Texto Amigas de Verdade

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Falar dela, já tentei, mas a verdade é: quem poderia?
Que mulher versátil aquela... cada dia é dia de ser sempre tão ela.

Batom vermelho nem sempre quer dizer bom humor, às vezes é só fantasia pra um dia sem muita cor. Às vezes não se sabe se é menina ou se é mulher, cabe as duas sem esforço dentro dela.

E cabe mais, muito mais, dentro dela cabe sempre um algo mais...ou, alguém. Cabe também amor, aliás amor cabe e extravasa. Ela é a verdadeira definição de “amor da cabeça aos pés”. Intensa como ninguém.
Ama com loucura o quanto pode e enquanto seu coração é correspondido, mas, não se engane, ela também se cansa e sabe bem quando se amar em primeiro lugar é preciso.

Quando há necessidade, arrasta seus cacos, mas, com dignidade. Se educou a seguir em frente mesmo quando quer voltar atrás.

Que menina aquela! Gostar ou não gostar em um minuto se dissolve dentro dela.
Seu ciúme ela esconde debaixo de uma peneira. E a risada? Essa nem tentando ela consegue esconder.
Ela ri. E como ri. E chora. Ah, como chora. Se de alegria, ou de tristeza nem sei. Mas, pra ela isso é tudo a mesma coisa. Ela não faz distinção, nem escolhe ocasião.

Das certeza que tenho sobre ela? Nunca foi brisa mansa. Ela é sempre furacão. É mais fácil esconder um vulcão que a presença dela. Presença que se sente, ausência que se nota.

Bagunça é o que ela faz por fora, mas se você a carrega por dentro, o coração tá sempre em ordem
Forte como um leão a defender a cria, mas ávida por colo e cafuné ao fim de cada dia.

Que menina aquela.
Imagina um mundo, cheinho de pessoas iguais a ela?

Na verdade, nem tudo faz falta
Nem tudo te faz bem, não precisamos
de muito para ser feliz. Mais não dispenso
a ternura das pessoas simples de coração.
A beleza das pequenas flores, o aconchego
das mãos, o falar com o coração.
Gosto daqueles que conhecem meus
defeitos e mesmo assim permanecem ao
meu lado. Me aceitam como sou sem julgamentos,
sem cobranças, apenas permanecem ao meu
lado, com meus erros acertou e limitações. Mais
me amam e me aceitam do jeito que eu sou.
Perfeitamente imperfeita.

Passou o tempo em que eu sentia raiva das amantes, pra falar a verdade era uma quase odiar. Antes eu pensava que amantes eram criaturas frias, seres em busca de um pouco de diversão sem compromisso. Pensava que eram fúlteis e vazias e que a sua capacidade de raciocínio não estava no cérebro, mas um pouco abaixo da cintura.

Bem, tenho que dizer que o meu conceito em relação as amantes mudou totalmente quando tornei-me uma, isso mesmo, acho que levei a sério demais isso de me colocar no lugar do outro, quer dizer, da outra.

O mais engraçado de tudo é que, somente uma semana depois do primeiro encontro dei-me conta do meu novo rótulo, pois é, tinha me tornado aquele ser do primeiro parágrafo e mais engraçado, não me sentia próxima de nenhum daqueles adjetivos descritos pelo meu antes.

Confesso que essa idéia muito me incomodava, logo eu, que sempre fui tão combatente, eu que me jugava tão politicamente correta, agora estava marcada por essa minha atitude nada racional. Nesse momento descobri algo em nunca tinha pensado antes: amantes são seres dotados de uma proporção bem maior de emoção do que de razão, são seres apaixonadados demais para refletir na direção do seus passos.

Me descobri fora do ar, submersa em pensamentos, gastando meu tempo em imaginar como seria o próximo encontro, minha cabeça rodava sem parar e voltar a vê-lo parecia ser a única coisa capaz de colocar meus pensamentos no lugar.

Percebi que amantes alimentam muitas ilusões, a pior delas é crer que um dia terão um "the end" feliz com seu amado. Ao contrário do que imaginava, amantes sonham com coisas simples: passeio de mãos dadas na sorveteria da esquina, um dia inteiro juntos...

Amantes são seres pela metade, fragéis, acreditam que sua felicidade depende da presença de outra pessoa. Nos momentos de racionalidade chegam a jurar que a próxima será a última vez, embora saibam que isso não é verdade, a menos que realmente queiram.

