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Texto eu Amo meu Namorado

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Filho

Esta manhã, eu vou sorrir quando vir o seu rosto, e rir mesmo sentindo vontade de chorar.

Vou deixar você escolher o que vai vestir, sorrir e dizer o quanto você está ótimo.

Eu vou deixar a roupa para lavar de lado, pegar você e levá-lo ao parque para brincar.

Vou deixar a louça na pia e deixar você me ensinar a montar seu quebra-cabeça.

Esta tarde, eu vou desligar o telefone, manter o computador fora do ar e sentar-me com você no quintal e soltar bolhas de sabão.

Eu não vou gritar nenhuma vez, nem mesmo resmungar quando você gritar e acenar para o carrinho de sorvetes, e vou comprar um se ele passar.

Eu não vou me preocupar com o que você vai ser quando crescer.

Vou deixar você ajudar-me a assar biscoitos e não vou ficar atrás de você tentando consertá-los.

Iremos ao McDonald's e comprar um Mc lanche feliz para nós dois, para que você possa ganhar dois brinquedos.

Esta noite, vou segurá-lo em meus braços e contar-lhe uma história sobre como você nasceu e como eu o amo.

Eu vou deixar você espirrar a água do banho e não ficar nervosa.

Vou deixar você ficar acordado até tarde, enquanto ficamos sentados na soleira, contando todas as estrelas.

Eu vou me aconchegar ao seu lado por horas e perder meus shows favoritos na TV.

Quando eu passar meus dedos entre seus cabelos enquanto você reza, eu vou simplesmente ser grato a Deus por ter me dado o maior presente do mundo.

Eu vou pensar nas mães e pais que procuram por seus filhos perdidos, nas mães e pais que visitam a sepultura de seus filhos ao invés de suas camas, nas mães e pais que estão em hospitais vendo seus filhos sofrerem sem que isto tenha sentido e gritando por dentro que não podem mais suportar isso.

E, quando eu te der um beijo de boa noite, eu vou te segurar um pouquinho mais forte, por um pouquinho mais de tempo.

E é então, que vou agradecer a Deus por você, e não pedir nada a Ele, exceto mais um dia.

Houve uma época em que eu pensava que as pessoas deviam ter um gatilho na garganta: quando pronunciasse — eu te amo —, mentindo, o gatilho disparava e elas explodiam. Era uma defesa intolerante contra os levianos e que refletia sem dúvida uma enorme insegurança de seu inventor. Insegurança e inexperiência. Com o passar dos anos a idéia foi abandonada, a vida revelou-me sua complexidade, suas nuanças. Aprendi que não é tão fácil dizer eu te amo sem pelo menos achar que ama e, quando a pessoa mente, a outra percebe, e se não percebe é porque não quer perceber, isto é: quer acreditar na mentira. Claro, tem gente que quer ouvir essa expressão mesmo sabendo que é mentira. O mentiroso, nesses casos, não merece punição alguma.

Por aí já se vê como esse negócio de amor é complicado e de contornos imprecisos. Pode-se dizer, no entanto, que o amor é um sentimento radical — falo do amor-paixão — e é isso que aumenta a complicação. Como pode uma coisa ambígua e duvidosa ganhar a fúria das tempestades? Mas essa é a natureza do amor, comparável à do vento: fluido e arrasador. É como o vento, também às vezes doce, brando, claro, bailando alegre em torno de seu oculto núcleo de fogo.

