Texto eu Amo meu Namorado

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⁠O poema que saiu andando.

Filho,
te inventei sem saber verbo.
Foste broto em meu osso.
Um punhado de manhãs dentro da minha carne.

Tu me viste antes de eu saber que existia.
Sabes dos meus escondidos,
dos meus becos sem luz,
dos passarinhos mortos dentro do meu silêncio.

Teu choro me abriu fendas.
Teu riso me pintou paredes.
Meu corpo virou pássaro sem asas pra te esperar.
Minha alma virou ninho sem entender voo.

Agora andas vestido de chão próprio.
Teu nome não me cabe mais nos dentes.
És árvore que me espiou por dentro,
raiz que virou rio.

Maior que eu. Melhor que eu.
A minha coisa mais bonita.
O poema que saiu andando,
descalço de mim.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Às margens do teu ser.

Meu mar doce,
represá-la?
Não posso.

És livre, mar...

Navegantes?
Só os que permites,

mas
não há ainda quem
te desbrave.

És livre, mar,

de
ondas curvilíneas,
poente de toda luz.

Povoas a mente dos homens,
morada do desejo.

És livre, mar,

a ti, tenho
apenas
um pedido:

Afoga-me.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Quando era criança, meu pai sempre cuidava de mim porque estava afastado do trabalho devido a cirurgias em ambos os ombros. Ele me levava e buscava no ônibus e aproveitava os momentos comigo. Em uma cena, ao descer do ônibus, meu pai desceu primeiro e o ônibus fechou a porta, fazendo com que ele tivesse que caminhar acelerado. Eu fiquei paralisada, com os olhos e o corpo congelados, e vi meu pai assustado e correndo. Não consegui gritar nem chamar por ajuda; pensei que minha intimidade estava se rompendo naquele momento. Esforcei-me para mostrar a mão para uma pessoa sentada, e ele gritou. Desci abraçada de forma forte e quente, com meu pai dolorido por correr e sofrer com os tratamentos, e ele me pegou.

Enfim, o nome dele é Argeu Bezerra Lima, melhor herói.

Inserida por lglimadeaf

Meu mar doce,
represa-la?
Não posso.

És livre mar...

Navegantes?
Só os que permitiu,

mas
não há ainda quem
o desbrave.

És livre mar,

de
ondas curvilíneas,
poente de toda luz.

Povoa a mente dos homens,
morada do desejo.

És livre mar,

a ti, tenho
apenas
um pedido.

Afoga-me.

Inserida por Epifaniasurbanas

A medida que o destino apronta,
colocando o amor noutra ponta
meu coração se apronta
para então recomeçar.

Falei a moça dos meus sonhos...
Aquela que o destino fez questão de por noutra ponta
achando que eu não daria conta;
- Não deixe que a distância nos distraia de nós.

Sei, o que peço parece impossível, mas não é de impossíveis que o amor sobrevive?

Há quem duvide que o amores acontecem.
Eu porém não duvido.
Foi tão bom a gente ter acontecido!

A poesia é como amor,
quando se revela não sabe se revelar, precisa ser percebida é preciso saber olhar.

Inserida por Epifaniasurbanas

Gêmeos

"Há algo em mim que não é meu.
Há um fôlego que continua a me oxigenar mesmo depois que meu corpo se rendeu.
Há uma força que impulsiona quando as minhas pernas já não se movem.
Há uma bondade que compartilho que essencialmente não é minha.

Quando escrevo, não sou um, mas dois.
O que dita e o que redige.
O que é, e o que gostaria de ser.
Eu e você.

Sou o religioso e você a espiritual.
Eu lagarteio, enquanto você borboleteia.
Faço poesia pela minha incapacidade, de como você,
viver poeticamente.

Temos o mesmo DNA, os mesmos dias de vida
ainda assim você é muito maior do que eu.
Dividimos apenas o ventre não os predicados.
Minha esperança é, que ser você seja inevitável também para mim.

