Textos narrativos prontos para ler, copiar e se inspirar

Vi com entusiasmo e agradecido uma bela natureza de uma aparência estonteante, cabelos soltos ao vento, libertos como o seu belo sorriso de liberdade, ela estava radiante, diante de belas paisagens naturais, emocionantes

Logo, presenciei a naturalidade em demasia, o encontro de artes especiais, a poesia natural com suas linhas fascinantes fora das páginas, a vida pulsante acontecendo e se destacando mesmo num dia chuvoso e com nevoeiro

Infelizmente, não estive fisicamente perto dessa linda exposição ao ar livre, entretanto, através de alguns registros desse momento, usei o meu olhar poético e o meu imaginário ativo para ir até lá em pensamentos, assim, fiz estes versos tão vivos.

AMOR EM VELUDO


O convite à paixão é obra têxtil
Da natureza, extrai seus dotes
Na beleza, converte corações
Como mãos de sacerdotes


O talhe exibe uma feição amorosa
Com abertura nas espinhas dorsais
Em capricho se regeneram os tecidos
Ao se entrelaçar nas fibras naturais


De tudo que se tece e se adorna
Fio a fio, enfeita a alma com forma e cor
Um afago que pousa no corpo como veste:
A eterna procura nas malhas do amor
__________________________


Da coletânea “Poemas de Amor para Curar o Mundo”, da Lura Editora


(Fernanda Santoro)

Será algum tipo de coincidência...


Será alguma forma da Natureza se fazer presente e se rebelar a tanto blá-blá-blá e sórdidos interesses vários...


Mas... É FATO!


Enquanto no Norte do Brasil está sendo sediada a COP30 , com toda a sua teatralidade e discursos hipocritamente infindáveis ...


No Sul do Brasil assistimos á devastação de uma inteira cidade causada por um ciclone tropical...


A crise climática é REAL e está dando, sem piedade, suas bofetadas na cara do negacionismo...


Para esfriar o Planeta
e tentar placar a fúria
da crise climática...
é necessário esfriar
a ganância desmedida
das indústrias mundiais...


✍©️@MiriamDaCosta


#COP30 #Belém #Paraná #Tornado
#MeioAmbiente #CriseClimática
#CicloneTropical #Brasil

Oh! Natureza!
No espelho do teu silêncio,
eu me inclino,
e ali,
sem ruído algum,
tua palavra me atravessa
como raio de luz.


E me descubro,
não como quem observa,
mas como quem pertence
à mesma língua muda
que o vento sussurra
e as folhas compreendem.


Oh! Natureza!
No espelho do teu silêncio,
reflito-me na tua palavra.


E, nesse instante suspenso,
sou menos voz
e mais escuta,
menos forma
e mais essência.


Como se, em ti,
eu me lembrasse
daquilo que sempre fui
antes de me dizer.
✍©️@MiriamDaCosta

O contato com a natureza
e a solitudine
são as minhas melhores
formas de prevenção
contra o contágio
dessa sociedade
louca e agoniada.


Manter uma certa distância,
uma margem de segurança,
desses humanos desumanizados
é, sem sombra de dúvida,
uma medicina alternativa
para manter-me
em equilíbrio.
✍@MiriamDaCosta

A natureza é a personificação
da arte e da poesia.


Ela sabe ser pintura
sem tintas nem pincel...
e poesia
sem caneta nem papel...


Ela se escreve em cores
se canta em pássaros
se move em ventos
se eterniza em ciclos...


É a artista primeira
que não precisa de mãos
pois carrega no silêncio
a beleza da criação..


✍©️@MiriamDaCosta

A Natureza é Mãe sábia e generosa,
em seu tempo paciente e produtivo
nos oferece flores e frutos,
respostas sutis para cada exigência,
mesmo diante das intempéries
das estações cada vez mais perplexas...


A Natureza é Mãe de seios fartos,
sábia na carne do tempo,
generosa até na dor dos ventos...


Ela nos despeja flores e frutos
como quem entrega remédios e bálsamos
para resistirmos ao caos crescente
das estações confusas e doentes...


A Natureza é Mãe que acolhe em silêncio,
com paciência borda o tempo,
com generosidade nos embala em flores,
nos acaricia em frutos doces,
mesmo quando o calendário se perde
nas estações que já não sabem o seu lugar...


✍©️@MiriamDaCosta

A Insegurança que Tenta Ofuscar o Outro
Existe um lado sombrio em nossa própria natureza humana que precisamos encarar de frente: o medo do brilho alheio. Quantas vezes, movidos por uma insegurança disfarçada, tentamos apagar ou diminuir a vitória de quem está ao nosso lado? Fazemos isso porque o sucesso do outro, de certa forma, joga luz nas nossas próprias frustrações e naquilo que deixamos de realizar. Apagar o outro porque temos medo de que ele brilhe mais do que nós é o reflexo de um espírito que ainda não entendeu o seu próprio valor. O sol nasce para todos e a luz do seu próximo não diminui a sua. Quando aprendermos a aplaudir o crescimento alheio sem nos sentirmos ameaçados, descobriremos que o mundo é grande o suficiente para que todas as estrelas brilhem juntas.

