Texto Medo
Eu não quero o futuro
Pensar no futuro
É sofrer antes de acontecer,
É viver nas sombras do que pode ser,
Preso em "um dia", "talvez", "quem sabe".
Eu não quero encarar o amanhã,
Nem carregar o peso do que virá,
Responsabilidades de um alguém
Que ainda nem existe,
Que não sou eu.
Não quero escolhas,
Que meu "eu" do futuro
Venha a se arrepender.
Eu não quero ter o futuro,
E, no fundo,
Ele não quer me ter.
Paralisia do Silêncio
O silêncio, tão denso quanto a noite, não veio pela calma, mas pelo medo. Ele se instalou nas palavras que nunca foram ditas, nas mãos que não se tocam mais, nas promessas que ficaram no ar, suspensas entre o desejo de acertar e o temor de errar. Cada olhar fugidio, cada suspiro contido, revela uma alma paralisada, sem direção, presa em um labirinto de incertezas.
O silêncio é um campo minado, onde cada passo hesitante pode desencadear uma explosão de dores veladas. Ele é o eco da insegurança, uma muralha invisível que se ergueu entre dois corações que, outrora, pulsavam em uníssono. E agora, o amor que antes era um farol se perde na escuridão, sem saber para onde ir, sem ter para onde correr.
Neste silêncio, há uma busca desesperada por segurança, por não errar mais, por não perder o que resta. Mas, ao mesmo tempo, há o receio de que, ao tentar se mover, tudo desmorone. O silêncio, então, se torna um refúgio doloroso, um esconderijo onde o coração se protege do que não pode controlar.
E assim, paralisados, permanecemos em um espaço onde o medo de perder fala mais alto do que a vontade de encontrar o caminho.
Não para trás...
Da infância à velhice, somos conduzidos pelo tempo, como um riacho que flui incessante, muitas vezes sem refletir, movidos por forças maiores que a nossa própria vontade. Vivemos os dias com a inércia de quem não deseja, e as noites com a hesitação de quem não ousa. Mas por que não retornar? E se o desejo de voltar no tempo e refazer aquela noite, que carrega o peso do arrependimento, se manifestar? Não... a vida insiste em seguir adiante, e, quando menos se espera, já teremos ultrapassado as pedras que moldam o curso do riacho, que se expande e transforma a cada novo verão.
"É permitido ir embora, mesmo amando muito.
É proibido olhar para trás, ou deixar a porta entreaberta.
É permitido ficar com raiva e e bater no peito - "como fui burra!"
É proibido escolher o mesmo erro, tomar mais uma dose do mesmo veneno, abraçar o algoz e fingir que perdoou.
É permitido errar, tropeçar, escorregar, cair mil vezes na mesma armadilha.
É proibido ficar no chão e desistir.
É permitido lamentar o tempo perdido, o sonho esquecido, a oportunidade que deixou escapar por medo, ou cansaço de existir.
É proibido sentar nas pedras do caminho e abraçar a desesperança.... é ´roibido desistir.
É permitido ser humano e se agarrar ao último fiapo de dignidade, ainda que a Alma esteja minguando de fome e de Vida.
É proibido desistir do último fiapo de dignidade e aceitar migalhas para alimentar a Alma.
É proibido desistir."
temor
não temas a morte
temas a ânsia da vida
não temas a dor
temas o prazer
não temas a tristeza
temas a alegria incessante
não temas o ódio
temas o amor indescritível
não temas a armagura
temas a paz inexplicável
temas, pois
damos mais valor
e buscamos
o que tememos
tenho diversos medos
medo de aranha
medo de morcego
medo de rato
medo do amor
eu sei que é bobeira
morcego não me morde
aranha nao me pica
rato nao me roe
amor nao me apunhala
tenho medo de coisas irreais
medo do morcego sugar meu sangue
medo da aranha me envenenar
medo do rato me arranhar
medo do amor me matar
percebo que medos sao idiotices
nunca fui atacado por um morcego
nunca fui atacado por uma aranha
nunca fui atacado por um rato
nunca nem fui amado
mas ja pratiquei o contrário
ja dei um soco em um morcego
ja pisoteei uma aranha
ja chutei um rato
ja ate amei
hoje em dia é engraçado
se vejo um morcego, agacho
se vejo uma aranha, corro
se vejo um rato, pulo
se vejo voce, amo
o tempo passa de vagar
estranho, sinto que estou crescendo rapido
mas tambem sinto que estou estagnado
me torno mais maduro diariamente
isso assusta
queria ser uma criança inocente.
minto
queria fungir da realidade
viver um conto de fadas
um mangá genérico
a realidade crua dói
nunca teremos poderes
nunca sentiremos o calor fluente de energia
sentimos ansiedade,
tristeza,
tedio,
ódio,
dor.