Ao vê-la percebo tudo no que posso me tornar.
Somos o Já e o Ainda Não.
Como semente que possui em si todo potencial de uma bela e frutífera árvore,
mas ainda não é arvore.
Você é arvore, você é já, eu... ainda não.

Inserida por Epifaniasurbanas

Quantas horas alguém leva para ser expert num assunto?
Foram milhares as horas que dediquei ao meu silêncio.
Hoje é a língua que possuo maior fluência.

Descobri que quando a boca cala outros sentidos se sobressaem.
Os olhos começam a traduzir os lábios,
o olfato passa a beijar o tato,
os ouvidos leem a voz.
Foi assim que fiz poesia meus sentidos.

Inserida por Epifaniasurbanas

"Diante do altíssimo todo som perde a importância, todo meu vocabulário perde o tamanho, pois todo adjetivo perde propriedade.
Enquanto aguardo suas demoras procuro dar a ele o que tenho de mais puro na esperança de, quem sabe, ouvir um pouco do que ele tem pra mim. Mesmo não sabendo orar o bom Deus aceita meus silêncios como frases de oração."

Inserida por Epifaniasurbanas

Sim! Canto, belos cânticos de amor.
Eles estão gravados, no meu coração.
Canto tantas canções, com muita emoção.
Com o meu ser vos dou, voz de tenor.

Estas canções são vossas também.
Pois para vós as faço, em verdade.
São as minhas buscas do bem.
Para vos dar toda a liberdade.

Nisso enfim, tento e tanto,
Vos levar ao caminho da paz.
Isso faço com encanto,

Para esse agir, nasci eu...
Até que vós sejais capaz...
De cantar,o que Deus me deu!!!

Inserida por Helder-DUARTE

Menino, menino!
Dorme meu filho,
Nesse teu sono, tranquílo
De pequenino...

Dorme, dorme criança!
Nessa tua infância...
Dorme! Porque o vento, ainda não sopra.
Só o rouxinol, música sua, toca.

E quando fores homem,
Sê menino, ainda,
Nesse estado de ordem...

Ouve música d´arpa!
Por campos, verdes, faz tua saída!
Continua, brincando na neve alva!

Inserida por Helder-DUARTE

Ah! se neste ser houvera...
Palavras para junto de ti levar,
O que ainda não levara,
No meu já tanto orar...

O que em mim vai de sofrer,
Neste minha vida momento.
Então haveria em ti Deus querer,
Para de mim tirar tão grande sofrimento.

Deus! Deus! Deus!...
Já é tempo de ouvires,
Este clamor meu...

Dá-me então, a este meu coração...
Um expôr permitires,
Em palavras altas minha tribulação!!!

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Adoração
Louvo-te Rei do universo, meu Deus!
Tu és Santo! SantO!...
Tu só Santo... SANTO!
lindos são atos teus!

Louvo-te nesta hora!
Só tu és amigo!
E estás comigo!
Eu te sinto agora!

Recebe do meu ser,
toda adoração!
Te canto esta canção!

Teu é o poder!
Teu é o louvor!
Tu és o Senhor!

Inserida por Helder-DUARTE




E falei-lhes assim:
Alma minha! Meu espirito, sem fim!
Meu corpo; meu ser!...
Se sobre vós, não ousou chover!


Como então! Perante meu fado,
E meu tanto enfado...
Sobre nós, então, buscar ides!
Águas, para destes cegos olhos, lágrimas sair verdes?!


Então me disseram:
Eis que sobre tu e nós!
Águas que são, serão e eram...


Aliviam esta tormenta...
Que continua veloz...
Porque são águas fortes, como sete vezes setenta!...

Inserida por Helder-DUARTE

⁠O meu amor é lindo!
Lindo, como um pomar!
Um pomar, de maçãs a perfumar.
O meu amor é querido!
Se verdes o meu amor!
trazei-o a mim já...
Estou, só, neste meu calor!
Dizei-lhe, o quanto estou em dor!




