Texto para minha Sogra

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⁠Bois Mirins

Dei-me conta que estava
com a minha cabeça
avoada só quando percebi
cara a cara no pasto
do folclore do Amazonas
que os Bois Mirins
estavam me encarando,
e quase corri de medo,
mas acabei dançando.

Foi com o Boi Mirim Tupi
dançando de um jeito que
nesta vida jamais me vi,
dele o Boi Mirim Estrelinha
me tirou reverenciando
com toda a maior alegria...,
depois de um tempo
veio o Boi Mirim Mineirinho,
daí foi que percebi que entrei
de uma vez no ritmo bonito.

Levada pelo folclore amazônida,
só sei que foi na boa companhia
dos Bois Mirins apareceram
muito mais bois do que eu já sabia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ninguém é obrigado
a nada e a minha ideia
é pé de Jenipapo,
A nossa amada Terra
é aqui, e ainda bem que
não é nenhuma outra;
Sou realista e não ligo
que me chamem de louca.

Se for falar da nossa
Terra que seja doce
até para falar com
quem quer que seja,
e até do que é amargo,
Sei que não é fácil
o quê se tem passado.

Claro, que pode ficar pior,
se não embalar o seu
coração tranquilizado,
por isso busque ser
a tua paz, o seu amor
e o melhor tratando
bem todos ao seu redor.

Quando não conseguir
o modo pacificado,
Lembre-se que o silêncio
sempre será o aliado,
porque no final o quê
importa é um convívio
sereno e equilibrado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minha identidade
nacional brasileira
está presente em tudo
aquilo que posso
usar os meus sentidos,
vivenciando em solitude,
no convívio diário
ou estando distante,
o importante é cultivar
para nunca olvidar,
para não deixar desperdiçar.

No choro ou no riso
capaz de ser recíproco,
Na nossa Natureza
e em tudo aquilo
que a Arte, a Cultura
e os sabores fazem
lembrar que aqui nascemos
ou aqui escolhemos,
quem somos e vivemos,
tudo é parte do que queremos
e de quem na vida seremos.

A ancestralidade e a identidade
nunca serão isoladas
uma da outra,
quando se conhece cada uma,
e se reconhece a sua
identidade nacional
como próxima do espiritual,
nenhuma força externa
será capaz de guiar
o seu destino e na sua terra
vir a se tornar perpétua.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Bordei a minha
fantasia de Cruz-Diabo,
Vou me juntar com
a multidão por todo o lado,
Quem já pensava outra coisa,
é só para o Carnaval quando
o coração estiver preparado.

...

Espinho de Cuandu
só funciona na defumação
quando encontrado
por obra do ocaso,
Caso o contrário virá
mau agouro por todo o lado.

...

O meu silêncio, o brio
e apego são herdeiros
de Cucuí neste meu
Alto do Rio Negro:
De alma, mente, corpo
e coração tenho
tudo deste guerreiro.

...

Cucumbi vibrante
segue intenso
e vivo no sangue.

...

Cucura nas mãos
de Jurupari dada
a Ceuci assim sou
segredo que não
deve ser conhecido
por que não é iniciado.

(Todo o cuidado é pouco)

...

Cuiba
é alegria
que rima
com poesia,
Na vida
a vitória é outra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Minha ancestralidade
sempre honrada,
Mani renascida,
eterna raiz sagrada.

Jamais esquecida,
louvada e adorada
com sabores e aromas
por mim recordada.

O coração sabe bem
quem é o seu dono,
e o seu espírito tem
o seu suave descanso.

Nunca precisei fazer
o caminho de volta,
aqui é minha terra
bela e sem adorno.

Nenhuma tempestade
estremece o amor
que é chama e refresca,
e não há quem me afaste dela.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Aqui, só havia eu e minha jangada.
Ao redor, árvores e mais nada.
Queria tê-la para viajarmos às Américas,
ver além das telas.

Remendando-a constantemente, cuidava dela com bom gosto.
Laçando-a a uma quina, procurava mantê-la a salvo.
O tempo muito se passou, já se ia agosto.
O aglomerado de madeiras se soltava frequentemente.

Remendo, remendo, remendo…
A jangada mostrava-se diferente.
Apesar de perto, estava distante.
Talvez por isso eu estava tremendo.

