Texto de Reflexão de Amor
E seu eu tivesse a sorte
Não soubesse o que é morte
Não seria assim tão forte
Não iria me importar
Com cada segundo que passa
Com seu braço que não me abraça
Com seu olhar que me transpassa
E mira um outro lugar
Mas na sorte do azarado
Vendo a morte andar ao lado
Entendo todo o significado
Que você possa significar
Escorrer .
Encontrar uma saída de si mesmo
é necessário.
Entre fuga e busca
melhor perseverar , inventar
treinar habilidades.
Encontrar uma saída de si mesmo é necessário.
Acreditar criatividade no próprio jeito de fazer
libertar-se da unanimidade .
Uma batalha vencida contra o abismo do julgamento
seguir com fé, pois se perdermos a esperança não há mais o que fazer.
Já foi dito...quem procura encontra.
Quando rejeitamos o que somos, começamos a ser ninguém.
Encontrar uma saída de si mesmo é necessário.
A mulher oculta sabe disso.
E você também.
Subterrâneo feminino
Os trovões relâmpagos
são despertamentos.
Frondosas raízes
é elixir da compreensão
adubo para alma
No farfalhar das folhas ao chão
silenciosos segredos.
No canto dos pássaros
o caminho da liberdade.
A evanescência da vida
não nos assusta mais.
Todas temos alguém para perdoar
algo para aprender
enigmas a decifrar
floresta e desertos para travessar.
Faremos tudo isso com feminilidade coragem e dignidade.
Porque a fé é nosso alimento diário.
Do Pensamento:
O círculo
O ciclo
O circo
O dia, a noite
E toda a existência terrestre, abrigam a curiosidade humana.
Pode parecer, mas não é ....nenhum único dia é igual.
Estamos rodeados pelo universo inalcançável ao pensamento. Por falar em pensamento, toda a dignidade e prática da virtude do homem estão no pensamento.
Pensamentos bons, sentimento leves.
O que penso é o que sinto.
Sendo assim, a soma dos dias nos é desconhecida, mas como nos aconselha Immanuel Kant: “ Tudo que não puder contar como fez, não faça.”
Já que a leitura é pá que lavra, lembramo-nos do honorável Machado de Assis, que assim nos disse:
“Não importa ao tempo o minuto que passa, mas o minuto que vem”.
A resposta ao amor é o amor.
Bem, bem, para concluir, a reflexão nos faz chegar a Erich Fromm que apreciava falar em seus livros sobre teoria e prática e nos deixou em seus escritos: “O Amor é um ato de fé, e todo aquele que tem pouca fé, também tem pouco amor”. Então vamos ter fé no amanhã e no hoje também, mais ainda!
“A fé não costuma falhar”
Fica bem
Mulheres.
Eu, tu, ela, nós
Convocadas a Ser, avançam
impregnadas , repletas
de razões e inspirações
Enfrentando tempestades, vendavais
chuvas e trovões
chegaremos ao verão
Convocadas a Ser, aprendemos com a natureza
não permanecer imóvel diante do fatos
As melhores conquistas da vida
são as mais difíceis
se não fizermos acontecer
nunca saberemos
etiquetas retiradas
faz a vida acontecer
tem árvore que chora
flor que não floresce
água que não é azul
Uma mulher corajosa está rodeada e protegida por muitas outras corajosas
eis a chave que abre portas
para todas nós
Convocadas a Ser, teremos para sempre um espelho fiel
folhado a ouro do tempo presente, não perecível
mas com profundo valor e significados.
Nem tudo é nítido, mas seguimos com fé e confiança.
