Texto de Reflexão de Amor

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Passei dias pensando por que minha vida não anda, me cobrando para desengavetar projetos e não permanecer tanto na inércia, na indecisão do que fazer.


Quando há excesso, há confusão.


Parei.
Me retirei, sem decisão, sem saber para onde me movimentar, como uma peça no tabuleiro de xadrez que não vê mais saída para a próxima jogada.
Me cobrei, me julguei, me achei inútil.
Eu não poderia me permitir estar daquele modo.
Precisava seguir, pois a vida é movimento...


Até que eu entendi que permanecer no recolhimento também é movimento,
movimento de descanso, movimento de se retirar para se reconhecer e se reconectar.


A vida acontece em ciclos.
Tudo o que um dia nasce e cresce também precisa morrer.
Nós, mulheres, somos cíclicas.
Dentro dos nossos processos há crise e transição, para que surja a transformação.


Devemos respeitar os nossos processos internos, reconhecer que dentro de nós também há sombras, faz parte da dualidade da vida.
Com mais clareza, podemos escolher não ver dualidade e sim unidade, percebendo que tudo faz parte deste ciclo infinito da consciência cósmica.


Com isso, reconheço que não devo me cobrar tanto.
Entender que os meus processos de transição também são necessários para o meu crescimento, amadurecimento e fortalecimento na guiança divina.
Porque, quanto mais eu reconheço a minha incapacidade de mudar ou controlar qualquer dos meus processos, mais sábia me torno para entregar a Ele, que tudo sabe.






13/07/2021 19h12
Karina Megiato

É tão bom você sentir que importa
Principalmente na vida de alguém que é especial
E essa pessoa por acaso não consiga viver sem você
Que ela te faz ter um sentido na vida


Seja na amizade
No amor -
Mas no fundo,
Sempre é amor.


Saber que a presença acalma,
Que é feliz no riso,
No silêncio e mesmo assim
Achar que você não é nada.


O sentido da vida
É você vive-la por inteiro
Sem o medo da solidão
E assim fazer sentido viver por você e o amor que te acompanha

Foi me ensinado que as decisões, mas importantes para tomar na vida são:

Primeira: Aceitar Jesus Cristo como senhor e salvador

Segunda: Escolher a pessoa que ira se casar

Nessas duas decisões a uma reviravolta muito grande, na primeira aceitamos aquele que é prefeito que é capaz de nos amar do jeito que nós somos e mesmo em meio a todas as tempestades vai está ali sempre ao nosso lado, já a segunda decisão simplesmente esquecemos que o fato de ser humano, igual a nós, pode revelar uma escolha errada. Amar alguém querer uma maturidade muito grande.

Parte da minha vida foi movida pela arte. Quadros, cartas, letras de músicas, livros, instrumentos, fotografias e desenhos por todos os lados formaram um universo afetivo, no qualuma famíliaprofundamenteligada ao artesanal me ensinou o valor da sensibilidade.

Crescer rodeada de livros, pinturas e liberdade criativa — ainda que levemente restringida por opiniões sociopolíticas distintas da minha visão — moldou a maneira como vejo o mundo.A arte me ensinou que, para ser compreendida,era preciso colocar-me no lugar do outro, observar o mundo por diferentes perspectivas.

Com o tempo, percebi que essaexperiência estética não era apenas expressão, mas sobrevivência. As cores, as melodias e as palavras foram, para mim, mais do que adornos: foram abrigos.Em meio a uma sociedade que frequentemente banaliza o sentir,encontrei na arte um espaço legítimo para existir. Este ensaio busca refletir sobre a arte como veículo de resistência e autoconhecimento, um meio de compreender a mim mesma e ao outro dentro de uma estrutura social que, por vezes, desumaniza as emoções.



Crescer entre livros e pinturas moldou minha forma de perceber o outro.Lev Vygotsky (2001)afirmava que“a arte é um meio de comunicação entre as pessoas através de emoções vividas”, e talvez por isso eu tenha aprendido, desde cedo, quecompreender o outro é também um gesto artístico. A empatia, nesse sentido, foi uma lição estética antes de ser moral.

