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Texto eu Amo meu Namorado

Cerca de 109501 frases e pensamentos: Texto eu Amo meu Namorado

...E depois de meses você chega forte no meu pensamento.
Algum especialista sabe como apagar da memória? ⁠
Alguém que vai e volta sem eu querer. Vai embora!
Eu não posso com você.
Já perdi as últimas batalhas...e a guerra acabou?
Quero que você suma, meu presente não carrega seu desprezo e nem suas humilhações.
Meu coração fica apertado como se fosse um alerta de que me diz que você ainda existe e está por aí.
Mas eu tenho minha vida.
Não tenho nada contigo.
É só minha cabeça carente tentando me enganar novamente.

Você acha que tem a fórmula do amor.
Sua vaidade vai te mostrar.
Os anos vão te ensinar...
A experiência vai chegar até você.
Você vai lembrar das vezes que me julgou e me sentenciou, com seu atestado de moral adquirido naquele curso dado em uma sala com paredes pretas com um palco iluminado com os que dizem "servos do senhor". Os donos da verdade.
Depois de tudo que você vai viver, junto do seu "amor".
Quero ver se vai conhecer o lado da superação.
Se irá superar todas as decepções que seu amor e esses servos ainda estão por fazer você passar.

Nossas brigas não foram de amigos. Eu não sirvo para ser amigo.
Você só me aceitaria de um jeito.
O jeito que você diz que nunca me aceitaria. Mentirosa. Você é louca por mim. Eu percebo no tom da sua voz. Sua voz derrete quando fala comigo. Seu olho fica embriagado quando me vê. Você desvia o olhar, evita. Não sou trouxa. A coisa é séria.
Você nega o que sentiu.
Eu tenho certeza que isso não sumiu de você também.

Eu acho que você vem quando bate aquele friozinho que estava quando te convenci a me ouvir pela primeira vez.
É só memória afetiva. Vai passar denovo...quando voltar eu aviso por aqui.

Ainda amo você.

Inserida por may_ju

⁠vivo sofrendo e cultuando a solidão
acho que já me acostumei a esse costumeiro sentimento
meu pai tem minha madrasta e sua sogra
meus ditos amigos, se é que tenho um, tem seus matches
meus avós tem um ao outro
e por ai vai

que aguentaria uma pessoa que talvez possua dupla personalidades?
horas de bem horas de mal, sem se quer um motivo que sejas?

sim, este é eu, um ser que tú não quereis ter uma letra de palavra!

⁠Meu bem, venha até mim, pois não posso
ir até você, não me faça esperar, porque
não sei se consigo, me dê a graça de olhar
em seus olhos novamente, pois é lá onde
eu me encontro, não me faça ter que te
imaginar todas as noites, porque isso não
basta, eu preciso de você realmente aqui
comigo, não um fruto de uma mente fertil,
se entregue a mim, pois eu já estou entregue
a você.

Inserida por eumesma246

⁠⁠⁠Pela parte de meu pai, sangro por inteiro, pois somos homens e nunca devemos cometer nenhum mísero erro, pois somos homens e devemos ser perfeitos.

Mas tudo muda com minha mãe, ela me diz que somos humanos e que erramos, diz que não é feio errar, pois permanecer no erro é burrice. E diz “filho levanta a cabeça, lava o rosto e enxugue essas lágrimas, pois amanhã é outro dia, temos sempre um recomeço” com o passar do tempo percebi que ela sempre esteve certa.

Inserida por anderson-eu

Repentinamente tenho sentido muita saudade, de forma que meu interior arde em meio a murmúrios de lamento, em meio ao sentimento de não pertencimento, em meio a metade de alguém que se foi que ainda resta em mim.

Na metade de ti, que se sobrepôs sob mim como minha segunda pele, que na mesma medida que me orgulha, também me fere.
Sob a metade de uma risada que ecoa na face de alguém que já fora tão presente mas hoje se tornou saudade.

As vezes agradeço por sentir saudades, mesmo sendo sufocada por laços imaginários e afetos não dados, as vezes sorrio de canto ao lembrar de alguém com quem não falo mais. As vezes gargalho ao lembrar da forma singular a qual uma memoria especifica inunda meus sentidos repentinamente.

Por enquanto, sinto saudade.
Mas sei que amanhã também sentirei, sei que depois de amanhã demorarei três minutos a mais para dormir pensando em alguém que falsamente me acostumei com a ausência. Também sei que ainda engano eu mesma, ainda que sem querer, sobre a saudade.

Repentinamente ignorarei que tudo isto que vivo e sinto, um dia também acabe, e mais repentinamente ainda, voltarei a sussurrar pelos cantos lembrando de quem nunca vai embora verdadeiramente. De repente, sentirei aquele amargor descendo pela garganta e saberei que paguei o preço por não saber esquecer.