Hipótese de James Richard


Um Modelo Filosófico sobre a Natureza do Espaço, do Nada e da Realidade


Princípio Fundamental


A Hipótese de James Richard parte de um único princípio:


Toda realidade observável depende de uma estrutura primordial. Nada pode existir independentemente dessa estrutura.


Essa estrutura primordial não é composta por matéria, energia ou qualquer elemento conhecido pela física. Ela representa o fundamento da existência, sendo a condição necessária para o surgimento do espaço, do tempo, das leis naturais e de tudo aquilo que pode ser observado ou medido.


Definição do Nada


Nesta hipótese, o "nada" não é uma entidade, uma substância ou um estado absoluto de inexistência.


O nada é definido como a ausência de matéria, energia e informação quantificável em uma determinada região da estrutura primordial.


Assim, quando uma região não contém qualquer conteúdo físico mensurável, ela pode ser descrita como vazia. Entretanto, a própria estrutura continua existindo. Portanto, o vazio não corresponde à inexistência da realidade, mas apenas à ausência de conteúdo.


A Estrutura Primordial


A estrutura primordial possui como propriedade intrínseca a capacidade de expansão.


Essa expansão não depende da presença de matéria ou energia, pois constitui uma característica da própria estrutura. À medida que ela se expande, novas regiões do espaço passam a existir. Inicialmente, essas regiões encontram-se sem conteúdo, podendo posteriormente receber matéria, energia ou informação.


Desse modo, o universo não se expande "sobre o nada". Ele amplia continuamente a própria estrutura que torna a existência possível.


A Natureza do Universo


O universo corresponde ao conjunto formado pela estrutura primordial e por todo o conteúdo existente em seu interior.


Toda matéria, toda energia, toda informação e todas as leis da natureza existem apenas porque estão contidas nessa estrutura. Consequentemente, nenhuma entidade física pode existir fora dela.


Os limites da estrutura representam também os limites da realidade física observável.


A Possibilidade de uma Realidade Externa


A hipótese não afirma que exista uma realidade além da estrutura primordial, mas admite essa possibilidade lógica.


Caso exista uma realidade externa, qualquer agente pertencente a esse nível superior não estaria submetido às leis físicas do universo interno. Por controlar a própria estrutura que sustenta a realidade, poderia modificar matéria, energia, espaço, tempo e até mesmo as leis naturais.


Sob a perspectiva dos observadores internos, tais intervenções seriam percebidas como eventos impossíveis ou milagrosos. Entretanto, para um agente externo, seriam apenas alterações em um sistema cuja estrutura fundamental está sob seu domínio.


Consequências Filosóficas


Da Hipótese de James Richard decorrem as seguintes proposições:


- O nada absoluto não é considerado uma realidade física, mas uma impossibilidade lógica dentro da hipótese.
- O espaço não depende da matéria para existir; a matéria depende do espaço estruturado para manifestar-se.
- O vazio representa apenas a ausência de conteúdo, jamais a ausência da estrutura fundamental.
- A existência precede qualquer manifestação material, pois a estrutura primordial é anterior à matéria, à energia e à informação.
- A realidade observável pode constituir apenas uma camada de uma realidade mais ampla.


Conclusão


A Hipótese de James Richard propõe uma distinção fundamental entre estrutura e conteúdo.


A estrutura primordial constitui a base permanente da realidade. A matéria, a energia, a informação e até mesmo o vazio são estados possíveis dentro dessa estrutura.


Assim, o universo deixa de ser compreendido como algo que surgiu do nada absoluto e passa a ser entendido como a manifestação dinâmica de uma estrutura primordial em expansão, onde o "nada" representa apenas a ausência de conteúdo quantificável, e não a inexistência da própria realidade.

JÁ SOU TUA FÃ


Talvez a natureza, por um instante,
parasse só para contemplar
a beleza que você carrega
sem sequer perceber que sabe encantar.


Talvez qualquer olhar mais atento
encontrasse em você algo diferente,
mas eu tive a sorte de enxergar além:
a pessoa, a essência, a alma…
e foi aí que você me ganhou também.


Não vou negar:
teu corpo chama a minha atenção.
Seria impossível esconder
o que os olhos insistem em dizer
quando o coração começa a querer.


Mas a tua alma…
ah, essa é a minha parte favorita.


É nela que existe o mistério,
o encanto que não sei explicar,
aquilo que me faz querer conhecer
cada pedacinho seu
sem nenhuma pressa de chegar.


Então, se um dia você quiser,
deixa-me conhecer você por inteira.
Sem medo, sem roteiro,
sem precisar transformar sentimento em promessa.


Só deixa acontecer.


Deixa-me ficar por perto,
ser tua segunda a sexta-feira,
a conversa que chega sem motivo,
a companhia leve e verdadeira.


E, se aos finais de semana
você quiser dividir um pouco mais de você,
eu estarei por aqui também.


Não quero antecipar o destino,
nem escrever por nós duas o final.
Quero apenas descobrir, devagar,
se aquilo que parece tão bonito
pode ser ainda mais especial.