Com o passar dos anos, a escrita tornou-se meu refúgio. Em cada palavra, havia o desejo de libertar o coração das correntes invisíveis que o mundo insiste em apertar.Clarice Lispector (1999)compreendia essa força da linguagem ao dizer que“a palavra é o meu domínio sobre o mundo”. Escrever, para mim, é transformar dor em criação, e criação em sentido.

Costumo pensar que sou muitas em uma só. Esse constante processo de (re)criação ecoa o pensamento deCarl Gustav Jung (2012), para quem o ato criativo está profundamente ligado à individuação, nessa a jornada de integrar as várias partes do ser.Em cada gesto criativo, há uma tentativa de reunir o que o mundo separa.

Friedrich Nietzsche (1992)afirmava que“temos a arte para não morrer da verdade”, reconhecendo o poder vital do ato criativo. A arte é mais do que estética: é um modo de permanecer humana diante da brutalidade do real.Ernst Fischer (1983)reforça essa ideia ao afirmar que“a arte é necessária para que o homem se torne capaz de conhecer e mudar o mundo”.Transformar o que sinto em arte é, assim, um gesto político, como uma maneira de afirmar o valor do afeto em um mundo que o despreza.

A teóricabell hooks (2000)escreve que“o amor é definido como ‘a vontade de se doar com o propósito de nutrir o próprio crescimento espiritual ou o de outrem’. O amor se manifesta em suas ações. O amor é um ato de vontade — tanto uma intenção quanto uma ação”.Enxergo na arte esse mesmo gesto de amor: um compromisso com o sensível e o que ainda é humano.Quando a arte se torna linguagem de afeto, ela deixa de ser apenas individual e passa a ser uma força coletiva de resistência, capaz de restaurar o que a estrutura social insiste em ferir.



A arteme ensinou que sentiré um ato revolucionário.Num mundo em que a superficialidade se tornou norma e a emoção é vista como fraqueza,criar é resistir. Por meio da escrita, da música ou das imagens, encontrei não apenas expressão, mas também sentido.

Fischer (1983)nos lembra quea arte é necessária para transformar o mundo; eu acrescentaria que ela tambémé necessária para não nos perdermos dentro dele.Transformar o sentimento em arte é afirmar a vida, é insistir na beleza mesmo quando tudo parece tentar negá-la.

Assim, sigo usando a arte como veículo, não apenas para dizer o que penso, mas paraexistir com sentimento num mundo que tantas vezes tenta nos ensinar o contrário.

Hj refletindo sobre minha vida cheguei a conclusãoque
"As minhas deliberações, forjadas ao longo do caminho, culminaram em um abismo de desilusão, fruto das minhas próprias escolhas. Mas foi nesse precipício que Deus, em sua infinita sabedoria, permitiu que eu me despedaçasse, para que, das ruínas, eu pudesse erguer-me novamente, reconstruído e renovado.
A queda foi um convite à reflexão, um chamado à introspecção e ao autoconhecimento. E é na quietude do silêncio que encontramos a sabedoria para trilhar novos caminhos, forjar novas amizades e cultivar um novo modo de pensar.
A vida é um ciclo de morte e renascimento, e é nas cinzas do passado que encontramos a semente do futuro. Que eu possa, pois, erguer-me das ruínas, com a sabedoria dos que aprenderam com os erros e a humildade dos que foram reconstruídos pelo amor divino."
E quero agradecer a vcs 3 por fazerem parte desta minha reflexão pois sem o caráter, bondade, sabedoria e luz ainda estaria na escuridão com grande apreço agradeço a tio mal , Liz e Alex! Obrigado por fazerem parte da minha vida!!
Pianco

Ao longo dos meus quase 35 anos de vida — sendo quase 20 deles dedicados à militância na Esquerda — já tive inúmeros embates com colegas da Direita. São pessoas inteligentes, que defendem seus ideais, posicionam-se contra a criminalidade e também lutam pelo bem social do povo, principalmente do mais pobre.



Entretanto, há cerca de 10 anos surgiu uma nova direita que parece pensar apenas em si mesma. Muitos de seus representantes passaram a apoiar pautas que beneficiam investigados e condenados, e recentemente articulam a aprovação de uma chamada “Anistia Ampla e Irrestrita”.