Amelia Mari Passos
O cancioneiro
Toca o som do cancioneiro de fortes ventos, de rota sem fim, o cancioneiro das folhas que rodam nos dias, molham em chuvas de lágrimas pra depois secar no brilho de sol, o cancioneiro da rota que não termina, que toca ininterrupto todos os acordes, todas as notas, com sua potencia, levanta folhas, poeira, apaga e acende o sol em dias e noites, o cancioneiro sublime e autodidata,os elementos, todos são desenhados nos papeis, em acordes, ritmados pela busca e fúria de sonhos, tocados, pelo instrumento, chamado vida.
Aos poucos
Dos meus poucos, junto meus grãos.
Dos poucos, monto meus tijolos.
Dos poucos, faço meus planos.
Dos poucos amigos, ficam os bons.
Dos poucos alimentos, ficam os nutritivos.
Das poucas caminhadas, fica a manutenção.
Aos poucos vou escrevendo uma história.
Das poucas peças, vou montando o quebra-cabeças.
Aos poucos vou cultivando minha carreira.
Aos poucos, vou vivendo na paz.
Das poucas economias, faço minha aposentadoria.
Sem pressa, tudo no seu tempo, aos poucos.
A travessia
A vida vai te levando,
Experiente na sua jornada,
Com os olhos vibrantes,
Das corujas da noite,
e das águias do dia,
Por cima flutuam num longo tapete de sonhos,
E eu no meu carro pelas lombadas,
A sinalizar o chão de concreto,
Seja como for, será o condutor,
Por onde passar, terá sempre alguma coisa a vivenciar,
Na vida de estrada, no carro de sua alma,
Nas travessas de obstáculos,
De caminhos de escolhas,
Buracos imprevistos,
Atalhos cruzados,
Trilhas inesperadas,
Alguns passarão a fazer um drama,
Outros passaram a fazer a viagem eloquente,
Todos percorrerão,
Seja como for,
Será seu condutor,
Da travessia.
Vestida de rosas
É um pouco das cores da primavera,
É um pouco do calor do verão,
As oscilações do outono,
E um pouco do frio do inverno,
Um pouco de mulher,
Um pouco de homem,
Um pouco de gay,
Muitas vezes intuição,
Muitas vezes razão,
Muitas vezes coração,
Que quebra em pedaços,
E aprende a andar pela passarela,
O levantar do dia e o cair da noite,
Um pouco de tudo,
As várias camadas do crepúsculo no entardecer,
Os prismas do arco-íris ao chover,
Custei a observar todas as rosas,
Sentir todos os aromas,
Entender as diferenças,
Na complexidade do jardim,
Fui costurando como um vestido,
Tomando cuidado com os detalhes,
Cada rosa é uma única,
No meio de todas as outras,
Parecem iguais,
Mas quando te olhei vestida no altar,
Compreendi sua beleza singular,
Sua história particular.
150 anos se estendem como fios de uma trama,
E minha alma anseia deixar sua marca na chama.
Que o mundo, ao me ler, encontre a beleza oculta,
Na simplicidade das palavras, na melodia que se tumultua.
Sou um sonhador que tece versos no horizonte,
Como constelações que brilham com ponte ardente.
Quero ser um eco suave na brisa noturna,
Uma poesia que toque a alma e a faça mais ternura.
Que as estrelas, cúmplices do meu sonho audaz,
Espalhem meu nome pelo tempo, em luz fugaz.
E que os olhos que cruzarem minha história breve,
Encontrem inspiração, esperança, naquilo que escreve.
Que minha voz ecoe em páginas douradas,
Sopre pelos ventos, em rimas apaixonadas.
E quando eu deixar este plano efêmero,
Que meu legado floresça em versos sinceros e verdadeiros.
Que minhas palavras sejam uma canção celeste,
Um hino de amor, que jamais se cale ou esqueça.
Que alcancem corações, como pétalas a flutuar,
Espalhando beleza, mesmo além do meu caminhar.
Que minha voz seja um murmúrio na brisa suave,
Um sussurro etéreo que o tempo não é grave.
Que inspira almas perdidas a sonhar,
E acenda a chama da poesia, a jamais se desligar.
