Texto de Praias

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Ode à Mariazinha da Praia das Conchinhas
(Erê/Entidade da Umbanda)



Erêzinha minha, tão queridinha,
com sua meiguice e carinho,
nunca me deixa só no meu caminhar,
sorri como a brisa fresquinha
que beija a maré baixinha...


pequena guardiã da areia dourada,
dança e trabalha entre conchas
estrelas do mar e brincadeiras
sua voz é brisa, sua presença é estrada,
que conduz a alma cansada...


nos olhos pequeninos
traz a profundidade do Oceano,
na pele o sol desenha um manto,
e em cada gesto tão puro e singelo
há um refúgio doce e belo...


Mariazinha, criança do mar,
és poesia que insiste em ficar,
como concha que guarda segredo antigo,
como onda que sempre retorna ao abrigo...


Erêzinha da praia e da espuma,
nascida do primeiro sussuro da maré,
com tua doçura me atravessas
como raio de sol nos dias cinérios...


Nunca me deixas só!
és faísquinha de luz e és clarão,
és concha que ressoa o meu silêncio,
és mar sereno dentro do meu coração...


Mariazinha, tua meiguice alenta e cura,
teu carinho é sol que ilumina a noite
para que o dia seja tenro
sobre a areia escaldante da vida...


Trazes nos olhos o mistério do Oceano,
e nos pés a dança inquieta das marés
tu não caminhas;
tu adoças os caminhos,
e me obrigas a seguir,
mesmo quando o meu coração
quer naufragar...


És a guardiã das conchinhas,
mas em cada uma delas
há um pedaço meu
que o Mar te confiou...


Mariazinha, menina doce do mar,
com teu sorriso miúdo,
acolhes meu passo cansado
como quem sabe o peso do silêncio...


És conchinha guardada na palma,
tesouro pequeno, mas infinito,
presença que o Oceano me dôou
para que eu nunca esquecesse
a ternura escondida
nas marés da vida...


Teu carinho é brisa leve,
que me envolve sem nada pedir
e tua presença é farol discreto,
luzinha que não deixa a solidão
se tornar escuridão em mim...


Mariazinha, tão queridinha,
és infância que retorna em onda mansa,
és a poesia que se escreve sozinha
na areia úmida da minha lembrança...


Mariazinha da Praia das Conchinhas
a te dedico essa ode cheia de riminhas
para agradecer do fundo do coração
todo o teu carinho e proteção ...


Salve a tua Praia e as tuas conchinhas!
✍©️@MiriamDaCosta

Lamento por Orelha


Na areia da praia ficou o silêncio,
onde antes corria teu riso canino.
Orelha, amigo de olhar sincero,
te tiraram a vida num ato tão vil, tão mesquinho.


Não foi a natureza, nem o tempo,
foi a mão cruel que não soube amar.
Covardia não vence lealdade,
nem apaga o bem que soubeste deixar.


Teu latido ainda ecoa no vento,
teu afeto mora em quem soube te ver.
Descansa em paz, pequeno guerreiro,
há uma justiça maior a te acolher.


Quem ama jamais esquece,
quem sente, jamais se cala.
Orelha vive na memória
e no clamor de toda alma que não se conforma.

O Templo do Silêncio


​O mundo lá fora exige o horizonte:
a praia aberta, o vento na montanha,
o verde antigo que a fazenda guarda,
a luz que em campos distantes se espanha.
​Mas há um mistério que a chuva ensina
quando cai fria sobre a telha e o chão:
a poesia não pede paisagem,
pede apenas a pausa e o coração.
​Deitada no escuro, o corpo descansa
da lida pesada de mais um dia;
as mãos que cuidam, que erguem e sustentam,
encontram na noite a sua alforria.
​Não é preciso o mar para ser imenso,
nem a altura do monte para ver direito:
o verso mais nobre e mais profundo
nasce do silêncio guardado no peito.

O Mar Interior


​Há quem busque a vastidão das praias
ou o topo das serras para poetizar,
mas a alma que cuida e carrega o mundo
aprende na sombra a se recolher e amar.
​A chuva bate suave na janela,
o frio lá fora convida ao abrigo;
no leito aquecido, a mente se solta
e o tempo da noite se torna amigo.
​Não há pressa, não há cobrança de estrada,
nem a busca por um cenário perfeito:
a beleza mais pura e descansada
é esta que brota deitada no peito.
​As mãos repousam do dever cumprido,
o pensamento voa para onde quer;
no silêncio do quarto renasce a graça,
o verso sereno da própria mulher.
​Essa ideia de acolher o momento presente, exatamente onde você está deitada agora sob o som da chuva, traz uma paz muito bonita para o verso, não traz?

