Texto de Reflexão de Amor

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Se pudesse voltar no tempo, para aquele dia fatídico em que cometi o maior erro da minha vida, o erro que me arrancou você para sempre, para o instante em que te fiz chorar e provoquei a maior dor que alguém poderia suportar; o dia em que assassinei um sonho, e não qualquer sonho, mas um tecido de amor e esperança, pulsando sentimentos que eu não soube proteger.
Hoje, tudo o que desejo, todos os dias, é reescrever aquela cena, desfazer cada palavra dita, cada gesto impensado, cada silêncio cruel. Queria poder te ter novamente, te apertar nos braços até o mundo sumir e sussurrar, com a voz quebrada, o quanto ainda te amo. Mas o passado é uma muralha intransponível, e me resta aprender a sobreviver a ele, mesmo sabendo que esse arrependimento e essa dor caminharão comigo para sempre.

Um breve relato da minha vida depois que fui diagnosticado com o transtorno de ansiedade.

Não tenho mais calma, e, muito menos paciência em certos momentos da minha vida, mas uma coisa é certa, tenho dentro do meu ser, uma coisa que é fora do normal, que é o meu discernimento em fazer as coisas da melhor forma possível, as quais eu não abro mão.

A minha adrenalina esta de forma tão acelerada e com isso aumentando a minha pressão cardíaca de tal forma que posso ter um AVC ou uma parada cardíaca a qualquer momento, a última bateu 19x9 no último dia 02 de janeiro, o qual fui parar no hospital.

A minha ansiedade é algo que me faz pensar no amanhã, por maior que ele ainda seja inexistente em minha vida.

Vivo com tremores musculares corretamente, os quais eu sinto e não sai como controlar de tamanha esta sendo a minha ansiedade.

São formigamento no meu corpo os quais me tiram a paciência constantemente.

São ânsias de vomitar o tempo todo.

São lágrimas que escorrerem pelo meu rosto sem pelo menos eu saber o porquê.

Se perguntem ai!

Será que você sabe o que eu estou passando?

Acho que não.

Vocês sabem o que passar dias sem dormir?

Pois eu fiquei 3 dias sem dormir, e mesmo assim eu fui trabalhar e cumprir a minha missão da melhor forma possível, e, isso eu faço todos os dias por mais por mais difíceis que eu esteja passando.

Sinto a falta de um simples abraço, ou, de uma boa conversa, as quais eu mais preciso neste momento para aliviar a minha dor e sofrimento, pois a ansiedade causa isso.

São lágrimas que vem no meu rosto a escorrerem sem motivo algum, e o pior do nada, é ai, que eu fico mais triste ainda não entendendo o motivo delas escorrerem em meu rosto, justamente comigo que sempre fui uma pessoa ativa e alegre.

Peço a Deus todos os dias que me liberte desta tempestade, me trazendo a tranquilidade e minha paz interior novamente.

Termino o meu texto com essa frase.

Ansiedade não é frescura e sim uma doença mental que nos leva ao desespero constante.

Fiquem com Deus.

Fábio Solla.

⁠Não sei o que se esperar
De momentos advindos do acaso
A vida trás coisas que não tem explicação
Só resta não depositar nada
Pra não acontecer frustração
Viva o que tem que viver
Sem criar expectativas
Por que é melhor
Para alma que já passou
Desilusões criadas pela esperança
De se ter algo concreto
Que nunca poderia existir
Por que é fruto do acaso
Pode ser que sim
Pode ser que não

A vida é como uma pedra bruta que precisa ser lapidada no decorrer de sua jornada existencial, mas pelo fato de tudo também vir a se modificar, em concordância com um ciclo que se encerra para dar início a um outro, bem mais atualizado e com grandes inovações. Mas nem sempre isso acontece com a vida, em si, como um todo, por meio do próprio livre-arbítrio, no que querer permanecer aonde esteja ou de querer ir adiante para respirar novos ares, como também, de se renovar em todos os sentidos, por meio de uma reforma íntima para que seja realizada um autorrenovação,
em prol de um progresso evolutivo, durante toda uma estada no mundo terreno.