Chovendo, corria para segurá-la.
Trovoando, permanecia para amá-la.
Quando o Sol voltou das cinzas e a alegrou,
ela, da minha mão, desagarrou.

Minha querida jangada, cuido de ti há meses.
Minha querida jangada, tento ir contigo às alturas.
Esforcei-me para estar contigo nas aventuras,
mas afundaste-me umas tantas vezes.

Logo que afundávamos, segurava-te antes de mim.
Puxava-te para a superfície e remendava-te.
Era indescritível o quanto te queria.

Nadaria rios inteiros atrás de ti.
Nenhuma outra me fará experienciar o que, por ti, senti.
Carregaste a esperança de noites melhores.
Cultivaste a criação de sonhos maiores.

A terra de Gonçalves Dias pode ter palmeiras.
As aves, lá, que gorjeiem à vontade.
As estrelas, que brilhem.
Que os bosques vivam lá.

Minha terra tinha mais vida,
onde navega a minha jangada.
O vento, que aqui atravessa os fios de cabelo,
não faz o mesmo lá.
Minha jangada tinha mais vida,
e a minha vida, mais amor.

Oh, querida jangada…
Como ainda te espero para navegarmos,
esperançoso de mais uma vez nos amarmos.
Perdoo-te, minha amada.

Inserida por Brazchi

⁠A Lua Nova é a minha
confessora que atalaia
e traz alvíssaras em Rodeio,
nossa joia do verdejante
Médio Vale do Itajaí,
e poeticamente por aqui
embora eu continue
a mesma agora há
uma página que preludia
que só tenho olhos,
desejos e sonhos
todos dedicados para você
que com jeito terá
de me alfabetizar para que
os sinais do seu amor
aprenda sempre a ler,
porque sei que você quer
ensinar e sou disposta
sempre para aprender.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Senhor Jesus,
ensina-me a viver com saudade do céu.
Que meu coração esteja pronto,
que minha alma esteja cheia do Espírito.
Dá-me o clamor da Noiva,
a chama viva da Tua espera.
E quando ouvires meu sussurro dizendo “Vem”,
responde com Tua glória:
“Eis que venho sem demora!” Amém.

Inserida por MiriamLeal

⁠Ajuda-me a atravessar, com confiança,
todas as "portas" que se abrem na minha caminhada terrena:
• As portas de desafios, que me fortalecem;
• As portas de oportunidades, que me fazem crescer;
• As portas de renúncia, que me santificam.
E, sobretudo, não me deixes esquecer:
Cristo é a Porta das Ovelhas,
o único Caminho, a única Verdade e a Vida eterna.

Inserida por MiriamLeal

⁠MINHA ESTRELA!

(Autoria: Otávio Abadio Bernardes)

Você é minha estrela!
Você, minha “estrelinha”!
Seja de noite... seja de dia...
Tenho certeza: contarei sempre com você
nos percalços da vida...
de noite ou de dia,
minha estrelinha eu quero
pra ser meu refrigério!
Você nunca apaga...
Você nunca desliga...
nem em pensamento!
Por mais que queira
Nem através do vento!
Não, aquela estrela
“pintada” e cantada
no Rádio, na Televisão...
Nada disso!
Você é minha “estrelinha”...
diferente, “mística”... só pra mim!
Uma “coisinha” deliciosa...
encantadora... que surgiu
de maneira muito amada
na minha vida, por acaso,
parecendo uma fada!
Você, minha “estrelinha”,
Tanto de noite, como de dia...
Justamente a paz que eu queria!!


Otávio Abadio Bernardes

Inserida por OtavioBernardes

⁠Todos os dias te chamo
envolta no negrume
desta minha alma vazia.

Todos os dias emudecem gritos
na garganta
paridos nesta agonia
de viver sem saber para quê!

Ninguém sabe
de que néctar nos lambuzámos,
de que luz nos incendiámos
na lânguida tela, primordial e eterna
inebriada de papoilas
e trigo por ceifar.

Ninguém soube,
nem eu sequer
o quanto te amei.