O amor é, portanto, na sua origem, liberação e aventura. Por definição, anti-burguês. O próprio da vida burguesa não é o amor, é o casamento, que é o amor institucionalizado, disciplinado, integrado na sociedade. O casamento é um contrato: duas pessoas se conhecem, se gostam, se sentem a traídas uma pela outra e decidem viver juntas. Isso poderia ser uma coisa simples, mas não é, pois há que se inserir na ordem social, definir direitos e deveres perante os homens e até perante Deus. Carimbado e abençoado, o novo casal inicia sua vida entre beijos e sorrisos. E risos e risinhos dos maledicentes. Por maior que tenha sido a paixão inicial, o impulso que os levou à pretoria ou ao altar (ou a ambos), a simples assinatura do contrato já muda tudo. Com o casamento o amor sai do marginalismo, da atmosfera romântica que o envolvia, para entrar nos trilhos da institucionalidade. Torna-se grave. Agora é construir um lar, gerar filhos, criá-los, educá-los até que, adultos, abandonem a casa para fazer sua própria vida. Ou seja: se corre tudo bem, corre tudo mal. Mas, não radicalizemos: há exceções — e dessas exceções vive a nossa irrenunciável esperança.

Conheci uma mulher que costumava dizer: não há amor que resista ao tanque de lavar (ou à máquina, mesmo), ao espanador e ao bife com fritas. Ela possivelmente exagerava, mas com razão, porque tinha uns olhos ávidos e brilhantes e um coração ansioso. Ouvia o vento rumorejar nas árvores do parque, à tarde incendiando as nuvens e imaginava quanta vida, quanta aventura estaria se desenrolando naquele momento nos bares, nos cafés, nos bairros distantes. À sua volta certamente não acontecia nada: as pessoas em suas respectivas casas estavam apenas morando, sofrendo uma vida igual à sua. Essa inquietação bovariana prepara o caminho da aventura, que nem sempre acontece. Mas dificilmente deixa de acontecer. Pode não acontecer a aventura sonhada, o amor louco, o sonho que arrebata e funda o paraíso na terra. Acontece o vulgar adultério - o assim chamado -, que é quase sempre decepcionante, condenado, amargo e que se transforma numa espécie de vingança contra a mediocridade da vida. É como uma droga que se toma para curar a ansiedade e reajustar-se ao status quo. Estou curada, ela então se diz — e volta ao bife com fritas.

Mas às vezes não é assim. Às vezes o sonho vem, baixa das nuvens em fogo e pousa aos teus pés um candelabro cintilante. Dura uma tarde? Uma semana? Um mês? Pode durar um ano, dois até, desde que as dificuldades sejam de proporção suficiente para manter vivo o desafio e não tão duras que acovardem os amantes. Para isso, o fundamental é saber que tudo vai acabar. O verdadeiro amor é suicida. O amor, para atingir a ignição máxima, a entrega total, deve estar condenado: a consciência da precariedade da relação possibilita mergulhar nela de corpo e alma, vivê-la enquanto morre e morrê-la enquanto vive, como numa desvairada montanha-russa, até que, de repente, acaba. E é necessário que acabe como começou, de golpe, cortado rente na carne, entre soluços, querendo e não querendo que acabe, pois o espírito humano não comporta tanta realidade, como falou um poeta maior. E enxugados os olhos, aberta a janela, lá estão as mesmas nuvens rolando lentas e sem barulho pelo céu deserto de anjos. O alívio se confunde com o vazio, e você agora prefere morrer.

A barra é pesada. Quem conheceu o delírio dificilmente se habitua à antiga banalidade. Foi Gogol, no Inspetor Geral quem captou a decepção desse despertar. O falso inspetor mergulhara na fascinante impostura que lhe possibilitou uma vida de sonho: homenagens, bajulações, dinheiro e até o amor da mulher e da filha do prefeito. Eis senão quando chega o criado, trazendo-lhe o chapéu e o capote ordinário, signos da sua vida real, e lhe diz que está na hora de ir-se pois o verdadeiro inspetor está para chegar. Ele se assusta: mas então está tudo acabado? Não era verdade o sonho? E assim é: a mais delirante paixão, terminada, deixa esse sabor de impostura na boca, como se a felicidade não pudesse ser verdade. E no entanto o foi, e tanto que é impossível continuar vivendo agora, sem ela, normalmente. Ou, como diz Chico Buarque: sofrendo normalmente.