Vem! Amor meu! vem!...
Eis que já preparei, tudo!
Para aquele fim, enfim...
Morro, de amores, em todo o corpo.
Amor, carnal! Total! Vale fazer, tudo!...
Vem amor meu, vamos, amar, sem amor, imundo!

Inserida por Helder-DUARTE


Eis oh povo, mundo e poetas de arte!
Sabei uma verdade eterna!
Meu nome é Helder Duarte!...
Meu nome é imundo e aquele que erra!


Mas oh povo e Portugal!
Oh pinhais de Leiria!...
E reino de Bal,
E terras do rei, Faria!

Sabe tu existência, que eu vivo eternamente.
Não há morte em mim!...
Nem nada de mal, concretamente.

Porque, havendo em mim, o mal,
A fé no bem e meu amar, enfim.
A vida me traz afinal!...

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Por Cá

Canto o meu cântico, qu'em minha alma está,
como sempre sai lindo, santo, puro e perfeito,
o meu ser, nesse acto tem para isso efeito,
Pois nisso, vim eu para cantar por cá.

Cantai comigo povo, este cântico, qu'eu sinto.
Então sentireis, alma vossa voando, vivendo,
e aos outros, vida esta sempre estendendo.
Sim! A isso eu no tempo, muito insisto.

E faço isto até que em vós haja, a música,
que a alma nossa, muito e sempre, educa,
e juntos demos as nossas unidas mãos.

Até que entre os homens, para sempre,
se cante este, sem que haja mau vento,
E os homens, sejam, de facto irmãos!

Inserida por Helder-DUARTE



Desconforto

Ainda tenho Deus no meu coração,

Sim, tenho-o com toda a minha ação.

Como não o ter pois digo eu?

Neste meu ser, que é sempre seu.



Se não ter Deus, o que ter então?

Que porei eu no meu coração?

Onde vou buscar a minha vida?

Eis que Deus é o mais importante ainda.



De noite a minha alma, na minha cama,

sente-se desconfortada, solitária...

E o meu espírito a Deus Clama.



E a luz então vem a mim,

preencher as trevas área,

do meu humano ser, assim!

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Coração

Bate coração no meu peito forte,
e sente a vida, que em mim há.
Vai fala com a minha alma, cá,
diz-lhe, que nós vencemos a morte.

Sim conta-lhe isso, e diz-lhe,
que tudo está bem, sim.
Que há um caminho lindo, enfim,
por entre as estrelas, conta-lhe.

Fala-lhe do hino do universo, tocado,
quando o Grande Espírito, iniciou, tudo,
nos seis dias, em que a vida, apareceu.

E a sublime criação, sentia a união ,
naquele gesto da do logos ação.
Em que o amor ao universo se deu!

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Gigantes
E muitos ventos sopraram, na terra do meu ser,
desde que esta terra nasceu, sim, sopraram,
e esta terra, quase que tanto danificaram,
ventos uivantes, do Norte e do Sul, e do Nascer,

Gigantes antediluvianos sobre mim arremessaram,
e do mar tsunamis fortes sobre mim, inundaram...
Mas o maior gigante fui eu, que me tornei de mim,
próprio muito inimigo, de agora e de antes, assim.

Então nesses de momentos tempestades, eu invoco,
o meu rei, da Judeia terra, que as do mar da Galileia,
ondas acalmou e com os gigantes, em Canaã guerreia.

E dele eu me aproximo, para vencer, todas as potestades
que contra mim avançam, com agressividades...
E recebo dele vida e força, quando nele eu toco!

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Homens


Meu pai, loucos são os homens.
Os do mundo, pois então...
Se não fossem, eram da razão.
Mas são das do mundo ordens.

São criadores de vasos, partidos.
Que não tem nenhum valor...
São das obras dos sentidos,
Que aos mansos, causa dor.

Meu filho, os homens, enganosos,
São do mundo e temporais.
Mas os mansos são racionais.

Dos mansos é a vida.
E a alegria ainda.
Pois são do bem temerosos!

Inserida por Helder-DUARTE