Texto de Reflexão de Amor
►O Véu
Ontem eu estava triste
Dizendo em meu ouvido, "Desiste"
Minha mente já não me dava ideias
Não haveria rimas nem se quiseras
Acabei por, no canto, me agachar
Com aquele vazio, pensei que iria chorar
A cada segundo, desanimar
Neste momento, peguei o papel
Escrevi, mesmo que nos olhos estivesse aquele véu
Digo como fiz, abri a janela e olhei para o céu
A Lua me permitiu, por instantes, enxergar
"Tudo bem, eu sei, devo agora começar".
Uma Única Gota foi feita
Porém não terminei de lê-la, não por desfeita
Ao começar a leitura, foi sentimental
Acreditem, isto não fora intencional
Não digo que me arrependo
De certa forma, aquelas rimas se tornaram um depoimento
Testamento daquele sentimento
O resultado daquele pensamento.
O mesmo resultado eu obtive
Quando escrevi Adeus Dama, em cima da cama
Com o simples pensamento, "Ela me ama"
Que aquele amor eu proclame
Aceito, pode ser que não me ame
Talvez o sentimento me engane
Mas ainda tenho algo a contar
Como sempre, formar versos para demonstrar
Quero essa rima abraçar
Me sentindo seguro em meu doce lar
E dessa maneira, conseguir pensar
Conseguir falar
Montar lindamente o que gostaria de expressar
Por essa razão, gosto de rimar
Prefiro assim, devo confessar
Obrigado, caneta preta
Permitir escrever em letras mal feitas.
Todas as minhas rimas tem algo a mais para mostrar
As primeiras letras dos versos deves separar
E um nome conseguirá montar, encontrar
O assunto da rima estará lá
Dessa maneira não irei esquecer
O motivo de eu a escrever
A razão do "Por quê"
Pois admito, é difícil compreender
Tudo se resume ao nome que irás ler
Novamente, sei que não irás entender
Mas estou aqui somente para dizer
Que mais uma rima eu terminei
E, de novo, o caderno fechei
E só por algumas horas, me despedirei.
►Irmandade Sem Cores
Essa rima é para você
Paciência para lê-la, deves ter
Corajoso para prosseguir, deves ser
Esteve presente em meu passado
Talvez eu tenha, contigo, fracassado
Certas memórias aqui passo
Porem, já digo, não é por acaso
Estou solitário, e agora, preocupado
Dessa nossa amizade, não me desfaço
Será que terei um futuro?
Mesmo assim, agradeço por tudo
Essa é para você, meu amigo Bruno.
Completará oito anos essa amizade
Pode, para mim, ser a única, mas é de verdade
Atropelamos o racismo, portamos a igualdade
Hoje já não é mais aquela normalidade
Agimos, entre nós, com humildade
Não duvidamos de nossa capacidade
Essa nossa amizade, irmandade
Nem mesmo pelo peso da sociedade
Prometa-me, não perderas sua humanidade
Nem mesmo sua sanidade
Siga, fracasse, vença, na vontade
O mundo não o odeia, acredite em mim
Escrevo essa rima, pois não sei quando será o meu fim
"Que texto meloso", é sim
Já deveria tê-lo feito antes, eu sei
"Linha do Meu Tempo", te citei
Mas dessa vez, uma rima a ti farei.
Tu era menor quando te conheci
Hoje parece que diminui
No mesmo tamanho a ti me vi
Então quer dizer que não cresci?
Tudo bem, vamos continuar
Eu simplesmente me senti na vontade de relatar
Fatos, histórias, contos, repassar
Boas lembranças, devo confessar
Sei que não sou bom em rimar
Mas tentarei explicar
Tempos que me ajudou
Tempos que me aguentou
"Vamos sair", você falou
Tempos que me deu apoio
Naqueles tempos, sentia-me como um comboio
Mesmo desanimado, estava aqui
E eu, para você, estava bem ali.