Eu quero ficar.
Quero permanecer,
mas sem pressa, sem cobrança,
sem pedir que você seja nada além
daquilo que já é.


Porque eu já sou tua fã.


E talvez o mais bonito de tudo
seja justamente isso:


eu não preciso saber onde vai dar
para gostar da vontade
de continuar.

O PASSE À LUZ DE ALLAN KARDEC.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Natureza, Fundamentos, Limites e Equívocos Sobre Uma das Práticas Mais Conhecidas do Espiritismo.
Entre os diversos temas que cercam o movimento espírita, poucos despertam tantas dúvidas quanto o passe. Ao longo dos anos, surgiram métodos, nomenclaturas, gesticulações, técnicas e interpretações variadas que, muitas vezes, acabaram por obscurecer aquilo que realmente foi ensinado por Allan Kardec. Para compreender o passe com fidelidade doutrinária, é necessário retornar às obras fundamentais da Codificação Espírita e examinar cuidadosamente o que o Codificador efetivamente escreveu sobre a transmissão dos fluidos, o magnetismo e a ação curadora.
Antes de tudo, convém observar que a palavra "passe", tal como é utilizada atualmente nas casas espíritas, não aparece sistematicamente na Codificação. Contudo, os princípios que sustentam essa prática encontram-se amplamente desenvolvidos nas obras de Kardec por meio dos estudos sobre magnetismo, fluidos espirituais, mediunidade curadora e ação dos Espíritos sobre os encarnados.
O passe, na sua essência, pode ser definido como uma transmissão fluídica. Trata-se da ação pela qual determinados fluidos são dirigidos de um ser para outro que também deve contribuir positivamente e com objetivos de auxílio, equilíbrio, fortalecimento ou alívio. Não constitui milagre, magia, ritual religioso ou concessão sobrenatural. É, segundo Kardec, um fenômeno natural submetido a leis igualmente naturais, ainda que ainda desconhecidas pela ciência de sua época.
Em A Gênese, ao estudar os fluidos espirituais, Kardec ensina que a ação magnética pode ocorrer de três maneiras distintas.
A primeira ocorre pela atuação exclusiva do fluido do magnetizador. Nesse caso, a pessoa transmite seus próprios recursos fluídicos ao beneficiário.
A segunda ocorre pela ação direta dos Espíritos, independentemente da participação fluídica significativa de um encarnado.
A terceira, e mais importante para a compreensão do passe espírita, resulta da combinação entre o fluido humano e o fluido espiritual. Kardec denominou essa modalidade de magnetismo misto ou humano-espiritual. É justamente nessa categoria que se enquadra a prática do passe nas instituições espíritas.
O passista, portanto, não é um curador milagroso nem um indivíduo dotado de poderes excepcionais. Sua função assemelha-se muito mais à de um colaborador, um intermediário, um cooperador dos Bons Espíritos. Ele oferece seus recursos fluídicos e sua disposição moral para que a assistência espiritual possa agir com maior eficiência.
Essa compreensão elimina uma das maiores distorções existentes em torno do passe: a crença de que o poder estaria na pessoa que o aplica.
Kardec foi categórico ao afirmar que os fluidos não são independentes das condições morais daquele que os emite. Os pensamentos, sentimentos, intenções e tendências íntimas modificam profundamente a qualidade das emanações fluídicas. Assim, o orgulho, o egoísmo, a vaidade, a agressividade ou a malícia podem impregnar negativamente os fluidos humanos, enquanto a benevolência, a humildade, a caridade e a sinceridade contribuem para sua elevação.
Na Revista Espírita de setembro de 1865, Kardec destaca que os fluidos transmitidos pelos indivíduos sofrem influência direta do estado moral de quem os exterioriza. Já na edição de novembro de 1866, enfatiza que a depuração íntima constitui uma das condições fundamentais para os que desejam trabalhar na assistência fluídica.
Essa observação possui enorme importância doutrinária.
Significa que o verdadeiro preparo para o passe não consiste apenas em estudar técnicas. O essencial é o esforço permanente de renovação moral. Quanto mais elevado o sentimento, mais harmoniosa tende a ser a natureza dos fluidos colocados em circulação.
Não é sem motivo que os Espíritos superiores ensinam repetidamente que a autoridade moral vale mais que qualquer recurso exterior. sob a ótica kardeciana. Pequenos comportamentos, quando não esclarecidos, podem acabar sendo interpretados como requisitos espirituais, técnicas especiais ou procedimentos indispensáveis, gerando tradições que, com o passar do tempo, se cristalizam sem qualquer fundamento doutrinário.
Como exemplo citamos, a atitude da respeitável senhora de retirar as chinelas antes de aplicar o passe pode ser perfeitamente natural e humana. Talvez seus pés estejam inchados, doloridos, sensíveis ao calor ou ao tempo prolongado em pé. Talvez ela simplesmente encontre maior conforto físico dessa forma. Nada há de errado nisso.
Entretanto, o problema surge quando observadores menos experientes, especialmente os recém-chegados à Casa Espírita, passam a atribuir significado espiritual ao gesto.
Alguém pode concluir silenciosamente:
— "Ela tira os calçados para descarregar energias."
Outro poderá pensar:
— "Os fluidos passam melhor pelos pés descalços."
Um terceiro poderá imaginar:
— "Esse é um procedimento utilizado pelos trabalhadores mais experientes."
E assim, sem má-fé de ninguém, nasce uma crença.
Mais tarde, essa crença pode transformar-se em costume.
Depois, o costume pode adquirir aparência de regra.
Por fim, a regra acaba sendo vista como princípio doutrinário.
Foi exatamente contra esse mecanismo que Allan Kardec tantas vezes advertiu. Em suas obras, encontramos constante preocupação em distinguir os princípios fundamentais do Espiritismo das práticas particulares adotadas por pessoas ou instituições.
A função da direção doutrinária de uma Casa Espírita não é vigiar gestos inocentes nem constranger trabalhadores idosos ou enfermos. Pelo contrário, deve acolhê-los com carinho e respeito. Mas cabe-lhe exercer permanente vigilância educativa para impedir que hábitos pessoais sejam confundidos com ensinamentos espíritas.
Uma orientação discreta poderia ser suficiente.
Sem expor a senhora.
Sem criar constrangimento.
Sem transformar algo simples em problema.
Em estudos, reuniões de trabalhadores ou esclarecimentos aos frequentadores, pode-se explicar que:
O passe não depende de roupas especiais, posição do corpo, pés descalços, movimentos específicos das mãos ou qualquer ritual exterior. Eventuais atitudes individuais decorrem de necessidades pessoais, conforto físico ou hábitos particulares, não constituindo normas da Doutrina Espírita.