Estou Aterrorizado:
Quebrado, como um brinquedo sem roda,
Como um navio à deriva, sem velas,
Sou como um pássaro com asas partidas,
Incapaz de alçar voo, preso ao chão.
Não sei quando me quebrei,
Mas sinto a ausência de uma peça,
Uma rachadura que conheço tão bem,
Como a tartaruga sabe o caminho
De volta à praia que a viu nascer.
Sei onde dói, onde está o rompimento,
Mas não possuo as ferramentas, nem a habilidade,
Para devolver o que se partiu em mim.
Como reparar um coração ferido?
Sinto o frio tomando meus ossos,
Congelando minhas veias,
A cada dia mais gelado,
Distante do calor que me falta.
Como ser quente, se o que me machucou
Agora me causa medo?
Meu coração dispara,
Meu estômago se revira,
E a doença do medo me envolve.
Sei onde está a dor,
Mas temo a cura,
Pois receio que, ao sanar,
Outro alguém virá,
E a ferida será ainda mais profunda.
Estou aterrorizado.
MEDO DE TIGRE-ARANHA
.
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Tinha um medo crônico de tigres.
Podia ser até mesmo dos que estão nos filmes
enjaulados dentro de uma intransponível tela de Cinema
e incapazes de saltar para a nossa dimensão.
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Se vislumbrava um cartaz de propaganda
estampado com uma só destas feras,
ali mesmo deixava litros de medo
escorrerem por entre as pernas.
.
O medo de tigres fora o companheiro
de toda a sua vida.
Desde a mais tenra infância
chorava ao ver desenhos de tigrinhos
nos pijamas e invólucros de refrigerantes.
.
Isso tudo, apesar
de não haver tigres em seu continente,
e de sua pequena cidade jamais ter sido visitada
nem mesmo por um velho tigre desdentado,
protegido pela jaula de um circo.
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Tigres...
Esse pânico o acompanhou sempre
a cada dia, a cada instante de sua vida.
Foi a psicólogos caros, mas sem resultados.
Lá estavam, no fundo, sempre os mesmos tigres...
Espreitando, ferozes e listrados, no covil do inconsciente.
.
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[BARROS, José D’Assunção. Publicado na revista Simbiótica, 2023]
inseguranças perduram em minha mente
e não me deixam seguir em frente
o medo afaga em cada pensamento
e a lágrima cai a todo momento
nesse mar de vida e almas vazias
encontro uma enorme onda de dor a me envolver.
a solidão abraça minha existência
e me diz que não mereço sofrer.
ah, como anseio por um alento
por uma luz que me ajude a desvendar esse sentimento
porém, mesmo com a melancolia profunda
existe uma chama que me segue e não afunda.
meus olhos revelam a verdade incontrolável
e assim, minha alma se torna vulnerável
e nos tristes versos que conto
espero um dia encontrar algum descanso.
Já considerou a possibilidade de "amar" a Deus "sem amor" e estar equivocado, sem perceber que dentro de si carrega a real possibilidade do autoengano, em "um amar" que nunca frutifica na vida do próximo?
Em verdade, não seria amor, mas sim o autoengano do medo da punição?
Perdi o brilho do olhar, a vontade de viver edos meus sonhos realizar
Falhei comigo e as pessoas, deixei de amar
Me perdi neste mundo de dor, não sei sorrir, desaprendi
Nas lembranças eu só vejo muita dor e desespero, sinto medo
E nas noites não dormidas do passado não me esqueço
Sinto uma dor no peito e o coração acelerar
Tenho medo de viver e essa dor nunca cessar
Nos corredores da escola, meu olhar te segue,
Como uma sombra tímida que ao longe se esconde.
Teu sorriso é sol, minha alma se apega,
Mas o medo me cala, e o silêncio responde.
Te vejo na fila, no intervalo, na quadra,
E meu coração bate acelerado,
Mas quando tento falar, as palavras se perdem,
Como um eco distante, num espaço calado.
Penso que você talvez nunca perceba,
Que meu mundo gira ao som do teu nome.
Na verdade, me assusta imaginar,
Que em teu olhar, eu não seja mais que um homem comum.
Será que existe um lugar no teu pensamento,
Onde eu possa habitar, nem que seja por um instante?
Ou será que sou só um reflexo, um pensamento,
Que jamais tocará teu coração distante?