Ironicamente me sinto sortuda por sentir saudades, ainda que com o peito doendo e os dedos trêmulos, me sinto privilegiada por lembrar, viver e recordar. Seria ainda mais trágico experimentar, sorrir, chorar e nunca mais poder refletir. Nunca mais relembrar onde errei e poder evoluir, agradeço a saudade por me lembrar de lugares que não quero mais ir. Agradeço a saudade por me matar por dentro e reviver minha alma ao mesmo tempo.

Contudo, recordo-me também que a saudade é o azar de quem já teve muita sorte um dia. E a maldição que os mais apaixonantes e entusiastas da vida estão fardados a carregar. Os mais ordinários sentimentos que possuímos ainda possuem a errônea capacidade de nós fazer sentir saudade.
Subitamente, em meio a mais um devaneio ao céu estrelado de saudades, imagino o sentimento como uma bagagem de avião pesada demais- mas que ainda permite o voo, ainda te ajuda a se projetar a outro lugar, mesmo que doa suas costas.

Eu sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não dá. Eu nem quero que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com esse nó. Vai passar né? Eu sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo.

Eu quero não sentir. Quero ver a vida em volta, sem sentir nada. Quero ter uma emoção paralítica. Só rir de leve e superficialmente. Do que tiver muita graça. E talvez escorrer uma lágrima para o que for insuportável. Mas tudo meio que por osmose. Nada pessoal. Algo tipo fantoche, alguém que enfie a mão por dentro de mim, vez ou outra, e me cause um movimento qualquer. Quero não sentir mais porra nenhuma.

Eu quero é ser o melhor que você merece. E de tudo que posso ser para você, eu só pediria que nunca fugisse de mim. Eu irei segurar sua mão como quem segura a mão de alguém que esteja pendurado sobre um barranco. E de nenhuma forma te prender, mas sentir medo de te perder. E esperar suas mudanças naturalmente sem forçar você. Roubar mil beijos seus, quando você decidir ter alguma crise de raiva, tentar te acalmar e ser incapaz de causar algum sofrimento a você. E eu não somente diria que canta mal como cantaria com você. E quando você decidir falar demais, que eu debruce sua cabeça no meu ombro e escute tudo que tem a dizer. E, quando for desastrado, que haja fôlego para não morrermos de tanto rir. E que você sinta vontade de precisar de mim, mas não só quando houver necessidade, que você sinta isso mesmo tendo passado um dia inteiro comigo. E que você suporte os meus defeitos e se sinta orgulhoso das minhas qualidades. Eu quero sempre encontrar você, seja lá onde você estiver, e que eu consiga ser a sua perfeita, mesmo sendo imperfeita.

Eu sou sim a pessoa que (...) acha todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meia bomba. E espera impaciente ser salva por uma metade meio interessante que me tire finalmente essa sensação de perna manca quando ando sozinha por aí, maldizendo a tudo e a todos. Eu queria ser legal, ser boa, ser leve. Mas dá realmente pra ser assim?

Tati Bernardi

Nota: Versão adaptada de trechos da crônica de Tati Bernardi "Assumindo o ET pirocudo"

Acho que eu não deveria me preocupar. Se alguma coisa vai acontecer com você, acontece, não dá para fazer acontecer. E nunca acontece enquanto você não passa além do ponto em que se importa se acontece ou não. Acho que é para seu próprio bem que as coisas acontecem assim, porque depois que você para de querer as coisas é quando ter as coisas não vai mais enlouquecer você. Depois que você para de querer as coisas é que você consegue lidar com o fato de ter as coisas. Ou antes. Mas nunca durante. Se você consegue coisas quando realmente queria as coisas, você enlouquece. Fica tudo distorcido quando alguma coisa que você realmente quer cai no seu colo.

Andy Warhol
WARHOL, A., The Philosophy of Andy Warhol: (From A to B and Back Again), 1975

Não sei se as pessoas choram de forma diferente umas das outras, eu choro contraída, como se alguém estivesse perfurando minha alma com uma lâmina enferrujada, choro como quem implora, pare, não posso mais suportar, mas o insuportável é uma medida que nunca tem limite (...) Enquanto choro penso que se alguém me visse chorar dessa maneira me salvaria, prestaria socorro, chamaria uma ambulância.

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Fora de Mim. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2010.