Regis Assunção

A brevidade da vida

A vida é breve. Costumo dizer que ela é feita de lições, cada uma com suas nuances, suas camadas, uma complexidade que nem sempre conseguimos decifrar de imediato.
Mas se você se propõe a aprender, cedo ou tarde, o seu escudo se torna inabalável.

A confiança, quando se quebra, não volta a ser a mesma.
Podem até tentar reconstruí-la, mas será como levantar uma obra sobre escombros: cada pedaço remontado carrega a lembrança da fratura. E, no fim, não vale o risco.

E aqui vai uma verdade que só gente grande entende:
perdão não é retorno. Perdão é recomeço.
E recomeço não significa dar segunda chance, significa seguir em frente.
Se nunca te disseram isso, então deixa que eu digo.

Não confunda quantidade com qualidade.
Há quem viva muitos anos sem aprender nada.
E há quem precise ouvir uma única vez para despertar.

Se você ainda não aprendeu, eu deixo o alerta:
a vida passa rápido demais.
Não desperdice tempo.
Acorda pra vida.
Amadurece. Aprende.

O Retraimento das Pétalas


Esta é a história de vida de alguém que está cansada.


Não aconteceu de uma hora para outra. O silêncio, afinal, é um recolhimento meticuloso, uma fortaleza erguida bem devagar. No começo, ela apenas encolheu as suas raízes para não incomodar a terra ao redor, tentando não estorvar o espaço de ninguém. Depois, retraiu as folhas para ocupar menos espaço no canteiro, fazendo-se menor do que realmente era. Eventualmente, percebeu que se fechasse suas pétalas bem apertadas, o vento frio lá fora não machucaria tanto o seu núcleo. O problema de se fechar de forma tão perfeita para se proteger do inverno é que, quando a tempestade finalmente passa, você olha para si mesma e percebe que esqueceu como desabrochar.


Nem sempre foi assim. Quando era apenas um broto novo e vulnerável no canteiro, ela era tão pequenina e cheia de luz. Não entendia o mundo e as suas tempestades severas, não compreendia a complexidade da vida e suas frustrações, e muito menos conhecia a erva-daninha dos julgamentos alheios. Para aquela pequena haste, a terra era um convite caloroso e o sol brilhava como um abraço diário. Ela não tinha pressa de crescer; só queria esticar suas folhinhas verdes para cima, brincar com as gotas cristalinas de orvalho nas manhãs calmas, ver as cores vibrantes ao redor, sentir a brisa suave e descobrir até onde o seu verde poderia alcançar. Naquela época inocente, o canteiro parecia o lugar mais seguro do mundo para se viver.


Mas as estações são implacáveis e os ciclos mudam. Conforme o tempo passava e os dias avançavam, aquela pequena flor começou a se desenvolver e a criar a sua própria essência, a rascunhar as cores únicas e autênticas de suas pétalas. Foi aí que o jardineiro — aquele que recebeu a missão de apenas regar, nutrir e proteger — começou a intervir de forma agressiva. Achando que sabia o formato exato e ideal que uma flor deveria ter para orgulhar o jardim, o jardineiro começou a podá-la. Dizia com rigidez para qual lado ela deveria se inclinar, como deveria se portar diante das rajadas de vento e que tipo de folha era aceitável ou não aos olhos dos outros.


O jardineiro a cobria com as expectativas dele, amando e moldando aqueles galhos jovens à força. E a flor, em sua doçura inocente, aceitava cada corte doloroso e cada amarra sufocante. Afinal, na cabeça daquele broto que nada conhecia do mundo, quem mais entenderia de cuidar dela se não aquele que a havia plantado e cultivado desde o início? Ela silenciava suas próprias vontades, anulando sua própria voz, apenas para caber com perfeição no molde geométrico que o jardineiro desenhou.


No entanto, a natureza possui suas próprias leis sagradas e a essência de um ser não pode ser podada para sempre sem sufocar a alma. Ao crescer mais um pouco, aquela flor começou a perceber que havia algo profundamente desalinhado dentro de si. As amarras que o jardineiro lhe impunha já não serviam bem; na verdade, apertavam o seu caule e a impediam de respirar. A maneira como ela se portava diante do restante do canteiro já não era real ou espontânea; era apenas o reflexo mecânico das mãos controladoras que ditavam os seus passos.


