minha falta, de me ver reclamar, dos momentos que tínhamos, de conversa das risadas, sentiria a falta de mais alguém irritando ela.
Porque uma semana após minha morte, eu ainda estaria ali — nas coisas, nos cheiros, nos móveis, nos silêncios, nos corações. Presente em tudo, menos em vida.
Porque uma semana após minha morte...
eu ainda estaria em cada canto, em cada lembrança, em cada lágrima derramada.
Mas o mais doloroso para todos seria perceber que eu não volto...
e que o tempo nunca mais trará o que fui.
Se esta rua fosse minha,
Ela seria feliz.
Nela, estariam vivas mais memórias lindas
Do que lembranças tristes.
Haveria mais risos, ao invés de suspiros.
Haveria mais amor, do que dissabor.
Haveria mais alegrias do que noites frias.
Mais companhia do que cama vazia.
Mas aqui, os dias são mais cinzas,
A poesia é quase uma melancolia.
A harmonia é na solidão, e não na empatia.
Se esta rua fosse mesmo a minha,
Ela seria de amor, e não de dor.
Ela seria o meu refúgio, e não o meu amargor.
Ela seria um encontro gostoso, e não um evento choroso.
Nela, morariam tantas lembranças perfeitas, que as rachaduras seriam desfeitas.
Se esta rua fosse, enfim, a minha,
Eu mandaria ladrilhar…
Mas como não é, eu tenho outros caminhos a trilhar.
Outras ruas pra passar.
Outras memórias pra, com afeto, criar, e para depois, com satisfação, recordar.
Se esta rua fosse minha,
ela seria de brilhantes,
para o meu amor passar… e ficar.
Mas ela é de pedra, arrogante,
e o amor só pode atravessá-la
rumo a outro lugar, bem distante daqui.
E nesta rua há, de fato, um bosque:
escuro, cheio de solidão.
Para este amor, só restou a morte,
e o renascimento em outro coração.
Eu quebrei a minha capela.
A capela onde eu fazia minhas orações belas,
onde ficavam quentinhos e quase seguros os grandes sonhos que eu cuidava com zelo, carinho, e aquele brilho inocente que só uma criança tem.
Era o meu pequeno templo secreto,
guardado dentro de mim
como quem protege uma chama que nem sabe ainda que pode apagar.
Mas lembro.
Lembro das primeiras vezes em que arruinaram as estruturas da minha capela.
E dói ainda hoje, como se o eco daquelas pedradas não tivesse parado nunca.
Eu era só uma criança.
Uma criança com uma capela tão linda, tão cheia de cor, cheia de futuros possíveis…
e tão frágil.
Tão absolutamente vulnerável a mãos que eu amava demais para esperar que fossem elas as primeiras a golpear.
Foi na véspera de Natal
aquela mistura de cheiros, luzes, risadas e expectativas
que a primeira grande pedrada voou.
Não sei se foi por descuido, por ignorância
ou por uma crueldade que os adultos não assumem nem pra si mesmos.
Mas foi certeira.
E quebrou a vidraça da frente mais bonita da minha capela.
E ninguém sabe como ela era linda.
Ninguém nunca viu.
E o mais triste é que nem eu consigo lembrar direito da cor daquele vidro,
da forma da luz que entrava por ele.
É terrível perder até a memória do que te fazia brilhar.
A gente espera pedradas de estranhos,
de quem passa na rua sem olhar na nossa cara.
Mas nunca de quem a gente ama.
Nunca de mãos que deveriam construir, não destruir.
Como dói.
Cada pedrada doeu.
Cada pichação.
Cada pequeno vandalismo que parecia bobo, mas arrancava um pedaço gigante do que eu sonhava ser.
Me acostumei tanto à dor
que quase achei que ela fosse parte da arquitetura.
E eu tentei manter.
Tentei demais.
Pintei, repintei, redecorei,
segurei paredes com as próprias mãos,
me apoiei nos restos de mim mesmo pra continuar de pé.