Essa postura preserva simultaneamente dois valores importantes:
A caridade para com a trabalhadora, respeitando sua idade e suas limitações físicas.
A pureza doutrinária, evitando que observações equivocadas gerem superstições futuras.
A história do movimento espírita demonstra que muitos dos chamados "mistérios" nasceram justamente de interpretações apressadas de atos que, originalmente, eram apenas circunstâncias pessoais. Um lenço usado por alguém, uma cadeira específica, uma prece repetida, um gesto das mãos, um copo d'água colocado em determinado local, tudo isso pode adquirir, na imaginação humana, uma importância que jamais possuiu em sua origem.
O método kardeciano recomenda sempre perguntar:
"Isto é uma necessidade humana ou um princípio doutrinário?"
Se for necessidade humana, merece respeito.
Se for princípio doutrinário, deve encontrar apoio nas obras fundamentais.
Essa distinção simples protege a Casa Espírita da ritualização e conserva a simplicidade que caracterizou o Espiritismo desde os seus primórdios.
Como ensina Kardec, o valor do passe não está nos pés calçados ou descalços, nas mãos abertas ou fechadas, nos movimentos lentos ou rápidos. O essencial encontra-se na vontade de servir, na qualidade dos fluidos transmitidos e na assistência dos Bons Espíritos.
Todo o resto pertence ao campo das circunstâncias humanas, que merecem compreensão, mas não veneração.
Sob essa ótica, o passe não é uma demonstração de poder, mas um exercício, de serviço.
Não é um privilégio.
Não é um título.
Não é uma posição hierárquica.
É uma oportunidade de auxílio fraterno.
Outro aspecto frequentemente mal compreendido diz respeito às técnicas de aplicação.
Atualmente encontram-se diversas classificações: passe longitudinal, transversal, dispersivo, concentrador, cruzado, de sustentação, de limpeza, entre outras denominações.
Contudo, quando examinamos rigorosamente a Codificação, verificamos que Allan Kardec jamais estabeleceu qualquer dessas técnicas como norma doutrinária.
Em nenhum ponto de O Livro dos Médiuns, A Gênese, Obras Póstumas ou da Revista Espírita encontramos prescrições determinando que determinados movimentos das mãos produzam necessariamente efeitos específicos.
A razão é simples.
Para Kardec, os fluidos são dirigidos primordialmente pelo pensamento e pela vontade.
O movimento físico constitui elemento secundário.
Em A Gênese, Kardec explica que os Espíritos manipulam os fluidos por meio do pensamento, da mesma forma que os homens manipulam objetos materiais pelas mãos. O pensamento funciona como força orientadora, modeladora e direcionadora da substância fluídica.
Consequentemente, não existe fundamento doutrinário para afirmar que determinado gesto seja indispensável à eficácia do passe.
Se um movimento auxiliar favorece a concentração do passista, pode ser utilizado como recurso pessoal. Entretanto, não pode ser elevado à condição de princípio doutrinário obrigatório.
O mesmo raciocínio aplica-se ao chamado passe transversal, longitudinal ou qualquer outra classificação surgida posteriormente.
Tais sistemas pertencem principalmente ao campo experimental do magnetismo e das práticas desenvolvidas após a Codificação.
Podem constituir hipóteses de trabalho.
Podem representar experiências particulares.
Podem até apresentar resultados observados por determinados grupos.
Mas não integram o corpo doutrinário codificado por Kardec.
O critério kardeciano permanece sempre o mesmo:
Está nas obras fundamentais ou trata-se de elaboração posterior?
Se for elaboração posterior, merece respeito como experiência humana, mas não deve ser confundida com princípio espírita universal.
Questão semelhante surge em relação ao chamado passe de assopro.
Historicamente, o uso do sopro remonta às práticas magnetistas do século XIX. Muitos magnetizadores acreditavam que a insuflação poderia concentrar, estimular ou dispersar fluidos.
Kardec conhecia essas experiências e não negava a possibilidade de ação magnética através do sopro. Todavia, jamais transformou essa prática em requisito do Espiritismo.
O que realmente importa, segundo a visão kardeciana, não é o instrumento utilizado, mas a qualidade da ação fluídica produzida.
Pode haver transmissão pelo olhar.
Pode haver transmissão pela palavra.
Pode haver transmissão pela imposição das mãos.
Pode haver transmissão pelo pensamento.
Pode haver transmissão pelo sopro.
Nenhum desses meios possui virtude própria.
Todos são apenas veículos.
O elemento essencial permanece sendo a vontade dirigida ao bem, a qualidade dos fluidos emitidos e a assistência dos Bons Espíritos.
Quando um gesto exterior passa a ser considerado indispensável ou dotado de eficácia própria, corre-se o risco de transformar um fenômeno natural em ritual.
E foi justamente contra a ritualização que Kardec tantas vezes advertiu.
O Espiritismo nasceu para libertar o pensamento das superstições, não para criar novas.
Por essa razão, o passe espírita autêntico deve ser simples.
Sem fórmulas sacramentais.
Sem palavras mágicas.
Sem objetos especiais.
Sem gestos obrigatórios.
Sem teatralizações.
Sem personalismos.
Sem comercialização.
A força do passe não reside nas aparências.
Reside na ação dos fluidos sob a direção da inteligência e da vontade.
Reside na sintonia com os Bons Espíritos.
Reside na sinceridade do sentimento.
Reside no esforço moral de quem serve.
Sobretudo, reside na submissão às leis divinas que governam as relações entre Espírito, perispírito e matéria.
Assim, a posição de Allan Kardec sobre o passe pode ser resumida em alguns princípios fundamentais:
O passe possui fundamento legítimo dentro da Doutrina Espírita.
Trata-se de uma transmissão fluídica natural.
Pode ocorrer pela ação humana, espiritual ou pela combinação de ambas.
A qualidade moral do agente influencia a natureza dos fluidos transmitidos.
O pensamento e a vontade são fatores essenciais.
Não existem técnicas obrigatórias estabelecidas pela Codificação.
Gestos e movimentos são secundários.
Não há poderes miraculosos no passista.
O auxílio dos Bons Espíritos desempenha papel decisivo.
Toda ritualização deve ser evitada.
À luz de Kardec, portanto, o passe não é uma cerimônia. É um ato de fraternidade.
Não é um privilégio reservado a alguns. É uma forma de cooperação no bem.
Não é uma prática mágica. É uma aplicação das leis naturais que regem o intercâmbio fluídico entre os seres.
Quanto mais simples, sincero e moralmente elevado for o trabalhador, mais próximo estará do espírito da Codificação.
Porque, em última análise, o verdadeiro passe não nasce das mãos.
Nasce da alma.

