Texto de Reflexão de Amor

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O AMOR, QUANDO ELE CHEGA


I
O amor, quando ele chega,
altera o tempo e o clima,
transforma a rota do vento,
desloca o eixo da Terra
e o hemisfério se inclina.
II
O amor, quando ele chega,
organiza o caos infindo,
desmantela o imponderável,
rasga as vestes da razão,
e o que antes era utópico,
nas cordas do coração,
desamarra o improvável.
III
O amor, quando ele chega,
desperta o desconhecido,
faz oscilar estações
pra confundir os sentidos.
IV
E, nessa linha de sombra,
respira uma verdade fatal:
o amor, quando ele chega,
nos expõe à vil tragédia
que não raro é seu final.

Quando o amor encontra seu lar, ali permanece, não por inércia, mas por escolha. Ele se acomoda nos gestos mínimos, na repetição dos dias, no reconhecimento silencioso de um no outro. Ficar não é fraqueza, é decisão cotidiana. O amor cria raízes, aprende o ritmo da casa, conhece seus ruídos, suas sombras e suas promessas.


O vento não chega de uma vez. Ele começa como estagnação, como descuido quase imperceptível, como a falsa segurança de que tudo está garantido. É a falta de escuta, a ausência de curiosidade pelo outro, o adiamento constante do cuidado. O vento é o silêncio que se prolonga, a palavra que deixa de ser dita, o toque que vira hábito sem presença.


A casa não cai por ódio, nem por grandes tragédias. Cai porque deixa de ser habitada por dentro. O vento apenas revela o que já estava frágil. O amor não acaba quando o vento sopra; ele se desfaz quando ninguém mais sustenta as paredes.