Faz um tempo que não te vejo
Ocupado pelas responsabilidades, eu creio
Para te agradecer, encontrei esse meio
Não sei como será à seguir
Sei que irás conseguir
Inteligente, maduro e astuto
Afinal, já és um adulto
Poderás parecer um insulto
Mas, "Valeu nego", por tudo
Quem sabe, sinto muito
Seremos Chris & Greg do nosso mundo
Agradeço, Bruno, irmão
Agradeço de coração
Perdoe esse "vacilão"
Por qualquer decepção
Aceite esses versos, como uma dedicatória
Afinal, escrevi aqui a nossa história.
Olimpíadas ¨6102:
É como se um garoto estivesse fazendo aniversário, e seus pais resolvem fazer uma festa para comemorar. Mas ele... não queria nada de festa, mas sim que eles comprassem um presente melhor com o dinheiro que gastariam na festa.
Moral: A festa de aniversário é como os gastos que o Brasil teve para agradar os convidados, já o presente do garoto é uma educação e saúde de boa qualidade.
Happy Birthday Brazilian!
Bruna surfistinha não surfa, Zeca pagodinho não canta pagode, exalta samba não canta samba, o cantor belo é feio, a Lady gaga não é gaga, a novela das 8 é as 9, o quadro negro é verde, o milho verde é amarelo, a halls preta é branca, calça se bota, bota se calça.
Nada faz sentido nessa vida!!!
Falta do que fazer
Chegando a uma loja, um homem reclamava desse tal de pokémon, (tal porque não sei nem o que é). Eu que até então desconhecia como funciona e que epidemia é essa que levou aos noticiários, rede sociais terem como pauta esse jogo .
Foi quando de uma maneira debochada, ele me explicou:
- Minha filha, um bicho que é indicado por satélite a quem tem androide no celular, você baixa o aplicativo e sai a procura com um mapa que lhe é enviado.
Eu perguntei:
- E ganha o quê?
- Ele disse sarcasticamente:
- Atropelamento, roubo, tropeço, perda de tempo, até a morte, sabia?
Fiquei abismada com tamanha descrição horripilante.
Ele continuou contando casos os quais ocasionaram vítimas fatais; creio que é verdade, pois um jogo capaz de alienar o mundo. Por fim, ele ainda disse com tamanha revolta:
- Uma mulher carregar um bebê por nove meses pra ele terminar assim... demente.
Calma, jogadores, estou descrevendo um fato , não afirmando que admiradores, adeptos a esse passatempo são dementes, como tudo na vida; há o lado BOM e o RUIM.A invenção é louvável: amenizar com o sedentarismo; pessoas interagirem; pacientes hospitalizados movimentarem; mas... o efeito foi distorcido. Vê-se cidadãos cabisbaixos sem interagirem, sendo roubados , atropelados e acidentados.
O que não admite discussão, por ser evidente, é que o que ultrapassa o limite é veneno! A importância que se dão a esse brinquedo estar trazendo consequências, cujos resultados são imprudências. Como essa diversão não estar perto de acabar (dizem!) , aja moderação e seu real objetivo seja cumprindo, senão teremos uma parcela de indivíduos prestes a serem taxados de desocupados doidivanas.
►A Procissão das Almas
Cuidado, tenha muito cuidado
Lembre-se do horário marcado
Um deles deverá ser tratado como convidado
Se um deles, em sua janela, uma vela tiver deixado
Se acalme, não fique atormentado
Quando ele voltar tudo isso terá acabado
A procissão seguirá o caminho combinado
Mas olhe a hora, não chegue atrasado
Se não, passará a vida sendo amaldiçoado
Hoje contarei uma história que minha tia, um dia, havia me falado
Vamos então começar, está preparado?