Além disso, defendem a chamada “PEC da Blindagem”, que, na prática, funcionaria como um escudo jurídico para proteger políticos de responsabilização por seus atos. Trata-se de uma proposta altamente questionável e que ameaça os princípios constitucionais de igualdade e responsabilidade perante a lei. Importante destacar que apenas uma parcela minoritária da esquerda votou a favor dessa medida, o que demonstra divisão mesmo dentro do campo progressista.



Se essa proposta avançar no Senado, o resultado poderá ser o fortalecimento de esquemas criminosos já infiltrados na política, enfraquecendo ainda mais a confiança da sociedade nas instituições democráticas.



É preciso também notar que, entre setores da Direita, existem diferentes perfis: alguns buscam aprofundar o debate político com base em estudo e conhecimento, enquanto outros preferem recorrer à desinformação e à manipulação de fatos. Esses últimos representam um risco ainda maior, pois conhecem a realidade, mas escolhem distorcê-la para proteger determinados interesses.



Nosso país sempre viveu em meio à polarização política. Contudo, a atual conjuntura é especialmente perigosa: há parlamentares que tentam aprovar medidas claramente inconstitucionais para privilegiar grupos e indivíduos que deveriam ser responsabilizados por seus atos. Esse tipo de movimento coloca em xeque não apenas a democracia, mas também a própria noção de justiça e cidadania no Brasil.

Resta-se 12 meses

O ciclo que se encerra, a morte pronta e certa.

A vida nos deu escolhas, a morte nos deu descanso, mas, eu canso em ver gente partir.

Agora eu sei de cor, a brevidade da vida me deu um prazo, de mês em mês, eu me atraso. Mas, como pode essa viagem?

Vejo vim janeiro, com seu ar vapor, com sua pele em brasa e mar de amor. A água salga a alma, mas, nem lá eu vou. Ele é só começo, a vida não acabou. Começou o ano planos são refeitos, mas, eles não duram, só olhar direito.

Fevereiro é festa, vejo as fantasias, todo mundo erra, só por 5 dias. Colombina é a bela jovem, responsável, despertou amor de “de um pobre coitado.” Pierrot, é tímido, honesto raro, mas faltou coragem de fazer-se amado.

Ele escreve cartas que jamais irão, um sofrer calado, rito de paixão. Mas, em meio a tudo Arlequim encanta, sedutor de berço, ele passa e canta Colombina crer ser o seu amado, e com ele vai pela longa estrada.

O meses se passam, e agora é março, não tem tanta graça, mas tem água farta. Tira o dia 8, da mulher que caço, linda, rubra, bela, feita toda em aço.

És que vem abril, a mentira surge, como um festejo, ser humano abusa, não tem nada mágico, o engano tolo, de verdade é ato, que poucos toleram, e a melhor mentira é o que o mundo era.

Maio é mês das noivas, flores em buquê, branco vem vestido, todo mundo vê, não sei bem se dura, só casar pra ser. Os casais prometem, beijam-se e no mel se banham, poucos sobrevivem a terrível trama.

Junho traz a chuva, ela vem lavando, como lava o choro, rostos e engano. É festa junina, milho, amendoim, mas, uma breve festa pra encantar Luíz. Suas fogueiras queimam, dizem a São João, que de santo é barro, mas, é tradição.

Julho desce em férias, nordeste vira sul, sudeste por algum, não me lembro ao certo, o Brasil começa, mas, não finda aqui. Somos marginais de lugar algum.

E com isso segue, romaria e prece, se não se deu conta de metade serve, dias passam lentos, mas, também vorazes, e eu nem me lembro do que tem no auge.

Meu último ano, e o que eu fiz? Já se foram meses e eu nem sair. Penso e repenso, crio alegria, vou viver intenso, raia novo dia.

De agosto o gosto, de sufoco o rosto, eu não me movi e se aproxima, meu real, meu fim. Chego e enlouqueço, que será de mim, tenho poucos meses de estada aqui.

Meu setembro em flores, rosas, azuis, febris, me vejo tão perto, vivo mesmo assim. Não sei se me lembro, do meu afazer, também não entendo, há sofrer em mim. Volto e repenso, o que será de mim, viro, volto, penso, só sei do meu fim.

