Texto de Amor Ensinamentos de Vida
FIM OU RECOMEÇO
Com a vida em dia,
o gato alimentado,
a cama desfeita
e a mente vazia,
tudo parece no lugar,
acordar mais um dia,
inflar o peito,
e ascender às estrelas,
certo de que cumpri
minha obrigação,
como missão sadia,
viver uma existência
convicto de que tudo vale a pena
se fiz por amor
assim correto fiz,
a vida, supostamente
chegou ao seu final,
assim o homem segue
seu curso, estendendo
a mão ao seu melhor
amigo, farto de saber
que quem reinar aqui
não é o homem
é o animal.
Nos iludimos facilmente, a ponto de nos achar importantes para a preservação da vida no planeta e para expansão do universo, com suas incontáveis galáxias.
Poeira cósmica bailando no caos, mas a presunção da frágil inteligência nos engano, sobretudo com o amparo supra divino da metafísica e do ideal de eternidade.
Soneto ao vinho
Entre os espinhos dessa vida agreste
O vinho nos conforta a dor do peito
Um cálice, um brinde ao amor celeste
Que acalma e nos traz paz em seu deleite
Em nosso ninho, aconchego e carinho
Onde o amor floresce como trigo
Em noites frias, ao som do pinho
Aconchega e aquece nosso abrigo
E assim, entre espinhos e flores
A vida segue seu curso sem temores
Ainda temos fé para amainar os dissabores
E que o vento esteja ao norte e a favor
Que em nosso ninho habite luz e calor
E que a vida seja sempre um brinde ao amor
O poeta
Seus versos carregam as dores do mundo,
a vida, a morte, a paixão, a saudade.
Sua alma é feita de sonhos profundos,
da poesia é a mais fiel amante.
Do amor e da dor, ele tira inspiração,
das flores, das estrelas, da natureza bruta.
Cria mundos imaginários, sem noção,
formando rimas, poesias, em sua conduta.
Ao encantar seus leitores, ele se renova,
renasce em cada verso, em cada estrofe.
Seus olhos brilham com o sol ou com a chuva, sua alma inspirada pela arte nunca sofre.
E assim, o poeta segue sua jornada,
no labirinto da vida sempre em busca
de palavras que possam ser combinadas,
em versos perfeitos, de beleza e luta.
Que seu legado seja eterno, imortal,
pois sua alma viva habita em cada verso.
O poeta é a voz do povo, o som vital,
que ecoa pelos séculos em universo.
Diante do absurdo da vida, nos resta
aceitar nossa fragilidade intrínseca,
como bem disse Montaigne em sua obra.
Nessa inconstância, a verdade se atrapalha.
Nossa existência é feita de incertezas,
num constante vai-e-vem que não se acalma.
Mas não se esqueça, amigo, de Epicuro,
que a morte não é nada para nós,
já que, enquanto vivos, ela não tem futuro.
Assim, devemos viver intensamente,
sem medo de que algo nos cause dano,
pois a vida é breve, mas é suficiente.
Oh, vida tão doce e tão amarga vida,
Sou um poeta, maldito, incompreendido,
Através das rimas, a dor é desmedida,
E o mundo em volta, é um fardo caído.
Charles Baudelaire me ensinou a sonhar,
Com o ópio deixa a mente a delirar,
Rimbaud mostrou o caminho da loucura,
E o café, ah, como ele desperta a ternura!
Mas o vinho é a minha droga preferida,
Ele me faz esquecer da solidão sofrida,
E acalenta a minha alma tão ferida.
Ser um poeta é uma sina, é um destino,
Com as palavras, eu navego sem tino
A minha alma transborda em verso divino.
Não espere pelo sol se por para amar,
Ou pelo outono chegar para colher,
Pois a vida é feita de prazeres raros,
Que em um descuido podem se perder.
Não hesite em dizer ao coração amado,
As palavras doces que ele quer escutar,
Pois o tempo é breve e pode ser limitado,
E numa fração de segundos pode terminar.