A Vontade e a Raiz


​O mundo pede a praia aberta e o topo da serra,
pede a mala pronta e o horizonte distante,
mas a poesia verdadeira finca a sua garra
é na terra da casa, no minuto presente.


​Há um olhar curioso que não passa batido:
repara na planta que finca a raiz no chão,
busca saber como a vida se tece por baixo,
vê a força invisível que sustenta a criação.


​E no fim da lida, quando o dia se entrega,
o banho quente acolhe a mulher que lutou;
a água desce, o cabelo se esparrama em cascata,
lavando o cansaço do mundo que ela carregou.


​Deitada no escuro, ouvindo a chuva na telha,
o corpo finalmente encontra o seu descanso,
mas a mente acesa não aceita o silêncio:
transforma a vivência em conselho e remanso.


​Não escrevo por vaidade, por status ou aplauso,
nem para enfeitar a frase com falso valor;
escrevo pelo chão que eu pisei e venci,
para deixar uma luz no caminho do outro.
​E se a voz se cala por medo, cultura ou guerra,
se o corpo não pode ir onde o mundo sufoca,
a palavra escrita atravessa qualquer portão,
entra na casa remota e a alma toca.


​Sem sair do leito, a leitura faz a travessia,
o texto vira farol, mapa e libertação:
a maior viagem é essa que a gente faz
com a força da vida guardada no peito.

ESPELHOS PARTIDOS À BEIRA DO MAR.
A cena ocorre à beira da praia, numa noite em que a lua se desfaz sobre a água, refletida em pequenos fragmentos de mar como se o próprio céu tivesse quebrado um espelho. O narrador, dilacerado pela ausência, conversa com a amada que já não está entre os vivos e com o filho que o oceano tomou. O vento arrasta vozes indistintas, confundindo-se com o soluço incessante das ondas.
NARRADOR:
Meu filho me amava... Sim, ele verdadeiramente me amava. Agora, diante de nossos espelhos partidos, sorrimos como quem ainda tenta recompor os fragmentos de um impossível. E eu sei... sei que, nesta hora, ele me procura, lá em alto-mar, onde repousam segredos que nenhum de nós ousou desvendar.
AMADA (voz etérea, surgindo entre as rajadas da brisa):
Não chores tanto, meu bem. O mar apenas devolve aquilo que nunca nos pertenceu inteiramente.
NARRADOR:
E que me resta, senão ir buscá-lo? Ele me encantava com aqueles olhos de esmeralda viva... Ah, não partas, meu amor! Se fores, talvez nunca mais me encontres. Foi aqui, nesta praia, que nosso filho te esperou durante quatro noites, sustentado apenas pela fé — essa última lâmpada dos desesperados — de que regressarias.
Mas tu jamais voltaste ao nosso casebre, tão singelo, tão pequeno, e ainda assim aceso pelas chamas de um amor que parecia capaz de desafiar o próprio destino.
AMADA:
A esperança que nele ardeu também me sustentou. Mas o tempo é breve para aqueles que se amam demasiadamente e parece infinito para aqueles que permanecem esperando em silêncio.
NARRADOR (ajoelhando-se na areia):
Por isso te suplico: não vás!
Mas aqueles olhos... Ah, aqueles olhos! Deus os quis para Si antes mesmo que tivéssemos aprendido a compreendê-los. Foram uma dádiva breve, como as flores que desabrocham somente para adornar um instante e, depois, entregam ao vento a sua última fragrância.
AMADA (a voz se afastando, quase confundida com o rumor das ondas):
Então espera...
Espera-me como esperaste o retorno impossível. Espera-me até que as ondas levem a última chama que ainda te arde no peito.
Porque, quando a brisa cessar e a noite recolher seus últimos murmúrios, nós três seremos apenas um só sopro — indivisível, silencioso — respirando eternamente no coração de Deus.
NARRADOR (em lágrimas, contemplando o mar):
Eu esperarei.
Pelo filho que partiu.
Por ti, meu eterno amor.
Esperarei enquanto houver mar, enquanto houver lua, enquanto alguma estrela se atrever a permanecer acesa sobre estas águas.
E, quando a última brisa me levar...
quando a areia apagar meus passos...
quando já não houver voz capaz de chamar por ninguém...
restará apenas o mistério.
E talvez, no centro desse mistério, eu finalmente encontre vocês dois.

Quando vou para praia
eu sinto dor —umador estranhamente estranha—.
Talvez seja nada demais,
mas quando entro no mar,
me sinto no fundo dele.
Parece até que estou me afogando...
E toda vez que escrevo
eu entro no mar profundo
eo mar entra em mim.
E talvez seja bom
me afogar as vezes,
porque respirar parece doer mais.

Mariazinha da Praia das Conchinhas 🐚
é a doce menininha,
Erê protetora da linha das águas de Iemanjá,
que traz na pureza do sorriso
o encanto do mar
e a leveza de brincar na areia.


