Texto de Duplo Sentido
Sem sentido…
Hoje foi um dia bem atípico, acordei com uma sensação de morte, não que eu saiba ao certo como é essa sensação, afinal, eu nunca morri.
Mas, tinha algo de errado, meu corpo falava através das dores, eu ignorava e caminhava a enfrentar meus medos e construir algo para o “futuro”.
Não sei ao certo, mas, as dores aumentavam e eu num gritar de socorro me prendia aos cacos que ainda me restam.
As lutas de sempre estavam ali, mas, como Lei de Murphy não falha, havia de piorar.
Anoiteceu e eu me dei conta de como tem sido minha vida, minhas lutas, sim, minhas lutas, eu sozinho choro, eu sozinho resolvo meus dilemas, eu sozinho grito desesperado, eu me viro em ser alguém do servir, servir apenas de encosto.
Daí a pergunta, não é verdade que diz o ditado que melhor só do que mal acompanhado!
Eu não tenho muitas escolhas, minhas decisões me trouxeram até aqui, aí recorro a canção de Chico Buarque e Edu Lobo “A história de Lily Braun”… E lembro das estrofes:
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais “X”
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz…
Aí você deve está se perguntando “que porra esse doido quer dizer?”… Talvez nada, depende do entendimento, talvez tudo, depende do entendimento.
Carta
Já pensou como as coisas acontecem em nossas vidas?
Muitas vezes não fazem sentido no momento, mas, com o passar do tempo, tudo fica mais claro. As peças se encaixam, e muitas vezes até percebemos que tudo teve um propósito.
É incrível a capacidade que temos de nos adaptar, de seguir em frente buscando alternativas, sempre na tentativa de alcançar a “tal” felicidade... mesmo sem saber, ao certo, o que é ser feliz.
Você já se perguntou o que é, de fato, a felicidade? Já se sentiu realmente feliz?
Às vezes, encontramos um amor que, por algum motivo, não dá certo. Mas o sentimento não desaparece. Ele pode até adormecer em nosso peito, mas, de repente, do nada, uma música ou um lugar nos traz de volta aquela pessoa, como se fosse ontem.
E então me pergunto: será que ser feliz é estar ao lado de quem amamos, mesmo que seja preciso abrir mão de tantas coisas? Será que é aceitar as diferenças, mesmo quando parecem nos afastar?
Eu talvez jamais saiba a resposta... O que me resta é seguir em frente, sempre buscando a tal felicidade.
Com carinho,
Seu chato
O que se deseja plantar hoje para colher no futuro
Nunca é tarde para buscar o que faz sentido para cada um. Às vezes, surge a sensação de que tudo precisa acontecer de imediato: viver agora, ser aprovado agora, conquistar aquele lugar na faculdade ou escolher o curso “certo”. Mas cada pessoa tem o seu próprio ritmo, o seu tempo e o seu caminho.
A vida não é uma linha reta nem uma competição. É um processo de descobertas, de tentativas e de aprendizados. Estar nessa fase cheia de incertezas e desafios não significa que tudo precise estar resolvido neste momento. Mesmo que algo não saia como o esperado, sempre existem novas possibilidades de recomeço.
Assim como uma semente precisa ser cuidada, regada e nutrida para florescer, também é preciso paciência e cuidado para crescer. O importante é preparar o terreno interno: cultivar a autoconfiança, o amor-próprio e o respeito pela própria história.
Cada pessoa tem potencial e oportunidades únicas, mesmo que às vezes pareçam pequenas. Confiar em si, na própria trajetória e na capacidade de transformar experiências em aprendizado é um passo essencial para o florescimento pessoal.
Acreditar em si é o primeiro gesto para colher um futuro que tenha a ver com quem se é de verdade.
Nós decidimos
Qual o sentido em viver um relacionamento se for pra pensar no seu fim, principalmente sabendo o motivo pelo qual se iniciou.
Tá certo que às vezes é necessário ter o pé no chão, viver um dia de cada vez. Mas, é errado sonhar e fazer planos para um futuro ao lado de uma pessoa?
Um relacionamento é uma construção, exige tempo, dedicação, cumplicidade, companheirismo e principalmente de amor, que é a sua essência.
Outro ponto importante é a transparência, ou seja, ser quem você é e ser aceito pelo próximo. É natural que no início você se mostre alguém maravilhoso que esbanja qualidades, e também é natural que com o tempo seus defeitos vão surgindo gradativamente.
Isso faz parte do "conhecer o outro", e é nesses momentos que o amor e companheirismo devem se sobressair. Não compensa mascarar desejos e características pessoais, você antes de mais nada deve ter autoconhecimento; deve ser sincero consigo e com quem está ao seu lado. Isso se chama autenticidade.
