Texto eu Amo meu Namorado
Da vida não espero muito mais de mim,
eu sigo tentando ser inteiro mesmo quando falto em pedaços.
Aprendi que crescer dói,
que nem todo silêncio é fraqueza
e que continuar, às vezes, já é vitória.
Não quero prometer o que não sou,
nem carregar pesos que não me pertencem.
Se eu for verdade no pouco,
se eu for sincero no que sinto,
já estarei indo além do que um dia imaginei.
Da vida, hoje, eu espero coragem.
De mim, eu espero honestidade.
E que, mesmo cansado,
eu não desista de ser quem sou.
Por tanto da vida não espero muito,
mas de mim eu espero tudo.
Quem sou eu, pra desprezar o outro,
quando a hora de partir chega e a alma sente?
Não queremos deixar tocar o coração,
mas toca, e sentimos em cada pedaço de nós.
É horrível querer prender o que já se foi,
repetir velhas emoções é se punir,
é negar a partida e voltar à mesma ferida,
buscando tocar o que já não volta.
Quem sou eu pra indagar palavras?
Pra dizer que o outro não vale nada?
Que nunca me serviu? Que já não é o outro?
Talvez só nossos olhos tenham visto
o que ele nunca foi,
e nunca vai ser.
É uma dimensão complexa querendo amar: a solidão.
Quem sou eu pra falar quando o outro grita?
Quem sou eu pra dizer o nome do outro?
Quanto mais falo, mais vejo minha incapacidade
de virar a página.
Que possamos virar páginas, mudar discursos,
aceitar o que se foi,
e viver o novo que a vida traz.
Enquanto nos agarrarmos ao velho,
nunca sentiremos o novo.
Quem sou eu, para julgar o outro,
Se cada adeus deixa marca no peito?
Queremos proteger o coração da dor,
Mas a saudade toca tudo, e é perfeito e imperfeito.
Repetir velhas emoções é se punir,
É tentar prender o que já partiu.
O outro se vai, e o que resta é aprender
Que a vida sempre traz algo novo a sentir.
Quem sou eu para dizer que o outro não vale?
Que nunca me serviu, que já deixou de ser?
Talvez só meus olhos tenham visto sombras
Do que o outro jamais quis me oferecer.
O grito do outro ecoa em mim,
E quanto mais falo, mais me vejo incapaz
De virar a página e abraçar o novo,
De deixar que a vida escreva seus próprios sinais.
Que possamos mudar o discurso,
Que a memória não nos prenda,
Que cada fim seja semente de começo,
E que o novo floresça, mesmo depois do velho.
Não vou te provar quem és,
mas jamais me peça que eu escolha
entre o que sou
e o que você espera que eu seja.
Cada qual vive a sua realidade,
buscando a própria verdade.
Eu fui feita para o mundo,
você, para ser quem almeja se tornar.
Cada um com suas escolhas,
seus motivos,
sem padrões impostos.
Idealizações não são iguais
— e acreditar que todos chegam ao mesmo lugar no fim
é um mito perigoso.
Vamos exatamente
para onde nossas escolhas nos levam.
Depois que eu decidi viver o que eu quero viver, percebi o quanto se tornaram leves as minhas escolhas.
Não preciso parar o navio para pensar, preciso pensar enquanto ele estiver em movimento.
Preciso fazer acontecer e não deixar de ser quem sou.
Porque como o mundo saberá quem sou eu, se eu viver me camuflando e esperando?
Hoje eu escolho focar na minha própria existência.
Por muito tempo vivi tentando ser o que o mundo esperava de mim,
enquanto eles aguardavam que eu fizesse algo,
e eu… eu esperava o quê?
Esperava permissão para ser quem sou?
Esperava coragem, validação, ou o momento perfeito?
A verdade é que ninguém pode viver por mim.
Tornar-me quem sou não é um ponto de chegada,
é uma decisão diária —
e hoje, finalmente, essa escolha é minha.
Eu quero ouvir, mas quero ouvir quem me escute.
Me calei por tantos anos.
Talvez por isso eu ame tanto escrever.
Passei a vida inteira ouvindo, acolhendo, engolindo silêncios que não eram meus.
E hoje eu também quero ser escutada.
Querem meu respeito, mas não me respeitam.
Querem a minha atenção, mas me deixam de lado.
O silêncio que tive foi sobrevivência.
A voz que tenho hoje é escolha.
E não é egoísmo querer reciprocidade,
é maturidade não aceitar menos do que isso.
Aprendendo a ler o clima
Eu nasci com o coração voltado para fora.
Desde cedo, o mundo me atravessava
antes de pedir permissão.
Havia uma casa cheia de ruídos
onde o afeto chegava por intervalos,
como sol entre nuvens densas.