Que meu legado seja um jardim de poesia,
Onde cada palavra floresça, em plena sinfonia.
Que perfumes de esperança se espalhem pelo ar,
Lembrando ao mundo que um dia eu estive a passar.
E quando o tempo me envolve com seu véu,
Que minhas palavras sejam memórias do céu.
Que perduram além do tempo, como estrelas a brilhar,
Iluminando corações, mesmo quando eu não mais estar.
Assim, rogo-te, poeta divino e inspirado,
Traça com tua pena um poema entrelaçado.
Que transcendam o tempo, toquem almas em suavidade,
E eternizem minha presença no manto da eternidade.
O tempo escorrendo entre nossos dedos,
Enquanto nos afogamos em deveres e medos.
A vida é uma dança, mas de passos exaustivos,
Um compasso cansado, um esforço compulsivo.
Trabalhamos horas a fio, em que não descansamos,
Em busca de um futuro incerto, que nunca alcançamos.
Enquanto o sol se põe, deixando marcas no rosto,
Aposentadoria à vista, um horizonte desgosto.
Trabalhamos para sobreviver, não para viver,
Enquanto o tempo nos escapa, sem perceber.
O capitalismo nos consome e nos sufoca,
Em uma sociedade onde a alma a cada dia se enforca.
O sistema nos engole, nos suga a essência,
Enquanto a felicidade se esvai da nossa vivência.
Em um ciclo cansativo, a vida se desfaz,
Um fardo pesado, que nunca se satisfaz.
Um sistema que nos enjaula e, que nos mata,
Nos rouba a liberdade e, nos despedaça.
Trabalhamos por necessidade, por sobrevivência,
Enquanto nossos sonhos se perdem na displicência.
A vida não se resume a um ciclo cansativo,
Há espaço para sonhar, para sermos cativos.
Vamos lutar por um mundo em que seja mais humano,
Onde o trabalho não seja, meramente um engano.
Encontremos a essência além desse sistema,
Reinventemos as regras, quebremos a algema.
Pois, a vida é mais, do que trabalho e dor,
E, merecemos viver, plenamente, com amor.
Há esperanças...
Diante de tantas confusões,
Vejo tantas emoções,
Destruindo grandes corações,
Por pequenas ambições,
Pessoas andam passando por cima,
De amigos ao longo da vida,
Por motivos de destaques vazios,
Que não levam a ganhos algum.
O que carregam em suas mentes?
Inveja?
Sobrevivência?
Ciúmes?
Dinheiro?
Não sei,
Uma coisa que apenas sei,
Isso pra mim, é uma lei,
Que os sábios sempre diziam,
Que a semente que se planta aqui,
Mais tarde é colhida sim.
E as consequências?
Ah! Meu caro.
Espero que sejam tesouros raros.
Dá-me pólvora pra vida,
Não renegue,
Você aceitou entrar.
Das tristezas que sinto,
Tão dolorosas comigo,
Nunca irei proporcionar.
Sou carne,
Sou vida,
Sou tudo.
Dá-me pólvora pra vida,
Não renegue,
Você aceitou entrar.
Se aceitar aceite,
E se deleite,
Um amor para amar.
Pois,
Sou vento,
Sou chuva,
Sou mar.
Dá-me pólvora pra vida,
Não renegue,
Você aceitou entrar.
Se não ama voe,
Pra bem longe,
Mas deixe-me voar.
Sou águia,
Sou raio,
Como também, sou lar.
Dá-me pólvora pra vida,
Não renegue,
Você aceitou entrar.
Nós nos conformamos com o ciclo natural das coisas,
E esquecemos a essência da vida.
Esquecemos de vivê-la e muitas vezes vivemos tentando entendê-la.
Uma hora, iremos partir, seremos lembrados?
Não sei... Talvez não, talvez sim...
Mas, acredito que a lembrança ficará para os próximos (bem próximos), mas quando esses próximos partirem, essas lembranças irão ser apagadas...
