Texto de Amor Ensinamentos de Vida
Eu penso assim a tempo de nascer, a tempo de florescer e a tempo de partir... Não somos sementes pra sempre. A vida continua e não a parada pra determinar o tempo O que existe é seguir em frente na alegria de nunca desistir. O que foi errado basta perdoar e não se lamentar o que passou não volta mais o que tem é seguir e frente... Não desanimar e prevalecer na força que te move que é o amor... O amor de Deus é impulso pra seguir em frente!
Shirlei Miriam de Souza
Ter depressão é se sentir vazio.
Ter depressão é sentir um oco no peito.
Ter depressão é se sentir amortecido.
Ter depressão é não levantar da cama.
Ter depressão é não ter vontade.
Ter depressão é se afastar do mundo.
Ter depressão é se afastar dos amigos.
Ter depressão é não fazer mais o que gostava.
Ter depressão é sentir medo.
Ter depressão é ter ansiedade.
Ter depressão é parar de se amar.
Ter depressão é não se gostar mais.
Ter depressão é não gostar mais de viver. Ter depressão é um pico de felicidade.
Ter depressão é um pico de tristeza.
Ter depressão é não entender a razão do viver.
Ter depressão é não entender a razão do seu viver.
Ter depressão é não gostar da razão do seu viver.
Ter depressão é querer se revoltar contra o mundo.
Ter depressao é não poder.
Ter depressão é estar preso na cama.
Ter depressão é não ter vontade de viver.
Ter depressão é não conseguir comer.
Ter depressão é não conseguir dormir.
Ter depressão é nem tomar banho.
Ter depressão é ter uma doença que ataca em silêncio.
Ter depressão é ter uma doença que mata lentamente.
Ter depressão é viver com medo de ser feliz.
Ter depressão é ter medo de momentos bons.
Ter depressão é não pensar.
Ter depressão é não entender.
Ter depressão é não aguentar mais.
Ter depressão é ter pensamentos horríveis.
Ter depressão é ter tristeza.
Ter depressão é não conseguir raciocinar.
Ter depressão é não conseguir sentir.
Ter depressão é provocar a dor em busca do sentimento.
Ter depressão é ter medo de ser amado.
Ter depressao é ter medo que tudo dê errado.
Ter depressão é se culpar por estragar tudo.
Ter depressão é não conseguir sair na rua.
Ter depressão é não conseguir trabalhar.
Ter depressão é ser incapaz de comprar uma blusa.
Ter depressão é hesitar de sair com seus amigos.
Ter depressão é não querer ir para escola.
Ter depressão é ouvir que você tá fazendo drama.
Ter depressão é perder o sentido de tudo. Ter depressão é desistir de tudo!
Música silente
Postas mãos...
brancas, taciturnas,
alvas feito Jasmim
na primavera...
Noturnas!
Nenhum toque de gaita,
à boca se desenhou.
Era o fim... Porque a canção se cansou.
Nenhum sopro... Nem tom.
Borboletas azuis pousam na tela,
voando dos pincéis, outrora em suas mãos,
e agora, voam pelos ares em procissão...
Tudo silente, emudeceu
A canção se cansou e dentro da gaita se recolheu.
Tristeza de criança
Criança, eu queria estar contigo nas ruas da sua infância.
Correr os campos e jardins com flores.
E dar-te os olores
que a vida te negou.
Queria trocar nossos sapatos,
talvez gostasse mais dos meus.
As minhas roupas (das sobras também), te daria.
Mentiria... Por um sorriso de quem ganha um novo presente...
E você nunca saberia que eu houvera trocado meu riso
pelo teus tristes olhos, contentes!
Fim
Faltam-me palavras para o adeus.
Eu sei... Nunca fui prioridade.
Mas sei o qto te amei.
E a cada vez se distanciando vai,
longe dos sussurros meus, pedindo que fique,
e olhe nos olhos e não se torne em saudade,
esse amor que foi só seu.
Ouça, por favor, os meus ais!
