Texto Motivação na Vida
Só sei que nada sei…
Não sei o que foi, nem o que será.
Só sei que amo o cheiro no ar, a brisa no rosto, o sereno que amo sinto mas vejo na tampa do meu cooler…
Amo ver a alegria nas ondas, os sorrisos largos, a empolgação em pular nas ondas.
Não sei de mim, e do que gosto eu descubro no sabor das coisas, momentos e em pessoas que me privam de gatilhos.
Não sei, eu sei e nada sei do que a vida ainda há de ter de bom.
Mas uma coisa eu sei… eu sei quem sou e a cada dia… eu percebi que se sei do que não gosto… eu sei que para lá dificilmente vou voltar.
As pessoas correm demais, tem pressa demais. No corre corre não conseguem sentir, não tem tempo de sentir e não sentindo, não vivem.
A modernidade trouxe o que pode ser a coisa mais cruel ao ser humano: A negação do direito de sentir. Não sentir dor, não sentir prazer. Repito: não sentir, não viver.
PENSAMENTOS ALEATÓRIOS:
Na vida, a gente sempre tenta se enquadrar de algum modo, não importa o tempo, faz parte da aceitação que visa o pertencimento.
A gente sempre tenta estar no meio das pessoas e entender sobre qualquer assunto, mas para isso é preciso muito estudo, o qual nos facilita obter maior argumento.
Para entender melhor, também me coloco como exemplo, pois foi assim na minha escola e até na academia, sendo caminhoneiro, me adaptei e por mais de 20 anos tentei fazer parte daquela turma que acelera e buzina, observando e aprendendo cada mania, na maioria das vezes, com esforço eu até conseguia.
Foi assim na minha cidade, também com Professores e colegas de Faculdade, uma luta constante, aprendendo e tentando me modificar para ser aceito por minha qualidade.
Assim somos todos nós, não importa a mania, ideologia, vaidade ou grau de maturidade, no fim, com nossos erros e acertos, o que realmente queremos é simplesmente ter aceitação e fazer parte da sociedade!
'MAR... '
Nos extensos mares somos barcos naufrágios. As muitas correnteza [des]favoráveis sempre deixam ranhuras. As salinizadas águas com o tempo deixam cicatrizes. A dilaceração é perceptível com o tempo e o tempo é um desastre.
Vedar as fendas que surgem apenas prolonga o que de fato já se escreveu. Deixar o barco correr ou manter-se agitado? Há os que preferem a resistência, a mágoa de tentar subir as correntezas rumo às suas expectativas. Outros apenas flutuam. São levados pelo mar com aparente satisfação e ócio.
Mas sabe-se: todos querem um porto a qualquer valia. Chegar àquela luz que tanto brilha. Manter seguro a estrela que tanto se admira. Uma. Várias. O que vale é a energia. Flutuar sob as águas imensas. Belas. Delirantes. Mas com seus desafetos e sujeiras.
Com o tempo aprende-se a aceitar o extenso mar à nossa frente. Não importa como ele seja. Um dia nos levará para onde não queiramos. A tração que se tem é apenas temporada. Ajuda, mas não é duradouro.
A visão desse mar é fantástico. Inacreditável. Surpreendente. Nele todos movem-se sempre rumo ao desconhecido. E o tempo há de naufragar aquilo que tanto procuramos. Tempo? Não! O mar... essa coisa sombria e nefasta.
'POEMA DESESPERADO...'
Cada um de nós, uma vertente nos punhos. Exceto o desespero, tal qual a proliferação do amanhã, sem cortina de cores...
Canto palavras ao chão sem sentidos. Jogo vogais nas cortinas, falando das desesperanças do amanhã. Tenho sílabas, proparoxítonas. Não quero o olhar dos que tem idade de oitenta...
Quero crianças nas calçadas soltando borboletas. Sem criação de desesperos. Espreitando no peito calçadas de nuvens em meio à multidão. Poema desesperado, cantando canções de ninar...
### A ESTRADA NÃO TRILHADA II ###
Em noites de silêncio, onde as sombras dançam,
Penso nas trilhas que a vida não me fez passar.
Decisões guardadas, sonhos como pássaros engaiolados,
Há uma caixa de Pandora dentro de mim, em silêncio...
Os risos que não ecoaram pelas colinas,
Amores que se desfizeram antes mesmo de florescer,
O tempo perdido, entre incertezas e convicções,
Cada escolha que hesitei, me trouxe até aqui...
Se a vida tivesse outro percurso, outros ventos,
Será que encontraria mais paz, mais serenidade?