Chamava-se Laura.
Não foi um amor como os outros. Não começou com febre no corpo nem com a vertigem dos impulsos súbitos. Começou com silêncio. Um silêncio atento, desses que antecedem as revelações. Ele a conheceu num curso de literatura, numa sala de paredes altas e ventiladores lentos, enquanto discutiam um conto de Machado de Assis. Ela, ainda insegura, confessou que sentia algo no texto que não sabia explicar. Não era tristeza, não era ironia, não era encanto. Era outra coisa.
Ele sorriu com a delicadeza de quem reconhece um território fértil. Disse que literatura não se explica, se atravessa. Que às vezes a compreensão vem depois da vertigem.
Foi ali que começou.
Não houve anúncio, nem consciência imediata de que algo raro se instalava. Apenas uma sequência de encontros que passaram a acontecer com naturalidade. Ele lhe emprestou A Paixão Segundo G.H., sublinhado nas margens com sua letra inclinada, como se oferecesse não apenas o livro, mas suas próprias interrogações. Deu-lhe um exemplar gasto de O Livro do Desassossego, dizendo que aquele livro não se lê, se suporta. Advertiu que ali não havia respostas, apenas espelhos.
Ela recebia cada obra como quem recebe um rito de passagem. Lia devagar, fazia anotações, voltava com perguntas. Ele a ensinava a ouvir o silêncio entre os versos. Mostrava que um poema não termina no ponto final, mas na respiração de quem o lê. Falava sobre a diferença entre emoção e sentimentalismo, entre lirismo e exagero. Ela o escutava com olhos vivos, mas não submissos. Havia nela uma inteligência em formação que não queria imitar, queria compreender.
Tomavam café no fim da tarde, sempre na mesma mesa junto à janela. A luz entrava oblíqua, pousava nos livros abertos, desenhava sombras sobre as xícaras. Falavam de Carlos Drummond de Andrade como quem fala de um parente distante, às vezes incômodo, às vezes necessário. Riam de versos que pareciam simples e eram abismos.
Ela anotava frases dele num caderno azul. Ele fingia não perceber, mas percebia tudo. Percebia o modo como ela inclinava a cabeça ao discordar. O jeito como ficava em silêncio antes de formular uma ideia. A maturidade que surgia pouco a pouco, como uma construção interna.
Andavam de mãos dadas pelas ruas do centro, não como amantes clandestinos, mas como dois pensadores que haviam encontrado abrigo um no outro. Não havia pressa. Não havia corpo colado. Havia calor, mas era um calor que vinha da palavra, do reconhecimento, da partilha de mundo.
Nunca houve beijo.
Nunca houve quarto fechado.
E, ainda assim, havia algo que doía como se tivesse havido tudo.
Porque havia possibilidade.
E possibilidade é uma das formas mais agudas de sofrimento.
Havia momentos em que ele sentia o impulso de atravessar a linha invisível que os separava do gesto definitivo. Bastaria inclinar o rosto. Bastaria permitir que a mão que já segurava se tornasse abraço. Mas algo o detinha. Talvez a consciência da diferença de tempo entre eles. Talvez o medo de macular aquela pureza intelectual com a concretude do desejo. Talvez a intuição de que certas experiências sobrevivem justamente por não se consumarem.
Ela, por sua vez, nunca pediu mais. Mas havia instantes em que seus olhos demoravam um segundo além do necessário. Instantes em que o silêncio se tornava denso demais. Nenhum dos dois era ingênuo. Sabiam que algo pulsava ali. Escolheram não nomear.
Ela partiu primeiro.
Um convite para estudar fora. Uma bolsa. Um futuro promissor que se abria como estrada. Ele a encorajou com a generosidade dos que sabem que amar também é não prender. Disse que o mundo era maior do que aquela cidade, maior do que os cafés, maior do que a cumplicidade que haviam construído.
No dia da despedida, caminharam longamente sem falar. A cidade parecia suspensa. O tempo, dilatado. No final, ela apertou a mão dele com força, como quem segura a borda de um precipício. Não disseram eu te amo. Talvez porque amor dito exige consequência. E consequência exigiria coragem.
Depois disso, apenas distância.
Os anos passaram com a indiferença própria do tempo. Ele publicou poemas. Dedicou alguns que nunca tiveram destinatário explícito. Quem lia não sabia, mas havia sempre uma interlocutora invisível entre as linhas. Cada metáfora lapidada tinha algo do rigor que aprendera ao dialogar com ela. Cada silêncio poético carregava ecos daqueles cafés.
Às vezes via notícias dela nas redes sociais. Um livro publicado. Uma palestra. Um reconhecimento. Sorria com uma mistura de orgulho e perda. Pensava que fora ele quem abrira aquela porta. E logo depois se envergonhava do pensamento, como se o amor verdadeiro não devesse reivindicar autoria.
À noite, às vezes, relia as mensagens antigas. Não havia promessas ardentes nem declarações dramáticas. Havia debates sobre metáforas. Havia áudios discutindo a diferença entre lirismo e sentimentalismo. Havia risadas espontâneas, comentários sobre o mar, sobre o medo de não ser suficiente para a própria vocação.
E havia aquilo que não aconteceu.
O que dói não é o que foi.
É o que poderia ter sido.
Ele sabe que, se tivessem atravessado aquela linha invisível, talvez tudo tivesse se queimado rápido demais. Talvez o encanto tivesse se tornado cotidiano. Talvez tivessem se ferido na banalidade das expectativas. Talvez o amor concreto não suportasse a altura da idealização.
Mas há noites em que ele deseja ter arriscado.
Deseja ter trocado a lucidez pela vertigem. A elegância pela entrega. A ordem pelo caos.
Porque viver é administrar o caos, e ele, naquela história, escolheu a ordem.
Ela segue outro caminho. Ele também. Não se falam. Não se procuram. Mas às vezes, ao abrir um livro antigo, ele encontra uma dobra numa página que marcou para ela. Passa os dedos sobre o papel como quem toca uma cicatriz. E sente uma melancolia fina, quase elegante.
Não é arrependimento.
É a consciência de que existiu um amor que não precisou de corpo para ser inteiro e, ainda assim, ficou incompleto.