Evaporado o fantasma, reaparece em sua banal realidade o guarda-roupa, a cômoda, a camisa usada na cadeira, os chinelos. E tudo impregnado da ausência do sonho, que é agora uma agulha escondida em cada objeto, e te fere, inesperadamente, quando abres a gaveta, o livro. E te fere não porque ali esteja o sonho ainda, mas exatamente porque já não está: esteve. Sais para o trabalho, que é preciso esquecer, afundar no dia-a-dia, na rotina do dia, tolerar o passar das horas, a conversa burra, o cafezinho, as notícias do jornal. Edifícios, ruas, avenidas, lojas, cinema, aeroportos, ônibus, carrocinhas de sorvete: o mundo é um incomensurável amontoado de inutilidades. E de repente o táxi que te leva por uma rua onde a memória do sonho paira como um perfume. Que fazer? Desviar-se dessas ruas, ocultar os objetos ou, pelo contrário, expor-se a tudo, sofrer tudo de uma vez e habituar­-se? Mais dia menos dia toda a lembrança se apaga e te surpreendes gargalhando, a vida vibrando outra vez, nova, na garganta, sem culpa nem desculpa. E chegas a pensar: quantas manhãs como esta perdi burramente! O amor é uma doença como outra qualquer.

E é verdade. Uma doença ou pelo menos uma anormalidade. Como pode acontecer que, subitamente, num mundo cheio de pessoas, alguém meta na cabeça que só existe fulano ou fulana, que é impossível viver sem essa pessoa? E reparando bem, tirando o rosto que era lindo, o corpo não era lá essas coisas... Na cama era regular, mas no papo um saco, e mentia, dizia tolices, e pensar que quase morro!...

Isso dizes agora, comendo um bife com fritas diante do espetáculo vesperal dos cúmulos e nimbos. Em paz com a vida. Ou não.

Eu NÃO SOU VOCÊ VOCÊ NÃO É EU

Eu não sou você

Você não é eu

Mas sei muito de mim

Vivendo com você.

E você, sabe muito de você vivendo comigo?

Eu não sou você

Você não é eu.

Mas encontrei comigo e me vi

Enquanto olhava pra você

Na sua, minha, insegurança

Na sua, minha, desconfiança

Na sua, minha, competição

Na sua, minha, birra birra infantil

Na sua, minha, omissão

Na sua, minha, firmeza

Na sua, minha, impaciência

Na sua, minha, prepotência

Na sua, minha, fragilidade doce

Na sua, minha, mudez aterrorizada

E você se encontrou e se viu, enquanto olhava pra mim?

Eu não sou você

Você não é eu.

Mas foi vivendo minha solidão que conversei

Com você, e você conversou comigo na sua solidão

Ou fugiu dela, de mim e de você?

Eu não sou você

Você não é eu

Mas sou mais eu, quando consigo

Lhe ver, porque você me reflete

No que eu ainda sou

No que já sou e

No que quero vir a ser…

Eu não sou você

Você não é eu

Mas somos um grupo, enquanto

Somos capazes de, diferenciadamente,

Eu ser eu, vivendo com você e

Você ser você, vivendo comigo.

"...Passou tempo e eu não esperava que, um dia, chegasses. Mas passou tempo. Um dia, chegaste.
Caminhávamos na rua. Eu pensava em qualquer coisa que não era a ideia de chegares,
como uma avalanche que arrasta tudo à sua passagem, como uma multidão a pisar cada pedaço
de terra. E a rua ficou deserta quando nos aproximámos. Éramos desconhecidos no instante
em que olhámos um para o outro. Passou esse instante e, dentro de nós conhecemo-nos.
Chegaste. Eu não te esperava. Contigo trouxeste a ternura, o desejo e, mais tarde, o medo.
Chegaste e eu não conhecia essa ternura, esse desejo. Em casa, no meu quarto, neste quarto,
revi os teus olhos na memória, a ternura, o desejo. E, depois, aquilo que eu sabia, o medo.
E passou tempo. Eu e tu sentimos esse tempo a passar mas, quando nos encontrámos de novo,
soubemos que não nos tínhamos separado..."