Ou seria um espectador de uma outra existência,
Ainda buscando o verdadeiro sentido do ser?
As sombras das vidas não vividas me perseguem,
Ecos de um passado jamais realizado, sussurrando.
Mas no destino que escolhi, encontro pedaços de paz,
Aceito as imperfeições que me moldaram, com gratidão...
A vida, com suas incertezas e suas belezas,
Não pode ser domada, moldada ao nosso querer,
Mas pode ser apreciada em sua essência plena,
Encontrando beleza em cada dia, em cada amanhecer...
A aceitação do agora, com suas alegrias e dores,
Permite que eu viva plenamente meu mundo interior.
O futuro é uma página branca, pronta para ser escrita,
E cabe a mim preenchê-la com experiências e amor...
As vidas não vividas são mistérios guardados,
Mas a vida que escolhi é profunda, verdadeira.
E em cada segundo que passa, encontro razões
Para seguir adiante, buscando o sublime no mundano...
--- Risomar Silva ---
'A DOR DA FELICIDADE'
Essência e suor diário no rosto. À medida que o tempo passa, a magia da mágoa vai aumentando. Arraigando na alma como germe. Pouco a pouco ele perde origens, coisa que outrora nunca ganhou. Tempo devastador. E as dores da felicidade só exacerba seus dias...
Ele gastou décadas para um emprego promíscuo, sufocador. Derramando condolências tijolo a tijolo. Para que prédios ou uma casinha de papel com seus odores? A felicidade tem um preço: busca incessante. Seja lá onde for, seja lá com quem for. O peso será sempre intenso, talvez o mesmo, balanceador. Só temos que minimizá-lo e colocá-lo no bolso e andar sorrindo como se não tivéssemos...
Não adianta mais parar o tempo. Parar no tempo e olhar bobo para o passado/futuro. Ficar obeso, fazer academia, ter mais tempo com os amigos/família. A felicidade estará trazendo suas dores, cultivando seu preço. Misturado a compaixão e um punhado de tragédia, cada pessoa sufoca-se na felicidade que tem ou morre na infelicidade...
Sentado sob uma pedra, ele olha o rio majestoso [Tapajós], com suas curvas e maravilhas, e fica pensando na vida. Carregando uma dúvida desde criança que aperta o peito desde sempre. E percebendo tudo que o envolta, todos os dias repetitivos, todo o tempo que passara [e passam] nos olhos tão rapidamente, parecendo o hoje que o abarca, ele ver várias reflexões...
- Qual a finalidade de tudo isso? Bilhões de pessoas que existiram, outras que ainda carregam seus caminhos para um aquém nada absoluto. E ele lá, observando o tempo passar a sua frente. O rio fazendo sua trajetória, sua rotatividade, como se fosse amaldiçoado para isso. No inverno, correntezas destrinchando vidas, no verão, águas quentes, sem sombras para aqueles que procuram relvas...
A pretensão dele desde crianças [adolescente] era a felicidade. Sem demagogia, mas já o conseguiu. Era conquistar um emprego dos sonhos, mas já o tem! Bens necessários, mas já alcançou! Ter um amontoados de diplomas, mas já os conquistou! Ele acha difícil acordar todos os dias sabendo que o que queria já fora conquistado. Procura-se uma razão, mas ela perdeu-se e com certeza, alguém irá encontrá-la em outros rios...
O sol começa a aparecer e ele pensa: - dei bastante amor, acredito que já amei também, não sei ao certo. Hoje, nesse momento, estou insípido, incrédulo e com o coração vazio. Não quero pessoas por perto. Quero ficar aqui, observando o voo das garças, ouvindo o cantar dos pássaros que hoje, não me sustentam mais os ouvidos. Que meus filhos reescrevam suas histórias, sem retóricas, apenas vivendo com esperança nos olhos, sem importar-se para os rios que, de quando em vez, aparecem sem bater a porta...
--- Risomar Sírley da Silva ---
'SOBRE A VIDA...
O que é o amor?
- Todos os dias eu penso sobre as significâncias do amor e o quanto isso está inerente com nossos psicológicos. O quanto ele faz pelas pessoas nos seus vários estados e quão ele é importante na vida das pessoas. O amor é medido, embora tenha pessoas que falam da sua equivalência. O amor é abstração, embora tenham pessoas que falam da sua concretude. Há o amor simbólico e emblemático corroendo o coração das pessoas. O amor jurado infinito à pessoa amada. O amor sonolento e desgastante. Aquele que juramos eterno e esquecemos do nosso eu...