Amantes sentem inveja das esposas, muitas até gostariam de estar no lugar delas, mas esquecem que 98% de chance é de que continuem a ser o que são, válvulas de escape, loucura passageira, ou coisas do tipo.

Deixar de ser amante é como deixar de ser alcóolatra, apesar de difícil, é necessário evitar o primeiro gole.

Mulher de verdade não
Se contenta com migalhas
Não se ilude com palavras
Não espera, vai a luta.
Mulher que é mulher
Tem um sexto sentido
A sensualidade aguçada
Os gemidos explícitos
Mulher que é mulher não tem
Medo de amar,não recua,ataca
Tem a auto suficiência
Despreza a auto penitencia
E busca incansavelmente
A hora certa de ser feliz.

​Olha, eu tentei organizar o que sobrou aqui no peito, mas a verdade é que virou uma nhaca de sentimentos que eu não sei nem por onde começar a desenrolar. Queria te dizer as coisas sem esse filtro de "bom senso" que todo mundo usa pra parecer civilizado.
​Sabe o que me quebra? É o cheiro de mofo das lembranças que eu insisto em tirar do armário. É aquela sensação de vazio no estômago que parece um soco seco toda vez que eu vejo um vulto na rua que tem o teu jeito de andar, meio distraída, meio dona de tudo.
​Eu sou um estabanado sentimental. Tropeço nas palavras, falo tá quando devia dizer fica, e acabo me perdendo nessa bagunça que a gente chamou de história. Não tem nada de poético em sentir falta do barulho da tua chave no trinco ou do jeito que você reclamava de tudo... É só tosco. É só real...porra Carla...e difícil ser duas pessoas ocupando o mesmo corpo.
​Eu sei que eu sou um nó cego, cheio de contradições, um anjo que insiste em brincar de ser gente e acaba saindo com o joelho ralado. Mas, de todos os erros que eu já cometi e olha que a lista é um monstro, te querer por perto foi o único que me fez sentir que eu não tava só de passagem.
​Fica o dito pelo não dito. Essa agonia de querer te alcançar e só encontrar o silêncio.


DeBrunoParaCarla

Entre Deus, anjos, demônios e humanos, existe uma verdade que ninguém gosta de admitir...O maior mistério não está no céu nem no inferno… está dentro do próprio homem.Deus não se esconde.
Os anjos não conspiram.
Os demônios não são tão poderosos quanto dizem. O problema nunca foi externo. O humano carrega em si o mesmo potencial de criação e destruição.
Ele ora pedindo luz, mas alimenta a própria escuridão. Ele pede paz, mas cultiva guerra dentro da mente. Ele clama por Deus, mas ignora a própria consciência. Os anjos apenas observam. Os demônios apenas sugerem. Mas é o humano que decide.
Esse é o segredo que ninguém quer aceitar:
não existe força maior controlando cada passo… existe responsabilidade.
A verdade não está escondida em templos, livros ou sinais do céu. Ela está nas escolhas pequenas, repetidas todos os dias. O céu não precisa provar nada.
O inferno não precisa se revelar.
Porque enquanto o homem não dominar a si mesmo, ele continuará sendo o próprio campo de batalha. E talvez seja isso que mais assusta...não é o medo de Deus…
nem o medo do inferno…é o medo de perceber que sempre foi você.


DeBrunoParaCarla

O amor de verdade a gente reconhece no cheiro e na firmeza do toque. É saber que, se o mundo lá fora balançar, aqui dentro a gente está seguro. A gente escreve nossa história todo dia com um olhar de cumplicidade, provando que quando existe verdade, se acorda balançar a gente sempre dá um jeito.


DeBrunoParaCarla

Adeus

Sim, eu voltarei com a maré
A verdade revelar-se-á claramente
Vou com o vento, mas não vou no vazio
Do grande silêncio, eu voltarei.

Eu tenho sido como a neblina.
Na quietude da noite caminhei
Conheci alegrias e tristezas
Muitas vezes fui um lago entre as montanhas.

Algo mais doce do que o riso
É aquilo que há de infinito em mim
O meu poder liga-me à terra
A sua fragrância eleva-me ao espaço.

E o que é o conhecimento, senão uma sombra da sabedoria.
E encontrei algo maior do que essa sabedoria
É uma chama que se encontra em mim
É a vida em busca da vida.