Foi nessa época de descobertas que ela esticou o olhar e notou o restante do jardim além do seu pequeno espaço. Viu que todas as outras flores ao seu redor direcionavam suas folhas para as grandes e robustas árvores, buscando nelas o seu par, o seu encaixe natural. O jardineiro autoritário repetia que o destino inevitável de uma boa flor era inclinar-se para um tronco forte. Mas o coração daquela flor batia em um ritmo completamente diferente. Para ela, o que parecia certo, bonito, genuíno e perfeitamente comum era inclinar-se em direção a outras flores. O seu perfume não buscava a rigidez cinzenta dos troncos, mas sim a delicadeza, a textura e a cor de outras pétalas.


Mas a verdade, às vezes, assusta e choca quem foi ensinado a crescer apenas em moldes prontos e artificiais. Mesmo percebendo que a sua essência mais profunda era diferente do padrão do canteiro, o medo avassalador de ser rejeitada, julgada ou arrancada da terra falou mais alto. Diante do abismo da incompreensão, ela escolheu o silêncio como esconderijo. Continuou seguindo, milimetricamente e sem questionar, as ordens diárias do seu jardineiro. Fingia inclinar-se para onde apontavam, engolindo a própria natureza e sufocando o próprio perfume dia após dia.


Para piorar o sufocamento, o canteiro começou a receber com frequência a visita de outros jardineiros — olhares atentos, vigilantes e severos da mesma linhagem familiar, que vinham fiscalizar o seu crescimento. Eles também traziam suas próprias tesouras invisíveis de podar, seus julgamentos pesados disfarçados de conselhos benévolos, ditando em tom de aprovação como uma flor "de boa família" deveria florescer e se comportar. Mesmo sem querer, mesmo sentindo suas pétalas esmagadas pelo desconforto da hipocrisia, ela cedia. Aceitava as regras rígidas de cada um deles e engolia o choro, porque aprendeu, desde muito cedo, que agradar aos outros era o único preço aceitável para continuar recebendo um pouco de água e atenção.


Então, aceitando esse destino cinzento que nunca foi seu, a flor continuou seguindo a correnteza. Mas o peso esmagador de sustentar uma mentira começou a cobrar o seu preço na seiva, e ela aprendeu, pela primeira vez, a dolorosa arte de se esconder. Nos dias mais nublados e frios, ela encolhia suas folhas o máximo que podia, tentando passar totalmente despercebida pelos olhares curiosos e avaliadores daqueles outros jardineiros; não queria ser vista, não queria ser avaliada, não queria ser julgada.


No entanto, para o seu cultivador principal, ela ainda fazia um effort sobre-humano, gastando as últimas reservas de sua energia vital. Mesmo murchando e morrendo por dentro, ela se forçava a ficar erguida e à mostra no centro do canteiro. Abria um sorriso opaco em suas pétalas e fingia um brilho que já havia se apagado há muito tempo, tudo para continuar mantendo o título de 'boa flor' que tanto esperavam dela. Era uma encenação diária e torturante: dar cor, beleza e orgulho a um jardim que, na verdade, só lhe tirava a vida a cada poda.


Tempos depois, olhando de soslaio para além das cercas altas que limitavam o seu mundo, ela começou a vislumbrar outras flores vivendo em absoluta liberdade, balançando soltas ao vento com as cores e formas que bem entendiam, sem amarras ou tesouras. Aquela visão distante acendeu nas suas raízes uma faísca murcha, mas real, de esperança: ela também queria tentar viver de verdade. Tomada por uma coragem tímida e desesperada, a flor decidiu falar com o seu cultivador. Com as pétalas trêmulas pelo nervosismo e a voz retraída pelo medo, pediu para começar a se expressar da maneira que a deixava livre, para ter a liberdade de deixar brotar de seu peito o que realmente gostava.


No início, o cultivador recuou contrariado, olhando com profunda desconfiança e estranheza para aquela nova forma que a flor assumia. No fim, após muita insistência silenciosa, acabou permitindo que ela mudasse suas cores exteriores. Porém, essa aparente concessão veio acompanhada de espinhos: críticas discretas no dia a dia, comentários ácidos disfarçados de piadas ou de cuidado excessivo, que perfuravam a alma da flor e a magoavam profundamente.