Rubro vem outubro, sigo a caminhar, nos versos mudos, sem ninguém falar, eu desejo a fuga, mas, pra que lugar? Se é certo a morte, já não caberá.

Novembro é cruel quero só fugir, fugir de mim, mesmo, eu me trouxe aqui, tive tanto tempo e não soube usar de chorar intenso, chego a soluçar, vem chegando a hora, veio devagar, eu que não atento nem relógio andar.

Só mais 30 dias, um dezembro em cor, pura poesia, vou morrer de amor, sei que não fiz nada, de inércia eu vim, sei que não sou nada, sinto isso aqui, vai passando o tempo e meu ser se entrega, sem nada a fazer, o sepulto serve.

Quantas vezes podemos sofrer?

Quantas vezes podemos sofrer enquanto vida estiver? Não sei ao certo, varia de indivíduo.

Eu já passei várias vezes e aparentemente vou continuar passando, não sei se a vida faz essas coisas pra aprendizado, mas, eu ainda não aprendi nada e não sei se terei tempo.

Mas, se falando de amor, que é o que devemos levar adiante para todos os seres humanos que encontrarmos, cito um trecho do meu livro: “Quando se ama.”

No contrário das ondas, no andar contra o vento, no desespero da dor.

Na insônia de minhas noites, na solidão das minhas dores.

Eu amei na inutilidade que meu ser devora, na ausência de saúde em mim, no pensar de uma canção de outrora, no pesar de quem não fui bastante, na incerteza e desprezo do meu choro em pranto.

Amei sem poder amar, mas, amei!

Sou inteira
não há fronteira
entre a vida pessoal e o trabalho.


O tempo me pede cuidado:
distinguir o urgente
do importante.


Pergunto a mim mesma:
até onde quero ir
ao custo do esgotamento?


De que vale consumir mais,
se o preço
é a saúde ou a sanidade?


Antes que a natureza imponha sua resposta,
preciso aprender
a impor a minha.

Quem esteve contigo nos dias de fome, nos momentos de sede,
quem carregou teu peso quando a vida te derrubava,
esse é quem deve caminhar ao teu lado no triunfo.


Os que apenas aplaudiram de longe,
ou se silenciaram diante da tua luta,
não têm parte na tua celebração.


A verdadeira vitória reconhece quem te sustentou quando tudo parecia perdido.
Hoje, honra quem esteve contigo.
O resto… que observe de fora.


— Purificação ⚔️

Segunda feira


A semana é longa
Como os trilhos da saudade
A dor se prolonga
A vida não faz por maldade...


Mais longa é a queda
Que tenho por você...
É bom começar a semana
Com um pouco
Do muito
Que te tenho pra te dizer...


Bom dia!
Você me faz tão bem
Desejo que minha poesia
Te faça
Tão bem
Também...
Meu bem.




(José Aroldo...)

A VIDA TEM MEMÓRIA

Nunca faça mal pra quem te estendeu a mão,
pra quem ficou quando o resto foi embora.
A gratidão é o espelho do coração,
e a vida cobra, mesmo quando não demora.

Tem gente que confunde amor com fraqueza,
usa da bondade pra se aproveitar.
Mas quem faz o bem tem força e nobreza,
e quando se fecha… não volta a confiar.

Porque o silêncio grita mais que o som,
e a confiança é vidro — partiu, acabou.

A vida tem memória, e ela não perdoa,
quem planta desprezo, colhe a pessoa boa indo embora.
A roda gira, o tempo ensina,
o que se faz volta, às vezes em forma de ausência,
outras, em forma de lição divina.

Tem coisa que a gente aprende caindo,
ou vendo alguém ir sem dizer adeus.
A decepção vem mansa, vem sorrindo,
e leva embora o melhor que havia em nós dois.

Não é vingança, é lei da alma,
quem fere o bem perde a calma.
E o coração que antes te abrigou,
vira abrigo que se fechou.

A vida tem memória, e ela não esquece,
quem planta amor, floresce.
Mas quem machuca, sem razão,
um dia encontra a própria solidão.

ONDE A VIDA MORA

Não preciso de palco, nem multidão,
Me basta um café pra aquecer a mão.
A brisa da tarde trazendo canção,
E o tempo correndo sem obrigação.