Oh, quanto me ferem os Abrolhos,
quando tenho milhas a caminhar,
chorando. Que fatalidade!
Ou então fechar a cortina para não enxergar a direção...
Se é o caminho do Sempre ou o de volta, regressando.
PRINCESA DO ACASO
Quisera eu ,
oh princesa do acaso!
Coroar-te com os mais Finos diamantes,
tua tiara enfeitada de rendas e véus
por sobre a fronte.
Quisera depois, depois,
oh realeza! deixar em tua última cama,
um nobre ramalhete de flores exuberantes,
os brancos jasmins a perfumar essa partida!
Nesse momento em que não se tem guarida...
Tudo é belo, mas triste!
É... esse dia existe:
A noiva fora encontrar seu amado,
enquanto a tudo assistimos, consternados.
Como um desenho na areia se perde ao encontro das ondas do mar, sinto - me o desenho, e o mar o teu olhar.
Quando vem a me abraçar, vejo nossas aureas dançando no luar
Quando com intensidade me beija, torço para que aquele momento eterno seja.
Oras como podes eu de novo me apaixonar ?
Como podes à uma pessoa meu coração em pedaços entregar?
Perguntas que me atormentam ao adormecer, contudo, sonho contigo e á desejo ao amanhecer.
Agora, desejo apenas o seu amor se assim posso dizer, ao seu lado feliz vamos nos fazer.
Nosso futuro vamos escrever, e aos maus olhados, vão nos ver juntos vencer.
Flores de hera
Por ti, na primavera
Caminhei na chuva
Em busca das flores de hera.
Mas sobre ti me enganei...
Tal qual a hera, que não produziu flores
Nem mesmo no fim da primavera.
Esse amor infértil
Também nunca me ofereceu nada
A não ser anoiteceres e madrugadas.
Nunca sozinho um ninho fez para sua amada.
Nem derramou pétalas sobre nossa cama desarrumada.
Porém, tal qual as flores de hera!
Nem um ramo me oferecia.
e nunca, nunca, a mim, tentou ser primavera.
Eu sou
Sou a estrela -do -mar ou o mar das estrelas....
A moça da torre, na janela vendo o domingo passar.
E quem será ela?
E o domingo passa com as donzelas
nuas nas ruas e com as feias em trajes ultrajes.
Eu sou. E o que sou nunca vais saber.
Eu sou sua gota sorvida às margens,
as margens da vida, do seu próprio morrer.
Eu sou a estrela -do- mar ou o mar das estrelas.
VOU DAR UM TEMPO
E quando eu chorar
Vou dar um tempo
Um tempo de as lágrimas
Secarem.
Mas se for inverno
E a chuva cair
E as lágrimas não fugirem
A terra vai alagar.
Pode ser que ninguém vê
Porque talvez a terra
Esteja dentro de mim, de você.
Ou que o barro seja nós!
Pode ser que alguém se afogue
Nesse barro da infinitude.
Vou dar um tempo
Quando eu chorar
E pode ser que a terra esteja
A me habitar, ou aí dentro de você.
Se eu não der meu tempo
Vou me afogar.
LINHO FINO
A poesia é um eterno bordar em linho fino.
O linho são os papeis,e a caneta a agulha
e a tinta as palavras.
E bordaremos e bordaremos...
Até que um dia alguém nos tome
a agulha e a linha e os sonhos e a inspiração.
.
Todos os dias vejo pessoas que acreditam no próprio potencial, investem em si mesmas, e acreditam ser coisas que na verdade não são.
E todos os dias, vejo pessoas que são aquilo que acreditam que nunca poderão ser.
E o mundo não se encarrega de dizer o quanto elas são incríveis.
Ele apenas as põe para baixo, e as faz acreditar que não são suficientes.
Madrugada
A noite se vai,
A madrugada cai
As pessoas se recolhem
em suas casa
As crianças deixam seus brinquedos
e adormecem cansadas
As luzes das ruas se acendem,
A cidade fica isolada
O sereno e a relva molha
O gramado da praça
Os andarilhos se agitam
num canto da praça
Eu me encontro encostada
num cantinho da janela
de minha casa
Onde vejo tudo calada
PALÁCIO AZUL-TURQUESA
Oh, palácio azul turquesa!
