Texto de Reflexão de Amor
Há tempos contemplo seu tempo
de enigmático silêncio,
sorriso calado, cansado,
mal afinada canção,
acolho-a em meu pensamento,
as vezes ouço sua prece, sua dor,
quando esta voz chegando mansa
se instala em mim fazendo ecos,
murmurando sempre,
porém sem revelar,
se é meu de verdade
esse canto, que me encanta,
em suaves acordes de amor
Por mais escura e fria
que tenha sido a noite,
ela sempre se vai
deixando um novo amanhecer,
portanto, ao abrir os olhos
ao novo dia que renasce
precisamos olhar tudo
como se fôsse a primeira vez,
fazendo de conta que a vida
recomeça ali, numhorizonte de esperanças,
onde avistamos os primeiros raios de sol
a brindar-nos com um Bom Dia!
Canto a tarde
Lá vou eu cantando a tarde, para com ela seguir mansamente meus passos. Sim, eu canto a tarde, faço-lhe serenatas junto ao vento, colho algumas flores, que este, impetuoso, teima em desfolhar e assim oferto-as, jogando-as pelo espaço e a tarde sorri para mim. Fica mais leve, mais doce e perfumada. Parece até que demora mais a ir de encontro ao horizonte, para que o dia descanse e amanhã volte a nos encantar. Namoro sim com a tarde, quando do campo, uma revoada de passarinhos vem comigo duetar e felizes vamos pelas horas, num canto primaveril, enfeitando o momento vespertino, que é vida aos que o observam e que pode ser noite linda, depois da alquimia de um sol já posto. A tarde traz lembranças boas, outras nem tanto, mas suas nuances de esperança pintam meu caminho e enchem de paz meu coração. Sei que em algum lugar, alguém com olhos de tarde morna, também assim a fita e então somos iguais em alma. Isso basta-me para ser feliz.
Puxei o fio do tempo
desde o início,
nele recordei, teci devaneios,
vi onde pintei quadros, sóis e luas,
sempre buscando saber o fim
Estiquei também o pensamento,
imaginei caminhos não trilhados
o tempo sorriu para mim,
mostrou quem é mais forte
deixou vislumbrar o que não tinha percebido,
que pensava ser sonho,
mas num clarão real
vi que você, a seu modo,
sempre esteve,
nesse fio do tempo
ao meu lado...
Quando envolvida em tédio,
segue a noite no estio,
e sobre as flores adormecidas
não há gotas de orvalho
em carícias,
apenas horas mortas
sufocadas pelo calor,
mas a canção da vida nunca para
e nem poderia pausar,
quando o que se vai no coração
é amor,
é doce sonho,
é um não querer
acordar
Neusa Marilda
O tempo foi passando
inexorável e sem dó,
aos poucos, deixando ver
que um adeus se faria
numa tarde mansa
de um dia qualquer
Um gesto, um olhar esquivo,
uma palavra sem nexo,
tudo mostrando que acabava
o sentimento maior
De repente o adeus se fez,
sem surpresa, sem nostalgia,
deixando apenas atrás de si
um coração já desfeito
que para a solidão
uma taça de saudade
já oferecia
Em noites de lua cheia
faço de mim pedaços de luar,
esparramando-os por todas as trilhas
para enfeitar caminhos de sua alma,
nada e nem ninguém impedirá
que eu trace sonhos em arabescos de luz,
tudo loucamente desenhado,
como se lua fôsse na amplidão,
na insana espera de que por ali
você caminhe seus passos,
vindo em minha direção...
Das estrelas fulgurantes, fagulhas d'alma
que vem na amplidão de meu céu interior,
há nuances belas da ilusão nascida
puro devaneio de um estranho amor
Sonhando sob o som de cítaras de anjos
danço contigo entre nuvens e brisas,
agitando os corpos, abraços de almas,
somos miragens onde a vida desliza
As vezes há a necessidade
de parar a mágica euforia,
das letras em descompasso,
na presente e constante melodia
Apenas guardar as palavras,
como em um ninho secreto,
acarinhando o coração,
ali dentro, o amor discreto
Porque ele é verdadeiro,
calmo, alegre e profundo,
não precisa ser posto ao vento
para ser espargido ao mundo
Mãe,
É uma mulher virtuosa,
Bem-aventurada e graciosa
Um caminho de esperança
Um resplendor aos filhos
...
Um livro inspirador
Como a mulher de provérbios
De valor em valor
Generosa por excelência
Na casa da paciência
Produz frutos de AMOR
---
(TORVIC, in Maio, dia das mães).
RENOVAÇÃO DIÁRIA:
Encontrar a felicidade é dar o primeiro passo em direção ao perdão, subir o degrau da esperança para vencer as lutas diárias, depositar em Deus a confiança para vencer e agradecer todos os dias pela Sua misericórdia que se renova em nosso favor logo cedo.
PALAVRA PARA VOCÊ:
Escute: os olhos do Senhor estão sobre aqueles que o respeitam, aqueles que procuram seu amor. Ele está disposto a resgatá-los nos tempos maus, a prestar todo o auxílio necessário nos tempos difíceis. (Salmos 33:18-19).