Mesmo carregando as feridas abertas dessas pequenas alfinetadas diárias, o simples fato de ter se aberto e mostrado um pedaço de si trouxe um sopro renovador de confiança. Ela sentiu que o cultivador, de alguma forma e à sua maneira, havia tolerado a sua nova folhagem. Aliviada por não ter sido arrancada dali, a flor alegrou-se genuinamente e, em um momento raro e precioso de leveza perto de quem a plantou, voltou a esboçar — mesmo que de forma tímida, contida e pequenina — um sorriso verdadeiro.


A primavera fictícia, porém, foi um sopro rápido que não durou muito. Logo que a novidade passou, a rotina sufocante e cinzenta do canteiro voltou ao seu curso normal. Eram podas atrás de podas, cortes diários e invisíveis na sua individualidade que a deixavam cada vez mais exausta, vazia e desgastada. Até que o limite absoluto de suas forças chegou. Em um dia de tempestade interna devastadora, a dor, o sufocamento e a raiva acumuladas por anos de submissão transbordaram em uma briga violenta e ruidosa com o jardineiro. Gritando através de suas cores reprimidas, a flor finalmente reuniu os pedaços de sua coragem e expôs a sua maior verdade: revelou que seus sentimentos e o seu perfume pertenciam, na verdade, a outras flores, e nunca às árvores.


A reação do jardineiro foi imediata, violenta e terrivelmente cortante. Tomado pela raiva da decepção e pelo orgulho ferido, ele brigou agressivamente com a flor, rejeitando veementemente a sua natureza e despejando palavras cruéis que agiram como uma geada devastadora sobre suas pétalas escancaradas. Aquela rejeição foi a última poda que ela permitiu em sua existência. Diante da fúria implacável de quem deveria amá-la e aceitá-la por inteiro, a tranca final e definitiva foi passada na garganta da flor. Ela se fechou por completo para o mundo exterior. Decidiu, naquele exato momento de dor congelante, que nunca mais compartilharia uma única gota de sua vida, de seus pensamentos, de seus sentimentos ou de sua essência com o seu cultivador. O canal da confiança havia sido cortado pela raiz.


A partir daquele dia traumático, a flor passou a habitar uma solidão profunda, escura e impenetrável. Mesmo rodeada fisicamente por tantos outros jardineiros e sob os olhos constantemente vigilantes do seu cultivador, ela se sentia completamente sozinha e abandonada no canteiro. O isolamento voluntário tornou-se o seu único chão seguro, a sua única forma de manter o que restava de si inteira. Ela aprendeu a gostar de estar só, longe dos olhares julgadores e das lâminas afiadas das tesouras; abraçou o silêncio absoluto e a paz melancólica que ele transmitia, fazendo daquela quietude o seu casulo protetor contra o mundo.


Enquanto ela murchava dia após dia em sua própria quietude isolada, o cultivador olhava para o canteiro com total indiferença e achava que estava tudo perfeito. Afinal, para o mundo lá fora e para a sociedade do jardim, aquela sempre foi considerada uma flor calma, quieta, que não causava problemas, não dava trabalho e que era uma "boa flor" aos olhos de todos. Ninguém ao redor possuía a sensibilidade de perceber que aquela calmaria aparente era, na verdade, a ausência completa de vida; era o silêncio de um cemitério interno. Para eles, aquela casca muda, previsível e obediente era exatamente a flor perfeita que sempre quiseram conhecer e exibir. Eles celebravam a simetria impecável da planta, sem notar que haviam assassinado cruelmente o seu perfume original.


Os jardineiros realmente acreditavam, em sua ignorância vaidosa, que ela havia mudado para o "lado bom", que havia finalmente se endireitado e amadurecido. Confundiam a perda total de sua vivacidade, de seu brilho e de sua espontaneidade com maturidade e bom comportamento, sem conseguir enxergar que aquela rigidez calma, na verdade, era o peso esmagador de uma tristeza profunda e crônica que havia se instalado definitivamente em suas raízes mais profundas.