Há muitos mistérios sobre a vida
Essa lenda hoje será lida
Se estiver na janela, não entre
Continue de frente
Se receber uma vela, aceite sem temer
Dessa forma, nada de mal vai lhe acontecer
Não se esconda debaixo da cama
Afinal, eles todos seguem o programa
Muitos dos indivíduos da cidade possuem medo deles
Possuem medo desses seres
Não estão vivos, é o que falam
E na meia-noite, ao escutar a procissão, se calam
O badalar do sino, não minto
De imaginar, um arrepio sinto
Além do mais, tenho medo de coisas sobrenaturais
A procissão que nunca tem fim
Mas dizem ter sim
Talvez deve ser lá no cemitério
Até hoje é um mistério.
Antes que a procissão apareça
Se estiver com medo, esse é o momento, desapareça
Mas, se pela janela vê-la
Melhor que na janela tu esteja
Que assim seja
Mas qual é o objetivo dessa procissão?
E se seguirmos ela na mesma direção?
O que aconteceria então?
Acabaríamos caminhando para a escuridão?
Minha tia disse que não
Aja normalmente na presença dela
Segure bem a vela
E espere o retorno, para devolvê-la
Não se esqueça.
Sim, concordo, que conto sobrenatural
Mas me diga, o que há de bom no "normal"?
Feliz para sempre, não é sempre o ideal
Concordo que as vezes é "legal"
Concordo que as vezes é "lindo"
Um prazer em escrever este conto eu sinto
Eu mesmo tenho medo da meia-noite
Da rua escura da noite
Mesmo escrevendo, eu iria me esconder
Não conseguiria me conter
De assuntos sobrenaturais sempre tive medo
O que posso fazer se sou desse jeito?
Mesmo que essa rima eu tenha feito
Se eu vir a procissão, debaixo da cama irei me deitar
Janelas e portas, irei fechar
E pela minha tia, irei chamar
Essa é a procissão que jamais quero encontrar.
►Cinderela
Uma jovem humilde e corajosa
Que qualquer mãe ficaria orgulhosa
Morando com pessoas maliciosas
Aquelas pessoas impiedosas
Fuja daí, linda donzela
A um mundo inteiro para viver
Fuja daí, és tão bela
Algo melhor deves merecer
Acalme-se, não chore
Um convite para o baile não implore
Um rapaz de bom coração irá aparecer
E somente para você ele irás ver
Sua pura simplicidade
Te fez única na cidade
Ninguém mais possui a capacidade
Agora sim, bela, corra para felicidade
Não se deixe abater pela maldade
Não se deixe abater pela crueldade e falsidade.
A chance para ser feliz lhe foi dada
O baile te aguarda
Cuidado, não chegue atrasada
Retorne para casa na última badalada
Mas algo tu deixará na escada
Por conta de estar apressada
O teu lindo vestido chamará atenção
Os homens lhe dará seus corações
Controlem suas emoções
Comece então as canções
No salão, lindas apresentações.
O jovem rapaz olha para ti
Talvez tímido, envergonhado, sorri
Finalmente encontrará o que tanto procurava?
Minha nossa, seria este o "cara"?
Você acabou por seduzi-lo, sabes?
A jovem é honesta, não possui outras faces
Como uma mulher, possui suas habilidades
Como uma donzela, possui suas qualidades
Estava a procura do amor?
Entendo, mas peço por favor
Não se permita morar novamente naquela casa de horror
Esse tempo já acabou
Lembre-se do que a fada explicou
Tens tempo limitado para aproveitar no baile
Volte antes que a magia se acabe
O rapaz ficará, então, na saudade
Seria ele parte de sua futura felicidade?
Não sei lhe dizer
Mas uma chance ele deves ter.
Cara dama, pela humildade e simplicidade
Tornou-se uma princesa de verdade
Feliz para sempre com o príncipe que sonhou
Algo estranho você notou?
Sua beleza não se alterou
Apenas iluminou
O reino que agora teu se tornou
Uma fantasia que se desenrolou
E que, ao escrevê-la, me alegrou
Agora digo, "Terminou", uma história bela
A história da linda Cinderela.
Desejos?
As vezes o desejo é maior que o medo, maior que o segredo, maior até mesmo que o desejo. Mas nem sempre será o desejo mais puro e seguro de se possuir, pois o desejo pode ser imaturo e acabar si transformar em um grande amor, e amor de desejos é a mesma coisa que a pilha do relógio que de matar a vontade pode ser breve ou longo, mas sempre a carga terá um fim.