Eu queria mesmo, é que o mundo virasse, e você viesse me ver!
Eu queria mesmo, uma vez beijada ser tua amada, sem pensar em partir!
Eu queria mesmo, um amor verdadeiro, que fosse o primeiro a fazer a paixão explodir!
Eu queria mesmo, a palavra beijada, na boca mais amada, que pudesse existir!
Eu queria mesmo, o seu coração pulsante, no clamor ofegante do meu desejo por ti!
Eu queria mesmo, seu olhar reluzente, com cara de carente a amar-me aqui!
Eu queria mesmo, ser um leão corajoso, e o seu bravo amor sentir!
Eu queria mesmo, andar por aí sem nunca sentir ausência de ti!
Eu queria mesmo, cantar muitas vezes, por anos e meses, o amor que sinto por ti!
Eu queria mesmo, sem pensar duas vezes, que no teu corpo vivesse o amor que sinto por ti!
Eu queria mesmo, dançar ao luar a você me entregar e esse poema encerrar, para te amar loucamente sem nunca mais acabar!
Acreditem,o mal queria me dar tudo.Outra forma física, que eu mudasse a cor da pele,todo o cabelo, a cor dos olhos, a altura, Toda a estrutura corporal.O que eu disse a ele?Ei cara, eu não vou mudar para que aquele cara, ou quem quer que seja, se apaixone por mim.E disse mais.Quem tiver que gostar de mim,vai gostar de mim do jeito que eu sou.E ele insistiu. Dizendo:_Eu faço ele se apaixonar por você.Eu respondi:_Não quero que ninguém me ame porque,esteja sendo obrigado.No mas, eu disse com veemência FORA DA MINHA CASA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Ah se Jesus foi realmente tentado no deserto pelo diabo. Acredita quem quer.Agora que a Geissis foi tentato pelo diabo dentro da própria casa e ainda mandou ela saí fora, CERTEZA.As testemunhas sabem de tudo, porque ouviram tudo, assistiram toda cena.
(A linda de fios castanhos)
Desde a primeira vez que a vir de cara sentir o meu coração sorrir.
Não tenho palavras para descrever a perfeição que enchergo em ti.
Seu rosto redondo que visualmente sentir uma das mais lindas que vir.
Ainda não a vir pessoalmente mas irá morar no coração até sempre.
Teus fios de castanhos loiros toma atenção dos meus olhos e vários outros.
Seu sorriso magnífico e perfeito cria em min um enorme e grande apego.
Você não imagina que é a sua personalidade e não corpo que me domina.
Tudo que te enchergo em você é bonito isso é uma verdade verdadeira e não um mito.
Faz meu coração bombear mais rápido oxigênio que pelos pulmões rapto.
Me faz eu não querer morrer rápido pra não ter que te perder fácil.
É uma mulher incrivelmente bonita bela que totalmente idolatro.
E que nunca vou esquecer pois no meu coração quente você guardo.
A Flor Flávia
Você é como as flores mais bonitas.
De todas varandas campos e vistas.
Você tem um sorriso e um jeito lindo.
Acredite nisso pois eu nunca minto.
É uma mulher incrível e admirável.
Com um jeito meigo inexplicável.
Uma personalidade que eu gostei muito.
Que quero ter nessa jornada no mundo.
Pelo pouco que te conheço já me apeguei.
Vou dizer um dia que no coração a guardei.
Um dia em breve sinto que vou te amar.
Quero um dia no meu coração te guardar.
Foi prazeroso receber você na minha vida.
Que disso nós dois um dia nunca desista.
Que nunca mais você esteja ausente.
Prometo te amar no futuro e no presente.
Apesar de todos os anos que passaram juntos, a moça ainda se impressionava com a atitude que o rapaz tinha para tomar decisões. Sem conhecer os lugares, sua determinação o levava do Oiapoque ao Chuí só para realizar os sonhos de ambos.
"Você não tem medo de acabar se perdendo nessas viagens de trabalho?", ela sempre o questionava, triste na despedida, vendo-o abrir a porta e partindo pela centésima vez, de costas e com ombros pesados por saber que era seu dever. Ele parou na porta, olhou para trás sorrindo e disse: "Você vai estar de braços abertos me esperando?"
Sem pestanejar respondeu: "sempre e pra sempre". Aquele rapaz olhou novamente pra frente, e antes de ir ele falou: "então mesmo que por instinto, perdido ou não, volto pra você".
E partiu...
Era uma mulher de revirar todos os pontos de equilíbrio existentes.
O abalava de tal forma, que se sentia nocauteado por um peso-pesado. Sua beleza era um disparate, seu intelecto descompassava um jovem coração inexperiente. Certa vez ela surgiu absolutamente do nada, dizendo: "ei, hoje eu tô em casa. Aviso que não vou aceitar um não como resposta, então seria sábio da sua parte se dissesse sim para o meu convite para o cinema."
Apesar de jovem, não era tolo de recusar. Uma moça de olhos que devoravam a alma dos homens, cabelos selvagens como o fogo que incendiava florestas inteiras, e lábios brilhantes e de cor escarlate, intensos como a mais explosiva e ameaçadora das estrelas. "Claro que eu topo", disse ele.
