Texto de Reflexão de Amor

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QUANDO ELE VEM...

Ele vem...
E quando penso em sua chegada, se faz vulcão dentro de mim, erupção de sentimentos, aquecendo minhas veias e acelerando o meu universo...
Quando vejo ele chegar, meu maremoto se torna calmaria... Navego em silêncio à sombra dos meus desejos, sob a áurea da sua alma paraliso e me sinto em paz...
Quando ele me abraça, ouço as batidas do meu coração, a vibração acústica de um grande concerto musical, como o sino que anuncia a boa nova...
Quando ele me beija, completa o ciclo das sensações, como se a mágica pudesse ser desvendada... Como se o amor não pudesse ser contido, não coubesse mais em meu mundo e ultrapassasse a linha do horizonte, transbordasse além dos oceanos, explodisse até alcançar as estrelas, marcando assim o meu território, meu solo sagrado, a minha existência...
Ele vem...
E quando vem, não quero mais partir...

Sinfonia de nós dois...

Quero a surpresa do sussurro
no arrepio que arrebata,
entorna, alastra, derrama...

Quero o êxtase do frêmito
que na pele aflora e vibra,
abala, espalha, esparrama...

Quero a sedução que ecxita,
incendeia, explode e então,
se faz sinfonia de quem ama...

sinfonia de nós,
sinfonia em nós!
(ania)

Ecos da solidão...

...e quando com teus silêncios
minh'alma decorei

(e foram tantos e tão doridos
e tão profundos os teus silêncios)

que de brumas e breus me vesti
e em nostalgias então, me recolhi...

...e a solidão ecoou, ressou, gritou
e em mil sons, explodiu em mim...

...e foi então que em prantos,
mágoa e desespero constatei
que apesar da tua indiferença,
do teu cruel desprezo
ainda assim,
de ti não esqueci...
(ania)

QUASE REVELAÇÃO

Deixa que o rimar da poesia enfim devasse
A tua emoção tão íntima e tão sem enredo
Que terias posto de lado, se, mais cedo,
Toda covardia que sentes se revelasse...

Chega de ilusão! Pronuncie-as sem medo
As tais prosas, já tão visíveis em tua face
Deixadas em teus passos por onde passe
Marcadas, e tão apontadas com o dedo.

Então: não posso mais! Chega de rodeio
Estou cheio, em devaneio, e tenho fome
No coração, aprisionado, e tão imerso...

Escuto o dito nome, o amor, leio e releio
E já fatigado, que no peito me consome.
Que quase confesso neste patético verso!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, setembro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

DESEJO

O silêncio que brada, desnorteado
No cerrado, que a chorar me vejo,
O peito na dor que sofre, separado
Do outrora, na saudade me protejo.

Não me basta saber do passado,
Se, se amei ou fui amado; desejo
Mais que afeto simples e sagrado,
Quero olhar, laço e um doce beijo.

Ao coração que tolera, só ousadia
Não me acanha: pois maior baixeza
Não há que paixão sem ter o calor;

É a justa ambição que eleva a poesia
Ser poeta sempre e, na sua pureza,
Deixar seus versos cheios de amor.

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
20 de setembro, 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

AMO-TE 💖

Amo-te com a calma
De um temporal
Sem entender o porquê
Desejo-te com fúria
Sem saber como, nem porquê
Amo o teu cheiro, a tua voz
O teu toque, o teu beijo
As tuas mãos, o teu corpo
A tua coragem, a tua força
Com a suavidade
Das estrelas
Só assim eu sei amar
Que o nosso tempo
Juntos dure para sempre.

Não desejo que tu consigas comprar um tablet, TV smart, carro novo ou uma casa.
Não desejo que nunca falte alimento em tua casa.
Não desejo que tu sejas feliz com quem amas.
Não desejo que tu tenhas saúde, que vivas muito.

Desejo, que tu ponha Deus em primeiro lugar na tua vida, pois assim todas as coisas poderão ser conquistadas - e garantidas!

SENTIDOS

Se fores capaz
De enxergar a tristeza estampada em um sorriso
Ouvir o grito silencioso de bocas mudas
sentir o cheiro da podridão encoberta por caros perfumes
O gosto amargo do cálice bebido por seu irmão
E se conseguires tocar em vidas.

Seus cinco sentidos dirão que és humano.

REMORSO

Hoje, eu sei, a contrição com a dor
Te beijei na saudade, e assim ando
Forjando e padecendo, até quando
O teu cheiro será o meu condutor?

Às vezes, eu me vejo te chamando
Nas lágrimas versadas sem expor
Da alma, me calo, e torno sofredor
Cansado, neste tal sentir nefando...