Peguei a dor e transformei em rap, rima e verdade...
"Força na Ferida"
🎤
Eu caio, levanto, não fico no chão,
dor não me assusta, é só combustão.
Vida me testa, mas jogo de igual,
minha força é de aço, meu verso é naval.


Quem tenta me parar, tropeça no som,
eu rimo verdade, não rimo ilusão.
Sou faca afiada cortando na rima,
meu flow é tempestade, trovão que aproxima.


Se a fase é difícil, eu mordo, não fujo,
sou fogo na rua, na guerra eu concluo.
Carrego cicatriz, mas viro poesia,
minha alma é tambor, batucando energia.

⁠"Quem ama de verdade vai embora?"

Essa pergunta fica na minha mente enquanto tento entender as reviravoltas dos meus sentimentos. Amar de verdade significa ficar, enfrentar os desafios, perseverar juntos, certo? Ou será que, às vezes, amar de verdade implica deixar ir, afastar-se para permitir que ambos cresçam e se encontrem de novo, ou talvez para sempre?

Eu me pergunto se aqueles que realmente amam podem partir, não por falta de amor, mas por excesso dele. Pode ser que o amor verdadeiro seja capaz de perceber quando a presença contínua causa mais dor do que alegria. Pode ser que amar de verdade envolva ter a coragem de reconhecer que a distância, embora dolorosa, é necessária.

Penso nas histórias que conheço, nas pessoas que amaram intensamente, mas que, em algum momento, sentiram que era preciso partir. Seria falta de amor ou uma expressão profunda dele? Amar alguém significa, antes de tudo, querer o bem dessa pessoa. E se o bem dela não incluir a minha presença constante? E se minha ausência abrir espaço para algo melhor, mais saudável?

Às vezes, acho que insistimos em ficar porque temos medo da solidão, do desconhecido, de enfrentar a vida sem a pessoa que amamos. Mas o amor verdadeiro não deveria ser altruísta, colocando as necessidades do outro à frente das nossas próprias inseguranças? Talvez partir seja um ato de amor tanto quanto ficar, quando ficar significa sufocar o crescimento, a felicidade e a liberdade do outro.

Essa dúvida persiste e me faz refletir sobre a natureza do amor. Será que aprendi que o amor verdadeiro é sinônimo de permanência porque é mais reconfortante acreditar nisso? Porque é mais simples pensar que o amor é uma força que supera tudo, sem exceção? No entanto, a realidade é complexa, cheia de nuances que desafiam as definições rígidas.

Concluo que, talvez, amar de verdade seja aceitar que não há uma resposta única ou simples. Cada relação, cada circunstância é única. Às vezes, amar de verdade pode significar ir embora para permitir que a vida siga seu curso natural, para que ambos possam encontrar a paz, a felicidade e o crescimento que merecem.

E assim, me encontro em meio a essa reflexão contínua, sem respostas definitivas, mas com uma compreensão mais profunda de que o amor verdadeiro pode, sim, implicar em deixar ir. Amar é um ato corajoso, seja na permanência ou na partida. Amar é, acima de tudo, sacrificar.

Crescer de verdade é escolher a paz ao invés do ego.
É calar a boca quando a vontade é provar que tem razão.
É sair da briga que você venceria,
só porque ganhar ia te custar a sua leveza.

É entender que nem toda guerra é sua.
Que silêncio também é resposta.
Que soltar também é vitória.

Ego quer aplauso.
Paz quer sono tranquilo.

E você tá escolhendo a paz.
Isso é maturidade na veia.