Fontes:
A Gênese.
O Livro dos Médiuns.
Obras Póstumas.
Revista Espírita.
Estudos históricos sobre magnetismo e transmissão fluídica no século XIX.
Análises doutrinárias de instituições kardecianas sobre a distinção entre Codificação Espírita e práticas posteriores.

Dentro das paredes escuras, o ralo absorve os resquícios da natureza humana. O equilíbrio entre a vida e a morte traduz-se em traços de bisturi frio e afiado.
​Nuances da escuridão são frutos da própria noite; o trabalho árduo e cru torna-se o tempero da nova equipe. As ferramentas parecem nunca parar. Olhares de desdém cruzam o ar podre e sem vida, onde a beleza termina e a riqueza perde todo o valor — pois quem construiu aquela vida jamais teve a devida importância.
​Diante das ofensas, resta apenas a resposta automática: "Obrigado pela preferência". Nada mais. Sem somar, sem diminuir. O último banho. O último suspiro capturado num olhar frio, mas envolto em dignidade — afinal, ali, ninguém é melhor do que ninguém.
​Quando a serra corta os ossos e o corpo é reduzido a pó, o único murmúrio que se ouve é: "Já acabou... já estava se desmanchando".
​Enquanto isso, em uma sala fechada, os vivos cobiçam os bens. O que realmente importa para eles reduz-se à última bebida e à despedida formal. Olhares gélidos, carros importados e um vazio imenso no peito. O universo observa pela janela: as pessoas só se lembrarão até que a própria hora chegue. Elas se tornam parte dessa mesma poeira, trocando os mesmos olhares frios, servindo de motivo para brigas num momento de partida.
​E depois de tudo terminado, resta apenas o filme que passa na mente: a lembrança da alegria de viver e a nostalgia de um sonho familiar.