Ainda assim, mesmo diante de seu nítido apagamento, as exigências sociais e as cobranças não paravam. O cultivador, movido pelas aparências, a obrigava constantemente a estar presente nas grandes exibições públicas do jardim, naqueles eventos familiares exaustivos onde todos os outros jardineiros da linhagem se reuniam para competir e vigiar uns aos outros. Nessas ocasiões sufocantes e barulhentas, a flor gastava as suas últimas e dolorosas forças procurando um canto qualquer do salão, uma sombra sutil e esquecida no canteiro onde pudesse simplesmente ficar sozinha, encolhida, sem que nenhuma tesoura inquisidora ou julgamento disfarçado a incomodasse. Ela buscava desesperadamente o silêncio para conseguir respirar e não desabar em prantos na frente de todos.


No entanto, o cultivador, cego para a dor da filha e enxergando aquela necessidade de retirada apenas como falta de respeito, rebeldia e desobediência às regras da família, guardava a sua ira para o final da festa. Assim que cruzavam os portões e voltavam para o canteiro principal, o isolamento sufocante da casa era preenchido por novas brigas, gritos e cobranças violentas, punindo severamente a flor por ela não ter conseguido fingir com maestria a alegria e o entusiasmo que eles mesmos haviam arrancado dela com suas podas.


Com o passar do tempo e o acúmulo desses traumas diários, a flor percebeu que suas pétalas de verdade, aquelas que carregavam sua história e sua sensibilidade real, estavam caindo e morrendo uma a uma — e o pior e mais triste de tudo é que ela já nem se importava mais com a própria perda. A apatia havia se instalado. A fim de evitar o desgaste terrível das brigas intermináveis e das punições de seu cultivador, ela desenvolveu um escudo de sobrevivência definitivo. Cada pétala real e orgânica que caía e morria era substituída por uma réplica artificial perfeita, feita de material fosco e inerte. O seu silêncio cortante e perceptível foi estrategicamente substituído por uma fala vaga, respostas curtas e fáceis, palavras vazias e sorrisos moldados que eram impecáveis para camuflar o seu real estado de destruição.


Atrás dessa máscara milimetricamente esculpida para agradar ao mundo, a garota foi se calando e desaparecendo cada vez mais dentro de si mesma. Longe dos olhos atentos do jardim, no escuro absoluto de suas raízes e na solidão de seu espaço, ela chorava em um silêncio sufocante e doloroso. Por dentro, a exaustão total havia vencido a partida; ela só queria o direito simples de ficar em seu canto, quieta e esquecida. Mas o recolhimento pacífico nunca funcionava, pois o cultivador continuava a arrastá-la para todos os cantos, exibindo-a como um troféu contra a sua própria vontade. A única diferença gritante é que agora, com a proteção daquela máscara artificial de "boa menina perfeita", as brigas finalmente diminuíram, pois ela já não oferecia resistência alguma.


Então, ela se calou por definitivo e para sempre. Já não falava absolutamente nada sobre si mesma, sobre seus gostos reais, sobre o que sentia, sobre o que queria ou com o que ousava sonhar. De tanto usar aquela carcaça plástica para sobreviver ao ambiente hostil, ela chegou ao ponto mais doloroso da jornada: já nem sabia mais quem era de verdade sob o disfarce. Sua vida resumiu-se a ser uma mera peça decorativa de exposição, constantemente levada de um lado para o outro por um cultivador vaidoso que, ironicamente, transbordava orgulho da flor perfeita, educada e obediente que acreditava ter criado com tanto esmero. Ele limpava o pó do vaso e exibia a planta com um sorriso no rosto, sem nunca notar que o que havia restado ali dentro era apenas uma escultura sem vida, cujo perfume real havia morrido há muito tempo.

O Refúgio do Serginho


Na varanda da vida, o tempo resolve parar,
Lá na casa do Serginho, onde a gente vai se encontrar.
O portão se abre e o riso já vem de brinde,
Numa alegria sincera, dessas que nunca finda.
A Lili traz o brilho, a doçura no olhar,
Fazendo qualquer conversa logo se iluminar.
O Ferrão, com seu jeito, completa a parceria,
Transformando o momento em pura energia.
E eu, o Daniel, sigo aqui celebrando,
Cada história contada, cada brinde brindando.
Entre um café, um abraço e uma boa piada,
A gente descobre que a vida é essa estrada...
Feita de gente que a gente escolhe pra amar,
E de um canto no mundo pra sempre retornar.
Valeu, Serginho, por ser nosso anfitrião,
Nesse pedaço de céu que cabe no coração.