Eu gostaria que você soubesse que eu costumo chorar todas as noites por você. Anseio por você aqui, procuro em volta e só o que vejo é um imenso vazio. Vejo somente nas estrelas todo o brilho do seu olhar. Talvez seja por isso que elas são tão especiais pra mim. Me lembram seus lindos olhos. As estrelas são mágicas. Elas não nos fazem ficar mais longe um do outro. A linda estrela que me ilumina aqui é a mesma que te ilumina aí, unindo nós dois. Não é a mesma coisa que sentir seu abraço, seu beijo… só me dá paz e esperança de que um dia todas estas milhas sumirão e eu terei você aqui comigo. E nesse dia, todas aquelas lágrimas que chorei se tornarão um nada, comparado a todos os sorrisos que eu darei a você.

Eu não sei, mas acho que a gente olha e pensa: “Quero pra mim”. Mas dá um frio na barriga, um tremor, um medo de depender de alguém, de sofrer, de escolher errado, de lutar por algo que não vale a pena. Porque o coração nem sempre é mocinho. Foi por isso que corri, tentei fugir, mas quando tem que ser, não adianta, será.

Mas não. Hoje eu acordei e pensei que seria melhor não, eu não quero me apegar em ninguém, não quero precisar de ninguém. Quero seguir livre, entende? Mesmo que isso me faça falta, alguém pra me prender um pouquinho. Vou me esquivar de todo sentimento bom que eu venha a sentir, não levar nada a sério mesmo. Ficar perto, abraçar de vez enquando, sentir saudade, gostar um pouquinho. Mas amar não, amar nunca, amar não serve pra mim. Prefiro assim.

Obviamente eu não quero alguém perfeito, me dá tédio só de pensar em alguém fazendo tudo certo sempre. Aprendi a conviver com as diferenças e até admirá-las. Mas, definitivamente, não aceito ter metade de alguém, ser meio amada, sobreviver de migalhas num relacionamento falido ou fadado a falência. Aliás, não quero ter nem ser de ninguém. Quero algo além desse sentimento de posse, quero a entrega todo dia, por vontade própria. Sem contratos de amor eterno. Que o meu alguém tenha mil defeitos, seja o oposto de todas as minhas idealizações, mas que me ame com o coração e a alma, me respeite, cuide de mim, me proteja. Sem sufocações, sem pressões, um amor leve e sem cobranças. Que a gente não criasse vínculos de dependência, mas que o nosso vício fosse nós.

Entenda que eu quero estar com você, do seu lado, sabendo o que acontece. De repente me passa pela cabeça que a minha presença ou a minha insistência pode talvez irritá-lo. Então, desculpa não insistirei mais. (...) Eu queria dizer que eu estava com você, e a menos que você não me suporte mais, continuaria te procurando e querendo saber coisas. (...) Estou perguntando a você se permite que eu tenha carinho por você. Mas estou aqui, continuo aqui não sei até quando, e quando e se você quiser, precisar, dê um toque.

Se eu fosse poesia, valeria mais do que parece. Se eu fosse um ato bom, valia muito mais que uma prece. Se eu fosse a vida, era a essência de tudo. Se eu fosse a mentira, preferiria nascer mudo. Se eu fosse um baseado, não seria droga e nem paz. Se eu fosse a parte de cima, não pisaria na de baixo. Se eu fosse algo além do que eu sou, se eu fosse mais do que um sonhador, ainda seria eu!

Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas.

Acumular mágoa dá câncer. E eu adoro a vida, por isso tento me livrar dessas cargas ruins. É claro que nem sempre consigo, é claro que reclamo, é claro que xingo, grito, berro, esperneio, bato o pé, faço birra, me revolto, me rebelo e sou ranzinza. Mas reclamo tudo que dá e depois me limpo. Viro outra, fico nova. Tenho essa capacidade de renovação grande - e me orgulho disso. Odeio juntar tristeza dentro da bolsa.

Eu quero a verdade que só me é dada através do seu oposto, de sua inverdade. E não aguento o cotidiano. Deve ser por isso que escrevo. Minha vida é um único dia. E é assim que o passado me é presente e futuro. Tudo numa só vertigem. E a doçura é tanta que faz insuportável cócega na alma. Viver é mágico e inteiramente inexplicável. Eu compreendo melhor a morte. Ser cotidiano é um vício. O que é que eu sou? sou um pensamento. Tenho em mim o sopro? tenho? mas quem é esse que tem? quem é que fala por mim? tenho um corpo e um espírito? eu sou um eu? "É exatamente isto, você é um eu", responde-me o mundo terrivelmente. E fico horrorizado. Deus não deve ser pensado jamais senão Ele foge ou eu fujo. Deus deve ser ignorado e sentido. Então Ele age. Pergunto-me: por que Deus pede tanto que seja amado por nós? resposta possível: porque assim nós amamos a nós mesmos e em nos amando, nós nos perdoamos. E como precisamos de perdão. Porque a própria vida já vem mesclada ao erro.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.