ALLAN KARDEC. O APÓSTOLO DA VERDADE E DA TERNURA ESPIRITUAL.
Allan Kardec não pertence apenas à memória histórica do Espiritismo. Pertence à intimidade moral da humanidade. Sua presença atravessa os séculos como uma dessas consciências raras que ensinaram sem humilhar, corrigiram sem endurecer e sofreram sem abandonar a serenidade diante de Deus.
Durante muito tempo, muitos imaginaram Kardec como uma figura severa demais para o afeto, quase aprisionada numa racionalidade inflexível. Entretanto, aquilo que chegou até nós acerca de sua vida íntima revela precisamente o contrário. Revela um homem profundamente humano. Sensível. Delicado. Afetuoso. Um espírito que carregava responsabilidades imensas sem perder a capacidade de sentir as dores alheias.
Sua inteligência jamais destruiu sua ternura.
Kardec possuía a firmeza dos grandes educadores e, ao mesmo tempo, a brandura silenciosa daqueles que compreendem a fragilidade humana. Era rigoroso com princípios, porém misericordioso com pessoas. Corrigia ideias sem ferir consciências. Defendia a verdade sem transformar a doutrina numa arma de vaidade intelectual.
Talvez aí resida uma das maiores belezas de sua existência.
Ele não era um homem inacessível.
Era um homem fatigado que continuava trabalhando.
Era um espírito sobrecarregado que prosseguia servindo.
Era alguém que conhecia as angústias da alma e, ainda assim, permanecia fiel ao dever.
Sua célebre prece de aflição continua emocionando consciências porque nela não encontramos um missionário distante das dores humanas, mas um homem atravessando regiões difíceis do próprio espírito. Quando confessa sentir-se confuso, ansioso e interiormente perturbado, Kardec aproxima-se de todos aqueles que já enfrentaram noites silenciosas de exaustão emocional.
E mesmo cansado, não se revolta.
Mesmo abatido, não acusa.
Mesmo aflito, não abandona Deus.
Ele ora.
Pede discernimento.
Pede força moral.
Pede humildade para transformar sofrimento em aprendizado espiritual.
Há uma grandeza quase sublime nisso.
Num século marcado por disputas intelectuais e orgulho filosófico, Kardec escolheu a introspecção moral. Em vez de buscar culpados exteriores, investigava a própria consciência diante da Providência Divina. Sua espiritualidade não era teatralidade religiosa. Era disciplina interior. Era fé amadurecida pela razão e suavizada pela caridade.
E talvez seja impossível não sentir profunda comoção ao perceber que dentro daquele educador monumental ainda existia algo extremamente puro. Uma espécie de menino espiritual buscando repouso em Deus após o peso esmagador das responsabilidades humanas.
Seu coração não endureceu diante das lutas.
Sua alma não secou diante das perseguições.
Seu ideal não tombou diante do cansaço.
Kardec trabalhou incessantemente. Respondeu cartas. Consolou aflitos. Orientou grupos. Auxiliou necessitados. Administrou dificuldades materiais. Organizou obras gigantescas enquanto enfrentava desgaste físico e emocional quase contínuo. Havia noites de exaustão. Havia preocupações silenciosas. Havia saudades íntimas jamais verbalizadas inteiramente. Ainda assim, ele prosseguia.
Não porque fosse um homem sem dores.
Mas porque compreendia que a verdade exige perseverança.
Sua vida inteira parece ter sido um testemunho de renúncia serena. Uma existência consumida pelo dever moral, pela educação espiritual das consciências e pelo desejo sincero de aliviar o sofrimento humano.
Por isso sua lembrança permanece tão viva.
Não apenas como filósofo.
Não apenas como educador.
Mas como presença moral.
Como consciência amiga.
Como um desses raros espíritos que conseguem aproximar razão e compaixão sem destruir nenhuma delas.
Kardec venceu o cansaço sem abandonar a dignidade.
Venceu as dores sem perder a delicadeza.
Venceu as saudades sem permitir que a amargura lhe tomasse o espírito.
E talvez seja exatamente por isso que ainda hoje tantos corações sentem sua presença como um amparo silencioso atravessando gerações.
Sua grandeza não nasceu da ausência de fragilidade.
Nasceu da coragem de permanecer fiel à luz mesmo carregando o peso humano das próprias lágrimas.
Por: Marcelo Caetano Monteiro.
Fontes.
Projeto Allan Kardec da Universidade Federal de Juiz de Fora.
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O REINO DE DEUS ESTA DENTRO DE VÓS.
-O REINO INTERIOR E A MEDIDA DA VERDADE -
A afirmação de que “o reino de Deus está dentro de vós” exige rigor interpretativo para não ser reduzida a um subjetivismo impreciso. Ela não declara que Deus nasce da crença individual, mas que a experiência do divino ocorre na interioridade da consciência.
No registro evangélico, em Evangelho de Lucas 17:21, o ensinamento desloca o eixo da religiosidade. O reino não é território, instituição ou espetáculo exterior. É um estado moral, uma ordem íntima em que a lei divina se inscreve no espírito e orienta a conduta.
A tradição espírita, conforme O Evangelho Segundo o Espiritismo capítulo III, aprofunda essa leitura ao definir o reino como conquista progressiva. Não se trata de alcançar um lugar, mas de tornar-se apto a vivê-lo. A transformação íntima não cria Deus. Apenas remove os véus que impedem sua percepção.
É aqui que se estabelece a distinção central. A experiência do divino é interior, mas sua realidade é independente do sujeito. Confundir essas duas esferas conduz ao erro. O homem não produz o princípio. Ele o reconhece à medida que se depura.
Sob a ótica da Filosofia Moral, isso implica que o bem, a justiça e a verdade não são construções arbitrárias da vontade. São leis que precedem a consciência e às quais ela deve conformar-se. O reino interior, portanto, não é liberdade absoluta de crença, mas alinhamento lúcido com uma ordem superior.
Nesse contexto, a ideia de respeito mútuo encontra seu lugar adequado. O respeito regula a convivência entre consciências ainda em diferentes graus de compreensão. Ele não redefine Deus, mas disciplina o modo como os homens se relacionam enquanto buscam compreendê-lo.
A síntese torna-se clara. Deus não é aquilo que simplesmente dizem, pois há distorções humanas na transmissão do sagrado. Tampouco é aquilo que cada um deseja, pois a verdade não se curva à opinião. O que está ao alcance do espírito é o aperfeiçoamento da própria percepção.
O reino dentro de vós não é uma licença para inventar o divino. É um chamado severo e silencioso para tornar-se digno de percebê-lo.