Quanto tempo olharei para
Os teus vitrais
Sonharei com tuas fartas mesas
de banquetes ancestrais?
Quando ouvirei ao longe, Schumann
o menino que sonhava no jardim
Eu, pianista solitário, em busca
de um olhar a tocar em mim?
E verei as meretrizes belas,
Embaixo das suas marquises?
E meus sonhos a voar
Feito pássaros nas tuas janelas!
Oh, palácio azul turquesa...
Quando pintarei os teus vitrais?
Quando sentarei a tua mesa?
Foda-se
Não ligo se a é a ou b é b, quando nasci já era assim uai
Foda-se
Não ligo se o cara lá de Brasília é esquerda ou direita uai
Foda-se
Não ligo se a Bovespa caiu ou teve alta uai
Foda-se
Não ligo se a carne é bovina ou suína uai
Foda-se
Tô vivendo, continuo comendo e a propósito não dependo de governo, nunca dependi, não votei no atual nem briguei pelo anterior e quero com todas as minhas forças desejar que política Foda-se
Sou forte, inteligente e digo mais sou independente e pra vc que depende de política, de puxar saco de quem quer que seja pra se sentir humano eu só digo uma coisa...
FODA-SE
Naquele dia, o aroma estava diferente dos demais.
O sol podia ser notado por detrás da janela,
os pássaros, o vento e tudo o que era captado pela visão não era mais visto, era apreciado!
Naquele dia as vozes eram claras e doces, a gravidade era nula e seus pés não tocavam o chão, estava elevada.
Naquele dia tudo era graça, manhã, tarde, noite... os momentos não mais passageiros, agora, imortais.
O bálsamo era pura resiliência e, antes de encontrar qualquer âmago... ela havia encontrado a sua essência, no lugar mais secreto do mundo, dentro de si.
Cada vez que o aprecio, sou tomado de tamanha inspiração.
O olhar, a voz, a presença carregada de si.
De modo que acabo mais próximo de um bem maior, que me faz transcender.
A minha inspiração vai além do outro, das coisas, do espaço, ultrapassa o tempo, minha essência e, me encontra diante do espelho.
As vezes encontramos o que se é perdido no mar,
na leitura, no caminhar das ruas, nas gravuras.
Encontramos o perdido na canção,
no toque do piano, no suor que escorre da alma,
à medida que bate o coração.
As vezes encontramos o que se é perdido em alguém,
no encontro de dois corpos, num beijo incompetente,
no luar do olhar de quem tasse bem.
Encontramos o perdido num drama,
num romance vermelho, na personagem vulgar,
na ousadia de quem se ousa a mudar.
Encontramos o nosso perdido em tanto lugar...
No entanto, não nos damos conta nessa busca hostil entre âmago e dracma,
Que o que sempre está perdido, quase sempre está em casa.
Quantos de mim se levantarão?
Quantos de mim terão os mesmos pensamentos que eu?
Quantos de mim lutarão pelo que desejo?
Quantos de mim andarão pelo que sonho?
Quantos de mim lerão o que escrevi?
Quantos de mim se inspirarão em mim?
Quantos de mim modificarão o amanhã?
Quantos de mim farão o que não fiz?
Eis a questão, quem sou dentre tantos de mim que existiram?
De qualquer forma, meu cansaço me faz fazer pouco!
Espero que os tantos de mim que virão, não sejam apenas uma atualização.
Que usem do ordinário de mim e produzam o extraordinário que não pude ser!
Não escolhi escrever!
As palavras são assim, me tomam.
Quando encontram a melhor forma de sair, entram em combustão, incendeia e queima.
Então escrevo, não porque escolhi, mas minh'alma precisa falar.
O lápis se torna os lábios de onde saem palavras doentes e o papel... o ouvinte a ser curado.