Aprendi cedo a ler o clima,
a prever tempestades pelo tom da voz,
a crescer sem fazer barulho
e, ainda assim, crescer demais.
Havia uma presença vestida de silêncio,
sempre correta, sempre distante,
mesmo quando estava por perto.
E havia outra feita de excessos,
mudança de humor, controle e ausência de cuidado,
um campo minado de palavras
onde o amor surgia quando era conveniente.
E tive que aprender a prever todas as possibilidades
Quando a cidade ficou pequena demais,
o mar se aproximou.
Foi ali que algo em mim
finalmente respirou inteiro.
O oceano não exigia nada:
não pedia explicações,
não barganhava carinho.
Ele apenas vinha.
E voltava.
E vinha de novo.
Aprendi a deslizar
sobre aquilo que a maioria teme.
A cair sem perder a ternura,
a esperar a onda certa
sem endurecer o corpo nem a alma.
Sempre fui boa em aprender.
Corpo atento, mente curiosa,
mãos cheias de perguntas.
Movimento, dança, criação, pensamento.
Mas havia um espaço em mim
que nenhuma conquista preenchia.
Então achei que talvez
o sentido estivesse em doar.
E doei.
Ideias, tempo, cuidado, esperança.
Dei tanto que alguns confundiram
generosidade com disponibilidade infinita.
E eu, que só queria construir,
aprendi também a me decepcionar.
Veio o mundo em pausa.
O ar rarefeito.
As perdas sem ritual.
Os dias iguais demais.
E dentro de mim,
uma tristeza que não gritava,
mas permanecia.
Agora o planeta range.
Homens brincam de poder
como crianças com fósforos molhados de petróleo.
Falam de controle, de fronteiras, de números,
como se a vida coubesse em planilhas.
Decidem sobre corpos alheios
com a frieza de quem nunca escutou o próprio.
E eu só queria surfar.
Sentir o sol queimando os ombros,
o sal abrindo feridas boas,
o corpo cansado por motivos simples.
Trilhar mato, cozinhar para desconhecidos,
defender a terra com alegria
não por heroísmo,
mas por amor.
Às vezes me perco.
Busco estradas nas estrelas,
consolo na espiritualidade,
sinais onde talvez só haja vento.
Não sei ainda o caminho exato.
Mas sei isto:
Ainda agradeço.
Ainda sinto.
Ainda acredito que viver
não precisa ser uma guerra constante.
Carrego um coração mole
num tempo que celebra o endurecido.
E isso, hoje, é coragem.
Se o mundo insiste em ruir,
que eu permaneça sensível.
Se o futuro ameaça,
que eu responda com presença.
Porque enquanto houver mar,
corpos que dançam na chuva,
mãos que cuidam da terra
sem pedir aplauso,
há esperança suficiente
para atravessar a noite.
E se amar este mundo
é o que me cansa,
então aceito o cansaço.
Há exaustões
que são sinais claros
de que ainda estamos vivos.
Eu me perdi tentando te encontrar,
E depois que me perdi não consegui caminhos para me reencontrar,
A perda física é a mais dolorida,
Porque é o mesmo que cutucar as mesmas feridas,
Não se perca buscando validação de ninguém,
O seu valor deve ser reconhecido por você mesmo, antes que opinião de alguém.
J•A•R•D•I•M
Meus pensamentos sobem às nuvens frias,
Enquanto eu permaneço no jardim.
O que não digo pesa nos meus dias,
E eu só quero sentir até o fim.
O passado retorna sem pedir,
Mesmo quando evito recordar.
Mas há memórias que insistem em vir
Somente quando é tempo de encerrar.
Confrontar quem fui me fez entender
Que tudo o que deixei para trás
Precisava morrer para nascer
Algo novo, sereno, em paz.
Abrir-me ao novo é o que preciso,
Mas trago um menino em solidão:
Sem saber dar forma ao que sinto,
Sem saber te achar na imensidão.
Há tantas verdades presas na voz,
Mas as palavras não sabem sair.
Tenho medo de te perder tão só,
Antes mesmo de te possuir.
Eu sinto você na minha pele,
No espaço exato do meu respirar.
Teu silêncio em mim se estabelece,
E meus sonhos contigo sabem me amarrar.
Às vezes isso dói, fere sem razão,
Pois não planejei me sentir assim.
O que sinto não cabe na explicação,
É estranho demais pra ter fim.
Você está distante ou talvez não,
Talvez seja o tempo a confundir.
Sou lembrança apagada na visão,
Por conta do espaço entre eu e ti.
Mas eu preciso um dia te encontrar,
Sem armaduras, sem temor.
Olhar nos teus olhos e confessar:
Você é meu porto seguro,
Mesmo sem saber do meu amor.
@gabriela_ortegaa
A culpa é sua, Deus!
Que me deu sonhos muito
Maiores do que eu.
A culpa é sua, Deus!