" UMA HISTORIA QUALQUER
A história começa em um sinal qualquer...
Com uma criança qualquer....
Bermuda rasgada, insignificante pra você...
Um filho de uma mãe qualquer...
Um pai alcoólatra qualquer...
Que ele nem chegou a conhecer...
Insignificante pra você...
De esmola em esmola...
Insignificante pra você...
Abandonado por um governo qualquer...
Explorado por um senado qualquer...
Ignorado por um judiciario qualquer...
Insignificante pra você...
Dormindo em um papelão qualquer...
Garimpando em um lixão qualquer...
Adotado por um traficante qualquer...
Insignificante pra você...
Tirando vidas pelas ruas...
Insignificante pra você...
Agredido por um policial qualquer...
Condenado por um juíz qualquer...
Abandonado em uma cadeia qualquer
Insignificante pra você...
Apanhando de um detento qualquer...
Extorquindo por um carcereiro qualquer...
Morrendo em uma rebelião qualquer...
Insignificante pra você...
Se esse insignificante fosse você...
Não seria insignificante pra você!!! "
RAPPER O JOGO
O maior precipício em que podemos cair, é a falta de união.
Sem esta, nada é possível; e o pouco possível nada mais será que um benefício mínimo.
Quando não se divide o pão, não se divide a riqueza.
Quando não se divide de forma igual, a desigualdade brota com ferocidade e certeza.
Em um mundo onde até os abutres dividem o alimento; o que será da humanidade se apenas dividir os seus lamentos?
ANTES DO PREÇO
Antigamente se amava antes do tempo, todo o tempo; até mesmo quando a falta de tempo impedia que o tempo fosse usufruído.
Sendo assim, os filhos amavam seus pais e os pais amavam seus filhos mutuamente. Hoje em dia é preciso que a propaganda invada as casas via internet, rádio ou televisão para que o amor seja levado em consideração.
Amor? Será mesmo amor? Ou seria apenas uma forma de se desculpar pela falta de tempo que assombra toda a humanidade!?
Não sei ao certo. O que sei ao certo é que hoje os pais compram seus filhos e seus filhos os compram com muita facilidade; é um tablete, PC ou celular do ano.
É o engano em forma de consumo, em forma de segundo plano; onde o mais importante se encontra jogado ao léu e os olhos não mais contemplam sorrisos verídicos, apenas sínicos e omissos derivados de sorrisos.
Antes que o preço seja taxado, antes que a data comemorada pela indústria do consumo se faça presente, presentei quem você ama com o mais belo e singelo dos versos; o autor nem sempre almeja sucesso, apenas que um de seus leitores lembre-se de um de seus versos.
Antes que o preço seja estabelecido pelo comércio e a economia atinja seu ponto mais alto; se desfaça das amarras que o prende a falta de tempo. Faça do pouco tempo tão extenso quanto o próprio tempo que ainda não foi usado; é como cuidar de velhos sapatos e nunca os deixá-los desprezados.
Nas datas comemorativas como dia das mães e dos pais, os filhos perdem seu lado canibal e passam a ser de certa forma mais presentes (pelo menos naquele dia). Porém, ao soar do gongo, ele somem assim como surgiram, e nada além da saudade sobra para quem vive em um asilo.
Antes que o preço seja verificado nas canecas ou etiquetas, que eles sejam esfarelados e virem pó nas mãos de quem ainda acredita no verdadeiro sentimento. Antes que o corpo seja enterrado em qualquer cemitério da cidade, que os filhos e filhas amem suas mães e pais; que o mesmo saibam que o preço não importa, que nem mesmo importa o presente físico; tudo o que de fato importa é a forma como os sorrisos mantém o seu brilho.
Antes do preço, o amor era verdadeiro. Depois dele, nada é de verdade e nem o amor é sincero.