Um amor impossível.
Uma taça de fel.
Um amargo destino.
Um abrigo no céu.
Um desejo etéreo.
Uma dura sentença.
A ausência do mundo.
Uma vida em vão.
Um poeta.
Uma musa.
Divina ilusão.
Foram dados um ao outro
em tempos diferentes:
um viverá na morte,
o outro na inconsciência.
— Evan do Carmo

Ah, meu amor, vem ficar comigo.
Vem, meu amor, vem correr perigo.
Ah, meu amor, somos mais que amigos.


O mundo é vasto, e a estrada é longa.
E a sorte ronda quem tem coragem.
Me dê sua mão, pulemos juntos
de asa-delta, sem mapa-múndi,
sem rota certa nesta viagem.


Não há campo aberto,
nem fogueira acesa à nossa espera.
Deixemos para trás o sonho e a quimera.


Não temos tempo para fantasias.
A morte vigia todos os mortais.
Nos esconderemos na multidão.
Entre tantos iguais
Comeremos o pão de cada dia.

✨ *O AMOR QUE NÃO SE CANSA* 💛🙏


✨ Deus conhece cada detalhe da sua história: sabe quantas vezes errou, quantas vezes caiu, quantas vezes prometeu e não cumpriu... e mesmo assim, Deus continua ali, esperando por você com o mesmo amor, a mesma paciência e a mesma misericórdia. ❤️


Cada novo amanhecer é prova de que Deus ainda está te dando chance. 🙏


O amor Dele é maior que qualquer falha, maior que qualquer culpa. ⏳


Deus não se cansa de esperar, não fecha a porta antes do tempo, não apaga o seu nome. 🚪


Não deixe que o orgulho ou a vergonha te afaste mais um dia. ⚠️ Essa chance está aqui, agora, viva e real.


O perdão está pronto, o abraço está esperando — Deus não desistiu de você, nunca desistiu. 🤗


🫵🏻 É eu e você que desistimos de Deus todos os dias com nossas escolhas pequenas.


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📖 Reflexão inédita • Ricardo Neves
🕊️ Frases • Reflexões e Poesia • Fé • Propósito e Promessa