Não perca a chance de olhar o mundo
De sorrir para o desconhecido na rua,
De abrir seu coração para o novo amor.
Pois a vida é um sonho incerto e passageiro,
E cada dia pode ser nosso último suspiro,
Então aproveite enquanto há vigor.
O que você está construindo em sua vida.
Faça agora, sem hesitar, os sonhos que antes não se atrevia a sonhar.
Arrisque-se, crie, desafie-se,
aproveite cada momento que a vida lhe der.
Não espere que a vida passe,
ou que as oportunidades se esgotem.
Sinta cada respiração, cada batida do coração, e não deixe nada para amanhã, nem para depois.
Não deixe que o tempo fique para trás,
pois o tempo é precioso demais.
Viva, ame, crie, faça acontecer,
e faça antes que seja tarde demais.
A vida é uma teia de contradições
O bem e o mal se entrelaçam no mundo
E muitas vezes são duas condições
Que caminham juntas, não vejo outro rumo.
Há o amor, mas também a desilusão
A felicidade, mas também a dor
É como um carrossel, em movimentação
Onde a tristeza pode ser o condutor.
Há quem viva a sorrir e outros a chorar
Há quem busque a paz e outros a guerra
Mas em cada ser há um pedaço a amar.
E assim a vida segue sem parar
Com suas contradições em movimento
E nós, como espectadores, sempre a admirar
Sigo perdido, em busca de sentido,
De um propósito para minha vida,
Mas o vazio parece tão desmedido,
E a solidão é mais forte que a lida.
Não há respostas para as minhas perguntas,
Só o eco do silêncio a me responder,
E a angústia que me invade em ondas conjuntas,
De um futuro incerto e sem querer saber.
A vida é um labirinto sem saída,
Um caminho já traçado sem escolha,
E mesmo que eu tente mudar a partida,
O destino insiste em fazer sua escolha.
Talvez a verdade seja a inexistência,
E a morte a única certeza do fim,
E eu continue nessa inquietude latente,
Até que chegue a hora, e eu chegue a mim
Os versos que escrevi ficaram presos
Nas páginas dos livros que deixei
Mas antes que a vida em mim se desfez
Senti o amor que em mim sempre fez lei.
Lágrimas não rolem, não em meu nome
Nem flores nem velas nem saudades
Fui feliz, amei, fiz de ti meu nome
A poesia que o mundo jamais invade.
Leiam-me ainda, que eu estarei presente
Em cada verso, em cada rima farta
E dançarei em noites mórbidas e quentes
Em cada copo, em cada voz que me desata.
Já não importa a lápide ou o monumento
O poeta que eu fui viverá o momento.
A alma, o corpo e a mente do poeta
Que, em sua inspiração, se rende
Ao divino, à vida, à bênção completa.
A sua arte é como uma dádiva
Uma missão que ele recebeu
E com ela, cria a alma viva.
Oh, Poesia, tu és o véu que esconde
A dor, o amor e o mais profundo
Tu és o fio que liga o mundo
O mais belo e profundo abismo
Onde realidade se confunde
És a beleza que transcende
Oh, efêmera existência humana!
Tão breve é a vida tão plena de dor
Ela é frágil como uma rosa que murcha
Que fenece antes do seu esplendor
Nós somos como a areia da praia
Que vai e vem com as ondas do mar
Pois a nossa existência é passageira
E o tempo é o nosso algoz a ceifar
Mas, ainda assim, seguimos adiante
Construímos nossos sonhos com afinco
Regamos com suor cada planta, cada cante
E vamos em frente, sem desanimar
Porque sabemos que somos uma centelha
Na Vida maior, que nunca vai cessar.