ABSTRATO
Corri para me perder, me perdi para encontrar tudo o que desejava.
Andei só por andar, por entre pessoas que pensam ainda estarem vivas.
Sucumbi ao bem para me tornar mal de corpo, alma e coração;
Sofri para sorrir e acabar deitado no chão.
Despi-me de tudo para que assim o nada pudesse me completar.
Fiz de mim mesmo morada da tristeza e do caos, para desta forma ser mais um imortal
Que morre com facilidade;
Triste do homem que conhece a verdade.
Os templos vagam pelas ruas de terra onde as pedras ficam sempre nos sapatos.
Sou bipolar e não nego, faço do céu inferno e na água não navego;
Prefiro os versos, estes sim são sinceros e acima de tudo, eternos.
Do homem ou da mulher nada espero, do matrimônio sou réu e quem sabe até refém.
Os animais falam as línguas incomunicáveis de fato, os saltos tampouco são altos;
Mas a saúde dos seres vivos é escassa como as latas da dignidade.
Os papos estão sempre cheios, mesmo que de arrogância e ignorância;
As lanchas andam nas ruas e os ônibus nas lagoas.
As pessoas vão quase sempre sobre rodas, pouca gente se incomoda com a moda
Mesmo quando ela é retrógrada.
SOCIEDADE MODERNA
Sociedade moderna gera sequela,
Não que a antiga não deixasse.
Mais a sociedade moderna usa de praxe.
Sociedade moderna conserva a cerveja mais não a vida;
Salva os animais e não os seres humanos,
Não que que o primeiro não tenha valor;
Mas salvar os dois seria de fato um ato humano sim senhor.
Sociedade moderna, aquarela de sangue sem fim.
Sociedade moderna em tecnologia da informação,
Mas não em apertos de mãos.
Sociedade moderna, onde o negro ainda não tem seu valor reconhecido e.
Os direitos das mulheres são negligenciados.
Sociedade moderna, onde as selvas deram lugar as pedras sobre pedras;
Não por opção, ou quem sabe escolha,
Porque a sociedade moderna é movida a ambição e corrupção.
Sociedade moderna onde padrões ainda definem quem é quem e,
O carácter não vale se quer um vintém.
Sociedade moderna onde a passagem de trem é a mesma há muito tempo;
Mas a de ônibus não e o cidadão, que paga seus impostos
Não tem direito ao pão.
CONCEPÇÃO DAS OLIMPÍADAS
A molecada ver de longe, bem além do horizonte, os safados que se divertem enquanto minha gente passa fome.
A molecada ver de longe, bem além do horizonte, a festa que acontece, enquanto outras crianças que deviam estar jantando se entorpecem.
A molecada ver de longe, bem além do horizonte, seus sonhos se desfazerem como poeira ao vento; suas vidas se extinguirem com o passar do tempo;
E no relento deste país paralelo, onde o certo nem sempre está certo por que o dizem ser errado, e o errado está sempre com a razão por fazer parte deste crico armado;
As crianças veem de longe, bem além do horizonte, seus sorrisos entristecerem e dissolverem com a noite.
Minha concepção sobre as "olimpíadas".
SOCIEDADE PADRÃO
Nas normas da sociedade, palavras são desnecessárias;
O importante é o quanto você calça,
Para que consuma o mais novo tênis que as ondas televisivas
Divulgam e que a massa,
Está usando.
O padrão é ser igual, na sociedade atual.
Divergências são aberrações;
E a anorexia embala as mais tristes canções.
A bulimia contrasta com os sonhos das crianças;
Que apenas queriam ter uma bela infância distante do preconceito e do riso sombrio que as amedronta.
Sociedade padrão!
Padrão socializado em meio ao caos e preconceito.
Sociedade padrão!
Antro de desrespeito, de contradição;
Onde uma vida vale menos que um celular; e o BIG MAC comercializa o câncer em forma alimentar.
Os padrões são moldados e confeccionados.
Depois são enlatados e comercializados.
Os padrões destroem, corroem e fazem cirurgias
Sem anestesia.