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O AMOR NÃO PRECISA SER ETERNO PARA TER SIDO INFINITO

Não amamos porque acreditamos que será eterno; amamos porque, enquanto existe, é verdadeiro. Talvez tenhamos passado tempo demais confundindo amor com permanência, como se somente aquilo que chega até o fim pudesse provar que um dia foi verdadeiro. Mas a vida não funciona assim. Há coisas que duram uma existência inteira e nunca chegam a tocar profundamente a alma, enquanto outras atravessam nossa história por alguns anos, alguns meses, às vezes por um único instante, e deixam dentro de nós uma eternidade.
O tempo mede a duração das coisas, mas não mede a profundidade delas.
Um abraço pode durar segundos e permanecer conosco durante décadas. Uma conversa pode acontecer numa tarde qualquer e mudar para sempre a maneira como enxergamos o mundo. Uma pessoa pode caminhar ao nosso lado apenas durante uma parte da estrada e, mesmo depois de partir, continuar existindo na pessoa que nos tornamos.
Talvez esse seja um dos grandes equívocos humanos: acreditar que o fim de alguma coisa invalida tudo aquilo que veio antes.
Não invalida.
Uma história que terminou não necessariamente foi uma mentira.
Um amor que acabou não necessariamente deixou de ter sido amor.
Uma presença que se transformou em ausência não apaga os dias em que foi companhia.
E uma despedida jamais possui o poder de voltar ao passado e destruir aquilo que foi verdadeiro.
Somos nós que, feridos pelo fim, às vezes tentamos reescrever o começo.
Dizemos: “Se terminou, então nunca valeu a pena.”
Mas talvez tenha valido justamente porque aconteceu.
Talvez o valor de uma experiência não esteja na promessa de permanecer, mas na capacidade de nos transformar enquanto permanece.
A própria vida nos ensina isso o tempo inteiro.
Nenhum pôr do sol permanece no horizonte para provar que foi bonito.
Nenhuma primavera exige eternidade para justificar suas flores.
Nenhuma música precisa tocar para sempre para nos emocionar.
E nós mesmos somos passageiros.
Como poderíamos exigir eternidade justamente daquilo que nasce entre seres feitos de tempo?
Amar, portanto, talvez seja um dos atos mais conscientes de coragem.
É olhar para alguém e, mesmo sem possuir qualquer garantia sobre o amanhã, escolher dizer: hoje estou aqui.
Não porque sei quanto tempo teremos.
Não porque tenho certeza de que nada mudará.
Mas porque aquilo que sinto neste momento é verdadeiro.
E talvez seja isso que torne o amor tão assustador e tão belo.
Quem ama verdadeiramente aceita, mesmo sem perceber, a possibilidade da perda.
Aceita que um dia o abraço poderá faltar.
Que a cadeira poderá ficar vazia.
Que a voz poderá sobreviver apenas na memória.
Que certos lugares poderão doer porque alguém já esteve ali.
Mas ainda assim escolhe amar.
Porque viver tentando evitar toda futura saudade seria também evitar todas as grandes presenças.
E então chegamos ao paradoxo mais bonito do amor:
aquilo que não conseguimos conservar para sempre pode permanecer para sempre dentro de nós.
Há pessoas que partiram e continuam participando de nossas decisões.
Há amores que terminaram e ainda vivem na delicadeza que aprendemos com eles.
Há mãos que já não podemos tocar, mas que continuam, de alguma maneira inexplicável, segurando partes de nossa história.
Talvez a eternidade do amor nunca tenha significado duração.
Talvez signifique consequência.
Signifique poder dizer: “Depois de você, alguma coisa em mim nunca mais voltou a ser como antes.”
Isso é permanecer.
Porque algumas pessoas não ficam em nossas vidas.
Ficam em nós.
E talvez seja por isso que não devemos perguntar apenas quanto tempo um amor durou.
Devemos perguntar o que ele fez conosco enquanto existiu.
Se nos ensinou ternura.
Se nos tornou mais humanos.
Se nos fez conhecer uma parte de nós mesmos que desconhecíamos.
Se houve verdade naquele abraço, naquela espera, naquele cuidado, naquele simples desejo de que o outro estivesse bem.
Se houve, então aconteceu.
Foi real.
Foi nosso.
E nenhum calendário poderá diminuir isso.
Um dia tudo aquilo que hoje seguramos terá que ser solto. Essa é uma das poucas certezas que a existência nos oferece.
Mas até esse dia chegar, temos uma escolha:
podemos passar a vida com medo de perder ou podemos ter coragem de viver profundamente aquilo que ainda temos.
Eu prefiro acreditar na segunda possibilidade.
Porque talvez, no final, a vida não nos pergunte quanto conseguimos conservar.
Talvez apenas nos pergunte:
“Enquanto esteve em suas mãos, você soube amar?”
E se pudermos responder que sim, talvez finalmente compreendamos:
o amor não fracassou porque terminou.
O amor cumpriu sua existência porque, enquanto esteve ali, foi verdadeiro.

Às vezes falamos de Deus sem conhecer a Deus. Às vezes falamos de amor sem viver o amor. Às vezes falamos de perdão sem carregar o perdão.
A frase do dia:
Quando você é magoado, aprende a odiar. Por outro lado, quando você magoa alguém, será odiado — e a amargura também nasce dentro de você.
Conhecer a dor é o que nos faz crescer e entender que devemos carregar o perdão em nosso coração.
— Ronan Helio de Souza

Fortaleza a Princesa do Ceará!
E viva aos 300 anos da nossa capital do amor!

Fortaleza, princesa e capital do Ceará,
cidade harmoniosa, terra de encantar,
maravilhosa em luz, em vida e calor,
onde o sol nasce forte, pintando de amor.