O PERISPÍRITO E A NATUREZA DO SOFRIMENTO ESPIRITUAL: A LUCIDEZ DE ALLAN KARDEC SOBRE AS SENSAÇÕES DOS ESPÍRITOS.
Marcelo Caetano Monteiro.

Entre os inúmeros temas investigados por Allan Kardec, poucos revelam tamanho rigor filosófico e científico quanto a natureza das sensações experimentadas pelo Espírito após a morte do corpo físico. O chamado Ensaio Teórico sobre a Sensação nos Espíritos, incorporado ao contexto de O Livro dos Espíritos, representa um dos momentos mais elevados da investigação kardequiana acerca da constituição do ser humano, da função do perispírito e das consequências morais da vida terrestre.
Ao abordar essa questão, Kardec rompe simultaneamente com dois extremos: o materialismo, que reduz a consciência à atividade cerebral, e o misticismo, que imagina o Espírito como uma entidade absolutamente insensível após a desencarnação. Em seu lugar, apresenta uma concepção fundamentada na observação dos fatos, segundo a qual o Espírito conserva sua capacidade perceptiva graças ao perispírito, envoltório semimaterial que estabelece a ligação entre a inteligência e a matéria.
O primeiro ponto que merece destaque é a distinção entre a causa da dor e a percepção da dor. O corpo não produz o sofrimento em sua essência; ele constitui apenas o instrumento por meio do qual determinadas impressões chegam ao Espírito. A consciência da dor pertence à alma, que registra, interpreta e conserva essas experiências. Kardec demonstra, assim, que a sensação não se identifica com o órgão físico, mas com a faculdade consciente do Espírito.
Essa conclusão encontra respaldo em um fenômeno conhecido ainda hoje pela medicina: a chamada dor do membro fantasma. Pessoas amputadas frequentemente continuam sentindo dores em membros que já não existem. O exemplo, utilizado por Kardec, evidencia que a sensação ultrapassa os limites da anatomia física, permanecendo vinculada à percepção consciente. Embora a explicação científica contemporânea envolva mecanismos neurológicos, Kardec utiliza essa analogia para ilustrar que a experiência subjetiva da dor não depende exclusivamente da existência material do órgão.
É justamente nesse ponto que surge o papel fundamental do perispírito. Segundo a Doutrina Espírita, ele constitui o elo entre o Espírito e o corpo físico, sendo formado a partir do fluido universal. Kardec o descreve como um envoltório semimaterial que funciona como agente transmissor das sensações. Enquanto encarnado, o Espírito percebe o mundo por intermédio dos órgãos corporais; após a desencarnação, desaparecem os órgãos, mas permanece o perispírito, conservando a possibilidade de determinadas percepções.
Essa concepção esclarece um dos aspectos mais discutidos da fenomenologia espírita: por que alguns Espíritos afirmam sentir frio, calor, sede, fome ou dores físicas? Kardec explica que tais sensações não decorrem da ação direta dos elementos materiais sobre o Espírito. O frio não congela o perispírito; o fogo não o queima; os vermes não devoram o Espírito. O sofrimento nasce da permanência de estados psíquicos e perispirituais associados à condição moral do desencarnado.
Esse entendimento adquire extraordinária profundidade quando Kardec analisa os Espíritos que permanecem fortemente ligados ao corpo após a morte. O caso do suicida que afirma sentir os vermes consumindo seu cadáver constitui uma das passagens mais impressionantes da Codificação. Evidentemente, os vermes atacam apenas o organismo em decomposição. Entretanto, como o desligamento perispiritual ainda não se completou, o Espírito experimenta uma espécie de repercussão psíquica daquilo que ocorre com seu antigo corpo. Não se trata de uma dor orgânica propriamente dita, mas de uma percepção ilusória vivida como realidade.
Essa observação revela um importante aspecto psicológico da desencarnação. A consciência não abandona instantaneamente suas referências construídas durante a vida física. O Espírito continua pensando, percebendo e interpretando a realidade segundo os hábitos adquiridos enquanto encarnado. Quanto maior o apego à matéria, maior a dificuldade em reconhecer a nova condição existencial. Sob essa perspectiva, a morte não transforma moralmente ninguém; ela apenas modifica o estado em que a consciência continua vivendo.
Outro ensinamento notável refere-se ao processo de depuração do perispírito. Kardec afirma que, à medida que o Espírito progride moralmente, seu envoltório torna-se mais etéreo e menos sujeito às influências materiais. Esse princípio possui profundas implicações filosóficas. O sofrimento espiritual não constitui uma punição arbitrária imposta por Deus, mas uma consequência natural da afinidade que o próprio Espírito conserva com os interesses inferiores da existência material.
Quanto mais predominam o egoísmo, o orgulho, a ambição desmedida, a inveja, o ódio e o apego às sensações exclusivamente corporais, mais denso permanece o perispírito. Em contrapartida, o cultivo da humildade, da caridade, da simplicidade e do desapego produz uma gradual espiritualização desse envoltório, reduzindo progressivamente a suscetibilidade às sensações penosas.
Sob o ponto de vista filosófico, Kardec apresenta uma concepção de justiça profundamente racional. O sofrimento não decorre de condenações eternas nem de castigos sobrenaturais. Cada Espírito experimenta naturalmente as consequências do estado íntimo que construiu em si mesmo. A lei divina manifesta-se como ordem moral, na qual causa e efeito permanecem inseparáveis.
Outro aspecto digno de atenção reside na teoria das percepções espirituais. A visão, a audição e as demais faculdades não pertencem aos órgãos físicos, mas ao próprio Espírito. Durante a encarnação, essas capacidades encontram-se limitadas pelos sentidos corporais. Após a morte, tornam-se progressivamente mais amplas à medida que o Espírito se emancipa da matéria. Os Espíritos superiores não percebem menos; ao contrário, percebem incomparavelmente mais, porém por meios que escapam às categorias sensoriais humanas.
Kardec reconhece, com admirável honestidade intelectual, que a ciência de sua época ainda não possuía elementos suficientes para explicar completamente o mecanismo dessas percepções. Em vez de preencher essa lacuna com especulações, limita-se a afirmar aquilo que a observação permite concluir. Essa postura revela um dos maiores méritos metodológicos da Codificação Espírita: admitir os limites do conhecimento quando os fatos ainda não autorizam conclusões definitivas.
A conclusão do ensaio desloca definitivamente a discussão para o campo moral. Os sofrimentos do Espírito guardam relação direta com a maneira pela qual viveu sua existência terrestre. O homem constrói diariamente seu estado espiritual futuro. Cada pensamento, cada sentimento e cada ação modelam gradativamente o perispírito, tornando-o mais ou menos apto à felicidade após a desencarnação.
Essa perspectiva elimina qualquer ideia de fatalismo. O livre-arbítrio permanece como fundamento da evolução espiritual. Ninguém está condenado ao sofrimento perpétuo, assim como ninguém conquista a felicidade sem esforço moral. A libertação das dores espirituais começa ainda durante a existência corporal, mediante o domínio das paixões inferiores, a renovação dos sentimentos e a prática constante do bem.
Ao final de sua exposição, Kardec recorda que essas conclusões não nasceram de uma elaboração teórica isolada. Resultaram da observação metódica de milhares de comunicações espirituais, analisadas, comparadas e submetidas ao controle da universalidade do ensino dos Espíritos. Esse procedimento evidencia o caráter investigativo da Doutrina Espírita, cuja autoridade repousa menos sobre afirmações dogmáticas e mais sobre a convergência criteriosa dos fatos observados.
Assim, o Ensaio Teórico sobre a Sensação nos Espíritos permanece como uma das mais sólidas demonstrações da profundidade filosófica da Codificação Espírita. Longe de apresentar uma visão fantasiosa da vida além da morte, Kardec oferece uma reflexão em que psicologia, filosofia moral e observação dos fenômenos convergem para afirmar que o verdadeiro destino do Espírito é consequência direta daquilo que ele faz de si mesmo.
Fontes
Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Parte Segunda, Capítulo VI – Da Vida Espírita.
Allan Kardec. Revista Espírita (1865) – Ensaio Teórico sobre a Sensação nos Espíritos.
Allan Kardec. O Céu e o Inferno, Primeira Parte e Segunda Parte.
Allan Kardec. A Gênese, Capítulos XIV e XV.
Allan Kardec. O Livro dos Médiuns, Segunda Parte.