Sábia palavras, garoto. Sábias palavras...
Sentados num banco de praça, surgiu uma pergunta intensa. "Por que as pessoas expressam o quanto estão felizes para as outras? Por que o mundo está radiante ao nosso redor, no momento em que vivemos em miséria? Quando o amor é sentido no ar, e a paixão pode ser vista em cada esquina e beco mas não nos alcança."
Uma pergunta tão bem fundamentada, precisaria de uma resposta à altura. Mas ele não tinha nenhuma para ela. Se sentia vivendo naquele enigma, que talvez nem a própria Esfinge seria capaz de responder.
"Não faça perguntas difíceis, garota. Quando o mundo cheirar a amor, sorria, quando cheirar a paixão, sorria mais ainda. Acho que se você consegue sentir esses sentimentos com tanta intensidade, talvez eles estejam mais próximos de você do que imagina."
Ela percebeu a indireta, segurou a mão dele, colocou o cabelo por trás da orelha e sorriu.
"Talvez tenha razão..." Disse a moça, percebeu que o mundo era cheio de surpresas.
DE COR
Esse jogo de correr é sem fim
Você corre das contas,
Dos problemas,
De mim.
Foge de tudo
No início
Meio
Fim.
Sabe o que busca e tem medo
Sabe o que quer e não estende a mão.
Destrói tua prosa e teu verso
No medo de outra ingratidão.
Esquece que outrO risco é viável
Abre mão do que há de melhor.
Sozinhos são todos mais livres
Livres, infelizes e só.
Abre os braços e vá de encontro
Desencontro que ata esse nó.
Ser feliz é possível, é palpável
Eu prometo, disso eu sei de cor.
O Trem das Cinco e Quinze
Na Suíça, os trens são pontuais como o bater de um relógio de cuco. Foi às cinco e quinze da tarde, precisamente, que ela entrou no vagão carregando uma mala de rodinhas desengonçada e um livro sob o braço. Ele já estava lá, sentado próximo à janela, com os olhos perdidos nos Alpes que desfilavam como pinceladas brancas e cinzas. O sol de inverno, baixo e pálido, fazia o lago de Zurique cintilar à distância, como um espelho quebrado.
Ele a viu primeiro tropeçar no degrau do trem, recuperar o equilíbrio com uma risada abafada pelo cachecol vermelho. Ela se sentou diagonalmente a ele, dois assentos de distância. Entre eles, apenas o silêncio alpino e o leve rangido do trem nos trilhos. Até que, em algum momento após St. Gallen, ele perguntou, em um alemão hesitante, se ela sabia a que horas chegariam a Lucerna. Ela respondeu em inglês, com sotaque francês: "Você fala como quem decorou as frases de um manual ontem à noite". Ele riu, confessando que era brasileiro, um arquiteto em fuga de um projeto mal resolvido no Rio. Ela, por sua vez, era belga, pianista, voltando de um concerto em Viena onde havia tocado Chopin para uma plateia de casacos de pele e suspiros contidos.
No vagão-restaurante, dividiram uma garrafa de vinho branco suíço tão seco quanto o humor dela. Ele falou de linhas retas e concreto; ela, de escalas menores e metrônomo. Quando o trem atravessou um túnel, a escuridão os uniu mais do que a luz: naquele breu repentino, suas mãos se encontraram sobre a mesa de mármore, e nenhum dos dois soube dizer quem havia se movido primeiro.
Em Lucerna, desceram juntos, embora ela devesse seguir para Bruxelas e ele para Milão. Na plataforma número 3, sob o relógio que marcava sete e quarenta e três, ele lhe deu um cartão de visita rabiscado com o número de um hotel em Veneza. Ela lhe entregou uma partitura improvisada no verso de um mapa de trem, com notas que subiam e desciam como os trilhos que os haviam levado até ali. Prometeram escrever, ligar, encontrar-se na primavera. O beijo foi breve — um sopro de vapor no ar gelado —, mas suficiente para que, anos depois, ambos ainda se perguntassem se o gosto daquele momento havia sido de vinho, neve derretida ou simplesmente de *quase*.
Ele seguiu para o sul, onde o concreto de seus projetos ganharia raízes. Ela voltou ao norte, onde as teclas do piano a esperavam, frias e pacientes. Escreveram-se por um tempo, cartas que levavam semanas para cruzar a Europa, até que uma delas se perdeu no correio de Berna, e a outra, por orgulho ou cansaço, nunca foi reenviada.
Anos mais tarde, numa estação em Genebra, ele reconheceria uma melodia ao piano distante — *Nocturne op. 9 nº 2* — tocada por mãos que já não usavam anel. Sentado num banco, deixaria o trem das cinco e quinze partir sem ele, paralisado pela doce crueldade de um destino que os reunia apenas em segundas estrelas, estações erradas, e em todas as versões não vividas daquela tarde nos Alpes, onde o amor foi tão preciso quanto um horário de trem, e tão fugaz quanto o vapor de seu hálito misturando-se ao frio.