Só eu sei cada passo por mim dado
nessa estrada esburacada que é a vida,
passei coisas que até mesmo Deus duvida,
fiquei triste, capiongo, aperreado,
porém, nunca me senti desmotivado,
me agarrava sempre numa mão amiga,
e de forças minha alma era munida,
pois do céu a voz de Deus dizia assim:
– Suba os queixo, meta os pés, confie em mim,
vá pra luta que eu cuido das feridas.

Hoje, recebo vocês com aquilo que tenho de mais verdadeiro: minha gratidão.
Talvez eu ainda não consiga dizer tudo em palavras faladas. Às vezes, eu agradeço no silêncio, no olhar que demora, no abraço que segura um pouco mais, no sorriso tímido de quem ainda está se refazendo. Agradeço também vivendo, que é o que vocês me ensinaram a fazer de novo.
Vocês foram suporte quando eu precisei parar.
Foram colo quando meu corpo e minha alma pediram descanso.
Foram cuidado, zelo, presença, generosidade.
Apoio emocional, financeiro, de alma — daquele que permite respirar sem culpa.
Em vocês, aprendi que eu podia ser cuidada como algo precioso.
Como uma pérola.
Essa pequena concha é apenas um símbolo. Um gesto singelo para dizer que não há distinção entre vocês: todas têm a mesma importância, todas sustentaram, cada uma à sua maneira, o que em mim estava frágil. Que ela possa guardar o que for precioso — anéis, memórias, pequenas delicadezas — e que, ao olharem para ela, lembrem-se: ali também estou eu, depositada com amor, assim como fui acolhida.
No dia em que pedi anjos a Deus, Ele me enviou vocês.
E foi através de vocês que voltei a acreditar que descansar também é um ato de coragem, e que ser cuidada é uma forma de amor.
Obrigada por serem minha rede.
Meu suporte.
Meu descanso.
Minha luz no escuro.
Com todo o amor que hoje consigo oferecer.
🤍




29 de Dezembro de 2025

O gótico
Eu sou o poeta da escuridão
que semeia em frios jardins
flores mortas
com as pálidas mãos

Sou o ser escuro
que vigia a noite
com o olhar de vampiro
buscando encontrar a beleza
que se esconde em cada sombra

Meus olhos pintados de preto
vêem o que não pode
ser visto
pelos olhos mortais

Eu sou a bruma noturna
o ouvido dos
Gárgulas
nas catedrais

Eu vagueio nos céus escuros
onde os olhos dos
corvos
brilham
no mágico crepúsculo


Nas trevas
vejo a luz
que poucos ainda
produz
e na terra onde os seres
do dia
rastejam
plano suavemente com
minhas asas de
anjo negro

Minha solidão
devora as horas
esperando o dia terminar
até cair sobre mim
o manto da noite
onde sonho acordado
sem despertar

Meus versos escritos
com sangue
deslizam como uma chuva tépida
nos prédios abandonados
onde deixo o lamento de um mundo
doente
gravado


Doenças deixadas pelos seres
do dia
que destroem o mundo
com sua ímpia enfurecida
Quem são os estranhos?
Ou seriam os loucos?


Deixe-me só com minha tristeza
pois o que resta é chorar
afinal, alguém precisa chorar
então
que seja eu
o ser da escuridão
o Nosferatu

Deixe-me acender minha fogueira
na terra das almas mortas
quero deitar-me sobre as lapides frias e tortas
deixadas pelos seres
de outrora

Deixe-me cantar
nas entranhas escuras
Close to me
o mundo está doente
talvez não há mais cura
alguém precisa chorar
então que seja eu
o ser da noite escura

E quando eu pensar que as minhas forças irão acabar, eu me renovo, me revisto de coragem, coloco uma armadura de fé e saiu em direção a realização dos meus sonhos.
Eu vou indo, avançando, conquistando e dando o melhor de mim em tudo.
Não posso temer, não posso parar nem retroceder, as vitórias estão lá na frente, então irei ao encontro delas com a certeza da minha capacidade de superar desafios e ser vencedor.