Resplandece no céu o brilho do teu luar,
misturado ao dourado do sol a brilhar,
cidade que acolhe com braços abertos,
os filhos da terra em caminhos certos.

Sob tua luz, tudo vive e seduz,
teu encanto é chama que nunca se reduz,
cidade querida, de história sem igual,
marcada na alma de um povo leal.

E junto de Redenção, em gesto profundo,
mudaste caminhos, tocaste o mundo,
foste pioneira na libertação,
quebrando as correntes da escravidão.

Nossos irmãos, por tanto sofrer,
ergueram-se livres para então viver,
e o Ceará, com coragem e união,
tornou-se exemplo para toda a nação.

Fortaleza e Redenção, lado a lado a lutar,
fizeram da história um novo despertar,
pondo fim às sombras da cruel opressão,
plantando a justiça no chão do sertão.

E assim nasceu, em solo cearense,
a primeira luz livre e consciente,
pois foi nessa terra de força e valor
que a liberdade floresceu com ardor.
E viva aos 300 anos da nossa capital do amor!

Furtado, Brunno
13/04/2026

Eu sempre acreditei que o amor era uma espécie de salvação, que, ao encontrá-lo, tudo faria sentido e as peças do quebra-cabeça da vida se encaixariam. Acreditei nisso com a pureza de quem ainda não havia sentido as dores que o amor também pode trazer. Minha avó, com sua sabedoria de anos, me dizia que ninguém é feliz depois de ter amado uma vez. Eu discordava, achava que o amor era algo eterno e puro, que jamais poderia ser fonte de infelicidade.


Mas hoje, com o coração mais marcado pelas experiências, começo a entender o que ela queria dizer. O amor, por mais bonito que seja, também é transformador — e nem sempre para o lado que esperamos. Ele nos faz crescer, sim, mas às vezes esse crescimento vem com dor, com perdas, com despedidas. E, depois de amar, nunca mais somos os mesmos. Não é que a felicidade se torne impossível, mas ela muda de forma. Ela deixa de ser aquela felicidade leve e despreocupada para se tornar algo mais maduro, talvez mais pesado, mas também mais profundo.


O amor me ensinou que sentir intensamente é também se expor à vulnerabilidade, às fraturas que podem nos fazer duvidar de quem somos e do que acreditamos. E, mesmo assim, eu continuo acreditando no amor. Não de forma ingênua como antes, mas com uma aceitação de que ele faz parte de quem somos, tanto nas alegrias quanto nas dores.


Minha avó tinha razão em parte — talvez depois de amar, nunca mais voltemos a ser os mesmos. Mas o que ela não disse, e que eu só descobri vivendo, é que essa transformação não precisa ser o fim da felicidade. Ela pode ser o começo de uma nova compreensão sobre o que é viver, sobre o que é sentir, e sobre o que significa amar com todas as suas cores — as claras e as sombrias.


Autora: Nayra Sousa

Eu passei muito tempo acreditando na ideia de que o amor era algo que nos cegava, algo que nos fazia perder o rumo. Eu me convenci de que ser forte significava caminhar sozinho e que eu não precisava colocar meu coração em risco por ninguém. Mas aí, eu olhei para você.
Sabe, eu poderia tentar mentir para mim mesmo, mas a verdade é que não dá mais para negar.
Sempre que olho nos seus olhos, vejo algo que nunca encontrei antes: um futuro. Aquelas velhas promessas de independência agora parecem ecos distantes, sem sentido, porque a ideia de seguir sem você não me parece mais um sinal de força, mas de vazio.
Desta vez é diferente. Não há aquela sombra de dúvida que costumava me perseguir. Tudo em você — seu jeito, seu rosto, sua presença — me diz que finalmente cheguei onde deveria estar.
Eu só queria que você soubesse:
Meu coração, que eu guardei por tanto tempo, agora é seu.
Não quero mais caminhar sozinho.
Enquanto eu viver, esse sentimento vai durar.
É para sempre. Desta vez, eu sei.