Eu era só uma criança tentando restaurar uma capela que parecia uma catedral inteira
com as ferramentas imaginárias que tinha no bolso.
Mas o tempo não perdoa rachaduras.
Nem tempestades.
Nem vozes que gritam e comparam ou humilham mais do que acolhem.
E sempre vinha uma nova chuva,
alagava tudo,
desbotava meus sonhos até eles perderem cor, cheiro e sentido.
Tentei tapar os buracos.
Tentei erguer o teto.
Tentei pôr de pé o que já tinha morrido em silêncio.
Mas o teto caiu.
E junto, eu.
Salvei alguns sonhos,
os que ainda respiravam,
mas estavam tão feridos que muitos desistiram no meu colo.
Outros sumiram sem deixar rastro.
Outros morreram sem eu entender quando.
E mesmo assim eu fiquei ali,
esperando a chuva passar
como quem espera que o tempo um dia devolva o que levou.
Mas o tempo nunca devolve.
Ele só leva.
E às vezes leva tudo.
O sol veio e queimou o que sobrou.
Me queimou também.
E cada queimadura levava mais um sonho com ela.
E quase que me levou inteiro também.
Quando o vendaval de setembro voltou,
as paredes que restavam já não tinham força nenhuma.
Eu tentei segurar, desesperado,
mas cada rajada levava embora outro sonho,
como se fossem folhas secas que eu não tinha como manter comigo.
Hoje, mais cedo,
o último deles partiu.
E eu chorei como nunca chorei na vida.
Chorei de um jeito que parecia que eu estava desabando junto.
Sentia tanta culpa e uma absolvição que nunca vinha.
E então quebrei a última parte da minha capela.
Deixei cair.
Deixei ruir.
Deixei virar pó.
Apenas assisti sem forças.
Ali agora só resta um sepulcro.
Meu próprio cemitério de sonhos.
Sonhos que nunca viram a luz do dia,
nunca foram celebrados,
foram desencorajados, silenciados, humilhados, mal comparados, envergonhados.
Foram destruídos enquanto ainda eram sementes.
Saí de lá há alguns dias,
me arrastando,
em direção ao vale dos sonhos quebrados,
um vale enorme, cinza, preenchido de ecos que ninguém quer ouvir.
Um vale onde tantos outros chegaram como eu:
com seus templos destruídos, suas janelas partidas,
suas crianças internas chorando.
Eu vejo todos.
Mas não sei se eles me veem.
Ou se se importam.
Talvez cada um esteja preso na própria ruína.
Alguns riem,
mas é um riso vazio.
Um riso que não ilumina nada.
Tudo ali é frio, sem propósito.
Eles brindam com copos vazios,
como se comemorassem ausências e desapego
Alguns preferem ficar no frio e sozinhos
Outros se olham no espelho,
mas ignoram o relógio
e esquecem que o tempo é um fio curto,
tão curto que às vezes não dá pra dar um nó.
Ninguém parece amar de verdade ou temem a vulnerabilidade disto
Só querem parecer algo,
querem impressionar sombras que fazem com suas velas acesas num bar.
Eu não encontrei ali um lar.
Então, mesmo cansado,
subi em direção à montanha.
No caminho encontrei o Oráculo do Tempo.
Ele me disse que dali em diante,
cada passo custaria mais tempo.
Eu não entendi.
Mas ao olhar nos olhos dele,
vi uma linha inteira de existência passando em um sopro.
Minha vida coube em um instante,
num piscar de olhos que nem piscou direito.
E eu percebi:
não importa quanto tempo passe por fora,
por dentro a primeira vidraça quebrada
nunca envelhece.
As dores não respeitam cronologia.
O trauma é atemporal.
Ele mora no mesmo lugar,
com o mesmo impacto,
com o mesmo corte.
E eu ainda estava lá:
no vale dos sonhos quebrados,
preso, me sentindo menor, ferido,
tentando reconstruir com as mãos sujas de pó.