Todas mentiras que
Fizeram-me acreditar...
Que eu encontraria alguém
Que eu saberia amar.
A culpa é sua, Deus.
Precisava ouvir sua voz.
Abraçar-te inteiro
Conversar a sós.
A culpa é sua, Deus.
Que me inveja porque
Tenho fim.
E depois do fim,
De poucas lágrimas
Mal choradas,
Vem o NADA.
A dádiva de não ser lembrada.
Sinto muito, Deus
Se seu nome eternamente
Será clamado!
Sem descanso, nem pausa.
Você nunca é perdoado.
A culpa é sua, Deus.
Mas tudo bem.
Você nem tem para quem chorar.
Chore pra mim, Deus.
Eu saberei te perdoar
Eu engoli as palavras
Na minha barriga fez um nó
Se eu não nasci para isso, não sei quem foi
Olha, eu vejo bem esses olhos
Sei que estão chegando ao fim
Olha eu não sou daqui, também não sei de onde vim
Consegui uma casa, um trabalho, um amor
E posso me orgulhar
Mas minha alma, mesmo grata, as noites quer voar
Eu amo você, não teria para onde de ir
Além de onde a mente pode me levar
E a loucura que é viver a vida
Como um do sonho
Por um sonho
Eu vi em cada poro a gota de suor
Eu senti nas curvas do seu rosto cada milagre
Mas não há nada que se possa provar
Como eu não vou enlouquecer?
Como eu não vou enlouquecer?
Me dê forças ao menos para parecer normal
Pois já demoli os muros do que pode ser real
Não tenho mais nada que se possa provar
Eu não sou nada que se possa provar
Nem mesmo minha fé, nem mesmo eu
Eu nem sei o que sou
Ou se existo
Nem sei o gosto do meu lábio
Eu só sei que vou seguir em frente
Custe o que custar
E camuflar minha loucura
Que me consome
Que me mata e me dá vida
Enquanto eu respirar.
Às vezes acho que sou louca,
Às vezes tenho certeza.
Seriam loucos os outros?
Quem sou eu na correnteza?
Por favor, Entre no meu coração e veja!
Por favor, Exista e me compreenda.
Esse mar dentro de mim,
Quero bem que Tu vejas.
Onda após onda, enquanto eu respirar.
Nunca cessa, nuca para.
Eu não tenho descanso
Mas eu sou como o mar...
Mesmo que não nos encontremos
Me repara!
Há espuma em mim
Quando vem a noite a maré sobe
Transbordo em lágrimas
Minha boca salga
Eu sou ressaca
Se parece impossível dentro de mim ter mar, vos confirmo: me afoga e me traga...
Da mesma forma espero em Ti,
Que sem olhos, veja minhas águas
Eu só sei chorar e sentir
Menos que as pedras, sou temporária...
Se Tu não existir
Quem entenderá minha dor?
De a parte todo amor, não sermos nada...
Te compreendi pelo limbo das folhas e todas flores brotadas
Após a morte, não precisa haver mais nada!
Mas como poderei eu ter existido
Sem que Tu tivestes visto minha praia?
Habite meu coração, o sinta e estarei salva
Mesmo que nunca nos encontramos além dessa jornada.
Exista; quero ser para Ti como as flores e a praia.
Passei minha vida a sonhar...
Sonhei muito mais do que eu seria
Fui muito menos do que vislumbrei
Concreto em mim, é somente a poesia,
Que dá serventia às minhas noites sem dormir.
Deus, minha maior ambição é Tu existires
E compreenderes a mim...
E guardar todo amor que senti em uma caixinha no Teu infinito,
Para que, pelo menos pra Ti, eu não deixe de existir.
Coisas belas no mundo, tantas belezas eu vi,
Mas, muitas vezes, não fui enxergada e ouvida...
Não ao menos sendo eu: Natali...
Um coração que queria amar, criar e dar o melhor de si...
Mas um coração, nesse mundo, não é nada...
Por isso, espero em Ti.
Sonhei muito mais do que fui,
Mas, mesmo sendo apenas uma sonhadora,
Eu fui real e leal à verdade que há em mim.
Eu odeio o amor.
Odeio como os seus olhos brilham e me encantam... ao mesmo tempo ofuscam a sua alma de mim.
Odeio quando você diz que me ama, mas que não me quer... fazendo-me te esperar por toda a minha vida.
Odeio como, mesmo de maneira inconsciente, vivo pensando em você... o que me faz sonhar acordado.
Odeio que, depois de 14 anos, você tenha dito que ainda me ama... já que desperdiçou os melhores anos da minha juventude.
Odeio que você esteja tatuada na minha pele... externando o que há muito está tatuado na minha mente e no meu coração.
Odeio como magoo as demais mulheres... só por não poder e não querer te esquecer.