Ode a Mariazinha da Praia das Conchinhas🐚


Óh, pequena dona da praia
e da espuma,
menina-flor
que brinca na beira da maré!


Seus pezinhos descalços
desenham na bruma
o rastro de estrelinhas
que ilumina o meu viver.


Na Praia das Conchinhas,
teu manto é azul
e o teu colar é de nácar
e de pérolas raras.


O vento te embala
num doce lençol,
enquanto as gaivotas
te acenam num ritual de paz.


O tempo suspende a pressa
e o choro,
quando ouve o teu canto
de brisa e mar,
se desfaz.


O que o quebra-mar traz
é o tesouro no teu amor de criança
que vem me acalentar e alegrar.


Guardiã das conchinhas,
estrela pequenina,
doçura que alivia qualquer dor
ou pesar, faz dengo manhoso
e tira o penar
trazendo a benção de Iemanjá.


Salve a tua meiguice,
salve a tua pureza,
que enche de encanto
a minha caminhada!


Mariazinha, doçura e beleza,
eterna companheira
da minha caminhada.


Gratidão por ser a minha menina Guardiã! ❤
✍@MiriamDaCosta

Pensamentos ao Mar


Hoje ao sair do culto fui a praia ver o mar procurar um lugar tranquilo um lugar para meditar
Ao olhar as ondas me fez lembra do brilho dos teus olhos a beleza do teu sorriso o que me fez imaginar
Tão linda tão meiga tão doce uma obra tão linda que só o criador foi capaz de desenhar
Com traços tão lindos e tão perfeitos criou ela perfeita ao seu jeito que meus olhos vieram a se encantar
Terminei minha noite orando e pedindo ao nosso bom Deus que aquele coração vinhece a guardar e sua vida abençoar.
Abençoar meus Deus está menina, tua obra mais linda que sua voz por muitas vezes veio a me acalmar e com um simples sorriso veio a me encantar.

Ela é Ela


Ela é linda e intensa como a praia, mas calma como o som da chuva.
Ela não é minha, não é de ninguém.
É um pássaro livre, que não pode ser pego. Ela é aventura
E, ao mesmo tempo, é o sono que vem de noite.
Ela é simpática, mas, quando quer, sabe ser grossa.
Ela é animada, mas algo pequeno estraga seu dia.
Ela é linda como o luar.
É apaixonada como o coelho que habita a Lua.
E se agarra à ideia de que existem cores neon, mas também há as neutras.
Ela é feliz e radiante como o sol,
Mas intensa como o rock.
Ela é tudo e nada.

Um tempo nas praias do Ceará
(Mauro 1Evaristo)

Ela me fala de BH
E uma vontade de chorar,
Dos dias tristes em Paris
Onde cria seria feliz.

Falou de amores que deixou pra lá,
Um tempo nas praias do Ceará,
Falou que tudo fez sentido
Ao parar de brigar consigo.

Falou que sonhos são para sonhar,
Vida para viver,
Tudo melhora a quem sabe agradecer,

Sorriu, contemplando o luar,
Tanta coisa para eu aprimorar,
Mas gratidão não se deve esquecer.

feradapoesia.blogspot.com

Fé sem questionamento é fanatismo cego e frágil. Um castelo de areia na beira da praia. O questionamento traz os tijolos para construir um castelo de verdade, ainda que, ao longo do processo, decida modificar alguns pontos, pintar de outra maneira, ou retirar algumas áreas já projetadas.
- Marcela Lobato

Sonho lúcido, provocante, que acontece entre a realidade e o imaginário, numa praia tranquila, onde, deslumbrado, avisto uma venustidade emocionante, incomparável, criada com uma estrutura sublime, partes somadas com muita sabedoria, uma imagem viva, as curvas de uma poesia pulsante,

Exposta lindamente sobre a areia, porém com sentimentos consistentes, um capricho abundante, os raios solares exaltando ainda mais a sua naturalidade veemente, um destaque bastante justificável, encanto para os olhos e uma inquietação prazerosa para a mente, momento intensamente satisfatório

O poder dessa imersão é tão notório que até o movimento das águas do mar e a suavidade da brisa, mesmo que instáveis, conseguem ser harmoniosos, integrando esse cenário realista com um acontecimento sonhado, que proporciona esse cena expressiva como se eu estivesse lá pessoalmente, admirando as criações Divinas.