E na esperança de te amar eu vou vivendo
a cada dia que renasce
nasce comigo o mesmo sentimento
seu sorriso me guia em sentido à luz
em um caminho escuro o brilho do seu olhar que me seduz
e me reencontrei em você
suas mãos me trouxeram de volta para mim mesmo
quando eu já não sabia mais quem eu era
seu abraço me esquentou
quando meu coração já não tinha mais calor
e assim eu renasço a cada dia
e assim eu vivo
de quase tudo já desisti
de coisas que eu podia ter
que eu podia ser
mas, mesmo que o mundo caia sobre nós,
que as estrelas se apaguem,
eu desistiria de mim de novo,
mas não desistiria de você.

Eu queria poder dizer tudo o que eu penso de você
Eu queria poder mostrar tudo o que eu sinto por você
Eu queria poder falar o quanto eu te amo
Eu queria poder demonstrar que eu amo o seu olhar
Eu queria poder sentir o que você sente
Eu queria poder perguntar se você pensa em mim
Eu queria poder mostrar o que eu faço por você
Eu queria poder te beijar
Eu queria poder te abraçar
Eu queria poder viver com você
Eu queria poder olhar em seus olhos
Eu queria poder dizer o quanto você é especial
Eu queria poder encostar em ti
Eu queria poder fazer carinho em você
Eu queria poder ver o seu coração
Eu queria poder falar que eu te espero o tempo que for
Eu queria poder dizer que você foi um anjo que caiu do céu
Eu queria poder dizer como você é perfeito

Mas já que não posso fazer nada disso, faço isso em pensamento !

Bateu saudade
lembrei do tempo em que a gente se amou
Era verdade, eu nunca percebi, não dei valor
agora entendo porque você não quer voltar atrás
eu tô sofrendo o mesmo que você
ou muito mais
Eu não sei te esquecer
volta logo pra mim
Me arrependi de tudo, dá um fim
Ainda gosto de você
eu não escondo de ninguém
Ainda gosto de você
o teu amor me faz tão bem
eu não encontro uma saída de você me libertar
e a solução pra minha vida é a gente se acertar!!!

SOBRE MIM.

Não sou de brincadeira quando falo sobre mim, afinal, eu mereço ser levada à sério. Respeito pra mim é essencial. Sou do tipo que valoriza o olhar mas que ainda carrega um gesto tímido na fala. Tenho um jeito marcante que ao mesmo tempo em que aproxima, afastam muitos. Talvez por medo, talvez por inveja, tudo depende da intenção de cada um. Sempre fui certa nas minhas atitudes, direta nas minhas opiniões e errada nas minhas decisões. Mas nunca, nunca alguém me viu de braços cruzados, disfarcei-me de cega, mas sempre observei passos errados. Quem me conhece sente saudades. Sou dia de sol misturada de uma grande tempestade.

Amor Secreto

Quantas vezes eu me entristeci
E chorei por pensar que você
nunca esteve em minha vida
Quantas vezes não consegui dormir
Por pensar no quanto te amava
E que só você poderia preencher
minha vida
Quantas vezes te chamei por pensamentos
Para que me percebesse
e viesse me completar
em um abraço forte
Em um amor tão grande
Quanto meu amor por ti
Esperei por meses
E você não veio
E deixando a cada dia
Um ar amargo de desilusão, decepção
Queria que esse amor morresse
Mas ele não morre
Me enfurecendo assim a própria alma
Que desesperada quer te esquecer
Pois tu me acharias no
meio de uma grade multidão?
Pois não creio, que estas a minha procura
Me tornei cativeira de
um amor impossível
Me sinto envenenada e amordaçada
por tão grande amor,
absurdo!
O limite ultrapassou
a fronteira do visível ao invisível
Pergunto ao meu destino
Por que me condenastes
a esse amor traiçoeiro
Que me envenenou?
Venha, venha me encontrar em milhões
Me sinto uma flor perdida
no deserto do Saara
Entre secas e torrões, não irei sobreviver
Nunca estive a tua procura
Mas te achei
Até de joelhos
Supliquei a Deus, anjos, santos
para que me arrancasse
esse absurdo amor
que sinto por ti
E ao invés disso, ele só aumentou o volume
deste amor
E trazendo tristeza e infelicidade
Pois, amor invisível não existe
Sabes a existência deste amor?
Perdoe por te amar assim
Entrego agora mesmo essa minha paixão por ti
Aos braços do tempo
Pois somente o tempo
Poderia esperar.