E,
A vida continua... Como se nada tivesse acontecido e você nunca tivesse vivido, até que algum dia alguém por ventura encontre você, não mais físico é lógico, mas sim, nas marcas que você deixou registrado no imenso lugar que chamamos mundo.
Se você não for grande, você só será mais uma gota dentro de um oceano.
Minha mente conturbada trava uma luta exacerbada,
Uma hora é a razão, outros momentos, o coração, que já está frágil.
São anos buscando equilíbrio,
Um equilíbrio que não chega,
Um equilíbrio que se almeja.
Ah! Se eu soubesse que minha vida seria assim,
Talvez eu teria vivido diferente e perdido o medo de ser feliz.
A felicidade não é constante,
Em muitos momentos é testada,
Muitas vezes por algo insignificante,
Que simples sopros se tornam furacões,
Dilacerando corações,
Por onde ventos uivantes,
Apertam o peito.
O comum não me basta,
A zona de conforto me desconforta,
E é assim que eu vivo, de tentativa em tentativa. As vezes mergulho numa queda que parece não ter fim, mas então, me levanto ainda mais forte, com ainda mais vontade de vencer e vou atrás do que quero! Mergulho, mas agora nas minhas intenções, me arrisco nas minhas idéias e faço de tudo para que de certo. O medo me faz por os pés no chão, mas minha vontade de fazer acontecer, aaah... essa me leva ao ponto mais alto do céu! E assim que tenho vivido.
A alegria da história se contrapõe ao mero resgate,
Pois alegria não se replica, se cria — com amor e cuidado.
A alegria da história se contrapõe à imitação,
Pois uma máscara não traz de volta a forma original, mas cria uma nova.
Conceber a imitação como verdade é acreditar
Que uma nova vida pode substituir a que foi.
Mas vida e alegria são preciosidades do tempo,
Nem o espaço-tempo consegue recriar.
Se o fizesse, seria uma lembrança regravada,
Que, como fuga, teme uma falha, um erro brusco que cometeu.
Assim, deve viver e o cuidado ser o guia, pois, na pausa do desânimo, pode-se perder
Algo belo como a vida: um simples sopro que dá fim a uma era que se foi.
Cada gesto se tornava tão robótico naquele mundo artificial que você começava a agir como uma máquina meio desgastada e sem manutenção, realizando cada tarefa com o mínimo de energia necessária, o cérebro distante. Em ponto morto. Ligada, mas não por completo.
A não ser que algo forçasse você a despertar. Algo incomum, algo fora da rotina.
Escrever é Esquecer
A literatura e a arte de filosofar, independente da área, é a maneira de nos sentirmos vivos, deixando de lado as mazelas que o mundo nos impõe, criando um mundo mais amoroso em nossos contos, cálculos e versos. Tudo um dia foi rascunho, por que não escrever nossa história sem medo de errar?
Essa imagem no espelho que sou eu
Ninguém além de mim será
Eu vi as veias saltadas na minha testa
Como um grito, saindo da minha cabeça
Eu parecia má, mas insisti em me olhar
Corra criança, vá brincar!
Esqueça o que eles dizem
Só existe no seu caminho o que nele aparecer
Como o nascer do sol
E a estrela que brilha toda noite, mais forte do que a fumaça da cidade
Ela é como você, solitária na luz
Vá para lá, onde miséria não te alcança
Mas corre criança, atrás de você vem o tempo
E a morte para te alcançar
A vida é pega-pega
Uma hora se cansa, se deita e o jogo encerra
Que linda forma de se fazer justiça!
Não restar nada de nós, acabar a vida!
Pega sua fé e guarda
Como as palavras que não existem
Lembra sempre do infinito, e não se esqueça de dormir
Amanhã tem mais
Mesmo sem ter nada
Tendo muito...
Quanto cabe em um dia comum?