Todas essas observações são feitas a partir de uma experiência pessoal. Não posso adotar uma visão universal acerca de relações afetivas, tendo em vista que o nosso relacionamento tem uma história única e diferente do comum.
São tantos momentos pra recordar sobre um relacionamento, que, talvez tenha faltado acima de tudo o caráter de “amizade”... É tão difícil lembrar dos nossos sonhos interrompidos e imaginar o que ainda estaria por vir.
Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e nunca fim.
O despertar para vida, a clareza que faz sentido, o equilíbrio nas emoções.
O amor enriquecedor, a abundância do que é bom.
A cada novo amanhecer uma oportunidade de fazer diferente, são suas escolhas que definem o amanhã desejado.
O hoje um presente de Deus para você, um abraço sincero de luz e esperança,
Que a vida te proporcione o melhor
Que a alegria seja uma constância
Que pessoas boas façam parte desse seu caminho e que você possa brilhar no palco da vida.
Seja o ator principal, não um mero coadjuvante,
Escreva seu roteiro, conte a sua história,
Islene Souza
Barulho do Silêncio
Em meio ao silêncio, me perco a pensar:
Qual é o sentido de seguir, de continuar?
Frustração, raiva, medo tudo me invade,
Sou nau à deriva, afogado na saudade.
Caminho entre cacos, tentando me juntar,
Mas cada passo corta, me faz sangrar.
Você não entende: estou em pedaços,
Procuro por mim entre escombros e traços.
Voltei mil vezes àquela mesma cena,
Revivendo a dor, essa ferida pequena,
Que virou abismo, desespero, tormento,
Chorei por sentir-me fraco, sem qualquer alento.
Pra você, sou ridículo. Repetitivo, talvez.
Pra você, nada disso tem qualquer vez.
Mas e eu? O que sou no teu olhar?
Um espectro, um fantasma, a sombra a vagar?
Não quero te cobrar, nem mesmo acusar.
Só quero existir, sem ter que explicar.
Fechado em meu quarto, sufoco em pensamento,
No fundo do peito ecoa o barulho do silêncio...
Silêncio que grita, que arde, que mata.
Silêncio que esmaga, que nunca se afasta.
Dentro de mim, um grito preso e sem voz,
Um pedido de ajuda que não chega até nós.
Te amo mas prefiro não ceder !
Adeus...
Quando o seu sexto sentido fizer o seu coração pulsar, pare... respire... e escute o que ele quer dizer.
Muitas vezes ignoramos o que devemos refletir sobre o que você está vivendo ou com quem está vivendo: é bom para você ou só para o outro lado?
Ouça mais a voz da sua intuição e não se deixe levar pelas batidas do seu coração.
Van Escher
A ponte está vazia neste sentido,
não espero que você vá comigo caminhar.
O silêncio pesa sobre os meus passos,
e o tempo só vai me alcançar
se eu parar de andar.
Cada passo desenha um caminho
feito de lembranças e solidão.
Se a ponte não me chama ao encontro,
sigo eu, com a própria mão,
desenhando rumo e direção.
Não há pressa, não há chegada,
apenas o movimento a me guiar.
Mesmo só, sigo a caminhada,
pois só assim o tempo vou domar:
andando, livre, sem parar.
Estar em paz com o Criador é a essência da vida.
É o que dá sentido ao existir, é o que sustenta o coração em meio às tempestades.
No entanto, muitos se perdem em ilusões, buscando vantagens passageiras, esquecendo que nenhum benefício terreno pode substituir a comunhão com Deus.
Sem Ele, não há paz verdadeira, não há propósito duradouro, não há eternidade.
A vida só encontra plenitude quando se rende ao Criador, pois fora Dele tudo é vazio.
'MISTURA INVULGAR...'
Não traço acepções olhando para o horizonte,o infinito apaga o sentido, e não se edifico.Delineei quimeras com estrelas e luas pálidas,eis o que me resta: um vulto, uma silhueta oblíqua.Contorço-me em viagens por veredas nunca feitos,rumo ao desconhecido, desfazendo em meu peito sinônimos, anônimo, sem nome, mas, minha trilha prossegue...
A pele é feita de sombras de espectadores,minha voz, o sussurro de antigos labores.Ninguém vê a fractura, o paradoxo visceral, opalco é minha cela, a plateia meu juiz,sou a cortina de amalgama, o gesto teatral.Invulgar como um cometa que caiu e não se extinguiu. Na terra fria e negra, um novo sol fabriquei.Sou mistura de abismo e de voo rasante...