Meus errinhos

Está bem, eu confesso que errei.
Eu errei, está bem, me dê zero!
Me dê bronca, castigo, conselho.
Mas eu tenho o direito de errar.

Só o que eu peço é que saibam
Que eu necessito errar.
Se eu não errar vez por outra
Como é que eu vou aprender
Como se faz pra acertar?

Pais, professores, adultos
Também já erraram à vontade,
Já fizeram sujeira e borrão.
Ou vai dizer que a borracha
Surgiu só nesta geração?

Vocês que errando aprenderam,
Ouçam o que eu tenho a falar:
Se até hoje cometem seus erros,
Só as crianças não podem errar?

Concordem, eu estou aprendendo.
Comparem meus erros com os seus,
Se já cometeram os seus erros,
Deixem-me agora com os meus!

Pedro Bandeira
BANDEIRA, P., Mais Respeito, Eu Sou Criança!, Moderna

É margarida colorida
Mas na intensidade é rosa
Sim, essa sou eu.
Despindo-se da mulher contraditória...
A que tem a fortaleza no coração
E a fragilidade do mesmo
Aquela que é mais sonho que realidade
E porque não?
Sim...
Sou devaneio, intensa, imaginação, poesia.
Não sou a prudente, a que exala praticidade...
Sou a que chora filha da entardecida melancolia
Não me acerto com a exatidão
Mas sim com as indescritíveis emoções
Aquela que não aguenta se segurar por dentro
Sou o livro aberto, as páginas escritas com o coração
A história que se entremeia de sentimentos
Sensações a flor da pele, romântica incurável
Que machuca, dói e sangra as dores do mundo.
Porquanto sou lágrimas quando ferida, sou vulnerável
Sou presença, companheira e creio no amor profundo!
Não sei caminhar em linha reta, sem apego...
Meu caminho é assim: Imensidão...
Olhos que volteiam ao redor, cheios de afeição
Demasiadamente ternura, crença, pulsação
Olhar arisco em olhos ternos
Carrego um espírito bordado à mão...
... Ora dócil, ora selvagem em tez translúcida
Quem me conhece, me vê por dentro
Por vezes a voz terna entoa em grito
Um grito reprimido, contrito
Que às vezes revela uma mulher insegura
Com alma de criança pura
Sou a subjetividade da fé sem a teoria da religião
A que crê na imensidão de Deus, do caminho, da vida...
Sem explicação ou complexidade, mas facilmente concebida.
E eu sou simples assim... A palma da mão
Aberta, franca... Profusão.

EU SOU ASSIM:
Incoerente, inconstante, inconsequente... Eu sou assim: Imprevisível, tenho aversão a todo e qualquer tipo de jogo de cartas marcadas. Sensível a essa realidade morna.
Me defino como uma chuva de verão ou, até mesmo, um furacão: que chega sempre sem avisar. Intenso, avassalador, destrutivo. Mas, com a mesma intensidade que chego, tão logo parto. Sem deixar rastros ou pistas sobre de onde vim ou pra onde irei.
Sou introspectivo, tenho alergia a essa rotina descabida do dia-a-dia. Já me peguei com a necessidade mortal de sair andando, sem rumo, em uma madrugada de segunda feira. Da mesma maneira que me vi deitado, sem perspectiva, ás 9 da noite de uma sexta feira.
Sou um nômade, um pirata. Meu navio é guiado ao sabor das batidas pouco ritmadas do meu coração. A minha única lei é não respeitar lei alguma. A minha única regra é não seguir regra alguma. E o meu único amor é o amor próprio. Não exija de mim nada que seja considerado “normal”. Não me enquadro em nenhum padrão de comportamento aceitável.