Caminhando despretensiosamente pela areia da praia, aproveitando a tranquilidade noturna, a lua com o seu luar gentilmente me acompanhando, sentindo a brisa do mar, que estava com as suas águas indo e voltando, beijando as margens, molhando os meus pés e apagando as minhas pegadas cada vez que eu ia avançando na minha tranquila caminhada

E para melhorar ainda mais esse momento, fui ricamente surpreendido, encontrei uma arte sedutora em movimento, saboreando a sua liberdade, estava sozinha, mas não demonstrava medo, nem mesmo quando me viu, parecia até que estava me esperando, pois logo olhou para mim e sorriu e nossos olhares por alguns instantes ficaram se entreolhando

Ela era uma distinta beldade de pele morena, suave, suas formas eram atraentes, desenhadas nas medidas certas, considerando a sua riqueza de detalhes, além do mais, olhava de uma maneira muito sincera, tanto com audácia quanto com gentileza, sentia o vento tocar com leveza os seus cabelos, a sua intensidade manter o seu corpo aquecido assim como o fogo do nosso desejo.

Ludicidade Praiana entre a Lua e o Mar

Luar brilhando fortemente com elegância, lá no alto, entre algumas nuvens acinzentadas, refletindo o seu brilho admirável sobre as águas do mar,

O qual exibia as suas ondas baixas, movimentadas pela brisa como se estivesse acariciando gentilmente a areia da praia, marcada por pegadas de idas e vindas.

O resultado foi um cenário apaixonante, cheio de vida, que provou a magia da ludicidade, atraiu a percepção poética e expôs a leveza da simplicidade.

Parte bela da noite, de uma linda memória construída a partir de uma observação sincera da lua — o grande destaque de um lugar praiano, uma paisagem que liberta.

O Renascimento Praiano

Renascimento Praiano em um lindo cenário: os pés descalços na areia, o céu azul ensolarado, os raios de sol iluminando a pele, esquentando o corpo; o mar vivo, com as suas ondas em movimento; o clima caloroso e a brisa suave dançando por perto. Atrativos, de fato, grandiosos, naturalmente, admiráveis, que fazem o espírito recuperar o fôlego e a mente desfrutar de uma certa tranquilidade — quando a intensidade é imprescindível, assim como é o fogo atrevido existente na própria integridade.

ATARAXIA


Três cães estavam filosofando em uma praia. Aquele da raça Border Collie, propôs um desafio: “Para mim, a virtude está no cabelo e na barba. A prova disso é que todos os antigos sábios eram barbudos e a força de Sansão provinha de sua cabeleira. Provem-me o contrário e eu "corto-ela" (a barba, ou então a cabeleira).
O segundo cão, da raça Schnauzer, disse: “vocês conhecem o ditado: ‘Nem tanto ao mar, nem tanto à terra’. Escolho "ponde-rar" nas palavras, porque Sansão pode ter sido só uma lenda. Eu afirmo que a virtude está somente na barba.
O terceiro cão da raça Sholo, então argumentou: A virtude não está nos nossos pelos. Ela é absolutamente "carnal".
Como os três cães não chegavam a um acordo, pediram a uma tartaruga marinha que passava para decidir quem estava com a razão. A tartaruga com sotaque sulista então disse: "Não vou julgar isso".
Os três cachorros, loucos da vida e sentindo-se desprezados, exclamaram em uníssono:
“Éh pô, chê!!! E tu, aonde pensas que vais nessa lerdeza?”
A tartaruga respondeu:
“Eu não vou a lugar algum. Dentro de mim mesma, sinto-me em casa”.

Dente de Leite

Eu fui na praia passear com minha vó
Veio uma concha na onda bateu no dente da frente

Que era de leite tão molinho meu xodó
E eu já tinha prometido pra minha vó de presente

Mas eu engoli o dente
Engoli o dente
Que eu já tinha prometido
Pra minha vó de presente

Eu engoli o dente
Engoli o dente
Que eu já tinha prometido
Pra minha vó de presente

Itapema

⁠As asas deste poema
são de ultraleve,
ele sobrevoa as praias
e rios de pedra
angulosa em tupi,
Todos amam viver aqui.

O teu povo carijó
e a herança dos açores
são parte sublime
da História Brasileira:
a nossa memória guerreira.

Foste Vila de Santo Antônio
de Lisboa e Arraial Tapera,
Itapema o teu nome rima
por fortuna com poema:
a tua alma não é pequena.

Charmosa rainha atlântica
do Litoral Norte Catarinense,
cheia de charme e beleza
que sempre captura o coração
da gente com toda a destreza.

Morar em Itapema é
deixar-se brindar e envolver
todos os dias por toda
essa sedução e riqueza
agraciadas por fortuna pela Natureza.

A praia pode
estar deserta,
Você nunca
estará sozinho,
No coração
sou presença
que não
se ausenta
nem quando
o olhar
se distancia.

Eia a indecência
que te aquece
como o sol,
aos teus lábios
é sal e oceano
que te intensa!...

O silêncio é
a proposital
forma de
trazer a tona
o que arrepia,
e para você:
sou o sublime,
o apelo,
o que levita
e a tua fantasia.