Amor, volta para mim? Sem você, eu confesso que perdi o meu chão e já não sei mais como é viver. Eu te quero aqui, do meu lado, preenchendo cada espaço vazio que você deixou.
Eu te amo com uma intensidade que as palavras mal conseguem explicar, mas quero passar o resto da vida te provando isso em cada gesto, em cada abraço e em cada detalhe. Você é o meu mundo, e a minha única certeza é que a vida só faz sentido se for com você. Volta para os meus braços?

Dizem que o amor deveria ser simples, mas o nosso sempre foi uma tempestade linda e complicada. Olhando para trás, não me arrependo de um segundo sequer, mas hoje entendo que amar também é saber quando soltar a mão para não machucar o outro.
Estamos vivendo um capítulo que não tem como continuar agora. O risco é alto demais e o peso das nossas escolhas começou a sufocar a alegria que sentíamos. Por mais que eu quisesse gritar para o mundo o que sinto, o silêncio e o afastamento tornaram-se necessários para preservarmos quem amamos e a nós mesmos.

Sigo um caminho diferente a partir de hoje, levando comigo cada conversa, cada olhar e a certeza de que você foi uma das partes mais bonitas da minha história. Que a vida seja gentil com você e que, um dia, nossos corações possam se encontrar novamente em águas mais calmas.


Adeus, com amor.

Oi meu amor nessa madrugada ficou pesado demais para carregar sozinho. Passei as últimas horas tentando entender em que curva a gente se perdeu, ou em que momento deixamos de existir um para o outro, enquanto, para mim, você ainda é tão presente.
​Sabe, eu ainda guardo aquela promessa da nossa menina. Aquela imagem que você criou na minha cabeça, com o seu nariz e o seu olhar... ela foi o que me devolveu a vontade de acreditar em uma família, em um futuro de verdade.
​Mas você foi embora e parece que levou o mapa de volta. Eu me perdi exatamente onde você me deixou. Sinto como se estivesse parado naquele vazio, esperando que você me buscasse ou me devolvesse para mim mesmo. É difícil seguir quando uma parte de você ainda está ancorada em algo que já partiu.

Dizem que o amor é uma ponte, mas descobri que a minha só chegava até a metade. Do outro lado, encontrei apenas o silêncio. É estranho como o coração insiste em bater forte por alguém que já seguiu em frente, como se houvesse uma esperança escondida em cada lembrança nossa.
Mas a verdade é que não se vive de lembranças. Amar você foi fácil; difícil é desaprender a te procurar em tudo. Hoje, eu me despeço não do que tivemos, mas do que eu achei que poderíamos ter sido. Fico com a paz de saber que amei de verdade, com toda a intensidade que eu tinha, mesmo que eu tenha sido o único a cruzar essa ponte.

Sabe, eu passei muito tempo achando que o amor era um evento. Uma coisa com fogos de artifício, trilha sonora de filme e grandes discursos. Mas aí você entrou na minha vida e, sem fazer alarde nenhum, desmontou essa teoria inteira.
Eu percebi que te amava não em um momento grandioso, mas no meio de um movimento qualquer. Foi vendo o jeito como você mexe no cabelo quando está distraída, ou na forma como o seu riso faz o peso do meu dia sumir em um segundo. É uma coisa quase ridícula de tão simples: o mundo continua barulhento e caótico lá fora, mas, quando eu olho para você, é como se a minha mente finalmente fizesse silêncio. Como se tudo se encaixasse.
Eu não quero te prometer a lua ou dizer que vou te salvar de todos os problemas do mundo — a gente sabe que a vida não funciona assim. O que eu quero te dar é algo muito mais real. Quero te dar o meu abraço nos dias difíceis e o meu melhor sorriso nos dias bons. Quero a tranquilidade de saber que, não importa o tamanho da tempestade que desabe lá fora, o meu lugar favorito no mundo continua sendo o espaço entre o seu ombro e o meu peito.
Nunca ninguém vai te amar do jeito que eu te amo, porque ninguém mais tem os meus olhos para ver a obra-prima que você é, e ninguém tem o meu coração para bater nesse compasso torto e apressado toda vez que você chega perto.
Você é a minha melhor realidade. Obrigado por ser exatamente quem você é.