Existem pessoas que não apenas passam pela nossa vida; elas se instalam como uma força da natureza. Você é assim: a dona dos silêncios que me acalmam e dos impulsos que me fazem querer conquistar o mundo.
Admiro a forma como você caminha entre a suavidade de uma canção e a firmeza de quem sabe exatamente onde quer chegar. Seus desejos, para mim, não são ordens impostas, mas direções que sigo com a alegria de quem encontrou um porto seguro.
O que mais me fascina em você:
A Certeza: Esse seu jeito de saber quem é, que me faz sentir seguro apenas por estar ao seu lado.
A Dualidade: Você é o abrigo nos dias de chuva e a ventania que me tira da zona de conforto.
O Pulso: Essa impaciência bonita de quem tem pressa de ser feliz e de amar intensamente.
Não preciso de mapas quando estou contigo, pois seu coração é o destino final. Sou seu mensageiro, seu par e seu maior admirador. No fim das contas, não há vento ou tempestade que me impeça de voar, desde que seja para o seu abraço.

A NATUREZA HUMANA


A natureza humana é intrigante!
A supervalorização dos próprios objetivos e, muitas vezes, o sequestro de algo coletivo para expressar crenças, bem como a intolerância à divergência na tentativa de coação, evidenciam apenas a falta de caráter e respeito ao próximo.

Natureza e Liberdade


Não existe vida sem liberdade e humanidade.
Por que a união se tornou tão corrompida?
Onde está a vida, senão na natureza?
Em tudo, sou levada a acreditar
Em uma utopia pessoal.
Somos feitos de esperança;
Somos feitos de dor;
Feitos de almas aprisionadas em carne,
Limitados.
Onde está a vida, senão de onde viemos?
Viva e retorne!
O fim é o começo.