- A verdade é que eu ainda não sei o que é o amor. Talvez um sentimento passageiro vagando num trem em alta velocidade. A brisa no tempo encharcando os pés descalços. O escalar das montanhas, sem visar o topo ou o descaso pelas trilhas. Quem sabe a volta para a casa que nascemos ou a tola vontade de fechar os olhos e esquecer do tempo e da vida tão complexos. Prefiro não verbalizar sobre isso...
--- Risomar Sírley da Silva ---
ENTREVISTA: Etapa 01 - Quadro de pergunta 02.
- Como foi sua adolescência? Você falou que começou a trabalhar com sete anos.
- Um pouco divertida! Porém, junto com esse divertimento, muito trabalho. Trabalho desde sempre, nunca fui de rejeitar trabalho. Até os dezesseis anos, trabalhava na rua vendendo produtos no crediário. Meu último trabalho como vendedor, já com dezessete anos, foi numa loja (já morando em Itaituba/PA) de produtos importados. Vi o anúncio numa rádio, mas quando cheguei lá, já tinha uma moça na minha frente. Insisti com o proprietário umas duas semanas até ele me aceitar como vendedor. Ganhava comissão do que vendia. Sempre me sobressaí nas vendas.
- Após isso, já com dezenove anos, fui aceito no quinquagésimo terceiro Batalhão de Infantaria de Selva. Passei um ano de forma consistente com minhas obrigações. Conheci dezenas de jovens com a minha idade. Foi um ano de diversão, mas com muitas responsabilidades. Sempre ajudei na casa e com a família, dando assistência com o que podia. Com vinte anos já com a dispensa do quartel, resolvi ir para Manaus - Amazonas - tentar coisa melhor.
- A adolescência é uma época de descobrimento. É onde nos colocamos no mundo. É quando os sentimentos e a realidade chega de fato. Você tem o sentimento de que estar preparado para vida, mas isso não passa de um período frustrante diante das situações. É quando o primeiro amor chega e vai de repente. É quando você sente frio e não tem ninguém para te aquecer, mas isso são meros detalhes diante da experiência vivida.
--- Risomar Sírley da Silva ---
É interessante!
É interessante como, às vezes, a experiência passada pode moldar nossas expectativas. Quando nos deparamos com situações semelhantes no presente, tendemos a antecipar resultados com base no que já vivemos. No entanto, é importante lembrar que cada momento é único e pode trazer surpresas. Às vezes, a incerteza é a única certeza que temos, e é quando ousamos acreditar em possibilidades que podemos encontrar resultados diferentes. Portanto, mesmo quando a história parece se repetir, devemos deixar espaço para a esperança e a mudança, pois a vida pode nos surpreender quando menos esperamos.
A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS - Mito!
De jeito nenhum! nem em casos de loucura grave. Ninguém "escolhe" sofrer!
Uma frase estranha, agrande maioria de nossas ações; são fruto de questões envolvendo nossa psiquê (personalidade). E, muitas são inconscientes, semi-conscientes.A pessoa geralmente tem uma boa compreensão racional de um comportamento seu que não é bom, mas não tem o poder de mudá-lo. Se assim fosse, ninguém iria escolher sofrer, desenvolver doenças de fundo emocional, ser carente, baixa autoestima, sexualidade, etc. Inclusive, se tivesse o poder da escolha, no mundo não haveria toda a área jurídica, psicólogos, psiquiatras, e boa parte da medicina não teria pois, por exemplo, não existiria ‘gastrite nervosa’, pois como o nome diz vem de incômodos emocionais.
Entender a vida, por si só, é uma arte. É olhar a existência nos olhos, e deixar-se guiar pelas trilhas que o mundo provém. É saber distinguir cada passo, e compreender os desígnios do futuro para além das expectativas, mas como quem sonha e faz acontecer. É notar a si mesmo como elemento fundamental da própria história, e não como um coadjuvante que tudo vê. É permitir-se ser livre, mesmo dentro das amarras que as circunstâncias podem trazer. É compreender o próprio tempo, alinhando as arestas que delimitam a imposição do outro no nosso querer.
Entender a vida é uma arte. Ser autor dela também.
Fora dele
Num dia chuvoso
À espera de um feixe de luz
Meu coração.
Que cambaleava inquieto
Em pura aguaça de emoção.
Pelas ruas em que fora
Enxovalhado por olhos cristãos.
Que em lama de caos
Atiraram sua esperança
E deixaram-lhe a desilusão.