O palco é minha cela, a plateia meu juiz,apresento o sorriso que nunca foi feliz.Cada ato é um naufrágio coreografado com arte,cada aplauso, um epitáfio que me rasga em parte.Sou o contorcionista da própria alma esfacelada,a procura de um centro na rotação desvairada.O desconhecido é meu único lar conhecido...
Anônimo na multitude, um rosto sem moldura,carrego o peso leve de uma existência à toa.Por trás da maquiagem, há um menino assustado,por trás do espetáculo, um silêncio sagrado.E o show precisa seguir, é imperativo e urgente,ainda que o actor principal esteja ausente.
Sempre em cartaz, a peça que não tem roteiro...
Nome raro, flor de estufa, rara írisnavegando em alto mar.Desenhei aspirações com fios de alquitarras,
e delas fiz névoa, labirinto, obelisco.Não sou o que percebem, sou o que não dizem,o vazio que habita no coração da risada. Aprópria procura que se nega na busca...
E assim se desdobra minha existência, entrelaçada,uma moeda de duas faces sempre jogada ao mar.O anônimo esplêndido, a mistura invulgar,a dança solitária que ninguém pode parar.O espetáculo que está sempre, sempre em cartaz,mesmo quando o teatro arde em chamas de paz.E no silêncio final, ecoa o verso: 'mistura invulgar'...
--- Risomar Sírley da Silva ---
✍️Criei filhos livres, no sentido de liberdade e respeito individuais, dessa forma, jamais se uniram nem unirão a companheiras tiranas ou serviçais de interesses. A união será sempre com mulheres livres dentro do contexto de responsabilidades que impliquem o respeito pela sua própria individualidade com ênfase as futuras gerações de pessoas cada vez mais cientes do sentido da individuação.
🫶❤️💕💕☮️🕉️
Amor, que aquece o coração e traz um sentido bom pra vida.
Reciprocidade, onde os sentimentos são compartilhados por igual. Onde quando um transborda, os dois transbordam.
Companheirismo, onde a parceria é o ideal.
Amizade, quando a companhia é necessária e se faz presente.
É o amor que une corações, transborda alegria, compartilha carinho e afeto. Quando a parceria é fundamental.
Que todo o amor seja lindo, duradouro e verdadeiro. E que seja feliz por inteiro.
Feliz dia dos Namorados!
NOVOS PÉS
Esfriei o teu canto nas minhas entranhas,
Pois perdeste o sentido no meu sentimento,
Foi um vento sutil que me arejou pra vida
E limpou este pátio para um novo ciclo...
Não insista que pense numa reciclagem,
Relação como a nossa nem é sustentável,
Desmatamos demais o nosso fundo ambiente;
Fomos algo intragável para qualquer tempo...
Resolvi declarar esta vaga em aberto,
Sem cair nas lacunas que já me fecharam;
Vou a busca do incerto; não quero remakes...
Joguei fora o café que não vou requentar,
Quero ter sob o mapa ou a planta do pé,
A leveza insondável de novas poeiras...
Não busques no acaso o teu sentido,
Nem esperes do tempo o que é teu:
O homem que caminha entorpecido
Jamais alcança o que o céu prometeu.
Se o mundo te empurrar ao precipício,
Faz do vácuo o impulso pra voar;
A vida exige o suor do sacrifício
De quem tem o destino a dominar.
No amor, não sejas metade ou prisioneiro,
Seja o fogo que aquece e não consome,
O porto firme, o abraço verdadeiro.
Pois no fim, quando a carne se consome,
Fica o rastro do espírito guerreiro
E a honra de quem deu brilho ao próprio nome.
Quando o Ser se Torna Silêncio
Chega um ponto em que o barulho do mundo já não faz sentido.
Tudo começa a soar igual, pesado, distante.
Então vem o cansaço, e junto dele a vontade de parar, respirar e simplesmente existir por um instante sem ter que provar nada.
É nessa pausa que algo em nós desperta.
Não é um pensamento novo, é uma lembrança antiga — a de que estar vivo é, antes de tudo, sentir.
Quando o som lá fora se apaga, a gente começa a ouvir o que sempre esteve dentro.
Sem pressa, sem pressão, as coisas se ajeitam.
A vida mostra que o que realmente importa nunca esteve perdido, só coberto pelo ruído das urgências que criamos.
O poder que ignora limites termina por destruir quem o usa.
O saber que se recusa a duvidar acaba se fechando em si mesmo.
E o amor que quer prender o outro se transforma em controle.