O problema é que eu sou assim mesmo, essa confusão de emoções, essa alegria de viver mesmo com uma certa tristeza nos olhos.
Eu sei que pareço totalmente passional, agindo por sentimentos, amando intensamente, explodindo pela raiva.
Essa pessoa que lhe parece frágil, que tem medo de sofrer: É só uma aparência..
A realidade é que eu sou muito mais forte, muito mais controlada, muito mais racional.
Eu não mudo de rumo, não tenho medo de ferir nem de magoar a quem merece e as vezes até quem não merece.
A verdade, a dura verdade, é que eu ajo muito mais pela razão, pela vontade de vencer e de não desistir nunca dos planos traçados.
Se você quer saber: Sim, eu ajo por ambição.
Eu sou a própria loba em pele de cordeiro. Esperando, calmamente, tranquilamente, você achar que está vencendo, você achar que tem algum direito sobre mim, você achar que me controla.
só pra você descobrir que estava errado, só pra eu me deliciar com a sua cara, com seu desespero, com sua tristeza, só por puro prazer.
Isso é o que venho fazendo, fingindo ser um anjo, uma salvação para sua vida, só para te ver afundando cada vez mais nesse mar sombrio que são meus pensamentos.

►Déjà vu

Às vezes eu minto, às vezes eu choro
Às vezes eu rio, às vezes sinto ódio
Isso é normal, não sou especial
O meu mundo é igual, puro caos
Ando de mãos dadas com o mal,
Ando de mãos dadas com o baixo astral
Eu perdi os meus sentimentos,
Eu perdi os meus bons momentos
Tudo o que restou levo como passatempos
Cada dia me vejo mais sonolento,
Cada dia me afundo mais no tormento.

Em poucas ocasiões eu me apaixono
Em certas estações, fico no abandono
Acabo desmoronando, mas me recupero
E quando me vejo no espelho, estou como antes.

Tem vezes que não quero levantar
Tem vezes que o pesadelo me faz acordar
Sonhos? Sim, às vezes
Em grande parte, eu apenas escuto o meu choro
Nada mais importa, com tanto que eu me sinta feliz,
Ao menos uma vez, antes que a minha tristeza me sucumba
Não há cura, a vida é curta, então tento curti-la
Talvez eu não esteja aqui no ano que vem, talvez sim
Só quero que haja fim as minhas súplicas
Que eu encontre uma fuga dessa atormentada luta
O campo de batalha em minha mente está em cinzas,
Espero que a felicidade se torne minha linda vizinha.

"He Wishes For The Cloths of Heaven"

Tivesse eu
as roupas bordadas do paraíso
tecidas com luz
dourada e prateada...

Tivesse eu
o azul e o escuro
e os negros panos da noite
e a luz e as metades luzes...

Eu espalharia essas roupas
sob os teus pés.
Mas, sendo pobre,
tenho apenas os meus sonhos.

Eu tenho espalhado
os meus sonhos
sob teus pés!
Por isso, pise suavemente,
afinal você está andando
sobre meus sonhos.

Entre beijos e abraços
Agora eu posso perceber
Que não existe mais eu sem você
É incrível, nunca pensei em amar
Tanto quanto eu amo agora...
Estamos aqui...
É, eu não vou negar que sinto ciúmes...
É, mas você não pode dizer que quase sempre eu não
Tenho razão...
É, eu não posso negar
Eu amo você.
Amo aquele teu olhar quando tenta me convencer
Amo aquele teu sorriso.
Amo o modo com que você me faz rir quando
não estou bem.
Amo o teu estilo...
Amo o jeito que você me ama.
Amo o teu abraço aconchegante.
Amo o nosso amor.
Por isso me sinto tão especial
Por ter você.
E saber que nem todos têm a sorte
de viver o que eu vivo,
eu valorizo muito mais a nossa vida a dois!