Daniel Vinicius de Moraes

O que há na copa das arvores?
Em algum momento a vida nos convida a observar atentamente as pequenas coisas que não estávamos olhando e Hirayama aceitou o convite. Ele contempla, não há pressa.
Começamos a assistir e esperar que a introdução passe, não há introdução, há o filme, contemple. Não tem diálogos, existem cenas, os fatos e a sua atenção.
Todos os dias iguais, uma leitura, silêncio, dia nublado, chuva fina. No começo você pode até estranhar, mas depois você se acostuma e segue aquela paz com o Hirayama. Quando sua sobrinha aparece, ela te tira do seu confortável mundo, da sua cama, seus livros etc. Interagir não é o forte. O passado está na mente em preto e branco. Um pai, uma irmã e ele. Aparentemente a irmã tem boa vida e ele limpa banheiros.
Hirayama ama a música, ama os livros e seu mundo. Quando o passado vem à tona, o som do filme aumenta, é perceptível que há mais ruído. Hirayama está em agonia e nós também.
O filme segue, as coisas aparentam voltar ao enredo original. Faz sol. Hirayama ouve sua música, “i’m feeling good”, está se sentindo bem Hirayama?
Ele sorri enquanto lagrimeja, as coisas voltaram ao normal, mas Hirayama tem bagagem, tem história... ele se sente como um peixe no oceano, pássaros voando alto, sol no céu, é um novo amanhecer, é um novo dia, é uma nova vida, é o que diz a música.
Hirayama sabe disso, está tão feliz que não podemos distinguir de uma tristeza.

⁠A vida nos traz tanto obstáculo, que só depende de nois como atravessar.
Se andando,pulando,correndo.
Ou talvez desistir de querer passar essa fasse.
No meu caso vou,andar,CORRER e a te pular se for pressiso.
Mas sempre VOU lutar por aquilo que a acredito e desejo.
Que for melhor pra mim.
❤❤

O PRAZER DE PINTAR

Pintar é respirar vida e dar forma aos sonhos consciente ou inconscientemente. É expressar sentimentos sem compromisso com a realidade. É usar técnica simples, sem se prender a tradições acadêmicas ou noções de perspectivas, não é simplesmente reunir um punhado de cores e formas e jogar em cima de uma tela em branco.

Pintar é tranqüilizar pensamento, acalmar a emoção, transferir traços da alma, contemplar a vida renovando-a, nas quais as cores vibram, fermentam e silenciam no cantar, é romper obstáculos intransponíveis, somatórias e contrastes de nossos próprios sentimentos e experiências pessoais. Viver é uma experiência única, belíssima, mas brevíssima.E, por saber que a vida passa tão rápido, sinto necessidade de compreender minhas limitações e aproveitar cada lágrima, sorriso, sucesso e fracasso como uma oportunidade preciosa de crescer.Por isso pinto com paixão!

Militão dos Santos

SER ARTISTA

Ser artista é ter uma sensibilidade aguçada, é dar vida a tudo, inclusive à imaginação, é dar cores aos sentimentos e vivê-los de forma avassaladora.
Ter alma de artista, como muitos pensam, não é viver sem perspectivas, na verdade é um privilégio nesse mundo de contradições.
O artista vai onde poucos entendem, onde poucos conhecem, vive um mundo onde a essência das coisas não tem limites.
E o melhor, pode sim, se considerar livre e transformador, é um ser em transição constante, uma transição consciente e muito feliz. Um dia ri, no outro chora, no outro chora de novo e novamente sorri, não tem constância, não se prende. A alma de um artista é livre, ainda que o seu ser matéria esteja preso às convenções, ele é livre em sua essência, em seus pensamentos, em sua criação. A alma de um artista tudo pode. Pode amar e pode sofrer.
Porque amando, vai criar obras suaves, e porque sofrendo vai derramar em cores fortes a sua realidade.
É fácil conhecer a alma de um artista. É fácil conhecer quem se identifica com a arte. Muitos olham para uma tela, mas só alguns percebem a beleza da obra, só alguns param diante dela e viajam na imaginação. Impressionante. Ás vezes isso parte de uma criança, de uma pessoa sem instrução alguma. De forma silenciosa, a sensibilidade grita quando está diante de uma obra, de uma expressão artística que também é uma expressão de amor. E aí, meu olhar é diferenciado para essas pessoas também.

