Halloween e as Bruxas Nós, bruxas,... Fluxia Ignis
Halloween e as Bruxas
Nós, bruxas, celebramos as estações do ano, os ciclos da natureza e as fases da Lua.
Entre todas as celebrações, existe uma noite especialmente aguardada: o Halloween, também conhecido como Samhain, celebrado em 31 de outubro.
É um momento simbólico de transformação, encerramento de ciclos e passagem. Uma época em que, segundo a tradição, a fronteira entre o mundo físico e o espiritual se torna mais tênue.
Por isso, honramos os espíritos de luz que, em nossa crença, trabalham em parceria conosco aqui na Terra.
Durante o ritual, formamos um círculo, símbolo da roda de energia. Nele, concentramos toda a energia gerada antes de direcioná-la, com foco, intenção e propósito.
Nossos pedidos podem ser destinados àqueles que precisam de cura e recuperação, àqueles que buscam direção para alcançar seus objetivos ou simplesmente àqueles que necessitam de força para seguir adiante.
Enfim, são intenções para impulsionar a vida.
Ao final, a lista de pedidos é entregue ao fogo e queimada dentro do caldeirão, símbolo do grande útero da Mãe Terra e da força do feminino. O fogo transforma aquilo que foi escrito, levando consigo nossas intenções para que possam iniciar um novo ciclo.
Durante muito tempo, as bruxas receberam uma aparência assustadora. Foram retratadas como criaturas feias e ameaçadoras, alimentando o medo e o preconceito. Criou-se uma imagem tão distante da realidade que, até hoje, muitos enxergam a palavra “bruxa” antes de enxergar a pessoa.
A lista de absurdos criados sobre elas é enorme.
Mas, por trás de tantos estereótipos, existem pessoas que buscam compreender e estabelecer uma comunicação com o mundo espiritual.
Nos dias atuais, muitas dessas práticas podem ser encontradas em diferentes caminhos espirituais. Há pessoas que trabalham como médiuns dentro de centros espíritas e são reconhecidas por sua capacidade de estabelecer contato com o mundo espiritual.
O que diferencia a bruxa do médium, dentro da visão apresentada aqui, é principalmente o ritual: a maneira de estabelecer essa conexão, direcionar a intenção e transformar simbolicamente aquilo que desejamos deixar para trás.
É um jeito de recomeçar sem medo.
Talvez a sociedade ainda não esteja preparada para tudo aquilo que foge do que conhece. O novo pode assustar, principalmente quando não procuramos compreendê-lo.
E, muitas vezes, parece mais fácil julgar do que buscar, estudar e conhecer.
Mas a magia começa justamente quando deixamos de temer o desconhecido e nos permitimos olhar para ele com curiosidade, respeito e consciência.