O conhecimento é luz, assim como a verdade e os verdadeiros. A única TREVA que se mostra é a ignorância. A mentira deveria ter pernas curtas, mas os mentirosos que a sustentam são como suas próteses, alongando suas pernas e seus pulmões, dando-lhe fôlego para continuar existindo.
A luz só incomoda àqueles que vivem nas sombras. Então, você se identifica como?

A Espera Inventada.


"A crença de que a vida de verdade só vai começar quando alcançarmos a próxima etapa, o próximo projeto ou o fim de semana."


Passamos boa parte da vida esperando por uma etapa futura em que as coisas finalmente se ajeitarão.
"Quando este projeto terminar", "quando as férias chegarem", "quando o fim de semana se aproximar", "quando os filhos crescerem". Tratamos o presente como um rascunho, um corredor que precisamos atravessar para chegar à vida de verdade.


Ao projetar nossa atenção sempre para a frente, transformamos a rotina em um ensaio geral.
Mas a vida acontece no intervalo das nossas expectativas. Não haverá um momento mágico no futuro em que tudo estará perfeitamente sob controle e livre de ruídos.


Pousar a atenção no agora não significa renunciar aos planos.
Significa perceber que o presente é o único lugar onde podemos efetivamente existir, sentir e fazer escolhas reais.

Muitas vezes, chamamos de "impossível" aquilo que, na verdade, é apenas o limite da nossa disposição. O impossível é um esconderijo confortável; ele nos desobriga de agir, porque "se não dá para fazer, não preciso tentar". É a poltrona macia onde o medo se senta para assistir a vida passar. Mas a verdade é que o novo não exige permissão, ele exige a sua renúncia ao que é seguro.
​Nessa jornada, o maior erro é esperar pelo aplauso antes do passo. A coragem autêntica é tímida perante os holofotes, mas feroz no silêncio da ação. Ela não é um espetáculo para os outros; é uma engrenagem interna que só funciona sob pressão. Se você espera uma plateia para ser corajoso, você não busca evolução, busca validação. E a validação é uma âncora, enquanto o movimento é o vento.
​Por fim, entenda que o seu maior adversário não está no futuro, mas no retrovisor. O ontem é um mestre generoso se você aprende com ele, mas um carcereiro cruel se você o carrega nas costas. Se você não derrotar o peso dos seus erros (ou até dos seus antigos sucessos) hoje, eles se tornarão o "porquê" do seu fracasso amanhã. O amanhã deve ser um campo limpo, não o depósito de entulhos de um passado que você se recusou a vencer.
_Suedson Corey

Reflexão: Muitas vezes, confundimos fé com um pedido de providências, quando, na verdade, ela é um exercício de rendição.
Assinar um papel em branco é o maior ato de coragem que existe. Significa dizer ao Universo: "Eu não conheço o roteiro, mas confio no Autor". Nós nos preocupamos com a estética do agora — com os erros de ortografia e as rasuras dos nossos tropeços. No entanto, quando olhamos para trás, percebemos que as curvas que julgamos erradas foram as que nos levaram aos melhores destinos. A caligrafia divina não usa linhas retas para nos ensinar a voar; ela usa a profundidade.