Odeio quando você me liga... só pra dizer que não quer mais falar comigo.
Odeio que você nunca me esqueça... mas diga que não quer ter um vínculo eterno comigo.
Odeio que você tenha vindo me ver e me beijado... me deixando novamente apaixonado.
Sobretudo, odeio não conseguir te odiar nem por um segundo... embora seja um misto de amor e dor, eu ainda TE AMO! ❤️💔
Quando eu gosto, eu gosto de verdade.
Quando eu quero, eu faço acontecer.
Mas pra fazer acontecer, eu preciso sentir que do outro lado também existe vontade, presença e reciprocidade.
Não me basta ser usada.
Palavras ferem.
Sentimentos são sentidos.
Não dá pra apagar o que marcou, como se apagam palavras ditas ao vento.
Nem mesmo aquelas palavras duras que um dia fomos obrigados a escutar.
Mas podemos contorná-las, transformá-las em lição, e seguir mais fortes do que antes.
E sobre sonhos…
Não é que eu sonhe alto demais.
É que eu sempre fui uma pessoa de muita fé.
Eu acredito no impossível de Deus.
Então, quando alguém me diz que eu não sou capaz — mesmo sem usar essas palavras —
é como cortar as asas de um pássaro que sabe cantar
e trancá-lo numa gaiola.
Sonhos são movimento.
São o que nos levanta todos os dias.
E sobre o amor…
O amor é uma construção que não precisa ser dura.
Não é civil, é sensível.
Amar deve ser leve.
Os passos precisam ser sentidos, não forçados.
Sonhos e amores só sobrevivem
quando existem pessoas que acreditam de verdade
e carregam dentro de si o poder de fazer acontecer.
Fora disso, não passam de palavras bonitas
guardadas numa gaveta qualquer.
Às vezes nos tornamos rebeldes
não por quem somos,
mas pelo que recebemos.
Nos doamos tanto a alguém
que sequer é capaz de nos enxergar.
Eu quero ser vida na vida de alguém,
mas que seja recíproco.
Que juntos possamos atravessar pontes
e subir, lado a lado,
as escadas do sucesso.
Ninguém nasceu pra ser só.
E ninguém nasceu pra ser pó.
Deste mundo não levaremos nada,
mas que sejamos tudo aquilo
que não levaremos.
E que nunca nos falte fé
para acreditar
que ainda existem amores e sonhos
que valem a pena lutar.
- Uma carta para o meu Hoje.
Se ela não se importa comigo, tudo bem.
Eu não vou mendigar atenção, nem implorar por migalhas de afeto.
Eu sigo, me doando o meu melhor agora, para mim.
Quem não reconhece meu valor não merece meu desgaste.
Meu tempo minha energia e, meu coração é precioso demais para ser desperdiçado, para em quem não sabe cuidar.
Eu escolho me levantar, me olhar no espelho e enxergar a força, que sempre esteve aqui.
Eu escolho ser fiel a mim mesmo, porque ninguém pode me dar aquilo que eu mesmo posso construir: respeito, amor-próprio e dignidade.
Se ela não está nem aí, eu estou.
Estou aqui, firme, vivendo, crescendo e me tornando cada vez mais forte.
Eu não sei por que me permito ser tão usada por você.
Dói, e não dói de um jeito humano, doi como se ferisse minha alma
Eu queria muito que você fosse diferente, sinceramente nem eu me reconheço mais do seu lado
Eu te amo ao ponto de não querer ir embora, mas ainda sim sentindo uma dor absurda toda vez que eu fico.
É absurdo, sinceramente... Foi a última vez.
Eu deixo a moralidade para putas e ladrões.
Ontem mesmo eu estava com a solidão, essa velha cafetina da alma, me levou ao quarto de uma meretriz. Não tinha dinheiro, mas paguei com um relógio que encontrei no próprio prostíbulo; o tempo ali não pertence a ninguém.
Deixo a moralidade para os alcoólatras e os viciados em jogos, que fazem sermões com o copo na mão e roletas no bolso. Eu, por mim, não gosto nem de álcool nem de jogos, então só jogo quando bebo, e só bebo quando me percebo vivo.
Deixo a moralidade para os que se afogam na em águas rasas.
Eu prefiro os pecados honestos, as mentiras sinceras e as verdades que se contam em um beijo na boca.
Ao primeiro coração que se alimentou da minha natureza, eu lhe dou tal alcunha:
Os fogos que reproduzi em teu peito,
saiba que não se originaram da minha vontade,
mas de um desejo sórdido, do qual fui marionete de impulsos.
Ao final do vosso nome, eu fui vilão,
mas, para os nascidos após aqui, serei herói.
Não pude caminhar em teus ombros,
contudo, fui capaz de sentir a chuva de quem te amou.
E, sem dúvidas, foram sonhos, enquanto fingíamos dormir.