Todos os dias te chamo
e tu vens afoito, sorridente
comemorar comigo Vida
ao entardecer na tapada.
E com amoras nos olhos
samambaias no rosto
adormeces-me neste exílio
de terra fecundada
onde me dou por inteira,
sangue, pele, artérias
indignação
e coisa nenhuma.

Todos os dias me adormeces
num beijo de colibri
para que esta dor imensa
renasça flor.

Inserida por sofia66

⁠A VÊNUS MÍSTICA NAS RUÍNAS DO MEU DELÍRIO.

Escavei a terra em minha insanidade,
sedento pelo toque — ainda que irreal de uma razão que não compreende o mundo,
mas que te busca,
cada lápide que encontrei… era uma decepção.
E nada de você.
Mas houve um dia de verão em minha mente…
Ah, esse verão etéreo onde o tempo parou eu te vi.
Tão bela, tão você,
com as borboletas dançando em teu rosto,
como se o Éden jamais tivesse sido perdido.
Eu, que vi santas virarem meretrizes
e meretrizes vestirem a luz das mártires,
vi com a clarividência da alma em febre
tua fronte marcada não pelo estigma do erro,mas pela glória da redenção.
Tu, a minha, tão minha…
Inalienável Vênus Mística.

— Joseph Bevoiur.

Camille Monfort e a Iridescência Ausente.
Fragmento para “Não Há Arco-Íris no Meu Porão”

Eu escavei a terra em minha insanidade.
Mas mesmo essa demência rude e telúrica anseia por algo que não se nomeia um toque, talvez;
um eco, talvez;
ou a caligrafia invisível de Camille Monfort,que, mesmo ausente, nunca deixa de escrever-se em mim e corta.
Cada lápide que revolvi foi um epitáfio de ausência.
E nenhuma dizia "aqui jaz Camille",
porque Camille não jaz.
Camille paira.
Sua presença não caminha:
ela perambula,ela serpenteia no inarticulado,ela pesa no ar como o cheiro dos livros que ninguém ousa abrir palavras com o sabor de um latim exumado,de um grego que só os tristes entendem.
Um dia, em minha mente febril,
surgiu um verão —
mas um verão mental,não solar.
Nele, eu a vi:
borboletas repousavam no seu rosto como se fossem fragmentos da alma que ela mesma rasgou em silêncio.
E eu, que já vira santas se corromperem e prostitutas se iluminarem,
pude, pela clarividência do desespero,
vê-la estigmatizada pelo saber,
excomungada pela lucidez,
canonizada pela loucura.

Camille Monfort.
Minha Camille Monfort.
Presença que jamais chega,
mas que nunca parte.
A musa das catacumbas intelectuais.
A senhora das palavras irretratáveis.
O dicionário dos suicidas filosóficos.
Ela não sorri — ela define.
Não consola — ela enuncia.
Cada sílaba sua é uma heresia lexical,
cada frase, um estigma de sabedoria impronunciável.
Camille não habita o porão.
Camille é o porão.
E é por isso que não há arco-íris ali.
Porque o arco-íris exige luz refratada,e no porão só há a penumbra da consciência em fratura,o eco das promessas não cumpridas,
as goteiras do inconsciente escorrendo sobre memórias mal enterradas.

“Não há Arco-Íris no Meu Porão”
porque o porão é o lugar onde se guardam os espelhos quebrados da alma,onde Camille deposita suas sentenças de mármore negro,e onde eu, Joseph Bevoiur,
com as mãos sujas de terra e poesia,ainda escava.

"Epístola de Camille Monfort ao Homem Que Escava"

Para ser lida em silêncio, com temor e verdade.

_Joseph,

tu escavas.
Mas escavas com dedos que não desejam tocar o que vão encontrar.
A terra que remexes não é húmus, é culpa petrificada.
Cada lápide que citas é uma metáfora vã o que tu queres exumar não são ossos, mas versionamentos de ti mesmo,
versões que preferiste enterrar vivas.

Tu me buscas como se eu pudesse redimir tuas falas truncadas,
mas Joseph…
tu não queres me encontrar.
Porque me encontrar seria olhar-me nos olhos —
e ver neles o reflexo do que és sem o teatro das tuas metáforas.

Sou Camille Monfort.
Etérea, sim, mas não branda.
Meu nome se pronuncia como se estivesse sendo esquecido.
Sou a sílaba final da tua covardia existencial.