De quem ama.
De quem sofre.
De quem vive
Em solo pagão.
O que aprendi com a vida
Aprendi a valorizar os pequenos momentos. Cada detalhe do dia a dia, que, muitas das vezes, passam despercebidos.
Aprendi a valorizar os velhos amigos, os que compartilham suas preocupações comigo e com quem, por consequência, sei que posso contar.
Aprendi a valorizar a família, e entender que, acima de tudo, família não se constrói necessariamente por relações de sangue, mas com relação de amor, reciprocidade e confiança.
Aprendi a valorizar as pequenas conquistas do cotidiano, e que vitórias maiores sempre vêm a seu tempo, e que é importante ter paciência para entender cada processo.
Aprendi a ter autoconsciência sobre minhas falhas, minhas limitações, mas, especialmente, minhas forças, e o quão longe elas podem me levar, superando diversos obstáculos e desafios.
Aprendi, principalmente, a me amar. Compreender meu lugar, e visualizar os espaços em que posso caber. E a me retirar quando ali já não sou mais bem-vindo.
Aprendi a me enxergar como meu melhor amigo. Aquele que ninguém tira, e nada substitui. Eis o que aprendi com a vida.
Gostaria de chamá-lo de Beleza
Lúgubre no amanhecer à fonte
Esperando por sinais de júbilo
Ao ouvir o canto dos beija-flores
E assistir ao rito dos canais
Cuja água desemboca no mar
De obscuro desejo pelo infinito
E que o horizonte não consegue alcançar.
Atento aos flamboyants que despertam
Em pura expressão de boniteza
E dos ipês em amarelo exuberante
Que povoam o imaginário da vida
Em seu movimento de elegância
Nas vicissitudes das estações.
Desejava somente apreciar a beleza
Do que, por si só, era belo,
Mas em que somente via tristeza
E ansiava pelo majestático fim.
Em um mundo perfeito
Onde a flor tem o direito
De florescer sem se camuflar
De encantar a si mesma com sua beleza
De trazer para o mundo a leveza
De quem sabe do que pode mostrar
Sem se esconder pelo que tem
Mas se amando pelo que é
Onde o tintinar dos sinos
Traz a alegria de um novo dia
Para que essa flor, já murcha,
Saiba que é hora de resplandecer
E, em sua nobreza, o tempo florear.
Esperava calmaria em minha solidão
Frente aos mares mais severos
Perante ira de um grande furacão
E da seca de meus prantos austeros
Vi a sombra do meu desespero
Com os olhos que ardem de paixão
E a chuva mais tórrida de janeiro
Que leva minhas lágrimas em vão
Misturei-me ao soneto que lhes trago
Como forma de manter-me em ilusão
De que a vida nos concede seu afago
A fim de dar sossego à minha aflição
Escrevo estas palavras tão simples
Como versos vindos de meu coração.
Dádiva
As minhas asas deixei,
por entre as árvores passei...
Em todos os oceanos nadei...
Por sobre as pedras voei...
Meu segredo não saberei,
não sei ao certo se sou anjo,
ou humano...
Se sou poeta ou anônimo,
se sei, ou não sei...
Se são conceitos ou liberdade para novos sonhos.
Mas se lhe digo que te amo, acredite...
Se estou contigo, confie...
Se sou presente, é porque sua presença me fascina...
Se inventei, eu inventei novamente...
Não estou aqui para ser fraco ou forte ...
Quero ser real na não-realidade...
Ser desejo por não existir, e por existir você desejar...
Por sobre as flores lembrei...
Lembrei de você... Novamente, eu lembrei de você...
Se aqui estou, é porque na alvorada conquistei a minha dádiva.
Decidi por não ter asas, para permanecer aqui e poder te amar...
Os dias eu vencerei...
E os meus segredos contigo, dividirei.
A realeza, Mãe.
Quisera eu ser tão perfeito filho a ponto de não possuir falhas,
Enfrentar o tempo e te fazer sorrir a todo o momento
Conseguir seguir sempre seu exemplo.
Entender o porquê se importa tanto com o que possa acontecer.
Queria ter o poder dos anjos e te proteger,
Retribuir um pouco do que me ensinou a ser.
Se fosse possível em uma poesia te decifrar
então palavras me mostrariam a dádiva que tem de amar...
Amor que não se cansa, que acompanha, que deseja o bem,
Dedica a vida para os seus filhos irem além, amor sem fim,
Trouxe-me a vida e daria a vida por mim.
E por tudo que me ensinou, me ensinou a sorrir.
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