É no simples que o mundo floresce,
É no leve que a alma acontece.

São pequenos momentos que fazem viver,
O abraço que chega sem nada dizer.
A paz não se esconde no grande jamais,
Ela mora no agora, no silêncio, na paz.

Um pôr do sol lento, pintando o quintal,
Teu riso que cabe no meu ritual.
Não quero promessas que o vento desfaz,
Só tua presença que sempre me traz.

É no encontro que a vida se entende,
É no colo que o peito se rende.

São pequenos momentos que fazem viver,
O abraço que chega sem nada dizer.
A paz não se esconde no grande jamais,
Ela mora no agora, no silêncio, na paz.

Que seja simples, que seja inteiro,
Que o instante dure o mundo inteiro.
Que a vida seja um sopro gentil,
Um amor constante, um porto sutil.

São pequenos momentos que fazem viver,
O abraço que chega sem nada dizer.
A paz não se esconde no grande jamais,
Ela mora no agora, no silêncio, na paz.

Não importa quantas vezes as suas forças desfaleçam, não importa quantas vezes a vida te quebre, te assuste, Deus sempre irá te socorrer, te abraçar, te fortalecer, te curar e mostrar para você que na batalha da vida você não está sozinho, que na guerra você pode até se ferir mas Deus não vai deixar essas feridas te destruirem, ele vai te dar forças suficiente pra você se erguer, permanecer firme e vencer.


Ainda antes que houvesse dia, "EU SOU"; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?
( ISAÍAS; 4313)

Quando a vida nos atraiçoa


A vida tem-me tão bem na sua mão
Ás vezes atraiçoa-me o coração
Faz-me sentir amor faz-me sentir paixão
Mas sobretudo faz-me sentir compaixão


A vida faz-me sentir a compaixão indevida
Sim, não é merecedora de ser devida
De mim que sempre lhe dei de comida
Com as minhas palavras da mestra poesia


A vida faz-me ser descrente
Quando me trai e me mente
Diz que mentir e trair não é coisa de gente
Mas o faz descaradamente na minha frente


A vida leva quem eu mais amo
Deixa ficar quem me causa desanimo
Mas tudo bem eu vou ganhar animo
O suficiente para ver a vida com outro encanto

Lua mentirosa


Lua mentirosa
Porque dizes que esta vida é um mar de rosas?
Se na verdade estão tão mortas as mariposas
Morreram ainda muito novas


Lua mentirosa
Porque mentes e me gozas?
Se eu te desejo bem pela frente e pelas tuas costas
Se ao menos ganhasses uma nova forma


Lua mentirosa
Vejo-te menos dura e mais bondosa
Com uma ternura pela noite fora
Cura esta minha demora


Lua mentirosa
Minha demora está relacionada com a tua recepção calorosa
Deixa-me demasiado intimidado para estar contigo nessa hora
Por isso quando te pões nua me levanto e vou embora

Quem nunca montou um quebra cabeça !?
Não querendo generalizar mas a nossa vida parece como um quebra cabeça de mil peças que foram espalhadas pelo mundo inteiro mas ou menos como um caça tesouros. As vezes a gente acha as peças com uma facilidade e vai feliz montando, quando inesperadamente tem que sair correndo atrás de outra peça, e tem algumas que pra conseguir encontrar e um teste de sobrevivência.

🌄 O Estoico

por Marcos — o escritor que aprende com a vida

O estoico caminha só,
mas nunca está sozinho.
Ele aprendeu que a paz
nasce no próprio caminho.

Quando solta as mágoas antigas,
a alma enfim respira.
O passado perde o peso,
e o coração se inspira.

Ficar consigo mesmo
é ato de coragem e fé,
é olhar dentro dos próprios olhos
e dizer: “Tudo bem ser quem é.”

A vida ensina com quedas,
mas também com o levantar.
E quem aprende a se escutar
já começou a se curar.

O estoico não foge da dor,
ele a acolhe, e depois deixa ir.
Porque sabe: o que não liberta
não serve para seguir.

A sabedoria é silêncio,
a força é compaixão.
E quem larga o que magoa
ganha leveza e direção.

