Texto de Praias
Num dia nublado, sozinho na praia,
parado, observando e pensando
diante do mar que desta vez
não está calmo, parece impaciente
como se fosse o reflexo
da inquietação da minha mente,
se assim o for, neste nexo de instabilidades,
que ambos possam alcançar
a calmaria com o refrigério
de uma brisa suave.
As pegadas na areia da praia
são rastros de momentos breves
e agradáveis,
alguns são compartilhados
com pessoas amadas
enquanto outros são restritos
pra se alcançar algum afago
para o próprio espírito.
Em todo caso,todas em pouco tempo são apagadas pelas águasdo mar,
mas deixam marcas permanentes
na alma, nas histórias de vida
que é temporária, regalos ricos
para se guardar na mente
e quando forem acessados,
deixarão o coração aquecido
muito provavelmente.
Nestas ocasiões singulares,
expressamos nossos sorrisos
mais autênticos, tomamos doses
de felicidades, damos abraços
mais acolhedores
até os beijos têm mais sabor,
assim, esquecemos por alguns instantesdas adversidades,
por isso que a efemeridade
tem tanto valor.
Graças a Deus, as lindas memórias são constituídas pela soma
das brevidades que forem vividas
no agora com bastante intensidade
para caso venha a vontade de voltar,
possa haver mais do que saudades,
portanto, é preciso saber somar.
Em certa noite tranquila, daquelas que se guarda felizmente na memória, estive na praia na companhia da solidão até que as águas do mar tocaram os pés e uma sensação confortante foi tomando conta como se um amor divino tivesse tocado a minha alma.
Pouco tempo depois, a solidão incomodada, despediu-se e a solitude decidiu ficar abrigada ao meu lado, foi um momento de equilíbrio bastante memorável por ter sido naquela noite, tudo que eu precisava, um bem permanente mesmo vindo de um instante temporário.
Quando a simplicidade deixa marcas na mente, estas serão transformadas em portas que poderão ser abertas usando a chave da lembrança sempre a esperança estiver pouco presente, graças a Deus, isso faz parte da força de um ser resiliente.
Aos meus olhos, graças ao Senhor,
a praia é um lugar precioso, simplesmente cativante por causar um impacto bastante peculiar, gerando uma renovação plena
bastando passar pelo menos uma tarde por lá para se ter uma ocasião rara e intensa.
O corpo ao ser banhado pelo mar,
sente-se revitalizado, quando se deixa pegadas na areia, a mente pode encontrar a calma, a alma consegue se renovar apenas contemplando o lindo cenário, assim, vem uma sensação completa de equilíbrio,
algo tão preciso e escasso.
Diante deste bem profusamente imersivo, fica evidente que é fruto de um poder amável e divino que restaura forças, afugenta desesperanças, inibe conflitos, onde o amor é uma constância, que possui a chave do paraíso.
Sentado na areia da praia, admirando o horizonte pintado pelo pôr-do-sol, ouço uma música hipnotizante numa forte emoção crescente, afinada intensamente com o amor tal como o canto atraente de uma linda sereia e a agitação presente nas ondas do mar, um resplendor que incendeia o espírito com o calor ardente de um legítimo amar.
Cenário incrível, inevitavelmente, renovador, pedaço de paraíso fascinante com uma beleza grandiosa por toda parte, muito tranquilo, causando uma emoção diferente a cada instante, permitindo belos sorrisos de felicidade, olhares radiantes e suspiros de liberdade num ritmo cativante que propaga a vitalidade com ímpeto incessante.
Lugar muito apaixonante de fato, mágico com a sua capacidade de transformar por intermédio da riqueza da sua simplicidade que é notável e bastante singular, do que se vê e daquilo que se ouve, portanto, não tem como não perceber que é resultado do poder divino em uma satisfação que envolve e deixa o ânimo profusamente vivo.
Contemplação privilegiada de uma arte majestosa que está exposta na areia da praia defronte a belas águas cristalinas, as ondas do mar com as curvas provocantes do teu corpo, duas formas distintas de vividade, porém, ambas com ondulações graciosas e muita expressividade.
Escultura instigante, criada a partir de uma sapiência divina, considerando os teus detalhes profusamente precisos que dispõem de uma graciosidade abundante e muito calorosa que denota o amor flamejante do teu espírito, decerto, uma inspiração exultante personificada com afinco.
Contemplar-te evidentemente é o mínimo que pode ser feito e palavras não são suficientes para demonstrar-te um zelo forte e verdadeiro, mas por enquanto, o que eu posso é oferecer-te estes versos simples e sinceros que enaltecem a tua existência neste marcante e valoroso momento.
RIO DE ALEGRIAS E LÁGRIMAS
Não sei se Rio ou se choro
Queria rir e passear nas lindas praias
Dessa cidade maravilhosa,
Mas é tudo prosa.
Só ouço dizer de barulhos de tiros,
Que vem de encontro com a vida;
Para abreviarem vidas inocentes
Mais uma bala perdida?