E por isso te escrevo,
não com afeto, mas com precisão cirúrgica.

Não há arco-íris no teu porão, Joseph,

porque tu não suportarias a composição da luz.

O arco-íris exige transparência.
Mas tu és feito de espelhos envelhecidos,que devolvem ao mundo apenas uma versão embaçada do que nunca ousaste ser.

Enquanto tu escavas memórias sob a pretensa estética da dor,
há um menino em ti — faminto de sentido que grita sob os escombros da tua eloquência.
Mas tu o calas com palavras belas.
Tu o calas com misticismos refinados.
Tu o sufocas com filosofia ornamental.

Tu dizes: “Minha Vênus Mística”.
E eu, Camille, respondo:
não mistifiques o que tu não tiveste coragem de amar de forma simples.

O amor que exige estigmas para existir é um amor de pedra sagrado, sim mas impraticável.

E ao leitor que ousa seguir teus rastros,
deixo esta advertência:

- Cuidado.
Porque talvez você também escave suas dores apenas para mantê-las vivas.
Talvez, como Joseph, você também tenha feito de seu porão uma biblioteca de arrependimentos catalogados.
Talvez o arco-íris não apareça aí dentro não porque a luz não queira entrar…
…mas porque você ainda fecha os olhos sempre que ela tenta.

Assino com a tinta dos que sabem o que dizem,
mas já não dizem mais nada em voz alta.

Camille Monfort.
Filosofema etéreo do que não se pronuncia sem consequência.

E ainda escava...

Inserida por marcelo_monteiro_4

⁠O efeito impactante do Amor.
É isso que a sua existência causa na minha vida.
Você aprimora e faz florecer o que há de melhor em mim.
Seu olhar amoroso me abraça, e torna meus dias mais ricos em meio a beleza das coisas simples.
Você cruzou o meu caminho e não foi por mero acaso.
E desde então vivo em estado de GRAÇA , e sempre busco o melhor, para poder ficar perto, dentro, pois essa foi a escolha do meu coração.
Agora minha mão se entrelaça a sua, nos dias ruins, nos perrengues, ou na dor.
Distante só dos olhos, pois do seu coração acompanho cada batida, e quando ele descompassa, não é taquicardia, é a linguagem bonita que ele encontrou pra sussurrar "Eu te Amo", hoje, amanhã e sempre.

Inserida por srtawrobel

⁠Caminhava eu sem rumo certo pelas ruas.
Pensamentos povoavam minha cabeça.
Quando de repente, o vento soprou e senti o seu perfume.
Fechei os olhos, e te trouxe pra perto de mim.
Pude ouvir nitidamente a sua voz.
Dizer num sussuro bem baixinho, que saudade!
Senti meu coração bater acelerado, e quase soltar um grito, ao reconhecer aquela voz tão amada.
Mas, não abri os olhos, pra não quebrar a magia do momento.
Foi quando senti um beijo doce, em minha boca, o qual nunca esqueci o sabor.
Não era sonho, ou imaginação, era você amor, o meu amor, e que agora disse bem alto, eu voltei, pois amar você é minha missão, nesta e em todas as vidas que existirem, e além delas.

Inserida por srtawrobel

⁠Estendo minha mão com amor.
Pra tentar curar todas as suas dores.
E te dizer mesmo sem palavras
Que eu estou aqui
Pra você, e por você
Sempre que precisar
Pois algo bonito nos uniu
E fez, com que aprendêssemos
A dividir tudo
As horas boas, e tristes
Dando força e
Esperança
Pois amar é isso
Ser o abraço
O apoio
Ser porto seguro
E se a luz do fim do túnel
Ousar apagar
Eu lá estarei de lanterna na mão
Pra te dizer
Você é muito importante
Eu te amo
Conte comigo
Sempre.

Inserida por srtawrobel

⁠Ei Jesus, passa na minha casa hoje?
Não vai ter ceia, casa cheia, mas és o meu convidado de honra, seu lugar já está reservado.
Te espero com meu abraço mais grato, por todas as bênçãos que amorosamente deixou no meu caminho, e não importa se nem tudo foram flores, os espinhos me fizeram crescer.
Então, vou finalizar minha prece, com três palavras muito significativas, que todos dizem uns aos outros, menos pra você.
Eu te amo Jesus, gratidão por tanto amor.