Sinto o que no tempo desperdicei
Choro, no início da minha velhice
Cada seu, que eu não aproveitei…

E nesta ilha de suspiros e de tolice
No teu breve adeus, tarde cheguei
Sem que desta falta remorso visse!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, fim de setembro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Felicidade

Me impressiona as histórias sobre Deus
Lindo, como Venus e Adonis
Amável, como um casal de plebeus
Porém triste como todos os Antonis

Deus, morto pelos seus filhos
Que não conseguem desistir da própria felicidade
para deixar outros felizes
Corram! Mas saiam dos trilhos
Você consegue manter sua sanidade
Sem perder suas raizes

Você não é o único
Carregue o peso de toda a dor
Não divida o peso!
Um sorriso feliz vale mais que seu sorriso triste e cínico
Espalhe o amor!
Não para você! Você é só uma Éfeso

Mas... Acredite no destino e o possua
Caminhe sobre o tempo em sua cifra
Quem sabe alguém não desista da felicidade pela sua
Até lá... Sofra!

A vinha

Meu coração é de minha amada,
Nela está o meu encanto
E os meus pensamentos...

Como flores de jasmim
Seu perfume se infunde em mim
Transbordando todo meu querer.

A beleza de minha amada
É como vinha reservada.
Em que repousa o meu amor...

A que compararei eu
O amor por minha amada?
O puro vinho desejado
Enobrecendo no passar do tempo.

Por ela, meus sentimentos esmagados,
Fermenta no repouso da solidão
Apurando a essência do amor.

E no tempo envelhecido do primeiro olhar
Meu coração de carvalho se enche desse amor,
Transbordando de emoção
Que o passar do tempo
Torna cada vez mais puro e raro sentimento.

A minha amada é a vinha desejada
Desse amor.

Edney Valentim Araújo – 1994/1996

Eu queria ter você de volta
Te abraçar, te apertar, te cheirar no cangote
Dizer que te amo com todas as letras
Poder espalhar para a galáxia inteira que você é meu
Planejar nosso futuro
Passar horas e horas falando ao telefone
Ficar até duas horas da manhã contando os nossos segredos
Queria poder te desejar bom dia, boa tarde, boa noite
Queria poder perguntar como foi o seu dia, o que comeu, o que ouviu, quantas árvores contou
Queria poder oferecer aquele pão de queijo quentinho que você tanto ama
Queria poder comer nosso macarrão preferido naquele restaurante
E depois dar risadas de coisas engraçadas que vimos na rua
Queria poder te dar apelidos estranhos de nomes que não existem
Inventar jogos que não existem para poder passar o tempo
Queria que você não fosse tão ocupado
Queria entender tudo isso
Eu sei que não fui perfeita, errei muito
Eu tive medo
Então, você se foi
Sem nem dizer adeus.

Suave como a brisa...
Pessoas especiais são aquelas que chegam de repente.
Chegam sem anunciar. E quando se dá conta, ela já chegou.
E sem esperar, já invade nosso coração com seu carisma, de um jeito diferente, que nem mesmo sabemos explicar.
Tem certas coisas que não requer explicação mesmo.
Sim. Tem coisas que não se explica... basta sentir.
E até mesmo o que sentimos é diferente... Que também não requer explicação. É bom sentir o que é agradável e alegra o coração.
Pessoas especiais são assim. Elas não precisam mostrar muita coisa, não precisam fazer coisas grandiosas para ser admiradas. Basta ser ela mesma com sua essência e simplicidade no coração.
São aquelas que queremos ter por perto. E quanto mais perto, melhor. Assim podemos sentir o perfume e lembrar as vezes.
Pessoas especiais são aquelas que não precisam ser perfeitas. Só precisam ser diferentes, agradáveis, intensas...
Gente que alegra. Que encanta... Que nos fazem esquecer o tempo, perder a hora...
E pensar que por um instante o melhor lugar é ali. Que não há outro mundo lá fora...
Tudo bem. Não temos pressa.
Há momentos que não queremos que passe. Queremos eternizar. E se possível guardar uma parte pra depois. Para se caso passar, podemos voltar e fazer tudo dinovo.
Sim. Há pessoas assim. Que não precisamos de uma eternidade para saber que são especiais... Pois em pouco tempo já sabemos que agrada. Pois elas têm o coração maior do que o ego.
Pessoas especiais são assim. Quem a encontrou, descobriu um tesouro.
-Carlos Figueredo

"Quando podemos nos sentir verdadeiramente livre?
Você só é livre se estiver em harmonia consigo mesmo.
A liberdade e, portanto, a harmonia não podem ser construídas em laboratório: fazem parte de um caminho que pode ser íngreme e cansativo, mas, se for feito com sinceridade e pureza, o ponto final é a harmonia."