Às vezes me pego pensando no que o amor realmente significa e sempre acabo voltando para as mesmas imagens. Como diz aquela canção que me lembra você, o amor é um abrigo da tempestade.
O mundo lá fora costuma ser barulhento, frio e, muitas vezes, nos faz sentir solitários no meio da multidão. Mas, quando fecho os olhos e penso em nós, sinto aquele calor de quem finalmente chegou em casa. Você é a minha janela aberta e a porta que me convida a entrar, mesmo quando me perco de mim mesmo e não sei bem para onde ir.
Sei que o amor tem muitas faces. Para alguns, ele é passageiro como uma nuvem; para outros, é duro como o aço. Para mim, ele é como o oceano: às vezes agitado e cheio de conflitos, mas vasto e profundo o suficiente para valer cada mergulho. Você é a minha chama quando o inverno aperta e o som do trovão que me lembra que a vida é intensa e real.
Não sei o que o futuro nos reserva ou se todos os meus sonhos se tornarão realidade. Mas de uma coisa tenho certeza: se eu vivesse para sempre, em cada século e em cada lembrança de afeto que eu guardasse, o rosto seria o seu.

Olhando para nós, entendi que o amor não é apenas um sentimento que a gente guarda, mas algo que a gente constrói e protege. Hoje, quero reafirmar o que sinto e o que pretendo ser na sua vida.
Serei sua rocha: onde você puder construir seus sonhos sem medo de que o chão ceda.
Serei seu muro: para te proteger do vento, da chuva e de qualquer dor que tente atravessar o nosso caminho.
Serei seu fogo: para aquecer suas noites e iluminar os dias em que tudo parecer incerto.
Prometo estar ao seu lado não apenas quando o sol brilhar, mas principalmente quando você envelhecer e precisar de uma mão firme para segurar. Para mim, não existem "eu" ou "você" separados; escolhi viver só com você, onde o seu bem-estar é a minha prioridade e a nossa união é a minha maior força.
Você é o que eu tenho de mais precioso. O que eu quero é segurar sua mão para sempre. Guardo o nosso futuro com todo o cuidado do mundo, sabendo que, enquanto houver amor, nada poderá nos separar.
Eu te amo, hoje e em todos os amanhãs que virão.

Dois corações partidos, no silêncio de quem não sabe o que dizer.
Somos dois loucos de amor, presos a um passado que insistimos em reviver.
Olhe para nós agora: nos perguntando se ainda há lugar para nós,
depois de tudo o que eu disse, depois de tanto adeus.
A verdade é que não posso mais viver sem você,
e sem o teu abraço, tudo o que me resta é o eco de um sonho.

Ó meu ex-amor, o eco doce de um adeus.
Ainda sinto o frio em certas manhãs vazias,
Um véu de fumaça que paira entre os meus
Pensamentos, tecendo as velhas melancolias.
​Tu foste a forja cruel que me moldou, é certo.
Em cada cicatriz, levo um pouco do que fui.
Transformaste-me em alguém que hoje me é incerto,
Um novo ser nascido da dor que me construiu.
​Agradeço, sim, a pessoa que agora sou,
Mais forte, mais ciente, mas também mais calada.
Em cada passo novo, a ausência que restou,
Uma canção de ninar que a alma tem guardada.
​Obrigado por ter me transformado, mas a que custo?
Nesta jornada fria, onde o brilho se apagou.
Sou a estrela que renasceu, porém, com certo susto,
Pois a chama que tu foste jamais me abandonou.
​Eu sou o paradoxo do teu partir e do meu vir,
Uma obra de arte triste, pintada em tons pastéis.
Eu sou agora o silêncio que aprendi a seguir,
Um jardim de lembranças sob chuvas e sob céus.