A dor tem uma voz muito alta, mas a esperança é mais persistente. Ela não nega o sofrimento, mas retira dele o peso da eternidade. Se a dor fosse o ponto final, a vida seria um livro interrompido. Ver a dificuldade como um intervalo muda o jogo: o intervalo serve para descansar, recalibrar e preparar o palco para o próximo ato. O presente pode estar barulhento, mas o futuro está logo ali, sussurrando que o melhor ainda não foi revelado.


​A neblina é uma ilusão de ótica, não uma mudança na realidade. Quando você caminha no frio e no cinza sem enxergar um palmo à frente, a sua mente diz que o mundo sumiu. Mas a crença é a memória do sol. É saber que as montanhas não se moveram e que as flores não perderam a cor; elas apenas estão esperando a luz certa para reaparecerem.
_Suedson Corey

​O erro humano é achar que o vácuo é ausência. Na verdade, o vácuo é a espera. Seus pulmões se esvaziam não para morrer, mas para criar a urgência do reencontro.
​Não olhe para o céu esperando mensagens cifradas em estrelas que já morreram há milênios. Sinta a pressão do ar preenchendo o espaço que, há um segundo, era nada. Se você precisa de uma prova da eternidade, perceba que você não "puxa" a vida — ela se precipita para dentro de você no momento em que você se abre. O sinal não está no brilho do sol, mas na fome de ar que o seu corpo sacia sem que você precise pedir.
Suedson_corey

AMIZADE!

Existe um dizer que fala que há amigos mais chegados que irmãos. E é verdade.

Não que irmãos não possam ser amigos, mas existem pessoas que parecem fazer parte da nossa história há muitas vidas. Pessoas que chegam e fazem a alma se sentir em casa.

E é assim que me sinto perto dos meus: meu peito se enche de gratidão e a vida fica mais bonita.

São aquelas amizades de baixa manutenção, como minha boa amiga e comadre costuma dizer. Aquelas que não precisam estar juntas todos os dias, nem se falar o tempo inteiro para saber que o carinho continua ali. Porque, quando estão juntas, fazem cada momento valer a pena. E, quando estão distantes, permanecem presentes: para celebrar as vitórias, acolher as tristezas e ajudar a enxugar as lágrimas.

Amizade verdadeira não se mede pela frequência, mas pela presença, pelo carinho e pela certeza de poder contar.

E eu sou imensamente grata por ter isso na minha vida. Especialmente por ter você.

Que a gente ainda viva muitos dos momentos que hoje só planeja. Que chore de alegria, ria até a barriga doer e também aprenda a rir do caos que nós mesmas criamos.

Que venham todas as estações da vida, e que, independentemente do tempo, da distância ou das circunstâncias, a gente continue encontrando um lugar uma na vida da outra.

Dizem que amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito. Mas você, amiga, eu guardo também na mente, na alma e em cada pedacinho de mim que reconhece o valor de uma amizade verdadeira.

Gratidão ainda é pouco para expressar o que você representa na minha vida.

Obrigada por ontem, por hoje, por todos esses anos e por tudo o que ainda vamos viver.

Que eu tenha sempre você na minha vida e que também possa continuar fazendo parte da sua.

Por ontem, por hoje e por tudo o que ainda está por vir. Que seja sempre nós!

Quem feriu o meu coração?


A resposta é dolorosa, mas é minha maior verdade: não foi ninguém além de mim mesmo.
Fui eu quem feriu meu próprio coração.
Feriu de tanto querer cuidar, de tanto tentar agradar, de tanto transbordar um sentimento que acabou sufocando quem eu mais queria por perto.
No medo de perder, apertei forte demais; e, na tentativa cega de fazer feliz, acabei afastando.
Não houve um vilão nessa história. Houve apenas um amor intenso que não soube o limite do próprio tamanho, transformando o carinho em peso e o zelo em armadilha.
No fim, a pessoa que eu amava não partiu por maldade; ela só precisava respirar.
E eu fiquei aqui, descobrindo que a ferida mais profunda é aquela que a gente causa em si mesmo, tentando amar além da conta.




- Jonas Saul P. Sodré