E então… veio a parte que mais doeu:
percebi que a criança que fui,
aquela que segurava uma capela inteira com as mãos pequenas,
ficou presa no momento das primeiras pedradas.
E eu cresci ao redor dela,
como uma casa construída em volta de um escombro
que ninguém nunca teve coragem de remover.
Ela ainda está lá.
Sentada entre ruínas.
Chorando baixinho para não incomodar.
Esperando que alguém
quem quer que fosse
voltasse e pedisse desculpas, que não era verdade
Mas ninguém voltou.
Ninguém nunca volta no ponto certo da dor quando a gente mais precisava.
Então eu continuei andando,
carregando um tempo que pesa demais,
olhando pra trás como quem busca algo que nunca teve chance de existir.
No fim, o Oráculo do Tempo disse que todo passo tem um preço
porque a gente, no fundo, não caminha no espaço,
a gente aprende forçadamente a caminhar dentro das próprias feridas na esperança que elas cicatrizem de forma sutil, sem marcas expostas que nos deixem feios.
E quanto mais longe tentamos ir,
mais percebemos que você nunca abandona a criança que chorou no início de tudo.
Ela segue lá.
No vale.
Com a capela destruída.
Me chamando sem voz,
pedindo para ser salva
como eu tentei salvar meus sonhos.
E talvez a maior tragédia
não seja ter perdido a capela,
nem os sonhos,
nem o tempo.
Talvez a maior tragédia seja saber
que eu nunca consegui voltar por ela.
Matteus R Lopes
Há dias em que estou triste,
e os que torcem pela minha felicidade
também ficam triste por mim.
Há dias em que estou super feliz
e também deixo triste os que, de mim não gostam.
Por isso, é que peço a Deus que olhe
por todos os que me amam e se interessante por mim...
E peço o mesmo aos que de mim não gostam,
que é para eles serem felizes, para que a minha felicidade
não seja o motivo da tristeza deles.
Às vezes eu só queria conduzir a vida como conduzo minha moto: estar sempre atento às adversidades, em equilíbrio comigo e com meus pensamentos, aproveitar o vento no rosto e fazer parte da paisagem no presente, no lugar onde estou, sem me preocupar com o passado nem com o que está por vir.
Às vezes eu só queria conduzir a vida como conduzo minha moto: com cautela, cuidado — e, mesmo que eu caia, que eu esteja protegido, porque me equipei previamente para que, quando o infortúnio chegasse, eu sofresse na menor proporção possível.
Às vezes eu só queria conduzir a vida como conduzo minha moto: nos momentos de raiva, acelerar, chegar com velocidade, ativar minha endorfina e, momentos depois, simplesmente ficar bem.
Mas infelizmente a vida não é como a moto… mas pode ser vivida como se fosse. Basta ajustar o capacete da coragem, manter firme o guidão das escolhas e seguir em frente, sabendo que cada curva traz uma novidade, cada reta traz um respiro e cada quilômetro percorrido é uma vitória.
No fim, o importante é continuar pilotando — a moto, a vida e os sonhos.
A responsabilidade com minha família, a responsabilidade comigo, com o meu crescimento espiritual e com o bem, me impulsionam para o mais elevado.
A busca do caminho do meio e o foco no centro que está dentro de mim mesmo, para enfim, encontrar plenitude e refleti-la no meio onde vivo, transformando-o.
sendo bem sincero, ultimamente tenho pensado bastante nas micro coisas que mudaram na minha vida.
tenho crescido, isso me assusta.
o que antes era apenas um pequenino dizendo que queria que alguém se declarasse pra ele com frases lindas expondo todo seu amor e carinho em uma carta, hoje, nem mais sinto toda a intensidade se isso acontecer.
tenho desabado cedo de mais e isso me assusta, unico pensamento que tenho hoje é se vou ficar sozinho no futuro e se realmente vale a pena ter alguem pra chamar de meu companheiro.
depois que vi a humanidade com outros olhos, tive mais umas decepções amorosas e conheci bem a natureza humana e vi o quão complicado é ter algo ou alguém com valores sentimentais postos por mim mesmo.
resultado? acabei me frustrando, me desmontando, me quebrando, me machucando e tudo isso só pra me reconstruir novamente.
hoje, tenho feridas que tenho certeza que nunca vão ser concertadas e apenas mascaro as mesmas com um sorriso e evitando contar dos meus problemas.