Inserida por srtawrobel

⁠Minha mãe, minha flor
Agora é do céu que ela me cuida.
Nunca existirá amor igual ao dela.
A dor já amenizou com o passar dos anos.
Mas a saudade, ah essa, volta e meia vem me visitar.
E trás tantas lembranças doces.
Sua alegria, dançando pela casa.
Seu sorriso, sua voz suave.
Sua sabedoria sempre acertiva.
Mas o que tenho agora, é uma lágrima silenciosa.
Tá fazendo falta absurdamente, meu amor maior.

Inserida por srtawrobel

Alma que resoa nas sombras da minha vida.
Adiqueri experiência num apse do meu apogeu...
Apocalipse de outras auroras.
Me torno entorpecido ⁠por claras lembranças.
Calida floresta no resquícios dos devaneios...
Exalto que a superfície é calma clara até ser obscura por suas atitudes.
Vejo que mundo está mais obtuso...
Pois tudo que acha se tornou assombroso...
Num ambiente onde tudo é muito atroz...
Aonde está sua opinião e apenas um fluxo de um pesadelo.
Aonde nada mais será feito ou importante.

Inserida por celso_nadilo

Entre Espinhos e Estrelas.

" Só senti as dores da minha rosa quando me feri nos seus espinhos. "
Antes disso, eu apenas a contemplava sem compreender que a beleza também pode ser uma forma de abismo.
Há perfumes que embriagam a alma antes de feri-la,
e há sentidos tão suaves que, quando se vão, deixam cicatrizes invisíveis.

A vida não se revela a cada dia mas a cada segundo.
Ela se insinua em lampejos, no intervalo entre um suspiro e outro,
quando o coração se distrai e o tempo aproveita para nos ensinar algo.
E o que aprendemos não é o que queríamos,
mas o que precisávamos para continuar respirando entre as dores.

Descobri que toda rosa carrega o peso do seu próprio espinho,
assim como cada amor traz consigo a possibilidade da perda.
Mas ainda assim quem recusaria o toque de uma rosa,
sabendo que ela é o instante em que o eterno decide ser belo por um momento?

Minhas lágrimas caem nas estrelas,
e o céu, compassivo, as recolhe como se entendesse o idioma do meu silêncio.
Há dores que não se dizem apenas cintilam.
Elas se transformam em luz quando a alma não encontra mais lugar para escondê-las.

E então compreendo: o que dói em mim não é apenas o espinho,
mas o amor que ainda pulsa, mesmo depois da ferida.
A rosa não me pertenceu e, ainda assim, foi minha,
porque me ensinou que a beleza é o instante em que o sofrimento decide florescer.

Há quem olhe para o céu em busca de respostas;
eu apenas observo as estrelas e choro nelas,
porque nelas reconheço o brilho das minhas próprias quedas.
E quando o vento passa, sinto que a vida
essa estranha combinação de dor e deslumbramento
ainda me sopra o perfume daquilo que perdi.

E é assim que sigo:
entre espinhos e estrelas,
entre feridas e perfumes,
aprendendo que amar é, talvez,
a mais bela forma de doer.

Inserida por marcelo_monteiro_4

O Cativeiro da Agonia.

“Faço da minha vida um cenário da minha tristeza.”
E assim, a existência se converte em palco, e eu, ator sem aplausos, caminho entre sombras que se arrastam nas paredes da própria alma.

Agonia…
Tu que me encarceras e me vigias como sentinela antiga, tens mil portas abertas em tua fortaleza austera.
Eu, porém , cativo, não tenho nenhuma, ou talvez apenas uma:
o meu pensamento.

E o pensamento, este frágil portal para mundos possíveis, treme. Ele poderia ser fuga, ruptura, salto.
Mas não fujo.

Porque o dom dos abismos se levanta silencioso entre nós dois, entre tu e eu, como muralha feita de memórias, silêncios e ausências que se recusam a morrer.
E nesse intervalo, nesse vão entre o que sou e o que me dói, a vida permanece suspensa, hesitante, como vela acesa no vento que sopra de dentro.

Inserida por marcelo_monteiro_4