Nada que nasce do medo dura.
O que é leve atravessa o tempo, o que é sincero permanece.
A sabedoria não chega por esforço, ela aparece quando paramos de lutar contra a vida.
Ela vem no silêncio, quando o coração entende o que a razão não alcança.
Não é algo que se aprende, é algo que se reconhece — um saber que já estava ali, esperando calma para se revelar.
Às vezes, tudo desaba.
E a gente acha que acabou.
Mas não acabou.
Foi só o jeito da vida mostrar que há outro caminho.
O caos não vem punir, vem mudar o rumo.
A queda não é derrota, é movimento.
A gente vive entre o sentir e o compreender.
Entre o que o mundo mostra e o que o coração traduz.
Quando o olhar se acalma, o mundo muda de cor.
Quando o gesto é honesto, o tempo parece mais gentil.
Ser forte não é resistir a tudo, é saber entender quando é hora de soltar.
E quem continua bom mesmo depois de se ferir já entendeu o que é amar de verdade.
Não é preciso prometer nada nem planejar demais.
O agora basta.
Quem está inteiro no presente não teme o que vem.
Porque tudo o que muda, muda para ensinar.
O futuro não depende de crença, depende de consciência.
De gente que saiba ouvir antes de reagir, sentir antes de julgar, viver antes de explicar.
Quando o ser se torna simples, o mundo fica mais claro.
Nada precisa ser vencido quando é compreendido.
Tudo o que buscavas sempre esteve aí,
esperando o momento em que parasses de correr.
A sabedoria não é conquista, é retorno.
E o silêncio — esse mesmo que agora te abraça —
é o lugar de onde nunca saíste.
Amizade não mora no perto.
Mora no sentido.
Há amizades que o tempo não visita todos os dias,
mas quando chega, encontra tudo intacto.
Como se nada tivesse passado.
Como se a alma tivesse esperado.
A distância ensina.
Ela tira o corpo do caminho
para que o afeto aprenda a caminhar sozinho.
E quando a amizade é verdadeira,
ela não enfraquece —
ela amadurece.
O tempo não leva quem é real.
Ele só filtra.
Deixa ir o que era presença vazia
e mantém o que era laço profundo.
Amizade é reconhecer o outro
mesmo quando a vida muda o cenário.
É saber que o silêncio não é ausência,
é apenas vida acontecendo.
Algumas pessoas não estão mais na rotina,
mas continuam no significado.
E isso basta.
Porque amizade de verdade
não precisa de constância diária,
precisa de verdade.
Ela é mulher ousada,
ordinária no sentido de não caber em moldes,
extrovertida como quem ri alto da vida,
vulgar apenas para quem não entende liberdade.
Maravilhosa no caos que carrega,
louca no jeito de ser inteira,
depravada no olhar que desafia convenções,
criatura desbravadora de desejos e caminhos.
Ela não pede permissão para existir,
invade, transforma, deixa marcas.
É presença que bagunça a ordem,
é intensidade que não sabe ser pouco.
Gostosura total na minha vida,
não de corpo apenas,
mas de alma quente,
de energia viva,
de verdade sem filtro.
Ela é excesso.
E eu, confesso,
aprendi que viver de verdade
é não ter medo desse excesso.
Pra viver a felicidade.
Tem momentos que a hipocrisia de existir é procurar um sentido grandioso em coisas minúsculas.
Ter um pensamento apenas de olhar para uma folha que cai de uma árvore, qualquer árvore e falamos que essa folha especificamente dessa árvore, é a folha do divino, talvez seja, talvez não, mas a maior das incertezas é um inferno saber que a milhões de incertezas sobre si sobre o mundo e sobre essa "folha" totalmente inexistente, apenas está sobre nossas cabeças como palavras com significados "grandiosos" sendo que a maior grandeza é o pensar sem haver uma consequência de enlouquecer...