Enfim, viva a vida.
O céu baunilha nasceu com o tom roseá mas minha vida é cinza
Ecos de albatrozes imóveis no ar nas profundezas das ondas dos labirintos-cavernas sem corais
Magicamente areia de porquês ancoras se escora para não deslizar
Subir na direção à luz
Estranhos passando na rua eles simplesmente não existem
Olhares conduzo através da terra mas não posso voa ao redor do sol minhas asas não suportaria
As nuvens todos os dias cai incitando e me convidando a subir
E através da janela na parede o perdão que eu mesmo quero dar
Entram escorrendo nas asas da luz do sol embaixadores da manhã
Meus dias minhas noites somem na imensidão dos cosmos e nada, nada... é minha gravidade mais
Canções de ninar era feitas pelas mães negras de coração perfeitos enquanto os seus caminhas na direção do tronco pelos seus cuidados os matarem
POr Charlanes Oliveira Santos
Quero apagar a minha existência
Por fim a essa dor ...
Sem forças para insistencia
Que com sol já não sinto calor
Nas letras não encontro fuga
Nas lágrimas não tem alivio.
No silencio só um barulho
E no barulho uma completa solidão
Não tenho o abraço que desejo
Não ouço a voz que anseio
A vida já não importa
Em vida essa dor não a suporta.
Aqui despeço-me das palavras
Despeço do sorriso.
Me desfaço das lembranças
Me despeço de tudo!
Adeus!
A noites bem dormidas.
A boas companhias
A boas comidas;
Serei o alimento da terra.
Minha oração hoje vai para todas as criança que não possuem o privilégio de ser criança...
Àquelas que tem no olhar o cansaço da lida, ou que tão pequenas já dão a luz a outras crianças...
A quem não tem voz e morre enterrada viva por conta da tradição, e por aquelas que acamadas num leito de hospital, têm seu mundinho reduzido a um quarto.
Por aquelas que são privados da acessibilidade e compõem os grupos negligenciados por falta de conhecimento ou descaso.
Oro, desejando que mais leis protejam estas e mais vozes possam engrossar este coro em amor, no engajamento e abrigo. Pois no final das contas, amor vale mais que qualquer brinquedo.
Oro também por adultos que abraçaram as mais diversas causas em favor desses miúdos. Por Abigail Aquino
Minha oração hoje, vai para vocacionados da área da saúde que optaram por cuidar do outro mesmo sabendo do risco.
Por idosos que nos dias comuns já se sentem solitários e terão que duplicar a solidão em meio à crise na área da saúde.
Por meus amigos e ONGs que mesmo tendo pouco, insistem em ajudar os que estão em situação de vulnerabilidade. Willian Ventura
Para famílias e vítimas do coronavírus que sofrem com a dor da perda e a dúvida sobre a recorrência na família.
Por aqueles que não possuem água disponível e ouvem incessantemente a informação sobre a importância de lavar as mãos durante a pandemia.
Eu respiro o sopro do Eterno,
e nele descanso minha alma.
Caminho mesmo sem ver,
confio mesmo sem entender,
creio mesmo quando o silêncio fala mais alto.
O impossível não me governa,
pois a promessa habita em mim.
O deserto me ensina,
a espera me fortalece,
e cada passo carrega sentido.
Não estou só.
Há uma presença que me guia,
uma luz que não se apaga,
um amor que sustenta tudo.