A vida humana é mais breve que um sonho
Um sopro, uma brisa tão efêmera
É breve, como um caminhar medonho
Mundo cheio de escuridão e estranho
Do nada, crescemos no tempo veloz
Aprendemos a amar, grandeza e fama
A glória é curta, uma brisa estanque do oz
Alma voa, deixando para trás a montanha
Somos como móveis na roda do tempo
Enganando-nos com riqueza, poder e brilho
A verdadeira riqueza está no amor, lamento
Tolo é não vê que a vida é um trem curto
Efêmera existência humana, um mito
Ah, quem dera podesse ter mais tempo
Segue o caminho que só tu podes trilhar. As pontes que precisarás construir. E o rio da vida que terás de atravessar. Só tu és capaz de te superar e prosseguir
Não te deixes enganar pelos atalhos fáceis nem pelas falsas promessas dos semideuses, pois a tua essência é única e preciosa, e tua autonomia é o que te faz vitorioso
Segue o caminho que te leva além do rio Pois nele encontrarás a tua verdadeira essência, não importa onde ele leva ou o que nele há
O importante é que só tu podes segui-lo, e ao final da jornada, o teu coração será preenchido, pela satisfação de ter trilhado o teu próprio caminho.
Em busca de sentido
Vida frágil, infinita é busca
incessante de sentido,
Caminhos tortuosos,
destino incerto,
tudo perdido.
Em busca do mundo anterior,
Proust nos conduz,
Ao passado distante,
memórias
que nos seduz.
Mas o presente é fugaz,
um instante adormecido,
Amanhã nunca é certo,
futuro desconhecido.
A inquietude do espírito
em busca de paz,
Mas a guerra consigo
mesmo e com o mundo
é o que jaz.
Deus e o semelhante,
alvo da nossa ira,
Mas a compaixão e o amor
devem ser a nossa mira.
Tão efêmera é a vida,
tão breve é a existência,
Aproveitemos cada instante
com plena consciência.
Não busquemos respostas,
apenas vivamos intensamente,
Pois a fragilidade da vida
nos mostra o quão valioso
é cada momento presente.
Sou imortal na minha arte,
Inspirado pelos astros,
pela natureza e pela vida,
Com minhas palavras,
encontro o caminho
para a eternidade.
Meu coração pulsa,
minha mente cria,
Cada verso
uma nova história,
um novo universo,
Compondo um poema
vivo e imortal.
E mesmo que a morte bata
à minha porta,
Minha poesiacontinuará a viver,
Preenchendo corações,
iluminando mentes,
Eternamente imortal.
Na brevidade da vida, a morte leve,
Um sopro suave em nossa existência,
Como uma bola de neve que se move,
Num vai e vem que escapa à nossa ciência.
Passamos pelos dias, como o vento,
Numa dança fugaz de alegrias e dores,
E assim seguimos, num eterno movimento,
Em busca de sonhos, em busca de amores.
Mas eis que a vida foge em seu trajeto,
E a morte, silente, nos abraça enfim,
Como uma roda nos esmaga com efeito.
A cada instante, somos lembrados assim,
Que a vida é breve, o tempo é suspeito,
E devemos viver cada momento, até o fim.
Como gaivota no céu, um cometa seduz,
A bailarina se move, se solta no ar,
No palco da vida, seus passos conduz
E faz a arte sutil de se equilibrar.
Cada giro, um voo livre, um suspirar,
Seu corpo, sopro etéreo, rima dissonante,
Seus braços, a poesia de se reinventar,
Em cada salto, um verso instigante.
Seus pés tocam o chão com firme doçura,
Deslizam suaves como fina melodia,
É dança, é luz, é mar, é coragem e ternura.
Bailarina, sua beleza é arte que apraz
No palco da vida, força e candura
De um sonho que ao vento se faz.
Soneto da Vida Plena
Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê, não ouve a música do ar,
quem não encontra graça em si, se apaga,
e ao amor-próprio, deixa de amar.
Morre lentamente quem se deixa escravo
do hábito, dos mesmos trajetos, fiel,
quem não muda a marca, não arrisca o novo,
ou não conversa com um estranho, cruel.
Morre lentamente quem faz da TV um guia,
quem evita a paixão e o mundo inteiro,
e prefere a certeza, a sombra fria.
Morre lentamente quem evita o mistério,
quem se queixa do destino, o tempo é traiçoeiro,
e abandona o sonho, antes de vê-lo inteiro.