E então, fico aqui, guardando o segredo,
Dessa paixão que cresce em meu peito,
Mas que nunca sai, nunca se revela,
Porque tenho medo que meu amor seja só um defeito.
O medo: sombra e luz em nós.
Paralisa ou impulsiona, a escolha é nossa.
Protege do perigo, revela o potencial.
Encare-o de frente, abrace a mudança.
Liberte-se, ouse ir além do que se vê.
Consiga, além do que se tem.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
O medo nasce da incerteza do sucesso. É a defesa natural do corpo diante do desconhecido. Nem sempre é necessário, mas como saber, se eu ainda tenho dúvidas sobre nós?
O medo nos protege de nossas incertezas, mas também nos afasta. Às vezes, me faz recuar, desistir por um tempo. Ainda assim, o que sinto por ti é mais forte.
Por isso, não importa o quão temerosos sejamos ou os riscos que enfrentamos. Sempre escolho estar com você.
O nome do processo chama-se medo.
Medo de amar e ser amado
Medo de sofrer
Medo de se entregar
Medo de sair da zona de conforto
Medo encarar a realidade
Medo de ouvir o coração
Medo de falar o que sente
Medo de olhar nos olhos
Medo de mudar
Medo de enfrentar os sentimentos.
O Medo
Sob o luar, busquei te entender,
como pode um amor ferir,
se nunca chegou a acontecer?
Nos teus olhos, um frio a brilhar,
medo de ir, medo de ficar.
E por isso, não ousas me olhar.
Temes sentir e não saber,
temes o fogo a te envolver.
O coração pulsa, quer acelerar,
mas o amor te faz hesitar.
Já te feriram, eu sei, eu vejo,
e agora temes um novo desejo.
Mas será o medo de me olhar
ou o medo de se encontrar?
Se não estás pronto, eu sei esperar,
pois entre o limbo que habita em meu peito,
sei que um dia irás me amar.
Medo de me apaixonar e você não me amar
Medo de vc me substituir e me trocar
Medo de sofrer por amor e isso me trazer dor
Medo de me a pegar e vc me abandonar
Medo de você me iludir e fugir
Medo de me entregar e você me ferir
Medo de você amar outra e meu coração se quebra
Medo de não ser o suficiente e ter uma amor ausente
Medo de eu ser uma ilusão ou uma simples atração
Medo de não ser eterno e não dura tanto assim
Medo de você não me amar e me machucar
As vezes eu sou insegura com meu corpo,minha mente,minha alma e principalmente o meu coração. Eu acho que ninguém vai ser capaz de me amar e que todos pode me abandonar.as vezes as pessoas se aproxima para me machucar e me diminuir.muitos querem que me fazer desistir
É como se você batalhasse, mas nada mudasse. Ou talvez tenha mudado, mas a perda consome a percepção, distorcendo qualquer progresso. O id, o ego e o alter ego lutam entre si, mas nem sequer sabem pelo quê. No começo, parece um vazio—aquela sensação de estar flutuando no mar, sem rumo, esperando ser salvo por um navio ou morrer afogado. Mas, aos poucos, o vazio dá lugar a um peso no peito, um aperto que esmaga, sufoca e se confunde com culpa. Afinal, o inimigo está mais próximo do que se imagina, ou melhor, basta olhar o espelho para enxerga-lo. Não porque quero, mas porque não posso escapar. Ele é uma versão de mim, mas que não desejo que seja eu.
Tanto esforço para nada. Cada passo dado parece apenas um ciclo se repetindo, um esforço inútil contra algo invisível. A fraqueza se instala, não no corpo, mas na alma. A incapacidade de viver plenamente se arrasta como um eco constante, um lembrete cruel de todas as falhas. Não porque não tentou, mas porque o nível de estoicismo não é suficiente.
O medo de se perder de novo é pior do que qualquer queda. Porque se perder significa voltar para aquele lugar onde o silêncio ensurdece, onde os próprios pensamentos não calam a boca, te puxando para baixo como areia movediça em um deserto de areia infinita. E a única opção que resta é seguir em frente—não porque há esperança, mas porque ficar parado dói ainda mais.
Seguir sem saber se há um destino. Apenas seguir.
Se carrego alguma tristeza, é pelos pássaros que, presos por tanto tempo, esqueceram o céu — mesmo quando, em segredo, abri a porta da gaiola.
O medo atrofiou suas asas, e eles não mais acreditavam no voo livre, permanecendo ali apesar dos meus esforços. Ainda assim, alegro-me porque, ao mostrar-lhes o mesmo céu, consegui libertar milhares deles.