EU POETA


Quando te conheci
No meu céu estrelado
Você era um planeta:
Eu um satélite apaixonado!

Poetando nos mundos
Que eu mesmo inventei
Com frases e palavras
Personagens dos romances que eu criei.


Pensando em você
Mesmo apaixonado
Quardando o meu ego
Para um amor encantado.

Se eu te vi feliz
Poeta eu nasci
Para viajar em ti
Acariciar teu rosto e lamentar:
o que não escrevi:

Porque eu nasci poeta para fazer:
cócegas nos planetas
E eu te ofereci minha alma
E minhas letras
Se não quiser esqueça:
Esqueça de mim!

"Mulheres de verdade"

Uma mulher de verdade não tem medo de falar o que pensa, pois sempre pensa antes de falar, uma mulher quando passa dos Trinta anos, tem atitudes que apenas no olhar percebemos, não precisa ser vulgar para conquistar ninguém, ela seduz com roupas apropriadas, com assuntos interessantes, e com um olhar predominante. Me cansão as beldades cheias de jovialidade, as mulheres maduras são intensas, mas na medida certa.
Mulheres deixam de ser meninas, quando não se importam mais com o que os outros vão pensar... Mulheres deixam de ser mulheres, quando o amor pela vida acabar.
Que todas as mulheres não se esqueçam, "amem como uma menina, e se entreguem aos seus prazeres como uma mulher"
Jovem sois tu que no amor acreditar.

Ouviu certa vez, de um grande sábio que ela não lembra o nome, que a liberdade dela assustava. Mas e daí? Que gente medrosa!

No fundo ela acredita no amor.

Acredita que qualquer dia, em uma esquina qualquer ela encontrará alguém que não lhe roube a liberdade, que não lhe peça para ser aquela garota perfeita e sem loucuras contidas, que não exija que ela gargalhe sem barulho algum – que sem graça -, ou que ela não fale alto em meio a aquelas pessoas desconhecidas, muito menos que lhe peça para ser mais discreta na forma de se vestir, que a deixe ser o que é.

Ela acredita que qualquer dia ela esbarrará em alguém que lhe diga o quanto ela é perfeita com aquela coleção quilométrica de defeitos.

Motivo

Você libertou o anjo que morava em mim, tornou-se o motivo do meu sorriso mais doce, dos meus sonhos mais ternos, da minha poesia vivida, sentida na pele, declamada com a alma. Ocupou meus espaços vazios, tornou-se meu caminho florido, minha primavera eterna. Tua pele colada a minha tornou-se meu casaco de inverno e minha brisa no verão. Ao teu lado o mundo tornou-se um quadro pintado com as cores do amor, e tudo ganhou mais vida, luz, beleza e significado. Na verdade você se tornou minha vida, e meu coração em festa agradece te amando infinitamente, com toda força que conduz meu corpo, alma e coração.

PRIMAVERA DE QUEM AMA
Teus cachos enrolam meu corpo,
Doce armadilha que me tira o sono,
Me dá uma dose a mais de vida,
Uma flor que nasce em meio às ruínas.

Somos dois terroristas num amor fatal,
Contra aqueles que quiseram nosso mal,
Os lírios no campo servem para te dizer,
Nosso amor é dia, primavera e amanhecer.

Somos bregas em meio aos recalcados,
Caretas em meio aos alucinados,
Mas, que se dane a opinião de terceiros,
Porque nosso amor é primeiro.

Alberto Ativista, escritor e poeta.
brasilporoutrosolhos.blogspot.com

DE AMARITUDINE (SOBRE A AMARGURA)

Como nos salvarmos de nós mesmos? Somos o que somos, um núcleo duro cercado de clara de ovo por todos os lados, de liquidez instável, porém que não nos modifica em nada a vida. Somos o resultado de estímulos vívidos diferentes, nada mais. Mudam-se os prantos e os pranteados, a marca do cigarro consumido à exaustão durante as madrugadas. Mas os dentes amarelados continuam os mesmos, bem como o jeito esquisito de sorrir, os olhos baixos, tão inexpressivos e preguiçosos. O núcleo duro permanece intacto, a personalidade com suas imensas crostas, a ira das lágrimas e o tremor das mãos ávidas por revide.

Essa inépcia do Ego em servir-se do resto de alma que ainda subsiste sob o imponderável de nosso Ser é o que nos permite sobreviver sem sermos pulverizados de uma só vez neste mundo terrível. Não, não o orbe terreno, mas o mundo, esse teatro armado de emoções humanas, sem destino, sem motivos. Acaso, o que sobraria de nós se nossa fornalha interior trabalhasse sem descanso, sempre mais voraz?