“Amor: o sentido da vida”
Hoje, ao acordar, percebi que chovia muito ainda, e senti aquele desejo enorme de continuar na cama, então me lembrei da quantidade de coisas que eu tinha para fazer, me espreguicei, fui até a janela fazer minha oração e agradecer pela chuva, molhando as plantas e refrescando a terra, no mesmo momento lembrei da quantidade de pessoas e animais sem abrigo, sem um lar para se abrigar da chuva e do frio, isso dói, pois sentir gratidão em está protegida e confortável, me trouxe um sentimento de culpa e ao mesmo tempo, impotência, lembrei dos garotos que assassinaram um cão indefeso por pura maldade, não sei porque esse pensamento veio, pois orei muito antes de dormir para que o meu sentimento de ódio não tomasse conta do meu sono e me trouxesse mais pensamentos ruins e energias ruins. Deus me acalmou, dormir bem e acordei bem, mas isso não saiu da minha cabeça. No mesmo momento lembrei da minha leitura da semana; “Amor: O sentido da vida” Amar apesar de tudo. De Léo Buscáglia. Nesse livro tem diversas passagens, em que o autor enfatiza por que amar acima de tudo, por que seguir o que jesus nos ensinou. Isso me deu um pouco de conforto, porém continuei a olhar a chuva e os meus pensamentos e questionamentos não cessaram, então peguei o livro de Buscáglia e abri o livro aleatório para buscar um texto de luz, isso foi como um remédio para a dor, pois o texto dizia assim:
“Cada uma ama como pode e sabe. Para amar, é preciso decidir e disponibilizar-se. É preciso não ter medo do amor. Amar o diferente é também necessário, pois por sermos autênticos, somos os diferentes que os outros terão que amar. Ame o igual e o diferente, e a grande diferença será mais amor.”
Esse pequeno texto me acalmou, porém não tirou a minha revolta, apenas me fez lembrar que estamos aqui na terra para evoluir, me lembrou que vivemos em um mundo de provas e expiações, nada e ninguém será perfeito enquanto aqui habitar, porém podemos tentar viver bem e não fazer o mal, deixar que o mal por si só se condena, se dissipa, é difícil amar acima de tudo, más não é impossível, venceremos essa “prova”. Ou tentaremos nessa vida, se não conseguirmos, voltamos e começamos de novo.
Um dia de Luz para você!
Desde as mais antigas tradições espirituais, o ser humano interroga-se acerca do sentido último da existência, da natureza da vida e do mistério da morte. Em diferentes épocas e civilizações, essa inquietação assumiu formas variadas, mas sempre convergiu para um mesmo ponto: a tensão permanente entre o apego ao transitório e a busca pelo eterno.
Nos Vedas, encontra-se a emblemática narrativa de Nachiketa, que se dirige a Yama, o senhor da morte, para solicitar-lhe a imortalidade. Diante do pedido, Yama recusa-se a concedê-la, explicando-lhe que a mortalidade constitui parte essencial do ciclo da existência. A verdadeira imortalidade, ensina-lhe, não se alcança pelo prazer sensível, mas pela compreensão do verdadeiro ser. A libertação, nesse horizonte, nasce do autoconhecimento e da superação das ilusões do mundo fenomênico.
Em perspectiva análoga, o budismo apresenta, no Tripitaka, a parábola da jovem tecelã que pede a Sidarta, já iluminado como Buda, que distribua sabedoria a todos. Em resposta, ele ordena que vá à aldeia e interrogue os habitantes acerca de seus desejos. Ao retornar, ela relata pedidos de riqueza, saúde e poder, mas nenhum pedido por sabedoria. “Como posso oferecer aquilo que não desejam?”, indaga o Buda. A lição é clara: o homem, cativo de suas inclinações imediatas, ignora frequentemente aquilo que lhe é essencial.
No cristianismo, os evangelhos narram o encontro de Jesus com o jovem rico, que lhe pergunta sobre o caminho para a vida eterna. Após afirmar cumprir os mandamentos, o jovem ouve a exigência decisiva: vender seus bens e distribuí-los aos pobres. Incapaz de desapegar-se de suas posses, afasta-se entristecido. A salvação, aqui, não é negada, mas condicionada à renúncia e à liberdade interior.
Essas três narrativas, oriundas de contextos culturais e históricos distintos, convergem para uma mesma verdade antropológica: o ser humano deseja aquilo que não compreende plenamente e apega-se àquilo que o impede de transcender. Busca o conforto do imediato e teme o risco da transformação interior. Prefere o perecível ao eterno, o seguro ao verdadeiro, o visível ao essencial.
Desejamos, assim, o que não entendemos. Esquecemos o que precisamos abandonar. Lutamos pelo transitório, mesmo sabendo de sua fragilidade. Sustentamos o insustentável, por receio de perder aquilo que julgamos ser nosso. E, quando o sacrifício se impõe como condição para a plenitude, ainda assim hesitamos, adiamos e recuamos.
Talvez resida aí o drama fundamental da existência humana: saber, em algum nível, que a vida autêntica exige renúncia, mas não possuir, muitas vezes, a coragem de realizá-la. Entre o chamado da transcendência e o peso do apego, movemo-nos em permanente ambiguidade. E é nesse espaço de tensão que se decide, silenciosamente, o destino espiritual de cada indivíduo.