Marcos — o escritor e mestre —
vive o que escreve e sente:
que o maior triunfo humano
é estar em paz com a mente.

Rarear

Quando o pouco de bom rarear
E a vida for escura e ruim,
Quando o riso se esconder no ar
E o peito doer sem ter fim…

Quando o dia não nascer lá fora
E a esperança se vestir de ausência,
Quando tudo gritar “vai embora”
E o tempo calar a paciência…

É nesse silêncio sombrio e profundo,
Que mora uma força que ninguém vê,
Um brilho que não é deste mundo,
Mas que arde em mim, sem porquê.

Nunca é tarde pra lembrar,
Mesmo entre as pedras do caminho,
Que o sol, sem precisar se mostrar,
Segue aceso, dentro de mim, sozinho.

É chama, é fé, é vontade
De florescer na contramão do vento,
Mesmo que falte claridade,
Sou eu quem trago o firmamento.

Pois quem carrega o sol no peito
Pode enfrentar qualquer fim,
E mesmo em dias de imperfeito,
Ainda há luz… Dentro de mim.

Ser decepcionado por alguém é uma experiência que todos enfrentam em algum momento da vida. A primeira vez costuma ser inesperada, quase como um choque. A decepção chega de surpresa, porque ainda acreditamos na imagem que criamos da pessoa. Na segunda vez, já não há o mesmo espanto: é um aviso. Um sinal claro de que algo não está em equilíbrio. Porém, quando a mesma situação se repete mais de duas vezes, já não estamos mais diante de um simples erro do outro, mas diante de uma escolha nossa.

É duro admitir, mas a insistência em permanecer em um ciclo de decepções revela mais sobre o que aceitamos do que sobre o que nos fazem. Quando alguém mostra repetidamente quem é e ainda assim escolhemos ficar, a dor que sentimos deixa de ser apenas consequência do comportamento alheio. Passa a ser também o resultado de nossa permissão silenciosa. Nesse ponto, não se trata mais apenas do outro, mas do limite que colocamos , ou não colocamos em nossa vida.

Decepções que se repetem são lições não aprendidas. Elas carregam a mensagem de que precisamos olhar para dentro de nós mesmos, identificar o porquê de tolerarmos atitudes que ferem, e entender que não merecemos menos do que respeito e verdade. Continuar em um vínculo que machuca é como insistir em uma porta que já demonstrou estar fechada. A cada tentativa, a frustração aumenta, e o coração se desgasta.

É natural querer acreditar que as pessoas mudarão, mas a transformação não acontece pelo nosso desejo. Cada um só muda quando reconhece a própria necessidade. Enquanto isso não ocorre, a escolha de permanecer se torna um fardo que carregamos sozinhos. Por isso, compreender o valor do “basta” é um ato de coragem. Ele não representa desistência, mas sim a defesa da própria dignidade.

O coração pede, em silêncio: “me escolha desta vez”. Escolher-se significa priorizar a própria paz, mesmo que isso implique deixar para trás quem gostaríamos que tivesse ficado. É doloroso, mas também libertador. Quando aceitamos que não temos controle sobre os atos do outro, mas temos total controle sobre o que permitimos em nossa vida, damos um passo rumo ao amadurecimento.

A repetição da decepção serve como um espelho. Mostra-nos nossas próprias fragilidades, nossos medos de estar só, nossas esperanças insistentes. Mas também nos convida a romper o ciclo, a reescrever a história a partir de uma decisão consciente. Afinal, permanecer onde não há reciprocidade é se condenar a reviver a mesma dor inúmeras vezes.

Aprender a se escolher é, portanto, uma prática de amor-próprio. É entender que a verdadeira lealdade deve começar dentro de nós. Quando decidimos dar prioridade ao que nos faz bem, abrimos espaço para relações mais saudáveis, autênticas e respeitosas.

Ser decepcionado não é o fim. É um chamado para enxergar a verdade, para aprender sobre limites e para crescer. A vida não se resume àqueles que nos ferem. Pelo contrário, ela se expande quando entendemos que merecemos vínculos mais sinceros. E, quando escolhemos a nós mesmos, não perdemos , ganhamos de volta a liberdade de viver em paz.

Por André Luiz Santiago Eleuterio.