Certamente Deus pensou em colorir o mundo quando fez o artista plástico nascer.

Militão dos Santos

Existe uma diferença entre chamar a atenção de uma mulher e marcar a vida dela.

A primeira quase qualquer homem consegue. A segunda pertence aos que observam os detalhes.

O maior afrodisíaco para uma mulher inteligente não é ser ouvida, é ser verdadeiramente compreendida.

A atenção aos detalhes é a forma mais sofisticada de sedução, porque ela não pode ser comprada nem fingida.

Por isso, não tente ser o homem mais interessante da sala. Seja o homem que presta atenção.

Os homens mais marcantes na vida de uma mulher raramente foram os que mais impressionaram. Foram os que a fizeram sentir que, por alguns instantes, ela era a única pessoa no mundo que importava.

Bom Dia, Vida!
O sol aponta no horizonte e a luz invade o quarto,
É o milagre silencioso que se renova no olhar.
Deus nos entrega uma página em branco, um novo pacto,
E a alegria divina de, mais uma vez, poder recomeçar.
Bom dia, vida! Bom dia, força que me guia!
Deixo para trás o que pesou, o que ontem foi dor.
Hoje a alma se veste de coragem e de poesia,
Guiada firmemente pelas mãos do Criador.
Vou aproveitar cada segundo, cada instante sagrado,
Pois o tempo é um presente que não vai voltar.
Com fé no coração e o peito renovado,
Este dia abençoado eu vou celebrar.
Que a pressa não me roube a graça do caminho,
Que eu sinta Deus em cada pequeno detalhe e flor.
Não caminho só, sinto o Teu eterno carinho,
Nesta manhã que nasce cheia de luz e amor.


------------- Eliana Angel Wolf

“Existe um tipo de maturidade que nasce quando deixamos de perguntar à vida o motivo das dores e começamos a compreender o propósito delas.
Nem todo desafio chega para destruir; alguns chegam para revelar forças, sabedoria e direções que jamais descobriríamos na tranquilidade.
Crescer, muitas vezes, é aprender a transformar feridas em consciência.”

A vida é cheia de ciclos
Embora não contínuos
Tem início e final
Os momentos, as palavras
As ações e as afeições

Cada uma delas tem seu início e seu fim
Algumas acabam rápido
Outras levam um tempo
E há aquelas que ficam até o fim da vida

Algumas se iniciam pra terminar outras
Outras terminam pra iniciar algumas
Faz parte do processo

Às vezes o fim é o começo ou o próprio começo é o fim
Em suma: a vida é cheia de ciclos, embora não contínuos, tem início e final.

De nada dessa vida somos donos
Somos meros mordomos
Das graças que a vida nos traz

Desejamos o que não possuímos
Devolvemos o que não é nosso
Essa é a vida em si

Choramos por coisas que não temos
Escarnecemos das coisas que vem a nossa mão
Que profundo paradoxo

A tristeza acompanha a alma insatisfeita
Que muito almeja sem poder ter
E quando se tem com o tempo se rejeita
Querendo sempre àquilo que não se tem

Mas esquecem de que: de nada dessa vida somos donos.

⁠Ficar nos bastidores da vida não vai fazer você evoluir
Por que incomoda tanto?
Por que sente que não se cabe mais ali?
E se incomoda por que não muda?
E se não está satisfeito por que não sai?
É necessário agir, torna-se agente a vida
Sem isso nos afundaremos no calabouço da solidão.