Os padrões nos cercam, entorpecem, e envenenam até mesmo a alma;
Que depois de certo tempo, também se torna padronizada.
A ambição demasiada, fez de um anjo, demônio;
Fez de um homem sã, insano;
Fez dos répteis, reptilianos;
Fez da luz sombra, e das sombra luz.
A ambição demasiada, fez de uma pátria mãe
Capitão do mato com açoite em punho;
Fez de seus filhos escravos,
E de uma raça, uma cor, inferior.
A ambição demasiada fez de línguas, espadas afiadas;
Fez da carne navalha, e das balas poder;
Fez senzala de morada, fez da paz uma utopia;
Fez dos belos dias, madrugada fria.
A ambição demasiada, fez de 'santos', hereges;
Fez das preces, tormento e não salvação;
Fez das mãos dos homens, armas;
Das armas se fez convicção!
Entre a BELEZA e o CONHECIMENTO
A beleza se esvai com o passar do tempo.
O conhecimento é agregado com o passar do mesmo.
A flexibilidade é perdida, mas o conhecimento é agregado e,
Prolongado.
A beleza se esvai em um acidente horrendo.
O conhecimento nunca é extinguido,
Mesmo sem as pernas o menino ainda é rico;
A mulher mesmo sem seus seios, ainda é rica;
O homem mesmo sem seus testículos e músculos, ainda é rico
Quando ele mesmo busca o conhecimento ao invés da beleza corporal;
Seja ela em forma de bíceps grandes ou abdômen sarado.
A beleza se esvai com o passar do tempo.
É como uma chuva passageira, que molha a cidade inteira, porém
Não atinge seus reais objetivos;
É como uma rocha forte e grande, que mesmo com estas características
Nunca será capaz de brecar, a ação do tempo e sua corrosão impetuosa.
A beleza é tão frágil quanto uma criança sem amparo;
O conhecimento é tão forte quanto a rocha, com uma diferença gritante:
Nem mesmo o tempo será capaz de atrofiá-lo;
Já para a beleza, o ontem e o hoje se entrelaçam constantemente.
Depois que os cravos fincaram-se no peito,
Depois que os lamentos foram todos em vão;
Depois que a saudade corroeu o coração,
Depois que a solidão penetrou-lhe os músculo como lança
Pontiaguda;
Nada mais adiantou. nada mais lhe serviu.
O tempo não mais sorriu; as flores não maios desabrocharam;.
A saudade, a solidão, o lamento, o desespero,
Todos estes falaram mais alto que sua sanidade!
E que sanidade?
Não sei ao certo; a sanidade do homem talvez seja em vão e sem nexo...
BARQUINHOS DE PAPEL
Crianças fazem barquinhos de papel
Adultos criam arranha-céus.
Crianças preferem carrosséis
Adultos preferem motéis.
Crianças fazem barquinhos de papel
Adultos jogam suas vidas ao léu.
Crianças preferem doces e salgados
Adultos sofrem antecipado.
Crianças fazem barquinhos de papel
E com eles são felizes.
Adultos se entregam as mazelas e,
Nunca cortam suas raízes.
Barquinhos de papel que vão e que vêm
Como as ondas do mar.
Num barquinho de depositei minha esperança
Pois Já fui, sou e ainda serei, criança.
Pensamentos.
As vezes paro e penso...Será que vai ser sempre assim? Será que vamos passar o resto de nossos dias vivendo tudo como uma rotina inacabada,que só vai aumentando e nos cansando mais?
É como se tudo não passasse de um jogo, onde temos um objetivo é para alcançá-lo temos que passar por diversos obstáculos,desde o mais fácil até o mais difícil.É como se tudo se voltasse para esse objetivo,com todas as regras e limites.
Temos que avançar,ir além do que os outros vêem em nós, temos que mostrar que o externo não impede o interno de crescer,sonhar e realizar.
Corra! Lute! Realize...É a sua vida,e se você não fizer,não vai ter mais ninguém que o faça.