Entrego o medo,
acolho a fé,
e sigo em paz.
Hoje, eu escolho confiar.
Hoje, eu escolho permanecer.
Hoje, eu escolho caminhar na luz.
Assim é. 🌟
Eu demorei para entender porque certas coisas acontecem em minha vida, o porquê de certas lutas e dores. Foi preciso leitura, estudo e fé para tentar desenvolver minha espiritualidade e aceitar com humildade e resignação que certas fases simplesmente precisam acontecer. Que por mais que doa, por mais que canse, a mão de Deus nunca nos desampara, e existe uma força maior que nos move, o amor. O amor a Deus, pelos que amamos e por nós mesmos. E digo uma coisa, essa dor que você está sentindo vai passar. Chore pra aliviar o peito se precisar, eu sei que o peito pesa às vezes e pensamos que não vamos suportar. Mas a cada etapa vencida, nos saímos mais fortes e amadurecidos. Nossa luta, muitas vezes, é contra nós mesmos. Contra nossa natureza imperfeita, nossa falta de fé, que pode acontecer em alguns momentos, e nossa falta de entendimento na vontade de Deus. Estamos aqui é para evoluir, por mais que não entendamos o que nos acontece, sempre sairemos melhores depois da tormenta. Sejamos gratos pelos momentos de alívio. Sejamos gratos por tudo que temos e somos.
Boa noite!
Amanheço em gratidão pela semana difícil que superei, percebo a cada dia o quanto minha fé me fortalece e sinto o agir de Deus em todos os detalhes, sei que por mais que as coisas pareçam difíceis, nada sai ao Seu controle. O dia de hoje entrego nas mãos Dele, na certeza de que será abençoado e feliz. E descanso, neste começar do dia, pois tenho certeza que Deus estará comigo em cada passar das horas, me guiando, me protegendo e me iluminando em palavras e ações para que o melhor me aconteça.
Josy Maria
Bom dia!
MUSA
Seus cabelos são cascata,
Nos ombros de pura alvura.
És minha paixão abstrata,
Coroada de brandura!
Nessa ilusão cinzelada,
A sua rara candura,
Dessa musa cintilada,
Em infinda formosura
Oh deusa da minha vida!
Nos lábios, rubra cor.
És a doce prometida,
Que aliança o meu amor.
Hei de admirar-te despida,
Sendo o seu servo e senhor!
Minha mulher é alguém que amo!
Eu sou alguém que ela gosta de ter por perto
Ela sabe que o corpo dela deixa o meu em chamas
Minha melhor forma de aproveitar o tempo
é acariciar a mulher que me ama.
Não posso resistir aos encantos dela
Meu coração sempre se manteve conectado a ela.
Uma conexão que não tem hora para acabar
Ela é alguém que valeu a pena esperar.
Que bom que encontrei a mulher certa
Tenho ao meu lado a mulher com quem sempre sonhei
Tenho em mente que nunca a magoarei
Não posso me imaginar sem ela.
Teu nome ainda lateja na minha cabeça
como vidro quebrado brilhando no chão,
bonito de longe, perigoso de perto.
Eu aprendi a sangrar devagar pra não fazer barulho,
como quem respeita o luto de algo que nunca foi vivo de verdade.
As palavras que te escrevi vieram feridas,
cheias de poeira e intenção torta,
misturando carinho podre com raiva cansada.
É foda admitir, mas tem amor que nasce morrendo,
e mesmo assim a gente insiste em regar o cadáver.
Te transformei em metáfora sem pedir tua permissão,
porque é mais fácil lidar com poesia
do que com a merda concreta do abandono.
E doeu, doeu pra caralho.
Esse negócio de achar beleza no que me destrói.
No fim, guardei tudo numa gaveta sem fundo:
tu, eu, os restos, as frases tortas,
toda essa bagunça emocional que fede e brilha ao mesmo tempo.