- Ramile Godon

Essência Primordial

Natureza, entranhas do meu Ser.
Parte de mim é a Natureza.
Quando meu folêgo de vida se esvair, livre.
Quero que meu corpo volte para dentro de ti, ó Natureza!
Pertencemos ao todo e somos o todo e o nada, jamais individual.
Resista Mãe Natureza de toda destruição,
Estamos aqui os que te amamos e das tuas entranhas saimos.
Eu cuido e te admiro como minha maior paixão e pertencimento.
Eu te amo Natureza, em sua perfeição imperfeita.
Mesmo nas partes da cadeia alimentar, e das suas vulnerabilidades,
Isso tudo, em toda sua pureza,
Em sua essência, és minha essência!

- Ramile Godon

⁠O Paradoxo do Circunflexo


O paradoxo do circunflexo reside na sua natureza de montanha e de teto. É a seta que aponta para o zênite — um gesto de elevação, de ápice, um convite ao etéreo. Mas, ao mesmo tempo, é a curva que sela, que fixa o som ao chão da ênfase, impedindo-o de flutuar livremente no ar da possibilidade.
Ele é o acento da gravidade na leveza da vogal. O "a" torna-se "â", uma planície elevada, um platô onde a sílaba repousa com dignidade. É o peso específico da palavra, o local onde o tempo se concentra para que o som não passe despercebido, forçando o leitor à pausa, ao respeito pela sílaba coroada.
Na sua forma, ele mimetiza o telhado de um templo ou a aba de um chapéu: um abrigo. A vogal acentuada não é mais uma nota passageira; ela é uma câmara onde o som ressoa com maior profundidade, isolado do murmúrio geral. É o lugar de onde a palavra retira a sua autoridade, o ponto de não retorno que transforma o simples metro no solene mêtro.
Filosoficamente, o circunflexo é a marca da alma humana que busca o sublime (a ponta ascendente), mas que está eternamente vinculada ao concreto, à carne e à finitude (a base que se fecha sobre a vogal). Ele representa o êxtase que se lembra da existência, a memória do voo confinada ao corpo.
É o nosso próprio desejo de transcendência: queremos alcançar o pico, mas para isso, precisamos de um sólido ponto de apoio. O circunflexo, esse pequeno triângulo sobre a vogal, é o lembrete de que a força de uma ascensão reside sempre na profundidade da sua raiz.

LEI DA NATUREZA


A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.


No princípio, o Deus da vida
Fez o mundo em perfeição;
Deu ao homem a missão
De guardar a criação.
À mulher deu companhia,
Amor, graça e comunhão.


A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.


As Escrituras ensinam
Cada qual na sua função;
Autoridade não é força,
Nem domínio ou opressão.
É servir com humildade,
Com justiça e compaixão.


A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.


O marido ama a esposa
Como Cristo amou a Igreja;
Protegendo com ternura,
Sem orgulho que a despreza.
Quem governa pelo amor
Nunca perde a natureza.


A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.


Toda esposa tem seus sonhos,
Seus projetos e querer;
Merecendo ser ouvida
Em qualquer amanhecer.
Pois quem ama escuta antes
De falar ou decidir.


A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.


A palavra é liberdade,
Não é carta de poder;
Cada escolha traz consigo
Consequência no viver.
Quando o casal anda unido,
Deus faz tudo florescer.


A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.


O marido é responsável
Pela paz do seu lugar;
Se disser um "sim" consciente,
Ou um "não" para guardar,
Que o faça com sabedoria,
Sem jamais desrespeitar.


A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.


Nem tirania do homem,
Nem orgulho da mulher;
Quando Cristo é o alicerce,
Cada um cumpre o dever.
Há respeito e harmonia
No caminho do viver.


A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.


Assim segue a Lei Divina,
Fonte viva do Senhor:
Autoridade é serviço,
Sacrifício feito em amor.
Onde Deus governa o lar,
Reina a paz do Criador.


A mulher tem o direito
de fazer o que quiser.
Cabe ao homem aceitar ou não.

💚🌳
Oh, amoreira!
És uma bênção da natureza,
generosa em frutos,
acolhedora em folhas,
silenciosa em tua grandeza.


Folhas que declamam versos
de saúde em chás
e de limpeza energética em banhos,
trazendo consigo
a sabedoria dos antigos
e os mistérios do sagrado.


Frutos que adoçam a digestão do viver,
em compotas apetitosas,
e colorem os recheios e coberturas
das tortas que perfumam
as memórias da infância.


Oh, amoreira!
Em tuas folhas, a poesia,
em teus frutos, a doçura,
em teus galhos, a generosidade
de quem oferece sem pedir.


És natureza que alimenta,
árvore que acolhe,
presença que floresce
no quintal dos meus encantamentos.


E eu, diante de ti,
colho mais do que frutos,
colho versos, sabores,
memórias e a gratidão silenciosa
de pertencer à vida.
✍@MiriamDaCosta


🌳Árvore, folhas, frutos
e versos no quintal poético
do meu olhar.