Essas coisas que me revoltam
Fazem-me perder o sono,
A bala pode até ser perdida
Mas o disparo tem dono.
Ouvi um transeunte carioca dizendo
Que o paraíso no Rio é para poucos;
Mas se há choro e dor até no paraíso
Então estamos ficando loucos.
Rio, não sei se ainda quero rir,
Se o que acontece hoje no Rio
É de se fazer chorar,
Corrupção e mau uso do dinheiro público
Que fez o Estado quebrar.
Quantos morrendo na saúde
Quantos sem creche, sem escola, nem educação;
E o salário do servidor público que abandonado
Tá pedindo extrema-unção.
A polícia sem recursos, má preparada
Com alguns aliados ao mundo do crime
Preferem não fazer nada;
Pois sabem que a organização criminosa é organizada
Melhor ficar de boca fechada.
Dizem que a voz do povo é a voz de Deus
- Mas tenho certeza, não é! -
Pois Deus sabe muito bem o que faz,
E nós escolhedores de nossos líderes e representantes
Ainda preferimos a Barrabás.
A poesia já está terminando,
Tenho algo a acrescentar
Rio, porque o Rio de janeiro a dezembro continua lindo
Está no mesmo lugar.
O Cristo de braços abertos
Para lhe abençoar,
A culpa é dos maus políticos
Que fazem pessoas do Rio chorar.
Esse ano tem eleição,
- Muito cuidado!!!!! - Como você vai votar;
O voto leva apenas alguns minutos
Se errado, são quatro anos para chorar.
"A nossa importância é tão qual um grão de areia ante todas as praias de todos os mundos, mas infelizmente a humanidade foi doutrinada ao primitivismo e adoção de crenças para ter muletas, para ante sua estagnação e incapacidade de pensar e andar com as próprias pernas, busca sempre algo que a console por sua total falta de discernir sobre a própria existência, alguns religiosos são prepotentes por não enxergarem um palmo além do que lhes foi doutrinado a acreditar, o ser humano é evolutivo, a evolução, a capacidade de filosofar e questionar é nata, mas nem todos desfrutam desse prisma."
(Mário Luíz)
Na praia dourada, ao pôr do sol tão belo,
Encontrei teus olhos, garota de cabelos de anelo.
O mar, testemunha dos amores e paixão,
Sussurra segredos, uma doce canção.
Loira como os raios do sol a brilhar,
Teu encanto, garota, não posso negar.
Teu sorriso é como o sol beijando o mar,
Ilumina a minha alma, me faz suspirar.
Seria melhor a gente se afastar? Eu diria, mas não é isso que quero acreditar.
O que seria isso então, eu diria. Amores de verão.
E porquê não fazer disso uma bela canção?
Prometo cantá-la por toda nossa geração.
Balneário Gaivota
Por obra do destino
entre praias e lagoas,
nasceste irmanada
com a linda Sombrio,
e por ti sou encantada.
És onde meu coração
e a razão encontram
todos os motivos para
viver em celebração
neste poético torrão.
Balneário Gaivota,
és aquarela divina
pintada pelas mãos
do nosso Criador,
a tua Natureza
é puro esplendor.
Balneário Gaivota,
te amo dia após dia,
te amo mês após mês,
sigo trotando firme
com o meu alazão
e rezando por toda a Nação
na Cavalgada de Santos Reis.
Bombinhas Soberana
Soberana de praias
tão magníficas,
Coberta de raro
manto restinga,
Suave mística
a me aconchegar,
Vou por onde
em ti o vento levar.
Amo a tua gente
corajosa do mar,
na ginga das ondas
encontro o rimar,
Caí como peixe
você quando me
capturou na tua rede.
Bombinhas preciosa,
Tu és mais linda
do que imagina,
Bombinhas amorosa
é poesia e o amor
para toda a minha vida.
Hoje fui caminhar na praia,
Saí em busca dos teus olhos,
- lindos olhos cor de (a)mar,
Bastou as ondas para lembrar
Do teu jeito de me desalinhar.
Deste teu jeito de fotografar,
Em letras registrar,
- esse poema
Sobre a mesa de trabalho,
Estou a inundar-te...,
- tal como um estuário
Sou eu a te assanhar...
Eu na praia, e você aí,
Sobre a mesa de trabalho,
Eu sou o teu verso ordinário,
E também o teu verso oratório;
O teu desejo longe de ser transitório.
Como num transe que não tem explicação,
Eu caminhei até a praia,
Só para ver se eu ganharia
o teu sorriso,
Como uma divina moção,
Mas você lá não estava,
Lembrei-me do tempo,
que eu era a tua amada.
Graciosamente o mar marulhava,
- todo formoso ele cantava
Uma linda canção que me tocava,
Dos pés ao último fio de cabelo,
Lembrei-me da época que não tínhamos
- nenhum segredo -
E o medo do escuro
era uma doce desculpa,
Para pular no teu colo
- o meu grande enredo.-
No ápice do inexplicável transe,
Que só reforçou a lembrança,
- do nosso lance
Vi um jovem casal de namorados,
Os dois atravessando a duna,
Recordaram que nunca deixei de ser completamente tua.