E quando a madrugada pesa,
parece que o universo inteiro respira, por cima do meu peito,
me esmagando, me lembrando
que até as ruínas têm memória.
E as minhas, infelizmente, ainda falam teu nome.
ESSA É PRA VOCÊ
Eu te odeio tanto
que a sua morte
é a minha liberdade
minha salvação
e minha felicidade.
Quando você morrer
vou rir diante do seu sangue derramado
não porque eu sou psicopata
mas porque sou um ser traumatizado.
Quero te ver no caixão
Levar flores e esfregá-las na sua cara
quero te ver sofrer
até depois da morte.
Só assim eu vou curar cada corte
que eu mesma provoquei
na esperança de morrer primeiro que você.
Vou te levar na funerária Santa Maria
onde cada morte provoca um sorriso e uma alegria
mas quem vai estar mais feliz com tudo isso,sou eu.
Se um dia você realmente morrer antes de mim, me desculpe
eu tentei me matar na esperança de te deixar em paz.
Mas se você morrer primeiro, eu vou ficar muito agradecida
por me deixar ser feliz.
Hoje, eu, depois de tantos anos, vi a mulata da minha vida.
Ela já não tinha mais aquela aparência da nossa adolescência.
Tinha se tornado uma mulher madura.
Estava tão bela, que nem uma deusa chegava aos seus pés.
Ela estava ajudando os necessitados.
Continuava com a sua bondade e gentileza.
Em algum momento, ela olhou direito pra mim.
Porém, imagino que já havia me esquecido.
Mas eu estava muito diferente.
Pois ela mudou para melhor.
Eu fiquei pior.
Não só de aparência, mas também de alma.
Mas senti que ela olhou dentro de mim.
Como se visse minha alma.
Ali, eu desabei.
Chorei como uma criança.
Ela estava vindo até mim.
Porém, eu fugi.
De medo e vergonha.
Quando cheguei em casa,
eu lembrei de nossa época da escola.
Roça minha Roça
Ahhh, esses dias que vivi na roça encantada,
Foram bálsamo pra alma, descanso pra jornada.
Um cantinho de paraíso que faz o peito estremecer,
Trazendo uma vontade imensa de da cidade me esquecer.
Porque essa cidade louca, barulhenta, apressada,
Onde tudo tem que ser feio, urgente, feito a pancada,
Já não acolhe meu sonho, já não ampara meu ser;
E o coração sussurra baixo: “volta pra roça, vai viver.”
Na roça o tempo desacelera, respira em paz,
Nada corre desvairado, nada exige jamais.
O galo canta firme anunciando a aurora,
E cada canto de pássaro é poesia que aflora.
Os passarinhos cruzam o céu em voo certeiro,
Colorindo o horizonte com um toque verdadeiro.
No rio, os peixes pulam sem medo, sem pressa,
Como quem dança com a água e com ela se confessa.
A gambá atravessa o campo com seus filhinhos,
Entre o capim orvalhado e os matos caminhos.
É cena singela que emociona só de olhar,
Um milagre cotidiano que só a roça pode dar.
E eu, sentada na rede, a balançar devagarinho,
Deixo que o vento me conte histórias no caminho.
Nos primeiros raios de sol, sinto a vida me tocar,
Como se Deus ali dissesse: “Filha, podes descansar.”
O cheiro da terra molhada invade o meu peito,
E cada detalhe do lugar parece estar no seu perfeito.
Há um silêncio que abraça, uma calma que aquieta,
Um aconchego que cura, que limpa, que completa.
Respiro fundo… e em cada sopro eu sinto chegar
Uma certeza doce, difícil até de explicar:
Que não sou só visitante, nem mera admiradora,
Sou parte dessa obra-prima, dessa terra acolhedora.
Porque nesse lugar divino, nesse canto abençoado,
Percebo que sou raiz, sou vida, sou passado.
E quando a manhã se abre em luz e cintilante cor,
Entendo de uma vez que ali também floresce o meu amor.
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