‎A vida é breve demais e, diante da nossa fragilidade humana, ela está sempre por "um fio".
De repente, um sopro... Eis que as cortinas do grande teatro da vida se fecham, para sempre!
O destino, sem ao menos pedir licença, muda a nossa vida e até a nossa história e depois nos convida a rir ou chorar!
Aceitar, sem compreender, eis o que nos resta E para vencer este desafio só mesmo o Amparo e a proteção de uma força maior chamada,"Deus"! Texto por Você agora mesmo

Você entrou na minha vida como aquelas músicas que a gente escuta sem esperar nada, e depois não consegue mais deixar de escutar por que vira chiclete, eu juro eu não esperava gosta nessa proporção, no começo era fácil, eu te via apenas como um alguém normal e eu ria fácil com suas piadas sem graça, achava bonito teu jeito distraído, teu olhar perdido no meio das conversas ( mesmo que através da tela), a maneira como tua voz soava quando não estava tudo bem, quando tudo era um dia bom era simples a forma que me fazia viajar pra outros lugares só com o som de sua voz é como se soubesse o caminho que me leva até você.
Desculpa por me envolver tanto eu não percebi quando virou amor, talvez tenha sido naquela madrugada em que você falou dos teus medos tentando parecer forte, e eu tive vontade de te abraçar como quem protege uma chama do vento, ou talvez tenha sido antes, sei que meu coração palpita quando penso em você. Sei que, quando percebi, já tinha construído uma casa inteira dentro de você.
E pessoas como eu? Não sabem sobreviver depois do incêndio, você é a chama que não apaga, o gelo que não derrete, a chuva que não passa, o vente que não acalma, o tsunami que nunca está satisfeito em destruí tudo pela frente, você é o amor que não morre, e quando me dei conta que eu te amava você foi ficando distante devagar, cruelmente devagar, como quem queria partir, e sem fazer barulho, foi o silêncio mais barulhento que já ouvir, foi como o som de pratos de cristais se quebrando, como trovoadas no céu.
Mas o amor que senti por você foi quente, foi como deitar a cabeça em um travesseiro feito de nuvens, como pisar em casca de ovos, foi sentir a verdade, mesmo quando a boca mente e o silêncio entrega tudo, eu fiz tanto esforço pra que você continua-se ali e mesmo sem realmente estar, vi a culpa escondida nas pausas, nas respostas curtas, nos “tô cansado” que nunca eram só cansaço, era desistência.
E ainda assim? Eu implorava ao universo pra você ficar.
Patético, né?
Mas amar alguém a ponto de aceitar migalhas só porque elas ainda carregam o perfume, aquele maldito perfume.
Tem noites em que lembro da tua voz e meu peito reagindo como agulhas por dentro da pele querendo sair, a saudades não parece saudade e se torna um luto eterno.
Sabe o que mais dói? É que você não morreu, mas a versão de nós dois que eu mais amava… morreu, e ninguém fala sobre isso, ninguém fala sobre a dor absurda de olhar pra alguém vivo e perceber que já perdeu essa pessoa, às vezes eu releio nossas conversas antigas só pra visitar quem eu era antes do fim.
Antes de aprender que amor também sabe destruir devagar, e ouvir da sua boca que eu merecia alguém melhor, e o grande problema era que eu não queria alguém melhor.
Eu queria você!
Mesmo confuso, mesmo quebrado, mesmo indo embora aos poucos enquanto eu tentava te segurar com mãos cheias de cortes, talvez essa seja a pior parte do amor: ele não acaba quando deveria, ele continua respirando escondido, em músicas aleatórias, em ruas conhecidas, em domingos vazios, em detalhes tão pequenos que dá raiva perceber que o coração ainda lembra.
Então eu sigo me forçando a viver sem ouvir a sua voz, sigo sem ver seu sorriso, sem ouvir sua risada, sem ver seus olhos, sigo querendo ficar, sigo sangrando sem querer curar.
Porque nunca vai sarar a ferida por que minha cura me deixou, e se minha dor cansa uma hora, farei novas feridas relembrando daquilo que me fez bem e nenhum outro vai fazer da mesma forma.
E bem no meio da madrugada, eu ainda desejo, em silêncio, que você volte como quem nunca foi embora.

Resgate e Restauração de Vida - No Encontro de Jesus com a Samarita - João 4
Agora, a Samaritana,com uma nova visão recebida de Jesus - e num ato libertador da estagnação que havia roubado a sua vida - largou o cântaro aos pés de Cristo e voltou correndo pra sua aldeia! Eufórica, foi contar para os moradores, a profundidade daquele acontecimento, e convida-los a vir com ela para conhecer Jesus.