Hoje eu fui até a praia,
Catar conchas para você,
Ninguém precisa saber,
O mar gentil bramia,
Mansa a tarde caía,
O sol se recolhia,
Por detrás das dunas,
Ideias leves como plumas,
Repletas de beijos de luz,
A sereia e as ternuras,
Endereçadas à você,
Recolhendo conchas,
Para outra vez te ver,
Deixei a praia me dominar,
Guardei as conchas no corpo,
Mergulhei em mim e no mar.
O amor é um oceano,
Temos que desvendar,
Todos devem sonhar,
E ter alguém para amar.
Quase devolvida ao mar,
Resolvi regressar,
Para te rever, e nos resgatar;
E nunca mais olvidar...,
Iniciei a oração,
O céu se abriu admirado,
Com tanta devoção,
Em tom lavanda e com nuvens róseas,
Ele floriu como um jardim de rosas,
Repletas de místicas flóreas,
Um celestial jardim de rosas místicas,
- suspensas em pleno ar
Numa explosão de beleza sem igual,
Ouvi um concerto angelical,
Surgiu um arco-íris dando um sinal,
Que o nosso amor jamais terá final.
Até uma pétala vira mar
Com o tamanho do amor,
Nem na Praia de Tambaú
Navega-se sozinho...
Dá para ver lá da vista
Do Picãozinho,
Quando se trata de amor
Não se deve amar sozinho.
O vento abanando a minha
saia de renda,
Nasci prenda com alma de
Paraíba,
Carinhosa e arretada
Como uma boa nordestina,
Sou o Rio São Francisco
Se encontrando com o mar.
Água de coco, água de beber,
Assim é o nosso querer;
Não vamos nos perder,
Águas de cheiro a se reencontrar,
O amor sempre irá se renovar,
Nos vejo lá da vista do Picãozinho
Esperando o sol raiar...
Flamingo na beira da praia
enfeitando o nosso olhar,
Você tem tudo de oceano
que eu quero me inundar.
Cada movimento seu diurno
ou noturno sempre agradeço
só ao Senhor do destino para quem
sabe receber o amor que merecido.
Porque a sua linda existência
sempre pedi ao Bom Deus,
e distante dela nunca me perdi.
Por isso sempre em várias
amorosas cenas nos recrio,
porque sei que o amor está escrito.
Amo você como se ama
Florianópolis com todas
as praias, ilhas e pontas,
e ainda não se deste conta.
A cada alvorada matutina
ou vespertina em companhia
de toda a poesia reunida
caminho e escrevo rotas.
Assumi ser a personificação
de todas as estações
do ano todo em adoração.
Ilhas e continente em qualquer
direção para onde quer
que o vento leve o seu coração.
A Ilha Feia não tem praia
e não deixa de ser menos
bela por ser coberta
de Mata Atlântica plena
Não tens a metade dela
e julga o próximo segundo
a sua própria imaginação
em nome da destruição
Ser como a ilha é ambição
daquele que tem a ciência
de eleger a rota de renovação
Por isso opto ir de acordo
com a minha intuição
e para alguns casos a silenciação.
Liberar a nossa determinação
nas correntes até a Praia de Itaguaçu,
Deixar os impulsos do coração
navegáveis em São Francisco do Sul.
Colocar os nossos pés em terra
firme e não nos dar nenhum limite,
Voltar amar de novo mesmo
que nos digam que é impossível.
De última em última dança
o voto, o romance e a chama,
como quem flerta pela primeira vez.
E assim deixar que o brilho
do nosso olhar não se apague
para que tudo em nós seja novidade.
Mãe Terra
Eu estava andando na praia, num dia de inverno...
Olhando para baixo
eu vi a onda levar uma pena à areia.
Era uma pena de gaivota manchada de óleo
Eu a peguei...
E senti a pena escura e lisa com os meus dedos.
Fiquei pensando....Se o pássaro havia sobrevivido.
Será que estava tudo bem lá?
Eu sabia que não.
Fiquei triste ao pensar sobre como tratamos mal nossa casa.
A Terra que todos nós dividimos
não é apenas uma pedra flutuante no espaço...
Mas...Um ser vivo!
Ela se importa com a gente.
E merece nossa importância de volta.
Temos tratado a mãe Terra
do mesmo jeito, que algumas pessoas tratam
um apartamento de aluguel.
Apenas o jogam no lixo, e se mudam.
Mas...não há lugar para se mudar agora.
Nós trouxemos nosso lixo, nossas guerras e nosso racismo
para todas as partes do mundo.
Precisamos começar a limpá-la.
E isto significa limpar nossos corações
e nossas mentes primeiro.
Porque eles nos levam a envenenar nosso querido planeta.
Quanto mais cedo mudarmos,
Mais fácil será sentirmos o amor pela Mãe Terra,
E o amor que ela livremente nos dá.
